terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Bruna Entrevista: 14x03 - Dimitri Venum


Olá, olá...Tudo bem, meus queridos? Então que hoje é dia de conferir mais uma entrevista inédita aqui no blog, olha que bacana? E para deixar tudo ainda mais divertido, nós trouxemos um ator internacional, estou falando do queridíssimo Dimitri Venum, que aceitou vir compartilhar com a gente algumas de suas experiências na indústria dos filmes adultos, ou seja, se você for menor de idade, é melhor pedir a permissão de um adulto responsável antes de continuar lendo, beleza? Mas se você já é o próprio adulto responsável, então é só vir comigo!

Bruna Jones: Nos últimos anos você se tornou um dos atores de entretenimento adulto mais bem-sucedidos na área, até ganhando prêmios por sua atuação, mas antes de falarmos mais sobre isso, vamos voltar um pouco. O que você fazia ou com o que trabalhava antes de começar a atuar em vídeos adultos?
Dimitri Venum: Por mais surpreendente que possa parecer, eu tinha um trabalho que não tinha absolutamente nada a ver com filmes adultos. Eu era autônomo como engenheiro de computação. É um grande salto, eu percebo isso agora, mas ainda existem algumas coisas (como marketing de um produto, redes sociais) que permanecem bastante comuns a tudo isso.

Bruna Jones: Algumas pessoas entram no entretenimento adulto por fama, dinheiro ou até por simples prazer. O que te motivou a começar a fazer esses filmes? Além disso, como foi para você o início da sua trajetória como ator? Lembra como se sentiu no seu primeiro dia de filmagem?
Dimitri Venum: Primeiro de tudo, sempre tive um lado exibicionista (como muitas pessoas da minha idade) e estou confortável com meu corpo. Fui convidado para uma cena em um filme por meio de uma rede de contatos. Aproveitei a oportunidade porque era uma fantasia minha e eu gosto bastante de sexo. A oportunidade era boa demais para deixar passar. Não fiz isso pelo dinheiro ou por reconhecimento, apenas por mim mesmo, como um desafio pessoal. Adorei essa primeira experiência (o filme se chama "Testosterone") e quando vi o vídeo, sorri. Muitas pessoas viram o vídeo, e fui contatado por outros diretores. O que começou como um desafio pessoal se tornou um trabalho paralelo. Por volta da pandemia de Covid, quando surgiram plataformas como OnlyFans e JustForFans, aproveitei a oportunidade. Com o tempo, me tornei mais profissional e não me arrependo. 

Bruna Jones: Como todos sabemos, você nasceu na França e tem trabalhado em projetos tanto no seu país quanto para estúdios em outras partes do mundo, como os Estados Unidos. Como você lida com toda essa exposição global que recebeu, e como é para você ter a oportunidade de experimentar outras culturas fora do seu país?
Dimitri Venum: No início, eu não compreendia a dimensão da minha "carreira". Foi ao conhecer outros atores e diretores, assim como meus "fãs", que passei a ter uma compreensão mais clara. Nos últimos anos, conheci pessoas vibrantes, acolhedoras e inteligentes (longe do estereótipo da loira burra). Tive conversas sérias, compartilhei crises de riso e ganhei uma perspectiva muito diferente sobre culturas e histórias pessoais de certos povos por meio de seus atores. Histórias cheias de humildade, guerra e fuga de seus países, mas também de esperança por uma vida melhor, projetos futuros e ideias que espero que levem aos seus sucessos amanhã. Tudo isso é o que considero intercâmbio "internacional". É verdade que é um ângulo interessante descobrir uma cultura começando com algo tão íntimo quanto o sexo. 

Bruna Jones: Hoje em dia a pornografia se tornou muito mais acessível para o mundo todo; uma gravação pode se tornar viral em minutos e, com isso, mais pessoas consomem esse tipo de material. Do ponto de vista de um ator, você acredita que ainda pode haver preconceito contra quem trabalha nessa profissão?
Dimitri Venum: Preconceito, esse é um assunto delicado. Primeiro, gostaria de abordar um ponto que me parece importante. A indústria pornográfica está longe de ser livre de preconceitos. Mesmo que sejamos supostamente mais inclusivos, existem "atritos" dentro do que poderíamos chamar de comunidade. Isso pode ocorrer entre atores de países que estão em conflito ou entre diferentes categorias. Pode ser desanimador ouvir isso, mas somos humanos, e a rejeição existe também dentro da nossa comunidade, pelas mesmas razões que fora. Quanto ao mundo externo, digamos que, quando as pessoas descobrem meu trabalho, e o fato de que ele vai além de vídeos curtos, pode haver uma fase de choque que varia do nojo à aceitação. O nojo geralmente exige discussão, e a aceitação frequentemente leva a muitas perguntas. É uma profissão que repele tanto quanto fascina, em algum lugar entre o status de ícone e o de besta monstruosa.


Bruna Jones:
 Uma das coisas que mudou nessa indústria nos últimos anos é a forma como os artistas podem se expressar. Agora não é mais necessário esperar para ser contratado por uma grande empresa para alcançar sucesso; tudo que você precisa é de senso criativo e uma câmera, e pode começar a postar seu próprio conteúdo em plataformas como o "OnlyFans". Dito isso, artistas em geral tendem a ser perfeccionistas no seu trabalho. Você tem o hábito de assistir aos seus próprios vídeos e analisar o trabalho feito? Como você analisa a diferença entre trabalhos feitos por uma produtora e trabalhos feitos diretamente para plataformas?
Dimitri Venum: Digamos que, para fazer o trabalho de pós-produção, temos que assistir às nossas próprias performances. Gosto de detalhes e me treinei para usar softwares profissionais de edição. Com o tempo, comprei equipamentos: Câmera, iluminação e aprendi a trabalhar com atmosfera. O mais difícil, eu acho, é encontrar um local que não seja um quarto de hotel. A atmosfera é tão importante quanto o ator. Estúdios e plataformas não estão em competição; eles ocupam nichos ecológicos muito diferentes. Os estúdios trabalham mais a longo prazo, com história e atmosfera (figurinos, locações, estilo), enquanto as plataformas focam no consumo imediato e explosivo. Hoje, existem atores que fazem trabalhos realmente criativos no nível de estúdio, basicamente, a nova geração de diretores.

Bruna Jones: Você está nessa carreira há mais de cinco anos e acredito que tenha vivido muitas situações incomuns ou até engraçadas nos bastidores, não é? Poderia compartilhar uma das suas lembranças mais engraçadas dos bastidores?
Dimitri Venum: Isso às vezes acontece em certas filmagens; temos que fazer closes e planos abertos. Nos closes, conversamos entre nós, e isso é gravado; podemos também ver expressões faciais. Não é o caso nos planos abertos. Já aconteceu de alguns atores e eu falarmos bobagem tentando manter a seriedade. Mas também pode acontecer durante uma cena de sexo, uma ejaculação que vai para a câmera, ou no olho, um sofá que desmorona (já aconteceu várias vezes, porque sou meio desajeitado). É muito difícil se recuperar disso depois. 

Bruna Jones: Você tem um trabalho em que acaba se expondo de forma muito íntima diante das câmeras, e acredito que fora das filmagens você tenta manter uma rotina para estar sempre no seu melhor, certo? O que você costuma fazer para manter seu físico e aparência? Poderia compartilhar um pouco da sua rotina fora das câmeras?
Dimitri Venum: Faço muito esporte. Sou ex-jogador de rugby e comecei a fazer musculação alguns anos atrás. Compito, o que pode explicar porque meu físico varia dependendo de quando a foto é tirada. Faço entre 5 e 6 treinos de musculação por semana e também nado. Procuro me alimentar bem e, acima de tudo, ter uma dieta equilibrada. Vou à academia todos os dias, ou cedo de manhã ou antes do meio-dia, para ter a tarde livre, seja para colaborações ou outros projetos (e há muitos para gerenciar nesse ramo).  


Bruna Jones:
 Como eu disse antes, hoje você já tem uma carreira sólida na área e reconhecimento mundial, seja pelas redes sociais ou pelos prêmios que ganhou pelo seu trabalho. O que você pretende fazer com esse sucesso no futuro? Existem planos de longo prazo para o que você faz?
Dimitri Venum: Pretendo continuar progredindo e colaborar com grandes nomes também. A longo prazo, pretendo produzir filmes sob meu próprio selo, mas tudo isso ainda está sendo discutido com "a equipe francesa".

Bruna Jones: Hoje em dia, uma das formas de produção mais populares são os reality shows. Existem muitos tipos no mundo, desde programas de sobrevivência como "Survivor", até confinamento como "Big Brother", ou até de estratégia como "The Traitors". Alguns atores do entretenimento adulto foram convidados a participar desses programas. Se você fosse convidado, aceitaria? Se sim, há algum específico em que gostaria de participar?
Dimitri Venum: Sim, acompanhei isso. Allen King, por exemplo, se saiu muito bem (dou um salve para ele). Quanto a mim, acho que poderia participar de reality shows sobre esportes; não me sentiria confortável com programas de romance ou de solteiros. 

Bruna Jones: Eu não poderia terminar esta entrevista sem perguntar: Você já esteve no Brasil? Gostaria de nos visitar quando possível?
Dimitri Venum: Ainda não tive a chance de ir ao Brasil, mas devo admitir que me atrai bastante. O país e o povo são incríveis, cheios de energia positiva e sexual. Estou pensando em planejar uma viagem para o final de 2026. 

Bacana a nossa conversa, não é mesmo? E ele ainda deixou um recadinho antes de ir, olha só: "Estou realmente ansioso para ir ver vocês e fazer algumas ótimas colaborações ou produções. Tenho certeza de que o contato entre França e Brasil vai criar algo explosivo e muito, muito quente." e se vocês quiserem continuar acompanhando ele nas redes sociais, relembrando que é preciso ser maior de idade para acessar algumas de suas plataformas, é só clicar AQUI. Neste link você encontra todas as redes sociais oficiais dele, beleza? 

Espero que vocês tenham gostado da entrevista de hoje, em breve retornarei com novidades. Continuem acompanhando o blog para não perder nenhuma entrevista nova e nem os nossos projetos com o "BBRAU". Lembrando que quem quiser continuar acompanhando mais nas redes sociais, basta procurar no Facebook, Instagram e no Twitter por @odiariodebrunaj, combinado?

