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terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Bruna Entrevista: 14x07 - Rob Wiethoff


Olá, olá... Tudo bem, queridos leitores? Então que hoje é dia de conferir mais uma entrevista inédita aqui no blog, olha que bacana? E o nosso convidado é internacional, o que deixa tudo mais divertido! Convidamos o queridíssimo ator Rob Wiethoff para vir conversar um pouco sobre sua trajetória, alguns projetos que ele esteve como destaque e muito mais. Foi uma conversa bem interessante e vocês conferem tudo a partir de agora, vem comigo!

Bruna Jones: Você é um ator e dublador de renome mundial graças ao seu trabalho em diversos projetos de sucesso, mas, antes de falarmos mais sobre isso, vamos voltar um pouco ao início da sua história... Inicialmente, você planejava uma carreira em outra área, a construção civil, mas acabou se aventurando no mundo das artes cênicas. Como essa mudança impactou sua vida? Você recebeu apoio das pessoas próximas para seguir essa carreira, que pode ser um tanto instável no começo?
Rob Wiethoff: Quando terminei a faculdade, comecei a trabalhar na construção civil. Eu tinha um ótimo emprego como, basicamente, empreiteiro geral. Trabalhei para uma grande empresa, no entanto, então eu tinha muitos recursos que muitas pessoas que fazem um trabalho semelhante por conta própria precisam viver sem. Eu estava em uma posição onde, contanto que eu fizesse a minha parte, eu tinha um emprego que proporcionaria estabilidade, apoio e crescimento de todas as formas que uma pessoa provavelmente poderia querer. Era um emprego onde me sentia seguro e que me proporcionava uma renda estável e benefícios. Honestamente, era um ótimo emprego que tive sorte de ter e provavelmente fui louco em abandonar. Percebi, porém, dentro de um ano de trabalho lá, que eu queria algo diferente. Como fui para a Indiana University, uma escola muito grande em termos de quantos alunos estão matriculados, pude fazer amizade com pessoas de todo o país/mundo; aprendi que realmente gostava de aprender que, embora nem todos possamos vir do mesmo lugar e não tenhamos a mesma criação, a maioria de nós é mais parecida do que diferente. Adorei a forma como isso me fez sentir. Fez-me sentir muito mais confortável e confiante com a ideia de experimentar mais do mundo. Por ser de uma cidade pequena em Indiana, simplesmente não havia muita diversidade cultural. Onde cresci era ótimo, mas quando fui apresentado à possibilidade de ter relacionamentos significativos com pessoas "que são diferentes de mim", realmente apreciei como isso me fez sentir e eu queria mais. Acho que presumi que sempre poderia fazer a escolha de viver uma "vida segura". Eu não estava em um lugar onde estivesse disposto a me contentar com isso quando ainda era tão jovem, no entanto, e eu ainda tinha um forte desejo de aprender mais sobre pessoas de outros lugares. O desejo era tão forte que decidi me colocar no que acabou sendo provavelmente o tipo de estilo de vida exatamente oposto ao que eu tinha. Haha! Mudei-me para o outro lado do país, para uma cidade que eu não conhecia, onde não tinha amigos nem família, e tentei ser ator (uma profissão sobre a qual eu não sabia nada). Graças a Deus, minha ideia maluca acabou sendo uma das melhores decisões da minha vida. Contra todas as probabilidades, consegui fazer as coisas funcionarem de uma maneira que tornou possível para mim me sustentar e desfrutar da realização do meu desejo de aprender mais sobre pessoas, lugares e coisas que pareciam não estar ao meu alcance na minha vida antes daquilo. Não foi fácil. Foi assustador. Cometi muitos erros. Valeu 100% a pena. 

Bruna Jones: Como eu disse, começar uma carreira artística pode ser instável no início, seja pela quantidade de testes ou até mesmo pela questão financeira. Como foi o começo da sua carreira? Em algum momento você repensou o que estava fazendo e quis seguir outra profissão? Se sim, o que o motivou a continuar nesse caminho?
Rob Wiethoff: Tive o luxo de não ter ideia do que esperar quando comecei minha jornada como ator. Se eu tivesse, provavelmente não teria escolhido esse caminho, porque saberia que as chances de alcançar a vida e as experiências que tenho agora seriam tão pequenas, simplesmente não faria sentido fazer a escolha de sequer tentar. Morando em LA e vendo quantas pessoas por aí querem a mesma coisa que você, que são mais qualificadas que você, que têm um "agente melhor" que você, que têm uma orientação melhor que você (a lista poderia continuar indefinidamente), realmente não é provável que você seja, de fato, a escolha para qualquer coisa que você realmente queira. Como eu não me concentrei em tudo isso, porém, sinto verdadeiramente que tive uma vantagem. Eu realmente não sabia o que estava fazendo. Eu estava me divertindo, no entanto, e estava vivendo uma vida que era muito mais interessante para mim do que o que eu estava fazendo antes. Uma das coisas que decidi bem cedo nas minhas aventuras até onde estou agora foi que eu tenho que ser o primeiro a dizer sim antes de poder dar a qualquer outra pessoa a escolha de dizer sim (ou não). Não importa o que eu pensasse que queria, decidi que se eu dissesse que a resposta era não, eu estava certo. Se eu dissesse sim, tudo o que eu tinha que fazer depois disso era encontrar uma maneira de as outras pessoas, que precisavam dizer sim para que eu conseguisse o que buscava, dizerem sim também. Claro, nem todas essas pessoas dirão sim. Na verdade, quando se trata de uma carreira de ator, há muito mais vezes em que um ator ouve "não" do que "sim". Se alguém decide por conta própria que outras pessoas que precisam dizer sim para eles conseguirem o que querem não vão dizer sim, e eles decidem nem se incomodar em perguntar, esse é o fim. "Não vou fazer aquele teste para o comercial da Budweiser. Eles não vão me escolher." "Não posso ir pedir a aquele agente para me representar. Não tenho créditos suficientes no meu currículo para eles me quererem." Se você não for e se colocar em uma posição para alguém dizer sim, você não tem chance. Se você for e der a alguém a oportunidade de dizer sim, eles podem simplesmente fazê-lo!


Bruna Jones: Em 2010, você conquistou um dos maiores papéis no mundo dos videogames: John Marston, em "Red Dead Redemption". Como você acabou se envolvendo no projeto? Na época, você já tinha noção da dimensão que esse jogo alcançaria e do que ele representaria em sua vida?
Rob Wiethoff: Fui chamado para um teste e fui. Como a Rockstar Games precisa ser muito cuidadosa em proteger seu trabalho, eu não tinha ideia de para o que estava fazendo o teste. Na verdade, eu nem sabia que estava fazendo o teste para o papel de um personagem em um videogame. Por qualquer motivo, fui escolhido para interpretar o papel. Eu não fazia ideia de que o jogo seria tão bem-sucedido quanto foi. Claro, você sempre espera que as pessoas gostem dele. Não há como saber até que esteja nas prateleiras, no entanto. Uma das melhores coisas sobre o sucesso do jogo agora são as Comic Cons que meus colegas de elenco e eu conseguimos frequentar. Podemos conhecer fãs dos jogos e ouvir como eles gostaram. Provavelmente a coisa mais legal que aprendi com as interações com os fãs é como o jogo ajudou alguém a passar por um momento difícil ou como ajudou a aproximar membros da família. Não tenho certeza se alguém previu o quanto esses jogos impactaram as pessoas, mas tem sido muito legal ouvir isso em primeira mão.

Bruna Jones: Nesse projeto, além de dublar o personagem, você também realizou a captura de movimentos, que é um tipo de atuação completamente diferente, não é? Você tem alguma história divertida dos bastidores dessas sessões de captura de movimentos que possa compartilhar conosco?
Rob Wiethoff: Nós fizemos captura de movimento. Foi muito legal. Acho que fomos muito afortunados por isso também, porque você consegue interagir com outros atores em tempo real enquanto faz a captura de movimento/captura de performance. Acho que o trabalho é, na verdade, muito mais fácil por causa disso do que seria se cada ator estivesse isolado em uma cabine de som. Havia algumas coisas técnicas que precisavam ser feitas antes e depois de cada tomada, mas, fora essas coisas, o trabalho provavelmente seria mais semelhante a atuar no teatro. Foi incrível, mas se você visse, veria que todos os cowboys com quem você gosta de passar o tempo parecem muito mais durões no jogo do que pareciam no estúdio, onde estávamos todos atuando em trajes de elastano. Haha!

Bruna Jones: Com "Red Dead Redemption", você alcançou fama mundial; há fãs do jogo em todos os países e acredito que eles o procurem, seja pelas redes sociais ou em convenções das quais você participa. Como é receber esse carinho dos fãs? 
Rob Wiethoff: É muito legal ter tido a sorte de poder contribuir para algo que se tornou tão especial para tantas pessoas. Eu não poderia apreciar mais minha experiência com toda essa situação. Sinto como se tivesse ganhado na loteria, mas, de alguma forma, o que consigo experimentar é provavelmente muito melhor. Consigo conhecer pessoas de todo o mundo que, embora possamos não saber muito mais uma sobre a outra, compartilham um interesse comum e o fandom da série "Red Dead Redemption". É incrível. Sinto, de certa forma, que não importa aonde eu vá, tudo o que eu teria que fazer é dizer às pessoas que consegui ser um personagem em "Red Dead" e instantaneamente teria amigos. Não acho que haja qualquer maneira de expressar corretamente meu apreço por isso.

