Assim que os doze sobreviventes pisam na areia do acampamento, o silêncio da trilha se desfaz em uma explosão de revolta. Renato joga sua mochila no chão com força, e Flora, com os olhos faiscando sob a luz da fogueira, vira-se imediatamente para o próprio grupo, sem dar tempo de ninguém respirar. "Dá para alguém me explicar que palhaçada foi essa lá no Conselho?" dispara Flora, cruzando os braços e encarando Andrei, Lidia e Benedito. "O voto era no Xavier! Esse era o combinado do nosso grupo! Por que o nome do Gregório apareceu naquelas cédulas?" Renato dá um passo à frente, com o semblante rígido, endossando a cobrança da aliada: "Nós fechamos um plano olho no olho na praia. A gente ia se juntar com o grupo da Clarisse para tirar o Xavier e não o Gregório. Quem foi que mudou o script pelas nossas costas?" Diante do confronto direto, Benedito toma a frente do bloco. Ele coloca as mãos na cintura, respira fundo e assume a responsabilidade pela jogada: "Olha, Flora, vamos ser bem realistas aqui. Tudo o que aconteceu entre você e o Gregório mais cedo na mata deixou todo mundo com o pé atrás. Você foi até ele, abriu as nossas paranoias e entregou a nossa estratégia de bandeja. Quando a Lidia nos contou isso, o grupo inteiro ficou com receio. A gente não sabia se você estava fechada com ele ou com a gente, e por isso nós preferimos mudar o alvo e garantir a eliminação do Gregório antes que ele nos atacasse. Foi pura legítima defesa." Ao ouvir a justificativa, Flora perde completamente a paciência. Ela solta uma risada nervosa e dá um passo na direção de Benedito, gesticulando com indignação: "Não aconteceu nada com o Gregório, Benedito! Vocês estão loucos? Eu fui até lá fazer o papel de jogadora, eu estava apenas tentando articular e garantir que o melhor para o jogo do nosso grupo acontecesse hoje à noite! Eu estava blindando a gente! Mas em vez de confiarem em mim, vocês agiram como covardes, foram pelas minhas costas e me enganaram no Conselho Tribal!" Percebendo que os gritos de Flora estavam chamando a atenção do resto da praia, Andrei ergue as mãos, pedindo calma em um tom de voz moderado para tentar abaixar a temperatura do ambiente: "Flora, calma, abaixa a voz. Calma. Não é o fim do mundo o que aconteceu aqui hoje. O Gregório era uma ameaça enorme e está fora do jogo. Entende o lado positivo, nós mudamos o alvo de última hora, sim, mas o nosso grupo ainda conseguiu ditar o ritmo do Conselho. Nós ainda estamos na vantagem numérica nesta praia. Vamos sentar e conversar direito, sem gritar."
A poucos metros dali, perto do abrigo de troncos, o clima no antigo grupo de Gregório é de puro funeral. Hugo chacoalha a cabeça negativamente, observando a discussão acalorada de Flora e Renato com os outros. Ele se vira para Xavier e Yago, falando em um tom de voz baixo e preocupado: "Cara, nós estamos em mais risco do que nunca depois da saída do Gregório. O nosso escudo caiu. Agora que eles viram que conseguem passar a perna na gente, o grupo do Renato e as meninas da Clarisse vão se unir contra nós para tentar nos eliminar um por um. Nós viramos os alvos fáceis desse acampamento." Enquanto Xavier e Yago assimilavam o baque, Rayane surge da penumbra da mata e se aproxima do trio. Ela cruza os braços, olha bem nos olhos de Hugo e vai direto ao ponto, oferecendo uma tábua de salvação inesperada: "Escutem aqui. Eu ouvi o que vocês estão dizendo e a verdade é que eu também estou jogando sozinha. Então, prestem atenção, desde que vocês não inventem de jogar junto com a Carolina, eu topo fechar com vocês. Eu uso o meu voto para me unir ao grupo de vocês a partir de agora." Xavier solta um suspiro de alívio e assente com a cabeça, estendendo a mão para a moça: "Olha, Rayane... Obrigado mesmo. Já é mais um voto do nosso lado e Deus sabe o quanto a gente precisa disso agora. Mas, sendo bem realista, nós ainda precisamos de mais gente ao nosso lado para conseguir virar o jogo. Só nós quatro ainda não fazemos cócegas neles." Enquanto o novo quarteto de sobrevivência se desenhava perto do abrigo, Flora e Renato se afastavam da fogueira principal e iam em direção à beira da água para tentar conversar com o mínimo de privacidade. Flora limpava uma lágrima de raiva do rosto e mantinha a postura rígida. "Renato, eu vou ser muito sincera com você. Eu não confio mais em uma única palavra do Andrei, do Benedito e muito menos da Lidia" desabafa Flora, com a voz embargada, mas firme. "Para mim, acabou. O nosso grupo rachou agora e não tem mais como voltar atrás. Eles quebraram a única coisa que sustentava a gente aqui, que era a lealdade." Renato passa a mão pelo rosto, visivelmente desgastado pela noite intensa, e tenta usar sua frieza habitual para acalmar a maior aliada: "Flora, respira um pouco. A nossa cabeça está quente demais agora, o Conselho acabou de acontecer e todo mundo está com a adrenalina lá no teto. Vamos tentar dormir. Quando o dia amanhecer, a gente senta com calma e pode rever essa conversa. Não toma nenhuma atitude precipitada no escuro." Flora, porém, para e olha fixamente para Renato, balançando a cabeça de forma negativa e mostrando que sua decisão não tem retorno: "Não tem conversa amanhã, Renato. Minha cabeça não está quente, ela está bem lúcida. Eu fui traída de bandeja. A partir de amanhã, o meu jogo é outro. Eu não quero mais saber absolutamente nada desse antigo grupo. Eles que joguem sozinhos."
