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Na parte da tarde, o sinal sonoro da mansão ecoou de forma definitiva e as portas de metal de todas as dez cabines gigantes se abriram exatamente ao mesmo tempo. Os participantes começaram a sair de seus isolamentos com rostos cansados, expressões tensas e passos lentos, caminhando em direção ao centro do estúdio industrial em um silêncio sepulcral e constrangedor, onde ninguém tinha coragem de olhar diretamente nos olhos uns dos outros. Quebrando o gelo de forma explosiva, Barbie não aguentou a pressão, deu um passo à frente e quebrou o silêncio olhando para o grupo, questionando com a voz alterada o que foi que aconteceu naquela madrugada para ela ter terminado a dinâmica com apenas 3.682 reais na sua mala. Ao ouvir aquele valor irrisório, Matheus arregalou os olhos em absoluto estado de choque, deu um passo para trás e questionou o grupo de imediato, querendo saber quem foi que pegou mais dinheiro do que os outros a ponto de deixar o cofre naquele estado. Cruzando os braços com uma postura intimidadora, Marcos interveio na hora e cortou o falatório, disparando que, antes de qualquer cobrança, o correto era primeiro descobrirem quem foi eleito o líder do ciclo e quanto essa pessoa havia pegado do prêmio total. Matheus, mantendo sua postura de transparência, levantou a mão prontamente diante de todos e revelou que ele era o líder por ter sido votado como o mais honesto, jurando pela sua vida que pegou apenas 100 mil reais porque agiu de boa-fé, acreditando piamente que os demais participantes manteriam o pacto e iriam pegar cada um 100 mil também para dividir o 1 milhão igualmente. Ao escutar a justificativa idílica do líder, Sindel soltou uma risada curta e debochada de canto, balançando a cabeça enquanto comentava com ironia que, pelo visto, não foi bem isso o que aconteceu no decorrer da madrugada. Tamara, visivelmente abatida e com os olhos marejados, aproveitou o momento para dar o seu relato e revelou para a casa que foi a última a passar pelo confessionário da dinâmica, confirmando que só havia restado o maço magro de notas e que ela também só pegou os mesmos 3.682 reais. Marcos rapidamente juntou as peças do quebra-cabeça e apontou para o grupo, constatando em voz alta que ele, Barbie e Tamara haviam pegado exatamente a mesma quantia minguada. Foi nesse instante que Sindel levantou a mão calmamente, com um sorriso enigmático no rosto, e anunciou para o restante do elenco que ela havia sido a nona participante na ordem da dinâmica e que também tinha pego esse mesmo valor de cota, deixando vários participantes chocados e boquiabertos ao perceberem que o desfalque monumental no milhão havia acontecido muito antes do final da fila.
Juliana deu um passo à frente com seu habitual tom de superioridade e revelou para o grupo que não pegou absolutamente nada, explicando que foi a quinta participante na ordem da dinâmica e que, como já não tinha quase nada no cofre, achou que não valia a pena para ela pegar qualquer quantia, sabendo que estaria tirando um dinheiro que poderia fazer diferença na vida dos outros. Na mesma hora, Beatriz rebateu de forma ríspida, dizendo que ela estava mentindo descaradamente, o que fez Juliana responder com desdém que não tinha motivo nenhum para mentir, já que aquela quantia não mudaria em nada a sua realidade fora do programa. Assistindo ao início do bate-boca, Conrado interveio com seriedade e disparou que era melhor a pessoa que pegou a quantia mais alta se revelar logo por livre e espontânea vontade, pois cedo ou tarde, com a edição ou o apresentador, todo mundo iria ficar sabendo da verdade de qualquer jeito. Foi nesse momento de extrema tensão que Giuliano deu um passo à frente, com a voz trêmula e visivelmente sufocado pela culpa, e se entregou diante de todos, confessando que foi ele quem pegou os 650 mil reais. Um silêncio ensurdecedor tomou conta do ambiente e todos os participantes ficaram completamente chocados, estáticos com a revelação do valor astronômico. Juliana soltou uma risada alta de puro deboche, achando que ele estava fazendo uma piada de mau gosto, mas o chef balançou a cabeça com os olhos marejados e garantiu que estava falando a verdade. Giuliano tentou se justificar desesperadamente, explicando sobre suas dívidas acumuladas, o sonho de abrir o próprio negócio e a promessa de dar uma qualidade de vida digna para os seus filhos, mas suas palavras foram engolidas pela revolta geral da casa. Imediatamente, vários participantes começaram a gritar e a discutir com ele ao mesmo tempo, apontando o dedo em sua direção e massacrando o rapaz pelo tamanho do seu egoísmo, deixando claro que ele havia traído a confiança de todos e que, a partir daquele momento, merecia tudo de pior dentro do jogo.