Bruna Jones: Artistas costumam ser muito perfeccionistas com seu trabalho, e isso muitas vezes torna alguns projetos desafiadores. Você costuma ser muito autocrítico? Se sim, como lida com isso? 
Rob Wiethoff: Sou bastante crítico em relação ao meu trabalho, mas também entendo que o diretor é quem vai determinar se estou fazendo meu trabalho corretamente ou não. Felizmente, pude trabalhar com as pessoas incríveis da Rockstar Games. Não é difícil confiar nelas. Tudo o que eu realmente precisava fazer era ser profissional e estar preparado. O resto, a Rockstar cuidou. Muitas pessoas não sabem, provavelmente, que não recebemos o roteiro na sua totalidade. Recebemos nossos roteiros apenas em seções que eram fornecidas conforme necessário. Não apenas não recebemos o roteiro inteiro de uma vez, mas o que nos foi dado estava fora de ordem. Por causa disso, não tínhamos muita noção de para onde a história estava indo até o final. A Rockstar estava feliz em nos ajudar a entender as coisas melhor se tivéssemos perguntas sobre as cenas em que estávamos trabalhando, mas nenhum de nós sabia a história inteira.

Bruna Jones: Além da carreira de ator, você também produz vídeos para o YouTube, que fazem muito sucesso em termos de visualizações. Como surgiu a ideia de criar esse canal? E como você decide qual conteúdo compartilhar com seus fãs e inscritos? 
Rob Wiethoff: Sim! O YouTube tem sido incrível! Obrigado por perguntar sobre isso. Na verdade, eu não tinha nenhuma conta em redes sociais até ir à minha primeira Comic Con. Quando estive lá, me disseram que eu precisava criar contas em redes sociais para que pudesse anunciar minha agenda para as Comic Cons (parte dos contratos que assinamos para as Comic Cons faz com que realmente tenhamos que fazer postagens sobre onde vamos e quando). Claro, eu quero comparecer às Comic Cons, então segui em frente e criei algumas contas. Cerca de um ano e meio atrás, percebi que poderia, em vez de apenas fazer postagens sobre Comic Cons ou postagens que são/eram feitas apenas para tentar arrancar uma risada ou o que quer que seja, usar as redes sociais para algo significativo. Tenho feito de tudo, desde transmissões de jogos a vídeos de exercícios, vídeos de culinária, vídeos de Lego e vídeos de manutenção de cortadores de grama. Tudo tem sido muito divertido e legal, e estamos arrecadando dinheiro para uma instituição de caridade chamada No Kid Hungry. Tenho quase certeza de que estamos chegando perto de US$ 30.000,00 doados até agora. Se você tiver interesse em conferir, pode simplesmente procurar por @rob_wiethoff no YouTube. Se quiser fazer parte da contribuição para a caridade, basta entrar para uma assinatura. Não importa qual nível você escolha, US$ 2,00 de cada assinatura vão direto para a caridade. Obrigado por considerar.

Bruna Jones: Entre os vídeos que você produziu para a plataforma, existe algum que seja o seu favorito por algum motivo? 
Rob Wiethoff: Não tenho nenhum vídeo favorito do meu canal. Na verdade, gosto muito de fazer cada um deles. O chat é muito incrível também. Há algumas amizades reais que se formaram lá e eu adoro ver todos se divertindo.

Bruna Jones: Já estamos na metade de 2026, mas ainda há tempo para novos projetos. Existe algum projeto novo do qual você esteja participando e que possa compartilhar conosco? 
Rob Wiethoff: Estou sempre aberto à possibilidade de um novo projeto, já que esse tipo de trabalho é o que eu mais gosto. Minha família e eu estamos atualmente no processo de mudança e vou viajar muito para as próximas Comic Cons. Realmente não sobra muito tempo para novos projetos, no momento, fora tudo o mais que está acontecendo. Estou ansioso por algumas possíveis aventuras que provavelmente começariam em algum momento do ano que vem, no entanto. Eu não diria que são projetos sobre os quais não posso falar. Eu apenas conheço este ramo bem o suficiente para saber que as coisas podem mudar muito rapidamente e não quero parecer um mentiroso.

Bruna Jones: Não poderia encerrar esta entrevista sem perguntar: você já esteve no Brasil? Gostaria de nos visitar quando possível? 
Rob Wiethoff: Nunca estive no Brasil e adoraria ir! Ouvi coisas ótimas de alguns dos meus amigos que estiveram ai no passado e espero que eu possa chegar ai um dia para experimentar tudo isso eu mesmo.

Bacana a nossa conversa, não é mesmo? E ele ainda deixou um recadinho antes de ir, olha só: "Por favor, saibam que eu vejo vocês quando comentam sobre as coisas que faço e me contam que são do Brasil. Também saibam que isso me faz reconhecer o quão incrivelmente sortudo sou por ter pessoas de um país tão incrível compartilhando o quanto gostaram de algo de que fiz parte. Eu adoro isso! Vocês são todos incríveis. Se eu puder um dia ir até aí, ficarei feliz em aproveitar o tempo com vocês. Obrigado por serem tão legais e solidários." e se vocês quiserem continuar acompanhando ele nas redes sociais, basta procurar no YouTube e no Instagram por @rob_wiethoff, combinado?

Espero que vocês tenham gostado da entrevista de hoje, em breve retornarei com novidades. Continuem acompanhando o blog para não perder nenhuma entrevista nova e nem os nossos projetos com o "BBRAU". Lembrando que quem quiser continuar acompanhando mais nas redes sociais, basta procurar no Facebook, Instagram e no Twitter por @odiariodebrunaj, combinado?

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Bruna Entrevista: 14x04 - James Hyde


Olá, olá... Tudo bem, queridos leitores? Então que hoje é dia de conferir mais uma entrevista inédita aqui no blog, olha que bacana? E o nosso convidado é internacional, o que deixa tudo ainda mais divertido! Trouxemos hoje o querido ator e modelo, James Hyde. Conversamos um pouco sobre como foi o inicio da sua carreira, alguns de seus projetos mais famosos e muito mais! Vem conferir toda a nossa conversa agora mesmo.

Bruna Jones: Você tem uma carreira sólida e bem-sucedida como artista, tendo realizado vários projetos incríveis para televisão e cinema, além de visitar lugares incríveis enquanto trabalhava como modelo e também como dançarino da banda "Dead or Alive". Então, vamos voltar ao começo para contar essa história? Você saiu do exército e, de repente, estava no palco em turnê com a banda. Como foi essa transição de carreira para você?
James Hyde: Então vamos começar do início. Eu nasci e cresci em Ohio. Meu pai trabalhava em uma fábrica de vidro e minha mãe era uma artista de música country. Eu sou um de cinco filhos, o penúltimo mais novo. Depois de me formar no ensino médio aos 17 anos, eu sabia que queria sair da minha pequena cidade e queria me jogar no desconhecido, então me alistei no Exército e fui destacado para o Havaí no "Tripler Army Medical Center". Fiquei lá por 3 anos, depois saí do Exército e continuei no Havaí trabalhando como bartender. Foi quando fui descoberto por um fotógrafo e comecei a fazer trabalhos locais de fotografia. Então literalmente esbarrei em Peter Chadwick, que era o dono da agência de modelos Chadwicks. Passei um ano na Austrália, metade em Sydney e metade em Melbourne. Foi uma experiência incrível. Depois fui para Londres e me estabeleci lá de 1985 a 1989, trabalhando como modelo por toda a Europa e tendo a oportunidade de trabalhar com a Versace por 3 anos, fazendo campanhas e todos os desfiles da marca. Naquela época eu queria fazer música e fui convidado para ir a um estúdio em Londres para uma audição. Chegamos lá e havia dançarinos profissionais muito bem treinados, então pedimos ao Bruno Tonioli, que era um grande coreógrafo, para nos deixar ir por último. Fizemos isso, tocaram uma música e subimos no palco dançando freestyle e conseguimos o trabalho. Foi uma experiência incrível. Fizemos duas turnês: A primeira em 1987 no Japão e a segunda em 1989 na América; em 1989 também tocamos no Japão, no Tokyo Dome, para cerca de 60 mil pessoas, nunca vou esquecer isso. Depois gravei uma faixa com o "Dead or Alive" enquanto tentava escrever minhas próprias músicas. Então conheci meu amigo Dennis White, que estava em turnê no Japão com uma banda chamada "Inner City". Nos demos muito bem e voltamos para Ohio para gravar algumas demos. Conseguimos um contrato de demonstração com a Electra Records e gravamos 8 músicas de hip hop com uma vibe de rock’n’roll. Então foi modelagem e música, essa foi minha vida por cerca de 7 anos, equilibrando as duas coisas.


Bruna Jones: Sabemos que construir uma carreira artística costuma ser mais complicado do que em outras áreas profissionais, especialmente no começo, quando é preciso passar por muitos testes e criar conexões. Como foi o início da sua jornada? Quais foram as principais dificuldades que você encontrou pelo caminho e o que te motivou a continuar?
James Hyde: Acho que sair do militar para o mundo da moda foi uma questão de sorte, de encontrar a pessoa certa no momento certo. Também acredito muito em timing, eu estava pronto para conquistar o mundo. A sorte teve um papel muito grande na minha vida. A transição da moda para a música acabou me ajudando a entrar na atuação. Eu tinha 26 anos quando comecei em Miami, fazendo uma aula que mudou minha vida. Era uma aula do Michael Shurtleff. Fiz a aula dele em Miami no final da carreira dele e sou muito grato por isso. Mas cada transição teve suas próprias dificuldades. No fim, tudo é baseado em performance, e eu amo isso! A motivação vem de dentro de mim, eu vejo o copo meio cheio, não meio vazio. Me dê um desafio. 

