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terça-feira, 27 de agosto de 2024

Bruna Entrevista: 13x42 - Tabatha Cuzziol


Olá, olá... Tudo bem, queridos leitores? Então que hoje é dia de conferir mais uma entrevista inédita aqui no blog, olha que bacana? E a nossa convidada de hoje é a querida criadora de conteúdo, Tabatha Cuzziol, que também esteve participando da segunda temporada do reality show "Corrida das Blogueiras" e agora vem aqui, compartilhar um pouco dessas experiências e muito mais! Vem conferir comigo.

Bruna Jones: Você é uma criadora de conteúdos conhecida pela participação no "Corrida das Blogueiras". Como e quando surgiu esse interesse pelo universo da criação de conteúdo de beleza para redes sociais?
Tabatha Cuzziol: Eu comecei na internet com um blog falando sobre livros em 2013 (um dinossauro da internet). Em 2015 também comecei a falar de livros no YouTube, e foi ai que comecei a me maquiar, pra aparecer nos vídeos. Eu nunca fui uma adolescente que tinha interesse em maquiagem, era bem desapegada, mas fui me encantando pela maquiagem enquanto fazia meus vídeos. Mas em 2016 me mudei de São Paulo para Pelotas no Rio Grande do Sul por conta da faculdade. Fui tendo menos tempo pra ler e aos poucos fui migrando o conteúdo tanto do blog, quanto do YouTube - e nessa época já com Instagram, para mostrar mais do meu dia a dia, e as pessoas foram gostando, acompanhando. Tenho seguidoras que são da época dos livros e até hoje estão comigo!

Bruna Jones: Início de carreira artística costuma ser acompanhado de algumas complicações, sobretudo para quem trabalha com a internet. Como foi o início da sua carreira produzindo conteúdos artísticos nas suas redes sociais?
Tabatha Cuzziol: Eu comecei bem despretensiosa, era um hobby, um momento onde eu podia soltar um pouco da minha criatividade, não esperava que iria dar certo e virar meu trabalho. Por isso o começo pra mim foi algo bem leve e divertido, eu estava descobrindo uma nova paixão! 

Bruna Jones: Artistas como um todo costumam olhar pro seu próprio trabalho com bastante rigidez. Existe essa auto cobrança com relação ao seu trabalho ou você consegue encarar de forma mais leve? Como você lida com isso? 
Tabatha Cuzziol: A cobrança começa assim que isso se torna um trabalho. Porque agora você precisa ter uma constância e um compromisso com isso, que um hobby não exige tanto. É normal, mas as vezes me pego trabalhando até nos momentos de descanso. O Instagram virou pra mim um ponto de trabalho, até quando estou só passando pelo feed, ainda estou pensando em formas de agregar aquele conteúdo ao meu trabalho, trends em alta... Pode ser desgastante as vezes. Não é à toa que tantos criadores acabam tendo burnout.

Bruna Jones: Em 2019, o Brasil pôde conhecer melhor o seu trabalho por conta da sua participação na segunda temporada do "Corrida das Blogueiras", que é um grande fenômeno na internet. O que lhe motivou a participar do programa? 
Tabatha Cuzziol: Em 2019 eu já tinha entendido que aquele seria o meu trabalho. Já pensava em sair da faculdade e continuar só com a criação de conteúdo. Então vi no programa uma janela de oportunidade de mostrar mais do meu trabalho e alcançar mais pessoas.

Bruna Jones: Para participar de um reality show, o participante precisa abrir mão de algumas coisas na vida pessoal e profissional para estar à disposição da produção durante o período necessário para gravações. Você teve que mudar alguma coisa em sua vida para participar da "Corrida das Blogueiras"?
Tabatha Cuzziol: Eu tranquei o semestre da faculdade durante a minha participação em 2019. Queria focar minha energia na criação de conteúdos durante e após os episódios do programa irem ao ar. 

Bruna Jones: Sua trajetória no programa é marcada por altos e baixos. Durante essa jornada, quais foram seus maiores percalços? Em algum momento das gravações, estando longe de casa e das pessoas que compõem sua rede de apoio, você chegou a pensar que não conseguiria lidar com a pressão da competição? 
Tabatha Cuzziol: Acho que a maior dificuldade foi me manter calma. Eu queria viver o momento e me dedicar ao que estava fazendo, sem deixar o nervosismo me dominar e fazer com que eu ficasse no piloto automático. Sinto que consegui, porque me diverti em todo o momento durante as gravações.

Bruna Jones: Já tendo se passado tanto tempo dessa experiência, você teria feito algo diferente ao longo da competição? Se sim, o que a Tabatha de hoje, mais madura e mais experiente, teria feito de diferente para receber a tão sonhada coroa de cola quente? 
Tabatha Cuzziol: Eu não mudaria a minha trajetória porque sei que naquele momento eu dei o meu melhor! Mas talvez hoje, eu não carregasse a carga de "é tudo ou nada" que eu sentia naquela época. Não teria sido tão seria, no final é um reality, mas não define minha vida.

Bruna Jones: A comunidade de fãs do programa é muito forte nas redes sociais. Como você lida com esse público que lhe conhece por conta da participação no reality e como é a sua relação com essas pessoas? Houve alguma dificuldade para assimilar toda a repercussão? 
Tabatha Cuzziol: Confesso que depois que meu número foi vazado por uma participante na final do programa, e eu recebi ameaças de morte e pessoas rastrearam o hotel que eu estava, eu me afastei bastante. Muitas pessoas ainda me seguem por causa do programa e são seguidoras maravilhosas. Na época eu recebi hate, mas hoje minha trajetória no programa fala mais alto. Ainda sou lembrada pelo meu ótimo desempenho durante a temporada, e isso me faz feliz.

Bruna Jones: Diversos participantes acabam pegando gosto por programas de televisão e acabam aceitando convites para participar de outros formatos de competição. Você aceitaria voltar ao "Corrida das Blogueiras" ou algum outro programa (como "A Fazenda", por exemplo)? 
Tabatha Cuzziol: Eu super toparia, dependo do reality, já pensou entrar pro "BBB"? Já "A Fazenda", acho que passo... Em 2022, inclusive, participei do concurso para criadores de conteúdo chamado "Botiverso", em parceria com "O Boticário" e fui a ganhadora! Além de um contrato com a marca, ganhei uma viagem pra Paris com acompanhamento com tudo pago! E na viagem fui pedida em casamento! A vida deu uma volta gigante! HAHAHA... 

Bruna Jones: Já estamos na segunda metade do ano. Quais são as novidades para esse novo semestre? Há algo que você possa compartilhar com a gente? 
Tabatha Cuzziol: Eu realizei muitas sonhos nessa primeira metade de 2024. Nesse segundo semestre vai ser um tempo de me fechar um pouco e trabalhar muito, estamos começando os planejamentos pro casamento e casamento custa caro ne? E quem sabe uma viagem? Mas nada confirmado!

Bacana a nossa conversa, não é mesmo? E ela ainda deixou um recadinho antes de ir, olha só: "Sempre enfatizo o quanto sou grata por todo mundo que me segue e apoia, por todos esses anos, ter essa comunidade ao meu lado me ajudando a realizar tantos sonhos é realmente um privilégio. Pra quem quiser conhecer mais do meu trabalho, pode me achar nas redes sociais por @tabathacuzziol", bora lá seguir a querida em suas redes??? 

Espero que vocês tenham gostado da entrevista de hoje, em breve retornarei com novidades. Continuem acompanhando o blog para não perder nenhuma entrevista nova e nem os nossos projetos com o "BBRAU". Lembrando que quem quiser continuar acompanhando mais nas redes sociais, basta procurar no Facebook, Instagram e no Twitter por @odiariodebrunaj, combinado?

quinta-feira, 25 de julho de 2024

Bruna Entrevista: 13x37 - Hillary Matos


Olá, olá... Tudo bem, queridos leitores? Então que hoje é dia de conferir mais uma entrevista inédita aqui no blog, olha que bacana? E a nossa convidada de hoje é a querida criadora de conteúdo, Hillary Matos, que também esteve participando da quarta temporada do reality show "Corrida das Blogueiras" e agora vem aqui, compartilhar um pouco dessas experiências e muito mais! Vem conferir comigo.

Bruna Jones: Você é uma criadora de conteúdo conhecida pela participação no "Corrida das Blogueiras", mas antes de falar mais sobre o reality show, vamos voltar um pouco... Como e quando surgiu esse interesse pelo universo da criação de conteúdo de beleza para redes?
Hillary Matos: Eu na verdade sempre me interessei pelo entretenimento de forma muito leiga, eu sabia que eu gostava muito disso, mas não tinha nenhum conhecimento, não sabia por onde começar, fui dando a cara a tapa mesmo, meu primeiro conteúdo foi em 2015 e não consegui dar continuidade, conheci o teatro com 17 anos e me apaixonei, mas por questão financeira sai da escola procurando emprego, trabalhei em uma rede de cinema por 2 anos e comecei a criar conteúdo, sempre fui vaidosa então fazia vídeos improvisando com o que eu tinha de maquiagem, em poucos meses acabei fazendo 1 milhão de seguidores no TikTok, e ai minha vida mudou, publis, QPTS, "Corrida das blogueiras". Minha relação com o conteúdo de beleza tem muitas camadas, eu me interessei por maquiagem pra aprender a esconder e amenizar meu traços negros. Mas quando me entendi, conheci a história da minha ancestralidade, isso me libertou e eu comecei a usar como ferramenta pra potencializar tudo o que um dia eu quis esconder, e incentivar outras meninas negras a se amarem, se maquiarem, sem aquela compromisso de regra na maquiagem, você faz o que te faz bem e como te faz bem, incentivar isso é meu objetivo maior na criação de conteúdo

Bruna Jones: 
Início de carreira artística costuma ser acompanhado de algumas complicações, sobretudo para quem trabalha com a internet e precisa conquistar seu próprio espaço em plataformas onde a concorrência é cheia. Como foi o início da sua carreira produzindo conteúdos artísticos nas suas redes sociais?
Hillary Matos: Diferente do que as pessoas pensam de que foi "do nada", eu tento desde 2015, eu viralizei do nada, mas eu tentava há muito tempo e quando isso virou um trabalho pra mim, eu criava olhando para a minha realidade, e eu acho que foi muito disso que fez as pessoas ficarem, a identificação. Eu entendi a minha influência acontecendo, eu não fazia ideia de como eu tinha impacto nas pessoas, uma pessoa que me ouve, pra mim é muita responsabilidade, e quando tomei consciência disso, prestei mais atenção no que eu falo, de como eu falo, e tudo isso influencia na minha criação, as dificuldades a gente enfrenta diariamente, as vezes tem ideia mas não tem equipamento e a gente acaba se adaptando, as vezes eu ainda não sei uma técnica, então tem que estudar bastante, hahaha... Parece fácil, mas é difícil! Eu lembro que eu usava meu próprio joelho como tripé do celular, morava em uma casa pequena também, então toda minha família me apoiava ficando todos quentinho para que eu pudesse gravar.