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Murilo Rosa interveio de imediato no meio da discussão generalizada, levantando a mão para pedir silêncio e retomar o controle do estúdio. O apresentador pontuou que, como todo mundo já sabia, Matheus era o líder soberano do ciclo por ter ficado no topo da lista de honestidade, mas avisou que, diferente dos ciclos anteriores, a separação dos dois grupos que iriam disputar a segunda prova já havia sido definida na dinâmica da primeira prova. Com o envelope em mãos, ele anunciou oficialmente que Matheus, Zelda, Giuliano, Beatriz e Juliana formavam o primeiro grupo por terem sido votados como os mais honestos do confinamento, enquanto Conrado, Marcos, Barbie, Sindel e Tamara formavam o grupo dois por terem sido considerados os mais desonestos pela média da casa. Ao ouvir a composição das equipes e olhar para o rastro de destruição financeira deixado no cofre, Barbie não se conteve e debochou em voz alta, apontando para o grupo rival e comentando ironicamente sobre o tamanho da hipocrisia daquela situação, já que o grupo dos "santos" carregava o homem que limpou o prêmio do programa. Murilo ignorou as provocações e continuou com os avisos formais, esclarecendo que, mesmo Matheus sendo o líder oficial e estando totalmente imune a qualquer perigo de eliminação, ele participaria ativamente da prova para ajudar os outros quatro integrantes do seu grupo a conquistarem a imunidade do ciclo. Por fim, o apresentador liberou todos os participantes de volta para a mansão, recomendando que aproveitassem o tempo para descansar e esfriar a cabeça, pois a prova em grupos do "Beast Games" seria extremamente cansativa e exigiria tudo deles.
De volta à mansão, o clima pesou de vez e as paredes pareceram sufocar os participantes. Na sala principal, Giuliano continuava tentando se defender de braços abertos, mas suas justificativas eram completamente engolidas por Barbie, Sindel, Marcos, Beatriz e Conrado, que discutiam com ele sem trégua, apontando o dedo e cobrando a falta de empatia do cantor com o restante do elenco. Enquanto o caos dominava a sala, Juliana e Tamara se isolaram no quarto para absorver o impacto de tudo o que havia sido revelado. Juliana deitou-se na cama e confessou estar em choque total com a atitude de Giuliano, disparando que, aparentemente, basta colocar muito dinheiro em jogo para que as pessoas realmente mostrem a verdadeira e mais obscura face. Tamara concordou imediatamente, balançando a cabeça com uma expressão desapontada, e desabafou dizendo que jamais, em todo o confinamento, esperava uma rasteira dessas vinda justamente dele. Longe da confusão, no jardim, Matheus e Zelda observavam a movimentação de longe. Curioso para fechar a conta matemática da madrugada, o rapaz questionou diretamente quanto Zelda havia pegado no cofre. Sem o menor pudor, a moça revelou com um sorriso cínico que sua cota foi de 223 mil reais, emendando logo em seguida que, no fim das contas, deu sorte de a quantia de Giuliano ter sido tão absurdamente maior, pois, do contrário, a casa inteira estaria enchendo o saco dela e a linchando publicamente ali mesmo. Matheus deu uma risada de puro nervoso, passando a mão pelo rosto e dizendo que simplesmente não conseguia acreditar que tudo aquilo tinha acontecido embaixo do nariz deles. Nesse momento, Conrado se aproximou dos dois com passos firmes e o semblante fechado. Ele olhou para o líder e para Zelda, decretando com convicção que Giuliano havia cavado a própria eliminação naquela madrugada e que, se o grupo dos "honestos" perdesse a prova de imunidade, o cantor seria o eliminado da semana sem a menor sombra de dúvidas. Matheus concordou com a cabeça na mesma hora, selando o destino do antigo aliado ao comentar que, se tinha alguém ali dentro que não merecia mais o prêmio final do programa, esse alguém era o Giuliano, concluindo que o rapaz provavelmente pegou todo aquele dinheiro no cofre porque, no fundo, já sabia que não teria capacidade de vencer o programa de qualquer maneira.
