quinta-feira, 21 de novembro de 2024

Grey's Anatomy: 21x08 - Drop It Like It's Hot


Após seis semanas de recuperação, Mika retorna ao trabalho no Grey Sloan, o que traz à tona más lembranças da morte de sua irmã. Enquanto trabalhava com Bailey, ela tem um colapso nervoso quando um paciente com insolação entra em colapso. Jules a encontra em uma sala de plantão, e eles fazem sexo enquanto Mika tenta recuperar o senso de normalidade. Bailey se reúne com Teddy e eles decidem dar mais tempo de folga a Mika. No entanto, Mika concluiu que precisa deixar o Grey Sloan, possivelmente permanentemente, e se despede de Jules no vestiário dos internos. Lucas e Jo buscam mais gelo para ajudar com a onda de calor que assola o hospital, mas a loja de conveniência em que estão é assaltada sob a mira de uma arma por um ladrão. Quando Jo suspeita que ela está sofrendo de sangramento vaginal , Lucas tenta desarmar o atirador, e a arma dispara na luta que se segue. Owen trabalha com Cass, a mulher que beijou Teddy, fazendo as pazes com ela a princípio, mas depois, ele se sente ameaçado novamente quando vê Cass e Teddy sozinhos em um elevador. Ele decide se reconectar com sua velha amiga Nora, que foi uma paciente recente, depois de esbarrar nela aleatoriamente. A ex-noiva de Kwan, Molly, retorna a Seattle para vê-lo depois que seu namorado a pediu em casamento; os dois acabam dormindo juntos. Apesar de realizar uma cirurgia impossível, Amelia e Winston perdem um paciente com síndrome de Marfan com quem ambos têm uma conexão emocional.

Nome do Episódio: Faz referência a música do cantor Snoop Dogg. 

Frase do Episódio: "Os mitos gregos amavam falar dos perigos da arrogância. Os riscos de crer que podemos escapar da vontade dos deuses. Como cirurgiões, precisamos de arrogância pra chegar ao fim do dia. Temos que acreditar que podemos curar as pessoas, mesmo sem grandes chances. A humanidade nos torna bons, mas o ego nos torna excelentes." ... "Toda cirurgia é um ato de arrogância. Abrimos um corpo sabendo que podemos melhorá-lo. Em seus melhores dias, cirurgiões decidem o destino do paciente. Podemos nos sentir invencíveis. Como se não errássemos. Mas, inevitavelmente, nossa arrogância nos alcança. Nessas horas terríveis, não nos resta nada além dos nossos egos destroçados. E estamos em queda livre."

Qualquer novidade eu volto, lembrando que quem quiser entrar em contato comigo, pode add no facebook, procurando por "Bruna Jones" e que agora na página oficial do blog, vocês encontram conteúdo exclusivo: clique aqui! Podem também procurar e seguir no twitter e instagram no @odiariodebrunaj certo?

quarta-feira, 13 de novembro de 2024

Grey's Anatomy: 21x07 - If You Leave


Mika e sua irmã Chloe ficam gravemente feridas após o acidente de carro. Ainda consciente, Mika instrui Lucas a cuidar de Chloe. Jules tem uma forte reação à vida de Mika estar em perigo, confundindo os outros internos. Simone a conforta e a tranquiliza depois que Jules admite seu envolvimento romântico com Mika. Grey Sloan reúne sua melhor equipe de cirurgiões para salvar Mika e Chloe. Após uma operação bem-sucedida, que incluiu a remoção do baço necessária para salvar seu fígado, Mika fica temporariamente em coma para que seu corpo possa se recuperar, e seus amigos se revezam sentados ao lado de sua cama. Os ferimentos de Chloe, juntamente com a quimioterapia que ela estava recebendo, acabam sendo graves demais para seu corpo suportar. Quando Mika acorda, Bailey informa que Chloe morreu, deixando-a devastada. Enquanto isso, em um movimento ousado, Schmitt pede a seu namorado James para se mudar para o Texas com ele. Ele se despede de Jo, que o torna padrinho de seus filhos, antes de relembrar seu tempo em Grey Sloan. James encontra Schmitt do lado de fora do hospital, anuncia que pediu demissão e os dois vão embora juntos.

Nome do Episódio: Faz referência a música da banda Orchestral Manoeuvres in the Dark 

Frase do Episódio: "Em 1986, o congresso aprovou a lei de Tratamento Médico de Emergência, que proíbe emergências de negar atendimento. Não importa se você tiver dinheiro. Pode ir a uma emergência a qualquer momento, e eles têm que tratar você. Já quem ache que a lei contribui com a superlotação e fechamento de hospitais. Mas não conheço um médico que recusaria um paciente mesmo que pudesse. Às vezes, é só tratar uma infecção no ouvido. Outras, vemos um paciente na mesa e o nosso coração para. a doença mais rara, comorbidades sem tratamento... Casos que nunca vimos, para os quais não fomos treinados. Só podemos fechar os olhos e rezar. Porque, quando um paciente entra no PS, ele é seu." ... "Quando encaramos o impossível, só contamos uns com os outros. Quando perdemos, temos com quem chorar. Quando encaramos o desconhecido, temos pra quem dar a mão. E, quando vencemos, há alguém conosco pra comemorar. E, de repente, o impossível parece possível. Mas, às vezes, não temos com quem contar. Às vezes, estamos sozinhos. Nessas vezes, temos que ter fé. Lembre-se que, mesmo sem vê-los, senti-los ou ouvi-los, os seus entes queridos estão aí, esperando você. Mesmo depois da sua morte."

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quinta-feira, 7 de novembro de 2024

Grey's Anatomy: 21x06 - Night Moves


O caso central do episódio envolve um acidente de andaime em um show de air guitar , onde um casal de adolescentes é levado às pressas para o pronto-socorro com ferimentos graves. Schmitt, agora atuando como médico assistente durante a noite sob a supervisão de Bailey, habilmente lida com a complexa cirurgia de trauma, que inclui uma decisão delicada de salvar o rim de um adolescente. No final das contas, as experiências positivas de Schmitt com pacientes mais jovens solidificam sua decisão de aceitar a posição de pesquisa clínica pediátrica no Texas, apesar das ofertas para ficar em Seattle como médico assistente. Enquanto isso, Simone, que involuntariamente confessou seu amor por Lucas, finalmente abraça seus sentimentos, levando a uma declaração recíproca de amor de Lucas. Mika e Jules trabalham juntas no caso de Winston, levando Mika a confessar que quer reiniciar seu relacionamento. Depois de ajudar em um transplante de pulmão , a fadiga de Mika, decorrente da preocupação com sua irmã, atinge um ponto crítico; ela adormece ao volante com sua irmã no carro, causando um acidente. Jo luta contra seus medos de abandono enquanto seu relacionamento com Link enfrenta tensões por causa de sua gravidez, e ela se conecta com Amelia enquanto cuida de seus filhos doentes. No final das contas, embora frustrado com seu comportamento, Link assegura a Jo que ele está nisso para o longo prazo. Teddy se encontra em uma dinâmica complicada com o novo cirurgião de trauma Cass Beckman, cujo casamento recentemente se abriu com a não-monogamia , levando a um beijo surpreendente. Teddy conta a Owen, que está chateado com esse desenvolvimento.

Nome do Episódio: Faz referência a música do cantor Bob Seger. 

Frase do Episódio: "Apesar da complexidade, o cérebro humano só se concentra em uma coisa por vez. Fazer uma coisa só reduz a distração, aguça a atenção e nos permite operar com desempenho máximo. Mas residentes de cirurgia não têm esse luxo. Uma coisa só? Tente 30. Eles pedem exames, ditam anotações, aferem sinais vitais, verificam drenos, tomam decisões rápidas enquanto correm. É um caos. Mas o cérebro se adapta e se desenvolve em quase todo ambiente. Até no caos." ... "Cientistas chamam o pensamento consciente necessário nas tarefas cotidianas de "memória operacional". Essa memória está sempre presente. Sempre ocupada. Nos guiando pelo caos da vida, uma tarefa por vez. De algumas formas, é isso o que a vida realmente é. A junção de tudo o que fazemos. Este paciente, este diagnóstico, este procedimento, este dia... Essa noite... Este momento... Este laço... Esta família, essa amizade. E, no meio disso tudo, dormir e acordar. Dormir e acordar. Dormir e... Acordar."

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quarta-feira, 6 de novembro de 2024

In Memoriam: A despedida de Tony Todd (e Josué Vianna)


Olá, olá... Tudo bem, queridos leitores? Então que infelizmente estamos aqui para noticiar mais um adeus no nosso "BBRAU". No dia de hoje, aos 69 anos de idade, o ator Tony Todd acabou falecendo. A causa da morte do artista foi listada como câncer de estômago. Quando Tony Todd assinou contrato para filmar "Final Destination: Bloodlines" em 2023, ele informou secretamente aos produtores que sofria de câncer de estômago terminal. Como resultado, quando as filmagens ocorreram no início de 2024, eles permitiram que Todd improvisasse as últimas falas de seu personagem, Sr. Bludworth, para que pudesse se despedir dignamente do público: "A vida é preciosa, aproveite cada segundo. Nunca se sabe quando ... Boa sorte."

Todd faceleu em sua casa em Marina del Rey, Califórnia e tanto "Final Destination: Bloodlines" quanto "Indiana Jones and the Great Circle" foram dedicados à sua memória. Aqui no blog ele teve uma rápida passagem dando vida ao personagem Josué Vianna, que participou da sexta temporada do "Survivor Realidade Alternativa" que ocorreu no inicio deste ano. Como vocês já sabem, em respeito a tudo o que aconteceu, quando o ator falece, a gente acaba aposentando o personagem também. Fica aqui a nossa pequena homenagem e nossos sentimentos para os familiares e amigos.

Com isso, Tony se tornou o sexto ator a deixar o nosso mundinho "BBRAU", ao lado de Matthew Perry, Jason David Frank, Gaspard Ulliel, Betty White e Naya Rivera. Esperamos que essa lista não cresça, não é mesmo?