O sol mal desponta no horizonte da ilha e os doze sobreviventes já são despertados pela produção. Sem tempo para estratégias matinais, sem conseguir se arrumar direito e mal lavando o rosto na água salobra, eles são encaminhados às pressas para o campo de provas. A atmosfera de cansaço da noite anterior se mistura com a urgência de um novo dia. Na arena, Glenda Kozlowski os aguarda com uma postura imponente e um sorriso enigmático que entrega que o jogo está prestes a mudar de patamar. "Bom dia, sobreviventes!" saúda a apresentadora, observando os rostos sonolentos e tensos. "Podem se aproximar. Hoje eu não tenho apenas uma prova para vocês, mas sim notícias que vão redefinir os rumos dessa competição." Glenda olha para a primeira fileira e faz um sinal com a mão. "Clarisse, por favor, dê um passo à frente. O seu ciclo de proteção terminou. Pode me devolver o Ídolo de Imunidade." Clarisse entrega a estatueta para Glenda. A apresentadora ergue o objeto para que todos vejam e faz o anúncio: "A partir de hoje, o Ídolo de Imunidade como vocês conheciam deixa de ser um objeto rústico e se torna, oficialmente, o tradicional Colar de Imunidade. E o motivo para essa mudança é especial, vocês sobreviveram, resistiram e chegaram à grande fase em que os eliminados começam a formar o Júri da temporada! Quem sair daqui hoje não vai mais para casa; vai para o hotel e assistirá a todos os Conselhos até o fim, com o poder de decidir quem ganha o prêmio milionário." Imediatamente, uma onda de alívio e comemoração toma conta dos participantes. Xavier bate palmas, Hugo solta um grito de comemoração e até Flora dá um sorriso, sabendo da importância histórica desse marco no programa. No entanto, Glenda faz um gesto sutil com a mão, cortando a euforia na hora. O semblante dela volta a ficar sério. "Mas... Infelizmente, nem tudo são boas notícias nesta praia" avisa a apresentadora, fazendo o silêncio reinar novamente. "Especialmente na prova de hoje, a dinâmica vai ser cruel. Vocês não vão competir individualmente da forma tradicional. Vocês vão formar, por sorteio, dois grupos aleatórios de seis pessoas." Glenda se vira para o suporte ao seu lado e puxa um pano, revelando dois Colares de Imunidade brilhantes. "Cada um desses dois grupos terá um vencedor próprio. E o que isso significa na prática? Significa que hoje à noite acontecerão dois Conselhos Tribais independentes, um para cada grupo de seis participantes. Cada grupo mandará uma pessoa embora. E esses dois eliminados de hoje à noite vão inaugurar o nosso painel, tornando-se oficialmente o primeiro e o segundo membro do Júri." A revelação cai como uma bomba na arena. Os rostos dos participantes mudam instantaneamente da comemoração para o choque absoluto. Hugo arregala os olhos, Lidia congela no lugar e Renato imediatamente começa a calcular o desastre, com o grupo rachado e sorteios aleatórios de seis pessoas, as alianças acabam de ser completamente pulverizadas antes mesmo da prova começar.
