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segunda-feira, 20 de abril de 2026

SRA - Edge of Extinction: 8x02 - A Primeira Sentença


Os portões pesados de ferro se abrem com um rangido ecoante, e os vinte participantes da tribo Anglin cruzam o limite em direção ao interior sombrio de Alcatraz. O impacto visual e psicológico é imediato. Caminhando pelos corredores estreitos flanqueados por fileiras de celas frias e vazias, o silêncio do lugar é quase palpável, interrompido apenas pelo som dos próprios passos dos competidores no concreto desgastado. Andrei caminha lentamente na retaguarda, usando sua postura introspectiva para absorver a atmosfera pesada do bloco de celas, observando os detalhes das grades enferrujadas com a serenidade de quem estuda o terreno antes de agir. Ao seu lado, Yago mantém o mesmo silêncio observador, analisando o comportamento dos colegas diante daquele cenário opressor e guardando suas impressões para si. Enquanto isso, a investigadora Daphne lança olhares clínicos e discretos para as fechaduras e estruturas, mapeando mentalmente o espaço como se estivesse decifrando um enigma, mantendo seus instintos profissionais totalmente em segredo. Mais à frente, o impacto da realidade começa a dividir as reações. Clarisse, acostumada com o conforto e a estética de sua vida planejada, sente um choque visível ao tocar nas paredes descascadas e úmidas, percebendo que sua bolha foi definitivamente estourada. Em contrapartida, a bióloga Rayane se aproxima das janelas altas e com grades para avaliar a vegetação externa e as correntes de ar da ilha, pensando alto sobre como a umidade e o vento constante vão afetar o grupo no pátio. O veterano Benedito, com o ídolo de imunidade brilhando em mãos, encara o teto alto do bloco de celas com o respeito de quem já se apresentou em grandes estruturas rústicas, comentando com a assistente social Yuki que a mente deles precisará ser tão forte quanto aquelas paredes para não ceder à pressão. Yuki concorda, já sentindo o peso emocional que o ambiente exerce sobre o grupo e buscando manter um semblante acolhedor para acalmar os mais ansiosos. O grupo finalmente chega ao pátio do refeitório, o local designado por Glenda para ser a moradia da tribo Anglin. O espaço é amplo, cercado por muros altos e completamente exposto ao vento gelado que sopra da baía. No centro do pátio, o saco de arroz solitário deixado pela produção lembra a todos da escassez que os espera. Flora assume imediatamente a frente, examinando o saco de mantimentos e avaliando as frestas das paredes do refeitório desativado para planejar a estocagem e a racionalização do alimento, exibindo sua veia competitiva e de liderança. Christiane se aproxima de Flora em silêncio, com os olhos fixos na estrutura do pátio, calculando mentalmente os riscos do vento e a quantidade de calorias que o arroz fornecerá por dia para o grupo. 

A urgência por sobrevivência física começa a ditar as ações das ameaças atléticas do jogo. Thales, utilizando sua prontidão e foco inabalável de quem toma decisões críticas sob pressão, aponta para uma área mais protegida do muro e sugere que comecem a carregar troncos e materiais trazidos pela maré para erguer um abrigo corta-vento. O personal trainer Félix e o modelo Xavier começam a testar a força de algumas madeiras e placas de metal abandonadas no pátio, usando o vigor físico para carregar os materiais mais pesados, embora Xavier mantenha uma postura firme e distante em relação aos outros, focado estritamente na eficiência do trabalho. Carolina se junta ao esforço físico com a determinação fria de uma atleta em dia de treino, sem se importar com o desconforto ou com o que os outros pensam de seu estilo direto. Enquanto o abrigo começa a ser esboçado, a busca pelo fogo se torna a prioridade. Oscar assume a vigilância dos arredores, coletando gravetos secos e supervisionando a área para garantir que nenhum risco passe desconhecido enquanto o grupo tenta criar uma faísca. O roteirista Renato e a cantora Sônia observam a movimentação sentados perto do saco de arroz, Renato comenta que a dinâmica daquela "prisão social" está apenas começando a ganhar forma, enquanto Sônia, respirando o ar puro da ilha, afirma que a dureza do concreto não a assusta após tudo o que já superou na vida. Próximos dali, Hugo e Ayla tentam levantar o moral do grupo, Hugo usa seu carisma e gingado para manter a comunicação leve entre os que trabalham, enquanto Ayla usa sua habilidade de leitura de público para entender as pequenas divisões e conversas que começam a se formar nos cantos do pátio. A noite começa a cair sobre Alcatraz, trazendo um frio rigoroso. Reunidos ao redor da primeira e frágil fogueira que conseguiram acender no pátio do refeitório, os vinte participantes comem suas primeiras porções de arroz empapado. Os olhares se cruzam no escuro, iluminados apenas pelas chamas: A tribo Anglin está oficialmente trancada em seu próprio jogo de sobrevivência.