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Grey's Anatomy: 22x08 - Heavy On Me


Richard Webber decide prosseguir com o tratamento cirúrgico para seu câncer de próstata após consultar um especialista externo e reconsiderar a abordagem de observação e espera. Bailey e Owen lideram uma equipe multidisciplinar na remoção bem-sucedida de um tumor abdominal de 16 kg com suporte de ECMO, e Owen propõe a ampliação das oportunidades de treinamento em trauma para residentes. Jules Millin reflete sobre seu distanciamento social e começa a se relacionar mais abertamente com os outros. Jo Wilson continua se recuperando de complicações pós-parto enquanto passa um tempo com seus gêmeos recém-nascidos na UTI neonatal e identifica eclampsia em outra paciente, coordenando o tratamento de emergência que a estabiliza.

Nome do Episódio: Faz referência a música da banda Whiskey Myers. 

Frase do Episódio: "Na faculdade, eu era a pré-vestibulanda de ressaca que adormeceu em sua mesa de estudo. Na faculdade de medicina, eu era a filha de uma famosa cirurgiã. Agora eu sou a famosa cirurgiã. Na medicina, sua identidade está mudando constantemente. É seu trabalho acompanhar o ritmo." ... "É chocante quando sua identidade muda, quando de repente você se torna um médico, um parceiro, um pai. Isso ajuda se você se concentrar nas coisas que não mudaram. O conforto de velhos amigos. A emoção de experimentar algo novo. Porque mesmo que você talvez não se reconheça... Tem sido você o tempo todo."

Qualquer novidade eu volto, lembrando que quem quiser entrar em contato comigo, pode add no facebook, procurando por "Bruna Jones" e que agora na página oficial do blog, vocês encontram conteúdo exclusivo: clique aqui! Podem também procurar e seguir no twitter e instagram no @odiariodebrunaj certo?

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

TTRA: 1x11 - The Traitors Realidade Alternativa - Traições à Vista


Na manhã seguinte, o silêncio ainda carregava a tensão da noite anterior. Os corredores do castelo pareciam mais frios do que nunca e cada passo ecoava lembrando os participantes do jogo implacável que estavam vivendo. O primeiro grupo a chegar à sala do café da manhã era formado por Lorena, Matheus e Dimas. Lorena entrou com cuidado, observando os rostos ao redor, tentando decifrar qualquer sinal de quem poderia ter sido alvo dos traidores. Matheus parecia inquieto, jogando olhares rápidos para os cantos da sala, como se esperasse que algo surgisse a qualquer momento. Dimas, por sua vez, caminhava lentamente, mantendo uma expressão neutra, mas suas mãos traíam o nervosismo, tamborilando discretamente sobre a mesa. O aroma do café fresco e dos pães recém-casados deveria trazer conforto, mas naquele momento apenas aumentava a sensação de alerta. Nenhum deles sabia quem tinha sobrevivido à noite, nem quem poderia estar planejando a próxima jogada. Entre goles de café e olhares cautelosos, o trio se preparava para enfrentar mais um dia de decisões estratégicas, alianças instáveis e, possivelmente, mais uma morte planejada pelos traidores. Poucos minutos depois, a porta da sala do café da manhã se abriu novamente, e Bianca, Ícaro e Núbia entraram com passos cautelosos. O ambiente ainda carregava o peso da noite anterior e cada um parecia medir cuidadosamente suas palavras e expressões. Bianca tomou a frente, cumprimentando o primeiro grupo com um sorriso contido, enquanto observava discretamente cada reação. Seus olhos se demoraram em Lorena, Matheus e Dimas, como se tentasse captar qualquer sinal de aliança ou suspeita. Icaro entrou logo atrás, cruzando os braços e mantendo uma expressão firme, mas atenta, qualquer gesto poderia ser uma pista. Núbia fechava o trio, caminhando com cuidado entre as mesas, procurando um lugar que a deixasse de olho em todos, sem se expor demais.

Sentados em torno da longa mesa de café da manhã, Lorena, Matheus, Dimas, Bianca, Icaro e Núbia tentavam disfarçar o nervosismo, mas o silêncio pesado não durou muito. Lorena foi a primeira a falar, quebrando a tensão: "Eu ainda não consigo acreditar que sobrevivemos..." disse, mexendo na xícara de café. "A noite passada foi intensa." Matheus suspirou, jogando um olhar rápido para Dimas: "Intensamente perigosa, eu diria. Parece que a qualquer momento, um de nós podia ter sumido do jogo." Dimas assentiu, mantendo a voz baixa: "É verdade. Mas isso também deixa a gente alerta. Precisamos começar a pensar: Quem seria o próximo alvo dos traidores?" Bianca, sempre perspicaz, se inclinou levemente para frente: "Olhando para todos aqui... Quem poderia despertar mais suspeita? Quem tem se destacado ou feito alianças que os traidores poderiam querer quebrar?" Icaro cruzou os braços, franzindo o cenho: "Eu acho que não é só sobre destaque. É sobre quem poderia ser considerado uma ameaça estratégica. Às vezes, os traidores escolhem quem menos espera." Núbia, calmamente, completou: "Ou quem eles acreditam que é mais fraco, mais fácil de manipular ou enganar. É difícil prever. Mas uma coisa é certa: Cada um de nós precisa observar os outros mais de perto agora." O grupo trocou olhares cautelosos, cada um tentando ler intenções, analisar expressões e imaginar possíveis jogadas. A atmosfera era de tensão pura: A sensação de terem escapado da morte só aumentava a paranoia e cada comentário parecia uma pista, real ou falsa, sobre quem poderia ser eliminado na próxima noite.

Enquanto o primeiro e o segundo grupo ainda trocavam olhares cautelosos e comentavam sobre a noite passada, a porta da sala do café da manhã se abriu mais uma vez. Dora, Marcela e Amélie entraram, cada uma carregando uma mistura de apreensão e curiosidade. Dora entrou primeiro, caminhando com passos firmes, mas os olhos atentos a cada movimento do grupo que já estava na mesa. Ao ver Lorena, Matheus, Dimas, Bianca, Icaro e Núbia, ela deu um sorriso discreto, mas carregado de significado, parecia avaliar, em silêncio, quem parecia mais desconfiado. Marcela entrou logo atrás, mantendo a postura ereta, mas com um leve franzir de sobrancelhas que denunciava sua preocupação. Ela rapidamente analisou os rostos à sua frente, tentando entender quem havia sobrevivido à noite e quem poderia estar tramando a próxima jogada. Amélie, por sua vez, fechava o trio, andando com cuidado entre as cadeiras e escolhendo um lugar estratégico na mesa, de onde pudesse ouvir todos e observar qualquer detalhe suspeito. O clima na sala ficou ainda mais carregado. Agora, quase todos os participantes estavam reunidos e o café da manhã se transformava em uma verdadeira reunião tensa de aliados e suspeitos, cada um tentando descobrir quem tinha escapado da morte por sorte... E quem poderia ser o próximo. Antes que qualquer conversa pudesse se desenvolver, a porta da sala do café da manhã se abriu novamente e o último grupo entrou: Caio, Maurício e Helena. O clima, já tenso com os grupos anteriores, ficou ainda mais carregado com a presença deles. Caio entrou primeiro, com passos decididos, mas os olhos atentos a cada rosto na mesa. Ele parecia avaliar rapidamente quem parecia mais tranquilo e quem carregava o peso da paranoia. Maurício veio logo atrás, mantendo a expressão séria, enquanto observava discretamente os gestos de cada participante, cada movimento poderia ser uma pista sobre alianças ou suspeitas. Helena fechava o trio, andando com cuidado entre as cadeiras antes de se sentar. Ela se posicionou de forma a conseguir observar todos ao mesmo tempo, sem se expor demais, consciente de que qualquer deslize poderia ser interpretado como fraqueza ou suspeita.

Com todos os grupos reunidos, a ausência de Penélope e Fabrício era impossível de ignorar. Um silêncio pesado pairava sobre a mesa, quebrado apenas pelos pequenos sons do café sendo servido e das cadeiras sendo ajustadas. Lorena foi a primeira a falar, com a voz baixa e cautelosa: "Então... Só falta a Penélope e o Fabrício. Alguém tem ideia de quem os traidores escolheram esta noite?" Matheus franziu a testa, olhando para todos antes de responder: "Difícil dizer... Mas considerando o que vimos ontem, eu diria que pode ser a Penélope. Ela tem se destacado bastante, e talvez os traidores quisessem eliminar alguém que pudesse se tornar uma ameaça para eles." Dimas, cruzando os braços, balançou a cabeça: "Eu não sei... Fabrício também tem sido bastante estratégico. Ele consegue perceber coisas que passam despercebidas para os outros. Não acho que seria surpresa se ele fosse o alvo." Bianca interveio, ponderando: "Olhando para os dois, talvez a escolha tenha sido baseada em quem poderia causar mais impacto no jogo. Penélope mexe com as alianças de forma mais direta, enquanto Fabrício é mais sutil. Os traidores podem ter ido por qualquer um dos lados..." Icaro, com o olhar firme, acrescentou: "Não dá para esquecer que eles também podem ter feito a escolha mais inesperada, justamente para desestabilizar a gente. Ou seja, não dá para apostar nem na Penélope nem no Fabrício com certeza." Núbia, mais calma, completou: "O que importa é que, seja quem for, precisamos estar atentos. Cada ação, cada reação pode ser uma pista de quem sobreviveu e de quem está planejando o próximo movimento." O grupo se lançou em olhares desconfiados, tentando analisar cada expressão, cada gesto, enquanto o vazio na sala lembrava que, naquela noite, alguém havia caído pelas mãos dos traidores e todos os presentes precisavam estar prontos para a próxima jogada. A porta se abre uma última vez e... Penélope acaba entrando na sala, causando a surpresa dos participantes.