"Chegou a hora do destino se impor sobre as estratégias de vocês" anuncia Glenda Kozlowski, balançando um pequeno saco de tecido rústico, de onde sai o som de pedras batendo umas nas outras. "Aqui dentro eu tenho doze pedras, seis azuis e seis vermelhas. É isso que vai separar os dois novos grupos de hoje." Um a um, com os corações na boca, os participantes se aproximam e retiram uma pedra do saco, mantendo as mãos fechadas para guardar o segredo até o final. "No três, mostrem as cores para a praia. Um, dois, três... Já!" As mãos se abrem simultaneamente. Olhares desesperados correm de um lado para o outro enquanto os blocos se configuram. De um lado, os detentores das pedras azuis se juntam, formando uma combinação explosiva de alianças rompidas e rivais declarados: Grupo Azul: Andrei, Clarisse, Yago, Carolina, Hugo e Flora. Do outro lado, os donos das pedras vermelhas se reúnem, criando um cenário de extrema tensão, especialmente para Xavier, que se vê cercado pela maioria do grupo que tentou eliminá-lo, mas agora conta com o apoio de Rayane e o racho de Renato: Grupo Vermelho: Benedito, Lidia, Sônia, Renato, Rayane e Xavier. Com as divisões feitas, Glenda aponta para a gigantesca estrutura montada atrás dela na arena, onde doze postos individuais de madeira ostentam placas rústicas. "Agora, prestem muita atenção em como funcionará a prova que vale a imunidade e a entrada garantida no Top 10" explica a apresentadora. "Cada participante recebe três placas com seu próprio nome, que ficam penduradas em uma estrutura bem à sua frente. O objetivo de vocês aqui é muito simples, mas exige sangue frio, proteger suas próprias placas enquanto tentam destruir as dos adversários." Glenda caminha até um dos postos e ergue a arma da prova. "Utilizando um estilingue e uma quantidade de munição que é limitada por rodada, vocês vão se revezar realizando disparos contra os alvos dos outros jogadores. A cada acerto certeiro, uma placa do seu rival pode ser danificada ou destruída de vez, aproximando aquele competidor da eliminação da prova. A disputa continua de forma implacável até que reste apenas um participante com pelo menos uma placa intacta em seu grupo. Esse último sobrevivente ganha o Colar de Imunidade." Os participantes olham para os estilingues e para os alvos, já calculando o tamanho da lavagem de roupa suja que essa dinâmica vai gerar. "Como são dois grupos e duas imunidades, nós faremos isso em etapas" avisa Glenda. "O grupo da pedra azul será o primeiro a jogar hoje. Portanto, eu vou pedir para a produção levar imediatamente o grupo da pedra vermelha para outro ambiente, isolado, sem que eles possam ver ou ouvir o que vai acontecer aqui." Benedito, Lidia, Sônia, Renato, Rayane e Xavier pegam suas coisas e começam a ser escoltados para fora da arena principal. Enquanto se afastam, Renato lança um último olhar preocupado para Flora, que agora está sozinha em um grupo cercada por Andrei e Hugo. Glenda se vira para os seis competidores do Grupo Azul, que já se posicionam atrás de seus estilingues: "Grupo Azul... A primeira rodada está prestes a começar. Preparem as miras."
Os seis competidores do Grupo Azul, Andrei, Carolina, Clarisse, Flora, Hugo e Yago, assumem seus postos. À frente de cada um, três placas de madeira com seus respectivos nomes balançam levemente com o vento. O clima é de pura demarcação de território. "Grupo Azul, vocês estão jogando pelo primeiro Colar de Imunidade e por uma vaga direta no Top 10" anuncia Glenda. "A primeira rodada começa agora. Hugo, você abre os disparos." Hugo puxa o elástico do estilingue com força. Ele sabe que, sem Gregório, é o alvo mais óbvio ali. Tentando se defender atacando primeiro, ele mira em Andrei, mas a pedra passa raspando. A resposta do outro lado vem como um rolo compressor. Andrei, Carolina e Clarisse não perdem tempo em alinhar os alvos: a prioridade deles é exterminar o que sobrou da antiga aliança de Gregório. Andrei faz o primeiro disparo certeiro, quebrando a primeira placa de Hugo com um estalo seco. Logo em seguida, Carolina calibra a pontaria e destrói a segunda. Hugo tenta resistir e usa sua segunda chance para atacar Carolina, conseguindo rachar uma placa dela, mas o cerco era grande demais. Na rodada seguinte, Clarisse puxa o estilingue sorrindo e acerta em cheio o último alvo do rapaz. Glenda: "Hugo, suas três placas foram destruídas. Você está eliminado da prova de imunidade!" Com Hugo fora do tabuleiro, Yago se vê completamente isolado. Ele tenta uma cartada estratégica e mira em Carolina, conseguindo quebrar uma placa dela para tentar ajudar Rayane indiretamente, mas o troco é imediato. Flora, que até então estava observando a movimentação para não se indispor, percebe que precisa jogar com a maioria temporária para se salvar. Ela