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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Bruna Entrevista: 14x05 - Marcelo Menezes


Olá, olá... Tudo bem, queridos leitores? Então que hoje é dia de conferir mais uma entrevista inédita aqui no blog, olha que bacana? E o nosso convidado de hoje é bem conhecido da galera que acompanha cinema, teatro, novelas, etc... Convidamos o querido ator Marcelo Menezes, para conhecer um pouco mais da sua trajetória artística e algumas de suas experiências. Vem conferir comigo como foi esse papo!

Bruna Jones: Você possui quase 30 anos na carreira de ator, tendo feito parte de novelas, peças de teatro, filmes e até mesmo séries que atualmente são as queridinhas do público... Mas, antes da gente falar um pouco mais sobre isso, vamos voltar ao passado... O que te motivou a buscar uma formação na área das artes cênicas? Você recebeu o apoio de familiares para buscar o sonho em uma área extremamente competitiva?
Marcelo Menezes: Na verdade essa motivação veio para mim muito novo ainda, vem de uma coisa que pra mim é quase que espiritual, eu nem entendida direito o quanto que aquilo mexia comigo na verdade, me lembro de estar assistindo o filme "ET" pela primeira vez e assim que vi a cena em que a bicicleta voou, aquilo mexeu comigo de um jeito muito louco, como se eu precisasse fazer parte daquele mundo de alguma forma, eu não entendia direito o motivo, pois ainda era muito criança, mas aquilo me deu uma "coisa" de tudo o que eu assistia, queria reproduzir de alguma forma em casa e brincar com aquilo. Me lembro de fazer isso com o "King Kong", "De Volta Para o Futuro", "Rocky Balboa", etc... Ainda muito novo. Isso tudo veio de um lado voltado para a diversão, da brincadeira, sem saber que eu estava fazendo aquilo de forma muito grande já. Minha mãe sempre me incentivava, brincava comigo e fazia imitações com ela, mais pra frente na minha adolescência começou a surgir as câmeras e as fitas VHS, eu morava em um condomínio onde eu fazia meus próprios filmes com os meus amigos, muitos nem tinham vontade de ser ator, mas faziam por minha causa e depois de filmar a gente se reunia para assistir... Tudo isso foi me impulsionando, tive o apoio da minha mãe, como disse... Mas ela adoeceu muito cedo na minha vida, perdi tanto ela quanto meu pai ainda muito novo, mas enquanto ela estava lúcida e bem, ela sempre me apoiou muito. Ali com os meus 16 ou 17 anos, comecei a fazer teatro, que na verdade o que motivou foi o fato de gostar de uma amiga que começou a fazer naquela época, cheguei lá e rapidamente desencanei dessa amiga, vi que não tinha absolutamente nada comigo e acabei me apaixonando pelo teatro mesmo. É uma história muito curiosa, mas dali pra frente sempre fez parte da minha vida. Atuar faz parte de mim.

Bruna Jones: Assim como tudo na vida acaba mudando, a parte profissional das artes cênicas também acabou mudando no decorrer dos anos... Quando você iniciou a sua carreira, os desafios certamente eram diferentes dos que os jovens atores de hoje em dia enfrentam, então a minha pergunta é: Como foi o inicio da sua jornada? Você em algum momento pensou em desistir?
Marcelo Menezes: Então... Quando comecei era muito diferente, né? Era muito mais difícil do que hoje, apesar de achar que hoje tem mais gente querendo ser ator do que antes... Na minha época não existia como você se fazer ser visto, a gente tinha os famosos "olheiros", que teoricamente era a nossa chance de conseguir alguma coisa após sermos vistos no teatro que a gente fazia. Vim de uma época onde comecei a estudar em 96, 97... Em que a retomada do cinema novo estava começando a entrar nesse período, foi ali na minha adolescência que o cinema voltou com força no Brasil e nós começamos a poder sonhar em fazer cinema, até então a gente tinha que pensar no teatro, trabalhar na TV Globo, ou então se possível, ir para Hollywood, pois não tinha muito cinema nacional acontecendo, era muito distante esse lugar, tanto que o primeiro filme que assisti que era nacional e eu gostei, foi o "Central do Brasil", ele me deu uma motivação muito grande. Logo depois assisti o "Cidade de Deus", o "Tropa de Elite"... Esses três filmes me fizeram sonhar em poder voltar a fazer cinema. Depois é óbvio que eu comecei a me aprofundar mais em outros filmes como "Deus é Brasileiro", "Carlota Joaquina", "Madame Satã" e comecei a ficar muito apaixonado pela trajetória do ator Wagner Moura, comecei a assistir muito as obras dele, assisti tudo o que ele tinha feito e isso me ajudou a construir o meu próprio ator. Mas, para não fugir da pergunta... Realmente, era muito diferente na minha época. Cheguei a desistir da carreira aos meus 22 anos, interrompi e só voltei aos 28, quando abri minha produtora e comecei a ter ideias de me autovender produzindo curtas na internet. Enfim... Pensei em desistir, desisti por um período... Acho que a Fernanda Montenegro fala muito bem disso, foi a melhor coisa que fiz, pois eu vi que não podia viver sem aquilo. Eu literalmente fiquei doente quando larguei a arte, foi quando desenvolvi uma síndrome do pânico muito complexa e entendi que precisava voltar urgentemente a fazer o que eu amava. 

Bruna Jones: Como eu disse, os desafios hoje em dia provavelmente são diferentes, mas em escalas diferentes do que era nos anos 90/00, por exemplo... Com o avanço das redes sociais, hoje em dia qualquer pessoa com uma câmera na mão e uma ideia na cabeça pode acabar se tornando "concorrência" na internet, além do fato de que número de seguidores e influência digital também acabam entrando na equação na hora de escalar alguém em algum projeto. Como você avalia esse cenário? Você acha que as redes sociais mais prejudicam do que ajudam na carreira?
Marcelo Menezes: É... Eu acho que você falar da rede social como é hoje, é um lugar complexo, pois ao mesmo tempo que é complicado e ruim no sentido de ver muitos atores sendo escalados que na verdade ainda estão muito "verdes" profissionalmente falando, por outros motivos acabam estando nos produtos por ajudarem a vender, ajudam a fazer a propaganda gratuita desses produtos, né? Antes você precisava investir muito em publicidade, mas agora, de repente, você simplesmente coloca um ator no elenco que é um influencer, por exemplo, que você vai estar fazendo publicidade do seu filme de uma forma enorme... Então, é um jogo que a gente sabe que existe no mercado hoje em dia. E pra quem realmente investe na atuação de verdade, que realmente entende como essa jornada é longa e dura, que está sempre investindo no aprimoramento do talento, a gente se sente um pouco mal quando vê alguém "furando a fila"... Mas é um lugar ao qual tento não me apegar nisso, pois não tenho controle sobre isso, nunca vai me ajudar ficar vivendo nesse ciclo de pensamento negativo, eu tento pensar em como a rede social pode me ajudar, sabe? Sempre usei o meu Instagram para mostrar o meu talento, o meu ator... Hoje mesmo acabei de postar um vídeo que criei atuando, mesmo eu já estando com uma carreira acontecendo. Acho que a gente tem muita coisa boa que a rede social oferece também, temos que tentar focar nisso, não adianta tentar focar no lado negativo. Claro que é importante falar e expressar o quanto isso é uma coisa que na nossa visão, que não deveria ser um fato de seleção uma pessoa por exemplo ter mais seguidores do que a outra, mas tento não gastar minha energia em algo que não tenho controle sobre. Acho que é isso, a gente tem que usar a rede social em nosso favor. Sou um ator que usei elas como forma positiva para me fazer acontecer, sou ator hoje por ter começado a produzir curtas-metragens para o YouTube. Enquanto a "Parafernalha" e o "Porta dos Fundos" estavam ali começando naquela época fazendo sketches de comédias, eu criei a "Raposa Filmes" onde comecei a fazer coisas mais próximas de novelas e dos filmes de drama e ação que quase ninguém fazia. Eu tinha muito menos seguidores do que esses grandes canais, mas tinha filmes que batiam 100 mil visualizações, 50 mil... E numa dessas, um pesquisador de elenco da Globo, o Lauro Macedo, que hoje é meu grande amigo e padrinho, me viu, foi a pessoa que me descobriu e me convidou para gravar um vídeo registro na Globo, então eu comecei por ter sido visto no YouTube através de um pesquisador da Globo.