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Ainda sob o efeito da adrenalina, Barbie marchou em direção ao quarto onde estavam Juliana e Tamara, chutando a porta levemente ao entrar. Com os olhos faiscando de raiva, ela desabafou em voz alta, declarando com todas as letras que faria da vida de Giuliano um verdadeiro inferno a partir de agora e que ele merecia sair dali escorraçado daquele programa por tudo o que fez na madrugada. Juliana, que ouvia tudo com uma expressão pensativa, comentou que ainda estava profundamente impactada com a audácia do cantor, mas alertou o quarto de que ele não havia sido o único a pegar uma quantia grande, já que a conta matemática do milhão ainda não batia e mais alguém tinha passado a mão no cofre antes de a fonte secar. Beatriz, que havia entrado logo atrás de Barbie acompanhando o rastro da confusão, juntou os pontos na hora e disparou que só podia ter sido a Zelda então, já que ela foi a segunda colocada na lista de honestidade e teve acesso ao dinheiro logo no começo da fila. Sindel, encostada no batente da porta com seu habitual tom analítico, cruzou os braços e confessou que estava surpresa positivamente com Matheus, admitindo que, conhecendo a mecânica desse tipo de reality, ela esperava que nessa situação de poder absoluto ele fosse justamente quem pegaria a maior quantidade de dinheiro de todos. Juliana concordou imediatamente com ela, elogiando a postura do líder. Vendo o cenário se desenhar, Barbie bateu as mãos e decretou o plano de sobrevivência das mulheres, dizendo que a estratégia agora estava clara: nesse ciclo elas se livrariam de Giuliano e, no próximo, o alvo seria a Zelda, que tentou ser espertinha e passar a perna no restante da casa. Beatriz olhou para as aliadas e afirmou que, por ela, não haveria problema nenhum em digitar esses nomes na votação, mas encarou Juliana diretamente e questionou se a empresária seria realmente capaz de manter a palavra quando a hora chegasse. Juliana respirou fundo, desviou o olhar por um segundo e respondeu que, por ter uma proximidade, iria doer muito ter que fazer esse voto, mas acabou concordando com a cabeça, selando o acordo ao admitir que o que Giuliano fez foi completamente errado e indefensável.
