terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Bruna Entrevista: 14x03 - Dimitri Venum


Olá, olá...Tudo bem, meus queridos? Então que hoje é dia de conferir mais uma entrevista inédita aqui no blog, olha que bacana? E para deixar tudo ainda mais divertido, nós trouxemos um ator internacional, estou falando do queridíssimo Dimitri Venum, que aceitou vir compartilhar com a gente algumas de suas experiências na indústria dos filmes adultos, ou seja, se você for menor de idade, é melhor pedir a permissão de um adulto responsável antes de continuar lendo, beleza? Mas se você já é o próprio adulto responsável, então é só vir comigo!

Bruna Jones: Nos últimos anos você se tornou um dos atores de entretenimento adulto mais bem-sucedidos na área, até ganhando prêmios por sua atuação, mas antes de falarmos mais sobre isso, vamos voltar um pouco. O que você fazia ou com o que trabalhava antes de começar a atuar em vídeos adultos?
Dimitri Venum: Por mais surpreendente que possa parecer, eu tinha um trabalho que não tinha absolutamente nada a ver com filmes adultos. Eu era autônomo como engenheiro de computação. É um grande salto, eu percebo isso agora, mas ainda existem algumas coisas (como marketing de um produto, redes sociais) que permanecem bastante comuns a tudo isso.

Bruna Jones: Algumas pessoas entram no entretenimento adulto por fama, dinheiro ou até por simples prazer. O que te motivou a começar a fazer esses filmes? Além disso, como foi para você o início da sua trajetória como ator? Lembra como se sentiu no seu primeiro dia de filmagem?
Dimitri Venum: Primeiro de tudo, sempre tive um lado exibicionista (como muitas pessoas da minha idade) e estou confortável com meu corpo. Fui convidado para uma cena em um filme por meio de uma rede de contatos. Aproveitei a oportunidade porque era uma fantasia minha e eu gosto bastante de sexo. A oportunidade era boa demais para deixar passar. Não fiz isso pelo dinheiro ou por reconhecimento, apenas por mim mesmo, como um desafio pessoal. Adorei essa primeira experiência (o filme se chama "Testosterone") e quando vi o vídeo, sorri. Muitas pessoas viram o vídeo, e fui contatado por outros diretores. O que começou como um desafio pessoal se tornou um trabalho paralelo. Por volta da pandemia de Covid, quando surgiram plataformas como OnlyFans e JustForFans, aproveitei a oportunidade. Com o tempo, me tornei mais profissional e não me arrependo. 

Bruna Jones: Como todos sabemos, você nasceu na França e tem trabalhado em projetos tanto no seu país quanto para estúdios em outras partes do mundo, como os Estados Unidos. Como você lida com toda essa exposição global que recebeu, e como é para você ter a oportunidade de experimentar outras culturas fora do seu país?
Dimitri Venum: No início, eu não compreendia a dimensão da minha "carreira". Foi ao conhecer outros atores e diretores, assim como meus "fãs", que passei a ter uma compreensão mais clara. Nos últimos anos, conheci pessoas vibrantes, acolhedoras e inteligentes (longe do estereótipo da loira burra). Tive conversas sérias, compartilhei crises de riso e ganhei uma perspectiva muito diferente sobre culturas e histórias pessoais de certos povos por meio de seus atores. Histórias cheias de humildade, guerra e fuga de seus países, mas também de esperança por uma vida melhor, projetos futuros e ideias que espero que levem aos seus sucessos amanhã. Tudo isso é o que considero intercâmbio "internacional". É verdade que é um ângulo interessante descobrir uma cultura começando com algo tão íntimo quanto o sexo. 

Bruna Jones: Hoje em dia a pornografia se tornou muito mais acessível para o mundo todo; uma gravação pode se tornar viral em minutos e, com isso, mais pessoas consomem esse tipo de material. Do ponto de vista de um ator, você acredita que ainda pode haver preconceito contra quem trabalha nessa profissão?
Dimitri Venum: Preconceito, esse é um assunto delicado. Primeiro, gostaria de abordar um ponto que me parece importante. A indústria pornográfica está longe de ser livre de preconceitos. Mesmo que sejamos supostamente mais inclusivos, existem "atritos" dentro do que poderíamos chamar de comunidade. Isso pode ocorrer entre atores de países que estão em conflito ou entre diferentes categorias. Pode ser desanimador ouvir isso, mas somos humanos, e a rejeição existe também dentro da nossa comunidade, pelas mesmas razões que fora. Quanto ao mundo externo, digamos que, quando as pessoas descobrem meu trabalho, e o fato de que ele vai além de vídeos curtos, pode haver uma fase de choque que varia do nojo à aceitação. O nojo geralmente exige discussão, e a aceitação frequentemente leva a muitas perguntas. É uma profissão que repele tanto quanto fascina, em algum lugar entre o status de ícone e o de besta monstruosa.


Bruna Jones:
 Uma das coisas que mudou nessa indústria nos últimos anos é a forma como os artistas podem se expressar. Agora não é mais necessário esperar para ser contratado por uma grande empresa para alcançar sucesso; tudo que você precisa é de senso criativo e uma câmera, e pode começar a postar seu próprio conteúdo em plataformas como o "OnlyFans". Dito isso, artistas em geral tendem a ser perfeccionistas no seu trabalho. Você tem o hábito de assistir aos seus próprios vídeos e analisar o trabalho feito? Como você analisa a diferença entre trabalhos feitos por uma produtora e trabalhos feitos diretamente para plataformas?
Dimitri Venum: Digamos que, para fazer o trabalho de pós-produção, temos que assistir às nossas próprias performances. Gosto de detalhes e me treinei para usar softwares profissionais de edição. Com o tempo, comprei equipamentos: Câmera, iluminação e aprendi a trabalhar com atmosfera. O mais difícil, eu acho, é encontrar um local que não seja um quarto de hotel. A atmosfera é tão importante quanto o ator. Estúdios e plataformas não estão em competição; eles ocupam nichos ecológicos muito diferentes. Os estúdios trabalham mais a longo prazo, com história e atmosfera (figurinos, locações, estilo), enquanto as plataformas focam no consumo imediato e explosivo. Hoje, existem atores que fazem trabalhos realmente criativos no nível de estúdio, basicamente, a nova geração de diretores.

Bruna Jones: Você está nessa carreira há mais de cinco anos e acredito que tenha vivido muitas situações incomuns ou até engraçadas nos bastidores, não é? Poderia compartilhar uma das suas lembranças mais engraçadas dos bastidores?
Dimitri Venum: Isso às vezes acontece em certas filmagens; temos que fazer closes e planos abertos. Nos closes, conversamos entre nós, e isso é gravado; podemos também ver expressões faciais. Não é o caso nos planos abertos. Já aconteceu de alguns atores e eu falarmos bobagem tentando manter a seriedade. Mas também pode acontecer durante uma cena de sexo, uma ejaculação que vai para a câmera, ou no olho, um sofá que desmorona (já aconteceu várias vezes, porque sou meio desajeitado). É muito difícil se recuperar disso depois. 

Bruna Jones: Você tem um trabalho em que acaba se expondo de forma muito íntima diante das câmeras, e acredito que fora das filmagens você tenta manter uma rotina para estar sempre no seu melhor, certo? O que você costuma fazer para manter seu físico e aparência? Poderia compartilhar um pouco da sua rotina fora das câmeras?
Dimitri Venum: Faço muito esporte. Sou ex-jogador de rugby e comecei a fazer musculação alguns anos atrás. Compito, o que pode explicar porque meu físico varia dependendo de quando a foto é tirada. Faço entre 5 e 6 treinos de musculação por semana e também nado. Procuro me alimentar bem e, acima de tudo, ter uma dieta equilibrada. Vou à academia todos os dias, ou cedo de manhã ou antes do meio-dia, para ter a tarde livre, seja para colaborações ou outros projetos (e há muitos para gerenciar nesse ramo).  


Bruna Jones:
 Como eu disse antes, hoje você já tem uma carreira sólida na área e reconhecimento mundial, seja pelas redes sociais ou pelos prêmios que ganhou pelo seu trabalho. O que você pretende fazer com esse sucesso no futuro? Existem planos de longo prazo para o que você faz?
Dimitri Venum: Pretendo continuar progredindo e colaborar com grandes nomes também. A longo prazo, pretendo produzir filmes sob meu próprio selo, mas tudo isso ainda está sendo discutido com "a equipe francesa".

Bruna Jones: Hoje em dia, uma das formas de produção mais populares são os reality shows. Existem muitos tipos no mundo, desde programas de sobrevivência como "Survivor", até confinamento como "Big Brother", ou até de estratégia como "The Traitors". Alguns atores do entretenimento adulto foram convidados a participar desses programas. Se você fosse convidado, aceitaria? Se sim, há algum específico em que gostaria de participar?
Dimitri Venum: Sim, acompanhei isso. Allen King, por exemplo, se saiu muito bem (dou um salve para ele). Quanto a mim, acho que poderia participar de reality shows sobre esportes; não me sentiria confortável com programas de romance ou de solteiros. 

Bruna Jones: Eu não poderia terminar esta entrevista sem perguntar: Você já esteve no Brasil? Gostaria de nos visitar quando possível?
Dimitri Venum: Ainda não tive a chance de ir ao Brasil, mas devo admitir que me atrai bastante. O país e o povo são incríveis, cheios de energia positiva e sexual. Estou pensando em planejar uma viagem para o final de 2026. 