Fabrício caminhava pelos corredores silenciosos do castelo, sentindo cada passo ecoar como se o próprio chão quisesse avisá-lo do perigo. Ele se dirigiu ao confessionário, aquele pequeno quarto reservado para mensagens pessoais e instruções da produção, com o coração acelerado. Ao entrar, a luz suave iluminou o pergaminho sobre a mesa. Com mãos ligeiramente trêmulas, Fabrício pegou o pergaminho e desenrolou-o, sentindo o papel áspero sob os dedos. A caligrafia elegante mas firme parecia ainda mais ameaçadora à medida que ele lia cada palavra. "Fabrício... Você foi escolhido pelos Traidores. Esta é a sua última noite entre os participantes. O jogo continuará sem você Amanhã." Fabrício congelou por um instante, sentindo um frio percorrer sua espinha. Seus olhos se arregalaram e um suspiro involuntário escapou. A tensão que vinha sentindo desde a primeira noite explodiu de uma vez. Ele sabia que sua permanência no jogo tinha acabado, mas a confirmação no pergaminho tornava tudo dolorosamente real. Ele deixou o pergaminho cair sobre a mesa por um instante, fechou os olhos e respirou fundo, tentando processar a notícia. Um misto de incredulidade, frustração e um toque de medo passou por ele. Fabrício sabia que precisava manter a calma até o momento certo, mas a consciência de que os traidores tinham vencido aquela rodada mexeu com ele de maneira profunda. Por fim, com os ombros tensos, ele pegou novamente o pergaminho, encarou as palavras mais uma vez e respirou fundo, preparando-se mentalmente para enfrentar a última noite no castelo, sabendo que seu destino já estava traçado e que cada movimento restante no jogo seria um testemunho de sua própria derrota estratégica.

O cenário mudou na mente de Matheus, trazendo de volta a lembrança do Conclave que havia acontecido na madrugada. A sala estava mergulhada em penumbra, iluminada apenas por algumas velas espalhadas sobre a mesa central. Dora, Bianca e Matheus estavam lado a lado, o clima carregado de tensão e estratégias silenciosas. Bianca foi a primeira a quebrar o silêncio, seu olhar fixo nos rostos dos dois companheiros: "Se vamos escolher uma vítima, minha aposta é Amélie. Ela está começando a se destacar demais, faz perguntas demais, e está mexendo nas alianças do jeito que não queremos. Tirando ela, a gente enfraquece a movimentação entre os fiéis." Dora balançou a cabeça, cruzando os braços: "Não concordo, Bianca. Amélie é importante, mas Fabrício está mais isolado. Ele não tem tantas alianças fortes, e isso faz dele um alvo fácil. Se quisermos manter o controle, faz mais sentido eliminar quem está avulso no jogo, nesse caso, Fabrício." Bianca franziu o cenho, tentando argumentar: "Mas Dora, Amélie também pode virar uma peça chave para os traidores se a deixarmos. Fabrício pode até estar sozinho, mas ele não tem tanta influência quanto ela..." Matheus, que vinha observando atentamente, finalmente interveio, sua voz firme cortando a tensão: "Eu entendo seu ponto, Bianca... Mas olhando estrategicamente, acho que Dora tem razão. Fabrício está mais isolado, mais avulso no jogo. Ele seria a escolha mais segura para nossa próxima jogada. Se queremos manter o controle e não chamar tanta atenção, eliminar Fabrício agora é mais vantajoso." Dora esboçou um leve sorriso, satisfeita por finalmente ter o apoio de Matheus. Bianca suspirou, ainda relutante, mas sabia que naquele Conclave o voto coletivo decidia. A decisão estava tomada: Fabrício seria o alvo naquela rodada, e o jogo deles ganharia um novo capítulo de tensão e manipulação.

O clima na sala do café da manhã mudou instantaneamente. A notícia da eliminação de Fabrício circulou rapidamente e os olhares entre os participantes se tornaram mais tensos, cheios de incredulidade e medo. Núbia, visivelmente abalada, levou as mãos ao rosto e deixou escapar lágrimas silenciosas, enquanto tentava processar a perda de seu parceiro no jogo. Lorena, percebendo a vulnerabilidade da amiga, falou com um tom frio e quase analítico: "Núbia... Agora você é a última ex-participante do "Power Couple" que ainda está na competição. Isso muda completamente a dinâmica, não só do jogo, mas da forma como os traidores podem te enxergar." A tensão era quase palpável, quando a atenção de todos foi desviada por passos firmes ecoando pelo salão. Selton Mello entrou, sua presença impondo silêncio imediato. Ele caminhou em direção à parede onde o quadro de Fabrício estava pendurado, olhando fixamente para o retrato antes de falar, sua voz carregada de solemnidade: "Às vezes, no jogo da vida e da estratégia, precisamos encarar a inevitabilidade da perda... Daquilo que parecia sólido e seguro. Fabrício partiu e seu lugar agora será lembrado apenas pelas lições que deixou..." E com um gesto dramático, ele pegou o quadro da parede e o deixou cair no chão com um estrondo. O impacto ecoou pelo salão e todos se sobressaltaram, como se aquele som tornasse a morte de Fabrício ainda mais real. Selton então se afastou, os olhos varrendo o grupo e continuou com uma entonação grave, mas carregada de expectativa: "Mas o jogo não para. Esta noite, vocês vão se reunir para mais uma mesa redonda... Uma tentativa de identificar e eliminar um traidor. Cada decisão, cada palavra e cada gesto contará. Preparem-se, porque nada será como antes." O murmúrio silencioso que se seguiu mostrava que os participantes já sentiam a tensão aumentando. Núbia enxugou as lágrimas, tentando recompor-se, enquanto Penélope observava atentamente, calculando cada movimento do grupo. O café da manhã havia se transformado em um prelúdio sombrio para a noite que se aproximava, onde confiança e paranoia se enfrentariam em igualdade.

O bar do castelo estava pouco iluminado, com apenas algumas velas lançando sombras nas paredes de pedra. Penélope se encostou no balcão, segurando uma taça de suco e olhou atentamente para Marcela e Amélie, que estavam ao seu lado, como se quisesse arrancar alguma certeza do ar. "Então, finalmente vamos votar em Caio?" perguntou Penélope, a voz carregada de impaciência. "Já tivemos tantas tentativas frustradas, mas eu realmente acho que ele é um traidor. Não dá para ignorar mais." Marcela franziu o cenho, cruzando os braços e respirou fundo antes de responder: "Eu até estava inclinada a concordar com você, Penélope... Mas estou começando a ficar suspeita de Bianca. Ela tem se mantido muito quieta, distante dos demais. Fica observando sem se comprometer, e isso começa a levantar dúvidas." Amélie, que estava encostada na parede próxima, inclinou a cabeça e acrescentou: "Na verdade, ouvi que Bianca está querendo ir atrás de mim nas próximas votações. Então, talvez seja o momento de tirá-la agora, antes que ela tente mexer no jogo." Penélope abriu os olhos surpresos e trocou um olhar rápido com Marcela, a desconfiança evidente em seus rostos: "Espera... De onde você ouviu isso?" perguntou Penélope, a voz firme. "É... É alguém aqui no castelo que me contou" respondeu Amélie, desviando levemente o olhar, como quem não queria revelar muito mais. "Não posso dizer exatamente quem, mas as informações são confiáveis." O silêncio pairou por alguns segundos, pesado e cheio de tensão. Cada uma delas percebeu que o jogo estava ficando ainda mais complicado. Segredos, suspeitas e alianças começavam a se cruzar e decidir quem atacar primeiro poderia definir não apenas a próxima rodada, mas o futuro de cada uma no castelo.

A biblioteca estava silenciosa, exceto pelo som distante de passos ecoando nos corredores do castelo. Dora e Matheus se encontravam na sala secreta, um pequeno cômodo escondido atrás de uma estante móvel, onde podiam falar sem medo de serem ouvidos pelos outros participantes. A tensão do jogo pairava no ar. "Matheus" começou Dora, inclinando-se levemente para frente, a voz baixa e firme "estou começando a perceber que Bianca pode estar tentando sabotar o nosso jogo. Ela tem se mantido distante, mas seus movimentos sugerem que está observando demais... E talvez tentando criar intriga entre nós dois." Matheus respirou fundo, encarando Dora com seriedade, e balançou a cabeça: "Eu confio plenamente em você, Dora." disse ele, a firmeza na voz traindo a gravidade da situação. "Se for necessário, nós dois devemos agir primeiro. Trair Bianca antes que ela tente trair a gente pode ser a nossa única chance de manter o controle do jogo." Dora assentiu, o olhar determinado: "Exatamente. Precisamos permanecer unidos, fortes e estratégicos. Ela não pode nos manipular. O momento certo para agir será crucial... E precisamos ter certeza de que não daremos espaço para que ela crie qualquer divisão entre nós." Matheus sorriu levemente, um sorriso de cumplicidade e confiança mútua. "Então, estamos juntos nisso. Até o final" disse ele e Dora concordou com um leve aceno, ciente de que cada decisão daqui para frente poderia mudar o destino deles no jogo. O silêncio voltou a dominar a sala secreta, mas agora havia uma aliança clara: Dora e Matheus estavam prontos para qualquer movimento que fosse necessário, conscientes de que em um jogo de traidores, confiança era arma tão poderosa quanto qualquer mentira.

Os corredores do castelo pareciam mais silenciosos do que nunca enquanto os participantes se dirigiam à sala da mesa redonda. Cada passo carregava uma mistura de apreensão e expectativa, todos sabiam que aquela noite poderia mudar o rumo do jogo. Um a um, eles entravam na sala, os olhos se encontrando com os dos outros, cheios de suspeitas e incertezas. Quando todos finalmente se acomodaram, Selton Mello apareceu na entrada, sua presença impondo imediatamente silêncio. Ele caminhou até o centro da sala, o olhar varrendo cada participante com uma intensidade que fazia a tensão subir ainda mais. "Boa noite" começou ele, a voz calma, porém carregada de significado. "Mais uma vez, vocês têm diante de si a oportunidade de enfrentar a verdade. Cada mesa redonda é uma chance de decidir o destino de alguém... Uma oportunidade de eliminar um traidor ou de reforçar alianças." Ele fez uma pausa, os olhos brilhando com solenidade, e gesticulou vagamente para a sala: "O jogo é feito de escolhas, de riscos e de segredos. Esta noite, cada palavra, cada gesto, cada olhar pode ser decisivo. Vocês têm uma chance de ouro para descobrir quem se esconde nas sombras, quem manipula, quem mente... E quem merece ser eliminado." Com um gesto dramático, Selton afastou-se um pouco, os participantes sentindo o peso de suas palavras ecoando no ar: "Lembrem-se: A verdade nem sempre é o que parece, e a coragem de encará-la... Bem, essa é o que separa os traidores dos fiéis. Que comecem as discussões." O clima na sala ficou denso, quase sufocante. Todos se entreolhavam, calculando cada movimento, cada palavra. A mesa redonda havia começado, e o destino de cada participante agora dependia de estratégia, persuasão e acima de tudo, de quem conseguiria esconder suas intenções mais profundas.