Bruna Jones: Como vários atores do Brasil e do mundo, você começou pelo teatro, onde além de ter técnicas próprias para desempenhar o melhor possível ao público, também é preciso ter um bom "jogo de cintura" para lidar com os imprevistos que podem acontecer. Você acredita que o teatro é o local onde os atores realmente podem se colocar à prova do que são capazes, muito pelo fato de não ter como refazer uma cena e ter que lidar com os imprevistos de uma apresentação ao vivo?
Marcelo Menezes: Eu acho que todo mundo deveria fazer teatro. Eu acho que o teatro é realmente a casa do ator. E o teatro, se eu for falar hoje, assim, com muita sinceridade sobre a minha atuação, o teatro influencia muito mais numa potência de espiritualidade, paixão, a coisa do palco, o ritual... Eu acho que o teatro me fez, me ensinou a ter jogo de cintura, a ter coragem, a me tornar um ator seguro, criou uma base ali em mim. Mas eu, por exemplo, sou um caso que me tornei um ator muito, mas muito, mas muito melhor, e de uma forma até autodidata, porque meu período de estudo teatral foram de cinco anos no Tablado e eu parei com os meus 22 anos, como mencionei anteriormente, depois retomei aos 28. Esse meu período dos 28 até hoje é onde eu me tornei um ator muito melhor. E esse lugar que eu me tornei um ator muito melhor, no meu caso, por exemplo, não foi trabalhando ou estudando como o teatro. Foi no meu foco realmente, por exemplo, na atuação realista, humana, muito mais focada para o audiovisual. E eu tentei encontrar isso da forma mais verdadeira possível, consegui me conectar com muita profundidade, com muita espiritualidade, com muita dedicação. Então, eu acho que, sim, o teatro é uma base importantíssima, mas eu acho que independente de você falar "você só vai ser um bom ator se você fizer teatro", eu não sei se eu posso dizer isso. Hoje em dia, a gente vive numa geração onde existem muitas escolas e preparadores... Bons preparadores fora do teatro também que podem fazer um belo trabalho com o ator, se ele tiver desempenho e dedicação. Eu sou um professor hoje, preparador de ator geral, mas mais focado para o cinema. E eu tenho alunos meus que nunca fizeram teatro. Aconselho que eles façam sempre, porque é maravilhoso fazer, mas eu hoje acho eles excelentes atores. Eu acho que talvez eles tendo uma experiência com o teatro, eles podem ser atores ainda melhores, mas eu acredito que esses já são bons atores hoje e nunca fizeram teatro. Então é isso. Eu acho que eu não gosto muito dessas receitas de bolo. Eu acho que eu sou um ator que comecei no teatro, achei maravilhoso para mim, e acho que todo ator que fizer teatro pode, sim, ser um ator ainda melhor. Eu acho que sempre vai ser um ator ainda melhor. Mas eu acho que existem caminhos, sim, que o ator hoje em dia pode conseguir ser um ótimo ator e não ter feito teatro, né? Eu acho que isso são muitas regras que as pessoas colocam.

Bruna Jones: Aliás, você possui alguma história inusitada que tenha acontecido com você em cena, na qual tenha sido engraçada ou difícil de contornar, para compartilhar com a gente?
Marcelo Menezes: Olha, uma situação muito inusitada, engraçada, assim... Eu acho que não. Acho que eu não me lembro de nenhuma assim. Eu acho que o que talvez possa ser alguma situação que possa ser próximo disso, é talvez quando eu estava fazendo uma série, de um grande produto e eu percebi que um ator estava querendo crescer em cima de mim, botar cacos na cena para me ofender... Em características físicas, foi muito engraçado porque durante o ensaio eu acredito que a galera da direção estava se divertindo, porque eles deixaram a gente brigar, então a gente ficava em cada ensaio um alfinetando o outro durante as passagens... Ele me cutucando, eu cutucando ele... E ai chegou uma hora que comecei a colocar umas coisas bem brabas, assim... Até coloquei o apelido dele de "Papai Smurf" na última tomada... Para ver se ele se tocava e parava com aquela bobeira... Depois que falei isso, quando a gente foi realmente gravar a parte de ação, ele entrou com o texto segurando a onda dele, sem nenhuma alfinetada, para que eu também não o fizesse, pra tentar que eu não chamasse pelo apelido em cena... E ai foi tudo bem... Falei meu texto, ele o dele e ninguém precisou ofender ninguém na cena e tudo deu certo.

Bruna Jones: Você teve a oportunidade de fazer papéis diferentes ao longo da carreira, mas sabemos que nem sempre os atores podem escolher exatamente quais papéis vão interpretar, em alguns momentos você pode acabar pegando um personagem que é completamente diferente de tudo o que você acredita ou possui uma jornada da qual você não teria em sua vida pessoal... Dito isso, você tem em mente algum personagem que foi mais difícil a sua conexão ou até mesmo acabou te surpreendendo ao ver a perspectiva de outro ponto?
Marcelo Menezes: Sem a menor dúvida, até hoje, "Guerreiros do Sol" foi a coisa mais difícil que eu já fiz. Eu sou carioca e tenho o sotaque forte, fui chamado para fazer uma novela que era um lugar total ali do Nordeste e que quase que 90% do elenco era nordestino. E a grande maioria dos atores ali que não eram nordestinos, eram os atores que eram as grandes estrelas, os atores muito conhecidos e muito famosos. Eu posso estar enganado, mas eu acho que eu sou um dos poucos cariocas do elenco não principal da novela ali, dos não famosos, assim... Então, para mim foi muito difícil. Eu recebi o convite para fazer a novela e uma semana depois eu já tinha que estar gravando. Então eu fiz uma prosódia que a Globo oferece, que é um trabalho incrível que você faz para você melhorar o sotaque, mas eu fiz só uma aula de prosódia com a Globo e a professora me liberou, disse que achou que estava bem, e eu já tive que ir estudando sozinho. Então, até hoje mesmo quando eu vejo vários erros meus, assim, eu vejo várias falhas no sotaque assistindo à novela. Eu sou bem crítico, né... Mas eu olho com cuidado, eu falo: "Olha, eu fiz o melhor que eu podia fazer naquele momento", com o tempo que eu tive e com o esforço maior que eu fiz. Eu sei que eu fiz tudo o que eu pude, mas foi difícil. E o mais difícil foi porque eu acredito muito numa atuação que você precisa encontrar os gatilhos e encontrar os objetivos e permitir que o seu corpo viva, que o seu corpo aja, que você deixe o seu inconsciente fazer o trabalho dele, para você, principalmente, sobre o falar, sobre dar o texto, não ficar controlando como dizer as coisas, né? E fazer isso quando você precisa pensar num sotaque fica muito mais difícil. Então foi um trabalho que eu não pude, vamos dizer assim, trabalhar com a metodologia de atuação que eu acredito muito quando eu estou no meu lugar normal de conforto, onde eu não preciso pensar para falar um sotaque. Talvez fosse próximo de você falar em outra língua, como o Wagner atua em espanhol ou inglês, ele não pensa tanto como humano, a palavra não tem tanto afeto, né? Então eu acho que quando você muda radicalmente um sotaque, perde um pouco esse afeto da palavra também, porque não é a coisa do teu cotidiano, não é como você chama as coisas... Eu não falo "tu", eu falo "você", normalmente, né? Eu não falo "eu vou ali com tu", eu falo "eu vou ali contigo", "eu vou ali com você". Então você precisa pensar para fazer isso. Então muda muito, assim. Então foi, com certeza, a coisa mais difícil que eu já fiz.

Bruna Jones: Hoje em dia a maneira de consumir produções de cinema e televisão meio que mudaram um pouco, com o surgimento das plataformas digitais, o mundo inteiro pode acabar assistindo uma obra artística, você inclusive teve a oportunidade de trabalhar para alguns ao longo da sua carreira, então a pergunta é: Como você se sente sabendo que o seu trabalho possui um arco bem maior de alcance entre os telespectadores por causa dessas plataformas, como por exemplo, alguém de fora do país tendo a oportunidade de te assistir em algum projeto?
Marcelo Menezes: Então, boa pergunta. Eu fiz uma série que agora está na Netflix, chamada "Me Chama de Bruna", onde eu fiz a temporada 2 e a temporada 3, com um personagem chamado Roberto. Essa série, ela não fez muito sucesso no Brasil. Tanto que ela entrou na Netflix agora e teve pouca repercussão. Ela antes também foi grade da GloboPlay, eu acho que ainda é, se eu não me engano, por muito tempo ficou na Fox Premium, e agora está na Netflix. Essa série não "pegou" muito aqui no Brasil assim, de ser um grande sucesso. Mas ela fez muito sucesso na América Latina, principalmente acho que na Argentina e Uruguai, se eu não me engano. Então eu recebi algumas mensagens mais do público argentino e do uruguaio falando do meu personagem do que do Brasil. Muita gente de fora vinha mandar direct para mim no período que eu fiz a série. Então foi, com certeza, "Me Chama de Bruna" teve essa repercussão. Tem uma história muito curiosa que eu vivi o ano passado também, de uma grande série que vai ao ar agora, que se chama "Men on Fire", que é o remake do "Chamas da Vingança", aquele filme com o Denzel Washington. Vai ser um grande sucesso, provavelmente vai estrear na Netflix esse ano ainda. Eu fiz o teste para essa série no ano passado e eu fui aprovado para fazer um dos personagens, não vou falar qual porque eu acho que não precisa, porque outro ator vai estar fazendo, não é muito legal falar isso. Mas eu fiz a série para um personagem muito legal, muito bacana... E eu acabei não fazendo a série. Eu assinei o contrato, depois tive que assinar o distrato. Eu acabei não fazendo a série porque, enfim, houve uma questão de falta de tempo para conseguir tirar o visto, muito pelo G20 que estava tendo no Rio de Janeiro, e a gente... A produção não conseguiu marcar tempo com o consulado do México para eu tirar o visto a tempo de eu conseguir chegar na data de gravação que eu tinha que chegar no México para começar a gravar. Eu ia ficar 17 dias no México gravando. É uma história curiosa porque esse, com certeza, teria sido o meu trabalho internacional que é uma coprodução, mas é internacional, maior que eu teria feito. Mas é um trabalho que essa primeira temporada eu não fiz, quem sabe farei outra temporada, se Deus quiser. 