Bacana a nossa conversa, não é mesmo? E ele ainda deixou um recadinho antes de ir, olha só: "Estou realmente ansioso para ir ver vocês e fazer algumas ótimas colaborações ou produções. Tenho certeza de que o contato entre França e Brasil vai criar algo explosivo e muito, muito quente." e se vocês quiserem continuar acompanhando ele nas redes sociais, relembrando que é preciso ser maior de idade para acessar algumas de suas plataformas, é só clicar AQUI. Neste link você encontra todas as redes sociais oficiais dele, beleza? 

Espero que vocês tenham gostado da entrevista de hoje, em breve retornarei com novidades. Continuem acompanhando o blog para não perder nenhuma entrevista nova e nem os nossos projetos com o "BBRAU". Lembrando que quem quiser continuar acompanhando mais nas redes sociais, basta procurar no Facebook, Instagram e no Twitter por @odiariodebrunaj, combinado?

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Bruna Entrevista: 14x02 - Ronn Moss


Olá, olá... Tudo bem, queridos leitores? Então que hoje é dia de conferir mais uma entrevista inédita aqui no blog, olha que bacana? E o nosso convidado é internacional, o que deixa tudo ainda mais divertido! Trouxemos hoje o querido ator e música, Ronn Moss. Conversamos um pouco sobre como foi o inicio da sua carreira, alguns de seus projetos mais famosos e muito mais! Vem conferir toda a nossa conversa agora mesmo.

Bruna Jones: Você tem uma carreira incrível como artista, alcançando sucesso tanto na música quanto na atuação. Antes de nos aprofundarmos um pouco mais nesse assunto, eu gostaria de voltar ao começo... Na sua pré-adolescência você já demonstrava interesse pela música, certo? O que te motivou a seguir uma carreira nessa área? Você recebeu apoio da sua família?
Ronn Moss: Sim, eu já tinha formado bandas e trabalhava tocando em festas desde os 13 anos. Fui motivado ao ver os "The Beatles" na televisão aos 11 anos, o que me levou a querer tocar bateria primeiro, porque eu queria ser o Ringo Starr. Minha irmã levou um baixo para casa e eu me apaixonei por ele, e já estava aprendendo guitarra sozinho, ouvindo meu irmão mais velho aprender também, e percebi que a música era o que eu queria fazer. Minha família foi compreensiva e tolerava meus ensaios na sala de estar de casa. 

Bruna Jones: Sabemos que nos anos 70 o cenário musical era completamente diferente do que foi nos anos 90, e ainda mais diferente do que é hoje, com tantas redes sociais disponíveis para os artistas divulgarem seu trabalho e alcançarem um público maior. Dito isso, como foi para você, emocionalmente, o período antes de alcançar o sucesso? Acredito que, apesar das dificuldades no começo, você também viveu bons momentos, certo?
Ronn Moss: As bandas tocavam ao vivo e, naquela época, era importante ter uma gravadora. Hoje em dia, qualquer artista pode produzir, promover e distribuir sua própria música, o que dá mais controle criativo ao artista. Naquela época, a gente aceitava os pontos positivos e negativos, mas sempre mantinha o foco no objetivo: Tocar nossa música, fazer shows cada vez maiores e melhores para mais e mais pessoas. É preciso ter essa atitude positiva de que, não importa o que apareça no seu caminho, você deve transformar isso em algo bom. Cair para frente. Se você for colocado em uma situação difícil e houver a possibilidade de tropeçar... Caia para frente. Continue seguindo. Acho que hoje existem muitas oportunidades disponíveis para divulgar sua música para o mundo e também para ter liberdade criativa.

Bruna Jones: Com a banda "Player", no final dos anos 70, você já estava alcançando sucesso mundial, chegando ao primeiro lugar nas paradas musicais, entrando em listas das melhores bandas e vendo suas músicas se tornarem trilhas sonoras de filmes (que inclusive ocorrem até hoje). Como foi, para você, alcançar todo esse sucesso de repente e se tornar uma figura pública, em que além de fazer shows, também era necessário dar entrevistas, conversar com fãs e coisas do tipo? Isso acabou influenciando sua vida pessoal de alguma forma?
Ronn Moss: Eu tinha 25 anos quando "Baby Come Back" chegou ao primeiro lugar, e fizemos turnês com artistas como Eric Clapton, Kenny Loggins, Boz Scaggs e Heart. Tocar para plateias de 25 mil pessoas e ter esse sucesso foi realmente muito legal. Tivemos um outdoor na Sunset Boulevard, em Hollywood, aparecíamos em revistas e em programas musicais de televisão, nos apresentando. Então, desde cedo, tive uma boa "educação" sobre como lidar com a imprensa e a fama, e foi uma fase muito divertida para um jovem viajar e excursionar por todos os Estados Unidos. Sempre fui uma pessoa reservada, dá até para dizer que eu era excessivamente tímido. Mas quando subia ao palco, tudo mudava para mim. Levou um tempo, mas aprendi a equilibrar essa vida privada que eu adorava com a vida pública, me comunicando com fãs do mundo todo. Tudo o que fazemos influencia nossas vidas de maneiras inesperadas. 

Bruna Jones: Como eu disse antes, sua música continua sendo usada até hoje em grandes produções cinematográficas de vários gêneros, indo de "Adão Negro" que é um filme de ação/super-herói, até "A Casa do Lago", um romance mais dramático, entre outros... Como é saber que o seu trabalho marcou toda uma geração e continua influenciando a cultura pop até os dias de hoje? 
Ronn Moss: "Baby Come Back" vai comemorar seu 50º aniversário em 2027, e tenho muito orgulho de ver que ela resistiu ao teste do tempo e esteve presente em muitos comerciais, filmes e programas de televisão no mundo inteiro. Muitos jovens baixistas já me perguntaram sobre a linha de baixo no início da música, e é uma linha difícil de tocar por causa do sentimento envolvido, mais do que por estar escrita em partitura. Baixo e bateria precisam estar sincronizados com emoção. Eu tocava com o nosso baterista, John Friesen, desde o ensino fundamental, então nós realmente "empurrávamos e puxávamos" um ao outro com o baixo e a bateria. 

Bruna Jones: Como qualquer astro do rock, você acabou atraindo a atenção de muitas pessoas ao longo da sua carreira, e não demorou para que a televisão também quisesse um pouco de você. Você acabou aceitando um papel na novela "The Bold and the Beautiful" nos anos 80. Como surgiu esse convite e o que te motivou a querer ser ator? 
Ronn Moss: Foi o dono da gravadora do "Player", Robert Stigwood, da RSO Records, que me chamou de lado e perguntou se eu já tinha pensado em atuar. Quando as turnês e gravações com o "Player" diminuíram, decidi tentar a carreira de ator. Depois de alguns anos fazendo filmes e comerciais, fui convidado por um agente de elenco para fazer um teste para "The Bold and the Beautiful". Achávamos que talvez durasse apenas alguns anos, por ser uma série nova, mas acabou se tornando um fenômeno mundial.

Bruna Jones: Fazer parte de uma das novelas mais famosas do país certamente despertou ainda mais o interesse de muitas mulheres ao redor do mundo. Você inclusive apareceu na capa da revista "Playgirl" nos anos 90, não foi? Como foi, para você, se tornar um símbolo sexual e fazer parte da história de uma das revistas mais bem-sucedidas? 
Ronn Moss: Isso é muito engraçado para mim hoje, olhando em retrospecto, especialmente porque minha esposa, Devin, foi página principal e capa da "Playboy". Eu sempre pareci ter um grande público feminino de fãs, embora hoje em dia pareça haver cada vez mais homens, e de todas as idades. Sinceramente, eu não me levo tão a sério com toda essa coisa de "símbolo sexual".

Bruna Jones: Você construiu uma carreira incrível até aqui, tanto como músico quanto como ator, e como eu disse antes, hoje vivemos em um mundo cheio de redes sociais e plataformas de streaming que permitem que o trabalho de um artista seja apreciado mundialmente com mais facilidade. Dito isso, como é saber que você pode influenciar positivamente seus fãs ao redor do mundo, seja impactando a vida de alguém com sua música, despertando emoções por meio de um personagem ou de uma história que conta, ou até mesmo compartilhando um pouco da sua própria trajetória e experiências nas redes sociais? 
Ronn Moss: Eu entendo muito bem que a geração mais jovem adora as histórias e as experiências nostálgicas que lhes são contadas por meio das redes sociais, e é ótimo saber que meu trabalho influenciou outra geração de forma tão positiva. Tenho tentado estar mais presente on-line ultimamente para transmitir uma atitude positiva nesta vida que levamos hoje. Deus sabe que há coisas negativas demais por aí, e sinto que todos nós precisamos receber boas e positivas energias o máximo possível. 

Bruna Jones: Você é um artista completo, e sabemos que os artistas tendem a ser um pouco mais críticos com o próprio trabalho, certo? Você costuma se cobrar mais do que deveria quando está criando arte? Se sim, como lida com isso? E, aproveitando, o que te inspira no processo de criação?
Ronn Moss: Acredito que a criatividade seja o verdadeiro objetivo de tudo aquilo que nos motiva a celebrar e compartilhar a vida com os outros. Seja por meio da música, do cinema, da arte ou da fotografia, tudo isso faz parte do que me impulsiona internamente a compartilhar com o mundo. Eu acredito em frequência e vibração, que elevam a nossa alma para sentir alegria ou simplesmente para nos sentirmos reais. Tento sair da minha zona de conforto, como estou fazendo agora ao dirigir meu primeiro filme. Nem sempre é fácil subir ao palco e se apresentar musicalmente; isso exige um certo estado mental, e se eu não estou "sentindo" isso, preciso criar esse estado mental que me permita funcionar nessa vibração. A inspiração muitas vezes vem de assumir riscos e viver novas experiências.