Bruna Jones: Você rapidamente alcançou sucesso como artista, fazendo ensaios fotográficos e trabalhos como modelo para várias grandes marcas, aparecendo em capas de revistas e comerciais de televisão. Como foi essa mudança de realidade para você, onde o sucesso profissional também trouxe a necessidade de se tornar uma figura pública, lidar com entrevistas, conversar com fãs e coisas do tipo? Isso acabou influenciando sua vida pessoal de alguma forma?
James Hyde: Acho que o maior ajuste foi quando entrei para o "Dead or Alive" para aquelas duas turnês. Eles eram enormes no Japão, lotando o Budokan. Foi uma loucura. Lembro de subir ao palco para o primeiro show e Pete Burns sussurrar no meu ouvido: "Sua vida nunca mais será a mesma". Eu sempre mantive essa humildade do meio-oeste americano comigo, nunca deixei a fama subir à cabeça. Permaneci com os pés no chão e fico feliz por isso. 

Bruna Jones: Ainda falando sobre capas de revista, você se tornou um símbolo sexual na televisão americana (e mundial) quando entrou para o elenco da série "Passions", o que inclusive levou a um convite para estampar a capa da revista "Playgirl" para promover a série. Como foi para você se tornar um sex symbol e fazer parte da história de uma das revistas mais famosas do mundo?
James Hyde: No começo a NBC disse que eu não poderia fazer isso, mas depois voltaram atrás e disseram que sim. Fiz o ensaio com um fotógrafo incrível chamado John Russo e o resultado ficou maravilhoso. Como eu interpretava o "galã" da série, nós sabíamos exatamente o que estávamos vendendo, então entendíamos bem esse papel. 

Bruna Jones: Na verdade, você acabou permanecendo em "Passions" por mais de 250 episódios, durante quase 10 anos. Como foi trabalhar em um projeto tão grande? Você poderia compartilhar alguma lembrança de bastidores que goste?
James Hyde: Na verdade, o número de episódios que aparece no IMDB é bem menor do que o real, foram mais de 600 episódios. Algumas das minhas memórias favoritas são do processo de seleção. Originalmente eu fiz teste para o personagem Hank, que era irmão do Sam. Fiz o teste para "Passions" em Nova York, primeiro para Hank, depois me chamaram novamente em Los Angeles para ler o papel de Sam e fico feliz que fizeram isso. Trabalhar com Kin Ulrich, que interpretava Ivy, foi uma experiência incrível, e todo o elenco era maravilhoso. Interpretar o Sam mudou a minha vida. A NBC foi uma ótima emissora para trabalhar. Fiz duas séries lá: "Another World" e "Passions". Uma das minhas lembranças favoritas foi quando a casa da família Bennett foi sugada para as profundezas do inferno. 

Bruna Jones: Como ator, você tem a chance de experimentar os mais diversos "tipos de vida" que seus personagens podem proporcionar, alguns mais próximos da sua própria personalidade e outros com realidades completamente diferentes. Pensando nisso, houve algum personagem com o qual foi mais difícil se conectar ou cuja experiência foi mais intensa do que você imaginava?
James Hyde: Eu sempre interpretei o "cara bonzinho", mas o papel de Martin Ross na série "Monarca" da Netflix me deu a chance de interpretar um homem bom que segue sua paixão, mas acaba destruindo sua família no processo. Interpretar vilões para mim é fácil, mas o Martin era diferente, porque ele precisava correr atrás de algo que tinha um custo muito alto. Também interpretar um inglês na série "La Reina Del Sur", da Netflix, foi um desafio, foi a primeira vez que atuei em um idioma que não era o meu nativo. 

Bruna Jones: Artistas costumam ser muito perfeccionistas com seu trabalho, e isso muitas vezes acaba dificultando alguns projetos. Você costuma ser muito autocrítico? Se sim, como lida com isso?
James Hyde: Eu assisto ao meu trabalho e me critico, mas quando estou fazendo as coisas da maneira certa, sem ficar preso demais nos meus próprios pensamentos, eu sei que vai ficar bom. Normalmente eu nem assisto às minhas gravações de teste, se eu sinto que ficou bom, simplesmente envio. 

Bruna Jones: Hoje vivemos em um mundo cheio de redes sociais e plataformas de streaming que permitem que o trabalho de um artista seja apreciado mundialmente com muito mais facilidade. Como é para você saber que pode influenciar positivamente fãs ao redor do mundo, seja impactando a vida de alguém ao despertar emoções através de um personagem ou história, ou até mesmo compartilhando um pouco da sua própria jornada nas redes sociais?
James Hyde: Alguns personagens que interpreto são pessoas bem ruins. Fiz um filme chamado "Trapped by My Sugerdaddy", em que interpreto um traficante de pessoas. Quando gravei, sabia que estávamos fazendo algo importante para mostrar como garotas e garotos podem acabar se envolvendo em manipulações desse tipo. Espero que as pessoas aprendam com isso e entendam o que não fazer.


Bruna Jones: 2026 está praticamente começando e sabemos que você já tem alguns projetos em andamento que estão em pós-produção. Você poderia compartilhar algumas novidades sobre o que podemos esperar do seu trabalho nos próximos meses?
James Hyde: Este ano tenho dois ou três projetos que serão lançados. "Aftershock" é baseado em uma história real, no qual interpreto um advogado. Também tem outro chamado "60 Dates in Six Months", que será lançado em streaming ainda este ano. 

Bruna Jones: Não poderia encerrar esta conversa sem perguntar: Você já veio ao Brasil? Gostaria de nos visitar e compartilhar um pouco da sua música conosco?
James Hyde: Sim, em 1989 fui ao Rio de Janeiro para um ensaio fotográfico. Foi incrível! Fotografei por vários lugares do Rio e fui a uma boate famosa chamada HELP, bem na praia de Ipanema, não sei se ainda existe. Eu adoraria voltar e compartilhar minha música com vocês. EU AMO O BRASIL!!!! 

Bacana a nossa conversa, não é mesmo? E ele ainda deixou um recadinho antes de ir, olha só: "Lembro que as pessoas do Brasil eram muito animadas, felizes e cheias de sensualidade! Eu adoraria ir para passar o Carnaval algum dia! Também sou casado há 34 anos com minha esposa Sueling Garcia, tenho um filho de 21 anos chamado Moses Hyde e meu cachorro se chama Evisu. Obrigado por entrar em contato comigo. Obrigado!" e se vocês quiserem continuar acompanhando ele nas redes sociais, basta procurar no Instagram por @Jameshydeofficial, combinado? 

Espero que vocês tenham gostado da entrevista de hoje, em breve retornarei com novidades. Continuem acompanhando o blog para não perder nenhuma entrevista nova e nem os nossos projetos com o "BBRAU". Lembrando que quem quiser continuar acompanhando mais nas redes sociais, basta procurar no Facebook, Instagram e no Twitter por @odiariodebrunaj, combinado?

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Bruna Entrevista: 14x03 - Dimitri Venum


Olá, olá...Tudo bem, meus queridos? Então que hoje é dia de conferir mais uma entrevista inédita aqui no blog, olha que bacana? E para deixar tudo ainda mais divertido, nós trouxemos um ator internacional, estou falando do queridíssimo Dimitri Venum, que aceitou vir compartilhar com a gente algumas de suas experiências na indústria dos filmes adultos, ou seja, se você for menor de idade, é melhor pedir a permissão de um adulto responsável antes de continuar lendo, beleza? Mas se você já é o próprio adulto responsável, então é só vir comigo!

Bruna Jones: Nos últimos anos você se tornou um dos atores de entretenimento adulto mais bem-sucedidos na área, até ganhando prêmios por sua atuação, mas antes de falarmos mais sobre isso, vamos voltar um pouco. O que você fazia ou com o que trabalhava antes de começar a atuar em vídeos adultos?
Dimitri Venum: Por mais surpreendente que possa parecer, eu tinha um trabalho que não tinha absolutamente nada a ver com filmes adultos. Eu era autônomo como engenheiro de computação. É um grande salto, eu percebo isso agora, mas ainda existem algumas coisas (como marketing de um produto, redes sociais) que permanecem bastante comuns a tudo isso.

Bruna Jones: Algumas pessoas entram no entretenimento adulto por fama, dinheiro ou até por simples prazer. O que te motivou a começar a fazer esses filmes? Além disso, como foi para você o início da sua trajetória como ator? Lembra como se sentiu no seu primeiro dia de filmagem?
Dimitri Venum: Primeiro de tudo, sempre tive um lado exibicionista (como muitas pessoas da minha idade) e estou confortável com meu corpo. Fui convidado para uma cena em um filme por meio de uma rede de contatos. Aproveitei a oportunidade porque era uma fantasia minha e eu gosto bastante de sexo. A oportunidade era boa demais para deixar passar. Não fiz isso pelo dinheiro ou por reconhecimento, apenas por mim mesmo, como um desafio pessoal. Adorei essa primeira experiência (o filme se chama "Testosterone") e quando vi o vídeo, sorri. Muitas pessoas viram o vídeo, e fui contatado por outros diretores. O que começou como um desafio pessoal se tornou um trabalho paralelo. Por volta da pandemia de Covid, quando surgiram plataformas como OnlyFans e JustForFans, aproveitei a oportunidade. Com o tempo, me tornei mais profissional e não me arrependo. 