Bruna Jones: Além de atuar, você também treina outros atores, não é mesmo? Como é para você ter essa oportunidade de passar para frente os seus conhecimentos da área e ver seus alunos obtendo sucesso na área?
Marcelo Menezes: Pois é, eu concilio minha carreira como ator e preparador de atores. Bom, então... Essa questão de preparador de atores é muito interessante, porque eu acabei estudando muito pouco com um professor, né? Eu estudei cinco anos, na verdade, não é pouco, no Tablado, mas eu era muito novo... Esse período foi dos 17 aos 22. Então, toda a minha fase adulta, e agora, eu sempre fui autodidata, eu estudei sozinho, nunca mais estudei com alguém. E acabou que o fato de eu me tornar professor acabou eu sendo um professor de mim mesmo, eu acho isso muito bonito, porque eu precisei... Eu precisava elaborar aquilo que eu aprendia e estudava como ator de uma forma que eu pudesse ensinar. Então isso me ajudou muito a me tornar um ator melhor, né? E então, assim, essa questão do preparador é um lugar que eu resolvi fugir de todos esses métodos que são convencionais e fechados, que eu respeito, acho ótimo e muita coisa que eu falo e penso quando eu vejo e leio alguma coisa, ou como eu já estudei também, eu vejo que bate muito com o que eu penso. Muita coisa que o Meisner fala, que a Stella Adler fala, muita coisa do Actors Studio tem a ver com o que eu penso, muito. Algumas coisas eu li primeiro e depois entendi o que fazia sentido para mim ou não e adaptava. Mas a grande maioria do que eu hoje penso como preparador de atores vem realmente da minha experiência. Vem de um estudo profundo sobre a neurociência, psicologia, filosofia, de entender como é que a nossa mente funciona e adaptar isso no meu trabalho. Entender o que que é o papel do inconsciente, por exemplo, como eu acredito que o texto é um papel do inconsciente, porque ele é a parte da verbalização, de falar. E a gente não trabalha com a mente consciente falando, eu estou falando aqui agora e as falas estão sendo criadas, o meu inconsciente tem memória e ele trabalha. Então esse é um dos exemplos que eu trabalho muito nas minhas aulas: Deixar o ator entender que a prioridade não pode ser as palavras, as falas, e aí sim o inconsciente vai fazer sozinho, vai falar para ele. A prioridade precisa ser o porquê que eu vou falar as coisas, o motivo que eu vou falar as coisas, por que que eu quero dizer isso, estar presente no que eu estou dizendo. Então eu treino mais esses lugares, né? Eu gosto da ideia de se aproximar o máximo possível da forma como o corpo humano funciona dentro da humanidade. E a minha parte de preparador de atores é a "Raposa Filmes", é só procurar no Instagram @raposafilmes que tem lá todas as informações para quem quiser treinar comigo.

Bruna Jones: Hoje em dia, outra coisa bastante em alta são os realities, principalmente os de confinamento. Você inclusive chegou a participar de dois projetos envolvendo ex-participantes de programas deste gênero, como o filme do Mallandro e a série "Me Chama de Bruna". Muitos atores acham que esses programas podem ser uma plataforma para aumentarem ainda mais a sua imagem em rede nacional, dito tudo isso, você aceitaria participar de um reality show também ou acha que o formato não combina com você?
Marcelo Menezes: Olha, eu sou um cara que evita dizer a palavra nunca, tá? Porque a gente está em mudança, em transição o tempo todo, né? Eu olho para mim há 10 anos atrás e pensava tão diferente de hoje. Mas o que eu posso dizer sobre o Marcelo de hoje, eu acho que... Eu não sei se eu aceitaria participar de um reality show, mas ao mesmo tempo acho que eu poderia tirar proveito disso. Porque como eu acredito no meu talento realmente como ator, eu tenho certeza que eu indo para um reality show, eu teria um ótimo trabalho depois que eu saísse dali. Eu ia ter uma grande oportunidade saindo dali. Por esse lado, eu penso que sim. Mas pensando na minha personalidade, em mim, em muitas questões minhas, inclusive emocionais, eu não sei se seria bom para mim participar de um reality show. Então, eu sinceramente não sei responder. Eu teria muita dúvida para decidir isso. Agora, não é algo que eu goste, que eu consuma. Eu, por exemplo, não estou assistindo. Eu acho uma coisa que não me interessa assistir, um formato que a gente fica vendo as pessoas brigando e discutindo, que é o que o povo mais quer ver. Eu não acho isso positivo, eu não acho isso interessante. Eu não gasto minha energia assistindo isso. Eu não gosto de "Big Brother", vamos falar assim. Mas eu entendo que pode ser muito útil para alavancar a carreira de alguém. Essa é a minha resposta sobre isso. Sobre ter participado desses projetos, o "Fora de Cena" com o Douglas Silva, não foi um filme que chegou num grande streaming, não está nas coisas que mais me vendem como ator, mas o "Me Chama de Bruna", sim. Eu tenho uma grande divida com essa série, a terceira temporada é o meu material de vídeo mais apresentado para me aprovar em testes... O próprio "Os Donos do Jogo" fui aprovado por causa dessa outra série, então sou bastante grato por ela. Mas, nunca vi essa relação entre o fato de serem projetos com ex-realities, nunca vi dessa forma... 

Bruna Jones: 2026 está praticamente começando ainda, ou seja, tem novidades vindo por aí? Algo que possa compartilhar com a gente?
Marcelo Menezes: Olha, então, 2026 a expectativa total, claro, que é "Os Donos do Jogo", a segunda temporada. Eu já estou confirmado na segunda temporada, pelo menos o diretor me confirmou isso pessoalmente, mas tudo pode acontecer, então eu tento não ficar criando expectativas enquanto não chegar o contrato para eu assinar, até enquanto a Paranoid, que a produtora, não entrar em contato comigo para realmente bater esse martelo, eu não garanto nada. Mas pela forma como a série termina, meu personagem é basicamente apresentado na primeira temporada, quando eu vou buscar o Renzo, que é o Bruno Mazzeo na cadeia, no final. E a gente sai de lá, enfim, como se a história fosse começar a gente, da família Saade, a partir dali, né? Porque o Bruno está preso a primeira temporada inteira. Por isso que o meu personagem depende muito do Bruno, porque eu sou o chefe da segurança dele e o amigo dele de infância. Então, no papel, tudo indica, como já estão todos os jornais, que o personagem do Bruno, o Renzo, vai ser grande destaque na segunda temporada. Eu acredito que eu vá junto com ele ali, mas a gente não sabe, só chegando o roteiro para ver. Mas a expectativa, a princípio, até agora, é toda na segunda temporada de "Os Donos do Jogo", que a previsão é junho para começar a gravar, né? É o que parece, o que eu vejo já alguns atores do elenco principal ali falando. Mas é isso, por enquanto são só especulações e expectativas, mas é a minha grande expectativa, com certeza, "Os Donos do Jogo". E "Guerreiros do Sol" vai passar na televisão aberta agora... Então é como se fosse uma reestreia, né? Depois do último dia do "Big Brother", já estreia o "Guerreiros do Sol" na televisão aberta, que também é uma certa expectativa.  

Bacana a nossa conversa, não é mesmo? E ele ainda deixou um recadinho antes de ir, olha só: "Acho que o futuro é muito incerto, né? Mas acho que a gente tem que ter esperanças, temos que acreditar que as coisas podem melhorar fazendo a nossa parte. A gente não pode ficar esperando que as coisas aconteçam sozinhas, temos que agir. A gente tem que buscar soluções para os problemas que enfrentamos e eu acho que a arte tem um papel fundamental nisso, pois a arte abre a cabeça das pessoas, ela faz as pessoas verem além do que está na frente delas, acho que isso é muito importante para a gente poder construir um mundo melhor e mais justo, humano... Acho que a minha mensagem para quem já está na caminhada é essa, não desista, acredite no seu talento, na sua verdade e continue lutando pelos seus sonhos, pois eu acho que é isso o que faz a vida valer a pena. A gente poder realizar aquilo que a gente ama, né? Contribuir de alguma forma para o mundo. Então, eu acho que a gente tem que ter um olhar muito carinhoso para o nosso país, valorizar a nossa cultura, os nossos artistas. Nós temos uma riqueza cultural muito grande e as vezes não damos o devido valor nisso, acabamos consumindo muito o que vem de fora e esquecendo um pouco da nossa essência. Acho que a gente tem que lutar por isso, pela nossa própria cultura, pelos nossos espaços e ocupar esses espaços, porque acho que a cultura é o que define um povo, né? Ela é o que dá identidade para uma nação... Acho que é isso, que a gente tem que ter esse orgulho de sermos brasileiros, da nossa arte... E eu tento fazer a minha parte através do meu trabalho, mostrar um pouco dessa nossa beleza. Foi um prazer falar com vocês. Grande beijo!" E se vocês quiserem continuar acompanhando ele nas redes sociais, basta clicar AQUI e conferir seu Instagram, beleza?

Espero que vocês tenham gostado da entrevista de hoje, em breve retornarei com novidades. Continuem acompanhando o blog para não perder nenhuma entrevista nova e nem os nossos projetos com o "BBRAU". Lembrando que quem quiser continuar acompanhando mais nas redes sociais, basta procurar no Facebook, Instagram e no Twitter por @odiariodebrunaj, combinado?

terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

Bruna Entrevista: 13x09 - Celso Junior


Olá, olá... Tudo bem, queridos leitores? Então que hoje é dia de conferir mais uma entrevista inédita aqui no blog, olha que bacana? E o nosso convidado de hoje é o ator e comediante Celso Junior, conversamos um pouco sobre como foi o inicio da sua carreira, algumas experiências e a participação no "Troca de Esposas" que aconteceu no ano passado na Record. Vem conferir o nosso papo!