mira no posto de Yago e destrói sua primeira placa. Aproveitando a fragilidade do rapaz, Andrei e Clarisse canalizam seus tiros na mesma direção. Yago erra seu último disparo por conta do nervosismo e, logo na sequência, Carolina faz o tiro de misericórdia, estraçalhando a terceira placa com o nome dele. Glenda: "Yago, todas as suas placas caíram. Você também está fora da disputa!" Restam apenas quatro na prova: Andrei, Carolina, Clarisse e Flora. É nesse momento que a trégua forçada acaba e as feridas do último Conselho Tribal se abrem na arena. Flora tenta se antecipar e mira com rancor no posto de Andrei, destruindo a primeira placa dele como resposta pela traição da noite anterior. "Você achou que ia passar batido, Andrei?" dispara Flora, enquanto recarrega o estilingue. Andrei limpa o suor da testa, racha a primeira placa de Flora e rebate: "É o jogo, Flora! Você se expôs ontem!" A situação de Flora complica quando Clarisse e Carolina, percebendo que Andrei é um aliado mais seguro para o Conselho que se aproxima, decidem proteger o rapaz. Clarisse faz um disparo perfeito que estraçalha a segunda placa de Flora. Sozinha e sem o apoio de Renato para defendê-la com contra-ataques, Flora tenta mirar em Clarisse para revidar, mas a pedra bate na estrutura de madeira. Sem piedade, Carolina puxa o elástico ao máximo e solta a munição, destruindo a terceira e última placa com o nome de Flora. Glenda: "Flora, você está eliminada da prova! Apenas Andrei, Carolina e Clarisse continuam na disputa pelo colar." Três aliados originais que agora terão que decidir entre si quem fica com a imunidade máxima do Grupo Azul, enquanto Flora se afasta pisando fundo, lançando um olhar mortal para Andrei.
Andrei tenta ser rápido e mira na estrutura de Clarisse, mas a pedra passa longe do alvo. Sem o escudo dos alvos periféricos como Hugo e Flora, ele se torna a bola da vez. Clarisse e Carolina trocam um olhar rápido e, sem precisar dizer uma única palavra, alinham as miras na direção do rapaz. Clarisse puxa o elástico com precisão e estraçalha a primeira placa de Andrei. Logo em seguida, Carolina calibra a pontaria e arranca a segunda. Isolado, Andrei tenta um último disparo de defesa contra Carolina, mas erra. Com um sorriso confiante, Clarisse faz o disparo final, destruindo a terceira placa com o nome do aliado. Glenda: "Andrei, suas três placas foram destruídas! Você está fora da prova. Temos uma final feminina!" A disputa pelo primeiro colar fica restrita a Carolina e Clarisse. Clarisse entra na rodada final com uma leve vantagem, tendo duas de suas placas intactas, enquanto Carolina tem apenas uma restante. Clarisse faz o primeiro disparo, tentando encerrar o jogo, mas a pedra bate na trave de madeira de Carolina. Sentindo a pressão, Carolina respira fundo, limpa o suor do rosto e puxa o estilingue com toda a força. O tiro é certeiro, a segunda placa de Clarisse explode em pedaços. Tudo igualizado. Na rodada decisiva, o nervosismo toma conta de Clarisse, que erra o alvo por centímetros. Carolina não desperdiça a oportunidade de ouro. Ela mira com frieza, solta a munição e atinge em cheio a última placa de Clarisse, que se racha ao meio antes de cair no chão da arena. Glenda: "E acabou! Carolina destrói a última placa e é a grande vencedora do Grupo Azul! Ela está imune hoje à noite e garante seu lugar no Top 10!" Carolina grita de alegria, jogando os braços para cima e comemorando intensamente, enquanto Clarisse, apesar da derrota, a abraça parabenizando a aliada. Glenda Kozlowski pega o reluzente Colar de Imunidade e caminha até a vencedora, colocando o adereço pesado em seu pescoço. "Parabéns, Carolina. Você garantiu a sua imunidade e, mais importante do que isso, a sua vaga histórica no Top 10 desta temporada está carimbada. Ninguém pode votar em você hoje à noite." A apresentadora então se vira para os seis competidores do grupo, mudando o tom de voz para a seriedade que o momento exige: "Para os outros cinco, a situação é dramática. Hugo, Yago, Flora, Andrei e Clarisse... Vocês estão em risco. E o tempo de vocês para articular começou a correr. Produção, por favor, encaminhem os seis participantes do Grupo Azul até o barco." Glenda aponta para a margem, onde uma embarcação rústica de madeira os aguarda. "Vocês seis vão entrar nesse barco agora e serão levados para um local isolado, em uma outra parte da ilha. Vocês vão passar o resto do dia lá, completamente separados do Grupo Vermelho, até o momento exato em que pisarem no Conselho Tribal hoje à noite. Podem embarcar." Com as mochilas nas costas e os sentimentos à flor da pele, os seis sobem no barco. Carolina exibe o colar no peito com orgulho, enquanto Flora e Hugo trocam olhares, cientes de que a contagem regressiva para a sobrevivência de um deles começou.