Bruna Jones: Como todos sabemos, você nasceu na França e tem trabalhado em projetos tanto no seu país quanto para estúdios em outras partes do mundo, como os Estados Unidos. Como você lida com toda essa exposição global que recebeu, e como é para você ter a oportunidade de experimentar outras culturas fora do seu país?
Dimitri Venum: No início, eu não compreendia a dimensão da minha "carreira". Foi ao conhecer outros atores e diretores, assim como meus "fãs", que passei a ter uma compreensão mais clara. Nos últimos anos, conheci pessoas vibrantes, acolhedoras e inteligentes (longe do estereótipo da loira burra). Tive conversas sérias, compartilhei crises de riso e ganhei uma perspectiva muito diferente sobre culturas e histórias pessoais de certos povos por meio de seus atores. Histórias cheias de humildade, guerra e fuga de seus países, mas também de esperança por uma vida melhor, projetos futuros e ideias que espero que levem aos seus sucessos amanhã. Tudo isso é o que considero intercâmbio "internacional". É verdade que é um ângulo interessante descobrir uma cultura começando com algo tão íntimo quanto o sexo. 

Bruna Jones: Hoje em dia a pornografia se tornou muito mais acessível para o mundo todo; uma gravação pode se tornar viral em minutos e, com isso, mais pessoas consomem esse tipo de material. Do ponto de vista de um ator, você acredita que ainda pode haver preconceito contra quem trabalha nessa profissão?
Dimitri Venum: Preconceito, esse é um assunto delicado. Primeiro, gostaria de abordar um ponto que me parece importante. A indústria pornográfica está longe de ser livre de preconceitos. Mesmo que sejamos supostamente mais inclusivos, existem "atritos" dentro do que poderíamos chamar de comunidade. Isso pode ocorrer entre atores de países que estão em conflito ou entre diferentes categorias. Pode ser desanimador ouvir isso, mas somos humanos, e a rejeição existe também dentro da nossa comunidade, pelas mesmas razões que fora. Quanto ao mundo externo, digamos que, quando as pessoas descobrem meu trabalho, e o fato de que ele vai além de vídeos curtos, pode haver uma fase de choque que varia do nojo à aceitação. O nojo geralmente exige discussão, e a aceitação frequentemente leva a muitas perguntas. É uma profissão que repele tanto quanto fascina, em algum lugar entre o status de ícone e o de besta monstruosa.


Bruna Jones:
 Uma das coisas que mudou nessa indústria nos últimos anos é a forma como os artistas podem se expressar. Agora não é mais necessário esperar para ser contratado por uma grande empresa para alcançar sucesso; tudo que você precisa é de senso criativo e uma câmera, e pode começar a postar seu próprio conteúdo em plataformas como o "OnlyFans". Dito isso, artistas em geral tendem a ser perfeccionistas no seu trabalho. Você tem o hábito de assistir aos seus próprios vídeos e analisar o trabalho feito? Como você analisa a diferença entre trabalhos feitos por uma produtora e trabalhos feitos diretamente para plataformas?
Dimitri Venum: Digamos que, para fazer o trabalho de pós-produção, temos que assistir às nossas próprias performances. Gosto de detalhes e me treinei para usar softwares profissionais de edição. Com o tempo, comprei equipamentos: Câmera, iluminação e aprendi a trabalhar com atmosfera. O mais difícil, eu acho, é encontrar um local que não seja um quarto de hotel. A atmosfera é tão importante quanto o ator. Estúdios e plataformas não estão em competição; eles ocupam nichos ecológicos muito diferentes. Os estúdios trabalham mais a longo prazo, com história e atmosfera (figurinos, locações, estilo), enquanto as plataformas focam no consumo imediato e explosivo. Hoje, existem atores que fazem trabalhos realmente criativos no nível de estúdio, basicamente, a nova geração de diretores.

Bruna Jones: Você está nessa carreira há mais de cinco anos e acredito que tenha vivido muitas situações incomuns ou até engraçadas nos bastidores, não é? Poderia compartilhar uma das suas lembranças mais engraçadas dos bastidores?
Dimitri Venum: Isso às vezes acontece em certas filmagens; temos que fazer closes e planos abertos. Nos closes, conversamos entre nós, e isso é gravado; podemos também ver expressões faciais. Não é o caso nos planos abertos. Já aconteceu de alguns atores e eu falarmos bobagem tentando manter a seriedade. Mas também pode acontecer durante uma cena de sexo, uma ejaculação que vai para a câmera, ou no olho, um sofá que desmorona (já aconteceu várias vezes, porque sou meio desajeitado). É muito difícil se recuperar disso depois. 

Bruna Jones: Você tem um trabalho em que acaba se expondo de forma muito íntima diante das câmeras, e acredito que fora das filmagens você tenta manter uma rotina para estar sempre no seu melhor, certo? O que você costuma fazer para manter seu físico e aparência? Poderia compartilhar um pouco da sua rotina fora das câmeras?
Dimitri Venum: Faço muito esporte. Sou ex-jogador de rugby e comecei a fazer musculação alguns anos atrás. Compito, o que pode explicar porque meu físico varia dependendo de quando a foto é tirada. Faço entre 5 e 6 treinos de musculação por semana e também nado. Procuro me alimentar bem e, acima de tudo, ter uma dieta equilibrada. Vou à academia todos os dias, ou cedo de manhã ou antes do meio-dia, para ter a tarde livre, seja para colaborações ou outros projetos (e há muitos para gerenciar nesse ramo).  


Bruna Jones:
 Como eu disse antes, hoje você já tem uma carreira sólida na área e reconhecimento mundial, seja pelas redes sociais ou pelos prêmios que ganhou pelo seu trabalho. O que você pretende fazer com esse sucesso no futuro? Existem planos de longo prazo para o que você faz?
Dimitri Venum: Pretendo continuar progredindo e colaborar com grandes nomes também. A longo prazo, pretendo produzir filmes sob meu próprio selo, mas tudo isso ainda está sendo discutido com "a equipe francesa".

Bruna Jones: Hoje em dia, uma das formas de produção mais populares são os reality shows. Existem muitos tipos no mundo, desde programas de sobrevivência como "Survivor", até confinamento como "Big Brother", ou até de estratégia como "The Traitors". Alguns atores do entretenimento adulto foram convidados a participar desses programas. Se você fosse convidado, aceitaria? Se sim, há algum específico em que gostaria de participar?
Dimitri Venum: Sim, acompanhei isso. Allen King, por exemplo, se saiu muito bem (dou um salve para ele). Quanto a mim, acho que poderia participar de reality shows sobre esportes; não me sentiria confortável com programas de romance ou de solteiros. 

Bruna Jones: Eu não poderia terminar esta entrevista sem perguntar: Você já esteve no Brasil? Gostaria de nos visitar quando possível?
Dimitri Venum: Ainda não tive a chance de ir ao Brasil, mas devo admitir que me atrai bastante. O país e o povo são incríveis, cheios de energia positiva e sexual. Estou pensando em planejar uma viagem para o final de 2026. 

Bacana a nossa conversa, não é mesmo? E ele ainda deixou um recadinho antes de ir, olha só: "Estou realmente ansioso para ir ver vocês e fazer algumas ótimas colaborações ou produções. Tenho certeza de que o contato entre França e Brasil vai criar algo explosivo e muito, muito quente." e se vocês quiserem continuar acompanhando ele nas redes sociais, relembrando que é preciso ser maior de idade para acessar algumas de suas plataformas, é só clicar AQUI. Neste link você encontra todas as redes sociais oficiais dele, beleza? 

Espero que vocês tenham gostado da entrevista de hoje, em breve retornarei com novidades. Continuem acompanhando o blog para não perder nenhuma entrevista nova e nem os nossos projetos com o "BBRAU". Lembrando que quem quiser continuar acompanhando mais nas redes sociais, basta procurar no Facebook, Instagram e no Twitter por @odiariodebrunaj, combinado?

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Bruna Entrevista: 14x02 - Ronn Moss


Olá, olá... Tudo bem, queridos leitores? Então que hoje é dia de conferir mais uma entrevista inédita aqui no blog, olha que bacana? E o nosso convidado é internacional, o que deixa tudo ainda mais divertido! Trouxemos hoje o querido ator e música, Ronn Moss. Conversamos um pouco sobre como foi o inicio da sua carreira, alguns de seus projetos mais famosos e muito mais! Vem conferir toda a nossa conversa agora mesmo.

Bruna Jones: Você tem uma carreira incrível como artista, alcançando sucesso tanto na música quanto na atuação. Antes de nos aprofundarmos um pouco mais nesse assunto, eu gostaria de voltar ao começo... Na sua pré-adolescência você já demonstrava interesse pela música, certo? O que te motivou a seguir uma carreira nessa área? Você recebeu apoio da sua família?
Ronn Moss: Sim, eu já tinha formado bandas e trabalhava tocando em festas desde os 13 anos. Fui motivado ao ver os "The Beatles" na televisão aos 11 anos, o que me levou a querer tocar bateria primeiro, porque eu queria ser o Ringo Starr. Minha irmã levou um baixo para casa e eu me apaixonei por ele, e já estava aprendendo guitarra sozinho, ouvindo meu irmão mais velho aprender também, e percebi que a música era o que eu queria fazer. Minha família foi compreensiva e tolerava meus ensaios na sala de estar de casa. 

Bruna Jones: Sabemos que nos anos 70 o cenário musical era completamente diferente do que foi nos anos 90, e ainda mais diferente do que é hoje, com tantas redes sociais disponíveis para os artistas divulgarem seu trabalho e alcançarem um público maior. Dito isso, como foi para você, emocionalmente, o período antes de alcançar o sucesso? Acredito que, apesar das dificuldades no começo, você também viveu bons momentos, certo?
Ronn Moss: As bandas tocavam ao vivo e, naquela época, era importante ter uma gravadora. Hoje em dia, qualquer artista pode produzir, promover e distribuir sua própria música, o que dá mais controle criativo ao artista. Naquela época, a gente aceitava os pontos positivos e negativos, mas sempre mantinha o foco no objetivo: Tocar nossa música, fazer shows cada vez maiores e melhores para mais e mais pessoas. É preciso ter essa atitude positiva de que, não importa o que apareça no seu caminho, você deve transformar isso em algo bom. Cair para frente. Se você for colocado em uma situação difícil e houver a possibilidade de tropeçar... Caia para frente. Continue seguindo. Acho que hoje existem muitas oportunidades disponíveis para divulgar sua música para o mundo e também para ter liberdade criativa.