Bruna Jones: Você possui uma carreira sólida na área do humor, realizando diversos espetáculos e stand-up de sucesso, mas antes da gente falar um pouco mais sobre isso, vamos voltar ao inicio? Como foi que você acabou se interessando pelas artes cênicas e decidiu que queria fazer dela uma carreira?
Celso Junior: Olha, hoje em dia não, vida artística não dá pra falar que é carreira sólida mais (risos). Na verdade não foi bem meu interesse, e sim coisa de destino. Eu sempre fui brincalhão, imitava sons e vozes e durante o curso de administração de empresas na faculdade, no 3° ano, um professor observou isso, me chamou de lado e me perguntou o que eu estava fazendo ali... Que eu tinha um talento diferenciado, um dom que Deus me deu e deveria procurar televisão, rádio, naquela época não tinha internet, então acabei a faculdade e antes da formatura procurei um curso livre de teatro na Recriarte, e o processo começou... Porém no segundo módulo do teatro livre,  uma professora me chamou de lado e perguntou (de novo) o que eu estava fazendo ali?  Pensei... Onde estou errando?? Mas não, ela disse que a arte já estava em mim e deveria estar no módulo profissional, e neste tempo já comecei apresentar pro público, e me aprofundar mais no teatro, mas a turma acabou e tive que ir atrás de dar continuidade em outro local, e fui parar na PUC em São Paulo no curo de artes cênicas do teatro da Universidade Católica,  onde me formei. Participei de várias peças de teatro, cheguei estar em 5 peças simultâneas... Vivia no Teatro, isso tudo com emprego em paralelo. Era uma loucura, mas era gratificante demais!! 

Bruna Jones: Quando você começou a estudar artes cênicas, você já estava planejando seguir na área do humor ou foi uma paixão que você acabou descobrindo durante os estudos?
Celso Junior: Que nada... Eu nem sabia que seria artista um dia, mas durante os cursos tinha uma queda pela Comédia e um professor chamado Hélio Cícero,  observou isso e foi visionário, falando que me via em um palco fazendo comédia como nos Estados Unidos, que era o Stand up Comedy que ainda não tinha esse nome aqui no Brasil, isso foi em 2000. Nas montagens cômicas realmente o retorno da platéia era notório, arrancando aplausos em cena aberta... E foi direcionando naturalmente embora amava fazer de tudo no teatro.

Bruna Jones: A gente sabe que a maneira que o humor é feito acabou mudando através dos anos, muitas coisas que antes eram aceitas como comédia, hoje já não é tão bem vinda, e você acabou passando por vários desses momentos de mudanças, não é mesmo? O que você pensa sobre isso? Costuma se adequar conforme as mudanças acontecem ou acredita que o humor é livre?
Celso Junior: E como passei por isso... Acho que passei por todas as mudanças até hoje e ainda passo, então vi muita coisa ter que ser adaptada, alterada, embora a comédia seja bem vinda, agora deve-se ter muito cuidado, pois vi muita coisa acontecer, desde discussão até agressão com comediante, e o que penso sobre isso é justamente que cada estilo de comédia tem seu público hoje as pessoas têm a internet pra ter idéia do que vai ver, antigamente não, mas mesmo assim a impressão que tenho é que muitos vão num show para arrumar problemas ao invés de se divertir, sabemos que é impossível agradar todo mundo, mas o que a comédia quer passar ao meu ver, é uma forma diferente de ver uma situação transformando-a em cômica uma coisa que pode ter sido trágica, estressante e muitas vezes até de alerta mesmo chamando a atenção para algum assunto em forma de comédia mas não necessariamente está brincando com aquilo, porém muitas vezes é mal interpretada. Mas falando de mim, sim adequo meus textos, porque acredito que humor não tem limite, mas o comediante sim é o meu limite é quando ao invés de divertir, deixo a platéia tensa, ou não curtindo o show, embora eu não saiba se isso já aconteceu em show meu, porque procuro fazer um show divertido, diversificado e tranquilo.

Bruna Jones: Você vem do teatro, que é um ambiente completamente diferente de uma série/novela na qual você pode se permitir errar algumas vezes e refazer. Além disso, muita gente considera o teatro como a principal plataforma que vai mostrar se você leva jeito na atuação justamente pelo fato do "ao vivo" com o público. Você concorda que todo ator precisa passar por essa experiência?
Celso Junior: Todos deveriam sim, a experiência que o ao vivo proporciona é incrível, e não só isso, a disciplina, dedicação, construção de uma personagem e a técnica de atuação, quantas vezes vemos cenas em novela principalmente ruim e sabemos que aquela foi a melhor que conseguiram fazer... E quando você tem essa bagagem, a consegue finalizar uma cena com qualidade, então acho sim que deveria passar por um curso de teatro, televisão, o que for para enriquecer o artista. Eu adoro até programa de televisão ao vivo, fiz vários. 

Bruna Jones: Ainda sobre o teatro, como dito anteriormente, não é possível refazer cenas e a peça precisa seguir independente do que aconteça. Tendo isso em mente, já aconteceu alguma coisa inusitada ou fora de script com você no palco? Poderia compartilhar uma história?
Celso Junior: Olha já aconteceu de tudo no teatro, cair parte do cenário, entrar com roupa errada, dar branco, entrar na hora errada em cena e isso atrapalha muito porque envolve outros artistas, e não são todos que estão aptos a improvisar na hora. Já no show de humor que é só o comediante em cena, no caso eu, acontece de acabar pilha de microfone na finalização da piada, cair em cena por tropeçar em fio, e esquecer texto também, invadirem o palco pra falar no microfone e cantar parabéns, nossa muita coisa acontece!!! 

Bruna Jones: Em 2017 você foi um dos finalistas do "Prêmio Multishow do Humor", como foi essa experiência para você?
Celso Junior: Foi a maior experiência em programa de televisão da minha vida, foram 15 dias nesse reality do humor, fazendo humor, respirando humor, escrevendo, criando e ajudando os parceiros, acredito ter sido reality onde ao invés de competirmos, nos ajudamos e torcemos muito um pelo outro. E um personagem meu depois ainda entrou pro Treme Treme do Multishow com Gustavo Mendes e fiz duas temporadas, depois veio a pandemia e o programa parou, mas o Prêmio Multishow de Humor foi uma experiência inesquecível que levo na memória com muito carinho, embora todos os programas que fiz também foram maravilhosos. 

Bruna Jones: No último ano você aceitou fazer parte do programa "Troca de Esposas" da Record, não é mesmo? O que te motivou a fazer parte dessa experiência onde você trocou de casa e viveu com outra família por uma semana?
Celso Junior: Sim, aceitei porque minha esposa ama esse programa e coincidência ou não, no dia anterior ao convite ela assistiu o programa na Discovery Home Health e imaginou se fôssemos nós!! Eu pensei que ela não ia aceitar, mas aceitou. Mas acredito que o maior motivador mesmo foi o desafio pois, poderia ir pra qualquer lugar do Brasil, qualquer situação, realmente você não tem idéia pra onde vai e o que vai enfrentar. 

Bruna Jones: Qual foi a parte mais difícil da experiência do "Troca de Esposas"?
Celso Junior: Pra mim foi a saudade da família, foi uma semana de gravações, ficar sem o celular com vários projetos em andamento, mas eu tive muita sorte de ir pra casa de uma família muito legal, então eu curti demais cada momento, as gravações então, me senti gravando uma novela, foi uma experiência incrível pra mim, e o fato de não rolar discussão, briga, nada polêmico faz com que a experiência fosse ainda mais top, mas claro passei perrengue na academia e alimentação, saindo da minha rotina. 

Bruna Jones: Muitos participantes de realities acabam migrando de programa após fazerem sucesso nas telinhas, dito isso, você aceitaria participar de "A Fazenda" ou do "BBB" se fosse convidado?
Celso Junior: Aceitaria sim, já estou aguardando convite hein?? (Risos). 

Bruna Jones: O ano está praticamente começando, mas queremos saber... Tem novidades vindo por ai? Algo que possa compartilhar com a gente?
Celso Junior: Televisiva ainda não tem, mas shows sempre tenho feito, mas a melhor novidade mesmo é que estou iniciando, além dos shows, palestras show para empresas. Eu sinto muita falta de fazer televisão também e quero me dedicar mais a internet, vim de uma geração que era mais o ao vivi no teatro, bar, corporativo e acabei não investindo muito em internet embora faça muitos vídeos, e espero conseguir seguir fazer tudo... Pois além de ator comediante, mestre de cerimônias, palestrante, eu produzo shows e elencos. 