Bruna Jones: 2026 está apenas começando e, com um novo ano, novos projetos e oportunidades também surgem no horizonte. Você tem alguma novidade sobre a sua carreira neste ano que possa compartilhar conosco? 
Ronn Moss: Sim. Acabei de concluir um filme de faroeste que produzi e dirigi, e também participei com música nele, que espero transformar em uma série chamada "Tex McKenzie". Minha esposa acabou de produzir e dirigir um documentário sobre a minha vida, chamado "My Beautiful Life", celebrando os marcos de 50 anos de "Baby Come Back" e do "Player", e 40 anos de "The Bold and the Beautiful" e do personagem Ridge. Também esperamos transformar esse projeto em uma docu-série. Ambos serão inscritos primeiro em festivais de cinema antes de fecharmos um acordo de distribuição. 

Bruna Jones: Eu não poderia encerrar esta conversa sem perguntar: Você já esteve no Brasil? Gostaria de nos visitar e compartilhar um pouco da sua música conosco quando possível? 
Ronn Moss: Nunca estive no Brasil e sempre quis visitar os fãs na América do Sul, mas nunca tive a oportunidade. Eu adoraria levar minha turnê "Evening with Ronn Moss", com músicas clássicas do rock e histórias da minha vida como Ridge/Ronn, ao redor do mundo, assim como já fiz na Finlândia e na Austrália. Eu amo continuar criativo e gosto muito de encontrar fãs em todo o mundo. Gostaria que houvesse alguém que pudesse ajudar a tornar possível uma turnê musical no lindo Brasil. 

Bacana a nossa conversa, não é mesmo? E ele ainda deixou um recadinho antes de ir, olha só: "Permaneçam criativos, mantenham o foco em fazer aquilo que amam e vocês terão sucesso. Continuem positivos e fiéis a quem vocês são. Agradeço a cada um de vocês que tem sido tão leal ao meu trabalho. Sou muito grato por saber que tenho fãs brasileiros. Bênçãos a todos vocês." e para continuar acompanhando ele nas redes sociais, basta procurar por @ronnmoss no Instagram ou então clicar AQUI e conferir seu site pessoal, onde ele avisa: "Este é o melhor lugar para acompanhar minha trajetória e saber onde estarei a seguir." combinado?

Espero que vocês tenham gostado da entrevista de hoje, em breve retornarei com novidades. Continuem acompanhando o blog para não perder nenhuma entrevista nova e nem os nossos projetos com o "BBRAU". Lembrando que quem quiser continuar acompanhando mais nas redes sociais, basta procurar no Facebook, Instagram e no Twitter por @odiariodebrunaj, combinado? 

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Bruna Entrevista: 14x01 - Nathan Chester


Olá, olá... Tudo bem, queridos leitores? Então que hoje é dia de conferir mais uma entrevista inédita aqui no blog, olha que bacana? E o convidado de hoje é internacional, o que deixa tudo ainda mais divertido... Convidamos o músico Nathan Chester para saber um pouco mais de suas experiências na carreira e também falar um pouco da sua participação no "The Voice" americano, onde ele competiu pelo time do John Legend. Vem conferir um pouco mais sobre tudo isso!

Bruna Jones: Você é um cantor e compositor de sucesso, mas antes de falarmos mais sobre isso, vamos voltar ao começo de tudo? Como você se interessou por música e percebeu que gostaria de seguir carreira na área?
Nathan Chester: Eu me interessei por música pela primeira vez por causa da minha família. meu irmão mais velho toca guitarra e minhas irmãs e minha mãe cantam. Então eu cresci ouvindo muita música em casa e na igreja, e isso me inspirou a cantar no meu tempo livre. Quando cheguei ao ensino fundamental II, comecei a fazer peças e musicais. No ensino médio, joguei futebol por alguns anos e depois comecei a fazer musicais e a levar o canto e a performance mais a sério. Depois fui para a faculdade estudar música, e foi isso que me ajudou a começar a me apresentar ao redor do mundo. 

Bruna Jones: O início de uma carreira geralmente é um pouco mais complicado, especialmente para quem busca uma carreira artística, seja pela falta de oportunidades ou até pela instabilidade financeira... Como foi o começo da sua trajetória até agora? 
Nathan Chester: O começo da minha jornada como artista foi uma experiência mista. Tive algum sucesso na faculdade fazendo musicais em teatros de summer stock, que me ofereciam moradia e pagamento, mas apenas durante o verão, até eu precisar voltar para a faculdade. tive minha grande oportunidade quando me formei e consegui meu primeiro contrato em um navio de cruzeiro. 


Bruna Jones: Todo artista tende a ser um pouco rígido e perfeccionista em relação ao próprio trabalho. Você costuma exigir mais de si mesmo ao compor ou organizar um projeto artístico? Se sim, como lida com isso?
Nathan Chester: Quando comecei a cantar seriamente na faculdade, em teatros profissionais de summer stock, eu era muito duro comigo mesmo, na esperança de conseguir crescer e melhorar. Eu ficava frequentemente frustrado porque me sentia estagnado ou que não era bom o suficiente. Então eu analisava cada apresentação e a repetia na minha cabeça, obsessivamente, prestando atenção a cada detalhe. e, por um tempo, isso acabou sendo útil. Mas, no fim das contas, aprendi que faço meu melhor trabalho quando estou me divertindo. Hoje, ensaio e repito as músicas até me sentir realmente confortável, e assim consigo aproveitar as apresentações e as canções sem duvidar do meu valor, se eu cometer um erro vou enxergar um espaço para melhorar. 

Bruna Jones: A vida de um músico e compositor é feita de talento, criatividade e inspiração. O que geralmente te inspira ao compor?
Nathan Chester: Histórias reais e emoções são o que mais me empolgam. Gosto de tentar me conectar com uma música me colocando dentro da história ou da mensagem, de forma que eu quase sinta como se tivesse escrito a canção eu mesmo. Me comprometer verdadeiramente com a mensagem da música me ajuda a me inspirar para cantá-la ou interpretá-la a partir de um lugar de honestidade. 

Bruna Jones: Você participou recentemente do "The Voice", que é um sucesso mundial. O que te motivou a se inscrever no programa?
Nathan Chester: Um amigo meu viu em um show que eu fiz a bordo de um cruzeiro e me recomendou fazer a audição para o programa! 


Bruna Jones: Você acabou competindo no time do John Legend. O que você aprendeu com ele durante essa jornada? Foi uma boa experiência?
Nathan Chester: Foi uma das melhores experiências da minha vida. Ele me ensinou muita coisa. Uma coisa incrível que aprendi foi não ter medo de brincar com as vogais e com a pronúncia das palavras. 

Bruna Jones: Para participar de um reality show, pelo tempo que for necessário, os participantes precisam abrir mão de algumas coisas para estar disponíveis durante o período de gravação. Você precisou mudar algo na sua vida para participar do "The Voice"?
Nathan Chester: Com certeza. Minha noiva e eu cantamos juntos como trabalho em navios de cruzeiro. Então, durante o "The Voice", eu não pude cantar com ela, e ela teve que se apresentar sozinha nos navios. 

Bruna Jones: Hoje em dia tudo gira em torno das plataformas digitais. Para divulgar seu trabalho, cantores dependem de meios de comunicação (televisão, rádio, jornais, internet...). Até que ponto você acredita que esses meios influenciam o seu trabalho como artista?
Nathan Chester: Eu chamo isso de um "mal necessário". Algo que antes eu usava apenas para amigos e família agora se tornou um trabalho. E isso é algo que eu aceitei como parte do jogo. Como artista, a divulgação e a visibilidade muitas vezes são metade da batalha, então fazer rádio, postar nas redes sociais, qualquer tipo de divulgação é essencial para se manter relevante e expandir o alcance, o que acaba levando a mais oportunidades de trabalho. 


Bruna Jones: 2026 está praticamente começando, então acredito que você tenha algumas novidades na carreira vindo por aí. Há algo que possa compartilhar?
Nathan Chester: Vou me apresentar em Nova York no "Runway 7 Fashion Week" em fevereiro. Também vou cantar o hino nacional para o Chicago Bulls em fevereiro. 

Bruna Jones: Antes de encerrar esta entrevista, não poderia deixar de perguntar: Você já esteve no Brasil? Gostaria de nos visitar quando possível?
Nathan Chester: Ainda não estive no Brasil, mas estou louco para ir! Se o Brasil me quiser, irei com muito prazer para esse país maravilhoso. 

Bacana a nossa conversa, não é mesmo? E ele ainda deixou um recadinho antes de ir, olha só: "Se você é um fã meu no Brasil, obrigado por me enxergar e, mais importante, obrigado por ser uma alma que ressoa com a música old school. Juntos, podemos manter vivo e forte o som da motown." e se vocês quiserem continuar acompanhando ele nas redes sociais, é só procurar por @nathan_chesterr no Instagram ou então acessar o seu site clicando AQUI, beleza?