Bruna Jones: Artistas como um todo costumam olhar pro seu próprio trabalho com bastante rigidez. Existe essa auto cobrança com relação ao seu trabalho ou você consegue encarar de forma mais leve? Como você lida com isso?
Hillary Matos: Olha, essa pergunta me pegou um pouco, por que eu estou descobrindo como me cobrar menos agora, estou no olho do furacão nesse tema, as vezes eu tenho consciência de que eu venho de uma vida muito humilde e que o que eu conquistei não tem base, a minha realidade é muito distante da realidade de toda a minha família, minha prima foi a primeira a concluir a faculdade da família, meu pai entrou já muito adulto e não concluiu, minha avó, Baiana com 7 filhos, mãe solo, foi uma vida difícil. Então eu tenho consciência que estou lidando com isso tudo do zero, mas mesmo assim eu me cobro, me sinto atrasada, as vezes não consigo lidar com algo e já me culpo, mas eu ainda estou aprendendo a lidar com tudo isso.

Bruna Jones: Em 2022 o Brasil pôde conhecer melhor o seu trabalho por conta da sua participação na quarta temporada do "Corrida das Blogueiras", que é um grande fenômeno na internet. O que lhe motivou a participar do programa? 
Hillary Matos: Muito louco falar isso, mas eu acompanho o "Corrida" já faz muito tempo, antes de viralizar, antes de ser de fato criadora de conteúdo e eu lembro de um dia, na minha folga, na sala com as minhas irmãs e eu falei "pensou um dia eu fico famosa e consigo participar?" E aconteceu, o "Corrida" tem uma parte muito especial na minha vida, significa muita coisa, no dia que eu pedi demissão no meu emprego pra estudar teatro e criar conteúdo, eu prometi pra mim mesma que só pisaria em um cinema pra me assistir no telão, e 2 anos depois veio a estreia do corrida na mesma rede que eu trabalhava, pra mim foi mágico. Me inscrever pra entrar no programa foi a coisa mais doída que eu fiz, por que eu não me sentia capaz pra entrar, mas eu sentia que tinha muito a oferecer e muito a aprender também, e a experiência foi incancelável perto do que eu pensei que seria.

Bruna Jones: Para participar de um reality show, o participante precisa abrir mão de algumas coisas na vida pessoal e profissional para estar à disposição da produção durante o período necessário para gravações. Você teve que mudar alguma coisa em sua vida para participar da "Corrida das Blogueiras"?
Hillary Matos: Pra mim essa parte foi bem tranquila, não me "atrapalhou" em nada, eu precisei reorganizar algumas coisas, publis que eu tinha, já deixei adiantado, conteúdo também, o pós foi bem tranquilo também.

Bruna Jones: Você foi eliminada precocemente da competição, o que significa que ainda havia muito talento para ser explorado nos próximos desafios. Dentre todas as provas clássicas do programa, qual você estava mais animada para executar e qual você acha que teria sido seu melhor desempenho?
Hillary Matos: Eu acho que o maquia e fala, por que eu maquio e falo mais ainda, hahahahahahaha, o meu "charme" está na minha comunicação, eu gosto muito de estar próxima de quem eu estou me comunicando, de me abrir e mostrar experiência.

Bruna Jones: Mesmo tendo saído tão cedo, você foi coroada a "Miss Simpatia" da temporada, título dado ao participante que mais consegue angariar seguidores ao longo da exibição do programa. Ao que você atribui essa vitória? Aliás, houve alguma dificuldade para assimilar toda a repercussão após o programa?
Hillary Matos: Ganhar a faixa foi um presente, eu  atribuo essa vitória aos meus seguidores, as pessoas que vieram no pós "Corrida" e me acolheram fortemente, eu me senti muito vencedora mesmo saído muito rápido. hahaaha... Sobre a repercussão, eu lidei muuuito bem com toda essa questão, eu entendo que reality show tem esse caos mesmo e que na grande parte as opiniões e comentários não são pessoais, não ultrapassando a linha do respeito, pra mim já está ótimo.

Bruna Jones: Diversos participantes acabam pegando gosto por programas de televisão e acabam aceitando convites para participar de outros formatos de competição. Você aceitaria voltar ao "Corrida das Blogueiras" ou algum outro programa (como "A Fazenda", por exemplo)?
Hillary Matos: Claro, eu participaria do "Corrida" novamente e de outros realities que fizerem sentido pra mim.

Bruna Jones: Chegamos à segunda metade do ano. Quais são as novidades para esse novo semestre? Há algo que você possa compartilhar com a gente? 
Hillary Matos: Pra esse resto de ano eu ainda estou com calma, não tenho planos a curto prazo, mas a longo prazo, mas eu estou com projetos de criação de conteúdo, esse ano eu me formei em artes cênicas e quero adicionar isso ao meu conteúdo também.

Bacana a nossa conversa, não é mesmo? E ela ainda deixou um recadinho antes de ir, olha só: "Primeiramente quero agradecer a você Bruna, pelo convite, eu fiquei muito feliz, me deixou muito contente esse contato. Meu recado é que sigam seus corações, sempre e sempre, o que é seu sempre vai dar um jeitinho de te puxar, se escute e acima de tudo se respeite." e se vocês quiserem continuar acompanhando ela nas redes sociais, ela avisa que em todas elas é só procurar por @preta.hi e para contatos profissionais, é só enviar um e-mail para hillary@criacreators.com.br, combinado?

Espero que vocês tenham gostado da entrevista de hoje, em breve retornarei com novidades. Continuem acompanhando o blog para não perder nenhuma entrevista nova e nem os nossos projetos com o "BBRAU". Lembrando que quem quiser continuar acompanhando mais nas redes sociais, basta procurar no Facebook, Instagram e no Twitter por @odiariodebrunaj, combinado?

quinta-feira, 27 de junho de 2024

Bruna Entrevista: 13x32 - Diva More


Olá, olá... Tudo bem, queridos leitores? Então que hoje é dia de conferir mais uma entrevista inédita aqui no blog, olha que bacana? E a nossa convidada de hoje, esteve na primeira temporada da versão brasileira do "RuPaul's Drag Race", estou falando da querida Diva More, que aceitou vir compartilhar um pouco da sua trajetória artística e também dessa experiência no reality show, vem conferir!

Bruna Jones: Você é uma drag queen bastante conhecida pela participação na primeira e icônica temporada de "Drag Race Brasil". No entanto, sua carreira artística já conta com uma longa caminhada. Como e quando surgiu esse interesse pelo universo drag? Qual foi sua maior motivação para expressar sua arte dessa maneira?
Diva More: Meu interesse pela arte drag veio quando descobri o "RuPaul's Drag Race" em sua sexta temporada, como trabalho com maquiagem social há 18 anos, mas já era formado em artes cênicas e moda, minha drag surgiu mais como uma válvula de escape, pois na maquiagem social é tudo sempre muito sóbrio, e eu sentia muita vontade de fazer umas maquiagens mais artísticas, coisas mais fora da caixinha. 

Bruna Jones: Início de carreira artística costuma ser acompanhado de algumas complicações. Nosso país não costuma dar muito valor à arte nacional como um todo, o que gera falta de oportunidades e, consequentemente, uma instabilidade financeira. Como foi o início da sua trajetória artística?
Diva More: Na verdade eu ainda não saí da instabilidade financeira, mesmo tendo participado do "Drag Race Brasil". Fazer drag no Brasil é investir tudo e receber nada, infelizmente existe um grupo de drags e produtores que fazem uma panela onde só algumas trabalham. E quando tem trabalho muitas vezes o cachê é muito baixo, não cobre nem os gastos de deslocamento e da montação. 

Bruna Jones: Artistas como um todo costumam olhar pro seu trabalho com bastante rigidez. Existe essa auto cobrança com relação ao seu trabalho ou você consegue encarar de forma mais leve?
Diva More: Já fui mais exigente comigo, mas como de fato eu não vivo da minha drag, se alguém achar ruim que faça melhor e seja feliz. 😅✌🏻 

Bruna Jones: No passado, o Brasil pôde conhecer melhor o seu trabalho por conta da sua participação na primeira temporada da versão brasileira de "RuPaul's Drag Race", que é um fenômeno mundial. O que lhe motivou a participar do programa?
Diva More: Como eu já era fã do programa e era um sonho participar, minha motivação era ter reconhecimento e viver da arte drag, mas não aconteceu e tenho certeza que boa parte dessa falta de reconhecimento foi dada a fake news que drags cariocas inventaram ao meu respeito. 

Bruna Jones: Para participar de um reality show, o participante precisa abrir mão de algumas coisas para estar à disposição da produção durante o período de gravação durante o tempo necessário. Você teve que mudar alguma coisa em sua vida para participar do "Drag Race Brasil"?
Diva More: Não, no momento que eu passei pela seleção eu já enfrentava dificuldades de trabalho, e a minha drag estava meio parada e sem previsão de voltar, justamente por ser muito trabalho e investimento para zero retorno. Voltei com a minha drag para o "Drag Race Brasil". 

Bruna Jones: Você foi eliminada precocemente da competição, o que significa que ainda havia muito talento para ser explorado nos próximos desafios. Olhando para sua trajetória, você teria feito algo diferente para tentar alcançar uma posição melhor?
Diva More: Foi muito frustrante, e sim eu tinha muito a oferecer, de fato não sou um drag bailarina ou cantora e o primeiro desafio que normalmente é uma foto, pulou para desafio de dança e canto, meu forte é fazer interpretações, humor e costura, pois faço todos os meus looks, perucas, acessórios até sapatos... De diferente eu teria feito todos os looks de passarela com algum tipo de revelação, pois você nunca sabe o que vai acontecer. 

Bruna Jones: Aliás, dentre todos os desafios da temporada, qual você pode apostar que teria sido seu melhor desempenho?
Diva More: Com certeza interpretação, snatch game e provas de construção de looks, o segundo episódio por exemplo eu seria super forte. 