Continuem acompanhando o blog para não perder nenhuma entrevista nova e nem os nossos projetos com o "BBRAU". Lembrando que quem quiser continuar acompanhando mais nas redes sociais ou entrar em contato, basta procurar no Facebook, Instagram e no Twitter por @odiariodebrunaj, combinado?

terça-feira, 5 de novembro de 2024

Bruna Entrevista: 13x55 - Nick Capra


Olá, olá...Tudo bem, meus queridos? Então que hoje é dia de conferir mais uma entrevista inédita aqui no blog, olha que bacana? E para deixar tudo ainda mais divertido, nós trouxemos um ator internacional, estou falando do queridíssimo Nick Capra, que aceitou vir compartilhar com a gente algumas de suas experiências na indústria dos filmes adultos, ou seja, se você for menor de idade, é melhor pedir a permissão de um adulto responsável antes de continuar lendo, beleza? Mas se você já é o próprio adulto responsável, então é só vir comigo!

Bruna Jones: Hoje você tem uma carreira de enorme sucesso na indústria de filmes adultos, tendo participado de mais de 200 projetos ao longo dos anos, mas vamos voltar um pouco ao início de sua jornada: O que você costumava fazer antes de se tornar um ator? 
Nick Capra: Na verdade, eu estava frequentando a Escola Holística, estudando massagem oriental. Eu queria ser um praticante de saúde holística. Eu obtive minha certificação de terapeuta de massagem e as 500 horas de academia concluídas. O que é necessário para a certificação na Califórnia. Já no trabalho, eu era garçom e barman em muitas das grandes redes de restaurantes corporativos no sul da Califórnia, naquela época. Wolfgang Puck Café. Cheesecake Factory. Hard Rock Café. Eu gostava porque sou uma pessoa fisicamente bastante enérgica. E servir mesas e ser barman faz com que você tenha que fazer várias tarefas ao mesmo tempo, você está sempre se movendo. 

Bruna Jones: Algumas pessoas entram no entretenimento adulto pela fama, dinheiro ou até mesmo por prazer. O que te motivou a fazer esses filmes?
Nick Capra: Nunca houve uma "motivação" para me tornar uma estrela pornô, eu sou uma "estrela pornô acidental". Meu namorado, na época, era uma estrela pornô. Eu não sabia nada sobre a indústria. E nunca foi algo que eu considerei seguir. Em 2002, os shows de câmera ao vivo tinham acabado de se tornar parte da "nova tecnologia", disponível ao público, e meu namorado estava programado para fazer um show de câmera ao vivo com outro artista para uma empresa que era parcialmente propriedade de uma pessoa que ele chamava de Chi Chi La Rue. Vários dias antes de ele ir para Los Angeles para o show ao vivo no Chennel 1 Releasing Studios, seu parceiro de câmera desistiu do show. Meu namorado ficou bastante histérico porque estava determinado a fazer esse show de câmera em particular. Ele me disse que Chi Chi LaRue era o equivalente ao pornô gay, assim como Anna Wintour é para a moda. Ele me implorou para fazer o show de cam com ele, E como não era um filme XXX de verdade, imaginei que faria o show de cam com meu namorado, para ajudá-lo a chamar a atenção dessa pessoa Chi Chi LaRue, e então voltar para minha vida, estudando medicina e massagem oriental. Mal sabia eu que não era meu namorado que Chi Chi LaRue queria como sua "nova descoberta". Era eu. Eu o conheci, E dentro de uma hora do nosso show de cam, Chi Chi já tinha me oferecido meu primeiro filme. Chi Chi também me deu o nome de Nick Capra, Então, como você vê... Quando digo que eu era uma "estrela pornô acidental", quero dizer isso literalmente. Entrei como a "líder de torcida", para meu namorado, e fui puxado para o jogo. E Chi Chi me jogou a bola. E me treinou direto para a marcação final, por assim dizer. 

Bruna Jones: Todo começo de carreira costuma ser um pouco complicado e imagino que atuar em filmes adultos pode ser "estranho" em primeiro lugar. Você se lembra de como foi sua primeira gravação? O que você acha de ter um público que assiste seus vídeos/filmes?
Nick Capra: Nossa. Fiquei apavorado. Felizmente, meu primeiro filme foi muito parecido com aquele primeiro show de câmera. Foi com meu namorado, e foi dirigido pelo maior diretor da indústria. O lendário Chi Chi LaRue. Então, a gravação foi um pouco intimidadora, com toda a iluminação profissional e pessoas na sala, enquanto eu estava fazendo sexo. Mas, havia conforto e segurança, porque meu primeiro parceiro de cena foi meu namorado. Quanto a ter um público que assiste meus vídeos? Eu amo isso, eu sou um artista. E como um típico leonino, nós amamos nos apresentar e a atenção é o nosso sol, eu amo que homens gays venham até mim e me digam que a primeira vez que eles testemunharam sexo gay, enquanto eles ainda estavam no armário e nunca tiveram intimidade física com um homem ainda, foi com um dos meus vídeos. Acho isso muito cativante. E para muitos deles, isso lhes dá a coragem de ser quem eles são autenticamente em sua homossexualidade, coletivamente, como homens gays... Todos nós compartilhamos uma coisa em comum. Todos nós fomos, em algum momento de nossas vidas, enrustidos, então, se assistir meu sexo dá a alguém a inclinação de que é "ok" ser um homossexual orgulhoso, isso torna meu trabalho mais gratificante do que eu poderia colocar em palavras.

Bruna Jones: Você rapidamente acabou se tornando um dos nomes mais famosos da indústria, tendo a oportunidade de gravar para várias empresas renomadas e com atores de sucesso na área, ganhando até vários prêmios por suas performances ao longo de sua carreira. Como foi ter esse sucesso tão rápido e ter que lidar com expectativas, sem acabar perdendo sua própria essência?
Nick Capra: Obrigado por fazer essa pergunta, sobre meu sucesso na indústria e a justaposição de perder minha própria essência, no processo. Isso foi, na verdade, uma grande parte da minha curva de aprendizado, ao longo dos anos. Em 2002, uma das minhas musicistas favoritas, Tori Amos, lançou uma música intitulada "Amber Waves". A música ilustra a história de uma jovem cuja paixão e sonhos giram em torno de se tornar uma bailarina mundialmente famosa. Para pagar as aulas de balé, Amber consegue um trabalho de meio período como dançarina em um bar de topless. Enquanto trabalhava, um agente se aproxima dela e lhe oferece uma quantia exorbitante de dinheiro para ser sua "descoberta" e estrelar um filme adulto. Ela sabe que esse dinheiro cobrirá seu aluguel e aulas de balé por 6 meses, então ela concorda em fazer apenas um filme. Avançando para 15 anos depois. Amber e uma antiga namorada do ensino médio estão dirigindo de Los Angeles para Las Vegas. Elas estão a caminho do AVN (Porn Awards) A namorada de Amber pergunta brincando: "O que aconteceu com aquela garota que eu conheci com as sapatilhas de balé?" E Amber responde: "Aquela garota está morta." Aviso ameaçador? Acho que sim! Não sei se você se identifica com isso, mas quando eu tinha essa idade. E eu estava determinada a ter sucesso em algo, que as pessoas estão me alertando tem armadilhas. Ou, quando eu me sentia atraído por aquele "bad boy". De quem todos os meus amigos estão me alertando para ficar longe, porque ele é um mentiroso e trapaceiro. Eu dizia a mim mesmo: "Serei a exceção à regra, sou inteligente demais para permitir que isso aconteça comigo," Hoje, chamo esse tipo de pensamento de: A ilusão. Delírio. E a obsessão da mente. Eu me perdi completamente em Nick Capra, eu viveria na seção de comentários das minhas páginas de mídia social. Buscando mais e mais validação. Mas quando você está nesse tipo de comportamento doentio, você está completamente alheio ao quão doentio você está se comportando. Eu acredito que foi em 2015, quando comecei a tirar minha cabeça da minha própria bunda. Era o fim de semana do Memorial Day. E eu estava em Chicago, para o Grabby Awards. O Grabby's é o show de premiação pornô gay mais respeitado, simplesmente bercase, diferente do GAYVN Awards. Que são realizados em Las Vegas. Os prêmios são dados pelo valor real do desempenho das estrelas. Não pela quantidade de dinheiro que os estúdios pornô gay estão pagando à revista GAYVN pelo patrocínio. O GAYVN Awards é comprado e pago pelos estúdios. E sim. Você pode citar isso, Mas estou divagando. Mal sabia eu que esta noite em particular se tornaria uma das maiores rosas e espinhos da minha carreira, Todo ano, no Grabby Awards, dois artistas, (das centenas que entram/saem a cada ano) são introduzidos no que se tornou chamado de Wall of Fame. É basicamente o Hall da Fama para Estrelas Pornô Gay. Todas as estrelas. As lendas. É a maior honra da noite, e é o sonho de todo artista ser um dos dois "escolhidos". Eu lembro de estar sentado lá com meu então namorado. Sem realmente prestar atenção, quando eles começaram a ler a linha do tempo da carreira do primeiro indicado ao Wall of Fame, comecei a ficar um pouco curioso, porque o artista que eles estavam descrevendo tinha uma carreira semelhante à minha, quando eles chamaram meu nome para me introduzir, fiquei chocado. Eu tinha chegado ao ápice. Lembro-me de ficar de pé. As pessoas gritavam meu nome. Os flashes das câmeras estavam me cegando. Meu agente na época estava me abraçando. E eu lembro de pensar: "Você conseguiu. Você trabalhou como uma máquina por 13 anos para ganhar isso, E esta é a camisa mais importante da sua carreira." E então isso me atingiu. Percebi em uma fração de segundo que Tori Amos profetizou os últimos 13 anos da minha vida. Em uma música de 4 minutos. 13 anos antes. Cada pessoa naquele teatro estava gritando por Nick, Nick estaria em todos os blogs gays amanhã de manhã. Nick era oficialmente parte do "Clube das Lendas". E nenhuma pessoa que estava torcendo por Nick sabia quem era Doug. (Douglas é meu primeiro nome legal) Eles não davam a mínima para quem era Doug. E eu também não sabia mais quem era Doug, Foi surreal. Eu sempre lembrarei daquela noite como uma virada de jogo, Ainda uma grande joia na coroa de prêmios que ganhei ao longo dos anos. Mas o mais importante, foi a primeira noite em que comecei a cavar para encontrar Doug novamente. Enquanto ainda mantinha o equilíbrio, retratando o personagem de Nick Capra, que passei os últimos 13 anos cultivando.