Espero que vocês tenham gostado da entrevista de hoje, em breve retornarei com novidades. Continuem acompanhando o blog para não perder nenhuma entrevista nova e nem os nossos projetos com o "BBRAU". Lembrando que quem quiser continuar acompanhando mais nas redes sociais, basta procurar no Facebook, Instagram e no Twitter por @odiariodebrunaj, combinado?

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

TTRA: 1x02 - The Traitors Realidade Alternativa - Chamas da Traição


O vento uivava pelas torres do castelo, carregando o frio da noite até os ossos. No salão vazio, os três se moveram como sombras, cada passo calculado. Olhares trocados diziam mais do que palavras jamais poderiam: Quem ousaria trair primeiro? Assim que os três retiram seus capuzes, Bianca diz que tinha certeza que Dora seria uma das traidoras. Dora passa a mão no cabelo e diz que agradece, dando risada, mas o riso é curto, quase nervoso. Rafael observa as duas, cruzando os braços, e solta um suspiro pesado antes de comentar que deveria estar surpreso, mas achava que já desconfiava delas duas desde que os traidores foram escolhidos. O silêncio que se segue é carregado de significado. Nenhum deles precisa explicar as razões, mas cada olhar trocado transmite planos não ditos, estratégias ocultas e a consciência do perigo que agora compartilham. Dora se aproxima da lareira apagada, os dedos roçando o metal frio, tentando controlar a ansiedade que insiste em subir pelo peito. Bianca dá um passo à frente, firme, como se quisesse marcar território, enquanto Rafael mantém a postura descontraída, mas a tensão nos ombros denuncia que ele também sente o peso da situação. Dora quebra o silêncio questionando o que eles devem fazer agora, tentando soar casual, mas a urgência em sua voz trai a verdade. Bianca sorri de um jeito frio, olhando de um para o outro e diz que chegou o momento deles agirem, que não havia mais tempo para hesitar e não teria como eles voltarem atrás. Rafael, por sua vez, joga a cabeça para trás e ri baixinho, um som que mistura medo e excitação dizendo que eles vão agir e jogar o jogo deles contra eles mesmos. E naquele instante, enquanto a sombra dos candelabros dançava nas paredes de pedra, algo mudou. Eles não eram apenas traidores por acaso, eram cúmplices de um plano que começava a tomar forma, e cada passo a partir dali carregaria o peso da traição e da ousadia.

O sol da manhã atravessava as altas janelas do castelo, iluminando o salão de café da manhã com uma luz tímida. O cheiro de pão fresco e café recém passado misturava-se com o frio das pedras, criando um clima de expectativa. O silêncio era cortado pelo tilintar de louças e o arrastar de cadeiras. O primeiro grupo entrou: Amélie, Leandro, Nathaniel e Rosiane. Conversavam casualmente, trocando cumprimentos e comentários sobre a noite anterior. Amélie desviou os olhos rapidamente para Leandro, mas Rosiane, posicionado mais à frente, captou o gesto e retribuiu com um leve aceno imperceptível. Nathaniel e Leandro riam baixo, sem perceber a tensão silenciosa que já começava a se formar. O segundo grupo trouxe Bernardo, Dimas, Icaro e Mauricio. Bernardo comentou sobre o café recém passado, e Dimas respondeu com uma risada. Icaro olhou ao redor da sala, curioso, tentando identificar aliados ou possíveis ameaças, mas Dora ainda não havia chegado, ele nem podia imaginar que logo encontraria um traidor ao seu lado. Mauricio se inclinou discretamente, avaliando as reações dos outros grupos, sem perceber os sinais sutis que se formavam entre os competidores. O terceiro grupo era formado por Bianca, Marcela, Sharon e Verônica. Bianca caminhava com passos calculados, trocando um olhar rápido e discreto com Dimas, que se mantinha atento em outro canto do salão. Marcela olhou para Bianca, achando-a concentrada demais, mas não suspeitou do que se passava. Sharon conversava animadamente com Rosiane, que gesticulava, sem notar o sorriso cúmplice que Bianca lançou na direção de Dimas. 

O quarto grupo entrou: Estela, Helena, Penélope e Rafael. Rafael mantinha a postura calma, avaliando cada expressão e gesto dos fiéis. Penélope lançou um olhar curioso para Bianca, desconfiada de algo que ainda não podia definir. Estela e Helena se acomodavam nas cadeiras, conversando sobre o frio da manhã, sem perceber a tensão silenciosa que preenchia o salão. O quinto grupo trouxe Caio, Fabricio, Lorena e Matheus. Caio comentou sobre a noite anterior, enquanto Fabricio e Matheus riam. Lorena lançou um olhar rápido em direção à entrada, percebendo que Dora ainda não tinha chegado. Cada gesto aparentemente banal era observado com atenção pelos traidores, que buscavam oportunidades de manipulação silenciosa. O grupo de duas pessoas fechou a entrada: Dora e Núbia. Dora caminhava com passos calmos, mas seus olhos captavam cada detalhe da sala, registrando cada reação e cada pequeno gesto suspeito dos fiéis. Núbia sorria discretamente, alheia à tensão que a presença de Dora carregava, enquanto Dora discretamente avaliava posições e possíveis pontos de vantagem para os traidores. Enquanto todos se acomodavam, pequenas tensões surgiam: Um franzir de sobrancelhas aqui, um olhar rápido ali, um sorriso contido que passava despercebido. Bianca trocava gestos quase imperceptíveis com Rafael, Dora observava cada reação, e mesmo entre os fiéis, Penélope e Lorena sentiam uma pontada de desconfiança. O café da manhã começava, mas o jogo silencioso já estava em andamento, e cada xícara levantada carregava a tensão de segredos prestes a serem revelados.

O burburinho no salão de café da manhã diminuiu quase instantaneamente quando a grande porta de madeira se abriu com um rangido seco. Todos ergueram os olhos, curiosos e surpresos, enquanto Selton Mello atravessava a soleira, passos firmes e olhar intenso. O frio da manhã parecia evaporar diante da presença dele, o silêncio se fez completo, apenas o tilintar de louças na ponta da mesa quebrava a quietude. Selton parou no centro do salão, cruzou os braços e deixou o olhar percorrer cada grupo de participantes, como se pudesse enxergar não apenas o que estavam fazendo, mas o que pensavam. Sua voz, calma e carregada de autoridade, ecoou pelas pedras frias: "Bom dia, pessoal. Ou melhor... Bom dia para quem ainda pode se considerar seguro." Um leve sorriso se formou em seus lábios, quase imperceptível, enquanto os olhos cintilavam por entre os participantes. "A partir de hoje, não existe mais volta. Cada escolha, cada gesto e cada palavra vai contar. O jogo que vocês pensavam conhecer... Acabou. Daqui pra frente, nada será mais o mesmo." Os participantes trocaram olhares nervosos. Alguns sorriram de forma nervosa, outros engoliram seco, e os traidores mantiveram o semblante impassível, mas os olhos deles brilhavam com excitação e cálculo. Eles sabiam que essa era a hora de começar a agir, de jogar de verdade. Selton deu um passo atrás, deixando que suas palavras ecoassem pelo salão. O café da manhã, que antes era apenas um momento de rotina, se transformava agora em um campo minado de estratégias, segredos e suspeitas. Finalmente, Selton ergueu a mão, chamando a atenção de todos: "Terminem o que tiverem para comer, se acomodem, mas não demorem. Espero todos vocês no pátio do castelo. O jogo continua lá, e a partir deste momento, cada movimento conta." Um silêncio pesado percorreu o salão enquanto os participantes assimilavam a ordem. O pátio do castelo os aguardava, e ninguém podia mais se dar ao luxo de errar.

Missão #01: Todos os participantes se reuniam ao redor da enorme estrutura metálica no centro do pátio: Um brasão apagado, imponente, símbolo do prêmio coletivo que poderiam conquistar ou perder. Selton Mello caminhava lentamente diante do grupo, observando cada rosto, cada expressão, enquanto falava com a calma que carregava autoridade. "Hoje, o desafio acontece aqui, neste pátio." começou Selton, apontando para o brasão central. "No centro, vocês veem esta enorme estrutura metálica. Ela representa o prêmio coletivo. Mas, para acendê-la, é preciso mais do que força ou sorte. É preciso coordenação, estratégia... E atenção aos detalhes." Ele gesticulou para as estações espalhadas pelo terreno. "Cada um de vocês terá uma estação individual, idêntica às outras. Em cada estação, há uma pederneira, um pedaço de aço, corda de sisal, palha e um pequeno recipiente de carvão. A tarefa de cada jogador é acender sua própria chama, forte o suficiente para acender uma tocha pessoal." Os participantes se entreolharam, alguns franzindo a testa, outros respirando fundo. Selton continuou: "O objetivo oficial é simples: Pelo menos quinze tochas precisam estar acesas ao mesmo tempo. Só assim o grupo poderá transferir o fogo para os quatro pilares que cercam o brasão central. Quando os quatro pilares estiverem queimando simultaneamente, o brasão se acenderá e o prêmio integral será conquistado." Ele fez uma pausa, olhando para cada jogador, deixando o silêncio pesar sobre o grupo. "Mas nem tudo é fácil" disse, a voz ficando mais grave. "Se o número de tochas acesas cair abaixo de dez, cinco minutos serão automaticamente retirados do cronômetro. E lembrem-se: Vocês terão apenas meia hora para completar a missão." Selton caminhou em círculos, aproximando-se do grupo mais uma vez: "Durante a execução, vocês podem circular livremente depois de acender a própria chama. Podem ajudar os colegas... Ou sabotá-los. Cada decisão terá consequências imediatas. Coordenação, paciência e atenção aos outros serão tão importantes quanto a habilidade de acender a própria tocha." Ele parou no centro, com o brasão apagado atrás de si, olhando para os participantes com intensidade. "Agora, respirem fundo, alinhem-se com suas estações e lembrem-se: Daqui pra frente, nada será como antes. O tempo começa a contar assim que vocês estiverem prontos. Boa sorte!" disse Selton, deixando a tensão pairar no ar, e recuou para dar espaço à ação. O pátio inteiro parecia prender a respiração. Cada participante se preparava, olhos atentos aos colegas, mãos prontas para acender, ajudar... Ou sabotar. O jogo, novamente, mudava de tom: Agora, a chama de cada um podia decidir o destino de todos.