Penélope se inclinou levemente sobre a mesa, olhando para todos os participantes com expressão firme, como se estivesse assumindo o controle da discussão. "Pessoal" começou ela, a voz clara e decisiva, "as opções de hoje são bem óbvias. Temos o Caio, que ainda não se provou inocente desde a eliminação da Estela. Tem a Bianca, que algumas pessoas estão começando a suspeitar por ser muito quieta e manter distância. E, aparentemente, alguém colocou o nome da Amélie na roda..." Bianca ergueu as sobrancelhas, surpresa e um pouco irritada: "Espera, espera... Quem colocou meu nome na roda? E por quê?" sua voz carregava uma mistura de indignação e curiosidade, enquanto olhava para os outros tentando encontrar um culpado. Caio, respirando fundo, interrompeu a tensão crescente com um tom mais sereno, porém firme: "Olhem, precisamos superar isso e parar de focar só em mim. Se me eliminarem agora, vão estar tirando mais um fiel do jogo. Vocês precisam pensar estrategicamente, não apenas por suspeitas momentâneas." Amélie, que estava ao lado, voltou seu olhar para Bianca, a voz começando a subir de tom: "E sobre você, Bianca... Não é a primeira vez que você parece querer me eliminar. Já percebi esse tipo de atitude e sinceramente, não sei se posso confiar em você." Bianca imediatamente se defendeu, cruzando os braços: "Espera aí, Amélie! Eu não estou querendo te eliminar. Estou apenas me protegendo e analisando o jogo. Não é pessoal contra você!" "Não é pessoal?" Amélie retrucou, franzindo o cenho "Parece pessoal quando fico sabendo que sem uma votação você tenta me colocar no meio." O clima na mesa começou a esquentar, com olhares tensos se cruzando, sussurros e cochichos. Cada palavra parecia uma peça de xadrez, cada gesto carregava suspeita. Penélope tentou retomar o controle, mas a discussão entre Bianca e Amélie já havia iniciado uma pequena guerra de estratégias e acusações, deixando claro que a noite da mesa redonda seria intensa.

Icaro franziu o cenho, olhando diretamente para Penélope, sua voz firme cortando o clima pesado da mesa: "Espera um pouco... Por que ninguém está apontando os dedos para a Penélope?" questionou, gesticulando levemente. "Ela parece estar querendo controlar todas as narrativas, direcionar o voto do grupo e ditar para onde a discussão deve ir. Alguém já parou para pensar nisso?" Penélope sorriu, inclinando-se para trás na cadeira, um sorriso debochado se espalhando pelo rosto: "Ah, Icaro... Você realmente acha que estou controlando tudo?" disse, o tom carregado de ironia. "Estou apenas... Ajudando o pessoal a organizar as ideias. Mas se vocês preferirem se perder em teorias conspiratórias, tudo bem. Continuem se preocupando comigo." Alguns participantes soltaram risinhos nervosos, mas a provocação de Penélope só aumentou a tensão. Icaro apertou levemente os lábios, sem se deixar abater pelo deboche, enquanto observava a movimentação de olhares entre os outros, percebendo que algumas pessoas começavam a questionar as intenções dela silenciosamente. Helena inclinou-se levemente sobre a mesa, os olhos atentos a cada gesto dos participantes. Ela observou Núbia, ainda visivelmente abalada após a eliminação de Fabrício. "Espera um pouco" começou Helena, a voz calma, mas carregada de desconfiança. "Estou achando meio suspeito o choro da Núbia. Não que eu queira ser cruel, mas eliminar o Fabrício para que ela se torne a última ex-"Power Couple" no jogo... Isso levanta algumas questões." Núbia ergueu o olhar, surpresa e ofendida, sentindo o peso das palavras de Helena: "O quê? Não... Não é nada disso!" respondeu, a voz trêmula. "Eu estou apenas sentindo falta do Fabrício, ponto final. Isso não tem nada a ver com estratégias ou querer vantagem no jogo." Helena manteve o olhar firme, analisando cada reação da moça: "Claro... Mas em um jogo como esse, até as emoções podem ser interpretadas como jogadas. Precisamos prestar atenção em cada detalhe. Quem aparenta estar mais vulnerável pode, na verdade, estar manipulando percepções." O silêncio caiu por um instante, enquanto os outros participantes começavam a ponderar as palavras de Helena. O choro de Núbia, antes apenas visto como tristeza, agora era suspeita em potencial. A tensão da mesa redonda aumentava, mostrando que, no castelo, até a emoção mais genuína podia se tornar uma pista... Ou uma armadilha.

Bianca bateu levemente na mesa, chamando a atenção de todos. Sua voz saiu firme, sem espaço para dúvidas: "Chega!" disse ela, olhando em direção a Amélie. "Eu acho que deveríamos ir em você de uma vez por todas. Se existe algum veterano que poderia ser traidor neste jogo, esse alguém é você." Amélie sorriu de forma debochada, recostando-se na cadeira, os braços cruzados: "Ah, claro, Bianca... Mas se existe algum novato que poderia ser traidor, talvez seja você." disse, com ironia carregada, provocando risinhos nervosos em alguns participantes. Antes que a tensão aumentasse ainda mais, Icaro interveio, o olhar sério e firme: "Calma, gente. Precisamos pensar bem antes de atacar qualquer um. Penélope também precisa ser considerada. Ela tem manipulado as narrativas, direcionado a conversa e isso não pode ser ignorado." Caio, sentado ao lado, assentiu lentamente, concordando: "Concordo com você, Icaro. Não podemos focar apenas em Amélie. Se eliminarmos alguém errado agora, podemos acabar tirando um fiel do jogo. Precisamos pesar cada decisão." O clima na mesa ficou ainda mais tenso. Entre provocações, defesas e alertas estratégicos, cada participante começava a perceber que a noite seria decisiva  e que cada palavra dita poderia alterar completamente o rumo da votação. Dimas respirou fundo e se inclinou levemente sobre a mesa, olhando para todos com uma expressão séria. A tensão na sala era palpável e o silêncio momentâneo deixou espaço para sua voz firme cortar o ar: "Então, pessoal..." começou ele, gesticulando com as mãos. "Em quem exatamente nós vamos votar hoje? Porque até agora parece que estamos só trocando acusações e teorias, mas ninguém se compromete com uma decisão concreta." Todos os olhares se voltaram para ele, e a pergunta pairou como uma cobrança silenciosa.

Bianca estreitou os olhos, inclinando-se para frente e apontando levemente para Amélie, a voz carregada de impaciência: "Amélie, você vai ter que me dizer agora quem te contou que eu estaria querendo te eliminar. Não dá para simplesmente jogar o meu nome na roda e não assumir de onde veio a informação!" Penélope apoiou-se na mesa ao lado de Bianca, acrescentando com tom firme e incisivo: "É isso mesmo, Amélie. Se você quer influenciar a votação e levantar suspeitas sobre mim ou sobre Bianca, pelo menos seja honesta. Quem te contou? É justo que todos saibam." Amélie recostou-se na cadeira, cruzando os braços e com um sorriso irônico nos lábios: "Não vou dizer." respondeu de forma seca, com a voz firme, mas sem perder o deboche. "Essa informação é minha e se vocês querem tirar conclusões a partir disso, que tirem. Não vou revelar quem me contou nada." Um silêncio pesado tomou a mesa. Marcela franziu o cenho, o olhar avaliando cada gesto de Amélie: "Sinceramente... Esse comportamento seu é no mínimo, suspeito" disse Marcela, a voz baixa, mas carregada de acusação. "Recusar-se a falar quem te contou algo que pode influenciar o voto... Isso levanta mais dúvidas do que respostas." O clima ficou ainda mais tenso. Todos começaram a lançar olhares para Amélie, tentando interpretar cada gesto, cada sorriso e cada hesitação. A recusa dela em se abrir só aumentava a paranoia da mesa redonda, e ficava claro que aquela noite prometia muitas acusações e estratégias afiadas.

Selton Mello se levantou lentamente no centro da sala, os olhos varrendo cada participante. A voz grave ecoou pelo salão silencioso: "Chegou o momento que todos esperavam... É hora de votarem. Cada voto conta, cada decisão pode mudar o rumo do jogo. Escolham com cuidado, e lembrem-se: Esta é a chance de eliminar um traidor, ou de proteger aliados." Um a um, os participantes começaram a revelar seus votos, com breves justificativas: Dimas olhou para Penélope e disse: "Meu voto vai para a Penélope. Ela tem manipulado muito a conversa e direcionado as discussões." Marcela ergueu o olhar para Bianca: "Eu voto na Bianca. Tem sido muito quieta e distante, e isso levanta suspeitas." Penélope, com um sorriso debochado, apontou para Bianca: "Também voto na Bianca. Está claro que ela está tentando se esquivar das atenções e isso não me convence." Amélie, cruzando os braços, disse: "Bianca. Não posso confiar totalmente nela, o comportamento dela é suspeito." Matheus falou com firmeza: "Meu voto é na Bianca. Preciso proteger nossa estratégia e ela parece estar se afastando demais." Núbia, ainda emocionada, apontou para Helena: "Eu voto na Helena. Ela levantou dúvidas sobre mim e preciso me proteger." Maurício olhou para Bianca e afirmou: "Bianca. É muita incerteza, muita cautela da parte dela." Helena, com os olhos fixos em Núbia, disse: "Meu voto vai para Núbia. Preciso desconfiar antes que decisões sejam tomadas contra mim." Icaro, firme, apontou para Penélope: "Penélope. Ela tem direcionado o grupo e manipulado narrativas." Lorena, suspirando, disse: "Eu voto na Amélie. Não posso ignorar a postura dela na mesa redonda." Caio, olhando para Penélope com seriedade, disse: "Penélope. As ações dela hoje levantaram muitas suspeitas para mim." Dora, sem hesitar, falou: "Bianca. Está claro que há algo nela que precisamos observar." Bianca, por fim, olhou para Amélie com firmeza: "Eu voto na Amélie. Ela está jogando meu nome e tentando mexer no jogo de forma suspeita." O silêncio caiu novamente sobre a mesa após a revelação de todos os votos. Cada olhar era carregado de tensão, cada expressão revelava uma mistura de ansiedade e cálculo.