Bruna Jones: Com mais de 200 projetos no currículo, imagino que você tenha boas histórias de bastidores para compartilhar. Há algo inusitado ou engraçado que tenha ocorrido com você durante a gravação de um de seus filmes que você possa compartilhar conosco? 
Nick Capra: Tenho uma tonelada de histórias que aconteceram em sets e com acompanhantes que te deixariam morrendo de rir, e talvez algumas lágrimas tristes. Estou guardando as realmente boas para minhas memórias. Posso te contar uma situação que ocorreu em um set da Lucas Entertainment em 2009. Estávamos em Atlanta. Filmando para a linha Raunch da Lucas Entertainment. O filme era intitulado "FARTS". Tenho certeza que você consegue adivinhar qual era a premissa do filme. rs... A ideia era forçar os limites o máximo que pudéssemos com cada performance. Uma sequência envolveu eu mijando no cu do meu parceiro de cena. Então seria seguido por mim me ajoelhando, abrindo suas nádegas e deixando ele, atirar meu mijo de sua bunda. Em todo o meu rosto. Eu, sendo o pônei de exposição que me orgulho de ser, queria ir além. Então, quando ele atirou meu mijo de sua bunda, eu abri minha boca para pegar meu próprio mijo de sua bunda na minha boca. No segundo em que meu próprio xixi esquentou no fundo da minha garganta, comecei a vomitar na bunda dele. Acabou sendo cortado do filme, por razões óbvias. Parecia 2 Boys 1 Cup. Mas, se você olhar o filme FARTS up de Lucas Wntertainment, a capa do dvd real do filme é do meu rosto perto da bunda de Jason Crew. E minha boca está aberta. E você pode ver o xixi saindo da bunda dele. Fotografia inteligente. Eles conseguiram fazer uma capa de dvd, logo antes de eu vomitar na minha pobre co-estrela. Nojento. Atrevido. Mas ainda assim uma história fantasticamente chocantemente engraçada para mim,

Bruna Jones: Hoje, com plataformas como o "OnlyFans", criar conteúdo adulto se tornou algo muito diferente do que era há alguns anos. Como é para você ter a oportunidade de filmar exatamente nos seus próprios termos e desejos? Você acredita que esse tipo de plataforma tem chance de perdurar no futuro?
Nick Capra: Eu adoro isso. Eu dedico muito tempo às minhas páginas de OnlyFans e Just For Fans. Gravei conteúdo em todo o país e em diferentes partes do mundo. Sexo em público. Sexo com outros grandes artistas. Sexo com homens gostosos que descobri, que queriam filmar conteúdo comigo e que nunca filmaram antes. Esses são os que tendem a obter mais acessos dos meus assinantes. Acho que é a exclusividade de ter um homem gostoso que eles nunca viram antes. Eu até consegui que meu motorista do Uber me deixasse transar com ele para minhas páginas de conteúdo. Mas também me foi permitida essa liberdade no trabalho de estúdio. Michael Lucas, CEO da Lucas Entertainment, deu uma grande chance a mim, em 2018. Ele, até aquele momento, nunca havia permitido que um modelo dirigisse para ele. Ele me deu um pequeno orçamento. E eu co-escrevi, dirigi e estrelei "Secrets My Daddy Never Told Me". Michael foi muito duro comigo durante a produção. O estúdio dele é famoso por todos os vídeos de sexo que apresentam homens lindos, em destinos paradisíacos realmente lindos, fazendo sexo realmente agressivo e quente. Eu queria adicionar outra camada à Lucas Entertainment. Eu escrevi uma história com muito roteiro e emoção, sobre um pai que criou seu filho sozinho. Eu interpretei o pai. E meu filho, 22, tinha um segredo que ele estava escondendo de mim. E eu estava escondendo o mesmo segredo dele. Nós dois estávamos tendo casos com um homem, mas com medo de admitir um ao outro que éramos gays. Por meio de uma série de eventos obscenos, o pai e o filho finalmente curaram seu relacionamento e se assumiram um para o outro. Foi extremamente bem para a Lucas Entertainment. Me rendeu uma indicação de Melhor Diretor no Grabby's. E Michael Green iluminou um segundo filme para eu escrever, dirigir e estrelar. É o longa de 2020, "Secrets Between Uncles and Nephews". Não é uma sequência. Apenas mais uma edição da minha série "Secrets". Acho que todo mundo adora descobrir um bom segredo! 

Bruna Jones: Muitas pessoas são muito perfeccionistas em relação ao trabalho artístico que fazem, você tem o costume de assistir seus próprios vídeos e analisar o trabalho que faz? 
Nick Capra: Eu absolutamente não assisto minhas performances em vídeos. Lembro-me de como fiquei animado para ver meu primeiro vídeo, Finish Me Off, em cartaz no cinema adulto Tom Katt em Hollywood. Fui com meu namorado e vários amigos para ver minha primeira performance na tela grande do cinema. Fiquei muito animado para me ver na tela grande. Como uma "verdadeira estrela pornô", eu ficava pensando. Saí daquele cinema chorando. Tenho tendência a hiperfocar nas coisas que ninguém mais está percebendo. A pequena espinha na minha bunda. As expressões ridículas e contorcidas que estou fazendo, que eu estava tentando traduzir como prazer. Foi a primeira e última vez que assisti a uma das minhas performances. Eu instintivamente sei, saindo de uma performance, se eu arrasei ou não. E, felizmente, o público parece ter abraçado meus filmes. Então, desde que estejam felizes. Eu sei que estou fazendo um bom trabalho.

Bruna Jones: Hoje em dia é cada vez mais comum produzir séries e documentários baseados na vida de grandes estrelas da indústria, ou participar de reality shows como "Big Brother" ou "Survivor". Você se interessa por alguma dessas coisas ou quer manter sua carreira exclusivamente em produções adultas
Nick Capra: De jeito nenhum. Eu não sou um gay do tipo "que vive na rua". Eu ficaria desequilibrado se você me jogasse em uma selva onde eu tivesse que ferver minha própria água antes de beber. Eu não me dou bem com a natureza. Animais, insetos, répteis. Não, senhor. E eu pareço um gato morrendo em um saco de papel quando tento cantar. Então, participar de um reality show é um grande não. Pornô gay é meio que como "Survivior", de qualquer forma. É a única indústria onde as pessoas vão te foder na sua cara e dizer: "O que você esperava? Esta é a indústria pornográfica!"  

Bruna Jones: Sua carreira já está bem estabelecida, eu diria que quando você pensa na indústria, seu nome é um dos primeiros que vêm à mente de todos. Como é para você ter todo esse reconhecimento? O que você planeja fazer com esse sucesso no futuro? Existe algum plano de longo prazo para o que você está fazendo?
Nick Capra: Isso nunca deixa de me surpreender. É surreal quando sou reconhecido em outros países. Eu estava em Londres, experimentando roupas íntimas, em uma loja de varejo gay. E as pessoas estavam passando pelas vitrines gritando. "Eu amo seus filmes!" Eu estava em Paris, no teatro La Rev. Assistindo ao show Madame X da Madonna. E vários homens vieram até mim para me reconhecer. Um me perguntou com seu sotaque francês: "Você é o ator?" rs... Acho que você pode me chamar assim. Para responder à sua pergunta, sim. Existe um plano de longo prazo. Um podcast em: HOME | Este é o Vault Podcast da ex-diretora de estúdio original e escritora do Icon Male, Nica Noelle, e eu falaremos sobre todas as coisas, desde a indústria pornográfica até os tópicos quentes das celebridades. Sobre assuntos que impactam a comunidade LGBTQIA, até a próxima eleição presidencial. E não terminarei meu trabalho nesta indústria até que eu tenha publicado um livro de memórias. Isso é absolutamente necessário. Eu nunca teria acreditado que minha "corrida" pela indústria teria sido abraçada ao ponto de uma carreira legítima. Passei duas décadas filmando com os melhores estúdios e sendo abraçado por várias gerações de fãs. É surreal. É gratificante. Porque eu sei que não sou o homem mais bonito. E eu sei que não sou o melhor artista. Eu perguntei ao Universo em muitos momentos diferentes, ao longo da minha carreira, essa pergunta: "Por que eu? Por que recebi o privilégio, pelo qual tantas centenas de estrelas teriam matado?" A única coisa que fiz diferente da maioria dos artistas gays foi quebrar a quarta parede. Eu estava determinado a contar minha história. Então, tive que correr o risco de perder fãs que estavam simplesmente investidos na "fantasia". E eu fiz. Eu escrevi e postei minha história de vida real por meio desse personagem que criei. Eu falei sobre meu vício em cocaína. Meu pai abusivo. A agressão sexual que sofri aos 16 anos. E o suicídio do meu maior amor de 3 anos e meio. Porque no final das contas, as maiores estrelas pornôs têm uma vida útil de 5 a 7 anos. Acredito que a razão para isso é simplesmente que nosso público geral é composto por homens. Os homens se cansam de ver o mesmo "pedaço de carne", quando há 1.000 outros homens para curtir na internet. E não há nada relacionável sobre uma fantasia pornô. Acho que houve algumas conexões genuínas feitas quando eu quebrei a fantasia e permiti que os fãs vissem minha humanidade. Meus lados sombrios. Minha dor. Meus sucessos. Tudo isso é relacionável para todo homem gay, Quando você estabelece um vínculo com um fã, por meio de uma experiência relacionável. Há algo especial que você compartilha com eles. Eles se tornam mais investidos em você. Então, sim. Eu vejo isso. Eu reconheço isso. E ainda me humilha e me surpreende. E sim. Havia um plano de longo prazo definido desde o momento em que finalizei meu primeiro vídeo, em fevereiro de 2002. Um livro de memórias. A história inteira. Todos os momentos insanos e histéricos que aconteceram filmando cenas de sexo. Experiências selvagens, viajando pelo mundo com clientes, como acompanhante. Praticamente todas as coisas que os fãs sempre quiseram saber sobre o mundo oculto da indústria do sexo gay. Mas, mais importante. Eles obterão as histórias completas com as quais podem se identificar. Sofrer bullying na década de 1980, quando criança gay. Quando ser gay ainda era uma coisa perigosa de se assumir. Minha luta para sobreviver a um vício de 20 anos em cocaína. Sobrevivendo ao suicídio do amor da minha vida. E onde estou atualmente. Vivendo como cuidadora da minha alma gêmea e maior heroína - minha mãe. Que teve um derrame muito cruel em 2020. Deixando-a com uma forma de demência.