O sinal de Selton ecoou pelo pátio, e os participantes correram para suas estações. Cada um examinava rapidamente os materiais: Pederneira, aço, corda de sisal, palha e carvão. Alguns respiravam fundo, mãos trêmulas de nervosismo, outros pareciam confiantes, já testando movimentos e posições. Bianca, Dora e Rafael se espalharam estrategicamente. Bianca inclinou-se discretamente sobre sua estação, acendendo a primeira faísca com rapidez, mas mantendo os olhos atentos aos colegas próximos. Um olhar rápido para Marcela e Sharon mostrou que estavam observando cada detalhe, prontas para agir se alguém precisasse de "uma ajuda"... Ou de um pequeno atraso. Rafael, com calma calculada, começou a esfregar a pederneira contra o aço, enquanto observava o movimento de Penélope e Estela, que lutavam para manter suas tochas acesas. Um sorriso sutil passou pelos lábios de Rafael, ele sabia que um pequeno gesto podia decidir a diferença entre quinze tochas acesas e um desastre. Dora, por sua vez, caminhou rapidamente entre as estações já acesas, oferecendo ostensivamente um "conselho" a Lorena e Matheus. Lorena agradeceu, sem perceber que cada movimento de Dora era medido, cuidadosamente calculado para ganhar confiança enquanto manipulava discretamente o ritmo da prova. Enquanto isso, a tensão se espalhava entre os fiéis. Nathaniel e Amélie batiam o carvão com força, tentando manter a chama viva, enquanto Rosiane olhava para os lados, percebendo os olhares rápidos trocados entre os traidores, mas sem saber exatamente o que significavam. O som das faíscas, do estalar da palha e o cheiro da fumaça preenchiam o pátio, tornando tudo mais intenso e palpável. O cronômetro começava a contar, e logo quinze tochas começaram a brilhar simultaneamente. Alguns participantes comemoraram discretamente, aliviados, mas Selton observava de longe, impassível. Ele sabia que a verdadeira prova não era apenas acender o fogo, era manter a chama, coordenar o grupo e resistir às pequenas sabotagens que poderiam surgir a qualquer momento. Bianca inclinou-se sobre Marcela, sussurrando uma sugestão aparentemente inocente. Marcela seguiu o conselho, mas a ação atrasou ligeiramente sua tocha. Rafael se aproximou de Penélope, oferecendo um gesto de ajuda que fez com que ela ajustasse a palha de forma desnecessária, perdendo preciosos segundos. Dora, por fim, fez uma pequena distração com Núbia, chamando sua atenção para um detalhe irrelevante, apenas para verificar a reação dos outros ao redor. No pátio, cada chama acesa não era apenas um símbolo de progresso, era um campo minado de decisões, olhares e intenções ocultas. Os traidores já mostravam sinais sutis de manipulação, enquanto os fiéis lutavam contra o tempo e contra si mesmos, tentando manter o ritmo e a coordenação do grupo. O jogo realmente não tinha mais volta. Cada passo, cada faísca, cada interação podia mudar o rumo da prova... E do prêmio que dependia de todos eles.

O pátio fervilhava com o calor das tochas, mas a tensão estava longe de diminuir. Quinze tochas haviam sido acesas, mas a coordenação ainda era frágil. Cada participante corria entre o vento, a fumaça e o calor, tentando manter suas chamas firmes. Um descuido podia custar preciosos segundos, ou pior, minutos do cronômetro. Bianca se aproximou de Marcela, sorrindo de maneira amigável, e sugeriu ajustar a posição da palha. Marcela fez o que parecia um pequeno ajuste inocente, mas sua tocha oscilou por um instante. No canto do pátio, Rafael observava Penélope e Estela tentando reacender suas chamas vacilantes. Ele se ofereceu para ajudá-las com um gesto discreto, mas em vez de simplesmente estabilizar, Rafael apontou ligeiramente o carvão de forma a dificultar o contato da palha com a faísca. A tocha tremeluzia, e o tempo perdido foi suficiente para reduzir o número de tochas acesas para quatorze. Dora, por sua vez, circulava entre Núbia e Lorena, oferecendo conselhos e ajudando com o carvão. Mas cada gesto de ajuda era calculado: Quando Núbia ajustou sua tocha, Dora propositalmente se inclinou sobre o lado oposto da chama, provocando uma pequena corrente de ar que ameaçava apagar a faísca. Lorena olhou para Dora, desconfiada, mas não conseguiu identificar o que havia de errado. O cronômetro sinalizou uma perda de cinco minutos automaticamente, porque o número de tochas havia caído abaixo de dez por alguns segundos em outra ponta do pátio. Os fiéis começaram a murmurar preocupados, acelerando os movimentos e tentando reacender cada chama instável. A tensão se espalhou como o fogo que eles lutavam para controlar. No centro, o brasão ainda permanecia apagado. Cada pilar, ainda intacto, parecia mais distante a cada oscilação das tochas. Enquanto alguns participantes colaboravam genuinamente, outras interações sutis dos traidores criavam hesitação, pequenas falhas e dúvidas. Um olhar rápido de Bianca para Rafael indicava que eles estavam coordenando silenciosamente os próximos passos, decidindo quem "ajudaria" e quem poderia ser distraído. Os fiéis, por sua vez, tentavam se concentrar, sem perceber que cada gesto, cada conselho aparentemente inocente e cada aproximação sorridente podia estar sendo manipulada. A prova, que no início parecia apenas sobre habilidade e coordenação, se transformava agora em um jogo psicológico: Cada tocha acesa era uma vitória momentânea, mas também uma oportunidade de traição cuidadosamente calculada. O cronômetro corria, o fogo tremeluzia, e o pátio inteiro parecia respirar junto com cada participante. 

O pátio estava em ebulição. Quinze tochas firmes piscavam aqui e ali, mas várias já oscilavam perigosamente. O calor do fogo misturava-se ao calor da ansiedade, cada participante estava concentrado, suor escorrendo pela testa, mãos trêmulas, tentando manter o fogo aceso. Bianca se aproximou de Marcela mais uma vez, desta vez com um sorriso aparentemente encorajador dizendo que era para ela lhe deixar a ajudar a estabilizar a chama, enquanto se inclinava sobre a tocha. Mas enquanto ajustava a palha, ela tocou levemente o carvão de um jeito que provocou pequenas faíscas voarem para o lado, fazendo a chama de Marcela vacilar e quase apagar. Marcela arregalou os olhos e reagiu rápido, mas os segundos perdidos foram suficientes para reduzir o número de tochas acesas. Rafael circulava pelo centro do pátio, ainda observando atentamente Estela e Penélope, que lutavam para manter suas chamas. Ele se aproximou, oferecendo ajuda, e com um gesto sutil ajustou a corda de sisal de Estela, que agora tremeluzia mais do que antes. Penélope olhou para ele com uma pontada de desconfiança, mas Rafael sorriu de maneira convincente e recuou, deixando a sensação de dúvida se espalhar pelo grupo. Dora aproveitou o momento de confusão para circular novamente perto de Núbia, que ainda tentava reacender sua tocha instável. Com um gesto quase imperceptível, Dora soprou levemente na direção da chama, desviando o fluxo de ar e fazendo o fogo tremer. Núbia franziu a testa, sem entender o que havia acontecido, enquanto Dora se afastava calmamente, mantendo a expressão neutra. O número de tochas acesas começou a cair perigosamente. Alguns fiéis corriam de um lado para o outro, ajudando colegas, acendendo palhas, empurrando carvão, enquanto outros tentavam manter a calma. O brasão central continuava apagado, os quatro pilares ainda intactos, e cada oscilação de uma tocha parecia aumentar a tensão no ar. Selton Mello observava de longe, impassível, como sempre. Mas seus olhos percorriam cada gesto, cada olhar, cada decisão. Ele sabia que aquele era o ponto crítico da prova: Ou os fiéis se coordenavam perfeitamente para reacender todas as tochas e ativar os pilares, ou os traidores conseguiriam manipular pequenas falhas para minar o resultado coletivo. O cronômetro marcava os últimos minutos. O pátio inteiro parecia prender a respiração. Cada chama acesa se tornava um símbolo de esperança, mas cada pequena falha, cada gesto suspeito, podia significar a diferença entre o prêmio total ou a perda parcial. O jogo chegava ao limite, todos correndo, ajudando, vacilando... E os traidores, sorrindo silenciosamente, observando cada oportunidade de virar o resultado a seu favor.