Bruna Jones: A comunidade de telespectadores da franquia é enorme em todo mundo. Como você lida com esse público que lhe conheceu por conta da participação no reality? Como é a sua relação com essas pessoas? Houve alguma dificuldade em assimilar toda a repercussão?
Diva More: Na verdade pra mim o "Drag Race Brasil" não aconteceu, eu fui a que menos ganhou seguidores, foi cerca de 14k, e teve o lance da fake news que muita gente não está nem aí para verdade, então isso me prejudicou muito. Mas os poucos seguidores que ganhei são muito carinhosos e gentis, eu respondo todos com muito carinho.

Bruna Jones: Diversos participantes acabam pegando gosto por programas de televisão e acabam aceitando convites para participar de outros formatos de competição. Você aceitaria voltar ao "Drag Race Brasil" ou participar de algum outro programa, como "A Fazenda", por exemplo?
Diva More: Com certeza voltaria em uma outra temporada de "Drag Race Brasil", mas outros realties não, o formato de "A Fazenda" e "BBB" meio que são sadomasoquistas, criar treta como entretenimento acho muito raso. 

Bruna Jones: Chegamos à segunda metade do ano. Quais são as novidades para esse novo semestre? Há algo que você possa compartilhar com a gente?
Diva More: Gostaria de ter uma agenda cheia, assim como projetos incríveis, mas como já falei a fake news que foi plantada na minha drag, plus minha eliminação cedo meio que me apagou da cena. O mal venceu. ✌🏻 

Bacana a nossa conversa, não é mesmo? E ela ainda deixou um recadinho antes de ir, olha só: "Sejam gentis e amáveis uns com os outros, de pessoas maldosas o mundo já está cheio. Tem bolo para todos. ✌🏻" e se vocês quiserem continuar acompanhando ela nas redes sociais, basta procurar no Instagram por @diva.more e no YouTube por "Diva More". Para contatos profissionais, é só enviar um e-mail para contatodivamore@gmail.com e ela finaliza dizendo: "Mandem jobs. ✌🏻💋" bora lá começando seguindo pelo Instagram? Lembrando que a primeira foto da matéria foi feita pelo Victor Piroli.

Espero que vocês tenham gostado da entrevista de hoje, em breve retornarei com novidades. Continuem acompanhando o blog para não perder nenhuma entrevista nova e nem os nossos projetos com o "BBRAU". Lembrando que quem quiser continuar acompanhando mais nas redes sociais, basta procurar no Facebook, Instagram e no Twitter por @odiariodebrunaj, combinado?

quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

In Memoriam: A despedida de Gaspard Ulliel (e Giacomo Nercessian)


Olá, olá... Tudo bem, queridos leitores? Então que eu jamais imaginei que a primeira matéria do Centro de Comando deste ano seria anunciando o falecimento de alguém que fez parte do cast do "BBRA", sabe??? Mas infelizmente, aqui estamos. Hoje foi noticiado que o ator francês, Gaspard Ulliel, faleceu após sofrer um acidente de esqui. Ele sofreu uma colisão na terça (18) nas encostas da região de Sabóia, no leste da França, bateu a cabeça e foi transportado de helicóptero para um hospital em Grenoble, mas não resistiu. Com 50 filmes e séries no currículo, o ator ficou conhecido por interpretar o jovem Hannibal Lecter em "Hannibal, a Origem do Mal" e o estilista Yves Saint Laurent na cinebiografia "Saint Laurent". Ulliel venceu o prêmio César, "Oscar" do cinema francês, por duas vezes: em 2017, pelo filme "É Apenas o Fim do Mundo", na categoria de melhor ator; e em 2005, pelo filme "Eterno Amor", como melhor ator revelação. Atualmente, estava na série da Marvel "Cavaleiro da lua", que teve seu trailer divulgado nesta terça (18). Ele interpreta o personagem Anton Mogart / Midnight Man ao lado de Oscar Isaac e Ethan Hawke. A série tem previsão de estrear em março deste ano. 

Aqui no blog ele ficou conhecido após entrar como participante de intercâmbio na quarta temporada do "Big Brother Realidade Alternativa" em 2016, sua personalidade foi tão marcante que ele acabou retornando na temporada seguinte como um dos confinados oficiais, sendo um dos protagonistas ao ser um dos competidores mais estrategistas da história do programa, sem contar da grande rivalidade dele com a Luana, que acabou fazendo com que os dois retornassem em "All Stars 2" em 2020. Como vocês sabem, quando um interprete de um personagem falece na vida real, esse personagem também deixa de existir no nosso "BBRAU", então aquela infelizmente foi a última vez que veremos Giacomo em ação, um personagem icônico que entregou MUITO em tão pouco tempo de participação. 


Bianca C: "A perda dos intérpretes dos personagens do universo fictício sempre foi uma grande questão, apesar de parecer muito distante, e, por infelicidade do universo, descobrimos que não estava longe de acontecer. 

Todas as perdas até aqui deixaram a sua marca e se transforam em referências para os personagens seguintes. Giacomo Nercessian foi um cordeirinho quando visitou a casa da quarta temporada e mostrou o lado lobo quando retornou ao confinamento como participante oficial. 

Era gostoso demais amar odiar o vilão central da temporada e vibrar com a guerra fria – nem tão fria – entre ele e Luana. Sem dúvidas, a temporada não teria sido tão memorável sem o seu antagonismo perfeito. Participação memorável o suficiente para garantir uma vaga na segunda edição “All-Stars”, umas das melhores do show. 

Uma das partes mais divertidas de acompanhar histórias de ficção é conhecer personalidades que você poderia não conhecer em outras ocasiões; esse é o caso do Gaspard. Não conhecia o trabalho dele e, graças à aparição por aqui, conferi algumas coisas de sua carreira. É muito triste ver um artista com tanto caminho pela frente se despedir tão cedo. De qualquer modo, fica a certeza de que ele deixou sua marca em algum lugar. Que descanse em paz. 

“It's time now to sing out tho' the story never ends. Let's celebrate. Remember a year in the life of friends. Remember the love.”"


Bom, queridos leitores. Com isso, Gaspard Ulliel entra para a galeria dos homenageados ao lado de Betty White que infelizmente faleceu no final do ano passado e Naya Rivera que nos deixou em 2020. É sempre uma pena noticiar o falecimento de qualquer pessoa, mas fica uma dorzinha maior no peito se essa pessoa foi alguém que nos trouxe tantos momentos bons, não é mesmo? Tanto Gaspard quanto Giacomo permanecerá em nossas memórias e eu espero que a família e pessoas próximas do ator fiquem bem. Deixamos aqui nossa pequena homenagem e sentimentos.

Continuem acompanhando o blog para não perder nenhuma entrevista nova e nem os nossos projetos com o "BBRAU". Lembrando que quem quiser continuar acompanhando mais nas redes sociais ou entrar em contato, basta procurar no Facebook, Instagram e no Twitter por @odiariodebrunaj, combinado?

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Bruna Entrevista: 10x106 - Bruno Carvalho


Olá, olá... Tudo bem, queridos leitores? Então que hoje é dia de conferir mais uma entrevista inédita aqui no blog, olha que bacana? E o nosso convidado de hoje é alguém muito querido por todos nós aqui do blog, estou falando do queridíssimo Bruno Carvalho, que atuou por muito anos como jogador de futebol, hoje tem a sua própria escolinha e que agora aceitou relembrar alguns momentos marcantes de sua carreira e compartilhar pensamentos para o futuro, vem comigo conferir esse super bate papo! 

Bruna Jones: Você começou a sua carreira como futebolista ainda muito jovem, não é mesmo? O que foi que te motivou a escolher o futebol como profissão e não um outro tipo de esporte como o futevôlei que atualmente é o esporte que pratica ou até mesmo uma área fora dos esportes? 
Bruno Carvalho: Eu comecei a minha carreira na verdade aos cinco anos de idade, eu não sei explicar, acho que como todos os meninos quando nascem, o primeiro grande sonho é se tornar um jogador de futebol, acho que comigo não foi diferente. Só que eu comecei muito cedo, com exatamente cinco anos de idade jogando futebol de salão, que agora é o futsal, no Maria da Graça. Fui federado com cinco anos de idade e isso é muito legal, é uma lembrança que eu gosto bastante e foi dai que começou tudo. Escolhi futebol pelo mesmo motivo, né? Você já nasce e te colocam uma bola ali do seu lado pra você ir dormir e acordar com a bola ao seu lado, ai você já começa a chutar alguma coisa... Tinha que ser o futebol mesmo, é a nossa paixão, não tem jeito. E foi a minha paixão até ali nos meus 35 anos de idade quando parei, mas até hoje, fico ali jogando o meu futevôlei que acabou virando um hobby, era uma coisa que eu brincava e que quando eu parei de jogar de uma vez, eu pensei em me dedicar em alguma coisa e acabei pegando o futevôlei pra fazer e continuo nessa, o joelho está aguentando, rs...   

Bruna Jones: O sonho de vários jovens é de se tornarem grandes futebolistas devido a imagem que os jogadores possuem na mídia, de grande sucesso profissional e pessoal, mas sabemos que nem sempre as coisas saem como planejado e o inicio da carreira é sempre o mais pesado, quais foram as principais dificuldades que você encontrou no inicio da sua carreira?
Bruno Carvalho: É verdade, o futebol é um sonho para todos e uma realidade para poucos, e também é um sonho que pode acabar se tornando um pesadelo depois, né? Tem muita gente que começou novo como eu e que quando chega aos 18 anos, treinando todos os dias, como se fosse um trabalho, ganhando uma ajuda de custo, mas ai infelizmente você não consegue chegar no profissional e ai é difícil pra caramba você conseguir entrar no mercado de trabalho, é complicado... Lógico que a gente só pensa nisso depois, agora que já passou, na hora a gente quer se tornar jogador e vai até o fim e foi a minha situação, né? Papai do céu me abençoou graças a Deus, a dificuldade é muito grande, principalmente no começo, a maioria dos jogadores não possuem uma família que tenha uma condição financeira muito boa, são pessoas humildade, além de que a maioria precisa acabar interrompendo seus estudos por causa dos treinos, então é muito difícil. A cabeça fica muito complicada. Graças a Deus eu tive meus pais que puderam me ajudar e incentivar, mas a minha dificuldade foi ter que fazer as coisas sozinho aos 13 anos de idade, viajando sozinho, pegando ônibus sozinho, ter o dinheiro contado para a passagem e as vezes para um lanche, então essas foram as dificuldades que eu tive... Mas teve jogadores por ai, amigos que também estavam na luta que não tinham dinheiro para nada, e é aquela coisa, se a gente parar pra prestar atenção, tem sempre alguém pior que a gente, como também sempre tem gente melhor que a gente. Então a gente tem que ficar com os pés no chão, fazendo a coisa certa, lutando para conseguir fazer alguma coisa. Eu também tinha dificuldade em acordar cedo, ficar sozinho muito cedo, a preocupação e a tristeza de ter que viajar e ficar duas semanas longe dos país, era complicado... O pessoal acha que futebol é só chegar lá e jogar, mas não é bem assim. É pauleira todos os dias, tem que estar focado, tem que dar o seu máximo, o seu rendimento tem que estar sempre no seu limite.