Bruna Jones: Estamos quase chegando ao fim deste ano, mas ainda assim, há alguma novidade que você possa compartilhar com a gente? 
Nick Capra: Nenhum boneco de ação está sendo preparado no momento. HAHA! E se houvesse, eu esperaria que o fizessem anatomicamente correto! No entanto, haverá um podcast sendo lançado em janeiro de 2025. E eu tenho muito o que falar sobre a cultura gay. Minhas opiniões sobre onde este país foi, após Trump ter sido reeleito novamente para o cargo. (Tudo o que posso dizer ao Brasil: Peço desculpas em nome do meu país, não votei neste lunático. Mas continuo sendo parte do "problema", por escolher viver neste país. Claramente não estamos crescendo. A consciência do povo americano não está crescendo. Estamos, de fato, retrocedendo. Estamos nos tornando menos tolerantes uns com os outros. Trump é simplesmente um reflexo dessa intolerância). 

Bacana a nossa conversa, não é mesmo? E ele ainda deixou um recadinho antes de ir, olha só: "América do Sul! Brasil. Anseio pelo dia em que poderei pousar em sua linda casa e explorá-la. Obrigada por tirar um tempo de suas vidas ocupadas para ler este artigo. E obrigado, obrigado, obrigado por apoiar meu trabalho todos esses anos. Vocês são os que decidem se eu fico ou se vou. Então, obrigado por me manter por perto todos esses anos!" e se vocês quiserem continuar acompanhando ele nas redes sociais, sendo maiores de idade, é claro... Basta procurar no Twitter por @nickcapra, no TikTok é @NickCapraOfficial, no OnlyFans é só clicar AQUI e no JustForFans é só clicar AQUI.

Espero que vocês tenham gostado da entrevista de hoje, em breve retornarei com novidades. Continuem acompanhando o blog para não perder nenhuma entrevista nova e nem os nossos projetos com o "BBRAU". Lembrando que quem quiser continuar acompanhando mais nas redes sociais, basta procurar no Facebook, Instagram e no Twitter por @odiariodebrunaj, combinado?

quinta-feira, 31 de outubro de 2024

Bruna Entrevista: 13x54 - Adam J. Harrington


Olá, olá... Tudo bem, queridos leitores? Então que hoje é dia de conferir mais uma entrevista inédita aqui no blog, olha que bacana? E o nosso convidado é internacional, o que deixa tudo mais divertido! Convidamos o queridíssimo ator Adam J. Harrington para vir conversar um pouco sobre sua trajetória, alguns projetos que ele esteve como destaque e muito mais. Foi uma conversa bem interessante e vocês conferem tudo a partir de agora, vem comigo!

Bruna Jones: Hoje você tem uma carreira muito sólida como ator e dublador, tendo tido a oportunidade de participar de vários projetos de sucesso na televisão e no cinema, mas antes de falarmos mais sobre isso, vamos voltar ao começo... Antes de se tornar ator, você se formou em biologia marinha, certo? Como surgiu seu interesse por essa área e naquela época, as artes já faziam parte da sua vida de forma paralela ou você só se interessou pela atuação depois da sua graduação?
Adam J. Harrington: Quando eu era criança, eu amava tudo sobre a água e o oceano. Eu também amava atuar, fazer esquetes para minha família e fazê-los rir. Conforme fui crescendo, meus pais queriam que eu me concentrasse em obter uma educação que pudesse me dar um emprego. Nós crescemos em uma cidade com duas siderúrgicas, atuar não era algo que alguém fazia para viver. Então meu amor pela água/oceano levou à Biologia Marinha. Quando terminei a pós-graduação e trabalhei como Biólogo Marinho por um tempo, meu amor por atuar ainda era muito forte, e eu pensei "Prefiro tentar e falhar do que nunca tentar", então eu tentei.

Bruna Jones: Imagino que mudar de carreira deve ser um grande acontecimento na sua vida, principalmente trocar uma carreira "segura" por uma carreira de ator, que costuma ser um pouco mais instável na hora de encontrar um emprego. Você já teve alguma dúvida ou insegurança sobre o que estava fazendo no início dessa nova jornada?
Adam J. Harrington: Esta é uma ótima pergunta Bruna! Para ser honesto, na época, eu realmente não sentia que tinha escolha. Eu SIMPLESMENTE TINHA que fazer isso, sabe? Novamente eu tinha esse ditado "Prefiro tentar e falhar do que nunca tentar" na minha cabeça. Eu também tive sorte, de certa forma, porque ser um biólogo marinho não garantia uma carreira estável, não como ser um médico ou um homem de negócios.

Bruna Jones: Como ator, você tem a chance de viver os mais diversos "tipos de vida" que seus personagens podem lhe proporcionar, alguns mais próximos da sua própria personalidade e outros com realidades diferentes. Dito isso, tem algum personagem que foi mais difícil para você se conectar ou que a experiência foi um pouco mais intensa do que você imaginava que poderia ser?
Adam J. Harrington: Sim. Sempre que interpretei um "vilão". Do jeito que eu trabalho, tenho que encontrar a razão pela qual o personagem é do jeito que é, por que ele faz as coisas que faz. Tenho que entender isso. Isso pode ser difícil e intenso quando o que o personagem está fazendo é realmente horrível. Por exemplo, interpretei homens emocionalmente abusivos muitas vezes. Para entender POR QUE eles estão se comportando dessa forma, como talvez o abuso que sofreram quando crianças etc., esses são lugares sombrios para se ir.

Bruna Jones: A propósito, como costuma ser seu processo criativo quando recebe um novo personagem para interpretar? Você costuma buscar inspiração em alguém ou algo?
Adam J. Harrington: Eu vou me inspirar em qualquer coisa que funcione! Pessoas, um evento, uma ótima performance de um ator, minha própria vida, qualquer coisa que pareça certa. Eu acho que um bom ator é como um bom detetive, sempre observando e observando.

Bruna Jones: Este ano você teve a oportunidade de fazer parte do elenco da novela "General Hospital", que é um formato mais popular aqui no Brasil. Como foi para você participar de um projeto que faz sucesso há tantos anos? Nos bastidores, você sentiu uma certa diferença na forma como o programa é produzido em relação aos seriados de TV?
Adam J. Harrington: Eu estava muito animado para entrar para o "General Hospital", pois nunca tinha trabalhado em uma novela antes. As novelas funcionam muito rápido, pois estão lançando um programa por dia. Foi uma experiência incrível aprender a trabalhar nessa velocidade, ainda mais uma que está no ar há mais de 60 anos. E o elenco e a equipe foram incríveis!, eles foram a melhor parte da experiência.

Bruna Jones: Falando em Brasil, com o avanço do streaming, conteúdos do mundo inteiro acabam sendo distribuídos nessas plataformas e alguns programas dos quais você participou fazem grandes sucessos por aqui, como: "Station 19", "The Rookie", "Major Crimes", "Supernatural", "Castle", "Dexter", etc... Então, a pergunta é: Como é para você ter essa noção de que sua imagem é influente no mundo todo, que nesse momento alguém no Brasil, por exemplo, pode estar assistindo a um de seus projetos e se emocionar de alguma forma?
Adam J. Harrington: Nossa Bruna, adorei a forma como você falou isso. Sempre que algo que eu faço como ator tem impacto: faz alguém rir depois de um dia duro de trabalho, faz pensar em como alguém o está tratando, ou como tratou outra pessoa, faz com que se assuste de uma forma divertida, faz com que não se sinta tão sozinho quando está triste... Tudo isso é uma grande honra. Então a ideia de que o streaming vá para o mundo todo é um sentimento maravilhoso e muito humilde.

Bruna Jones: Além de atuar para televisão e cinema, você também é responsável por captar movimentos para grandes jogos, como "God of War". Como é para você fazer esse trabalho? Você tem alguma curiosidade de bastidores que possa compartilhar conosco?
Adam J. Harrington: Eu amo trabalhar em videogames porque você usa muito mais sua imaginação. Você se torna como crianças no parquinho brincando de "faz de conta". Por exemplo, Sindri é um anão, e Kratos é ENORME. Então eu usaria uma foto do meu personagem no meu peito, e Chris (Kratos) teria uma foto em um longo poste, que alguém seguraria acima dele. Dessa forma, nossa linha de visão criaria a diferença de altura entre nós. E algo nos bastidores? Houve muita risada trabalhando juntos, esses jogos levaram cerca de 10 anos para serem feitos, então, no final de "Ragnarok", éramos como uma família.

Bruna Jones: Você também é professor de atuação e tem seu próprio curso para atores no "The Harrington Acting Studio". Como surgiu esse novo projeto na sua vida e como é para você ajudar e auxiliar novos atores que estão chegando nesse mercado, compartilhando experiências e técnicas que te ajudaram ao longo da sua carreira?
Adam J. Harrington: Comecei a dar aulas de ciências enquanto estava na faculdade de Biologia Marinha. E depois dei alguns cursos de atuação no início da minha carreira. Cerca de 10 anos atrás, uma das minhas professoras de atuação começou a se aposentar, então comecei a dar aulas ao lado dela e depois assumi quando ela se aposentou. Eu amo dar aulas. Há um tipo de alegria quando posso ajudar outras pessoas a seguirem sua paixão e ajudá-las a perceber que o maior presente que podem trazer ao mundo é seu próprio eu único, e que a aceitação de tudo o que nos torna humanos; nossos pontos fortes, nossas fragilidades, nossas imperfeições, é o que realmente nos conecta a todos.