Selton Mello olhou para Bianca com uma expressão grave, o silêncio na sala aumentando a tensão: "Bianca, por favor, vá até o Círculo da Verdade e revele para todos se você é traidora ou fiel." sua voz era firme, carregada de solenidade. Bianca levantou-se lentamente, cada passo ecoando pela sala silenciosa. O olhar dos outros participantes seguia cada movimento dela, cheio de expectativa e ansiedade. Quando chegou ao círculo, parou por um instante, respirou fundo e ergueu o rosto para Selton. "Eu..." começou, a voz tremendo levemente "...sou... uma traidora!" O som da palavra reverberou pelo salão. Alguns participantes arregalaram os olhos, outros sorriram aliviados. Um misto de choque e comemoração tomou conta do ambiente: "Finalmente!" exclamou Dora, um sorriso de vitória surgindo no rosto. "Isso sim é justiça!" disse Matheus, balançando a cabeça com satisfação. "Eliminamos um traidor!" murmurou Dimas, quase rindo de alívio. Bianca permaneceu no círculo por mais alguns segundos, encarando cada um com um misto de desafio e resignação, antes de se dirigir à saída. Enquanto caminhava pelo corredor, o peso de sua eliminação parecia visível em seus ombros, deixando um silêncio momentâneo que logo foi preenchido pela tensão residual do grupo. Selton Mello, de volta ao centro da sala, respirou fundo e sorriu levemente: "Parabéns a todos. Esta noite, vocês realizaram um trabalho bem feito. Conseguiram identificar e eliminar um traidor e cada decisão tomada aqui foi crucial para o avanço do jogo. Que essa vitória os inspire a continuarem atentos e estratégicos nas próximas rodadas." O ambiente respirou aliviado, mas a sensação de que o jogo ainda guardava muitas surpresas pairava no ar. A noite havia sido marcada por tensão, estratégia e revelações dramáticas, deixando claro que, no castelo, ninguém podia se sentir totalmente seguro.

Conheça os personagens: Amélie ClaveauxBernardo AzevedoBianca NogueiraCaio MontenegroDimas HadlichDora MachadoEstela MartinsFabricio MolinaroHelena BrandãoIcaro FigueiredoLeandro VasconcelosLorena BastosMarcela CoutinhoMatheus LacerdaMauricio CamposNathaniel PuigNúbia BianchiPenélope FalcãoRafael PachecoRosiane SetaSharon Sheetarah e Verônica Lux.

LEMBRANDO QUE: Esta coluna é uma obra de ficção, qualquer semelhança com nomes, pessoas, factos ou situações da vida real terá sido mera coincidência. Todos os direitos de criação das personagens e suas histórias são reservados. Este material não pode ser publicado, reescrito ou redistribuído sem autorização. © 2015 - 2026

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terça-feira, 13 de janeiro de 2026

TTRA: 1x10 - The Traitors Realidade Alternativa - Ritmo Controlado


A luz das velas tremula nas paredes de pedra. O clima é de tensão contida. Após a eliminação de Estela na mesa redonda, os três traidores voltam a se reunir no conclave dos Traidores. Bianca fecha a porta. Matheus ainda está com um leve sorriso no rosto. Dora observa os dois antes de falar. "Eu preciso admitir... Foi genial." diz Dora, olhando diretamente para Matheus. "Apontar que aquela discussão entre Estela e Caio parecia dois traidores se atacando... Você virou o jogo." Matheus cruza os braços, satisfeito. "Eles já estavam desconfiando dos dois. Eu só dei um empurrão." Dora continua, quase admirada: "Quando você falou que parecia "estratégia de traição dupla", todo mundo começou a olhar diferente. Você plantou a narrativa perfeita." Bianca, no entanto, não está tão relaxada. "Sim... Mas a Estela era fiel." O silêncio pesa por um instante. Ela caminha lentamente pela sala. "Agora que ela foi revelada fiel, o Caio automaticamente parece menos suspeito. A teoria de dois traidores caiu por terra." Matheus franze a testa. "Nem tanto. Ainda posso sustentar que ele forçou demais aquela discussão." Bianca balança a cabeça. "Talvez. Mas precisamos tomar cuidado. Se o Caio sobreviver mais uma mesa redonda, ele pode ganhar força. E se ele perceber que você construiu aquela narrativa..." Dora intervém, fria: "Então a gente não deixa ele ganhar força." Os três trocam olhares. O jogo ficou mais delicado. Dora se aproxima da mesa. "A eliminação da Estela foi importante. Mas agora começa a fase em que qualquer erro nosso vira munição." Bianca encara Matheus: "Brilhante hoje. Invisível amanhã. É assim que você precisa ficar." Matheus respira fundo. "Então amanhã a gente muda o alvo." A câmera se afasta lentamente enquanto as velas continuam queimando. O conclave termina com uma certeza: A vitória da noite pode ser o problema do dia seguinte.

Na manhã seguinte, o clima no castelo estava mais pesado do que nunca. Os participantes foram entrando aos poucos na sala do café da manhã, mas, diferente de outros dias, quase ninguém se serviu imediatamente. A cadeira vazia de Estela parecia ocupar mais espaço do que todas as outras juntas. Caio foi um dos primeiros a falar. Ainda visivelmente abalado, ele comentou que a discussão entre ele e Estela na mesa redonda tinha sido interpretada da pior forma possível. Disse que jamais imaginou que aquilo pudesse ser usado como argumento para pintá-los como dois traidores se atacando estrategicamente. Helena concordou, afirmando que, olhando agora, parecia claro que a tensão entre os dois era genuína demais para ser encenação. Maurício ponderou que, no calor do momento, a teoria fazia sentido. A ideia de dois traidores simulando conflito mexeu com a cabeça de todo mundo. Núbia completou dizendo que o problema do jogo é justamente esse: Qualquer comportamento pode ser encaixado em uma narrativa convincente. Penélope comentou que o discurso que consolidou essa visão foi muito seguro, quase calculado, o que a fez questionar se alguém ali estava conduzindo os votos com mais intenção do que aparentava. Bianca ouviu atentamente, mantendo a expressão controlada e disse que o grupo precisava tomar cuidado para não transformar qualquer discussão em prova de traição. Segundo ela, a eliminação de uma fiel mostra como todos estão vulneráveis a interpretações precipitadas. Dora reforçou que o erro maior seria insistir na mesma linha de raciocínio sem reavaliar os fatos, destacando que agora, com Estela revelada fiel, algumas suspeitas naturalmente perdem força. Matheus, mais contido, comentou que o jogo está entrando numa fase em que ninguém pode ter certeza de nada e que talvez o verdadeiro traidor esteja confortável justamente por conseguir influenciar percepções sem levantar suspeitas. O silêncio voltou a dominar a mesa por alguns segundos. A eliminação de Estela não apenas tirou uma fiel do jogo, ela embaralhou as certezas que restavam. E, pela primeira vez, alguns começaram a perceber que talvez estivessem sendo conduzidos por narrativas cuidadosamente construídas.

O burburinho no salão é interrompido pelo som firme de passos ecoando pelo piso de pedra. As portas se abrem lentamente e Selton Mello surge, sério, com o olhar atravessando cada participante. O silêncio se instala imediatamente. Sem dizer nada a princípio, ele caminha até a parede onde estão os quadros dos eliminados. Seus dedos passam brevemente pelas molduras até pararem diante do retrato de Estela. Ele encara a imagem por alguns segundos. Então, com frieza calculada, retira o quadro da parede. Os participantes observam, tensos. "Ontem à noite," começa ele, com voz grave "vocês tomaram uma decisão. Baniram uma das suas." Alguns abaixam o olhar. "Os fiéis cometeram um erro. E em um jogo como este..." ele segura o quadro com firmeza "erros custam caro." Caio engole seco. Helena cruza os braços. O clima pesa. Selton continua: "Mas o luto... deve esperar." Ele olha diretamente para o grupo. "Porque enquanto vocês lamentam, os traidores agem. E hoje... vocês terão mais uma missão." Sem mudar a expressão, ele solta o quadro. A moldura cai no chão com um estrondo seco, espalhando os cacos de vidro pelo salão. O som ecoa como um aviso. "Recolham-se. Preparem-se. A próxima prova começa agora." Ele se vira e sai sem olhar para trás, deixando os participantes imóveis, encarando os restos do retrato de Estela no chão. O jogo não permite pausas. E muito menos arrependimentos.

Missão #05: Após o café da manhã, os participantes se reúnem no grande salão do castelo, ainda com os aromas de pão fresco e café no ar. Selton Mello surge com passos calmos, segurando um envelope e com aquele sorriso enigmático que sempre anuncia surpresas. Ele deseja bom dia e explica a prova: Todos terão uma saída especial para passar a manhã em uma cidade histórica próxima, mas há uma condição rigorosa, todo o grupo deve retornar ao castelo antes do horário do almoço, em até duas horas e meia. Caso algum participante falhe em voltar a tempo, uma penalidade automática será aplicada ao prêmio coletivo, descontando um valor fixo do montante acumulado. O cronômetro começará a contar assim que saírem, sem qualquer aviso intermediário, exceto um alerta sonoro nos últimos quinze minutos. Durante o passeio, eles poderão explorar pontos autorizados, tirar fotos e aproveitar o tempo livre, mas deverão gerenciar o relógio com responsabilidade coletiva. Selton enfatiza, com olhar sério: Se todos retornarem dentro do prazo, nada será descontado, caso contrário, a penalidade é integral. Alguns participantes trocam olhares curiosos, outros franzem a testa, imaginando as estratégias e consequências que surgirão. Os traidores sorriem discretamente, já arquitetando pequenos atrasos que poderiam testar a paciência e o controle dos fiéis.