Na manhã seguinte, o sol forte iluminava o vasto campo de provas do Beast Games quando os dez participantes chegaram ao local, ainda carregando o peso e as caras amarradas das discussões da noite anterior. Posicionado à frente dos competidores, Murilo Rosa aguardava o elenco com um sorriso enigmático antes de revelar as regras que definiriam o destino do ciclo. O apresentador apontou para a gigantesca arena e explicou em detalhes o desafio do dia. O objetivo parecia simples, mas exigiria uma força física e uma coordenação absurdas: No centro do terreno, erguia-se um mastro central com o "Pano da Vitória" suspenso a exatos 6 metros de altura, uma distância completamente fora do alcance de qualquer um que estivesse no chão. Para alcançá-lo, cada grupo recebeu uma pilha inicial de materiais de construção totalmente heterogêneos, contendo vigas metálicas, elásticos de alta resistência, blocos de madeira pesados e cordas grossas. A dinâmica da prova, no entanto, tinha um elemento de pura resistência. Murilo explicou que os materiais não estavam todos disponíveis de imediato na base do mastro. Os competidores teriam que correr desesperadamente até uma "zona de depósito" localizada a 50 metros de distância da base da torre para buscar o restante dos suprimentos. Para dificultar ainda mais, cada uma dessas viagens seria rigorosamente cronometrada e apenas dois membros do grupo poderiam carregar os materiais por vez, exigindo um revezamento estratégico e veloz entre os integrantes. Com o material em mãos, o verdadeiro teste de engenharia começaria. Cada equipe deveria projetar e montar uma torre autoportante, ou um tripé gigante, que fosse firme o suficiente para suportar o peso humano. O apresentador alertou que a pressa poderia ser a maior inimiga: quando o grupo acreditasse que a estrutura estava alta e firme o bastante, o membro mais leve do time deveria escalar a torre, equilibrar-se no topo e agarrar o pano. Se a estrutura oscilasse ou desabasse durante a subida, a penalidade seria brutal, eles seriam obrigados a desmontar o que restou e recomeçar a montagem completamente do zero. Murilo finalizou olhando fixamente para os grupos divididos entre "honestos" e "desonestos", lembrando que a imunidade de quatro pessoas dependia exclusivamente da firmeza daquela torre e da agilidade do time. Com os corações acelerados e as rivalidades à flor da pele, os participantes se posicionaram em suas respectivas áreas, aguardando apenas o sinal sonoro para dar início à contagem regressiva.
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O sinal sonoro ecoou de forma violenta pelo campo de provas, dando início imediato à disputa na vasta arena do "Beast Games". Sob o sol forte da tarde, a dinâmica exigiu esforço instantâneo dos dois grupos, que precisaram disparar em direção à zona de depósito localizada a 50 metros da base de suas respectivas torres. Como a regra permitia apenas que dois membros por vez carregassem os materiais de construção heterogêneos, a estratégia de revezamento e a comunicação rápida tornaram-se o primeiro grande divisor de águas do desafio. No Grupo 1, composto por Matheus, Zelda, Giuliano, Beatriz e Juliana, a largada foi dada sob uma atmosfera de extrema frieza e desconfiança. Matheus assumiu o papel de líder e disparou na frente ao lado de Beatriz, trazendo as primeiras vigas metálicas pesadas com agilidade. No entanto, o ritmo do time desandou quando chegou o momento de Giuliano entrar no revezamento. Ansioso para provar seu valor e tentar limpar sua barra após o escândalo dos 650 mil reais, o cantor tentou acelerar o passo com Juliana, mas o clima com as companheiras de equipe era glacial. Beatriz e Juliana sequer olhavam no rosto de Giuliano ao passar as cordas e os elásticos de alta resistência, ignorando os comandos do rapaz. Essa falta de sintonia provocou um erro de cálculo crasso: uma das vigas de metal escorregou da mão de Juliana, caindo no chão e fazendo com que o primeiro grupo perdesse segundos preciosos para organizar o material na base. Zelda, observando o caos de longe, limitava-se a caminhar em seu próprio ritmo, sem demonstrar a menor pressa. Enquanto isso, o Grupo 2, formado por Conrado, Marcos, Barbie, Sindel e Tamara, demonstrava uma garra feroz e uma sincronia impressionante, movidos pelo puro desejo de vitória e pelo ódio coletivo contra a traição de Giuliano. Marcos e Conrado usaram toda a força física para carregar os blocos de madeira mais robustos logo nas primeiras viagens, garantindo uma fundação sólida. Barbie e Tamara, deixando qualquer rivalidade antiga de lado, correram lado a lado na sequência, trazendo amarrados de cordas e elásticos com foco total. Na base de montagem, Sindel atuava como a mente pensante da equipe, organizando metodicamente cada peça que chegava e traçando o plano de engenharia antes mesmo que o estoque estivesse completo. Graças a essa organização implacável, o segundo grupo conseguiu terminar a coleta dos suprimentos principais ligeiramente à frente dos adversários, começando a erguer as primeiras estruturas de sustentação sob os olhares atentos de Murilo Rosa.