Bruna Jones: Estamos quase no final deste ano, mas ainda assim, você tem alguma novidade chegando? Algo planejado para 2025 ou alguma novidade que você possa compartilhar conosco?
Adam J. Harrington: Tenho algo chegando em 2025! Infelizmente, ainda não posso falar sobre isso, mas quando puder, prometo que compartilharei!

Bruna Jones: Antes de terminar esta entrevista, tenho que perguntar: você já veio ao Brasil? Gostaria de vir nos visitar quando possível?
Adam J. Harrington: Nunca tive o prazer de visitar o Brasil. Eu adoraria! Vocês têm um país tão lindo e rico em cultura! E eu surfo, então adoraria fazer isso!

Bacana a nossa conversa, não é mesmo? E ele ainda deixou um recadinho que foi escrito em português por ele mesmo, olha só: "Peço desculpas por esta tradução, mas vou tentar mesmo assim. "Obrigado por ler esta entrevista. Tenha um ótimo dia!"" e se vocês quiserem continuar acompanhando ele nas redes sociais, também tem um recadinho: "Todos podem me encontrar como @adamjharrington no Instagram e no Twitter", bora lá seguir ele???

Obs: Gente, eu sei que o blog ficou meio que abandonado nesse último mês, mas é que está uma correria louca por aqui em questão de trabalho e eu estou praticamente com nada de tempo sobrando livre, então não consegui manter o "BBRA" no ar... Mas creio que até o final do mês as coisas vão se ajeitar de novo e voltaremos com os novos episódios, beleza? Me desculpem!

Espero que vocês tenham gostado da entrevista de hoje, em breve retornarei com novidades. Continuem acompanhando o blog para não perder nenhuma entrevista nova e nem os nossos projetos com o "BBRAU". Lembrando que quem quiser continuar acompanhando mais nas redes sociais, basta procurar no Facebook, Instagram e no Twitter por @odiariodebrunaj, combinado?

terça-feira, 29 de outubro de 2024

Bruna Entrevista: 13x53 - Lucas Buda


Olá, olá... Tudo bem, queridos leitores? Então que hoje é dia de conferir mais uma entrevista inédita aqui no blog, olha que bacana? E o nosso convidado de hoje foi um dos competidores do "BBB24" que mais esteve focado no jogo ao longo da temporada, estou falando do querido Lucas Buda, que aceitou vir compartilhar um pouco de sua história com a gente. Bora conferir? Vem comigo!

Bruna Jones: Você ganhou fama nacional esse ano ao participar do "BBB24" da Globo. O que acabou motivando a sua inscrição e a aceitação do convite para ficar confinado e sendo visto 24 horas por dia? Lucas Buda: O que me motivou a me inscrever foi o desejo de ganhar o prêmio que certamente mudaria muito a minha vida, eu passei muitas dificuldades na infância, nasci e cresci na favela da Maré, no Rio de Janeiro e queria acelerar um pouco o processo de tentar me tornar um milionário, o que também me motivou foi o desejo de usar minha influência para ajudar projetos sociais de periferias do Brasil, mas principalmente da favela da Maré. 

Bruna Jones: Apesar de você já estar ganhando uma certa visibilidade nas redes sociais antes do confinamento, você ainda não era de fato uma pessoa pública. Seu trabalho era mais voltado para a área da educação e da cultura... Você não chegou a ter receio sobre como o "BBB24" poderia acabar interferindo na parte "off" da sua vida ou nas áreas profissionais?
Lucas Buda: Sim, tive receio de que as pessoas julgassem meu profissionalismo em função de uma característica da minha vida pessoal, como por exemplo, gostar de tomar minha cerveja e dançar nas festas. Eu sei que não sou menos profissional por isso, ralei muito pra chegar onde cheguei, sempre me destaquei em todos os empregos que tive, mas tive receio de que minha exposição no "BBB" pudesse afetar a minha profissão e afetou. 

Bruna Jones: Para ficar confinado no programa, você precisou abrir mão de algumas coisas em sua vida e se organizar para estar disponível para a emissora por pelo menos três meses. Sendo o "BBB" o maior reality show da televisão brasileira, a produção costuma trabalhar de maneira com que os nomes não acabem vazando e que informações não sejam compartilhadas... Dito tudo isso: Como você se organizou para essa tarefa? Você chegou a "desabafar" ou contar com a ajuda de alguém para estar preparado para o dia de ir ao hotel do confinamento?
Lucas Buda: Eu tinha muito medo de vazar uma informação, eu precisei falar para algumas pessoas bem próximas sobre o processo, por exemplo eu estava viajando a trabalho na África e tive que voltar 3 dias antes do fim da viagem para participar da última etapa de seleção, então acabei tendo que contar para minha colega de trabalho e confiar de que ela não iria contar pra ninguém, acabou que ela fez parte da minha equipe de gestão das redes sociais aqui fora. A minha ex-esposa sabia de todo o processo também. 

Bruna Jones: Você acabou ficando 93 dias na competição (sem contar o período do hotel) do que você sentiu mais falta de fazer e que não tinha como? E o que você era "obrigado" a fazer todos os dias que acabou te desgastando lá dentro?
Lucas Buda: O que mais senti falta foi da roda de capoeira, ela sempre foi espaço de cura e me reconectar comigo mesmo, por mais que tenha tido lá uma apresentação de capoeira na minha festa do líder ainda assim não era a energia que só existe dentro de uma roda de capoeira. O que mais me irritava na casa era a forma como éramos acordados, a luz ligava subitamente com um som muito alto e a gente já acordava bolado. 

Bruna Jones: Além de chegar ao programa pelo "puxadinho", você chegou a passar por alguns paredões antes da sua eliminação, vocês lá dentro não faziam ideia de como o programa estava sendo retratado aqui fora, então, como foi para você esse sentimento desde a indicação até o momento em que o Tadeu anunciou que você continuaria?
Lucas Buda: A sensação de voltar é muito boa, mas eu tinha uma leitura de que estava já do lado "errado" do jogo, mas eram as pessoas com as quais me sentia bem em estar, as duas vezes que voltei, por um lado feliz, mas por outro tinha a sensação de que o eliminado ou a eliminada só estavam piores do que eu no game. 

Bruna Jones: Por ter ficado quase até o final do programa, você teve a oportunidade de participar da maioria das provas do confinamento. Qual foi aquela que você mais gostou de fazer e aquela que você achou mais chatinha?
Lucas Buda: Eu amava fazer prova, festa e prova eram as melhores parte do "BBB". Eu gostei muito de uma prova de uma marca de margarina que tínhamos que descer de um escorrega gigante e durante a descida lançar um disco dentro de um pote gigante de margarina, aquela prova eu fui muito bem, ganhei com folga. A prova que mais fiquei chateado em participar foi uma que tínhamos que segurar o peso do companheiro, fizemos a prova eu e Binn e não durou nem 10 minutos. 

Bruna Jones: É perceptível para todos que a vida depois do confinamento no "BBB" muda completamente, seja por questões financeiras ou até mesmo pessoais. Você acabou saindo do confinamento conhecido nacionalmente, por exemplo... Como foi para você esse período de adaptação para a nova realidade? E agora, alguns meses depois, como você se sente tendo essa oportunidade de vivenciar coisas que nem imaginava que iria viver?
Lucas Buda: A vida muda muito, é muito legal você receber o carinho de pessoas que você nem sequer conhece, ouvir pessoas te desejando coisas boas e torcendo por você, eu tenho viajado bastante, amo viajar, e viver experiências novas, conhecer novas culturas e o "BBB" me abriu essa porta. Até entender como lidar com essa exposição é complexo, mas depois fui me acostumando e lidando melhor. Hoje estou muito feliz levando a vida que tenho levado, ainda quero conquistar muita coisa, mas sou grato pelo que consegui até aqui. 

Bruna Jones: Analisando como um todo agora que o programa já foi finalizado tem algum tempo, participar dele foi uma boa experiência para você? Você se arrepende de algo que fez ou deixou de fazer lá dentro?
Lucas Buda: O programa foi uma experiência incrível, eu nunca mais vou viver tudo que vivi e sentir as sensações que senti lá dentro, eu viveria tudo novamente. Se tem algo que eu teria feito diferente lá dentro da casa era ter ouvido um pouco mais a mim mesmo, não teria tanto receio de cancelar alguém por falar o que a pessoa precisava ouvir, acho que poderia ter sido mais incisivo no jogo indo mais pro embate. 

Bruna Jones: Diversos participantes acabam pegando gosto por realities e acabam aceitando convites para participar de outros. Sei que ainda é muito cedo para pensar nisso, mas... Você aceitaria voltar ao "BBB" ou participar de outro reality show, como "A Fazenda", por exemplo?
Lucas Buda: Eu sou muito competitivo e amei participar do "BBB", fui recordista de provas, liderei estratégias, montei paredões, então eu super iria para outro reality. Esse ano eu não fui porque precisava priorizar a organização da minha vida, mas no ano que vem em diante podem me chamar que estou pronto. 

Bruna Jones: Já estamos quase finalizando mais um ano, mas ainda assim, tem novidades vindo por aí? Algo que possa compartilhar com a gente?
Lucas Buda: Olha, tem algumas coisas boas acontecendo, estou terminando meu mestrado, um sonho que está se realizando, estou compondo música, escrevendo livro e tem uma super novidade para 2025 que ainda não posso falar mas que também é a realização de um sonho. 

Bacana a nossa conversa, não é mesmo? E ele ainda deixou um recadinho antes de ir, olha só: "Gente, a vida é muito curta para não ser vivida intensamente, tenham planos e lute para realizá-los, desejo que vocês vivam cada vez mais a experiência de realizar um sonho." e para quem quiser seguir ele nas redes sociais, também tem um recadinho, olha só: "No Instagram estou como @lucas.capoeira, no YouTube estou como @lucascapoeira e para parcerias comerciais é só mandar um e-mail para buda@mynd8.com.br", estamos combinados galera????