Bacana a nossa conversa, não é mesmo? E ele ainda deixou um recadinho antes de ir, olha só: "O recado que eu deixo é: Hoje em dia o sorriso está cada vez mais difícil, o dia a dia de correria,  problemas, o excesso de informações faz com que comportamentos mudem até dentro de casa, portanto sorria, como dizia Chaplin, "Um dia sem risada é um dia desperdiçado", permita-se divertir... Na minha palestra "Rindo de Viver" eu falo muito isso, a importância do bom humor na vida pessoal e profissional, como ajuda na solução de problemas, humor ajuda e pode salvar vidas quando aplicado da forma correta. E agradeço à todos, família, amigos, parceiros e aos fãs porque na verdade trabalhamos por vocês e para vocês, e se estou vivendo da arte nesses 25 anos como ator e 19 anos como comediante, é porque vocês curtem meu trabalho. Só tenho Gratidão." e para quem quiser continuar acompanhando ele, também tem recadinho: "Essa é  a hora do Jabá, obaaa... (risos) Pra quem quiser contratar um show de humor completo, mestre de cerimônias ou palestra só entrar em contato por WhatsApp: (11) 98665-0625 ACJ Produções. Minhas redes sociais são: Instagram no @celsojuniorhumor, Facebook é Celso Junior - Ator Comediante e no Youtube é Celso Junior Humor."

Espero que vocês tenham gostado da entrevista de hoje, em breve retornarei com novidades. Continuem acompanhando o blog para não perder nenhuma entrevista nova e nem os nossos projetos com o "BBRAU". Lembrando que quem quiser continuar acompanhando mais nas redes sociais, basta procurar no Facebook, Instagram e no Twitter por @odiariodebrunaj, combinado?

terça-feira, 22 de agosto de 2023

Bruna Entrevista: 12x34 - Tácito Cury


Olá, olá... Tudo bem, queridos leitores? Então que hoje é dia de conferir mais uma entrevista inédita no blog, olha que bacana? E o nosso convidado de hoje recentemente esteve no "A Grande Conquista" e aceitou vir compartilhar um pouco dessa experiência e de suas histórias de vida, vem conhecer um pouco mais do querido Tácito Cury.

Bruna Jones: Você possui uma vasta experiência de estudo e trabalho pelo mundo, e hoje você é presidente de empresas privadas de educação, entre outras funções, mas antes da gente falar mais sobre isso, vamos voltar lá no começo. Como foi para você ainda muito jovem ter se mudado para NY e ter que lidar com toda a diferença cultural entre os dois países? 
Tácito Cury: Sim, eu já estive em mais de 150 países e eu tenho seis mestrados, hoje sou presidente de uma empresa privada de educação que fundei após o 11 de setembro. Confesso que não foi fácil me mudar para os Estados Unidos ainda aos 17 anos, foi um divisor de águas. Eu venho da periferia de São Paulo onde os recursos são limitados e sonhos ilimitados, eu nunca tinha andado de avião naquela época, nunca tinha saído de São Paulo e de repente me encontro dentro de um avião indo para NY completamente sozinho emancipado. Eu sou uma pessoa que o diferente, o novo, o desconhecido me excita, me provoca e me atiça, então eu não tenho medo, eu fico bem empolgado e sou audacioso, eu até queria ter medo, mas não tenho, rs... Então eu fui para os Estados Unidos, conhecendo muito pouco a cultura americana, fazendo uma imersão lá dentro mesmo do idioma e da cultura, fui com o inglês muito básico e acabei aprendendo por osmose, na força do ódio, digamos assim, rs... Eu cheguei numa época de muito frio também, 18 de dezembro, muito frio, a neve é linda, mas quando tem que limpar as calçadas, andar na neve, encher o sapato de neve, não é fácil, ela é só bonita quando você está num resort indo esquiar, mas no dia a dia é bem difícil. Eu sempre gostei de pessoas internacionais, sempre gostei da internacionalização de pessoas de outros países, a minha coleção que eu tinha desde criança e que tenho até hoje, é de moedas internacionais. Sempre que eu encontrava um estrangeiro, eu trocava moedas com eles para poder guardar e ter essa inspiração. Então, assim... Quem converte não se diverte, em questão de adaptação e no começo a gente sempre compara muito com o Brasil, mas o Brasil tem coisas maravilhosas assim como coisas não tão boas, assim como nos Estados Unidos, nós precisamos entender que é outra cultura, outros hábitos... É preciso ver o que é melhor pra você, se pra mim é melhor ser assim então vou ser assim, se me sinto melhor, se é a minha felicidade, isso é o mais importante. Eu nos Estados Unidos entendi o verdadeiro significado da oportunidade, eu tive diversas e eles não queriam saber como eu era, de onde eu era, que cor eu era, o que eu fazia, só queriam saber se eu conseguia entregar o resultado final, isso foi uma diferença cultural maravilhosa, enquanto que aqui a gente luta para ter grandes conquistas que para eles são consideradas pequenas, mas temos um lado humano maravilhoso e lindo que gosto bastante, então aprendi a lidar com esses mundos diferentes e lá ainda é muito mais complexo e misturado, aqui a nossa cultura é muito homogênea, lá é americano/chinês, americano/brasileiro, americano/italiano, algumas categorias dentro da cultura, mas eu consegui me dar bem, pois evitando as comparações eu fui entendendo e lidando, aceitando e indo pra frente com a minha mudança.                         

Bruna Jones: Inclusive no período em que você esteve nos Estados Unidos, você chegou a trabalhar em um dos prédios atingidos pelos ataques de 11 de setembro e anos depois, você esteve no grande incêndio que atingiu a catedral Notre Dame, em Paris. Olhando agora para esses grandes eventos dos quais você sobreviveu, como você se sente em relação a eles? 
Tácito Cury: Sim, eu trabalhei lá e já morava a mais de três anos nos Estados Unidos naquela época, trabalhava dos oito até as cinco da tarde, o que era um sonho pra mim e digo que muita gente não valoriza o que tem, não valoriza esse trabalho de escritório simples de segunda a sexta e esse era o meu maior sonho, e quando consegui foi por coincidência no World Trade Center, fui trabalhar dois dias da semana em uma escola, estava cansado do trabalho braçal de restaurante, que era o que eu fazia quando cheguei no país. Naquele dia eu estava chegando com a minha máquina fotográfica, pois tinha ido no final de semana com os alunos conhecer as Cataratas do Iguaçu, estava trabalhando criando conteúdo quando isso aconteceu, saindo do metro quando a primeira torre foi atingida, eu subi e percebi, ai desci e liguei pro meu pai quando percebi a segunda torre sendo atingida. E isso foi um divisor de águas na minha vida, foi através disso que acabei perdendo o meu trabalho e fui obrigado a empreender, pois não tive nenhuma oportunidade de trabalho, criei a minha própria empresa que tenho até hoje e passando por isso, me reerguendo, comecei a colocar algumas metas na minha vida e uma delas era conhecer a Ásia, uma delas foi conhecer a Tailândia, onde acontece aquele tsunami que eu acabei vivenciando também. Então, foi o onze de setembro, foi o tsunami e mais recentemente a catedral de Notre Dame, então assim, quando passo por esses atentados eu tenho em mente que "o que não te mata te fortalece", eles me dão muita força para continuar, pois tive essa segunda oportunidade, terceira, quarta chance e dar graças a Deus que tudo o que estou fazendo está certo, tem que ser continuado e me dá forças tudo isso. Eu tenho tudo para desanimar, muita coisa ruim acontece comigo, claro que coisas boas também, mas muito inesperadas acontecem... Não sei se vocês ficaram sabendo, mas alguns dias atrás, meu escritório de Paris explodiu, é um lugar onde tenho a minha sala e organizo o meu curso tem doze anos, então assim... São coisas que fazem as pessoas desanimar e desistir, mas eu fico firme e forte, essas coisas vão me fortalecendo.                      

Bruna Jones: Depois de estudar artes cênicas, você passou a estudar em outras áreas voltadas para educação e relações públicas, o que inspirou essa mudança? 
Tácito Cury: Eu fui para os Estados Unidos com três objetivos, aprender inglês, tirar o meu DRT e comprar um carro, eu realizei os três objetivos graças a Deus. Naquela época eu não tinha 18 anos e não podia estudar artes cênicas na USP e estudar no Brasil era muito caro, o mesmo para o inglês e eu não tinha condições pra isso, então fui para os Estados Unidos conseguir comprar um carro e aprender inglês, fazer as aulas de teatro e tudo mais, esse foi o meu motivo de mudar de país. Chegando nos Estados Unidos eu começo a estudar nas melhores escolas, foi bem difícil, eu falava um portunhol, gravava tudo e tinha que transcrever, pedir ajuda, era bem difícil entender aquelas mensagens, as aulas e tudo mais, mas eu superei, passei por isso e dei a volta por cima. Consegui me formar nas melhores escolas de dramaturgia e cinema dos Estados Unidos como a The Acting Studios Inc; Stella Adler Academy of Acting, Lee Strasberg Theatre & Film Institute, depois eu vim para o Brasil onde fiz meu teste de banca e tiro o meu DRT. Só que em todo lugar do mundo para trabalhar nessa carreira é preciso ter conhecidos e padrinhos, mas estando lá nos Estados Unidos, eu precisava de dinheiro, precisava sobreviver e era muito difícil correr atrás de um sonho quando estava com dificuldades para comer e pagar o aluguel, por exemplo. Coloquei de lado um pouco esse meu sonho, mas não desisto, deixei de lado um pouco e foquei no lado corporativo. Nova Iorque é uma cidade mágica, que se movimenta tanto... É um agito de pessoas ganhando, buzinas, você vê aquela cidade efervescente... Isso me instigou muito em trabalhar lá, comecei a trabalhar e ganhar bem, começar a viajar de primeira classe, me dar outras realizações... Hoje depois de alguns anos, acredito que posso retomar essa carreira na artes cênicas, pois já me sinto realizado com as outras conquistas que tive. Acredito que todo artista tem que ter um plano B, tem quem discorde e diga que é preciso se jogar, e isso funciona se você tiver uma família por trás dando apoio, o que não foi o meu caso, então eu tive que ter um plano B para poder me manter até as coisas darem certo e esse é um conselho que eu passo adiante para as pessoas.            

