segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Centro de Comando: 2x20 - Aquele com "Segundas Chances"


Antes de qualquer coisa, clique aqui para ir escutando enquanto lê).

Então que ontem, a minha pessoa completou 28 anos de idade. Olha que bacana? Não sei pra quem! Envelhecer não está sendo tão bacana quanto eu achava que seria... Mentira! Tá sendo bem bom, viu?

Por exemplo, vamos voltar 10 anos no passado, quando eu tinha 18 anos... Bem, foi quando eu comecei a trabalhar e meu salário... Talvez eu não devesse chamar aquilo de salário, sério, era ridículo. O que eu ganhava em um ano, hoje eu ganho em meio mês. Então... Claro que essa não foi a única mudança significativa em minha vida, eu descobri também, que eu gosto de mostarda, quem diria? Eu não!

Dez anos atrás, eu estava nos meus últimos meses de ensino médio e me preparando para entrar na universidade, que deveria ser um lugar incrível. Eu tinha tudo planejado: Ninguém me conhecia naquele lugar, eu iria finalmente fazer algumas amizades na minha própria turma, iria (supostamente) encontrar gente inteligente e aprender coisas novas, daria meu melhor e então, dominaria o mundo.


Pois bem, não aconteceu quase nada disso. Acontece que as pessoas na universidade acabaram sendo mais idiotas que as do colégio, as amizades que fiz, novamente foram de salas diferentes da minha, dei o meu melhor, mas de alguma forma, perto do meu último ano, acabei me "perdendo" na minha vida pessoal. Acontece que, eu não fui criada para falhar. Sério. Meus pais sempre me fizeram dar o meu melhor em toda e qualquer atividade que eu me disponibilizava a fazer. E na primeira vez que eu acabei falhando em alguma coisa, acabou mexendo mais do que eu esperava e hoje, eu percebo que, é normal cometer erros aos 20 e poucos anos de idade e que talvez, seja até necessário ter alguns em sua bagagem.

No meio do caminho até aqui, eu conheci algumas pessoas importantes na minha vida: Bruno, que é o meu marido, e que deixa os dias mais interessantes e o mundo melhor pra se viver... Guilherme, que é a Cristina Yang da minha Meredith Grey; Murillo que é o irmão mais velho que eu nunca tive; Bernardo, que é o meu marido do trabalho; Evander e Friedrich, que aguentam a minha chatice e estimulam meu humor; Glauber e meus leitores, que são a prova de que reality show pode unir as pessoas; Uma terceira família no "Novas Direções", seis anos trabalhando com o mesmo elenco faz isso... E muitos outros...


Falando em "Novas Direções", participar de um musical, melhor, sera protagonista de um musical, é algo que NUNCA fez parte dos meus planos para a vida. Analisando hoje, Rachel Berry (minha personagem) e eu, temos muito em comum. Durante os três primeiros anos de história, Rachel é uma estudante, um pouco intensa demais, que sabe quem é, o que quer fazer pelo resto de sua vida e está disposta a fazer o que for, para "dominar o mundo". Neste período, ambas, eu e ela, eramos desajeitadas, nada atraente para os rapazes (não sei como eu tive um namorado por três anos), consideradas "esquisitas" pelos colegas de classe e por ai vai... No quarto e quinto ano, as coisas começam a mudar, a confiança pessoal começa a crescer, o corpo começa a mudar e por ai vai indo... No meu caso, eu só descobri que poderia ser "sensual" graças ao musical que me "obrigou" a fazer "Like a Virgin" da Madonna, por exemplo. Ou...


No sexto ano, minha personagem volta para seu antigo colégio e começa a trabalhar como treinadora do clube musical da escola. Pois bem, eu não voltei para meu antigo colégio, mas acabei em um, trabalhando com música e artes. Eu deveria ficar neste trabalho até descobrir o que fazer com a minha vida e acabei descobrindo que eu tenho sorte de poder fazer parte da vida de vários adolescentes e que é uma honra ajuda-los a descobrir quem eles realmente são e o que querem fazer quando estiverem fora dos muros da escola. E poder fazer isso com música, faz com que tudo se torne mais especial ainda.

Quando montei minha primeira turma de música, cansei de ouvir de outros professores de que era uma perda de tempo, perda de dinheiro, que não traria resultado algum... Pois bem, meus alunos estão muito bem, obrigada e meus ex-alunos estão ai fora, só me dando orgulho, espalhados pelo mundo (Sim, dois deles estão fora do Brasil fazendo estágios e estudando), passando para frente tudo aquilo que eles aprenderam em sala de aula. Amando, sendo amados, crescendo... E nesta segunda, estavam todos de volta a escola, para me desejar feliz aniversário, com música, é claro... E vou ter eles comigo por mais quatro dias, já que eles decidiram que essa semana, a aula será comandada por eles. Comecei minha primeira turma com 7 alunos. Tinha 67 deles na minha sala hoje.


Acho que perdi o ponto da coisa, esse é o meu grande mal. Começo a escrever sobre algo e não consigo manter o foco da coisa, talvez por isso, vocês não encontrem muitos posts pessoais por aqui... O que eu queria dizer nessa matéria é que: A vida nem sempre acontece da maneira que a gente espera. Mas, de alguma forma, as coisas acabam melhores do que você imaginava que seria.

A garota "estranha e perdedora" do colégio, voltou nele 10 anos depois, como uma das ex-alunas que mais prosperou na vida. Não me casei com o primeiro cara que amei de verdade e com quem fiz planos de vida, mas casei com alguém que me orgulha e me surpreende (positivamente) todos os dias. Meus melhores amigos ainda são os mesmos e ainda ganhei alguns outros no decorrer do tempo, minha saúde é perfeita (incluindo a mental), tenho uma casa para chamar de minha, uma família incrível e amorosa e um cachorro para destruir os meus tapetes.


E além disso tudo, quem diria que eu iria ter um blog? E que iria ter gente querendo ler o que eu tenho pra dizer? E mais, que iria ter gente que fosse gostar de mim por isso? Eu não! Lembro que o primeiro mês do blog, só tive 28 acessos... Os seguintes não foram muito diferentes disso, acho que só meu ex que acessava... E hoje, são cerca de 3 a 5 mil acessos, por dia. Abraçaram meu "Big Brother Realidade Alternativa" de um jeito, que até me dá vontade de arriscar bater na porta de uma editora e vender meus livros. Obrigada pelo carinho pessoal. Mesmo! 

E vocês já sabem: Qualquer novidade eu volto, lembrando que quem quiser entrar em contato comigo, pode add no facebook, procurando por "Bruna Jones" e que agora na página oficial do blog, vocês encontram conteúdo exclusivo: clique aqui! Podem também procurar e seguir no twitter no @odiariodebrunaj certo?



"Quando algo começa, você geralmente não tem idéia de como vai terminar. A casa que você ia vender torna-se seu lar, os colegas de quarto que você foi forçado a aceitar, tornam-se sua família. E a “ficada da noite” que você estava determinado a esquecer, torna-se o amor da sua vida. Nós passamos toda nossa vida nos preocupando com o futuro, planejando para o futuro, tentando prever o futuro. Como se imaginar fosse, de alguma forma, amortecer o impacto. Mas o futuro está sempre mudando. O futuro é a casa dos nossos medos mais profundos e de nossas esperanças mais selvagens. Mas uma coisa é certa… Quando ele finalmente se revela, o futuro nunca é do jeito que imaginávamos."

(Música do titulo: Second Chances, da banda Imagine Dragons.)

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