Espero que vocês tenham gostado da entrevista de hoje, em breve retornarei com novidades. Continuem acompanhando o blog para não perder nenhuma entrevista nova e nem os nossos projetos com o "BBRAU". Lembrando que quem quiser continuar acompanhando mais nas redes sociais, basta procurar no Facebook, Instagram e no Twitter por @odiariodebrunaj, combinado?

quinta-feira, 24 de outubro de 2024

Grey's Anatomy: 21x05 - You Make My Heart Explode


Schmitt e Adams enfrentam um perigoso transporte de helicóptero com uma jovem gravemente ferida, Ofelia, cuja perna está em risco sem cuidados imediatos. A calma de Schmitt sob pressão a salva, confirmando sua dedicação à cirurgia pediátrica — uma carreira que Monica Beltran apoia, até mesmo sugerindo uma oportunidade de teste clínico para ele no Texas. Enquanto isso, Jo Wilson, grávida de gêmeos, luta contra suas ansiedades, afetando seu relacionamento com Link, que admite seus próprios medos sobre a paternidade. Bailey, Simone e Kwan trabalham incansavelmente para garantir uma terapia genética cara para Zayne, um funcionário do hospital com anemia falciforme grave , embora as barreiras logísticas persistam. Ndugu, investido na recuperação de um paciente solitário, encontra semelhança com o novo residente Ben Warren. Em outro lugar, Teddy e Owen continuam a terapia de casal para salvar seu casamento, debatendo entre soluções temporárias e resoluções genuínas. Quando uma cirurgia inesperadamente os cobre de sangue, o choque traz risos e um momento compartilhado, destacando sua determinação em consertar seu relacionamento.

Nome do Episódio: Faz referência a música do cantor Jonah. 

Frase do Episódio: "Toda vez que um cirurgião opera, é a primeira de novo. Mesmo com centenas de nefrectomias ou transplantes cardíacos, você nunca removeu esse rim ou transplantou esse coração. Experiência geralmente ajuda, mas, em casos inéditos, fingimos. Ensaiamos em réplicas por horas a fio e, quando um paciente real estiver na mesa, esperamos saber o que fazer." ... "O ditado diz: "Finja até fazer". Porque fingir que somos confiantes nos ajuda a achar a confiança verdadeira. Quando não funciona... Quando a vida não nos dá segundas chances, nem ensaios gerais, podemos desistir ou apostar tudo. Tentamos nos convencer que não ligamos... Podemos tentar esconder nossas dúvidas e medos... Ou podemos aceitar o desconhecido... E mergulhar de cabeça. O que é real é melhor de qualquer maneira."

Qualquer novidade eu volto, lembrando que quem quiser entrar em contato comigo, pode add no facebook, procurando por "Bruna Jones" e que agora na página oficial do blog, vocês encontram conteúdo exclusivo: clique aqui! Podem também procurar e seguir no twitter e instagram no @odiariodebrunaj certo?

terça-feira, 22 de outubro de 2024

Bruna Entrevista: 13x52 - Bruno Alcantara


Olá, olá... Tudo bem, queridos leitores? Então que hoje é dia de conferir mais uma entrevista inédita aqui no blog, olha que bacana? E o nosso convidado de hoje é bem conhecido do público que não perde um episódio do "RuPaul's Drag Race", estou falando do querido Bruno Alcantara, que aceitou vir aqui compartilhar um pouco de suas experiências no programa e também trazendo novidades, como por exemplo, o programa de entrevistas em seu canal no YouTube. Bora conferir o nosso papo? Vem comigo!

Bruna Jones: Hoje você é um modelo mundialmente famoso, principalmente por fazer parte do elenco regular do "RuPaul's Drag Race". Mas, antes da gente falar mais sobre isso, vamos voltar um pouco... Como foi que você acabou se interessando pela profissão?
Bruno Alcantara: Eu sempre tive uma inclinação para o mundo artístico, fiz teatro desde muito cedo na Bahia, e também sempre gostei das câmeras e dos holofotes então acho que aos poucos foram pintando as oportunidades e eu fui abraçando conforme foram acontecendo. Poder fazer coisas que você gosta, que você se diverte e ainda ser pago por isso é maravilhoso. 

Bruna Jones: Na sua profissão, o seu corpo acaba sendo bastante visado pelas pessoas, seja pelos responsáveis da marca que você representa, os fotógrafos que te direcionam para a melhor foto, uma apresentação em desfile e até mesmo na televisão em sua participação no "RuPaul's"... Dito tudo isso, você acaba se cobrando mais do que o normal em relação a estar com o físico em dia? Se sim, como você lida com esses momentos? Inclusive, a sua rotina costuma ser regrada ou você possui momentos em que você se permite se alimentar com algo que normalmente não faria ou "pular" algum treino? 
Bruno Alcantara: Acho que equilíbrio é fundamental na vida. É claro que cada um estabelece o seu. Obviamente eu sou bem consciente com o meu corpo, eu trabalho com isso, então eu tento manter a boa forma e saúde o máximo possível. Mas hoje em dia eu já lido de uma maneira mais tranquila, flexível, com comida e treino. Eu tiro dias de descanso de treino, principalmente quando eu viajo, e as vezes eu tenho muita coisa para fazer e não dá pra malhar mesmo. Eu tento respeitar meu corpo se estou muito cansado. Eu amo carboidrato e doce, então não me privo disso, mas eu tento moderar.

Bruna Jones: Talvez tenha algumas pessoas que não sabem, mas você é brasileiro e acabou se mudando para o Estados Unidos, onde acabou se tornando o seu novo lar. Como foi essa mudança em sua vida? Foi um início de jornada difícil tendo em vista a diferença entre culturas, linguagem e até mesmo o ambiente em si? Como foi esse período de adaptação?
Bruno Alcantara: Sou brasileiro e tenho muito orgulho. Baiano inclusive. Eu mudei pra os Estados Unidos para aprender inglês, pois era um grande sonho que eu tinha. O pais me recebeu de braços abertos e hoje eu sou cidadão americano. Mas com certeza foi um choque cultural muito grande, não é fácil estar longe da família, amigos e tudo o que a gente conhece. Porém, todo ano eu estou voltando ao Brasil para ver os amigos, família, matar a saudades da comida e da energia brasileira que é única. Sou muito grato por ter tido tanta oportunidade incrível na América.

Bruna Jones: Hoje você é mundialmente visto através do reality show "RuPaul's Drag Race", onde faz parte do elenco fixo do programa. Como foi que você acabou ingressando no programa? 
Bruno Alcantara: Eu fui conectado através de um amigo que e muito próximo da Michele Visage, que é jurada do reality show. Eles me contataram e super rolou. Estou muito feliz por fazer parte de um show de tanto sucesso e que traz uma mensagem tão importante para nossa sociedade, de amor próprio e aceitação. 

Bruna Jones: No programa, você e os outros rapazes que fazem parte do "pitcrew" acabam sendo vistos usando em diversos momentos, nada além de pequenas sungas. Em algum momento do início da sua jornada no programa, você chegou a ficar "tímido" ou ter algum receio pelo "uniforme" usado na atração? Como você lida com isso hoje em dia? 
Bruno Alcantara: Eu confesso que no inicio eu fiquei um pouco me questionando se eu queria estar na televisão vestindo uma sunga, e claro que a gente acaba sendo muito objetificado quando trabalhamos sempre mostrando o nosso corpo. Mas eu tento ver da seguinte forma, cada um joga com as armas que tem, haha... É claro que existe muito mais de mim do que meu corpo, mas eu me tornei bem confortável com isso. Enquanto estiverem dispostos a assistir, eu vou mostrar, claro que respeitando os meus limites. 

Bruna Jones: Querendo ou não, você e o Bryce Eilenberg meio que acabaram se tornando os membros do "pitcrew" com maior participação no programa nas últimas temporadas. Como é a relação entre vocês nos bastidores do programa? Aliás, vocês dois são vistos com tanta frequência, que podemos dizer que as aparições vão além de uma assistência de palco, chegando ao ponto de vocês participarem ativamente de algumas atividades que nossas queens precisam concluir ao longo dos episódios. Dito isso, tem alguma prova ou atividade das quais você participou, que seja a sua favorita? 
Bruno Alcantara: Bryce é muito tranquilo e fácil de se trabalhar. A gente bate vários papos ao longo das gravações. Ele é um otto ally pra a nossa comunidade. Inclusive ele acabou de casar. Nós fizemos parte de um "Snatch Game" que foi super legal, além de ter tido a oportunidade de sentar no painel de jurados em três temporadas já, é uma experiência única.

Bruna Jones: O programa desde a sua primeira temporada acabou se tornando um grande sucesso e trouxe muita representatividade e acolhimento não só para a comunidade drag, mas como a comunidade LGBTQIA+. Como é para você fazer parte de um projeto tão grande e importante como esse? Como costuma ser a sua relação com os fãs que chegam até você através deste projeto? 
Bruno Alcantara: Como disse antes, eu adoro a mensagem que o show traz, o que representa, me deixa muito orgulhoso fazer parte de um projeto que traz mudanças positivas pro mundo. E eu amo receber mensagens de suporte, dos fãs, inclusive quem me ver por ai não fiquem acanhados pra vir falar um oi, combinado? 

Bruna Jones: Esse ano você abriu um canal no YouTube com o programa "In Bed With Bruno". Como surgiu essa ideia? Poderia dar um pequeno spoiler do que vem pela frente nesse projeto, já que estamos ainda tão no início dele? 
Bruno Alcantara: "In Bed With Bruno" é mais um sonho realizado, Um programa de entrevistas onde eu recebo celebridades para falar sobre a vida e é claro, sobre sexo. É uma oportunidade que estou tendo de mostrar um outro lado meu, fazendo algo diferente e permitindo com que as pessoas se conectem comigo de uma nova maneira. Minha cama é o meu lugar favorito, eu amo conversas profundas na cama, então faz muito sentido um programa na cama onde eu estou bem confortável e vulnerável. Os episódios já esta disponíveis no meu canal no YouTube, Amazon Podcasts, Spotify e Apple. Conto com vocês para irem lá assinar o canal, assistir os episódios e deixar um comentário.