Ao sair do castelo, o grupo se espalha pela cidade histórica, absorvendo a beleza das ruas de pedra e das fachadas antigas. Dora sugere com cuidado que todos mantenham proximidade para evitar confusões e atrasos, mas Bianca dá de ombros, afirmando com leveza que o tempo é mais que suficiente. Matheus complementa, encorajando a todos a aproveitar o passeio sem preocupação, enquanto observa discretamente quem caminha mais devagar ou se distrai com detalhes da cidade. Os fiéis se dividem em pequenos grupos estratégicos: Helena, Lorena e Penélope se dirigem a uma antiga igreja, tirando fotos da arquitetura, Fabrício e Dimas entram em um museu, analisando peças históricas, Caio, Maurício e Icaro percorrem a praça central, admirando a movimentação local e conversando sobre estratégias de volta. Marcela, Núbia e Amélie se dedicam a fotos e vídeos para registrar o passeio, demorando-se em cada esquina charmosa. Enquanto isso, os traidores circulam com sutileza entre os grupos, incentivando pausas prolongadas e pequenas distrações, sempre com gestos e palavras que passam despercebidos pelos fiéis. Com cerca de uma hora de passeio, Maurício começa a demonstrar preocupação e comenta que talvez seja hora de retornar, sugerindo cautela. Caio concorda imediatamente, analisando mentalmente o caminho mais curto de volta. Porém, Matheus ignora os alertas, insistindo que ainda há tempo para explorar, enquanto Bianca propõe uma última parada em uma cafeteria charmosa, que alguns aceitam com entusiasmo, alheios à iminência do alerta. Dora observa atentamente, mantendo a calma e controlando discretamente o ritmo ao lado de Amélie, que já demonstra sinais de cansaço. 

Helena começa a se inquietar, conferindo mentalmente o tempo restante, enquanto os traidores aproveitam cada momento para prolongar a visita: Uma loja de artesanato aqui, mais fotos ali, conversas rápidas que parecem inofensivas, mas que somam minutos preciosos perdidos. Quando o alerta sonoro toca, indicando quinze minutos restantes, o grupo é tomado pelo pânico. Caio assume a liderança e grita para todos se moverem juntos, acelerando o passo. Penélope quase tropeça ao correr pelas ruas de pedra, Marcela tenta confirmar mentalmente o caminho mais curto dentro do percurso autorizado. Dora e Amélie lutam para acompanhar o ritmo, ofegantes, enquanto Bianca finge preocupação, sugerindo cautela para não se machucar e Matheus mantém a expressão calma, mas na realidade monitora os atrasos de cada pequeno grupo. Os fiéis percebem que a gestão de tempo foi comprometida e começam a suspeitar que houve interferência de alguém. Nos últimos metros, o portão do castelo finalmente aparece. Caio, Dimas e Maurício chegam primeiro, seguidos de Helena, Lorena e Icaro, atravessando o portão quase juntos. Marcela e Núbia chegam segundos depois, quase sem fôlego, enquanto Matheus entra com expressão tranquila, acompanhado por Bianca. Dora e Amélie aparecem por último, correndo com esforço para completar o grupo no limite exato do tempo. Selton Mello observa silenciosamente, aumentando a tensão e finalmente anuncia: "Vocês retornaram... Dentro do prazo." O alívio é imediato, com abraços, risadas nervosas e respirações pesadas, mas os olhares começam a se cruzar de maneira diferente. Helena encara Bianca com desconfiança, Caio observa Matheus atentamente, Maurício cochicha com Dimas, insinuando que houve manipulação do ritmo da prova. O prêmio permanece intacto, mas a tensão e a suspeita agora pairam no ar, criando uma atmosfera carregada de alerta para a mesa redonda que virá mais tarde. Todos estão exaustos, aliviados, mas inquietos, conscientes de que cada minuto naquele jogo é crucial e de que ninguém está completamente seguro.

De volta ao castelo, o clima é uma mistura de alívio e tensão. Alguns participantes sentam nos sofás do salão principal, ofegantes, enquanto outros caminham de um lado para o outro, ainda absorvendo a adrenalina da prova. Caio, Maurício e Dimas se reúnem em um canto, discutindo o que poderia ter dado errado. "Sério... Chegamos por muito pouco," comenta Caio, franzindo a testa. "Alguém claramente segurou o ritmo em algumas paradas." Maurício concorda, balançando a cabeça. "Eu percebi que eles demoraram mais nas fotos e nas lojinhas. Foi proposital, tenho certeza." Enquanto isso, Helena, Lorena e Penélope conversam baixo, ainda tentando recuperar o fôlego. Helena olha para Bianca e Matheus, que caminham tranquilamente pelo salão, como se nada tivesse acontecido. "Não foi coincidência... Eles sempre estavam por perto quando o grupo atrasava." Lorena faz um gesto discreto, concordando silenciosamente. Marcela e Núbia comentam sobre a correria final, rindo nervosamente do desespero coletivo, mas ao mesmo tempo lançando olhares cuidadosos para Dora, que mantém expressão serena, observando cada reação. Amélie se aproxima de Dora, ofegante: "Foi por pouco... Se não tivéssemos acelerado nos últimos metros, teríamos perdido parte do prêmio." No outro lado do salão, Bianca e Matheus trocam um sorriso discreto, claramente satisfeitos com o efeito de suas pequenas manipulações. Matheus comenta baixo: "Funcionou exatamente como planejamos. Todo mundo correu no final e ninguém percebeu que fomos nós que controlamos o ritmo." Bianca concorda, mantendo o tom leve: "Parece que eles nem sabem que quase perderam parte do dinheiro por causa das nossas pequenas distrações." Dora, mais estratégica, se aproxima de Amélie e comenta com naturalidade: "Foi um bom teste de controle do grupo. Mas agora cada um vai começar a observar mais de perto os outros." Caio levanta, olhando para todos, tentando passar confiança, mas a tensão é palpável: "Temos que ficar atentos. Não podemos deixar que essas distrações se repitam. Cada passo daqui pra frente vai contar." O ambiente no castelo mistura alívio pelo prêmio intacto e desconfiança crescente. Sussurros se espalham, olhares se cruzam com cuidado, e a sensação de que nem todos são confiáveis se intensifica. Cada participante sabe que a prova não terminou na cidade histórica, ela continua silenciosamente ali, nos gestos, nas conversas e na percepção de quem realmente movimenta os cordéis do jogo.

Na cozinha do castelo, o cheiro de café e pão ainda pairava no ar, mas a tensão entre os participantes era quase palpável. Núbia estava encostada no balcão, mexendo distraidamente em uma xícara de café, enquanto observava Dimas e Maurício conversando baixinho perto da mesa. Ela franziu a testa, percebendo a proximidade entre os dois nos últimos dias. "Não sei... Tem alguma coisa estranha entre eles," — disse Núbia em voz baixa, mais para si mesma do que para alguém em particular. "Ficam juntos o tempo todo, sempre cochichando. Não gosto disso." Fabricio, que estava organizando alguns pratos próximos, ouviu e se aproximou, apoiando os cotovelos no balcão. Ele balançou a cabeça de maneira calma, tentando tranquilizá-la. "Eu entendo o que você quer dizer, Núbia, mas não acho que Dimas e Maurício sejam traidores. Eles parecem fiéis de verdade, sempre atentos às provas, preocupados com o prêmio coletivo." Núbia cruzou os braços, ainda desconfiada. "Pode ser... Mas e se eles estiverem escondendo algo? A forma como se aproximam, como conversam..." Fabricio sorriu levemente, com ar de experiência. "Olha, eu estou observando mais a Bianca e a Marcela. Elas têm aquele jeito tranquilo demais, sabem se misturar, sempre aparecem nos lugares certos na hora certa. Para mim, são elas que merecem atenção." Núbia franziu o cenho, absorvendo o comentário de Fabricio, mas sem deixar de lançar olhares rápidos para Dimas e Maurício, que continuavam conversando com naturalidade. Havia algo naquele jogo que ninguém dizia em voz alta: A confiança era relativa, e cada detalhe podia mudar tudo. Enquanto Fabricio retomava seu trabalho na cozinha, Núbia ficou ali, refletindo sobre quem realmente poderia estar manipulando os acontecimentos dentro do castelo. O silêncio da cozinha era interrompido apenas pelo tilintar de utensílios e pelo murmúrio distante dos outros participantes nos corredores. Mas para Núbia, cada gesto, cada aproximação e cada olhar começava a ganhar um peso diferente, deixando claro que o jogo estava longe de ser apenas o que acontecia nas provas, ele se desenrolava também nas entrelinhas, na desconfiança silenciosa e na observação constante.

Em um dos corredores mais silenciosos do castelo, Amélie se aproxima de Dora com um sorriso discreto, mas sincero, tentando estabelecer uma aliança que pudesse garantir segurança nas próximas provas. "Dora, só queria que você soubesse... Eu confio em você," diz Amélie, olhando nos olhos da amiga. "Sinto que, se ficarmos juntas, podemos nos proteger melhor no jogo. Ninguém vai perceber tão facilmente e a gente consegue se apoiar." Dora sorri, percebendo o peso da confiança depositada nela, e encosta levemente a mão no ombro de Amélie. "Eu também confio em você, Amélie. Vamos nos manter próximas, observar tudo e agir juntas. Se um passo errado puder custar o prêmio ou nos colocar em risco, melhor que a gente esteja sempre lado a lado." As duas trocam um olhar cúmplice, como quem sela silenciosamente uma aliança, e começam a traçar mentalmente estratégias de como circular juntas durante o dia, observando o comportamento dos outros sem chamar atenção. Cada gesto, cada passo do castelo passa a ter uma intenção calculada, mas tudo camuflado pela naturalidade de quem apenas passeia pelos corredores. Enquanto isso, em outro canto do castelo, mais próximo da biblioteca, Penélope se aproxima de Helena, mantendo a voz baixa para que ninguém escute. "Ainda não consigo confiar completamente no Caio," murmura Penélope, olhando por cima do ombro para se certificar de que estão sozinhas. "Ele parecia tão focado na prova, mas teve momentos que me pareceram estranhos... Como se ele tivesse agido por interesse próprio em vez de coletivo." Helena franze a testa, ponderando, e responde com cautela: "Entendo o que você quer dizer. Ele sempre tenta liderar e isso pode parecer útil, mas também pode esconder algo. A gente precisa continuar observando, ver como ele se comporta nas próximas provas e nos corredores." Penélope assente, ainda desconfiada, mas sentindo um alívio por compartilhar suas suspeitas com Helena. As duas se afastam discretamente, mantendo um olhar atento para cada movimento do castelo, cientes de que, naquele jogo, a percepção e a leitura de cada gesto poderiam significar muito mais do que simples amizades ou alianças aparentes.