Bruna Jones: Com a banda "Player", no final dos anos 70, você já estava alcançando sucesso mundial, chegando ao primeiro lugar nas paradas musicais, entrando em listas das melhores bandas e vendo suas músicas se tornarem trilhas sonoras de filmes (que inclusive ocorrem até hoje). Como foi, para você, alcançar todo esse sucesso de repente e se tornar uma figura pública, em que além de fazer shows, também era necessário dar entrevistas, conversar com fãs e coisas do tipo? Isso acabou influenciando sua vida pessoal de alguma forma?
Ronn Moss: Eu tinha 25 anos quando "Baby Come Back" chegou ao primeiro lugar, e fizemos turnês com artistas como Eric Clapton, Kenny Loggins, Boz Scaggs e Heart. Tocar para plateias de 25 mil pessoas e ter esse sucesso foi realmente muito legal. Tivemos um outdoor na Sunset Boulevard, em Hollywood, aparecíamos em revistas e em programas musicais de televisão, nos apresentando. Então, desde cedo, tive uma boa "educação" sobre como lidar com a imprensa e a fama, e foi uma fase muito divertida para um jovem viajar e excursionar por todos os Estados Unidos. Sempre fui uma pessoa reservada, dá até para dizer que eu era excessivamente tímido. Mas quando subia ao palco, tudo mudava para mim. Levou um tempo, mas aprendi a equilibrar essa vida privada que eu adorava com a vida pública, me comunicando com fãs do mundo todo. Tudo o que fazemos influencia nossas vidas de maneiras inesperadas. 

Bruna Jones: Como eu disse antes, sua música continua sendo usada até hoje em grandes produções cinematográficas de vários gêneros, indo de "Adão Negro" que é um filme de ação/super-herói, até "A Casa do Lago", um romance mais dramático, entre outros... Como é saber que o seu trabalho marcou toda uma geração e continua influenciando a cultura pop até os dias de hoje? 
Ronn Moss: "Baby Come Back" vai comemorar seu 50º aniversário em 2027, e tenho muito orgulho de ver que ela resistiu ao teste do tempo e esteve presente em muitos comerciais, filmes e programas de televisão no mundo inteiro. Muitos jovens baixistas já me perguntaram sobre a linha de baixo no início da música, e é uma linha difícil de tocar por causa do sentimento envolvido, mais do que por estar escrita em partitura. Baixo e bateria precisam estar sincronizados com emoção. Eu tocava com o nosso baterista, John Friesen, desde o ensino fundamental, então nós realmente "empurrávamos e puxávamos" um ao outro com o baixo e a bateria. 

Bruna Jones: Como qualquer astro do rock, você acabou atraindo a atenção de muitas pessoas ao longo da sua carreira, e não demorou para que a televisão também quisesse um pouco de você. Você acabou aceitando um papel na novela "The Bold and the Beautiful" nos anos 80. Como surgiu esse convite e o que te motivou a querer ser ator? 
Ronn Moss: Foi o dono da gravadora do "Player", Robert Stigwood, da RSO Records, que me chamou de lado e perguntou se eu já tinha pensado em atuar. Quando as turnês e gravações com o "Player" diminuíram, decidi tentar a carreira de ator. Depois de alguns anos fazendo filmes e comerciais, fui convidado por um agente de elenco para fazer um teste para "The Bold and the Beautiful". Achávamos que talvez durasse apenas alguns anos, por ser uma série nova, mas acabou se tornando um fenômeno mundial.

Bruna Jones: Fazer parte de uma das novelas mais famosas do país certamente despertou ainda mais o interesse de muitas mulheres ao redor do mundo. Você inclusive apareceu na capa da revista "Playgirl" nos anos 90, não foi? Como foi, para você, se tornar um símbolo sexual e fazer parte da história de uma das revistas mais bem-sucedidas? 
Ronn Moss: Isso é muito engraçado para mim hoje, olhando em retrospecto, especialmente porque minha esposa, Devin, foi página principal e capa da "Playboy". Eu sempre pareci ter um grande público feminino de fãs, embora hoje em dia pareça haver cada vez mais homens, e de todas as idades. Sinceramente, eu não me levo tão a sério com toda essa coisa de "símbolo sexual".

Bruna Jones: Você construiu uma carreira incrível até aqui, tanto como músico quanto como ator, e como eu disse antes, hoje vivemos em um mundo cheio de redes sociais e plataformas de streaming que permitem que o trabalho de um artista seja apreciado mundialmente com mais facilidade. Dito isso, como é saber que você pode influenciar positivamente seus fãs ao redor do mundo, seja impactando a vida de alguém com sua música, despertando emoções por meio de um personagem ou de uma história que conta, ou até mesmo compartilhando um pouco da sua própria trajetória e experiências nas redes sociais? 
Ronn Moss: Eu entendo muito bem que a geração mais jovem adora as histórias e as experiências nostálgicas que lhes são contadas por meio das redes sociais, e é ótimo saber que meu trabalho influenciou outra geração de forma tão positiva. Tenho tentado estar mais presente on-line ultimamente para transmitir uma atitude positiva nesta vida que levamos hoje. Deus sabe que há coisas negativas demais por aí, e sinto que todos nós precisamos receber boas e positivas energias o máximo possível. 

Bruna Jones: Você é um artista completo, e sabemos que os artistas tendem a ser um pouco mais críticos com o próprio trabalho, certo? Você costuma se cobrar mais do que deveria quando está criando arte? Se sim, como lida com isso? E, aproveitando, o que te inspira no processo de criação?
Ronn Moss: Acredito que a criatividade seja o verdadeiro objetivo de tudo aquilo que nos motiva a celebrar e compartilhar a vida com os outros. Seja por meio da música, do cinema, da arte ou da fotografia, tudo isso faz parte do que me impulsiona internamente a compartilhar com o mundo. Eu acredito em frequência e vibração, que elevam a nossa alma para sentir alegria ou simplesmente para nos sentirmos reais. Tento sair da minha zona de conforto, como estou fazendo agora ao dirigir meu primeiro filme. Nem sempre é fácil subir ao palco e se apresentar musicalmente; isso exige um certo estado mental, e se eu não estou "sentindo" isso, preciso criar esse estado mental que me permita funcionar nessa vibração. A inspiração muitas vezes vem de assumir riscos e viver novas experiências.

Bruna Jones: 2026 está apenas começando e, com um novo ano, novos projetos e oportunidades também surgem no horizonte. Você tem alguma novidade sobre a sua carreira neste ano que possa compartilhar conosco? 
Ronn Moss: Sim. Acabei de concluir um filme de faroeste que produzi e dirigi, e também participei com música nele, que espero transformar em uma série chamada "Tex McKenzie". Minha esposa acabou de produzir e dirigir um documentário sobre a minha vida, chamado "My Beautiful Life", celebrando os marcos de 50 anos de "Baby Come Back" e do "Player", e 40 anos de "The Bold and the Beautiful" e do personagem Ridge. Também esperamos transformar esse projeto em uma docu-série. Ambos serão inscritos primeiro em festivais de cinema antes de fecharmos um acordo de distribuição. 

Bruna Jones: Eu não poderia encerrar esta conversa sem perguntar: Você já esteve no Brasil? Gostaria de nos visitar e compartilhar um pouco da sua música conosco quando possível? 
Ronn Moss: Nunca estive no Brasil e sempre quis visitar os fãs na América do Sul, mas nunca tive a oportunidade. Eu adoraria levar minha turnê "Evening with Ronn Moss", com músicas clássicas do rock e histórias da minha vida como Ridge/Ronn, ao redor do mundo, assim como já fiz na Finlândia e na Austrália. Eu amo continuar criativo e gosto muito de encontrar fãs em todo o mundo. Gostaria que houvesse alguém que pudesse ajudar a tornar possível uma turnê musical no lindo Brasil. 

Bacana a nossa conversa, não é mesmo? E ele ainda deixou um recadinho antes de ir, olha só: "Permaneçam criativos, mantenham o foco em fazer aquilo que amam e vocês terão sucesso. Continuem positivos e fiéis a quem vocês são. Agradeço a cada um de vocês que tem sido tão leal ao meu trabalho. Sou muito grato por saber que tenho fãs brasileiros. Bênçãos a todos vocês." e para continuar acompanhando ele nas redes sociais, basta procurar por @ronnmoss no Instagram ou então clicar AQUI e conferir seu site pessoal, onde ele avisa: "Este é o melhor lugar para acompanhar minha trajetória e saber onde estarei a seguir." combinado?

Espero que vocês tenham gostado da entrevista de hoje, em breve retornarei com novidades. Continuem acompanhando o blog para não perder nenhuma entrevista nova e nem os nossos projetos com o "BBRAU". Lembrando que quem quiser continuar acompanhando mais nas redes sociais, basta procurar no Facebook, Instagram e no Twitter por @odiariodebrunaj, combinado? 

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Bruna Entrevista: 14x01 - Nathan Chester


Olá, olá... Tudo bem, queridos leitores? Então que hoje é dia de conferir mais uma entrevista inédita aqui no blog, olha que bacana? E o convidado de hoje é internacional, o que deixa tudo ainda mais divertido... Convidamos o músico Nathan Chester para saber um pouco mais de suas experiências na carreira e também falar um pouco da sua participação no "The Voice" americano, onde ele competiu pelo time do John Legend. Vem conferir um pouco mais sobre tudo isso!