Bruna Jones: Além do canal do YouTube, tem outros projetos vindo por aí? Alguma novidade que você possa compartilhar com a gente?
Bruno Alcantara: Eu tenho um calendário que esta sendo produzido para 2025, e eu serei um dos co-hosts no GayVN Awards que acontece em Janeiro em Las Vegas. Por enquanto, essas são as novidades.

Bacana a nossa conversa, não é mesmo? E ele ainda deixou um recadinho antes de ir, olha só: "Não tenham medo de arriscar na vida, sonhem e façam o possível pra realizar. Façam o que te faz feliz, a opinião dos outros não é o mais importante, façam o que faz sentido para vocês!" e se vocês quiserem continuar acompanhando ele nas redes sociais, basta procurar por @Brunocalcantara no Instagram, TikTok e Twitter. Para contatos profissionais, é só enviar um e-mail para brunocalcantara@gmail.com, beleza?

Espero que vocês tenham gostado da entrevista de hoje, em breve retornarei com novidades. Continuem acompanhando o blog para não perder nenhuma entrevista nova e nem os nossos projetos com o "BBRAU". Lembrando que quem quiser continuar acompanhando mais nas redes sociais, basta procurar no Facebook, Instagram e no Twitter por @odiariodebrunaj, combinado?

quinta-feira, 17 de outubro de 2024

Grey's Anatomy: 21x04 - This One's for the Girls


A irmã de Mika, Chloe, chega ao Grey Sloan Memorial para tratamento de câncer colorretal em estágio 3B. Mika fica profundamente afetada, sentindo-se inútil apesar de ser cirurgiã. Determinada a ajudar, ela explora procedimentos de preservação da fertilidade para Chloe. Jules intervém para apoiar emocionalmente Chloe na sala de cirurgia, enquanto os amigos de Mika assumem seus turnos para que ela possa ficar com sua irmã. Em outro lugar, Ben Warren retorna como residente cirúrgico do quarto ano, encontrando apoio e desafios. Ele e Kwan trabalham juntos para salvar um paciente com uma infecção grave de um lifting de bumbum brasileiro . O retorno de Ben traz tensão, especialmente com sua esposa, Miranda Bailey, que se preocupa com ele enquanto ele se ajusta aos novos protocolos do hospital. Owen e Teddy enfrentam problemas conjugais, enquanto Winston luta contra frustrações pós-divórcio e estresse no trabalho. Schmitt começa um novo relacionamento com James, mas depois que eles dormem juntos, ele descobre um álbum de casamento que o faz questionar os motivos de James.

Nome do Episódio: Faz referência a música da cantora Martina McBride. 

Frase do Episódio: "Antes de operar, colocamos tecidos sobre o paciente, expondo somente a área que vamos trabalhar. Isso não só nos faz focar no que precisamos, mas limpa o campo de visão e reduz fragmentos que possam atrapalhar. São tecidos especiais que suprem as necessidades de várias cirurgias. O desafio ocorre quando há complicações sob o tecido. Com o corpo coberto, não vemos se algo fica pálido ou uma perna fica azul. Quando não podemos ver o corpo inteiro, podemos não ver que algo deu errado." ... "Quando um paciente para em cirurgia, nós removemos o tecido imediatamente. Pra ver se deixamos passar algo. Como em cirurgia, às vezes, na vida, perdemos o quadro geral de vista. Com stress ou preocupação, pode ser difícil ver o que está indo bem. Quando andamos nas nuvens, também é fácil não ver os alertas. Expandir nossa perspectiva pode nos dar uma visão melhor, mais precisa de nós mesmos e do mundo. Pode acabar sendo mais do que você poderia imaginar."

Qualquer novidade eu volto, lembrando que quem quiser entrar em contato comigo, pode add no facebook, procurando por "Bruna Jones" e que agora na página oficial do blog, vocês encontram conteúdo exclusivo: clique aqui! Podem também procurar e seguir no twitter e instagram no @odiariodebrunaj certo?

terça-feira, 15 de outubro de 2024

Bruna Entrevista: 13x51 - Kadu Moura


Olá, olá... Tudo bem, queridos leitores? Então que hoje é dia de conferir mais uma entrevista inédita aqui no blog, olha que bacana? E o nosso convidado fez parte de um dos grupos de danças mais famosos dos anos 90/00, participou do programa da Xuxa na Globo e muito mais, estou falando do querido Kadu Moura, do "You Can Dance", que aceitou vir ao blog compartilhar um pouco de suas experiências com a gente, vem conferir!

Bruna Jones: Você fez um enorme sucesso ainda muito jovem ao fazer parte da banda "You Can Dance" nos anos 90, como foi que você acabou entrando para o grupo musical? Você já tinha tido outras experiências artísticas antes disso?
Kadu Moura: Eu não entrei pro "You Can Dance", nós criamos o grupo juntos. Eu, o Kall, Fly e o Tom, nós éramos amigos desde os nossos nove/dez anos de idade. Então decidimos criar o grupo para participar de concursos de dança, dançar no bairro, essas coisas... Eu já tinha tido experiência artística, pois desde os meus onze anos de idade eu já dublava o Michael Jackson, então no meu bairro eu participava de concursos dublado e ganhei vários, me tornando conhecido como Carlos Jackson. Se você conferir no podcast, poderá ver algumas fotos de eu ainda criança participando desses eventos... Então eu já tinha essa experiência e continuei tendo após montar o grupo.

Bruna Jones: Com o grupo você teve a oportunidade de viajar pelo Brasil todo e inclusive alcançando fama internacional. Como foi para você ser tão jovem e não acabar se deslumbrando com toda a fama conquistada naquele momento?
Kadu Moura: A gente nunca deslumbrou pelo fato de talvez por mais que a vontade fosse de ficar famoso e fazer sucesso, o mais importante era realizar o nosso sonho. A gente estava atrás de realizar o sonho de viver do artístico, de ter uma carreira. Então pra gente era tranquilo, não prestávamos muito atenção no deslumbrar, a gente fazia tudo o que queria fazer, mas voltávamos para nossa casa em São Cristóvão, um bairro da zona norte, e isso deixava nossos pés no chão, era como se vivêssemos em dois mundos: O artístico era muito bacana, televisão, aquilo tudo, mas no nosso bairro tínhamos nossos amigos, gostávamos de jogar futebol com a galera, quando dava frequentávamos os mesmos bailes do bairro, trocando ideia na rua, então não nos deslumbrávamos com nada. A gente compartilhava os sonhos vividos, mas continuávamos de boas e gostávamos de ir nos mesmos lugares, até que infelizmente acabou se tornando impossível em algum momento, pois passou a virar tumulto por onde a gente passava e com isso perdemos alguns lugares que a gente gostava de ir, mas faz parte... A gente fica tão focado no trabalho que não percebe essas mudanças quando vão acontecendo. Mas enfim, a gente sabia onde queria chegar e estava trabalhando muito, apesar do grande foco, éramos de coisas muito simples e de estar com os amigos, por mais que a fama fosse bacana a gente não deslumbrava, talvez é coisa de artistas de comunidade, da zona norte, a galera do samba, do pagode não se deslumbra muito, pois quando se é um artista de bairro, você está em um outro mundo, mas existe tanta raiz, do seu bairro, dos seus amigos, da maneira como você foi criado, você não perde, você acaba tentando trazer pra você... Talvez por isso a gente não deslumbrava, era tudo muito bacana, mas quando acabava a gente queria estar aqui no nosso bairro, com a nossa galera.

Bruna Jones: Como eu disse, você teve a oportunidade de fazer inúmeras viagens pelo Brasil e o mundo. Dito isso, tem alguma viagem ou show que tenha se tornado inesquecível para você ou que tenha um carinho mais especial? 
Kadu Moura: A viagem mais marcante pra gente foi a Argentina, foi a primeira viagem internacional que fizemos com a Xuxa, em 91 fomos contratados pela Xuxa e pela Marlene Mattos para fazer parte da turnê nacional e internacional, a gente nunca tinha saído do pais, foi a nossa primeira viagem e foi tão bacana, tão legal... Os argentinos nos receberam tão bem e na época éramos somente um grupo de dança, mas marcou, pelos amigos que fizemos lá, as roupas, as compras que fizemos... Foi muito, MUITO legal. E por ter sido a primeira viagem em grupo como o "You Can Dance" também foi bacana e marcante, tivemos mais contato com a Xuxa, com as paquitas, os paquitos, a produção, conhecemos todo mundo, nos tratavam com carinho, cuidando da gente por saberem que era a nossa primeira viagem, a gente sentiu que entrou no mundo artístico mesmo neste momento, começamos a nos apresentar de 15 em 15 dias no programa dela, fomos reconhecidos internacionalmente... Fomos para muitos países depois disso, mas essa por ser a primeira acabou sendo a mais marcante. Os shows que temos mais carinho foi o show ao vivo em 1996 no Imperator, que a casa abriu depois de muitos anos, o primeiro show foi do Roberto Carlos a noite, na semana seguinte na matine foi o nosso show e ao vivo, fizemos com banda, a casa super lotou, muita gente fora esperando, artistas foram assistir, as paquitas, o Jorge Aragão estava na plateia e descobrimos que ele gostava muito da gente, foi inacreditável. Mais de 5 mil pessoas, foi um show muito marcante. Os fãs com faixas na cabeça, cantando as músicas, foi uma sensação muito boa e marcante. Um outro show no Rio Sampa em Nova Iguaçu, uma casa grande e super lotada, um aniversário meu onde chamei muitos artistas, inclusive anunciado no "Vídeo Show", teve as paquitas, Jorge Aragão, Negritude Jr, Molejo, a galera do funk, super lotou e não entrava mais ninguém, esse momento também foi muito marcante.