Com os primeiros materiais acumulados na base do mastro, os dois grupos deram início à complexa fase de engenharia para erguer a estrutura autoportante. As vigas metálicas precisavam ser firmemente amarradas com os elásticos de alta resistência e as cordas para formar um tripé robusto o suficiente para aguentar a subida de um competidor. Era um trabalho que exigia força, mas também um alinhamento absoluto entre os integrantes. No Grupo 1, a situação que já era tensa se tornou desesperadora. Enquanto Giuliano se matava de trabalhar sozinho, carregando os blocos de madeira mais pesados e tentando amarrar as vigas com nós reforçados para mostrar serviço, ele começou a perceber que o resto do time não estava na mesma sintonia. Beatriz e Juliana até tentavam encaixar algumas peças, mas batiam cabeça e reclamavam da falta de firmeza da estrutura. O fator determinante, porém, foi Matheus. O líder do ciclo, que já estava totalmente imune a qualquer risco de eliminação, começou a fazer um nítido corpo mole na prova. Ele segurava as cordas sem fazer força real, demorava o triplo do tempo para buscar novas ferramentas na zona de depósito e dava instruções confusas para o resto do time. Matheus andava pela arena com passos lentos, fingindo que estava analisando o projeto da torre, quando na verdade estava apenas deixando o tempo passar para testar a resistência dos seus companheiros e, secretamente, permitir que o grupo rival abrisse vantagem. Zelda percebeu a malandragem do líder e, com um sorriso sarcástico, também diminuiu o ritmo, deixando Giuliano praticamente isolado no esforço físico. Do outro lado da arena, o Grupo 2 transformava a indignação em combustível e avançava a passos largos. Conrado e Marcos assumiram o controle da montagem física, utilizando os blocos de madeira pesados como contrapeso na base para garantir que a estrutura não oscilasse. Seguindo as coordenadas milimétricas de Sindel, que coordenava o design do tripé de longe, Barbie e Tamara trabalhavam com uma agilidade impressionante, esticando os elásticos de alta resistência ao máximo e travando as vigas metálicas com nós de marinheiro impecáveis. O tripé do segundo grupo começou a ganhar altura rapidamente, ultrapassando os 3 metros de forma sólida e estável, sem dar qualquer sinal de balanço. O contraste entre os dois lados da arena era gritante: Enquanto os "desonestos" agiam como uma máquina perfeitamente azeitada, o grupo dos "honestos" via sua base afundar no próprio caos e no desinteresse de sua principal força. As torres estavam subindo, mas a disparidade entre a firmeza de cada uma já começava a desenhar o destino do desafio.