O barco do Grupo Azul desaparece na curva do rio, e a equipe de produção traz de volta à arena os seis competidores do Grupo Vermelho: Benedito, Lidia, Rayane, Renato, Sônia e Xavier. Eles entram com os rostos sérios, tentando decifrar pelas marcas no chão ou pelos restos de madeira quem havia vencido a primeira etapa. "Bem-vindos de volta, Grupo Vermelho" saúda Glenda Kozlowski, apontando para o Colare de Imunidade original, onde agora restava apenas um. "O Grupo Azul já disputou a sua imunidade, um deles está garantido no Top 10 e os outros cinco estão isolados na ilha esperando o Conselho. Agora, a pressão está toda em cima de vocês. Xavier, você abre os disparos desta rodada." Xavier assume o posto com o coração batendo na garganta. Sem Hugo e Yago no grupo para dividirem os alvos, ele sabe que é a caça mais óbvia da arena. Ele tenta desestabilizar o bloco majoritário e atira contra Benedito, quebrando a primeira placa dele. Mas a tréplica vem como um turbilhão. Benedito, Lidia e Sônia alinham as miras imediatamente na direção do rapaz. Benedito puxa o elástico com força e estraçalha a primeira placa de Xavier. Logo em seguida, Lidia calibra o tiro e arranca a segunda. Rayane tenta intervir para salvar o aliado e atira contra Sônia, rachando uma placa da veterana, mas o destino de Xavier já estava traçado. Na rodada seguinte, Sônia puxa o estilingue com frieza e explode a terceira e última placa do competidor. Glenda: "Xavier, suas três placas foram destruídas! Você está eliminado da prova." Com Xavier fora do jogo, Rayane se torna o próximo alvo óbvio do trio dinâmico. Ela recarrega o estilingue rapidamente e atira com raiva em Lidia, conseguindo quebrar uma placa da rival. "Podem vir em mim, eu não tenho medo de vocês!" desafia Rayane. E eles vão. Benedito e Lidia concentram o fogo na estrutura da moça, destruindo duas de suas placas em sequência. Renato, percebendo que a eliminação de Rayane o deixaria completamente sozinho contra o trio no futuro, tenta ajudá-la atirando contra Benedito, destruindo sua segunda placa. Porém, a desvantagem numérica fala mais alto. Sônia puxa o elástico do estilingue ao máximo, mira no alvo restante de Rayane e solta. A placa voa em pedaços. Glenda: "Rayane, todas as suas placas caíram. Você também está fora da disputa!" Restam quatro na prova: Benedito, Lidia, Sônia e Renato. É neste momento que o racho interno do antigo grupo médio explode na arena. Renato, sabendo que Lidia foi a arquiteta da eliminação de Gregório pelas suas costas no último Conselho, não hesita. Ele mira com precisão matemática no posto dela e estraçalha sua segunda placa. "O jogo dá voltas, Lidia" diz Renato, com a voz gélida. Lidia limpa a poeira do rosto, olha para os lados e aciona seus aliados de momento. Benedito e Sônia, entendendo que Renato é um jogador cerebral perigoso demais para se manter imune, decidem dar o troco. Benedito faz um disparo certeiro que quebra a primeira placa de Renato. Renato tenta se defender descarregando seu último tiro contra Lidia, mas a pedra passa raspando a estrutura. Sem qualquer piedade, Lidia puxa o elástico do estilingue sorrindo e destrói a segunda placa do ex-aliado. Para fechar a fatura, Sônia calibra a pontaria e atinge em cheio a terceira placa com o nome de Renato. Glenda: "E o Renato está eliminado da prova! A disputa pelo último Colar de Imunidade fica restrita a Benedito, Lidia e Sônia." O trio que comandou a virada no último Conselho agora terá que se canibalizar na arena para ver quem garante a vaga direta no Top 10.