No salão principal, enquanto alguns participantes conversam distraidamente e outros organizam suas coisas, Matheus se aproxima de Icaro e Dimas, com um sorriso leve e postura tranquila, tentando parecer apenas interessado em conversar sobre a prova, mas na verdade testando os limites da desconfiança. "Ei, pessoal... Fiquei pensando na prova de hoje," começa Matheus, casualmente. "Vocês já têm alguma ideia de quem pode ser traidor aqui? Estou curioso pra saber a leitura de vocês." Icaro franze a testa, surpreso com a pergunta direta, mas mantém a compostura. "Olha... Eu ainda tô observando todo mundo. Mas, sinceramente, não tenho certeza. Cada movimento conta, mas é difícil apontar alguém sem ter prova concreta." Dimas cruza os braços, pensativo, olhando para Matheus como se tentasse ler a intenção por trás da pergunta. "Concordo com o Icaro. A gente vê algumas atitudes, alguns comportamentos estranhos, mas não dá pra afirmar nada. Tem gente que parece confiável até demais e às vezes os mais quietos que acabam escondendo alguma coisa." Matheus sorri internamente, satisfeito com a resposta. Mantendo o tom leve, ele continua: "Interessante... Então, por enquanto, ninguém entrou na lista de suspeitos? Vocês estão focando mais nas atitudes de cada um do que em nomes específicos?" Icaro balança a cabeça, desconfiado, mas tentando não demonstrar nervosismo. "Exatamente. A gente vai anotando mentalmente, observando detalhes, mas nada definitivo." Dimas acrescenta, ainda avaliando Matheus com cuidado: "Por enquanto, mais na expectativa do que nos fatos. A gente vai observando, como você mesmo disse." Matheus agradece com um sorriso amigável, sem revelar nada, mas internamente calcula: Ele já sabe que Icaro e Dimas ainda não têm suspeitas firmes sobre ele ou seus aliados traidores, o que significa que o jogo está seguindo conforme o planejado. Ele se afasta discretamente, mantendo a expressão casual, pronto para observar e manipular a percepção dos fiéis em silêncio.

No silêncio absoluto do castelo, enquanto a maioria dos participantes já dormia, Matheus, Bianca e Dora deslizam pelos corredores com passos cuidadosos, evitando rangidos no piso de madeira e portas que poderiam denunciar sua presença. A lua lançava uma luz pálida pelas janelas, iluminando sutilmente os corredores e cada sombra parecia amplificar a sensação de sigilo. Eles trocam olhares rápidos, confirmando que estavam sozinhos e que ninguém os tinha visto sair de suas camas. "Ainda bem que a maioria está dormindo" sussurra Matheus, quebrando o silêncio apenas o suficiente para ser ouvido pelos dois. "Se alguém percebesse, teríamos problemas antes mesmo do conclave." Dora acena, mantendo a expressão serena, mas seus olhos calculam cada canto do castelo enquanto avançam. Bianca, por sua vez, mantém o sorriso discreto que sempre a ajuda a passar despercebida, mas seu olhar revela a satisfação pelo sucesso da prova. Chegando à sala do Conclave, fecham a porta com cuidado e se acomodam em torno da mesa, já habituados à rotina secreta que só os traidores conhecem. A penumbra cria um clima de conspiração e o silêncio é quebrado apenas por respirações contidas. "Hoje funcionou perfeitamente," comenta Bianca, apoiando os cotovelos na mesa. "Controlamos o ritmo do grupo sem que ninguém percebesse. Foi ótimo ver a tensão nos últimos quinze minutos. Todo mundo correndo e sem perceber que fomos nós que esticamos o tempo." Matheus sorri, cruzando os braços sobre a mesa. "Exato. Icaro e Dimas ainda estão tentando entender quem pode ser traidor, mas por enquanto nem suspeitam da gente. Isso nos dá liberdade para planejar o próximo movimento sem pressa." Dora, com voz baixa e calculista, complementa: "E Amélie e eu conseguimos nos manter discretas na observação do grupo. Elas ainda confiam em nós, mas se continuarmos dividindo atenção entre distrações e informações, podemos controlar a narrativa. A prova mostrou que o grupo inteiro ainda depende do nosso ritmo." Bianca inclina-se levemente, olhando para ambos. "O importante é manter essa sensação de normalidade. Nenhum dos fiéis deve perceber que estamos manipulando. Cada passo, cada parada estratégica, tem que parecer natural. Se eles desconfiar, qualquer movimento errado e podemos perder vantagem." Matheus respira fundo, olhando para a mesa e depois para as paredes do conclave. "Hoje foi só um teste, mas mostrou o quanto podemos influenciar o grupo sem sermos detectados. Amanhã, se continuarmos atentos e coordenados, conseguimos controlar a percepção de todos e manter o prêmio seguro para nós." O clima na sala é carregado, silencioso, mas cheio de tensão e planejamento. As sombras projetadas pelas velas dançam nas paredes, refletindo o cuidado e a cautela dos traidores. Cada um deles sabia que, na madrugada silenciosa, decisões estratégicas como essas poderiam definir o rumo do jogo e consolidar o poder de quem consegue manipular sem ser visto.

"Precisamos decidir quem vai ser o nosso próximo alvo" começou Matheus, olhando para ambos com ar sério. "Tem que ser alguém que cause impacto, que mexa com a dinâmica do grupo e que ao mesmo tempo não coloque a gente em risco imediato." Dora franziu levemente a testa, ponderando. "Eu acho que Fabricio seria a escolha certa. Ele é observador demais. Tirando ele, a confiança entre os fiéis fica um pouco mais frágil, e ninguém vai suspeitar diretamente da gente." Bianca balança a cabeça, discordando silenciosamente e apoiando o que tinha pensado. "Não sei se Fabricio é o melhor. Ele é cauteloso, mas previsível. Eu sugiro Amélie. Ela está cada vez mais próxima de Dora, confiando demais. Tirando ela, quebramos uma aliança importante e ainda criamos tensão entre as fiéis." Matheus intervém, com a voz firme e o olhar penetrante. "E eu continuo achando que Penélope seria a opção mais estratégica. Ela se aproxima da Helena, mas ainda há desconfiança dela em relação ao Caio. Se ela sair, os fiéis vão se dividir na próxima mesa redonda e nós poderemos manipular a narrativa mais facilmente." Dora cruzou os braços, refletindo. "Cada um tem um ponto válido. Fabricio é direto, Amélie é emocional, Penélope é uma peça que pode gerar conflito... Mas temos que pensar também em quem podemos controlar depois da votação. Quem vai reagir de forma previsível." Bianca sorriu discretamente. "Exatamente. Amélie ainda é muito influenciável. Tirando ela, criamos caos sem perder o controle. Além disso, Dora, você sabe que ela confia completamente em você, então isso nos dá vantagem psicológica." Matheus inclinou-se para frente, tocando a mesa com os dedos. "Penélope pode criar mais barulho, mas a atenção vai se dividir entre Helena e os outros fiéis. Pode ser arriscado, mas também estratégico. Fabricio é seguro, mas talvez não cause o impacto que precisamos para controlar a percepção do grupo." O silêncio caiu por alguns segundos, enquanto os três observavam a mesa, ponderando cada opção. Cada nome representava riscos e oportunidades diferentes, e a decisão exigia não apenas racionalidade, mas também previsão do comportamento dos fiéis nas próximas rodadas. O conclave era o espaço onde estratégias silenciosas se transformavam em movimentos concretos e cada palavra dita ali podia mudar o rumo do jogo. Dora, Bianca e Matheus trocaram olhares longos, cada um ciente de que a escolha final exigiria cautela e sutileza, porque o poder do traidor só se mantém invisível quando ninguém suspeita da sua mão guiando os acontecimentos.

Conheça os personagens: Amélie ClaveauxBernardo AzevedoBianca NogueiraCaio MontenegroDimas HadlichDora MachadoEstela MartinsFabricio MolinaroHelena BrandãoIcaro FigueiredoLeandro VasconcelosLorena BastosMarcela CoutinhoMatheus LacerdaMauricio CamposNathaniel PuigNúbia BianchiPenélope FalcãoRafael PachecoRosiane SetaSharon Sheetarah e Verônica Lux.

LEMBRANDO QUE: Esta coluna é uma obra de ficção, qualquer semelhança com nomes, pessoas, factos ou situações da vida real terá sido mera coincidência. Todos os direitos de criação das personagens e suas histórias são reservados. Este material não pode ser publicado, reescrito ou redistribuído sem autorização. © 2015 - 2026

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Bruna Entrevista: 14x02 - Ronn Moss


Olá, olá... Tudo bem, queridos leitores? Então que hoje é dia de conferir mais uma entrevista inédita aqui no blog, olha que bacana? E o nosso convidado é internacional, o que deixa tudo ainda mais divertido! Trouxemos hoje o querido ator e música, Ronn Moss. Conversamos um pouco sobre como foi o inicio da sua carreira, alguns de seus projetos mais famosos e muito mais! Vem conferir toda a nossa conversa agora mesmo.

Bruna Jones: Você tem uma carreira incrível como artista, alcançando sucesso tanto na música quanto na atuação. Antes de nos aprofundarmos um pouco mais nesse assunto, eu gostaria de voltar ao começo... Na sua pré-adolescência você já demonstrava interesse pela música, certo? O que te motivou a seguir uma carreira nessa área? Você recebeu apoio da sua família?
Ronn Moss: Sim, eu já tinha formado bandas e trabalhava tocando em festas desde os 13 anos. Fui motivado ao ver os "The Beatles" na televisão aos 11 anos, o que me levou a querer tocar bateria primeiro, porque eu queria ser o Ringo Starr. Minha irmã levou um baixo para casa e eu me apaixonei por ele, e já estava aprendendo guitarra sozinho, ouvindo meu irmão mais velho aprender também, e percebi que a música era o que eu queria fazer. Minha família foi compreensiva e tolerava meus ensaios na sala de estar de casa. 