Bruna Jones: Você começou a sua carreira jogando pelo Vasco e acabou se tornando um dos poucos jogadores a ser contrato pelos principais times do Rio de Janeiro, como foi essa experiência para você? 
Bruno Carvalho: É verdade, eu comecei a minha carreira no Vasco, cheguei lá aos 12 anos no futebol de salão onde fiquei até os 14 anos, quando fui para o campo infantil. Ai fiz o infantil, o juvenil, o júnior e o profissional. Então, eu comecei no Vasco, meu time de coração, onde eu tive muita sorte... E depois  foi isso o que você falou, eu consegui jogar nos quatro grandes clubes do Rio de Janeiro, na verdade nos cinco, pois eu também acabei jogando no América que é o segundo time de todos, tive essa felicidade que poucos tiveram, eu acho, não tenho certeza, que na minha época era coisa de sete ou oito jogadores que tiveram esse privilégio, não sei se isso mudou, mas graças a Deus eu consegui ter a honra de jogar em todos.        

Bruna Jones: Além de times brasileiros, em 2003 você jogou em clubes internacionais também, como foi para você estar fora do Brasil neste período? Apesar de estar fora por questões de trabalho, você conseguiu aproveitar a cultura local enquanto esteve nesses clubes? 
Bruno Carvalho: Eu tive várias propostas para jogar fora do país, no Japão, na Itália, em Portugal... Só que eu acabei ficando, pois estava indo muito bem aqui, estava começando e era diferente naquela época, sair tão cedo assim era mais difícil, eu também não queria ficar longe da família... Mas acabei indo para a Escócia e a Suécia, joguei na Escócia pelo Livingston e na Suécia pelo Djurgårdens. Sempre procurei em cada país que eu ia conhecer um pouquinho do lugar, da cultura, já que foram mais de 60 países, não tenho certeza, eu tenho um mapa aqui em casa marcando todos os países que eu fui proporcionado pelo futebol, então eu sempre procurei buscar um pouquinho em cada lugar, lógico que tinha alguns que a gente passava muito rápido, mas sempre procurei trazer alguma coisa de cada país, um pouco da cultura... E foi muito legal, foi muito bacana ser novo e curtindo tudo isso, a seleção me fez viajar bastante também ao longo dos cinco anos que fiquei, naquela época os clubes também saiam para viajar, pois tinha aquele intervalo do meio do ano, então era uma época que os clubes também arrecadavam algum dinheiro, então viajei demais, foi uma época muito boa, aproveitamos muito.           

Bruna Jones: Entre os jogos que você competiu, seja no Brasil ou fora do país, qual é aquele que foi o seu preferido? O que faz dele ser o seu preferido? 
Bruno Carvalho: Tem alguns, né? Hahaha... O primeiro realmente, a final do sul-americano quando eu estava na seleção na Colômbia em que fomos campeões, depois teve o mundial em que o Brasil estava a dez anos sem ganhar e que ganhamos na Austrália. Isso tudo foi no inicio da minha carreira, são coisas inesquecíveis pra mim, ai teve jogos do Vasco como o Vasco contra Flamengo, meu primeiro clássico onde foi um sonho realizado, foram vários desses... Agora tem aquele jogo que vai se passar o tempo que for e que ninguém irá esquecer que foi o Náutico contra o Grêmio, teve até um filme com essa história, essa batalha... São jogos importantes, tem jogos também na seleção principal, nas eliminatórias, eu lembro no meu primeiro jogo na seleção principal que foi outro sonho realizado, que foi no Rio Grande do Sul que foi um jogo também que eu era muito novo... Então esses são alguns momentos ai...     


Bruna Jones: Pouco mais de dez anos atrás, você acabou decidindo se aposentar dos campos de futebol, como foi essa decisão para você? É uma decisão da qual você se sente em paz por ter tomado? 
Bruno Carvalho: Para mim foi muito tranquilo, pois já estava sentindo muitas dores no joelho, não estava mais sentido prazer no jogo por causa das dores e não aguentava mais também a coisa da concentração que durava vários dias, quando a gente vai ficando mais velho, isso vai ficando mais pesado. Então para mim foi muito tranquilo parar, eu acho que se eu não tivesse essas duas cirurgias no joelho eu poderia ter ido até os meus 40 anos fácil, pois eu me cuidava. Eu me lembro muito bem que quando fiz 30 anos, aquele garoto que não ligava para nada mudou, eu virei uma chave e comecei a me cuidar, treinar mais, me preparar mais para os jogos, academia e tudo... Acho que tivesse esse momento com a idade chegando, mas as dores no joelho foram muito grandes. Também fui muito tranquilo e consciente do que tinha feito no futebol, estava com a cabeça erguida e a sensação de dever cumprido. Lógico que a gente queria mais alguma coisa, deixaria de fazer algumas coisas, mas isso faz parte da vida, queria ter ido numa copa do mundo, mas acho que não tenho do que reclamar não, pois o papai do céu me abençoou bastante.     

Bruna Jones: Quase vinte anos atrás, você foi um dos jogadores de futebol que acabou aceitando o convite para posar nu na revista "G Magazine". O que te motivou a aceitar fazer as fotos? É algo que você se arrepende de ter feito? 
Bruno Carvalho: É difícil eu tocar nesse assunto, mas também não tenho problema nenhum quando me perguntam... Eu vou começar de trás pra frente, eu me arrependo sim, se eu pudesse voltar atrás eu não faria, mas agora é fácil, se eu pudesse voltar aos meus 20 anos eu mudaria muita coisa, talvez mais de 50% das coisas que eu fiz, sei que tem pessoas que falam que fariam tudo igual, mas isso é história apenas, é impossível ter uma história perfeita, sendo que nem Deus foi perfeito. Então eu me arrependo sim, mas eu sei que no momento lá eles ficaram um ano atrás de mim e no começo eu não queria nada disso, nem pensar, pois não fazia parte da minha vida, mas ai do nada eles começaram a ficar em cima de mim e da minha assessora, acabei conversando com os meus pais, meu pai até brincou falando que faria no meu lugar pois segundo ele da cintura para baixo nós éramos iguais e aquela brincadeira acabou me deixando mais a vontade, acabou se tornando algo engraçado, um outro primo meu disse que se pagassem 1% do que tinham me oferecido ele iria pelado até Niterói e voltava uma vez por mês, então ouvir essas coisas acabou me deixando mais a vontade e acabei fazendo, eu estava saindo do Flamengo, mas foi isso... Se eu pudesse voltar atrás, não faria... Me chamaram de novo para fazer um novo ensaio uns dez anos atrás e acabei não topando, não tinha mais vontade... Apesar disso tudo, essa revista também me trouxe coisas boas, mas não tinha necessidade de ter feito, agora já era.              

Bruna Jones: Hoje em dia o que mais faz sucesso na televisão são os programas que envolvem confinamento de pessoas, como o "BBB" e "A Fazenda", se você fosse convidado para um desses programas, você aceitaria participar? 
Bruno Carvalho: Sobre programa de confinamento, reality show e essas coisas, no começo eu sempre comentei que eu não faria, mas agora eu mudei de ideia pelo fato de tanta coisa que eu vejo de errado, é cada loucura... Errar a gente erra pois somos humanos, mas é cada loucura que me surpreende, mas eu gostaria de passar um pouco do que aprendi nessa vida, acho que seria legal, tenho essa vontade... Se eu recebesse um convite eu iria sim, não teria problema nenhum e iria para ser campeão, hein???      


Bruna Jones: Hoje você possui a sua própria escolinha, como foi que surgiu a ideia de abrir o seu próprio ambiente de trabalho? Como está sendo para você durante esse período de pandemia que estamos vivendo?
Bruno Carvalho: A ideia da escolinha eu já tinha desde a época que eu jogava, mas naquele momento eu não tinha como dar atenção para as crianças, então eu não aceitei. Aqui em Praia Seca, Araruama que é o meu paraíso, cantinho que eu descobri sem querer, ai quando eu parei de jogar, me aposentei e ainda tinha alguns eventos e viajava muito, ai depois de um tempo acabei abrindo, pois sempre tinha crianças e algumas pessoas viando bater na porta pedindo para mim abrir essa escolinha, ai acabei fazendo e graças a Deus está ai, colocando as crianças para correr um pouco, tirando da frente do computador e do celular que está terrível hoje em dia, acho que isso acaba sendo uma coisa bacana em estar no meio do esporte, faz bem para a autoestima, tem a disputa, acho que é sempre gostoso isso, acho que a criança aprende bastante, tira um pouco da timidez. Essa pandemia, vou falar uma coisa... É muito triste, algo que marcou e ainda marca muito as nossas vidas, mas sempre gostei de pensar muito e estar estudando, tenho meu próprio negócio, sou construtor, tem as casas que eu faço e outras coisas, graças a Deus as coisas começaram a fluir, as minhas ideias, começaram a entrar nos eixos e dando certo, então a pandemia me fez pensar mais ainda e acabou dando certo e de certo modo sendo boas para mim, mas eu estou na torcida, assim como todo mundo para que isso passe o mais rápido possível, pois é muito triste tudo isso o que está acontecendo, vários amigos, pessoas conhecidas indo embora... Aquela preocupação ao sair da casa, com os cuidados, mas graças a Deus as coisas estão começando a voltar ao normal, já tomei as duas doses da vacina, mas ainda assim a gente tem que se cuidar. Só pra deixar claro, a escolinha não é o meu "ganha pão", eu realmente só abri pela carência do local e pelo fato de me pedirem bastante, meus negócios profissionais mesmo são outras coisas...         