O cronômetro marcava os últimos segundos, e o pátio estava em completo caos: Tochas tremeluzindo, participantes correndo, mãos queimando, respiração ofegante. Quinze tochas precisavam estar acesas simultaneamente, mas agora eram apenas doze. O tempo estava se esgotando. Bianca, Rafael e Dora trocavam olhares discretos. Um leve gesto de Bianca para Rafael e eles avançaram estrategicamente para os pilares. Com mãos firmes e movimentos calculados, ajudaram a direcionar o fogo das tochas que ainda brilhavam. Aos poucos, os quatro pilares começaram a pegar fogo, um após o outro, até que, finalmente, o brasão central acendeu, lançando uma luz quente e dourada sobre todo o pátio. Um suspiro coletivo percorreu o grupo. Alguns participantes comemoraram discretamente, aliviados, outros simplesmente caíram de joelhos, exaustos. Mas, no meio da multidão, os traidores mantinham a expressão serena, quase triunfante. Eles sabiam que haviam controlado pequenos detalhes, aproveitado hesitações e manipulado distrações para garantir que o brasão fosse aceso, sem que ninguém suspeitasse de sua intervenção. Nathaniel e Amélie se abraçaram rapidamente, sorrindo de alívio, sem perceber os olhares trocados entre Bianca e Rafael. Penélope franziu a testa, estranhando alguns gestos que passaram despercebidos pelos demais, mas não conseguiu identificar o que havia acontecido. Dora, discretamente, se afastou, deixando Núbia olhar para a chama estabilizada, enquanto mantinha o semblante neutro. Cada traidor sabia que aquele momento de vitória coletiva era, na verdade, fruto de uma manipulação silenciosa. A tensão agora se tornava ainda maior, os fiéis comemoravam, mas a presença invisível da traição pairava sobre eles como uma sombra. Selton Mello permaneceu observando, com a expressão calma de sempre. Ele cruzou os braços e depois de alguns segundos, falou: "Parabéns a todos que conseguiram acender o brasão. Mas lembrem-se: Nada será como antes. Hoje, o fogo mostrou que cada decisão conta e que a cooperação pode ser frágil diante de intenções ocultas." O pátio, antes marcado pela correria e pelo caos, agora respirava uma tensão diferente. O jogo seguia adiante, e todos, fiéis e traidores, sabiam que dali em diante cada passo, cada escolha e cada gesto seriam decisivos. O prêmio havia sido conquistado, mas a verdadeira batalha entre confiança e traição apenas começava.

Enquanto o brasão continuava queimando no centro do pátio, os participantes começaram a se reunir aos poucos, ofegantes e suados, trocando comentários sobre a prova. Nathaniel disse que nunca pensou que seria tão difícil manter todas as tochas acesas, olhando para o chão, ainda recuperando o fôlego. Amélie, segurando a mão sobre a testa e rindo nervosamente respondeu que quase desistiu quando a sua começou a vacilar, mas que por fim eles conseguiram! Penélope, ainda apreensiva, olhou para os lados, desconfiada e questionou se alguém mais achou estranho como algumas tochas "recuperaram" a chama tão rápido, quase parecendo que alguém ajudou de propósito. Rosiane ergueu as sobrancelhas e Dimas riu baixo dizendo que achava que ela estava vendo conspirações em tudo e que eles apenas tiveram sorte. Do outro lado, Bianca, Dora e Rafael trocavam olhares rápidos e discretos. Pequenos sorrisos surgiam nos cantos da boca deles. Sussurrou Bianca disse para Rafael que eles conseguiram e o rapaz completou que conseguiram sem que ninguém percebesse. Enquanto alguns comemoravam e outros ainda tentavam entender cada detalhe da prova. Em seguida eles foram liberados para dispersar pelo castelo. Enquanto caminhavam de volta para dentro do castelo, Matheus dizia que esperava que a hidromassagem estivesse disponível para eles.


A noite caiu pesada sobre o castelo. As tochas nos corredores projetavam sombras alongadas nas paredes de pedra enquanto Bianca, Dora e Rafael caminhavam em silêncio até a porta do Conclave. Nenhum deles falava, mas o som dos passos ecoando denunciava o peso do que estava por vir. A porta se abriu lentamente. O salão estava à meia-luz, iluminado apenas por velas altas dispostas em círculo. No centro, a mesa redonda aguardava os três. Ali, não eram mais participantes misturados aos outros. Ali, eram Traidores. Bianca foi a primeira a entrar, mantendo o olhar firme. Dora passou os dedos pela superfície fria da mesa antes de ocupar seu lugar. Rafael fechou a porta atrás de si, o clique da madeira soando quase definitivo demais. Segundos depois, outra porta se abriu. Selton Mello surgiu das sombras, expressão séria, passos calculados. Ele parou diante dos três e deixou o silêncio se instalar, pesado, denso, quase sufocante. "Parabéns pela atuação de hoje" começou ele, a voz calma, mas carregada de intenção. "O brasão foi aceso. O prêmio coletivo foi protegido. Mas esta noite... O jogo deixa de ser coletivo." Os três mantiveram o semblante neutro, atentos. Selton caminhou lentamente ao redor da mesa. "A tarefa de vocês é simples. E definitiva. Vocês deverão escolher um dos fiéis para ser morto.". Ele fez uma pausa. "Sem votação pública. Sem direito de defesa. Sem segunda chance." O ar pareceu mais frio. Selton colocou sobre a mesa um pergaminho envelhecido e uma pena tinteiro. "Escrevam o nome da pessoa que desejam matar. Assinem juntos essa decisão. O pergaminho será entregue ao participante escolhido... E ele deixará o jogo imediatamente." Bianca respirou fundo. Dora manteve o olhar fixo no pergaminho. Rafael cruzou os braços, avaliando mentalmente as possibilidades. "Lembrem-se" completou Selton, aproximando-se "Cada eliminação muda o equilíbrio do jogo. Escolham com estratégia. Escolham com frieza. Porque a partir deste momento... Vocês não estão apenas reagindo. Estão conduzindo o destino do castelo." Ele deu um passo atrás. "O Conclave é de vocês." A porta se fechou. E o silêncio voltou a dominar o salão. A pena aguardava. O nome de alguém estava prestes a ser escrito. E, com ele, a primeira morte da temporada.

Bianca quebrou o silêncio primeiro. "Nathaniel é uma opção óbvia." disse, apoiando os cotovelos na mesa. "Ele atrapalhou na prova. Ficou nervoso, deixou a tocha apagar duas vezes. Dá para construir uma narrativa fácil em cima disso." Rafael assentiu lentamente. "É justificável. Se ele sair, ninguém estranha. Mas também pode parecer conveniente demais... Eliminar quem já estava fragilizado pode levantar suspeitas de manipulação." Dora inclinou a cabeça, pensativa. "Concordo. Ele é uma saída segura... Mas talvez segura demais." O nome pairou no ar por alguns segundos antes de Bianca continuar. "Bernardo" sugeriu ela. "Ele ainda não se encaixou totalmente com o grupo. Está meio à margem. Não criou alianças fortes." "Justamente por isso pode ser perigoso eliminar" rebateu Rafael. "Quando alguém fora do grupo sai cedo demais, as pessoas começam a questionar por quê. Pode gerar investigação." Dora tamborilou os dedos na mesa. "Mas ele também não deixa rastro. Não tem quem o defenda com força. É uma eliminação limpa." O silêncio voltou a crescer. "Rosiane" disse Rafael, finalmente. "Ela observa demais. Fala pouco, mas percebe muito. Hoje, durante a prova, ela ficou analisando tudo." Bianca assentiu imediatamente. "Ela pode virar uma rival estratégica. Não é emocional. É analítica." "Exato!" completou Dora. "Se alguém pode juntar peças cedo demais é ela." O clima mudou. Pela primeira vez, a escolha parecia mais preventiva do que conveniente. Mas Bianca ainda não havia terminado. "Tem a Verônica." Rafael ergueu os olhos. "Se Verônica sair, a suspeita pode cair automaticamente sobre Sharon. Existem algumas faíscas acontecendo ali. Pode gerar conflito entre os fiéis." Dora abriu um leve sorriso. "Criar ruído interno... Dividir antes que eles se organizem. É uma jogada mais ousada" ponderou Bianca. "Não é a opção mais fácil. Mas pode ser a mais estratégica." O pergaminho continuava vazio. A pena repousava ao lado da tinta, como se aguardasse apenas um impulso. Nathaniel seria a escolha segura. Bernardo, a eliminação silenciosa. Rosiane, a ameaça preventiva. Verônica, o caos calculado. Quatro nomes. Uma decisão.

Conheça os personagens: Amélie ClaveauxBernardo AzevedoBianca NogueiraCaio MontenegroDimas HadlichDora MachadoEstela MartinsFabricio MolinaroHelena BrandãoIcaro FigueiredoLeandro VasconcelosLorena BastosMarcela CoutinhoMatheus LacerdaMauricio CamposNathaniel PuigNúbia BianchiPenélope FalcãoRafael PachecoRosiane SetaSharon Sheetarah e Verônica Lux.