Bruna Jones: Com todo o seu currículo profissional, por quantos países vocês já teve a oportunidade de se aprofundar melhor na cultura e qual foi o melhor? Tem algum local que você ainda não esteve e que gostaria de visitar ainda? 
Tácito Cury: Então, eu já estive em mais de 150 países e realmente, estar em todos esses lugares é uma avalanche de informações e é complicado absorver todo o tipo de cultura e conhecimento, mas como você me questiona quais eu aprofundei melhor, então vou falar os países que morei e tive uma cédula de identificação por ser lugares que fiquei mais tempo. Foi os Estados Unidos, França, Alemanha, Inglaterra e Colômbia. Sobre locais que ainda não estive e gostaria de ir, eu estou procurando os lugares mais exóticos no momento, que são fora do padrão. Eu tenho uma listinha de países e lugares, eu queria conhecer Madagascar, o Atacama, o Deserto do Sal na Bolívia, a Guatemala, Aspen nos Estados Unidos, Capri na Itália... São alguns lugares bem pontuais, pois os lugares que eu realmente queria conhecer eu já conheço e adoro de verdade.      

Bruna Jones: Este ano você acabou resolvendo participar do reality show "A Grande Conquista" da Record, o que pegou bastante gente de surpresa devido ao seu histórico profissional. O que te motivou a aceitar esse desafio? 
Tácito Cury: Aqui no Brasil a gente entendeu que reality show é uma exposição muito forte e importante, eu decidi entrar no programa por realmente querer ganhar o um milhão, principalmente pelo fato de eu ter perdido um milhão em um golpe de boa noite Cinderela que me deram, então obviamente eu gostaria de ganhar o prêmio para recuperar a perda, rs...  E assim, eu não sou um cara de reality, é um mundo completamente a parte do meu mundo, alguns anos atrás quando essa moda começou, eu dizia que nunca teria coragem e agora me deu vontade de mudar, pois vejo que outras oportunidades e portas se abrem hoje em dia após a participação em um reality show, acredito que essa exposição, essa exibição, pode me ajudar em todos os meus projetos e é por isso que eu quero participar, quero que conheçam o meu legado e meus projetos, pois tenho certeza que se conhecerem eles, eu vou conseguir ajudar outras pessoas e se eu fizer isso através de um reality vou acertar em cheio na questão de divulgação e exposição, foi por isso que decidi participar do programa e foi um grande desafio em passar fome e frio.      

Bruna Jones: Aliás, em algum momento você não imaginou ou teve receios de que o programa poderia acabar interferindo de maneira direta na sua vida profissional aqui fora? Tendo em mente que o programa não é exibido na integra e a edição tende a narrar uma história contada pela própria emissora.
Tácito Cury: Eu entrei no programa sem fazer personagem, sendo eu mesmo, mas na próxima vez que eu participar de um reality, terei que ir com um personagem. Eu tenho muitas conquistas na minha vida sendo uma pessoa do bem e foi o que me motivou a participar do programa, acreditei que sendo eu, na integra, eu poderia ter tido essa "Grande Conquista". Eu acho que essa interferência na minha vida poderia ter acontecido se eu tivesse feito um personagem, o que pode acontecer em uma possível nova participação... Mas como estava sendo eu mesmo, de forma alguma teve essa interferência. Mas não tive em mente que o programa não era exibido na integra, como foi o primeiro formato, achei que o público poderia ver todas as casas e ambientes, o que não aconteceu... Eu não pensei nisso no momento, então não me preocupei. De fato nem tudo e nem todos os âmbitos de começo, meio e fim passam pois era muita gente. Mas é um medo que não sofri, como fui inteiramente eu não tinha motivos para me preocupar com cancelamento e nem nada disso.       

Bruna Jones: Em um reality show "comum" são confinadas normalmente cerca de 20 pessoas e a convivência já costuma ser complicada, imagino que a situação de estar confinado com outras 69 seja ainda mais difícil. Como foi para você a experiência ao longo dos dias que esteve no programa?
Tácito Cury: É muito difícil estar com 69 pessoas de personalidades diferentes, pessoas que não tem preparo para estar lá dentro, que não sabem como conviver com outras pessoas... Eu gosto de pessoas, só que ali você tinha pessoas e personagens, então você não sabia em que momento a pessoa estava sendo ela e quando estava sendo personagem, isso foi muito difícil, e eu também não conhecia muitas pessoas de fora do programa igual alguns já se conheciam, eu era muito anônimo e muito desconectado de qualquer pessoa que tinha ali. Eu tenho seis mestrados e uma dessas formações é relações internacionais e diplomacia e a sabedoria disso é a negociação, é trazer a paz, tentei aplicar esse conhecimento lá dentro, mas é tudo em vão, tinha muita agressão e ofensa... A gente tinha um ex-presidiário que era agressivo, ofensivo, xenofóbico, gordofobico... Eu acho que quando a pessoa diz que é sem filtro, na verdade ela é descontrolada. A pessoa controlada sabe quando parar e onde acaba o espaço dela e começa o do outro, a pessoa sem filtro não tem essa noção e nem inteligência emocional, era chocante ver o comportamento. Ainda assim tentei conviver e respeitar, mas os comentários eram agressivos e horríveis, fazendo comentário equivocado sobre AIDS em relação a outro participante... Uma pessoa totalmente de baixo escalão, que não merecia estar em um lugar como esse.

Bruna Jones: Infelizmente você acabou ficando pouco tempo no programa e por causa do formato ter confinado 70 pessoas de uma vez, os participantes tiveram pouco tempo de tela para se mostrarem ao público, o que você acha que ficou faltando o público saber sobre o Tácito? 
Tácito Cury: Eu realmente concordo que eu quero e preciso de uma nova oportunidade em outro reality, pois fiquei pouco tempo e não deu para me conhecerem muito. Acredito que o legado que tenho é mais interessante, a força, a motivação, as ideias, a experiência de vida... Acho que as pessoas se movem muito com a história de vida de outras pessoas, elas se identificam e se inspiram... As pessoas no geral, eu digo... Você lê um livro, vê uma história real, um filme... Você se inspira. E acredito que não consegui compartilhar minhas histórias de vida, minhas andanças pelo mundo, essas histórias de superação e motivação que eu tenho certeza que teria inspirado muitas pessoas. Foi falta de tempo de tela misturado com muita gente no programa.    

Bruna Jones: Não preciso nem dizer que você foi um dos participantes mais interessantes da vila e nós já estamos torcendo por uma nova oportunidade de participação sua, mas queremos saber... Se você fosse convidado para algo como o "BBB" ou "A Fazenda", você participaria? 
Tácito Cury: Acredito que eu realmente era um participante diferente e quero participar novamente e espero contar com o apoio do portal de vocês, quero participar do "BBB", "A Fazenda" e outros realities, até mesmo fora do Brasil. Agora eu peguei o gostinho, pois parece que se você participa e não for como você planejou, você precisa voltar para terminar, é como se fosse um projeto que não consegui terminar de fazer e agora eu quero voltar para terminar.      

Bruna Jones: Já estamos no segundo semestre do ano e felizmente podemos viver uma vida relativamente mais tranquila novamente, dito isso, tem novidades vindo por aí? Algo que possa compartilhar com a gente? 
Tácito Cury: Eu sou uma pessoa polivalente, eu faço muitas coisas... Tenho seis mestrados, sou chef confeiteiro, tenho um bistrô no Morumbi, tenho uma rede de escolas de formação de professores de inglês, tenho voluntariado em mais de 60 países, tenho novas unidades abrindo, novas palestras e treinamentos acontecendo em diversos lugares do mundo, estou agitando outros realities aqui no Brasil, mas de novidade eu tenho o meu livro "Os Seus Sonhos Precisam de Você: Todos Nós Nascemos Grandes", que pretendo lançar em breve, eu escrevi durante a pandemia. 

Bacana a nossa conversa, não é mesmo? E ele ainda deixou um recadinho antes de ir, olha só: "Bom, eu acredito muito no propósito. Você tem um propósito? Qual é o seu propósito? Qual o seu planejamento estratégico para atingir esse propósito? Como funciona isso? Eu tenho um propósito maior e ai o que tenho que fazer diariamente, semanalmente, mensalmente para atingir esse propósito? Eu falo isso por ter criado a equação de sucesso na minha vida, essa equação exige muita disciplina, treinamento e determinação. Quando eu comecei minha carreira sem ao menos saber como cortar uma cebola, eu estudava doze horas todos os dias de segunda a sexta, com treinamento nos finais de semana, por doze meses, era muito treinamento, muito foco e o propósito era me formar. Essa equação eu apliquei em diversas áreas da minha vida. Então descubra qual é o seu propósito, o que te faz levantar todos os dias, o que te tira o sono de emoção e alegria e vai em frente atrás desse propósito. Tudo é possível. Ninguém nasce em uma forma, ninguém nasce com parâmetros, tudo é possível, basta acreditar em você mesmo. A vida é feita de escolhas e você vai moldar ela de acordo com suas necessidades." e se vocês quiserem continuar acompanhando ele nas redes sociais, basta conferir seu Instagram pessoal no @tacitocury e o profissional no @tacitocuisinepatisserie. Já no Facebook é só clicar AQUI ou AQUI. No Twitter é @tacito_cury e no TikTok é @tacitocury. No YouTube você pode clicar AQUI e seu site pessoal AQUI. Beleza?

