terça-feira, 20 de março de 2018

Biografia do Participante: 3x53 - Mariza Moreira


O amor e o tempo presente estão em tudo o que Mariza faz. Ela busca valorizar cada momento da vida e conta que precisa de pouco para ser feliz. Enquanto conversa, fala do vento passando pelos cabelos, repara no interlocutor, distribui sorrisos e divaga à vontade. “Eu vibro muito com as coisas. Tudo é importante, tudo se relaciona. A vida é como se apresenta e é o agora. Não que a gente não invista no futuro, mas é o agora que é importante”, explica. Foi apelidada quando criança pelo avô de "águas de janeiro” porque adora de uma prosa. A pernambucana, de 51 anos, se dedicou ao balé na juventude até a chegada do primeiro filho, Caio. Depois se reinventou, cuidando de uma barraca de tapioca, até chegar no mosaico e nas aulas de arte para crianças e adolescentes. Hoje, ela é professora em duas escolas particulares e vende suas peças de arte em pelo menos duas lojas. João Eduardo, o segundo filho, chegou dez anos depois do primogênito. Mariza tem um jeito todo especial para falar dos filhos e se define como mãe superprotetora. “É uma relação muito presente mesmo. Eu acho até que eu os sufoco às vezes. A mulher quando fica sozinha com a missão de educar fica um pouco neurótica mesmo”, conta.  Seu programa favorito é ficar em casa com as “crias”, ver filme e ouvir música. Os filhos retribuem o carinho da mãe, mas alertam para o gênio de artista de Mariza. “É uma montanha-russa de emoções. A espontaneidade dela é uma delícia! A gente faz coisas divertidas, criativas, a gente aprende com a arte dela”, brinca Caio.

“É uma das pessoas mais excêntricas que eu conheço. Cada detalhe dela é imprevisível e é incrível viver com ela, porque a gente nunca sabe o que vai acontecer. Ela está sempre surpreendendo a gente”, destaca João. O chamego de mãe não foi um sentimento constante na vida da professora. Com um ano de idade ela perdeu a mãe no parto do sétimo filho. O vínculo materno foi estabelecido através uma música clássica do compositor alemão Johann Sebastian Bach – a área na quarta corda. “É uma música bem linda, bem triste, mas bem envolvente”, descreve. A mãe de Mariza, também multiartista, criou uma coreografia para uma pessoa querida que havia falecido. A história, contada pelo pai, emocionou a professora. “A vida inteira fiquei ouvindo a música e sentindo a presença de minha mãe. Eu até digo que a área de Bach é a minha mãe. Uma vez, chamei Caio e lhe disse: ‘essa é a mãe que eu conheci, essa é a avó que eu lhe apresento’. Ele escutou e, tempos depois, sentou com o violão e tocou a área para mim. O que uma mãe pode querer mais? É muito fofo”, conta.


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