Bruna Jones: Você é um cantor e compositor de sucesso, mas antes de falarmos mais sobre isso, vamos voltar ao começo de tudo? Como você se interessou por música e percebeu que gostaria de seguir carreira na área?
Nathan Chester: Eu me interessei por música pela primeira vez por causa da minha família. meu irmão mais velho toca guitarra e minhas irmãs e minha mãe cantam. Então eu cresci ouvindo muita música em casa e na igreja, e isso me inspirou a cantar no meu tempo livre. Quando cheguei ao ensino fundamental II, comecei a fazer peças e musicais. No ensino médio, joguei futebol por alguns anos e depois comecei a fazer musicais e a levar o canto e a performance mais a sério. Depois fui para a faculdade estudar música, e foi isso que me ajudou a começar a me apresentar ao redor do mundo. 

Bruna Jones: O início de uma carreira geralmente é um pouco mais complicado, especialmente para quem busca uma carreira artística, seja pela falta de oportunidades ou até pela instabilidade financeira... Como foi o começo da sua trajetória até agora? 
Nathan Chester: O começo da minha jornada como artista foi uma experiência mista. Tive algum sucesso na faculdade fazendo musicais em teatros de summer stock, que me ofereciam moradia e pagamento, mas apenas durante o verão, até eu precisar voltar para a faculdade. tive minha grande oportunidade quando me formei e consegui meu primeiro contrato em um navio de cruzeiro. 


Bruna Jones: Todo artista tende a ser um pouco rígido e perfeccionista em relação ao próprio trabalho. Você costuma exigir mais de si mesmo ao compor ou organizar um projeto artístico? Se sim, como lida com isso?
Nathan Chester: Quando comecei a cantar seriamente na faculdade, em teatros profissionais de summer stock, eu era muito duro comigo mesmo, na esperança de conseguir crescer e melhorar. Eu ficava frequentemente frustrado porque me sentia estagnado ou que não era bom o suficiente. Então eu analisava cada apresentação e a repetia na minha cabeça, obsessivamente, prestando atenção a cada detalhe. e, por um tempo, isso acabou sendo útil. Mas, no fim das contas, aprendi que faço meu melhor trabalho quando estou me divertindo. Hoje, ensaio e repito as músicas até me sentir realmente confortável, e assim consigo aproveitar as apresentações e as canções sem duvidar do meu valor, se eu cometer um erro vou enxergar um espaço para melhorar. 

Bruna Jones: A vida de um músico e compositor é feita de talento, criatividade e inspiração. O que geralmente te inspira ao compor?
Nathan Chester: Histórias reais e emoções são o que mais me empolgam. Gosto de tentar me conectar com uma música me colocando dentro da história ou da mensagem, de forma que eu quase sinta como se tivesse escrito a canção eu mesmo. Me comprometer verdadeiramente com a mensagem da música me ajuda a me inspirar para cantá-la ou interpretá-la a partir de um lugar de honestidade. 

Bruna Jones: Você participou recentemente do "The Voice", que é um sucesso mundial. O que te motivou a se inscrever no programa?
Nathan Chester: Um amigo meu viu em um show que eu fiz a bordo de um cruzeiro e me recomendou fazer a audição para o programa! 


Bruna Jones: Você acabou competindo no time do John Legend. O que você aprendeu com ele durante essa jornada? Foi uma boa experiência?
Nathan Chester: Foi uma das melhores experiências da minha vida. Ele me ensinou muita coisa. Uma coisa incrível que aprendi foi não ter medo de brincar com as vogais e com a pronúncia das palavras. 

Bruna Jones: Para participar de um reality show, pelo tempo que for necessário, os participantes precisam abrir mão de algumas coisas para estar disponíveis durante o período de gravação. Você precisou mudar algo na sua vida para participar do "The Voice"?
Nathan Chester: Com certeza. Minha noiva e eu cantamos juntos como trabalho em navios de cruzeiro. Então, durante o "The Voice", eu não pude cantar com ela, e ela teve que se apresentar sozinha nos navios. 

Bruna Jones: Hoje em dia tudo gira em torno das plataformas digitais. Para divulgar seu trabalho, cantores dependem de meios de comunicação (televisão, rádio, jornais, internet...). Até que ponto você acredita que esses meios influenciam o seu trabalho como artista?
Nathan Chester: Eu chamo isso de um "mal necessário". Algo que antes eu usava apenas para amigos e família agora se tornou um trabalho. E isso é algo que eu aceitei como parte do jogo. Como artista, a divulgação e a visibilidade muitas vezes são metade da batalha, então fazer rádio, postar nas redes sociais, qualquer tipo de divulgação é essencial para se manter relevante e expandir o alcance, o que acaba levando a mais oportunidades de trabalho. 


Bruna Jones: 2026 está praticamente começando, então acredito que você tenha algumas novidades na carreira vindo por aí. Há algo que possa compartilhar?
Nathan Chester: Vou me apresentar em Nova York no "Runway 7 Fashion Week" em fevereiro. Também vou cantar o hino nacional para o Chicago Bulls em fevereiro. 

Bruna Jones: Antes de encerrar esta entrevista, não poderia deixar de perguntar: Você já esteve no Brasil? Gostaria de nos visitar quando possível?
Nathan Chester: Ainda não estive no Brasil, mas estou louco para ir! Se o Brasil me quiser, irei com muito prazer para esse país maravilhoso. 

Bacana a nossa conversa, não é mesmo? E ele ainda deixou um recadinho antes de ir, olha só: "Se você é um fã meu no Brasil, obrigado por me enxergar e, mais importante, obrigado por ser uma alma que ressoa com a música old school. Juntos, podemos manter vivo e forte o som da motown." e se vocês quiserem continuar acompanhando ele nas redes sociais, é só procurar por @nathan_chesterr no Instagram ou então acessar o seu site clicando AQUI, beleza?


Espero que vocês tenham gostado da entrevista de hoje, em breve retornarei com novidades. Continuem acompanhando o blog para não perder nenhuma entrevista nova e nem os nossos projetos com o "BBRAU". Lembrando que quem quiser continuar acompanhando mais nas redes sociais, basta procurar no Facebook, Instagram e no Twitter por @odiariodebrunaj, combinado?

terça-feira, 5 de novembro de 2024

Bruna Entrevista: 13x55 - Nick Capra


Olá, olá...Tudo bem, meus queridos? Então que hoje é dia de conferir mais uma entrevista inédita aqui no blog, olha que bacana? E para deixar tudo ainda mais divertido, nós trouxemos um ator internacional, estou falando do queridíssimo Nick Capra, que aceitou vir compartilhar com a gente algumas de suas experiências na indústria dos filmes adultos, ou seja, se você for menor de idade, é melhor pedir a permissão de um adulto responsável antes de continuar lendo, beleza? Mas se você já é o próprio adulto responsável, então é só vir comigo!

Bruna Jones: Hoje você tem uma carreira de enorme sucesso na indústria de filmes adultos, tendo participado de mais de 200 projetos ao longo dos anos, mas vamos voltar um pouco ao início de sua jornada: O que você costumava fazer antes de se tornar um ator? 
Nick Capra: Na verdade, eu estava frequentando a Escola Holística, estudando massagem oriental. Eu queria ser um praticante de saúde holística. Eu obtive minha certificação de terapeuta de massagem e as 500 horas de academia concluídas. O que é necessário para a certificação na Califórnia. Já no trabalho, eu era garçom e barman em muitas das grandes redes de restaurantes corporativos no sul da Califórnia, naquela época. Wolfgang Puck Café. Cheesecake Factory. Hard Rock Café. Eu gostava porque sou uma pessoa fisicamente bastante enérgica. E servir mesas e ser barman faz com que você tenha que fazer várias tarefas ao mesmo tempo, você está sempre se movendo. 

Bruna Jones: Algumas pessoas entram no entretenimento adulto pela fama, dinheiro ou até mesmo por prazer. O que te motivou a fazer esses filmes?
Nick Capra: Nunca houve uma "motivação" para me tornar uma estrela pornô, eu sou uma "estrela pornô acidental". Meu namorado, na época, era uma estrela pornô. Eu não sabia nada sobre a indústria. E nunca foi algo que eu considerei seguir. Em 2002, os shows de câmera ao vivo tinham acabado de se tornar parte da "nova tecnologia", disponível ao público, e meu namorado estava programado para fazer um show de câmera ao vivo com outro artista para uma empresa que era parcialmente propriedade de uma pessoa que ele chamava de Chi Chi La Rue. Vários dias antes de ele ir para Los Angeles para o show ao vivo no Chennel 1 Releasing Studios, seu parceiro de câmera desistiu do show. Meu namorado ficou bastante histérico porque estava determinado a fazer esse show de câmera em particular. Ele me disse que Chi Chi LaRue era o equivalente ao pornô gay, assim como Anna Wintour é para a moda. Ele me implorou para fazer o show de cam com ele, E como não era um filme XXX de verdade, imaginei que faria o show de cam com meu namorado, para ajudá-lo a chamar a atenção dessa pessoa Chi Chi LaRue, e então voltar para minha vida, estudando medicina e massagem oriental. Mal sabia eu que não era meu namorado que Chi Chi LaRue queria como sua "nova descoberta". Era eu. Eu o conheci, E dentro de uma hora do nosso show de cam, Chi Chi já tinha me oferecido meu primeiro filme. Chi Chi também me deu o nome de Nick Capra, Então, como você vê... Quando digo que eu era uma "estrela pornô acidental", quero dizer isso literalmente. Entrei como a "líder de torcida", para meu namorado, e fui puxado para o jogo. E Chi Chi me jogou a bola. E me treinou direto para a marcação final, por assim dizer. 