Bruna Jones: Nós já estamos chegando na reta final de 2021, mas, existe alguma novidade sua vindo por ai? Algo que possa compartilhar com a gente?
Bruno Carvalho: Espero que tudo possa melhorar depois dessa pandemia, que as minhas casas possam crescer cada vez mais, fechei ai um condomínio, agora peguei um outro para fazer, são várias casas, tenho um salão em Niterói... Que tudo isso possa crescer ainda mais, tenho casas de temporadas, meu negócio está ai por dentro de casas, que era algo que eu gostava muito quando jogava, mas na época eu só investia, agora eu sou empresário no ramo imobiliário e estou gostando muito, já tem algum tempo ai que as coisas estão acontecendo, graças a Deus. Uma coisa que eu acho que todo mundo fala, mas é verdade, a gente sempre pede muito e acho que Deus quer que a gente peça, mas sempre agradecendo muito, eu sempre agradeço em dobro do que eu peço, tenho uma eterna gratidão com Deus, então eu volto a falar, a gente pede tanto, hoje em dia tudo o que temos que pedir é para essa pandemia acabar logo o mais rápido possível e que todos possam ser vacinados o mais rápido possível. Acho que esse é o sonho número um de todos nós neste momento. Sobre projetos, tem algumas novidades vindo... Como eu sou um cara que gosta muito de pensar e peço muito a Deus e ele sempre abençoando, então tem alguns projetos e coisinhas vindo na minha mente, mas nada concreto no momento, mas quando acontecer pode deixar que eu venho contar para vocês, sem problema nenhum.     

Bacana a nossa conversa, não é mesmo??? E ele ainda deixou um recadinho antes de ir, olha só: "Primeiramente eu quero agradecer muito vocês, muito obrigado pelo convite, pela paciência, pelo carinho, pela atenção de sempre, de você Bruna, Bianca, de todos... O que tenho para falar aos leitores é que todos tenham muita sabedoria e saúde, é o que peço para Deus e que se cuidem, pois essa pandemia ainda está presente, foi um prazer conversar com vocês! Fiquem com Deus, um beijo no coração de todos e se cuidem." E se você quiser encontrar ele nas redes sociais, basta buscar por @brunocarvalhoficialbc no Instagram, onde segundo ele, está começando a mexer mais na plataforma e levar mais a sério. 


Espero que vocês tenham gostado da entrevista de hoje, em breve retornarei com novidades. Continuem acompanhando o blog para não perder nenhuma entrevista nova e nem os nossos projetos com o "BBRAU". Lembrando que quem quiser continuar acompanhando mais nas redes sociais, basta procurar no Facebook, Instagram e no Twitter por @odiariodebrunaj, combinado?

quarta-feira, 1 de setembro de 2021

Bruna Entrevista: 10x104 - Taiguara Nazareth


Olá, olá... Tudo bem, queridos leitores? Então que hoje é dia de conferir mais uma entrevista inédita aqui no blog, olha que bacana? Convidamos o queridíssimo ator Taiguara Nazareth, para conversar um pouco sobre as suas experiências profissionais, saber um pouco mais sobre seus principais projetos e também como ele evoluiu enquanto artista nos últimos anos, foi uma conversa bem bacana que vocês conferir a partir de agora, vem comigo!

Bruna Jones: Você chegou a morar fora do Brasil por algum tempo, buscando novas oportunidades na área artística e fazendo outros trabalhos enquanto isso. Como foi essa experiência para você de estar fora do seu país em busca de um sonho? 
Taiguara Nazareth: Eu morei fora sim, fiz faculdade fora do Brasil, eu tinha um sonho com o basquetebol, então acabei jogando e foi uma luta, né? Eu fui sem saber falar inglês, fui sem dinheiro com um amigo, foi uma loucura, rodamos os Estados Unidos e acabamos em Nebraska onde acabei fazendo a faculdade, fiz dois cursos em um, mas foi bem trabalhoso, coisa do tipo "o filho chorando e a mãe não vê!". Na época também não tinha celular e nem as redes sociais da forma como é hoje, então foi bem puxado... Ai de Nebraska eu fui para Nova Iorque onde voltei a modelar, fiz teatro, trabalhei em uns dois ou três restaurantes, ai acabei vindo para o Brasil novamente onde fiz o "Presença de Anita", mas era para ter retornado aos Estados Unidos pois tinha mais dois anos para jogar basquetebol pela universidade, mas um mês depois veio a "Casa dos Artistas" e ai acabei ficando e não concluindo o curso, teve até uma agência do irmão da Monique Evans que abriu lá fora, a "Pantera" e ele era da minha agencia aqui do Brasil, a "Mega" e era pra mim ter ido com ele, mas resolvi ficar, pois disse: "Não, quero ficar no Brasil, ser uma estrela preta aqui..." e vários sonhos que eu tinha, mas ainda estamos ai nessa luta.          

Bruna Jones: Seu primeiro grande papel no Brasil aconteceu em "Presença de Anita", da Rede Globo, sendo que o contato entre fãs e artistas naquela época era completamente diferente do que vivemos hoje. Como foi para você lidar com toda a atenção que recebeu por conta daquele projeto? 
Taiguara Nazareth: Fiz o André. Foi meu primeiro trabalho na teledramaturgia do Brasil e foi incrível. Foi muito bom. Ah, foi ótimo. As pessoas lembram até hoje. Um mês depois, eu entrei pra "Casa dos Artistas". Acabou sendo uma mistura. Tive cenas bem fortes, na época. Até então, as cenas de sexo mais fortes da televisão brasileira. Tive duas cenas de sexo bem fortes. Foi um papel muito legal. Foi um puta trabalho. A minissérie foi um sucesso incrível e, até hoje, tem o povo que lembra. Denunciaram as cenas que estavam no YouTube. Eu não soube lidar com a plataforma. Deveria ter colocado 18+, mas vamos ver se a gente volta com a cena. Colocaram a cena no site pornô. São milhões e milhões de views por ano. Meu personagem era bem, bem hipersexualizado. Virou uma coisa em cima do desejo, aquela coisa típica do homem preto, viril; tudo que está conectado à essa ideia da hipersexualização do homem preto. 

Bruna Jones: Aliás, a maioria dos artistas que conheço costumam ser seus piores críticos e muitas vezes acabam nem escutando e assistindo seus próprios projetos por causa da autocrítica. Como costuma ser a sua relação com o seu trabalho?
Taiguara Nazareth: Sobre assistir meus trabalhos, eu não assisto muito, não. Não lembro de um que tenho parado pra curtir, pra assistir. Para cada frase, cada olhar, pra cada gestual, eu fico "ah, podia ter feito diferente, assim ou assado". No ano passado ou retrasado, eu não assisti nenhum trabalho. Teve "Sabrina", na Netflix, e eu não vi; teve "Os Parças 2" e não vi; teve "Doutora Darcy", com Tom Cavalcante, e eu vi, mas era coisa curtinha, no Multishow. Cenas de novela, eu vejo eventualmente, sim. Coisa que tá fechado, que não dá pra mudar, eu deixo o povo falar. Não vejo, não. 

Bruna Jones: Hoje, você já possui uma vasta experiência, seja no teatro, na televisão ou até mesmo no ramo da moda. Você acredita que, com o passar dos anos, acabou ficando mais seguro sobre si mesmo e a sua profissão?
Taiguara Nazareth: É um bom tempo de carreira. Desde a moda, nossa, dá muito tempo. A gente fica mais seguro, né? Pelo menos, eu fiquei mais seguro em relação a tudo, como lidar com as coisas, como se comportar, como reagir, como encarar, além das questões técnicas, sensibilidade melhor, percepção... Experiência, né? Isso só engrandece. Enriquece e muito. Quanto mais tempo, mais enriquecedor. 

Bruna Jones: Existe algum tipo de personagem que você gostaria de interpretar e ainda não teve a oportunidade?
Taiguara Nazareth: Eu tenho vários, diversos personagens que eu gostaria de interpretar. No Brasil, não tive muitas oportunidades, variedade. Não tive. Um personagem mais profundo, bem denso, bem complexo; um personagem com questões psíquicas, emocionais bem desvirtuadas e tal. Super-herói, pô. Um super-herói numa obra muito louca. Esses são alguns bem legais, que eu tenho tesão em fazer. Ah, personagens que eu tenha que mudar bastante, transformar, sair de um lugar muito próximo. Fiz uma pessoa, no ano passado, "Madame Satã", era pra dançar e tal. Muito bom e bem diferente de mim. Um outro personagem que eu faço é um cidadão de Barbados, da época da coroa inglesa dominando, da extração da borracha no Brasil e tal, e eu faço bem bronco, falava errado, coxo... Tesão. 

Bruna Jones: Você também possui uma ligação muito forte com o Carnaval, não é mesmo? Como foi que você acabou se apaixonando por este grande evento? Possui algum desfile que seja o mais memorável para você?
Taiguara Nazareth: Eu sou muitíssimo ligado ao carnaval, há mais de 30 anos. Eu comecei a frequentar, ainda pequeno, com meu pai e minha mãe. Eu nasci numa noite de carnaval. Minha mãe estava parindo e meu pai, militar, estava de plantão na avenida Tiradentes, onde montava o sambódromo. Minha mãe parindo e o carnaval pegando. Eu tenho, desde cedo, uma ligação com o carnaval. Desde o 15 ou um pouco mais, eu me tornei destaque no carnaval de São Paulo. Normalmente pela Vai-Vai, que é a minha escola, mas teve um ano que eu desfilei com as 14 escolas do grupo especial de São Paulo como destaque de chão. Todos os anos, eu desfilo em duas escolas, pelo menos. Eu amo o carnaval. 

Bruna Jones: Você chegou a dar início em um canal no YouTube alguns anos atrás. Como foi que surgiu a ideia? Você pretende dar continuidade nele?
Taiguara Nazareth: Meu canal do YouTube, Taiguara Nazareth Oficial, tadinho, hibernando. A ideia veio porque eu falo de muita coisa e vivo muita coisa. Quando voltei pro Brasil, eu enfrentei muito as frases "macaco que muito pula quer banana" e "esse faz muita coisa". Dança, canto, dou aula de inglês, candidato a vereador, diretor de cultura em Diadema, corretor de imóveis, produtor, diretor de vendas. Trabalho com espiritualidade e terapia holística e mais um monte de coisa, coordenador de projetos... Sempre falei de muita coisa. Gosto de gastronomia, esporte e política. Como era tanta coisa de conteúdo, acabei não dando conta de entregar, além de edição, tempo, demanda. Se é pra falar de um nicho específico, eu acho que facilita, mas não é meu caso. Então, eu dei uma hibernada, mas, quiçá, tendo gente junto para eu poder voltar para fazer uma entrega de uma forma mais efetiva para quem tá recebendo. 