Bruna Jones: Sabemos que nos anos 70 o cenário musical era completamente diferente do que foi nos anos 90, e ainda mais diferente do que é hoje, com tantas redes sociais disponíveis para os artistas divulgarem seu trabalho e alcançarem um público maior. Dito isso, como foi para você, emocionalmente, o período antes de alcançar o sucesso? Acredito que, apesar das dificuldades no começo, você também viveu bons momentos, certo?
Ronn Moss: As bandas tocavam ao vivo e, naquela época, era importante ter uma gravadora. Hoje em dia, qualquer artista pode produzir, promover e distribuir sua própria música, o que dá mais controle criativo ao artista. Naquela época, a gente aceitava os pontos positivos e negativos, mas sempre mantinha o foco no objetivo: Tocar nossa música, fazer shows cada vez maiores e melhores para mais e mais pessoas. É preciso ter essa atitude positiva de que, não importa o que apareça no seu caminho, você deve transformar isso em algo bom. Cair para frente. Se você for colocado em uma situação difícil e houver a possibilidade de tropeçar... Caia para frente. Continue seguindo. Acho que hoje existem muitas oportunidades disponíveis para divulgar sua música para o mundo e também para ter liberdade criativa.

Bruna Jones: Com a banda "Player", no final dos anos 70, você já estava alcançando sucesso mundial, chegando ao primeiro lugar nas paradas musicais, entrando em listas das melhores bandas e vendo suas músicas se tornarem trilhas sonoras de filmes (que inclusive ocorrem até hoje). Como foi, para você, alcançar todo esse sucesso de repente e se tornar uma figura pública, em que além de fazer shows, também era necessário dar entrevistas, conversar com fãs e coisas do tipo? Isso acabou influenciando sua vida pessoal de alguma forma?
Ronn Moss: Eu tinha 25 anos quando "Baby Come Back" chegou ao primeiro lugar, e fizemos turnês com artistas como Eric Clapton, Kenny Loggins, Boz Scaggs e Heart. Tocar para plateias de 25 mil pessoas e ter esse sucesso foi realmente muito legal. Tivemos um outdoor na Sunset Boulevard, em Hollywood, aparecíamos em revistas e em programas musicais de televisão, nos apresentando. Então, desde cedo, tive uma boa "educação" sobre como lidar com a imprensa e a fama, e foi uma fase muito divertida para um jovem viajar e excursionar por todos os Estados Unidos. Sempre fui uma pessoa reservada, dá até para dizer que eu era excessivamente tímido. Mas quando subia ao palco, tudo mudava para mim. Levou um tempo, mas aprendi a equilibrar essa vida privada que eu adorava com a vida pública, me comunicando com fãs do mundo todo. Tudo o que fazemos influencia nossas vidas de maneiras inesperadas. 

Bruna Jones: Como eu disse antes, sua música continua sendo usada até hoje em grandes produções cinematográficas de vários gêneros, indo de "Adão Negro" que é um filme de ação/super-herói, até "A Casa do Lago", um romance mais dramático, entre outros... Como é saber que o seu trabalho marcou toda uma geração e continua influenciando a cultura pop até os dias de hoje? 
Ronn Moss: "Baby Come Back" vai comemorar seu 50º aniversário em 2027, e tenho muito orgulho de ver que ela resistiu ao teste do tempo e esteve presente em muitos comerciais, filmes e programas de televisão no mundo inteiro. Muitos jovens baixistas já me perguntaram sobre a linha de baixo no início da música, e é uma linha difícil de tocar por causa do sentimento envolvido, mais do que por estar escrita em partitura. Baixo e bateria precisam estar sincronizados com emoção. Eu tocava com o nosso baterista, John Friesen, desde o ensino fundamental, então nós realmente "empurrávamos e puxávamos" um ao outro com o baixo e a bateria. 

Bruna Jones: Como qualquer astro do rock, você acabou atraindo a atenção de muitas pessoas ao longo da sua carreira, e não demorou para que a televisão também quisesse um pouco de você. Você acabou aceitando um papel na novela "The Bold and the Beautiful" nos anos 80. Como surgiu esse convite e o que te motivou a querer ser ator? 
Ronn Moss: Foi o dono da gravadora do "Player", Robert Stigwood, da RSO Records, que me chamou de lado e perguntou se eu já tinha pensado em atuar. Quando as turnês e gravações com o "Player" diminuíram, decidi tentar a carreira de ator. Depois de alguns anos fazendo filmes e comerciais, fui convidado por um agente de elenco para fazer um teste para "The Bold and the Beautiful". Achávamos que talvez durasse apenas alguns anos, por ser uma série nova, mas acabou se tornando um fenômeno mundial.

Bruna Jones: Fazer parte de uma das novelas mais famosas do país certamente despertou ainda mais o interesse de muitas mulheres ao redor do mundo. Você inclusive apareceu na capa da revista "Playgirl" nos anos 90, não foi? Como foi, para você, se tornar um símbolo sexual e fazer parte da história de uma das revistas mais bem-sucedidas? 
Ronn Moss: Isso é muito engraçado para mim hoje, olhando em retrospecto, especialmente porque minha esposa, Devin, foi página principal e capa da "Playboy". Eu sempre pareci ter um grande público feminino de fãs, embora hoje em dia pareça haver cada vez mais homens, e de todas as idades. Sinceramente, eu não me levo tão a sério com toda essa coisa de "símbolo sexual".

Bruna Jones: Você construiu uma carreira incrível até aqui, tanto como músico quanto como ator, e como eu disse antes, hoje vivemos em um mundo cheio de redes sociais e plataformas de streaming que permitem que o trabalho de um artista seja apreciado mundialmente com mais facilidade. Dito isso, como é saber que você pode influenciar positivamente seus fãs ao redor do mundo, seja impactando a vida de alguém com sua música, despertando emoções por meio de um personagem ou de uma história que conta, ou até mesmo compartilhando um pouco da sua própria trajetória e experiências nas redes sociais? 
Ronn Moss: Eu entendo muito bem que a geração mais jovem adora as histórias e as experiências nostálgicas que lhes são contadas por meio das redes sociais, e é ótimo saber que meu trabalho influenciou outra geração de forma tão positiva. Tenho tentado estar mais presente on-line ultimamente para transmitir uma atitude positiva nesta vida que levamos hoje. Deus sabe que há coisas negativas demais por aí, e sinto que todos nós precisamos receber boas e positivas energias o máximo possível. 

Bruna Jones: Você é um artista completo, e sabemos que os artistas tendem a ser um pouco mais críticos com o próprio trabalho, certo? Você costuma se cobrar mais do que deveria quando está criando arte? Se sim, como lida com isso? E, aproveitando, o que te inspira no processo de criação?
Ronn Moss: Acredito que a criatividade seja o verdadeiro objetivo de tudo aquilo que nos motiva a celebrar e compartilhar a vida com os outros. Seja por meio da música, do cinema, da arte ou da fotografia, tudo isso faz parte do que me impulsiona internamente a compartilhar com o mundo. Eu acredito em frequência e vibração, que elevam a nossa alma para sentir alegria ou simplesmente para nos sentirmos reais. Tento sair da minha zona de conforto, como estou fazendo agora ao dirigir meu primeiro filme. Nem sempre é fácil subir ao palco e se apresentar musicalmente; isso exige um certo estado mental, e se eu não estou "sentindo" isso, preciso criar esse estado mental que me permita funcionar nessa vibração. A inspiração muitas vezes vem de assumir riscos e viver novas experiências.

Bruna Jones: 2026 está apenas começando e, com um novo ano, novos projetos e oportunidades também surgem no horizonte. Você tem alguma novidade sobre a sua carreira neste ano que possa compartilhar conosco? 
Ronn Moss: Sim. Acabei de concluir um filme de faroeste que produzi e dirigi, e também participei com música nele, que espero transformar em uma série chamada "Tex McKenzie". Minha esposa acabou de produzir e dirigir um documentário sobre a minha vida, chamado "My Beautiful Life", celebrando os marcos de 50 anos de "Baby Come Back" e do "Player", e 40 anos de "The Bold and the Beautiful" e do personagem Ridge. Também esperamos transformar esse projeto em uma docu-série. Ambos serão inscritos primeiro em festivais de cinema antes de fecharmos um acordo de distribuição. 

Bruna Jones: Eu não poderia encerrar esta conversa sem perguntar: Você já esteve no Brasil? Gostaria de nos visitar e compartilhar um pouco da sua música conosco quando possível? 
Ronn Moss: Nunca estive no Brasil e sempre quis visitar os fãs na América do Sul, mas nunca tive a oportunidade. Eu adoraria levar minha turnê "Evening with Ronn Moss", com músicas clássicas do rock e histórias da minha vida como Ridge/Ronn, ao redor do mundo, assim como já fiz na Finlândia e na Austrália. Eu amo continuar criativo e gosto muito de encontrar fãs em todo o mundo. Gostaria que houvesse alguém que pudesse ajudar a tornar possível uma turnê musical no lindo Brasil. 

Bacana a nossa conversa, não é mesmo? E ele ainda deixou um recadinho antes de ir, olha só: "Permaneçam criativos, mantenham o foco em fazer aquilo que amam e vocês terão sucesso. Continuem positivos e fiéis a quem vocês são. Agradeço a cada um de vocês que tem sido tão leal ao meu trabalho. Sou muito grato por saber que tenho fãs brasileiros. Bênçãos a todos vocês." e para continuar acompanhando ele nas redes sociais, basta procurar por @ronnmoss no Instagram ou então clicar AQUI e conferir seu site pessoal, onde ele avisa: "Este é o melhor lugar para acompanhar minha trajetória e saber onde estarei a seguir." combinado?

Espero que vocês tenham gostado da entrevista de hoje, em breve retornarei com novidades. Continuem acompanhando o blog para não perder nenhuma entrevista nova e nem os nossos projetos com o "BBRAU". Lembrando que quem quiser continuar acompanhando mais nas redes sociais, basta procurar no Facebook, Instagram e no Twitter por @odiariodebrunaj, combinado?