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A metade da prova foi ultrapassada sob um sol que castigava os competidores, e o cansaço físico começou a cobrar o seu preço, tornando os temperamentos ainda mais inflamados na arena do Beast Games. A essa altura, o foco total era dar altura vertical para o tripé gigante, tentando alcançar a marca crítica que os aproximaria do "Pano da Vitória" suspenso a 6 metros de altura. No Grupo 1, a estrutura era o reflexo perfeito do racha interno da equipe. Giuliano, já com a camisa encharcada de suor e a respiração arquejante, tentava erguer uma viga de metal de 4 metros de comprimento para formar o topo da torre, mas o peso era excessivo para uma pessoa só. Ele implorou pela ajuda de Matheus, mas o líder continuou seu teatro de corpo mole, fingindo que estava ocupado desenrolando um emaranhado de cordas que ele mesmo havia provocado, respondendo apenas com um "já vou" que nunca se concretizava. Beatriz e Juliana tentaram escorar a viga, mas a falta de força física das duas fez com que a peça pendesse para o lado, entortando a base de madeira. Juliana, irritada com a ineficiência e percebendo a falta de vontade de Matheus, jogou os elásticos no chão e começou a reclamar que a torre parecia uma cabana de bambu de tão instável, enquanto Zelda assistia a tudo encostada em um dos blocos, soltando comentários irônicos de que seria mais seguro subir em uma árvore do que naquela armadilha. Enquanto o grupo dos "honestos" se afundava em discussões e desorganização, o Grupo 2 operava em um ritmo frenético e quase militar. Sob os gritos de incentivo de Barbie, que não parava de berrar que eles precisavam ganhar aquela prova para fazer justiça contra Giuliano, Marcos e Conrado conseguiram içar a viga principal do topo. Usando os elásticos de alta resistência como esticadores ancorados nos blocos de madeira do chão, eles travaram a estrutura de forma brilhante. Sindel, com seu olhar cirúrgico, andou ao redor do tripé e deu empurrões com o próprio corpo para testar a estabilidade, constatando com orgulho que a torre deles já ultrapassava os 4,5 metros e estava firme como uma rocha. Tamara trabalhava na retaguarda, trazendo as últimas cordas necessárias para os degraus de escalada, garantindo que o membro mais leve do time tivesse apoio firme para a subida final. A diferença entre as duas equipes era de mais de 1,5 metro de altura e, enquanto o tripé do Grupo 2 estava pronto para a fase de escalada, a estrutura do Grupo 1 ameaçava ceder a qualquer momento.
A reta final da prova se transformou em um cenário de desespero para um lado e de pura adrenalina para o outro, consolidando uma vantagem esmagadora para o grupo dos "desonestos". No Grupo 1, a insistência em erguer a estrutura torta cobrou o preço mais alto. Vendo o tempo passar e o grupo rival avançar sem trégua, Giuliano entrou em desespero e tentou forçar o encaixe da última viga metálica no topo da torre, mesmo sem o apoio ideal. Matheus, mantendo seu corpo mole de forma cínica, apenas segurava uma das cordas de sustentação com uma mão, sem aplicar força real para estabilizar o tripé. No momento em que Giuliano soltou o peso da viga para tentar amarrá-la, a estrutura oscilou violentamente para a esquerda. Beatriz e Juliana gritaram e correram para trás quando o estalo da madeira ecoou pela arena. Sem o contrapeso necessário e com a corda frouxa nas mãos de Matheus, a torre do primeiro grupo desabou por completo, espalhando vigas e blocos de madeira pelo chão. A penalidade da prova foi aplicada na hora: O Grupo 1 foi obrigado a limpar a área e recomeçar a montagem absolutamente do zero, aniquilando qualquer chance matemática de competir em pé de igualdade. Enquanto o poeirão subia do lado fraturado dos "honestos", o Grupo 2 celebrava a liderança isolada com gritos de euforia. Sem perder o foco por um segundo sequer, Marcos e Conrado deram os nós finais nas amarrações, travando o tripé gigante na marca exata de 5,5 metros de altura. A estrutura estava perfeitamente autoportante e cravada no chão. Sindel olhou para o mastro central e deu o sinal verde para o início da última fase, apontando para o "Pano da Vitória" que agora estava a poucos palmos de distância do topo da engenharia deles. Barbie e Tamara se posicionaram na base, segurando firmemente as amarras de segurança para garantir o equilíbrio total, enquanto o membro mais leve do time se preparava para iniciar a escalada decisiva. A vantagem do Grupo 2 era tão monumental que eles podiam respirar e executar os movimentos com total precisão, assistindo de camarote ao desespero de Giuliano tentando juntar os pedaços de sua torre destruída.