Bruna Jones: Todo começo de carreira costuma ser um pouco complicado e imagino que atuar em filmes adultos pode ser "estranho" em primeiro lugar. Você se lembra de como foi sua primeira gravação? O que você acha de ter um público que assiste seus vídeos/filmes?
Nick Capra: Nossa. Fiquei apavorado. Felizmente, meu primeiro filme foi muito parecido com aquele primeiro show de câmera. Foi com meu namorado, e foi dirigido pelo maior diretor da indústria. O lendário Chi Chi LaRue. Então, a gravação foi um pouco intimidadora, com toda a iluminação profissional e pessoas na sala, enquanto eu estava fazendo sexo. Mas, havia conforto e segurança, porque meu primeiro parceiro de cena foi meu namorado. Quanto a ter um público que assiste meus vídeos? Eu amo isso, eu sou um artista. E como um típico leonino, nós amamos nos apresentar e a atenção é o nosso sol, eu amo que homens gays venham até mim e me digam que a primeira vez que eles testemunharam sexo gay, enquanto eles ainda estavam no armário e nunca tiveram intimidade física com um homem ainda, foi com um dos meus vídeos. Acho isso muito cativante. E para muitos deles, isso lhes dá a coragem de ser quem eles são autenticamente em sua homossexualidade, coletivamente, como homens gays... Todos nós compartilhamos uma coisa em comum. Todos nós fomos, em algum momento de nossas vidas, enrustidos, então, se assistir meu sexo dá a alguém a inclinação de que é "ok" ser um homossexual orgulhoso, isso torna meu trabalho mais gratificante do que eu poderia colocar em palavras.

Bruna Jones: Você rapidamente acabou se tornando um dos nomes mais famosos da indústria, tendo a oportunidade de gravar para várias empresas renomadas e com atores de sucesso na área, ganhando até vários prêmios por suas performances ao longo de sua carreira. Como foi ter esse sucesso tão rápido e ter que lidar com expectativas, sem acabar perdendo sua própria essência?
Nick Capra: Obrigado por fazer essa pergunta, sobre meu sucesso na indústria e a justaposição de perder minha própria essência, no processo. Isso foi, na verdade, uma grande parte da minha curva de aprendizado, ao longo dos anos. Em 2002, uma das minhas musicistas favoritas, Tori Amos, lançou uma música intitulada "Amber Waves". A música ilustra a história de uma jovem cuja paixão e sonhos giram em torno de se tornar uma bailarina mundialmente famosa. Para pagar as aulas de balé, Amber consegue um trabalho de meio período como dançarina em um bar de topless. Enquanto trabalhava, um agente se aproxima dela e lhe oferece uma quantia exorbitante de dinheiro para ser sua "descoberta" e estrelar um filme adulto. Ela sabe que esse dinheiro cobrirá seu aluguel e aulas de balé por 6 meses, então ela concorda em fazer apenas um filme. Avançando para 15 anos depois. Amber e uma antiga namorada do ensino médio estão dirigindo de Los Angeles para Las Vegas. Elas estão a caminho do AVN (Porn Awards) A namorada de Amber pergunta brincando: "O que aconteceu com aquela garota que eu conheci com as sapatilhas de balé?" E Amber responde: "Aquela garota está morta." Aviso ameaçador? Acho que sim! Não sei se você se identifica com isso, mas quando eu tinha essa idade. E eu estava determinada a ter sucesso em algo, que as pessoas estão me alertando tem armadilhas. Ou, quando eu me sentia atraído por aquele "bad boy". De quem todos os meus amigos estão me alertando para ficar longe, porque ele é um mentiroso e trapaceiro. Eu dizia a mim mesmo: "Serei a exceção à regra, sou inteligente demais para permitir que isso aconteça comigo," Hoje, chamo esse tipo de pensamento de: A ilusão. Delírio. E a obsessão da mente. Eu me perdi completamente em Nick Capra, eu viveria na seção de comentários das minhas páginas de mídia social. Buscando mais e mais validação. Mas quando você está nesse tipo de comportamento doentio, você está completamente alheio ao quão doentio você está se comportando. Eu acredito que foi em 2015, quando comecei a tirar minha cabeça da minha própria bunda. Era o fim de semana do Memorial Day. E eu estava em Chicago, para o Grabby Awards. O Grabby's é o show de premiação pornô gay mais respeitado, simplesmente bercase, diferente do GAYVN Awards. Que são realizados em Las Vegas. Os prêmios são dados pelo valor real do desempenho das estrelas. Não pela quantidade de dinheiro que os estúdios pornô gay estão pagando à revista GAYVN pelo patrocínio. O GAYVN Awards é comprado e pago pelos estúdios. E sim. Você pode citar isso, Mas estou divagando. Mal sabia eu que esta noite em particular se tornaria uma das maiores rosas e espinhos da minha carreira, Todo ano, no Grabby Awards, dois artistas, (das centenas que entram/saem a cada ano) são introduzidos no que se tornou chamado de Wall of Fame. É basicamente o Hall da Fama para Estrelas Pornô Gay. Todas as estrelas. As lendas. É a maior honra da noite, e é o sonho de todo artista ser um dos dois "escolhidos". Eu lembro de estar sentado lá com meu então namorado. Sem realmente prestar atenção, quando eles começaram a ler a linha do tempo da carreira do primeiro indicado ao Wall of Fame, comecei a ficar um pouco curioso, porque o artista que eles estavam descrevendo tinha uma carreira semelhante à minha, quando eles chamaram meu nome para me introduzir, fiquei chocado. Eu tinha chegado ao ápice. Lembro-me de ficar de pé. As pessoas gritavam meu nome. Os flashes das câmeras estavam me cegando. Meu agente na época estava me abraçando. E eu lembro de pensar: "Você conseguiu. Você trabalhou como uma máquina por 13 anos para ganhar isso, E esta é a camisa mais importante da sua carreira." E então isso me atingiu. Percebi em uma fração de segundo que Tori Amos profetizou os últimos 13 anos da minha vida. Em uma música de 4 minutos. 13 anos antes. Cada pessoa naquele teatro estava gritando por Nick, Nick estaria em todos os blogs gays amanhã de manhã. Nick era oficialmente parte do "Clube das Lendas". E nenhuma pessoa que estava torcendo por Nick sabia quem era Doug. (Douglas é meu primeiro nome legal) Eles não davam a mínima para quem era Doug. E eu também não sabia mais quem era Doug, Foi surreal. Eu sempre lembrarei daquela noite como uma virada de jogo, Ainda uma grande joia na coroa de prêmios que ganhei ao longo dos anos. Mas o mais importante, foi a primeira noite em que comecei a cavar para encontrar Doug novamente. Enquanto ainda mantinha o equilíbrio, retratando o personagem de Nick Capra, que passei os últimos 13 anos cultivando.

Bruna Jones: Com mais de 200 projetos no currículo, imagino que você tenha boas histórias de bastidores para compartilhar. Há algo inusitado ou engraçado que tenha ocorrido com você durante a gravação de um de seus filmes que você possa compartilhar conosco? 
Nick Capra: Tenho uma tonelada de histórias que aconteceram em sets e com acompanhantes que te deixariam morrendo de rir, e talvez algumas lágrimas tristes. Estou guardando as realmente boas para minhas memórias. Posso te contar uma situação que ocorreu em um set da Lucas Entertainment em 2009. Estávamos em Atlanta. Filmando para a linha Raunch da Lucas Entertainment. O filme era intitulado "FARTS". Tenho certeza que você consegue adivinhar qual era a premissa do filme. rs... A ideia era forçar os limites o máximo que pudéssemos com cada performance. Uma sequência envolveu eu mijando no cu do meu parceiro de cena. Então seria seguido por mim me ajoelhando, abrindo suas nádegas e deixando ele, atirar meu mijo de sua bunda. Em todo o meu rosto. Eu, sendo o pônei de exposição que me orgulho de ser, queria ir além. Então, quando ele atirou meu mijo de sua bunda, eu abri minha boca para pegar meu próprio mijo de sua bunda na minha boca. No segundo em que meu próprio xixi esquentou no fundo da minha garganta, comecei a vomitar na bunda dele. Acabou sendo cortado do filme, por razões óbvias. Parecia 2 Boys 1 Cup. Mas, se você olhar o filme FARTS up de Lucas Wntertainment, a capa do dvd real do filme é do meu rosto perto da bunda de Jason Crew. E minha boca está aberta. E você pode ver o xixi saindo da bunda dele. Fotografia inteligente. Eles conseguiram fazer uma capa de dvd, logo antes de eu vomitar na minha pobre co-estrela. Nojento. Atrevido. Mas ainda assim uma história fantasticamente chocantemente engraçada para mim,