Espero que vocês tenham gostado da entrevista de hoje, em breve retornarei com novidades. Continuem acompanhando o blog para não perder nenhuma entrevista nova e nem os nossos projetos com o "BBRAU". Lembrando que quem quiser continuar acompanhando mais nas redes sociais, basta procurar no Facebook, Instagram e no Twitter por @odiariodebrunaj, combinado?

terça-feira, 18 de abril de 2023

Bruna Entrevista: 12x16 - Quelynah


Olá, olá... Tudo bem, queridos leitores? Então que hoje é dia de conferir mais uma entrevista inédita aqui no blog e também de comemorar uma marca bem importante na nossa coluna, hoje nós estamos comemorando a nossa 800ª entrevista! E pra comemorar, trouxemos a queridíssima Quelynah para conversar um pouco sobre a sua carreira e experiências nos realities por onde ela passou, vem conferir o nosso papo!

Bruna Jones: Você é cantora e compositora, mas antes da gente falar melhor sobre isso, vamos voltar ao início de tudo? Qual foi o seu primeiro contato com a música e o que te fez perceber que isso seria mais do que um hobby e sim uma carreira?
Quelynah: Sim, vamos falar sobre meu início de carreira... Assim que descobri que conseguiria cantar, descobri meu estilo musical e vocal. Comecei a trilhar comprando meus vinils na galeria do rock na trucks, onde possuía instrumental e a capella para treinos e comecei a compor e consequentemente trabalhando com minhas próprias músicas e também em coros para grupos de rap. 

Bruna Jones: Hoje você possui uma carreira sólida como cantora e atriz, mas imagino que não tenha sido uma caminhada fácil no começo. Quais foram as principais dificuldades que você encontrou até conseguir se firmar na música? 
Quelynah: As maiores dificuldades são falta de oportunidades boas, que te ajudem na carreira, porque no meio mais eu ajudo do que tenho oportunidades. Sou muito grata aos que me ajudam e apoiam e não mudo minha opinião sobre quem ajudei. Mas falta de oportunidades para alavancar a minha carreira e história são os maiores empecilhos até então. 

Bruna Jones: Artistas costumam ser bem perfeccionistas com seus próprios trabalhos e isso muitas vezes acaba atrapalhando um pouco o desenrolar de alguns projetos. Você costuma ser mais autocrítica? Se sim, como lida com isso? 
Quelynah: Eu sou virginiana, kkkk, já autocrítica e perfeccionista por si só. Sou muito detalhista com letras, mesmo não sendo usadas palavras tão cultas rsrs, mas sou quanto a coerência e entonação e flows. Sou muito autocrítica. Ah, e não gosto muito de músicas sobre amor, acho que sempre martelam no mesmo assunto. Por isso quando cito, faço de uma forma mais imponente e de atitude feminina. 

Bruna Jones: Ainda muito jovem você teve a oportunidade de ser uma das finalistas do reality show "Popstar", que revelou a banda Rouge. Como foi essa experiência para você?
Quelynah: Foi uma experiência linda e mágica, onde descobri muita força em mim, descobri o quanto amo a música e quão boa posso ser. Pois atravessei um mar de concorrentes e cheguei entre as 7 melhores. E tive oportunidade de começar a trilhar como Quelynah e já ter admiradores da minha capacidade vocal. 

Bruna Jones: Para participar de um reality show, durante o tempo que for, os participantes precisam abrir mão de algumas coisas para estar à disposição da produção durante o período de gravação. Você teve que mudar algo na sua vida para participar do "Popstar"?
Quelynah: Sim, eu na época estava casada e tivemos que conversar muito e decidirmos por lutar, mas na base da conversa foi tudo resolvido. Minha família já estava acostumada com minha ausência por conta de shows, então essa parte foi mais tranquila. 

Bruna Jones: Já em 2015 você acabou participando de "A Fazenda", onde o foco era o confinamento e o desdobramento das relações dentro da casa. O que lhe motivou a aceitar o convite da emissora para ser uma das participantes? 
Quelynah: O que me motivou foi sim o fato de ser uma ótima vitrine como artista, me trouxe realmente reconhecimento, e também em questão de postura. Fui taxada como "planta";, mas não estaria fugindo muito do meu jeitinho de ser. Pra eu brigar ou chegar a humilhar alguém é muito difícil. 

Bruna Jones: A gente percebeu que durante a sua participação você estava um pouco mais retraída na casa do que os demais confinados, mas para você, acredita que foi uma boa experiência na sua vida? Se arrepende de algo que fez ao longo do confinamento? 
Quelynah: Eu me arrependo de não ter sido mais firme e de mais atitude com a participante Mara Maravilha, que chegou de fato dizer palavras de cunho preconceituoso em relação a eu ser da favela de Heliópolis, dentre outras palavras, mas a vida é isso... Você bate, você também apanha. Acredito que as pessoas puderam ver essa atitude impensada dela. 

Bruna Jones: Como eu disse anteriormente, você também trabalhou como atriz, dando vida à icônica Maya de "Antônia". Como foi essa experiência? Você gostaria de voltar a atuar tendo uma nova oportunidade? 
Quelynah: Sim, dei o nome de Maya à personagem em homenagem a minha filha guerreira e linda, hoje com 20 anos de idade (minha vida de mãe ♥️), e foi uma experiência muito forte na minha vida, onde firmou minha carreira na cultura Black/hip hop nacional. Eu faria tudo novamente, rsrs. E quanto a atuar, estou sempre a disposição, até em musicais estou me arriscando. 

Bruna Jones: Hoje nós vivemos um momento em que números de seguidores estão falando mais alto do que ter talento e compreensão do trabalho. Você acredita que as redes sociais vêm prejudicando o mercado musical ou elas acabam sendo apenas um complemento daquilo que você já produz? 
Quelynah: Eu não me incomodo em relação a números, porque sei que as pessoas de senso da verdade estão de olho, assim como você que idealizou essa questão. Por isso sigo fazendo meu trabalho com afinco e dedicação. 

Bruna Jones: Felizmente a gente está conseguindo colocar nossos projetos em andamento novamente, após vários meses de incertezas por causa da covid, dito isso... Tem novidades suas vindo por aí? Algo que possa compartilhar? 
Quelynah: Sim, meu novo álbum intitulado "Íntimo" está prestes a ser lançado... Um álbum muito raiz, no sentido de eu ter me aprofundado em detalhes de letra de origem da back nacional meados 2000, beats também que relembram a época do R&B raiz como chamamos aqui Brasil, e em vocais super dentro do universo R&B. Produzido por @kikodesousa, @matheusmxm, @djmaxnosbeatz. Só monstros da música, com humildade, tá bom? ♥️ 

Bacana a nossa conversa, não é mesmo? E ela ainda deixou um recadinho antes de ir, olha só: "Quero dizer aos apoiadores do meu trabalho que está chegando o novo álbum, chamado "Íntimo" pra quem realmente apreciou o primeiro, aguardem esse novo que está na mesma linhagem... E com pitadas mais atuais. Aguardem! Vou deixar aqui um obrigada a toda equipe do blog. Obrigada pela oportunidade de falar com vocês! E vou deixar aqui o contato do meu produtor, (11) 7335-1073 Samuel Porfírio, e também o meu Instagram que é @quelynah. Um beijo, obrigada! ♥️"

Espero que vocês tenham gostado da entrevista de hoje, em breve retornarei com novidades. Continuem acompanhando o blog para não perder nenhuma entrevista nova e nem os nossos projetos com o "BBRAU". Lembrando que quem quiser continuar acompanhando mais nas redes sociais, basta procurar no Facebook, Instagram e no Twitter por @odiariodebrunaj, combinado?

segunda-feira, 26 de dezembro de 2022

Bruna Entrevista: 11x99 - Andréa Bertoldo


Olá, olá... Tudo bem, queridos leitores? Então que hoje é dia de conferir mais uma entrevista inédita aqui no blog, olha que bacana? E a nossa convidada de hoje esteve na sexta temporada do "No Limite" que acabou recentemente na Globo, estou falando da Andréa Bertoldo. Convidamos a moça para conversar um pouco sobre essa experiência que ela teve e mais um pouco, vem conferir com a gente!

Bruna Jones: Você possui uma carreira como administradora e jogadora de basquete, mas esse ano acabou ganhando fama após participar do "No Limite" da Globo. O que lhe motivou a participar?
Andréa Bertoldo: Então, eu sempre quis ir e meu sonho sempre foi o "BBB". Como não tive nenhuma atualização para o "BBB22" e vi que o "No Limite" era com anônimos, sendo que ano passado eu acompanhei muito e achei arretado porque eu sou competitiva, venho do esporte e era uma oportunidade sobretudo de ganhar, né? Aí cerca de setecentos mil reais com o carro eu vi que era uma oportunidade não somente de ganhar o prêmio, mas como também de ter uma vivência que ia testar de fato todos os meus limites. 