Bruna Jones: Em 2001, você esteve no maior fenômeno da televisão brasileira, a "Casa dos Artistas". Passados 20 anos, você se aventuraria a participar de outro reality show deste formato, como o "BBB" ou "A Fazenda", ou a experiência no reality do SBT já foi a sua grande aventura neste gênero televisivo? 
Taiguara Nazareth: A "Casa dos Artistas", o primeiro reality show gigantesco que foi algo fenomenal, recorde de audiência, a gente batia o "Fantástico" todo domingo com as eliminações, e assim... Foi muito bom, foi muito louco, infelizmente não tinha as redes sociais ainda para a gente sair de lá com milhões de seguidores e todas essas coisas atuais, sabe? Por muito tempo eu desencanei dessa história de reality show ao ponto de nem acompanhar e nem nada, ai ano passado por causa da pandemia acabei me envolvendo assistindo o "BBB20", "A Fazenda 12" e agora o "BBB21" eu comentei bastante, virei um comentarista indo em programas, televisão, rádio, na internet... Falando de "Big Brother", sobre as pautas e assuntos diversos, ai nossa... Veio a percepção de que é um lugar que a pessoa pode se dar muito bem, mas também pode se dar muito mal como vimos, mas eu iria... Eu fui sondado por alguns outros realities nos últimos anos, mas eu nunca tinha me interessado em saber as propostas deles, já cortava a conversa logo de inicio, mas agora eu iria mesmo. 

Bruna Jones: 2020 foi um ano bem difícil e esse início de ano também está sendo um período de adaptações. Ainda assim, tem novidades suas vindo por aí? Algo que seus fãs podem ficar esperando?
Taiguara Nazareth: O que que se anuncia em uma pandemia, né? Cancelou novela, adiou trabalhos, teatro, uma super obra na Globo "O Selvagem da Ópera" que fui convidado pela Maria Adelaide Amaral, e meu Deus... Foi muita coisa que parou, cancelou e Deus lá sabe o que vai acontecer, então por hora é isso... Está sendo uma luta diária pela sobrevivência.     

Bacana a nossa conversa, não é mesmo? E ele ainda deixou um recadinho antes de ir, olha só: "Muito obrigado mais uma vez pelo convite, eu fico bastante contente com ver pessoas querendo saber da gente, interessados mesmo e com carinho e afeto, fiquei louco aqui acompanhando esse "Big Brother" agora e encontrar gente assim... Eu poderia falar para o Gilberto assim, acompanhei bem de perto, sabe? Os administradores das redes sociais do Gilberto e da Juliette, no começo foi mais com o Lucas que é meu parceiro, meu irmãozinho... Ai ele saiu bem antecipadamente e ai fiquei ali em contato com Gil e Juliette, ai o Gil saiu, me mandou uma mensagem e fiquei todo feliz, assim, pra você ver como é louco isso, o tanto que a gente acaba se envolvendo ali e poder falar para a pessoa o quanto ama ela, sabe? E eu ouço isso de fãs e seguidores, acabo lendo e você não sabe o peso disso, de ouvir um "eu te amo", "eu te adoro", e é muito bom receber esse carinho... Queria agradecer esse carinho da parte de vocês, de pessoas que gostam de mim... E que não gostam também, está tudo certo! rs..." 

E para quem quiser continuar acompanhando ele nas redes sociais, fica a dica: É tudo Taiguara Nazareth. No Instagram é @taiguaranazareth, no Facebook é Taiguara Nazareth, no Twitter é @TaiguaraOficial que segundo ele está parado, mas a qualquer momento ele vai retomar... No YouTube ele diz que também está um pouco parado e adormecido, mas você pode conferir clicando AQUI. E para contatos profissionais é só enviar um e-mail para andre@atos2consultoria.com, beleza? 

Espero que vocês tenham gostado da entrevista de hoje, em breve retornarei com novidades. Continuem acompanhando o blog para não perder nenhuma entrevista nova e nem os nossos projetos com o "BBRAU". Lembrando que quem quiser continuar acompanhando mais nas redes sociais, basta procurar no Facebook, Instagram e no Twitter por @odiariodebrunaj, combinado?

sexta-feira, 6 de agosto de 2021

Bruna Entrevista: 10x93 - Henrique Cosendey


Olá, olá... Tudo bem, queridos leitores? Então que hoje é dia de conferir mais uma entrevista inédita aqui no blog, olha que bacana? E o nosso convidado de hoje é o Henrique Cosendey que por muitos anos trabalhou como dublê de corpo em diversas novelas da Rede Globo e que hoje trabalha na área de analise corportamental e também de treinamento de resgate, a seguir vocês conferem um pouco sobre suas experiências de trabalho e de vida, ficou bem bacana e espero que gostem!

Bruna Jones: Você possui uma boa relação com as atividades físicas de maneira geral, tanto que você acabou se profissionalizando em algumas áreas que envolvem bastante ter um bom desempenho físico. Antes da gente aprofundar um pouco nisso, qual foi o seu primeiro contato com esportes ou treinamento físico? O que te motivou a dar atenção para o corpo desta maneira? 
Henrique Cosendey: Então, meu pai, atualmente é coronel da Força Aérea da Reserva e ele sempre me estimulou muito a fazer atividade física. Então, com cinco anos de idade, eu já montava cavalo, com uns seis, sete eu já atirava com arma de fogo, conforme ele me ensinava. Eu já praticava montanhismo, já desde cedo também com ele. Praticava acampamento. Com onze anos de idade, eu fiz o primeiro curso autônomo, né? Mergulhar com cilindro, com onze anos, nessa mesma idade eu fui vice-campeão brasileiro de arco e flecha, aí por conta dessas atividades, eu entrei no treinamento neuromuscular na academia, em Botafogo, se eu não me engano, isso aí foi em 1989. Aí daí pra frente eu fui entrando em várias lutas, então eu fiz caratê, fiz taekwondo, fiz judô, fiz jiu-jítsu, fiz box em inglês, box tailandês. Entrei também natação. E com dezoito anos eu fiz meu primeiro curso de escalada em rocha. Aí que eu realmente comecei a me descobrir. Né? Até virar instrutor de escalada em rocha. Então, posso dizer que aí foi o início da minha descoberta de mim mesmo, na verdade, eu tinha muitas questões, quando eu era pequeno, na verdade, algumas eu trago até hoje, mas eu tinha dislexia, que significa falta de atenção, né? Depressão crônica, e vários transtornos de ansiedade, isso porque eu sempre fui muito sensível, eu era uma criança muito sensível, muito perceptível e tive uma infância muito conturbada por conta da separação dos meus pais, que os dois ficaram muito afetados com isso, sabe? Então assim, ninguém tem uma responsabilidade direta sobre isso mas as pessoas sofrem. 

Hoje em dia, o que eu trabalho é basicamente entender o sofrimento dos pais pra que eles compreendam que a criança não é responsável por isso, criança manifesta uma série de questões, mas a criança ela manifesta sinceramente a emoção dos pais, que às vezes nem eles reconhecem. Mas, na minha época, não sabia disso, né? E aí, os esportes, as atividades físicas, acabaram fazendo parte. Eu não gosto do nome esporte, porque envolve competição. Eu realmente não sou a favor de competição, eu sou a favor de cooperativismo, sabe? Como acontece na escalada. Outro passo muito importante na minha vida como ser humano, foi ter começado a praticar ioga, né? E hoje em dia eu ministro aulas de ioga, Então, eu comecei a praticar o ioga com vinte e três, vinte e quatro, eu acho. Eu tomei um curso de meditação transcendental. Hoje eu também dou aula de meditação transcendental. E aí, já mais tarde já com quarenta anos, eu também fiz curso de professor e isso tudo me tocou muito, né? Não podemos chamar isso de atividade físicas, são grandes metodologias, grandes presentes que foram dados a humanidade pra que o ser humano pudesse organizar, se perceber primeiro, se desenvolver em vários níveis e pudesse se organizar como um ser humano, organizar seu estilo de vida pra que houvesse seu vibracional, pra que ele encontrasse o verdadeiro caminho, pra que ele encontrasse as respostas do verdadeiro sentido da existência dele aqui. 

Eu entrei para a academia da Força Aérea, aliás, pra Escola Preparatória de Cadetes do Arco, né? Eu ia fazer o curso de oficiais aviadores e aí quando eu entrei na academia pra escola para educação do ar primeiro, lá eu já começava, já a dar aula de escalada, né? E lá, na Epcar eu fui da equipe de tiro e quando eu fui pra academia da Força Aérea, estava fazendo salto com vara, e entrei pra grima também, que eu sempre quis fazer de grima. Eu jogava com florete. Respondendo objetivamente essa última pergunta... Você pode ter certeza que o que me colocou nesse lugar todo foi uma série de doenças. Então, essas doenças me ajudaram muito, essas dores me ajudaram muito. Então, na verdade, a forma como eu respondi a esse sofrimento, não desistindo e querendo buscar uma saída natural pra eles. Esse movimento de não rejeição da dor. É esse movimento de percepção. E de que tudo que existe nesse universo. É baseado de uma, de uma frequência amorosa. E que o momento em que você quer controlar, no momento em que você rejeita o sofrimento, rejeita essa condição. Então, aí sim você cai numa frequência de ignorância e vem a doença pra te mostrar que esse não é o caminho, vem a dor, pra te mostrar, que esse não é o caminho. elas vem em nome do amor. Todas elas. Pra tentar fazer você escutar. O que você não quer perceber. 