Bruna Jones: Em pouco tempo você e os rapazes do "You Can Dance" já estavam com um grupo imenso de fãs, ainda mais depois que começaram a trabalhar com a Xuxa. Como foi essa experiência para você? 
Kadu Moura: Não aconteceu em pouco tempo ter muitos fãs, a gente teve muitos admiradores por ter feito muitas coisas antes de chegar na Xuxa, fizemos muita publicidade como a Coca, C&A, aberturas de novela, foram muitas coisas, então a gente já tinha um público que gostava muito da gente, no bairro o pessoal gostava e admirava, então não foi em pouco tempo, fomos criando um público que ia acompanhando onde nós dançávamos, mas lógico que após a gente começar a cantar e que chegamos no Marlboro antes da Xuxa e lançamos duas coletâneas de discos que ele lançou com a gente e com o Latino e começamos a fazer muito shows, passamos a ter muitos fãs, a galera ia assistir, já sabia onde nos apresentávamos, as músicas ainda nas coletâneas sem estourar e o pessoal já sabendo. E ai quando fomos para a televisão com a Xuxa foi quando explodiu mesmo, ai tinha uma multidão de fãs tanto nacionalmente quanto internacionalmente, na Argentina, Equador, Chile... Foi quando ficou imenso e foi gratificante, era uma coisa muito fora do nosso alcance, a gente via essas coisas com artistas grandes, como a Xuxa, as paquitas que tinham um infinito de fãs... Quando aconteceu com a gente demorou pra cair a ficha, mas foi bacana. Quando o disco saiu, a galera sabendo cantar as músicas, vimos que ficamos realmente famosos e foi bacana, pois percebemos que nossos sonhos estavam se realizando, ser reconhecido e ter nossas músicas cantadas pelas pessoas, foi muito bacana mesmo.

Bruna Jones: Nos anos 90 o sucesso de um artista se baseava na multidão de pessoas que eles conseguiam arrastar para os shows, portas de emissoras, aeroportos e coisas do tipo... Como era para você estar rodeado de pessoas gritando o seu nome, sem contar o assédio feminino, já que na época você e seus companheiros de banda querendo ou não, se tornaram grandes atrações [ainda mais depois do ensaio para a revista] para a audiência feminina? 
Kadu Moura: Realmente, nos anos 90 os artistas se baseavam na multidão que arrastava, os programas, as revistas, os jornais, as vezes que sua música tocava na rádio, quando a gente alcançou isso, a gente entendeu que estava no caminho certo, lógico que o assédio acontece, a gente entendia, pois também gostávamos de vários artistas, via como acontecia e com a gente foi tranquilo, foi bacana, era apenas concretizando que o nosso sonho estava se realizando. As pessoas esperavam nos aeroportos, nas ruas, por onde passávamos gritavam nosso nome, nossos shows lotados em todos os lugares, não conseguíamos ir em mais lugar nenhum, nem em shopping, nem cinema, uma vez tentamos ir e acabou virando tumulto, precisou de segurança pra conter as pessoas e ali a gente entendeu que realmente éramos uma das principais atrações do Brasil e foi muito bacana. Lógico que a gente tinha um público feminino maior por se tratar de uma boy band, mas a gente também tinha uma parte masculina pela dança, pois ela é universal. Você acaba mexendo com as pessoas e como depois de nós vieram outros grupos usando as mesmas roupas e estilos parecidos, aprenderam os passinhos que fizemos, todo mundo queria estar próximo, a rapaziada abraçou com muito carinho e admiração, acabamos tendo um público muito grande por causa da dança. 

Bruna Jones: Na época da banda, era mais difícil você ter uma rotina mais "normal" com horários fixos, estudos, momentos com família e amigos e coisas do tipo. Olhando agora, você acredita que a experiência de ter vivido tudo o que viveu na banda, compensou as coisas "não tão boas" que precisou passar ao longo desses anos? 
Kadu Moura: Era muito difícil ter uma rotina normal, a gente não tinha hora pra dormir, pra comer, era muitos ensaios, shows, nossos, com a Xuxa, gravações para programa de televisão da Xuxa, em outras atrações que eram somente conosco, entrevistas em rádio, ficou sem chance de ter uma rotina normal. O pouco de tempo livre a gente tentava estar com família e amigos, mas nós viajamos muito, passávamos as vezes até mês fora de casa e com certeza perdemos muita coisa, como meu aniversário e eu não estava próximo das pessoas queridas, os aniversários de familiares, de amigos... Isso era uma parte que a gente sentia falta e queria estar, mas no trabalho sempre fazia viajar, mas todo sonho realizado compensa qualquer coisa, acabou dando uma vida melhor para nós e nossos familiares, vivemos coisas incríveis e quando paramos com o grupo a gente não tinha como correr atrás do tempo perdido, mas compensamos nos aniversários seguintes e vivemos intensamente a família, fizemos dela a prioridade. Talvez foi o que achamos que completou, que vivemos a família intensamente, por trabalhar muito desde jovem, descansamos e vivemos momentos com as famílias e isso acabou completando tudo, valeu muito a pena.

Bruna Jones: Com o fim da sua participação na banda, como foi para você retornar para a sua vida de antes? Aliás, você tentou dar seguimento na sua carreira artística ou preferiu se manter afastado até decidir o que gostaria de fazer em seguida?
Kadu Moura: Quando nós paramos com o grupo, não tinha como retornar a vida como era antes, pois a fama não te deixa fazer as coisas com normalidade, como ir em alguns lugares, isso só com o tempo e o afastamento da mídia, ai você consegue conquistar com o tempo para andar tranquilamente, ter a privacidade novamente... Hoje eu consigo viver isso novamente, até pelo fato de ser uma época diferente, mas foi isso o que eu quis, priorizar a família, amigos, descansar... Pra mim foi um descanso muito grande de muitos anos, desde jovem viajando, ensaiando, fazendo show... Mas não teve um fim da banda, a gente nunca parou, só paramos de fazer show juntos, mas o "You Can Dance" existe até hoje, as vezes a Globo nos chamava para fazer programas juntos ou separados, trabalhei com o Luciano Huck no "Lata Velha", a Xuxa também chamava, nunca paramos de fazer... Também em 2019 fizemos um show com o Steve B, eu, o Kall e o Tom, em 2023 fiz com o Kall do Rio Centro, então nunca paramos, fora entrevistas que ainda damos, então eu acho que o que paramos foi com a rotina exaustiva de shows e viagens de grupo musical, mas nunca nos separamos ou falamos que não iriamos fazer mais nada juntos, por isso falamos que a banda é pra sempre, nos encontramos sempre, as vezes para fazer alguma coisa, como agora o podcast.

Bruna Jones: Por ter feito tanto sucesso em uma banda tão importante para o Brasil, é natural que diretores de realities de confinamento como o "BBB" ou "A Fazenda" possam te procurar para uma eventual participação. Se você fosse convidado, aceitaria voltar para o mundo da fama ou está satisfeito na área em que atua agora? 
Kadu Moura: Sim, já me procuraram para fazer esses realities... Uma vez me convidaram para participar do "Troca de Esposas", mas não, eu não faria nenhum reality show, hoje sou muito tranquilo, muito caseiro e família. Não conseguiria ficar longe da minha casa, da minha família, dos meus filhos... Acho que eu não faria, talvez se eu fosse jovem com meus 20 e poucos anos, onde tudo era festa, iria lá e zoaria nas festas e faria de tudo, mas hoje não faria. Eu estou bem tranquilo do jeito que estou.

Bruna Jones: Estamos vivendo um momento em que diversas bandas estão se reunindo em projetos especiais em comemoração com os fãs, dito isso, você tem vontade de uma possível reunião do "You Can Dance" no futuro?
Kadu Moura: Nós nos reunimos esse ano para fazer esse podcast com nossas histórias de bastidores do "You Can Dance", esse é o nosso projeto atual, contar nossas histórias que são muito bacanas, algumas nem tanto, como assaltos e acidentes, mas a maioria são boas, histórias de vitória de um grupo da zona norte que chegou lá e venceu, assim como outros artistas que saíram de lá acreditando que poderia alcançar e acontecer. Por enquanto é isso.

Bruna Jones: Estamos quase chegando no final do ano, mas ainda assim, tem novidades vindo por ai? Algum projeto que possa compartilhar com a gente? 
Kadu Moura: Como eu disse, agora estamos com esse podcast contando desde o inicio até onde paramos para descansar e a volta de agora, então tem histórias muito bacanas que vocês vão se divertir, muitas conquistas e vitórias, coisas que vocês não sabem de uma carreira muito longa. Na verdade o podcast é do Fly, é o canal dele, o nome é "Não é Esporro, é Ideia". Estamos lá contando nossa história, mas quem sabe em breve a gente não faça um canal da banda onde vamos compartilhar nosso material, coisas de fãs, etc... Mas por enquanto é isso.

Bacana a nossa conversa, não é mesmo? E ele ainda deixou um recadinho antes de ir, olha só: "Quero agradecer por todos esses anos de carinho, pela consideração e admiração pelo nosso trabalho que tivemos por muitos anos, o carinho nas ruas, nas redes sociais, o pessoal falando que relembramos um pouco a adolescência deles, que fazemos parte disso pela nossa história, pelas danças, os ensinamentos, as músicas... Quero agradecer, muito obrigado. A palavra é gratidão. Obrigado por tudo, por todos esses anos, pelo carinho que continuam tendo, muito obrigado de verdade. Valeu, tamo junto! Um abraço e fiquem com Deus" e se vocês quiserem continuar acompanhando ele nas redes sociais é só procurar no Instagram por @kaduycd, no Facebook é a mesma coisa, ele ainda avisa que agradece pelo carinho de quem quiser lhe acompanhar!

Espero que vocês tenham gostado da entrevista de hoje, em breve retornarei com novidades. Continuem acompanhando o blog para não perder nenhuma entrevista nova e nem os nossos projetos com o "BBRAU". Lembrando que quem quiser continuar acompanhando mais nas redes sociais, basta procurar no Facebook, Instagram e no Twitter por @odiariodebrunaj, combinado?