Bruna Jones: Para participar de um reality show, durante o tempo que for, os participantes precisam abrir mão de algumas coisas para estar à disposição da produção durante o período de gravação. Você teve que mudar algo na sua vida para participar do "No Limite"? 
Andréa Bertoldo: Na verdade não tive que mudar algo para participar. Eu tive que parar algumas coisas que eram do trabalho que eu fazia antes de entrar no programa. Então tive apenas que parar, deixar de certa forma pra trás, para focar no programa. 

Bruna Jones: Você não era uma pessoa pública antes da sua participação no reality show, dito isso, você não chegou a ter receio sobre a exposição que acabaria tendo no programa e em como isso poderia acabar afetando a sua vida pessoal ou profissional? 
Andréa Bertoldo: Não, eu não tive nenhum receio. Como falei na primeira pergunta, sempre quis o "BBB", então antes de fazer as tentativas que eu fiz, pensei muito sobre essa questão de exposição e em nenhum momento me preocupei porque frente a pessoa que eu sou, acredito que não iria afetar, tanto é que não afetou, né? Eu vivi o "No Limite" e não afetou a exposição, apesar de ser uma proposta diferente de outros reality shows, né? Tendo em vista que foca mais na competição e nas provas. 

Bruna Jones: Este ano foi o formato que mais se aproximou em termos de "Survivor", o programa que dá origem a ele. Como foi para você os 45 dias que esteve na competição? 
Andréa Bertoldo: Eu não imaginava que eram quarenta e cinco dias, achava que eram menos. Mas quando eu coloco na cabeça e decido fazer uma coisa, eu vou até o final. E na verdade eu gostaria de ter vivenciado os quarenta e oito dias. Confesso que foi muito difícil para mim não ter chegado à final, mas quando eu vi que fui eliminada e olhei para trás, para toda a minha trajetória e o quanto eu resisti ali, fiquei muito orgulhosa de mim, entendeu? E da forma que eu vi que era conveniente para eu avançar no jogo, eu fui fazendo ali um pouco na calada as minhas estratégias, o que acabou me levando a vivenciar esses quarenta e cinco dias, o que foi incrível. Lógico que eu queria os quarenta e oito dias, mas realmente foi incrível, até porque depois que virou tribo Estrela eu me conectei com pessoas que eu não conhecia, tipo Victor, Charles e Ipojucan e assim, hoje em dia só faz sentido. O tempo que eu fiquei por ter tido vivenciado com eles e hoje a gente ser tão amigos, foi uma conexão que fez parte desse meu “até onde eu cheguei no jogo”, então foi incrível ter sido semifinalista e foi incrível ter sido a última mulher. 

Bruna Jones: Nesse ano os participantes estavam mais dispostos a jogar, fazer movimentações e, em alguns casos, até mesmo trair a confiança uns dos outros. Você chegou a assistir o programa aqui fora? Ficou surpresa com alguma coisa que tenha visto? 
Andréa Bertoldo: Olha, eu confesso que assisti do episódio que eu saí, do momento em que acabou as gravações pra frente. Vi algumas coisas pelo Instagram, mas eu não assisti todos os episódios, ainda vou fazer isso. E o que me surpreendeu de primeira na verdade foi essa questão do Pires, né? De que ele estava fazendo aí esse duplo personagem e tal, mas nada que trouxe muito impacto para mim. 

Bruna Jones: Por ter chegado quase na final da temporada, você conseguiu participar de quase todas as provas do reality, entre elas, qual foi a que mais gostou de fazer e qual foi a mais difícil? 
Andréa Bertoldo: Olha, a mais difícil foi a da água que não tinha obstáculos, você tinha que nadar, nadar por uma distância considerável onde tinha correnteza e tudo. Então foi uma que o Lucas teve que me ajudar. Essa foi a pior sim, até porque já foi numa fase do jogo que eu estava muito sem força e como não é minha habilidade, né? Apesar de nadar, eu tive muita dificuldade. E a que eu gostei mais... Eu gostei muito das de resistência, tipo a que teve do tronco que a gente tinha que passar, que a gente usou a estratégia da dança do forró. A que eu disputei com o Charles que tinha que ficar no toquinho, só o pé em dois toquinhos? O Charles acabou ganhando, mas ver aquela prova e lembrar que eu com uma hora de prova estava ali, cheia de dores e de repente eu consigo superar aquilo e ainda aguentar três horas e sete minutos de prova foi incrível pra mim, então eu gostei porque me testei muito, principalmente o meu mental nessas duas provas. 

Bruna Jones: Aliás, avaliando a sua participação no programa, você se arrepende de algo que fez ou deixou de fazer ao longo de sua trajetória? Se pudesse voltar em uma nova temporada, faria algo de diferente? 
Andréa Bertoldo: Não é que eu me arrependa de algo que deixei de fazer, porém como foi algo que eu nunca vivenciei antes não tenho dúvidas que se tivesse uma nova oportunidade, uma nova temporada frente ao que eu vivenciei, sim, eu faria algumas coisas diferente. Eu tentaria, apesar de que tentei isso na fase estrela com o Pedro, persuadir de forma um pouco sutil pra não ser muito agressiva, pra gente tentar tirar no início os meninos da tribo Lua e voltar a tribo Sol para tentar chegar no pódio. Eu acho que seria mais isso que eu faria, ia tentar persuadir mais, até porque era algo que naturalmente acontece no meu dia a dia de forma positiva, e lá eu vi também que o fato de eu ficar um pouco mais recuada iria me fazer chegar longe. Enfim, eu acho que eu iria persuadir mais, falar mais algumas coisas e tentar levar as minhas estratégias de dentro do acampamento para o público. Tentar fazer essa comunicação que eu acho que isso teria sido um diferencial para mim. 

Bruna Jones: Infelizmente você não acabou se tornando a vencedora da temporada, porém, conseguiu se tornar a última mulher eliminada da atração. Como foi para você conseguir demonstrar a força e a garra feminina ao longo da temporada e ainda ser exemplo para tantas outras em suas vidas diárias? 
Andréa Bertoldo: Nossa foi incrível e realmente infelizmente, né? Eu não fui a vencedora, não cheguei à final, fui semifinalista. Mas depois do meu episódio, o carinho que eu recebi principalmente da mulherada e que até hoje eu recebo quando me param na rua, falam que eu fui guerreira, que eu representei, que eu sou uma pessoa de muita coragem, que elas não conseguiriam ir ou que jamais enfrentariam algo assim. E ainda mais como mulher preta, realmente fiquei muito orgulhosa de mim e feliz por estar representando. Tenho muito fãs, crianças também, então eu vejo meninas falando "ah eu estava torcendo por você". Ontem mesmo eu encontrei um fã assim que parou na rua e ele, criança, estava com o pai. Então ter representado ali, sobretudo a mulher e a mulher preta, sabe? Do cabelo cacheado. Isso realmente foi uma oportunidade que eu sou muito grata. 

Bruna Jones: Nos últimos anos, a reciclagem de participantes de reality show virou algo comum na televisão brasileira. Você aceitaria um convite para participar de "A Fazenda" ou "BBB", por exemplo? 
Andréa Bertoldo: Olha, "A Fazenda" provavelmente não, mas o "BBB" com certeza, né? Porque ainda assim segue sendo um sonho pra mim, é um programa que eu amo. Na verdade, essa coisa do reality show de ter várias pessoas de diferentes personalidades e que você tem que só ter jogo de cintura, conviver e não virar alvo eu acho fantástico. É isso que me encanta muito nos reality shows. Então eu sem dúvidas iria sim para o "BBB". 

Bruna Jones: Já estamos no final do ano, mas queremos novidades! Tem algo vindo por aí? Algum projeto para o próximo ano que possa compartilhar? 
Andréa Bertoldo: Tem alguns projetos, mas eles estão caminhando e não tem nada fechado, então eu espero com a graça de Deus que se concretizem. Eu prefiro deixar em off porque realmente são projetos que estão no início, sabe? Assim como foi o "No Limite", né? A gente teve os desafios lá do jogo, da competição, e a gente tem os desafios aqui da vida, sendo que às vezes depende de pessoas, de alguns fatores, então tem uns projetos, mas ainda eles não se concretizaram. 

Bacana a nossa conversa, não é mesmo? E ela ainda deixou um recadinho antes de ir, olha só: "Para os meus fãs eu agradeço o carinho de todo mundo que me acompanhou desde o início, que torceu, que vibrou, e falar para a galera que gosta de reality show, que tem esse sonho, que que quer viver isso, a dica que eu dou é, não desista. Pode parecer às vezes impossível porque já me inscrevi tantas vezes, mas uma hora se você quer isso, se você mentaliza, se você busca, se você identifica as suas falhas e o que pode melhorar, vai revisando, mudando a rota, mas não desiste de tentar." e para quem quiser continuar acompanhando, é só procurar por @deabertoldo nas redes sociais e para contatos profissionais, enviar um e-mail para assessoria.deabertoldo@gmail.com, beleza?

Espero que vocês tenham gostado da entrevista de hoje, em breve retornarei com novidades. Continuem acompanhando o blog para não perder nenhuma entrevista nova e nem os nossos projetos com o "BBRAU". Lembrando que quem quiser continuar acompanhando mais nas redes sociais, basta procurar no Facebook, Instagram e no Twitter por @odiariodebrunaj, combinado?