Bruna Jones: Você possui algumas formações ligadas ao desempenho físico, como por exemplo, ser mergulhador profissional. Como foi que você começou nesta área e o que te fez acreditar que seria a profissão certa para você? 
Henrique Cosendey: É. Eu tenho muitas formações profissionais nessa área. Então, hoje em dia eu sou instrutor, que chama, né? É um último nível de instrução. Eu sou instrutor de mergulho. Mergulho autônomo, instrutor de escalada, sou instrutor de resgate de salvamento em altura, sou instrutor de vários cursos na área de atendimento pré-hospitalar, sou instrutor de bombeiro profissional civil, sou da partitória de realidade de salvamento aquático, a parte toda de resgate de salvamento em locais remotos, trabalho em altura, trabalho em espaço confinado, resgate de salvamento... Então é, deve ter aí mais algumas para dizer que não me recordo agora. Tem uma coisa que é muito importante também que me torna diferente, né? Nas minhas profissões, que é a parte de ser analista comportamental, né? Isso tudo aí vai me dando uma visão Integralista, né? Uma visão holística, que me atraiu porque, por eu ter dislexia, déficit de atenção, essas coisas todas, toda vez que entro em condição de um risco extremo em que eu posso morrer, eu acabo desenvolvendo a minha tensão. Então, ela me cura nisso. Mas, assim, com certeza, a base disso tudo foi poder tá em contato com a natureza, contato com a mãe natureza, que é onde eu sinto realmente a relação de mãe e filho é quando eu estou na natureza. E quando eu era pequeno eu tinha muitos medos, né? Como eu te falei, eu tinha muitas questões, questões graves por conta da minha sensibilidade. E aí, com treze anos, eu não dormia sozinho eu tinha medo de escuro, eu tinha medo de tudo que você possa imaginar, tinha crise de claustrofobia, tinha muitas crises respiratórias, crises alérgicas. E aí chegou um momento em que eu fui entrar em casa um dia e estava tudo apagado. O medo tomou conta de tudo. O que é que eu faço? E aquilo produziu em mim uma agressividade, sabe? Uma raiva que eu entrei gritando pra dentro do medo. Eu prometi pra mim que eu ia ser instrutor de tudo que eu tivesse medo. aí eu me vi uma vez, eu me achava muito burro, sabe? Porque eu era muito diferente, minha forma de pensar, minha forma de aprender, minha forma de perceber o mundo era muito diferente, porque eu sou sinestésico, eu aprendo pelas sensações, eu aprendo não pelos livros, sabe? Eu aprendo vivenciando, eu aprendo com o corpo, com o movimento. 

Aí eu prometi pra mim que eu ia ser instrutor de todos os elementos, da água, do fogo, da terra e do ar, né? De todos esses o único que eu não me tornei instrutor foi de paraquedismo. Eu sou paraquedista, faço salto livre. Já tive no ar de várias maneiras, mas também eu não pretendo me tornar instrutor de paraquedismo. Mas o que me seduziu pra tudo isso foi a percepção de uma possibilidade, de uma cura natural, daí enfrentando os meus medos, enfrentando os meus temores com a mãe natureza. E aí, depois disso, eu comecei a descobrir essa cura, que eu comecei a descobrir esse amor, que eu comecei a descobrir essa relação, né, de que existia uma cura nessas atividades. Então, eu comecei a levar pessoas hoje. E aí, ao levar pessoas e ver as pessoas sentindo o mesmo, percebendo tudo que eu percebi e ver pessoas se curando, essa foi a melhor sensação de toda a minha vida. E aí eu falei assim: “Eu tenho que me dedicar a isso, porque isso me completa.” Essa ajuda. Receber o desenvolvimento do outro. Sabe? Isso realmente me completa. E que eu tenho certeza que eu quero isso pro resto da minha vida. E trabalho com isso até hoje. O tempo em que eu parei de trabalhar com isso, realmente tinha um vazio muito grande. A minha empresa representa oito escolas internacionais onde toda essa área aí, sabe? Então, sou instrutor internacional, último nível de todas essas áreas aí, inclusive, de mergulho.. 

Bruna Jones: Além disso, você também é dublê de corpo profissional, tendo no currículo diversos trabalhos em novelas e programas de televisão, como foi que você acabou entrando nesta área?
Henrique Cosendey: Com relação a parte dublação, né? A gente chama aqui no Brasil de dublação. E como que foi isso? Eu era da equipe dos anjos e do asfalto, a parte de treinamento né? Lá conheci um cara muito bacana, chamado Paulo Pacheco, também conhecido como Paulinho, que é dublê também. Bem mais antigo que eu. E aí, como eu já tinha formação de muitas coisas nessa área, a vida era montanha, mar, mata e atendimentos de realidade, ele me indicou, aí eu comecei a fazer trabalhos lá, trabalhei pra caramba, fiz filmes nacionais, internacionais, fiz um monte de novelas né? Fiz um monte de programas e aí eu acabei saindo, entrei pra uma equipe chamada sua ação, acabei saindo pra fazer outras coisas por um tempo e depois retornei pra uma outra equipe, do impacto do coordenador, o dono era Felipe Dias, também um grande dublê. E aí, lá, eu cheguei a ter a oportunidade de trabalhar como coordenador de dublação, coordenando as cenas, né? Mas trabalhava também muito na parte de segurança dos dublês, segurança dos atores... De reconhecimento, de perigo. Então, lá a gente fazia de tudo. Viajei muito, muita ação, foi um período muito importante pra mim na vida. 


Bruna Jones: Muitas pessoas não sabem, mas um dublê de corpo nem sempre faz somente cenas de ação, em determinados momentos podem acabar sendo usados para substituir uma atriz grávida, ou algum ator que tenha se machucado ou que não podia estar presente na gravação de determinada cena... E até mesmo quando o ator não quer fazer alguma cena de nudez. Quais foram os tipos de cenas que você já protagonizou enquanto dublê? 
Henrique Cosendey: Não tem como contar não, porque foram dez anos, pô. Eu fiz coisa demais, eu fiz trabalho demais, trabalhava todo dia no Projac, teve uma época que era todo dia, às vezes a gente fazia quatro novelas por dia diferente entendeu? Saia de uma, ia pra outra, saímos de uma, gravava até de madrugada, né? Então, assim, eu dobrei de ação, trabalhava na segurança de cena, cuidava de segurança dos atores, né? Cuida da segurança dos próprios dublês, coordenava as cenas, falava do material todo que iria precisar, entrava em contato com parcerias de efeito especial, entendeu? Treinava os atores... Então, muitas vezes eu dei cursos, pra treinar o ator, pra ele poder fazer a cena. A gente faz reconhecimento, quando a área é muito perigosa. Às vezes a gente vai lá escalar pra subir a montanha, pra levar o ator pra cima. Então, assim, tem mais ou menos um relatório ai de quase tudo com o que trabalhei nessa área. Trabalhei demais. 

Bruna Jones: Enquanto dublê, você chegou a passar por alguma situação de risco? Além disso, poderia compartilhar um momento inusitado que você acabou passando durante alguma gravação? 
Henrique Cosendey: Quase todas as cenas que eu fazia, envolvia um risco de vida, ou risco de lesão grave, né? Quase todas, mas teve algumas vezes que eu quase morri e foram coisas muito graves, uma vez a gente foi içar uma barra dentro dum estúdio, eram duas torres de andaime, cada uma de seis metros de altura mais ou menos e as torres não estavam presas no chão. Quando estava na barra lá em cima, as torres fecharam, elas desabaram, uma foi encontra a outra, elas desabaram e caiu aqueles metais todos muito pesados, todos em cima de mim. você já viu aquele jogo pega vareta? Foi exatamente isso que aconteceu, te juro, nenhuma me tocou. Então assim, eu já devo ter morrido, umas seis ou sete vezes em questões bem graves. Hoje eu entendo porque que eu não morri. É pra fazer o trabalho que eu estou desenvolvendo. Teve uma cena de “A Padroeira” que eu tive que escalar várias vezes uma montanha de duzentos metros, várias vezes escalar e fazer a pesca aberta. Muita dor. Mas assim, eu me machuquei em duas cenas, uma, acho que foi em “A Padroeira” mesmo, estava descendo, montando num cavalo, com espada, capa, um monte de coisa, o cavalo se assustou e saiu de lado o galopando no campo de golfe, o cavalo caiu por cima de mim. me dê um coice na cara, um na barriga e um na coxa. Ali eu tomei uns pontinhos, só que eu treinava muito, o meu corpo era muito forte, os músculos eram muito densos. E aí foi só isso aí. Aí depois eu tive que construir, entendeu? Depois desse acidente pra voltar a montar a cavalo. O outro foi numa cena, que eu não lembro qual foi a novela, que eu tive que saltar de um trapézio, assim, de uns cinco a seis metros de altura, junto com uma dublê, a Roberta, no colchão. E aí, eu falei quando eu soltar, tu solta, a gente já estava pendurado lá. E aí na nossa contagem de tempo eu fui, ela não foi, aí quando eu caí no colchão, ela caiu por cima do meu dedo mindinho, ele fez uma hiperextensão, sabe? Aí tinha um pessoal forte da equipe que pedi para me segurar que eu iria colocar no lugar, Na hora que ele me segurou meu dedo, eu puxei, o cara desmaiou. Aí tinha outro lá, aí, da minha equipe, o Valtinho, acho que foi ele, segurou, aí puxei, coloquei no lugar e estabilizei, estava precisando muito trabalhar, não dava pra parar de trabalhar, então tive que escalar prédio, fazer um monte de coisa com o dedo imobilizado. Eu mesmo imobilizei ali e continuei a fazer as coisas. Isso aí, acho que foi um as vezes que eu me machuquei, né? As outras vezes a maioria era risco de morte e risco de ficar aleijado ou questões muito graves. Esse foi um dos motivos pelos quais eu parei de gravar. 

Bruna Jones: Em determinado momento do auge dos seus trabalhos na Rede Globo, você acabou tendo uma breve "vida pública" por ter feito trabalhos como modelo e participado de programas de televisão para divulgar seus trabalhos. Como foi essa experiência para você de fama, ainda que na época não fosse essa loucura que é hoje graças as redes sociais? 
Henrique Cosendey: Esse momento de fama, foi um momento que talvez eu tenha adoecido mais na minha vida. Foi um momento assim que o ego me dominou totalmente. O ego é a noção do indivíduo sem o todo, né? É onde a gente só pensa na gente e para de pensar no resto dos seres humanos. adoeci muito, foi um momento que me trouxe grandes consequências inadequadas pra minha vida, pra minha saúde, sabe? Mas assim, eu pude ter claramente a certeza a partir daí do que é que eu vim fazer aqui. Mas foi uma um grande momento de ilusão que eu vivi em que foi importante pra mim, pra eu despertar, pro que é que eu sirvo, pro que é que me ajudou nas minhas habilidades e meus talentos servem, que é porque eu te falei, que é pra ajudar pessoas. Quando eu não ajudo pessoas, eu sofro com isso. Quando eu vivo do ego, eu sofro e adoeço. 


Bruna Jones: Ainda sobre convites, hoje em dia o que predomina a televisão mundial são os realities, sejam de confinamento ou não, se você fosse convidado para algo como "A Fazenda" ou até mesmo "No Limite", você aceitaria? 
Henrique Cosendey: Não, eu nem assisto mais tevê. Nem tenho contato. Assim, meu contato com as mídias. Se você olhar aos meus canais, é sempre tentar passar algum conceito filosófico, assim, tentar ajudar as pessoas, pra sempre contribui alguma coisa que vai melhorar a vida das pessoas, né? Então, eu não teria interesse, meu interesse é cada vez mais em sair de perto das cidades, é cada vez mais ir pro meio do mato, é cada vez mais tá com animais, é participar da sociedade assim de uma forma em que eu possa verdadeiramente contribuir, sabe? Mas contribuir pra alguma coisa que vá trazer consciência, alguma coisa que vai trazer reflexão, alguma coisa que vá ajudar as pessoas a ficarem menos doente, as pessoas a se encontrarem mais, reencontrarem um caminho pra que se afastem desse ego de uma forma saudável, é que elas contribuam mais pro todo. 