Sônia assume o posto com a compostura de sempre, tentando calcular qual dos dois aliados seria a maior ameaça física nas próximas etapas. Ela mira na estrutura de Benedito, mas o tiro bate na base de madeira. A resposta dos mais jovens vem sem hesitação. Benedito e Lidia entendem que Sônia é uma jogadora perigosíssima no quesito social e que não podem deixá-la imune. Benedito puxa o elástico com força e estraçalha a primeira placa de Sônia. Logo em seguida, Lidia calibra o tiro e arranca a segunda. Isolada, Sônia tenta um último disparo contra Lidia para se defender, mas a pedra passa raspando. Com um aceno sutil de cabeça, Benedito faz o disparo final, destruindo a terceira placa com o nome da veterana. Glenda: "Sônia, suas três placas foram destruídas! Você está fora da prova. Temos uma final entre Benedito e Lidia!" A disputa pelo colar do Grupo Vermelho fica restrita a Benedito e Lidia. Ambos entram na rodada final com o mesmo número de alvos, cada um ostentando apenas uma placa intacta na estrutura. É tudo ou nada. Lidia faz o primeiro disparo, puxando o estilingue com pressa para tentar surpreender, mas o nervosismo faz a pedra desviar do alvo por milímetros. Sentindo o momento crescer, Benedito respira fundo, firma os pés na areia e puxa o elástico ao máximo, mirando com precisão. O tiro sai perfeito e atinge em cheio o centro do alvo de Lidia. A madeira se despedaça e cai no chão da arena. Glenda: "E acabou! Benedito destrói a última placa de Lidia e é o grande vencedor do Grupo Vermelho! Ele garante a imunidade e carimba seu passaporte para o Top 10!" Benedito solta um grito de desabafo que ecoa por todo o campo de provas, socando o ar com os punhos cerrados. Lidia, embora frustrada com a derrota na reta final, dá um tapinha nas costas do aliado, reconhecendo a vitória. Glenda Kozlowski pega o segundo Colar de Imunidade e caminha até o vencedor, envolvendo o adereço pesado em seu pescoço. "Parabéns, Benedito! Você jogou com estratégia e garantiu a sua imunidade na hora mais crítica. O seu lugar no Top 10 desta temporada está absolutamente garantido. Ninguém pode escrever o seu nome no Conselho hoje à noite." A apresentadora se vira para os outros cinco competidores do Grupo Vermelho "Lidia, Sônia, Renato, Rayane e Xavier", que observam o colar com olhares pesados. "Para vocês cinco, o risco é real e imediato. Hoje à noite, um de vocês será o segundo eliminado a inaugurar o júri. Mas a caminhada de vocês agora é diferente. Produção, o Grupo Vermelho está liberado para retornar ao acampamento oficial." Glenda faz um sinal firme com a mão, estipulando as regras de isolamento: "Vocês vão voltar para a praia de vocês, mas prestem bem atenção, vocês estão proibidos de ter qualquer tipo de contato ou comunicação com o Grupo Azul até o momento em que pisarem no Conselho Tribal. Eles estão em outra parte da ilha e vocês não saberão o que está acontecendo lá, assim como eles não sabem o que aconteceu aqui. Aproveitem o resto do dia para articular apenas entre vocês cinco. Podem voltar para o acampamento." Com as mochilas nas costas, os seis integrantes do Grupo Vermelho pegam a trilha de volta, deixando a arena em silêncio. Enquanto Benedito exibe o colar no peito, Xavier e Rayane trocam um olhar cúmplice, sabendo que as próximas horas na praia serão de pura guerra de sobrevivência.
Isolados em uma praia deserta do outro lado da ilha, os seis integrantes do Grupo Azul tentam encontrar abrigo do sol e digerir a tensão que se acumulou após a prova. Com Carolina imune, a contagem regressiva para o Conselho Tribal deixa os nervos à flor da pele. Perto de um tronco caído à beira da água, Hugo mexe na areia com um pedaço de pau, com o semblante completamente derrotado. Ele olha para Yago e fala em um tom de voz baixo, quase em um sussurro: "Cara, nós estamos completamente ferrados com esse Conselho Tribal. Não tem para onde correr. A Carolina ganhou a imunidade, o que significa que o bloco dela está blindado. Ela e os outros três vão se unir sem pensar duas vezes para votar em um de nós dois hoje à noite. Nós somos a minoria da minoria aqui." Yago limpa o suor da testa, respira fundo e tenta não se deixar abater pelo desespero do aliado: "Eu sei que a situação é feia, Hugo, mas a gente não pode simplesmente deitar e aceitar a eliminação. Nós precisamos encontrar uma maneira de dar a volta por cima, nem que a gente tenha que cavar um racho entre eles ou tentar puxar a Flora. O "não" a gente já tem, agora é hora de tentar o impossível." Enquanto os dois tentavam traçar um plano de sobrevivência, Andrei decide