LEMBRANDO QUE: Esta coluna é uma obra de ficção, qualquer semelhança com nomes, pessoas, factos ou situações da vida real terá sido mera coincidência. Todos os direitos de criação das personagens e suas histórias são reservados. Este material não pode ser publicado, reescrito ou redistribuído sem autorização. © 2015 - 2026

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domingo, 4 de janeiro de 2026

TTRA: 1x01 - The Traitors Realidade Alternativa - Sob a Névoa, Nascem os Segredos


No dia 04 de janeiro de 2026, 22 pessoas foram retiradas dos seus lares e levadas para um castelo na Irlanda para vivenciar uma jornada única no novo reality show da emissora. "The Traitors" é um programa de estratégia e convivência que mistura mistério, manipulação e jogo psicológico em uma competição intensa por um grande prêmio em dinheiro. No programa, um grupo de participantes é reunido em um local isolado, onde precisam trabalhar em equipe para acumular dinheiro por meio de missões e desafios. No entanto, logo no início do jogo, alguns competidores são secretamente escolhidos como "Traidores", enquanto os demais são os "Fiéis". A identidade dos Traidores é mantida em sigilo absoluto, criando um clima constante de desconfiança e tensão. Durante o dia, todos competem juntos nas provas para aumentar o valor do prêmio final. À noite, os Traidores se reúnem secretamente para "eliminar" um dos Fiéis, retirando-o do jogo sem revelar quem são. Paralelamente, todos os participantes se encontram em uma mesa-redonda para discutir, acusar e votar em quem acreditam ser um Traidor. O mais votado é banido da competição e precisa revelar sua verdadeira identidade ao sair. O grande conflito do programa está na dinâmica social: Os Fiéis precisam identificar e eliminar os Traidores antes que sejam eliminados, enquanto os Traidores devem manipular, mentir e desviar suspeitas para chegar à final. Se ao fim restar pelo menos um Traidor entre os finalistas, ele pode levar o prêmio. Mas, se todos os Traidores forem eliminados, o valor acumulado é dividido entre os Fiéis sobreviventes. Com forte carga psicológica, reviravoltas e alianças frágeis, "The Traitors" transforma convivência em estratégia e confiança em risco constante, tornando cada episódio um jogo de blefes, acusações e decisões que podem mudar completamente o rumo da competição. 

A neblina ainda cobria a estrada quando os seis carros pretos começaram a subir a colina em direção ao castelo. O silêncio dentro de cada veículo era diferente, em alguns, nervoso, em outros, estratégico. Todos sabiam que aquela viagem não era apenas um trajeto, mas o início de um jogo onde confiança e mentira caminhariam lado a lado. No primeiro carro estavam Amélie, Dimas, Helena e Rafael. Entre comentários sobre a imponência do lugar e risadas contidas, já surgiam as primeiras leituras discretas: Quem parecia confiante demais? Quem falava pouco demais? No segundo carro vinham Bernardo, Estela, Maurício e Sharon. A conversa fluía com leveza, mas cada resposta parecia cuidadosamente calculada, como se todos estivessem conscientes de que qualquer detalhe poderia ser usado mais tarde. O terceiro carro trazia Bianca, Leandro, Núbia e Matheus. Ali, o clima alternava entre entusiasmo e análise silenciosa. Enquanto alguns tentavam quebrar o gelo, outros observavam atentamente cada reação. No quarto carro estavam Caio, Dora, Nathaniel e Verônica. Eles começaram falando sobre expectativas, mas rapidamente o assunto migrou para estratégia, alianças hipotéticas surgiam antes mesmo de o jogo começar oficialmente. Já no quinto carro seguiam Fabrício, Lorena, Marcela e Icaro. A energia era elétrica: Perguntas cruzadas, curiosidade evidente e aquele sorriso típico de quem tenta parecer tranquilo enquanto avalia cada movimento ao redor.


Por fim, no sexto carro, apenas dois participantes faziam o trajeto final: Quem vinha na dupla eram Penélope e Rosiane. Sozinhas no veículo, tiveram tempo de sobra para uma conversa mais profunda, ou talvez mais cuidadosa. Às vezes, duas pessoas em silêncio dizem mais do que um carro cheio. Quando os seis carros estacionaram diante do portão de ferro, as portas se abriram quase em sincronia. Os 22 participantes finalmente se viram reunidos no pátio de pedra, trocando cumprimentos, abraços e olhares atentos. Alguns demonstravam entusiasmo genuíno, outros já sustentavam uma postura mais reservada. A imponência do castelo à frente parecia observar cada passo daquele grupo recém-formado. Ali, ainda eram apenas desconhecidos compartilhando o mesmo destino. Mas em breve, seriam aliados improváveis, investigadores desconfiados... E possivelmente traidores. E enquanto atravessavam os portões rumo ao desconhecido, uma coisa era certa: A verdadeira viagem estava apenas começando. Após alguns instantes juntos na frente dos carros, o apresentador da temporada aparece para contar aos convidados uma história sobre o castelo onde eles vão passar as próximas noites. 

Senhoras e senhores... Sejam bem-vindos. Antes de qualquer estratégia, antes de qualquer voto na mesa-redonda, eu preciso contar a vocês uma história. Dizem que este castelo, erguido há mais de dois séculos sobre estas colinas envoltas por névoa, foi construído por um homem obcecado pela confiança. Um nobre solitário que acreditava que a lealdade era o bem mais precioso e, ao mesmo tempo, o mais raro. Ele recebia convidados aqui para longas temporadas. Banquetes eram servidos, alianças eram firmadas... Mas, ao cair da noite, portas rangiam, passos ecoavam pelos corredores e segredos eram sussurrados atrás de paredes grossas de pedra. Há relatos de que, certa vez, um dos convidados desapareceu sem deixar vestígios. Nenhum sinal de luta. Nenhuma despedida. Apenas o silêncio. Na manhã seguinte, todos juravam inocência. Todos apontavam suspeitas. E ninguém confiava em ninguém. O anfitrião teria dito, naquela ocasião, que o verdadeiro perigo não morava nas sombras do castelo, mas sim, morava nas pessoas sentadas à mesa. Com o passar dos anos, o castelo foi abandonado. Mas as histórias permaneceram. 

Há quem diga que, em noites frias, é possível ouvir murmúrios atravessando os corredores. Vozes discutindo. Acusações. Promessas quebradas. Como se as próprias paredes guardassem a memória de cada traição cometida aqui dentro. E é exatamente neste lugar, carregado de mistério e desconfiança, que vocês vão viver a partir de agora. Aqui, cada olhar pode ser um disfarce. Cada gesto, uma estratégia. Alguns de vocês serão Fiéis. Outros... Traidores. Vocês vão dividir o mesmo teto, sentar à mesma mesa, disputar as mesmas provas. Mas nem todos estão jogando do mesmo lado. E enquanto tentam acumular dinheiro para o prêmio final, precisarão enfrentar algo muito mais difícil do que qualquer desafio físico: O medo de estar confiando na pessoa errada. Porque, neste castelo, a dúvida é inevitável. A paranoia é contagiante. E a verdade... Bem, a verdade raramente se revela sem antes destruir algumas certezas. Então preparem-se. As portas estão se fechando. O jogo vai começar. E, a partir de agora, qualquer um pode estar mentindo. Inclusive quem está ao seu lado. Selton Mello dá uma risada vilanesca e sai de cena, enquanto os participantes são liberados para entrar no castelo. 

Assim que entram no ambiente, os participantes começam a se reconhecer. Dora brinca dizendo que ainda bem que a chegada deles no castelo foi antes da seleção dos traidores, pois cair justamente Penélope e Rosiane de "Survivor" no mesmo carro, era no mínimo suspeito. Penélope dá risada dizendo que era para a moça ter calma, que o jogo ainda não começou. No confessionário, Rosiane questiona quem essa Dora acha que é para já começar colocando alvos nas costas delas deste jeito. No confessionário de Bernardo, ele diz que não faz a menor ideia de quem são essas pessoas e por qual motivo ele é o mais novo do elenco, que ele não acredita que a produção selecionou só gente mais velha para participar ao lado dele. Núbia dá risada e abraça Nathaniel dizendo que não acreditava que iria participar de outro reality show ao lado dele e questiona se agora ele tomou vergonha na cara e parou de enganar a ex-mulher, o rapaz dá risada e diz que isso são águas passadas, que ele não vive mais nas escondidas. Núbia diz que é ótimo para ele, que todo mundo deveria ser livre para viver sob seus próprios termos. No confessionário, Estela diz que a produção selecionou participantes interessantes e que definitivamente ela vai ficar de olhos bem abertos com algumas pessoas. Os participantes são avisados que suas malas já estão disponíveis e eles vão buscar para levar aos quartos. Mauricio comenta que achou chique que cada um tenha o seu próprio quarto e Dora diz que pela primeira vez eles estão sendo tratados como realezas do jeito que merecem, o rapaz dá risada e concorda com ela. Marcela questiona se os quartos possuem marcação já ou se cada um pode escolher o seu próprio e Icaro responde que tem uma etiqueta na mala indicando qual é o número do quarto de cada um.


Enquanto alguns ainda desfaziam as malas, outros já estavam espalhados pelos espaços em comum conversando sobre suas expectativas para o programa e se conhecendo, Lorena diz que percebeu que alguns ali já se conhecem de outros realities e que já são experientes nessa história de jogo de confinamento, Dimas responde que pelo o que ele conseguiu contar, é metade do elenco formado por ex-participantes de outros realities e outra metade com novatos, a moça questiona o que ele é e o rapaz responde que é "veterano", mas não revela que é vencedor duplo do "Power Couple", em outro canto, Amélie conversava com Bianca e Estela, Bianca estava preocupada com uma possível aliança dos ex-participantes e as moças revelavam que pelo contrário, que talvez eles são os mais suspeitos nas votações. Amélie questiona sobre a profissão de Bianca e a moça mente dizendo que é professora do jardim de infância, no confessionário, Bianca diz que não vai revelar para ninguém sua verdadeira profissão, pois sabe que isso pode gerar desconfiança entre os demais. Matheus diz que no bar possui bebidas alcoólicas para eles e diz que eles poderiam fazer um brinde para celebrar o fato de que entraram no programa e os demais que estavam próximos dele concordam e começam a chamar os participantes para irem até o local. Os 22 participantes se reúnem no bar e então brindam desejando uma boa temporada para todos, mas antes que pudessem fazer uma roda de apresentação, eles são avisados que precisavam ir para a seleção dos traidores.  