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Com uma vantagem esmagadora e o Grupo 1 ainda atordoado no chão tentando recolher os escombros de sua estrutura, o Grupo 2 não perdeu tempo. Tamara, sendo a participante mais leve da equipe, respirou fundo e começou a escalar o tripé gigante sob os olhares atentos e os gritos de incentivo de seus aliados. Passo a passo, ela subiu com precisão pelos nós de marinheiro firmados por Marcos e Conrado. Na base da torre, Barbie e Sindel usavam todo o peso de seus corpos para segurar as cordas tensionadas, garantindo que a estrutura autoportante não oscilasse um milímetro sequer. Tamara alcançou o topo da plataforma improvisada a 5,5 metros de altura e, mantendo um equilíbrio perfeito, esticou o braço direito para cima, alcançando e arrancando com força o "Pano da Vitória" suspenso no mastro central. O sinal sonoro de encerramento ecoou pela arena e Murilo Rosa anunciou a vitória oficial do Grupo 2. Barbie e Tamara explodiram em gritos de comemoração, abraçando-se com Marcos, Conrado e Sindel no centro da arena em uma clara celebração de alívio e revanche. Do outro lado, o Grupo 1 assistia à cena em completo silêncio. Giuliano desabou sentado sobre uma viga metálica, exausto e de cabeça baixa, ciente de que seu destino estava selado. Ao seu lado, Beatriz e Juliana lançavam olhares mortais em sua direção, enquanto Matheus e Zelda mantinham expressões frias e calculistas. A imunidade estava garantida para os considerados "desonestos", e o grupo dos "honestos" teria que encarar o julgamento da eliminação.
O retorno dos participantes para a mansão foi o retrato perfeito da divisão que agora rachava o programa ao meio. De um lado, cinco pessoas caminhavam de cabeça baixa, arrastando os pés e em completo silêncio. Do outro, uma marcha triunfal de gritos, risadas e braços erguidos cruzava as portas de vidro da casa, transformando a sala principal em um verdadeiro salão de festas. Assim que pisaram no carpete, Conrado, Marcos, Barbie, Sindel e Tamara se jogaram nos sofás em uma comemoração efusiva. Marcos bateu no peito, berrando que a justiça divina não falhava, enquanto Conrado abraçava Tamara, parabenizando a moça pela coragem e agilidade na escalada final. Barbie, com a adrenalina ainda no topo, pegou uma garrafa de água para brindar e fez questão de falar alto o suficiente para que toda a casa ouvisse: ela declarou de braços abertos que aquele tinha sido o golpe de mestre do grupo dos "desonestos" e que a máscara dos santos havia caído da pior forma possível. Sindel, mantendo seu sorriso irônico e calculista, cruzou as pernas no centro do sofá e decretou o destino do jogo com total frieza. Ela olhou na direção do corredor onde os adversários tentavam se esconder e afirmou que não havia mais mistério, teorias ou estratégias mirabolantes para aquele ciclo: A eliminação de Giuliano estava absolutamente selada e iria acontecer de forma inevitável nas próximas horas. Marcos concordou na hora com um soco no braço do sofá, sacramentando que o cantor entrou no cofre achando que estava garantindo seu futuro, mas acabou cavando a própria cova no confinamento, pois nem todo o dinheiro do mundo compraria a permanência dele depois de virar as costas para o elenco. O grupo celebrou o xeque-mate em cima dos rivais, sabendo que, além de estarem todos salvos do sufoco da eliminação, assistiriam de camarote ao desmoronamento do grupo vizinho.
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Conheça os Participantes: Barbie Terremoto, Beatriz Schulteize, Conrado da Silva, Enzo Tralli, Giuliano Francisco, Hugo Aguiar, Jonatas Ponte, Juliana Patricia, Manoela Mendes, Marcos Beltrão, Matheus Lacerda, Mayara Palhares, Silvana Cruz, Sindel Takawire, Tamara Gimenez, Tárcio Mendes e Zelda Montgomery.
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