que é hora de fazer o controle de danos após a lavagem de roupa suja na prova. Ele se aproxima de Flora, que está sentada lavando os pés na água do mar, e se agacha ao lado dela com uma expressão de preocupação. "Flora, a gente precisa conversar" começa Andrei, buscando o olhar da moça. "O jogo nos colocou em um cenário extremo hoje. Eu sei que o clima ficou péssimo entre a gente ontem e que você ficou chateada com a mudança de voto, mas eu espero, do fundo do coração, que a gente seja capaz de superar os últimos acontecimentos para sobreviver neste Conselho Tribal. Se a gente se dividir agora, nós damos o controle para os meninos. Eu posso confiar em você hoje?" Flora vira o rosto lentamente, desfazendo a expressão ríspida e substituindo-a por um sorriso compreensivo e sereno que desarma o rapaz. "Com certeza, Andrei. Pode ficar tranquilo" responde Flora, com a voz mansa. "O que aconteceu ontem já passou, aquilo foi no calor do momento. Eu entendo que foi jogo. Pode ter certeza absoluta de que você pode confiar em mim para hoje à noite. Nós vamos juntos nessa." Andrei solta um suspiro visível de alívio, dá um tapinha amigável no ombro dela e se afasta, acreditando que conseguiu costurar a aliança de volta. No entanto, assim que ele fica de costas, o sorriso de Flora desaparece instantaneamente. A câmera corta para o depoimento confessional de Flora, gravado em um ponto isolado da mata da praia temporária. Ela aparece de braços cruzados, com um olhar afiado e um sorriso irônico estampado no rosto: "O Andrei acha que eu sou boba. Ele realmente acredita que depois de ir pelas minhas costas, me enganar no Conselho e tentar me expor na prova de hoje, eu vou simplesmente sentar e votar com ele? Coitado. Ele veio me pedir trégua porque está morrendo de medo de o Hugo e o Yago votarem nele. Eu olhei na cara dele e disse que ele podia confiar em mim. E ele acreditou! (risos). Eu sinceramente não imaginava que a minha vingança viria tão rápido assim. O jogo me deu a cabeça do Andrei de bandeja em menos de vinte e quatro horas, e eu não vou desperdiçar essa chance. Hoje à noite, o caçador vai virar a caça."
A poucos metros dali, sentadas sob a sombra de uma palmeira, Carolina ajeita o Colar de Imunidade no peito e olha para a trilha, pensativa. Ela se vira para as aliadas e quebra o silêncio: "Gente, quem vocês acham que venceu a imunidade lá no outro grupo?" Clarisse chacoalha a cabeça, ajeitando o cabelo molhado, e solta um suspiro pesado: "Olha, Carol, eu não faço a menor ideia. Aquela praia lá é um ninho de cobras pior que a nossa. Eu ainda estou sem acreditar que essa dinâmica aconteceu de verdade. Dois Conselhos na mesma noite? É surreal." Flora, que estava por perto fingindo apenas observar o mar, se aproxima e concorda com a cabeça, alimentando o clima de insatisfação: "É exatamente o que eu penso, Clarisse. É péssimo ter batalhado tanto, passado por tanta escassez para chegar até aqui e ter que vivenciar uma eliminação mútua assim, sem nem saber quem está caindo do outro lado. O jogo ficou completamente herculano." Clarisse estreita os olhos, observando a postura de Flora, e decide testar as águas: "E você, Flora? Já tem alguma ideia sobre em quem vai votar hoje à noite? O seu antigo grupo se dispersou..." Flora dá um passo à frente, abaixa o tom de voz para garantir que Andrei não escute e olha bem nos olhos das duas: "Na verdade, sim. Eu já sei exatamente o que fazer e, para ser bem sincera, eu gostaria muito de conversar com vocês duas sobre isso agora." O cenário mudou. Enquanto as três mulheres começavam a cochichar perto das árvores, Hugo aproveita que Andrei ficou sozinho perto do estoque de água e vai até ele, tentando jogar sua última cartada de sobrevivência na praia. Yago fica a poucos metros, observando a abordagem do aliado. "Andrei, cara, me escuta um minuto" pede Hugo, gesticulando com as mãos para demonstrar transparência. "Eu sei que você acha que a jogada mais fácil hoje é votar em mim ou no Yago para manter o seu bloco seguro. Mas pensa estrategicamente. Você acabou de ver a Flora te cobrando na prova por causa do Gregório. O jogo dela rachou com você. Se você me tirar ou tirar o Yago hoje, você só se isola ainda mais." Hugo dá um passo à frente, tentando plantar a semente da dúvida: "Eu estou te propondo um pacto de sobrevivência para o Top 10. Estou tentando te convencer a não votar nem em mim e nem no Yago hoje à noite. Se você fechar com a gente, nós temos os números para ditar quem sai e você não vira o próximo alvo delas quando os grupos se fundirem de verdade. Pensa bem, cara."