Bruna Jones: Hoje, com plataformas como o "OnlyFans", criar conteúdo adulto se tornou algo muito diferente do que era há alguns anos. Como é para você ter a oportunidade de filmar exatamente nos seus próprios termos e desejos? Você acredita que esse tipo de plataforma tem chance de perdurar no futuro?
Nick Capra: Eu adoro isso. Eu dedico muito tempo às minhas páginas de OnlyFans e Just For Fans. Gravei conteúdo em todo o país e em diferentes partes do mundo. Sexo em público. Sexo com outros grandes artistas. Sexo com homens gostosos que descobri, que queriam filmar conteúdo comigo e que nunca filmaram antes. Esses são os que tendem a obter mais acessos dos meus assinantes. Acho que é a exclusividade de ter um homem gostoso que eles nunca viram antes. Eu até consegui que meu motorista do Uber me deixasse transar com ele para minhas páginas de conteúdo. Mas também me foi permitida essa liberdade no trabalho de estúdio. Michael Lucas, CEO da Lucas Entertainment, deu uma grande chance a mim, em 2018. Ele, até aquele momento, nunca havia permitido que um modelo dirigisse para ele. Ele me deu um pequeno orçamento. E eu co-escrevi, dirigi e estrelei "Secrets My Daddy Never Told Me". Michael foi muito duro comigo durante a produção. O estúdio dele é famoso por todos os vídeos de sexo que apresentam homens lindos, em destinos paradisíacos realmente lindos, fazendo sexo realmente agressivo e quente. Eu queria adicionar outra camada à Lucas Entertainment. Eu escrevi uma história com muito roteiro e emoção, sobre um pai que criou seu filho sozinho. Eu interpretei o pai. E meu filho, 22, tinha um segredo que ele estava escondendo de mim. E eu estava escondendo o mesmo segredo dele. Nós dois estávamos tendo casos com um homem, mas com medo de admitir um ao outro que éramos gays. Por meio de uma série de eventos obscenos, o pai e o filho finalmente curaram seu relacionamento e se assumiram um para o outro. Foi extremamente bem para a Lucas Entertainment. Me rendeu uma indicação de Melhor Diretor no Grabby's. E Michael Green iluminou um segundo filme para eu escrever, dirigir e estrelar. É o longa de 2020, "Secrets Between Uncles and Nephews". Não é uma sequência. Apenas mais uma edição da minha série "Secrets". Acho que todo mundo adora descobrir um bom segredo! 

Bruna Jones: Muitas pessoas são muito perfeccionistas em relação ao trabalho artístico que fazem, você tem o costume de assistir seus próprios vídeos e analisar o trabalho que faz? 
Nick Capra: Eu absolutamente não assisto minhas performances em vídeos. Lembro-me de como fiquei animado para ver meu primeiro vídeo, Finish Me Off, em cartaz no cinema adulto Tom Katt em Hollywood. Fui com meu namorado e vários amigos para ver minha primeira performance na tela grande do cinema. Fiquei muito animado para me ver na tela grande. Como uma "verdadeira estrela pornô", eu ficava pensando. Saí daquele cinema chorando. Tenho tendência a hiperfocar nas coisas que ninguém mais está percebendo. A pequena espinha na minha bunda. As expressões ridículas e contorcidas que estou fazendo, que eu estava tentando traduzir como prazer. Foi a primeira e última vez que assisti a uma das minhas performances. Eu instintivamente sei, saindo de uma performance, se eu arrasei ou não. E, felizmente, o público parece ter abraçado meus filmes. Então, desde que estejam felizes. Eu sei que estou fazendo um bom trabalho.

Bruna Jones: Hoje em dia é cada vez mais comum produzir séries e documentários baseados na vida de grandes estrelas da indústria, ou participar de reality shows como "Big Brother" ou "Survivor". Você se interessa por alguma dessas coisas ou quer manter sua carreira exclusivamente em produções adultas
Nick Capra: De jeito nenhum. Eu não sou um gay do tipo "que vive na rua". Eu ficaria desequilibrado se você me jogasse em uma selva onde eu tivesse que ferver minha própria água antes de beber. Eu não me dou bem com a natureza. Animais, insetos, répteis. Não, senhor. E eu pareço um gato morrendo em um saco de papel quando tento cantar. Então, participar de um reality show é um grande não. Pornô gay é meio que como "Survivior", de qualquer forma. É a única indústria onde as pessoas vão te foder na sua cara e dizer: "O que você esperava? Esta é a indústria pornográfica!"  

Bruna Jones: Sua carreira já está bem estabelecida, eu diria que quando você pensa na indústria, seu nome é um dos primeiros que vêm à mente de todos. Como é para você ter todo esse reconhecimento? O que você planeja fazer com esse sucesso no futuro? Existe algum plano de longo prazo para o que você está fazendo?
Nick Capra: Isso nunca deixa de me surpreender. É surreal quando sou reconhecido em outros países. Eu estava em Londres, experimentando roupas íntimas, em uma loja de varejo gay. E as pessoas estavam passando pelas vitrines gritando. "Eu amo seus filmes!" Eu estava em Paris, no teatro La Rev. Assistindo ao show Madame X da Madonna. E vários homens vieram até mim para me reconhecer. Um me perguntou com seu sotaque francês: "Você é o ator?" rs... Acho que você pode me chamar assim. Para responder à sua pergunta, sim. Existe um plano de longo prazo. Um podcast em: HOME | Este é o Vault Podcast da ex-diretora de estúdio original e escritora do Icon Male, Nica Noelle, e eu falaremos sobre todas as coisas, desde a indústria pornográfica até os tópicos quentes das celebridades. Sobre assuntos que impactam a comunidade LGBTQIA, até a próxima eleição presidencial. E não terminarei meu trabalho nesta indústria até que eu tenha publicado um livro de memórias. Isso é absolutamente necessário. Eu nunca teria acreditado que minha "corrida" pela indústria teria sido abraçada ao ponto de uma carreira legítima. Passei duas décadas filmando com os melhores estúdios e sendo abraçado por várias gerações de fãs. É surreal. É gratificante. Porque eu sei que não sou o homem mais bonito. E eu sei que não sou o melhor artista. Eu perguntei ao Universo em muitos momentos diferentes, ao longo da minha carreira, essa pergunta: "Por que eu? Por que recebi o privilégio, pelo qual tantas centenas de estrelas teriam matado?" A única coisa que fiz diferente da maioria dos artistas gays foi quebrar a quarta parede. Eu estava determinado a contar minha história. Então, tive que correr o risco de perder fãs que estavam simplesmente investidos na "fantasia". E eu fiz. Eu escrevi e postei minha história de vida real por meio desse personagem que criei. Eu falei sobre meu vício em cocaína. Meu pai abusivo. A agressão sexual que sofri aos 16 anos. E o suicídio do meu maior amor de 3 anos e meio. Porque no final das contas, as maiores estrelas pornôs têm uma vida útil de 5 a 7 anos. Acredito que a razão para isso é simplesmente que nosso público geral é composto por homens. Os homens se cansam de ver o mesmo "pedaço de carne", quando há 1.000 outros homens para curtir na internet. E não há nada relacionável sobre uma fantasia pornô. Acho que houve algumas conexões genuínas feitas quando eu quebrei a fantasia e permiti que os fãs vissem minha humanidade. Meus lados sombrios. Minha dor. Meus sucessos. Tudo isso é relacionável para todo homem gay, Quando você estabelece um vínculo com um fã, por meio de uma experiência relacionável. Há algo especial que você compartilha com eles. Eles se tornam mais investidos em você. Então, sim. Eu vejo isso. Eu reconheço isso. E ainda me humilha e me surpreende. E sim. Havia um plano de longo prazo definido desde o momento em que finalizei meu primeiro vídeo, em fevereiro de 2002. Um livro de memórias. A história inteira. Todos os momentos insanos e histéricos que aconteceram filmando cenas de sexo. Experiências selvagens, viajando pelo mundo com clientes, como acompanhante. Praticamente todas as coisas que os fãs sempre quiseram saber sobre o mundo oculto da indústria do sexo gay. Mas, mais importante. Eles obterão as histórias completas com as quais podem se identificar. Sofrer bullying na década de 1980, quando criança gay. Quando ser gay ainda era uma coisa perigosa de se assumir. Minha luta para sobreviver a um vício de 20 anos em cocaína. Sobrevivendo ao suicídio do amor da minha vida. E onde estou atualmente. Vivendo como cuidadora da minha alma gêmea e maior heroína - minha mãe. Que teve um derrame muito cruel em 2020. Deixando-a com uma forma de demência.

Bruna Jones: Estamos quase chegando ao fim deste ano, mas ainda assim, há alguma novidade que você possa compartilhar com a gente? 
Nick Capra: Nenhum boneco de ação está sendo preparado no momento. HAHA! E se houvesse, eu esperaria que o fizessem anatomicamente correto! No entanto, haverá um podcast sendo lançado em janeiro de 2025. E eu tenho muito o que falar sobre a cultura gay. Minhas opiniões sobre onde este país foi, após Trump ter sido reeleito novamente para o cargo. (Tudo o que posso dizer ao Brasil: Peço desculpas em nome do meu país, não votei neste lunático. Mas continuo sendo parte do "problema", por escolher viver neste país. Claramente não estamos crescendo. A consciência do povo americano não está crescendo. Estamos, de fato, retrocedendo. Estamos nos tornando menos tolerantes uns com os outros. Trump é simplesmente um reflexo dessa intolerância). 

Bacana a nossa conversa, não é mesmo? E ele ainda deixou um recadinho antes de ir, olha só: "América do Sul! Brasil. Anseio pelo dia em que poderei pousar em sua linda casa e explorá-la. Obrigada por tirar um tempo de suas vidas ocupadas para ler este artigo. E obrigado, obrigado, obrigado por apoiar meu trabalho todos esses anos. Vocês são os que decidem se eu fico ou se vou. Então, obrigado por me manter por perto todos esses anos!" e se vocês quiserem continuar acompanhando ele nas redes sociais, sendo maiores de idade, é claro... Basta procurar no Twitter por @nickcapra, no TikTok é @NickCapraOfficial, no OnlyFans é só clicar AQUI e no JustForFans é só clicar AQUI.

Espero que vocês tenham gostado da entrevista de hoje, em breve retornarei com novidades. Continuem acompanhando o blog para não perder nenhuma entrevista nova e nem os nossos projetos com o "BBRAU". Lembrando que quem quiser continuar acompanhando mais nas redes sociais, basta procurar no Facebook, Instagram e no Twitter por @odiariodebrunaj, combinado?