Bruna Jones: Hoje em dia você é analista comportamental e também instrutor técnico de resgate, como foi que você acabou trocando de área? 
Henrique Cosendey: Como eu te falei, eu tive que me resgatar primeiro do meu inferno, volta e meia, eu consigo, mas as vezes eu estou nesse inferno de novo e me resgatando, inferno mental, que é o inferno que eu acredito, que a gente entra e sai, todos os dias. Só que me deu uma felicidade muito grande. Eu encontrei a felicidade em oferecer ferramentas pra pessoas que já tivessem sofrido demais. E que elas quisessem verdadeiramente encontrar um caminho pra felicidade, que tivesse que passar pela descoberta do amor próprio e que tivesse que passar pela ajuda a humanidade, ou melhor, pela ajuda, pela contribuição a todos os seres vivos. Então, hoje em dia eu contribuo muito mais para a sociedade que antigamente. Eu tive um caminho de dor e sofrimento e treinamento que foi muito importante. Eu tive um caminho de ilusão, de equívocos, de inadequações, que foi muito importante e continua sendo e eu continuo tendo. Mas agora bem menos que naquela época. Agora eu vivo bem menos a ilusão. E aí, agora eu estou bem mais afastado, né? É um projeto que já tinha ele há muitos anos, que vinha constituindo ele, chamando Dedure College, pra constituir, eu viajei a Índia, passei muitos dias lá na Índia, entrevistando vários líderes religiosos, de várias religiões de fé, fui fazer um documentário lá, esse documentário até hoje eu não conseguia editar, mas virou um curso chamado “A Ciência da Felicidade”, que eu ministro aqui, com esse curso, eu trabalho com empresas e trabalho com pessoas normais, né? Pessoas físicas, ministrando esses treinamentos, tem um chamado “Confinamento da felicidade”, outra “Liderança Humanizada”, outra “Ciência da Felicidade” e trouxe um material muito rico, eu fui lá pra Índia pra entrevistar eles sobre amor, compaixão, sofrimento, felicidade, ignorância, sabedoria, dali de voltei completamente diferente, sabe? Completamente tocado e a partir dali a vida na cidade grande, ou a vida onde eu realmente não pudesse ser útil, que eu não pudesse transformar a minha vida, eu não queria estar mais. Essa área sempre pertenceu a mim, quando eu era pequeno e moleque, eu desci a minha irmã pela janela com uma corda, eu explodia coisas, descia a escada com porta, eu tinha uma energia muito grande que estava completamente desorganizada. Então, no momento em que eu organizo essa energia pra ajudar pessoas, pra reduzir o sofrimento, pra ajudar pessoas a se encontrarem, as que querem. Então, no momento em que eu converto essa energia para isso. Então, começa a transitar mais vezes pelo resgate de salvamento que sempre foi a minha paixão. 

Bruna Jones: Hoje você possui um canal no YouTube onde compartilha seus conhecimentos profissionais e pessoais, como surgiu a ideia de fazer o canal? Existem planos de aumentar ainda mais o crescimento na plataforma? 
Henrique Cosendey: Como eu te falei, né? O canal do YouTube eu tinha vários projetos lá.. Um deles se chamava “Laça Café”. Onde quem apresentava era o Henrique de Moraes, fazendeiro. Esse laço café, é laço de uma cidade proibida no Tibé que se extrai de uma cultura milenar, uma sabedoria milenar sobre muitas coisas. É a ideia era tratar temas, né? Sobre medo, depressão, dor, então pegar todo o conhecimento que eu tive e expor esse conhecimento, sabe? E dar, oferecer ele, esse documentário que eu não fiz, porque ainda não consegui arrumar recursos pra fazer, eu ia fornecer ele gratuitamente pra sociedade. Essa é a minha contribuição. A gente não pode só vir e se beneficiar das coisas e das pessoas. A gente tem que, eu costumo falar assim, “Se você vai na macieira e pega uma maçã, sinta-se obrigado a retornar lá e adubar essa macieira, porque você levou forma dela de se reproduzir. Então ela te deu sombra, ela te deu alimento, ela te deu água, e o que você deu a ela?” Então, é importante a gente sentir obrigado a retornar isso, mantendo uma corrente de fé do bem, né? Muitas pessoas de gratidão, a gratidão é uma é uma condição muito mais transcendente a isso, é quando já tá no seu coração fazer tudo pelas pessoas, sabe? De vez em quando você recebe um agrado, né? Mas obrigado não, obrigado é pra gente aqui, ocidental, que não tem o costume de retornar os benefícios que a gente recebe, nem a natureza, nem os seres humanos, nem ao que a gente pode chamar de sociedade, né? Porque se fosse assim, a gente manteria uma corrente do bem, muito mais acesa. Aí eu tenho Drink College, é um canal que a gente fala de muita coisa, de filosofia, muita coisa de autoajuda, muita coisa e lá a gente ajuda também muitas crianças... Eu não gosto do termo deficiente, porque deficiente especial somos todos nós, todos temos alguma, né? Grandes deficiências, mas também todos somos especiais pra alguém, né? Então são crianças com um pouco mais talvez. E mesmo assim eu nem sei se são tantas assim. Porque você vê gente sentado em cadeira com rodas bem pequenininhas sofrendo muito mais as vezes do que essas crianças que sentam em cadeiras com rodas grandes. 

Bem tenho um outro Instagram que é PHDR treinamentos, e lá a gente fala e oferece, tem a empresa que precisa vender os serviços... De brigada, combate a incêndio bombeiro profissional civil, resgate de salvamento, tudo isso, mas a gente oferece muitas dicas de primeiros socorros e prevenção de acidente. Então, é bacana também. E a gente está precisando de uma força lá. No canal. Então, assim, eu tenho fazer com que a minha vida, a minha casa, o lugar que eu trabalho, seja um lugar aonde muitas pessoas se beneficiem. Isso não quer dizer que eu não cometa muitos erros, isso não quer dizer que eu não machuque também muitas pessoas, não quer dizer que eu tento ser um cara perfeito, longe disso, eu tento a cada ano errar menos, sabe? E tentar fazer com que minha vida seja um lugar que muitas pessoas possam tirar alguma coisa delas, como se eu tivesse passando replantando um jardim pra que um dia eu possa olhar pra trás e só vê flores, né? Mas as flores tem espinhos também. Então eu não busco nada perfeito, eu busco talvez reduzir o impacto do meu egoísmo, tento reduzir o impacto do meu ego, tento reduzir o impacto de quando eu não sou humano na minha existência, tentando fazer o máximo de coisas boas, pra ajudar pessoas, sabe? Isso é o que me tira do meu inferno. Esse é meu céu. Sim, um planejamento de fazer o ciência da felicidade online, né? E vender esse curso, hoje em dia, eu ministro ioga online. Então, a minha aula de ioga, ela tem duas horas e é uma hora de filosofia, uma hora de parte prática, as pessoas podem participar, é bem baratinho, são duas vezes por semana, terças e quintas as das dezenove às vinte e uma. E tinha interesse de fazer “Ciência da Felicidade” mas a gente ainda não teve estrutura pra fazer isso aí. 


Bruna Jones: 2020 foi um ano bem difícil e esse inicio de ano também está sendo um período de adaptações, ainda assim, tem novidades suas vindo por ai? Algo que seus fãs podem ficar esperando?
Henrique Cosendey: Então, agora, talvez, pela primeira vez na vida, eu possa, realmente, oferecer alguma coisa bacana pras pessoas que, se por acaso, tem alguém que me segue, né? Eu tenho muita coisa pra oferecer agora, que eu tenho filosofia, eu tenho poesia, eu tenho amor incondicional, eu tenho as melhores intenções, e na parte de combate a incêndio, eu estou com um projeto de desenvolver um simulador de combate. Que é um projeto pioneiro, não tem no mundo. Então, a gente está lutando aqui pra pegar grandes empresas e poder ajudar também esse pessoal, mudar a qualidade do treinamento em todos os treinamentos, levar responsabilidade, levar consciência, levar algumas respostas, né? Do que a gente realmente veio fazer aqui, o que realmente importa, do que é felicidade e todo mundo que trabalha comigo, são pessoas que vieram pra cá com dor, que vieram com problemas, se encontraram e hoje em dia participam comigo dessa equipe linda que sempre se dedicou ao melhor pra ajudar as pessoas que querem ser ajudadas. 

Bacana a nossa conversa, não é mesmo? E ele ainda deixou um recadinho antes de ir, olha só: "Tem uma frase que eu gosto muito, que fala assim: “O amor é a chave para o infinito.” E se eu pudesse deixar um recado além desse, eu deixaria perguntas: Qual é o sentido da vida? O que é a felicidade? Qual é o propósito do sofrimento? O que é o amor? essas perguntas vão levar a gente a algum lugar, algum lugar de saúde, né? O que é a felicidade e pra que a felicidade? Como desenvolver a felicidade, como desenvolver o amor, o que é a compaixão e o que é paixão, a compaixão desenvolve essas perguntas modificaram a minha vida e modificam até hoje. Então, eu deixaria esse recado pra vocês, verdadeiramente, se questionarem sobre isso, não com o intelecto, mas com o coração." 

E se você quiser continuar acompanhando, ele também avisa como fazer: "Então, nas redes sociais o Instagram é @Dreamcollege.7 e o @phdrtreinamentos, aí lá você vai ver nosso site, a gente tem o site da PHDR um do Dream College, que estão construção ainda, confira AQUI. E aí eu tenho as aulas de ioga online, pra conseguir se inscrever nas aulas é só entrar em contato pelo WhatsApp, que é (75) 99948-7417." lembrando que o contato é para fins PROFISSIONAIS, hein? Além disso, vocês também podem conferir o canal dele no YouTube, clicando AQUI.


Espero que vocês tenham gostado da entrevista de hoje, em breve retornarei com novidades. Continuem acompanhando o blog para não perder nenhuma entrevista nova e nem os nossos projetos com o "BBRAU". Lembrando que quem quiser continuar acompanhando mais nas redes sociais, basta procurar no Facebook, Instagram e no Twitter por @odiariodebrunaj, combinado?