O clima é pesado no acampamento oficial, e a dinâmica de isolamento faz com que cada grupo se feche em sua própria bolha de paranoia. Assim que pisam na areia, Benedito nem espera o grupo se dispersar. Ele sinaliza discretamente para Lidia e Sônia, e os três caminham rapidamente para a parte mais afastada do abrigo, onde o barulho das ondas abafa qualquer tentativa de escuta dos demais. "A nossa sorte está lançada" diz Benedito, com um brilho calculista nos olhos. "O Xavier está na nossa mão. Essa é a chance de ouro para eliminar o Xavier hoje mesmo. Ele não tem imunidade, o grupo dele foi pulverizado e ninguém vai mover um dedo para salvá-lo." Lidia balança a cabeça, concordando prontamente: "É a decisão mais lógica. Se tirarmos o Xavier, eliminamos a peça mais imprevisível e que ainda tem algum trânsito com a Rayane." Sônia completa, pensativa: "Concordo. Mas para não correr nenhum risco de surpresa, precisamos garantir o voto do Renato. Se o Renato votar com a gente, não tem como eles fugirem." Benedito olha na direção de onde Renato está, visivelmente pensativo e isolado. "Deixem comigo" garante Benedito. "Eu vou conversar com ele daqui a pouco. Vou mostrar que, se ele quiser chegar ao Top 10, o melhor caminho é enterrar o resto do passado agora." A poucos metros dali, em um contraste absoluto com a tensão conspiratória do trio, Xavier e Rayane estão sentados em um tronco, observando o mar com uma calma quase cômica. Xavier limpa a areia de suas mãos e solta uma risada curta, que não chega a ser de alegria, mas sim de aceitação. "Você viu a cara deles, Rayane?" comenta Xavier, apontando discretamente para o grupamento de Benedito. "Estão ali montando o plano de execução como se a gente não soubesse exatamente o que vai acontecer." Rayane também ri, escorando a cabeça no ombro do aliado: "É engraçado, né? A gente sabe exatamente o nosso destino. Com essa configuração de jogo, um dos dois, ou eu ou você, com certeza será o próximo eliminado do programa. Não tem milagre que faça a matemática deles mudar agora." Xavier olha para o horizonte, com um sorriso de quem já fez as pazes com a situação. "É a vida. Pelo menos a gente sabe que, quando a tocha apagar hoje à noite, não vai ter sido por falta de aviso. Agora é só esperar a Glenda nos chamar e ver quem eles vão escolher para o primeiro "abate" do Júri."
Benedito caminha calmamente até onde Renato está, sentado sozinho perto de onde as redes de pesca foram deixadas. Ele se senta ao lado do rapaz, adotando um tom de voz calmo e conciliador, como um velho amigo retomando uma conversa importante. "Renato, o clima hoje ficou pesado, né?" começa Benedito, sem rodeios. "Eu queria saber o que você está pensando sobre tudo o que aconteceu desde o último Conselho. A gente precisa estar alinhado para o que vem pela frente." Renato solta um suspiro profundo, olhando para o fogo que começa a ser aceso. Ele não desvia o olhar de Benedito, mas a mágoa ainda transparece em seu tom. "Sinceramente, Benedito? Eu ainda não entendo. Eu entendo que vocês precisavam agir contra o Gregório, e até entendo que não podiam falar nada para a Flora, porque ela era muito próxima dele. Mas por que me deixaram de fora? Eu estava com vocês desde o primeiro dia. Ficar de fora daquela jogada foi como se vocês não confiassem em mim para tomar as decisões que protegem o nosso grupo." Benedito balança a cabeça negativamente, com uma expressão de quem foi mal compreendido. "Renato, olha para mim. A gente não te deixou de fora porque não confiávamos em você. Foi exatamente o contrário! A gente precisava que você ficasse de fora para que você não precisasse mentir para a Flora. Se você soubesse, teria que sustentar uma farsa para ela, e a Flora é perspicaz, ela ia notar. A gente queria te poupar de ter que quebrar a cara dela, entende? Foi para te proteger, não para te excluir." Renato permanece em silêncio por alguns segundos, processando a explicação. Ele balança a cabeça lentamente, os ombros relaxando um pouco. "É..." murmura Renato, olhando para as brasas. "Colocando dessa forma, faz certo sentido. Eu acho que estava muito de cabeça quente, mas agora que você explicou, vejo que não foi por maldade. Eu acredito que posso superar isso e deixar o que passou para trás." Benedito abre um sorriso largo e dá dois tapinhas firmes no ombro do aliado, sentindo que o terreno está pronto para o bote. "Fico muito feliz em ouvir isso, cara. Sério mesmo. Você é peça fundamental no nosso jogo e a gente precisa dessa união hoje à noite. O Xavier é uma carta fora do baralho e precisamos garantir que a eliminação dele se concretize sem falhas. Com o seu voto, a gente fecha a conta e retoma o controle absoluto da situação. Podemos contar com você?"
Continuem acompanhando o blog para não perder nenhuma entrevista nova e nem os nossos projetos com o "BBRAU". Lembrando que quem quiser continuar acompanhando mais nas redes sociais ou entrar em contato, basta procurar no Facebook, Instagram e no Twitter por @odiariodebrunaj, combinado?
.jpg)
%20(5).gif)
.gif)
%20(1).gif)
%20(2).gif)
%20(2).gif)
%20(3).gif)
Nenhum comentário:
Postar um comentário