A mesa redonda está completa. Vinte e duas cadeiras ocupadas. Vinte e dois destinos prestes a mudar. No centro do salão, sob a luz baixa dos candelabros, Amélie, Bernardo, Bianca, Caio, Dimas, Dora, Estela, Fabrício, Helena, Icaro, Leandro, Lorena, Marcela, Matheus, Maurício, Nathaniel, Núbia, Penélope, Rafael, Rosiane, Sharon e Verônica recebem a instrução final. "Coloquem as vendas." O som do tecido sendo ajustado é quase sincronizado. A partir desse instante, ninguém enxerga mais ninguém. Restam apenas sons, respirações e imaginação. O silêncio se instala. Então, os passos de Selton Mello começam a ecoar atrás deles. Lentos. Ritmados. Sem pressa. "Esta é a primeira decisão do jogo", sua voz atravessa o salão. "Alguns de vocês continuarão como Fiéis. Outros... Carregarão um segredo. Um segredo que poderá levá-los à vitória ou à queda." Ele dá a primeira volta completa na mesa. Nenhum toque. Apenas tensão. Ombros duros. Dedos entrelaçados com força sobre a madeira. Helena engole em seco. Nathaniel prende a respiração quando os passos do apresentador parecem se aproximar. Segunda volta. Ele para atrás de uma cadeira. Fabricio quase pode sentir sua presença. Mas ele segue adiante. Terceira volta. O ar parece mais pesado. Então, ele para atrás de Bianca. O silêncio é absoluto. Deliberadamente, ele se aproxima e toca levemente suas costas. Um gesto simples. Irreversível. Bianca não reage. Não pode reagir. Mas, naquele instante, seu jogo muda completamente. 

Selton continua caminhando. A tensão agora é palpável. Todos sabem que o primeiro Traidor já foi escolhido. Ninguém sabe quem. Mais alguns passos. Ele dá meia volta na mesa. O eco do sapato no chão parece mais alto do que antes. Ele paro atrás de Dora. Uma pausa longa. Calculada. O segundo toque acontece. Discreto. Preciso. Ele segue novamente, sem alterar o ritmo. Alguns participantes parecem encolher levemente os ombros quando ele passa por trás. Outros mantêm a postura rígida, quase desafiadora. Ele dá mais uma volta completa. Então, atrás de Rafael, interrompe seus passos. O salão inteiro parece suspenso no tempo. Ele se aproxima devagar e toca suas costas. Terceiro toque. A escolha está feita. Mas ninguém sabe disso, exceto aqueles que sentiram. Ele caminha ainda por mais alguns segundos, criando dúvida, confundindo qualquer tentativa de contagem mental. Por fim, para no centro da sala. "Se você foi tocado, a partir de agora é um Traidor. Não abra os olhos. Não demonstre absolutamente nada. Seu segredo é seu, por enquanto." O silêncio retorna, ainda mais denso. "Vocês podem retirar as vendas." As faixas caem. Vinte e dois rostos se encaram. Alguns sorriem nervosamente. Outros evitam contato visual. Todos procuram sinais, qualquer microexpressão, qualquer indício. Mas Bianca, Dora e Rafael permanecem ali, aparentemente iguais aos demais. E é exatamente isso que torna tudo mais perigoso. O jogo começou.

Após a seleção, os participantes são liberados, mas continuam sentados no local, Dimas diz que achava que eles deveriam se apresentar oficialmente uns para os outros, mas que talvez possam deixar para o dia seguinte, já que logo mais deve ter o toque de recolher da produção. Penélope concorda dizendo que as apresentações deveriam ser feitas com mais calma e não de maneira apressada e os participantes começam a dispersar pelo castelo, em um canto, Sharon chama Verônica para conversar, ele questiona se os dois vão ter algum problema para conviverem nesse programa, pois se existir algo que ela queira discutir, era melhor discutir agora. Verônica responde que quem vive de passado é museu, que ela não quer desenterrar o passado, ainda mais no meio de pessoas que ela não conhece, que ele precisava apenas ficar longe de seu caminho que estava tudo certo entre eles. Sharon concorda dizendo que se sente da mesma maneira. Em outro canto, Caio diz que isso tudo está sendo mais louco do que ele imaginava, que o castelo é realmente um castelo e ele jamais imaginou que estaria em um lugar como esse. Leandro concorda dizendo que é surreal, enquanto Icaro se aproximava deles dizendo que eles precisavam ficar espertos, pois ele sente que já existe um pré-jogo entre a maioria das pessoas, que Núbia por exemplo já conviveu com Nathaniel e o Nathaniel também já conviveu com o Fabricio no passado, além disso, os participantes do "Big Brother" também podem fazer uma aliança entre eles. Leandro dá risada e diz que não acha que as pessoas já estão formando alianças, pois eles acabaram de entrar na casa e Lorena responde que Icaro não está errado, que os novatos precisavam proteger as costas uns dos outros antes que se tornem alvos fáceis ali dentro e o jogo começou a partir do momento que eles pisaram dentro dos carros que levaram eles para o castelo.

A madrugada toma conta do castelo como um manto pesado. Os corredores estão quase às escuras, iluminados apenas por tochas que projetam sombras trêmulas nas paredes de pedra. O silêncio é profundo, daquele tipo que faz qualquer passo parecer alto demais. Em momentos diferentes, portas se abrem com o máximo de cuidado. Bianca surge primeiro. Envolta em uma capa longa e escura, com a toca cobrindo completamente os cabelos e parte do rosto, ela caminha devagar pelo corredor, atenta a cada ruído. O tecido roça suavemente o chão enquanto ela desce a escadaria em espiral. Seu olhar é firme, mas o coração pulsa acelerado. Agora, não há mais dúvida: Ela carrega um segredo. Em outra ala do castelo, Dora também deixa seu quarto. A capa lhe dá uma silhueta quase indistinguível nas sombras. Ela hesita por um segundo antes de atravessar o corredor principal, como se temesse que alguma porta pudesse se abrir a qualquer instante. Cada passo é calculado. Cada curva, observada. A tensão não está apenas em ser descoberta, está em finalmente conhecer quem joga ao seu lado. Do lado oposto do castelo, Rafael fecha sua porta com extremo cuidado. A toca cobre sua cabeça, lançando seu rosto na penumbra. Ele respira fundo antes de iniciar o trajeto. O eco distante de seus passos parece denunciá-lo, embora o castelo permaneça adormecido. Ele atravessa o pátio interno, onde o vento frio da madrugada faz sua capa ondular discretamente. Os três caminham por rotas diferentes, em tempos ligeiramente desencontrados, como peças sendo movidas em um tabuleiro invisível. O destino é o mesmo: O Conclave. 

Uma porta antiga de madeira maciça os espera ao final de um corredor isolado. Uma a uma, as figuras encapuzadas chegam. Primeiro Bianca. Ela para diante da porta fechada. Segundos depois, Dora surge da outra extremidade do corredor. As duas permanecem imóveis, sem dizer uma palavra, separadas apenas por alguns passos e pelo peso do mistério. Então Rafael aparece, vindo pela escadaria lateral. Agora, os três estão ali. Por um instante, ninguém se move. Três silhuetas idênticas sob capas escuras. Três respirações contidas. A porta se abre lentamente com um rangido baixo, revelando a sala iluminada apenas por velas. Eles entram. Assim que a porta se fecha atrás deles, o silêncio é absoluto. Sem que uma palavra seja dita, Bianca leva as mãos à toca e a retira. A luz das velas revela seu rosto. Dora faz o mesmo, quase no mesmo instante. Seus olhares se encontram, primeiro surpresa, depois compreensão. Por fim, Rafael abaixa a própria toca. Os três se encaram pela primeira vez. Um breve segundo de reconhecimento. Um entendimento silencioso se forma ali, no centro da sala. Eles não são mais apenas participantes. São cúmplices. E, a partir daquela noite, cada decisão que tomarem no Conclave ecoará pelos corredores do castelo, mesmo que ninguém mais saiba de onde veio o golpe.

Conheça os personagens: Amélie ClaveauxBernardo AzevedoBianca NogueiraCaio MontenegroDimas HadlichDora MachadoEstela MartinsFabricio MolinaroHelena BrandãoIcaro FigueiredoLeandro VasconcelosLorena BastosMarcela CoutinhoMatheus LacerdaMauricio CamposNathaniel PuigNúbia BianchiPenélope FalcãoRafael PachecoRosiane SetaSharon Sheetarah e Verônica Lux.

LEMBRANDO QUE: Esta coluna é uma obra de ficção, qualquer semelhança com nomes, pessoas, factos ou situações da vida real terá sido mera coincidência. Todos os direitos de criação das personagens e suas histórias são reservados. Este material não pode ser publicado, reescrito ou redistribuído sem autorização. © 2015 - 2026

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