Na manhã seguinte, os primeiros raios de sol iluminam o pátio rochoso de Alcatraz, trazendo pouca quentura e evidenciando o cansaço na tribo Anglin. Flora assume a linha de frente logo cedo, insistindo de forma enérgica com o grupo que eles não podem se acomodar e precisam continuar melhorando a estrutura do acampamento para se protegerem do frio cortante que sopra da baía. Com o ídolo de imunidade ainda em mãos, Benedito concorda prontamente com ela, usando sua visão prática de quem sabe a importância de uma base firme e segura para resistir ao desgaste físico diário. Enquanto o trabalho começa no pátio do refeitório, Carolina e Rayane caminham pelas margens isoladas da ilha. Afastadas do resto da tribo, as duas dão risadas abafadas enquanto vasculham frestas nas pedras e troncos trazidos pela maré, procurando discretamente por um ídolo de imunidade oculto. Entre uma busca e outra, a sintonia de pensamento faz com que comecem a traçar seus primeiros planos de jogo juntas, combinando de blindar uma à outra contra qualquer investida dos demais competidores. Em outro canto estratégico do ambiente, aproveitando a movimentação geral, Daphne puxa Clarisse e Lidia para uma conversa reservada. Com seu tom observador e cirúrgico, Daphne alerta as aliadas sobre a importância de não deixarem o programa ser sequestrado pelos homens da tribo, enfatizando que elas precisam sempre estar um passo à frente deles nas votações. Lidia concorda de imediato, demonstrando sua astúcia ao sugerir que a melhor jogada é se livrar de uma das grandes ameaças masculinas logo no primeiro conselho tribal. Clarisse acena positivamente com a estratégia, mas expressa uma preocupação sutil, comentando que o jeito mandão e a liderança impositiva de Flora no acampamento podem acabar afetando o convívio delas no decorrer do jogo. Com um olhar calculista, Daphne e Lidia acalmam a colega, ponderando que Flora é uma peça útil por enquanto e que elas poderão eliminá-la mais para a frente, assim que o grupo de mulheres já tiver garantido uma vantagem numérica consolidada na ilha.

Enquanto as articulações femininas ganham força nas sombras, Hugo caminha pela encosta rochosa ao lado de Thales, Yago e Xavier, vasculhando a área em busca de pedaços de madeira e destroços trazidos pela maré que possam reforçar o acampamento. Aproveitando o isolamento, Hugo traz o assunto do jogo à tona, alertando os companheiros sobre o perigo iminente de serem vistos como grandes ameaças devido ao vigor físico e à imposição de suas presenças. Thales e Xavier concordam prontamente, e o grupo começa a alinhar uma estratégia de defesa mútua, discutindo sobre como devem permanecer unidos a partir daquele momento para se blindarem contra votos em massa da tribo. Até mesmo Yago, com seu estilo mais reservado, ouve atentamente as projeções e concorda que a união daquele bloco pode ser a única forma de sobreviverem aos primeiros conselhos tribais. A calmaria do trabalho, no entanto, é apenas aparente. Em um depoimento confessional isolado, Flora não esconde seu descontentamento com o ritmo de convivência na tribo Anglin e solta o verbo para as câmeras. Com sua postura competitiva e firme, ela dispara que há pessoas no grupo, como Sônia e Yuki, que até o momento não ajudaram em absolutamente nada na construção física e na organização do acampamento, deixando claro que não tem paciência para quem se escora no esforço alheio durante uma situação de sobrevivência. De volta ao interior do pátio do refeitório, o clima de reflexão toma conta de outro par de competidores. Sentado em um canto mais reservado, Renato conversa calmamente com Andrei sobre os rumos inéditos que a competição tomou. O roteirista comenta, fascinado e tenso, como o programa está se desenhando de forma completamente diferente de todas as temporadas anteriores, criando uma narrativa imprevisível. Andrei balança a cabeça e concorda com o colega, desabafando com sua serenidade habitual que, por mais que tivesse tentado planejar seus passos antes de entrar em Alcatraz, não estava psicologicamente preparado para esse lance de tribo única logo desde o início do jogo, o que mudou completamente sua perspectiva estratégica.

Sentados na borda do pátio do refeitório, afastados da movimentação principal, Gregório e Félix observam atentamente as interações ao redor. Gregório quebra o silêncio e comenta com o colega que já dá para perceber claramente os pequenos grupos se desenhando pelos cantos da ilha. Félix concorda de imediato, pontuando que a dinâmica da tribo única está acelerando as alianças e que se eles dois não se envolverem ativamente em alguma dessas ramificações o quanto antes, vão acabar virando alvos fáceis e expostos para as próximas eliminações. Ambos decidem que é hora de começar a circular mais e testar a lealdade dos outros competidores antes que o primeiro conselho tribal seja convocado. Enquanto isso, em outro ponto do acampamento, o trabalho de aprimoramento da estrutura continua. Flora, martelando uma placa de metal para reforçar o abrigo, aproveita a proximidade com Benedito para abrir suas intenções de voto. De forma direta, ela diz que pretende jogar ao lado dele caso ele tenha interesse, e enfatiza que sua prioridade agora é se livrar daqueles que cruzaram os braços e não estão ajudando em nada na construção da vida coletiva. Benedito, ajustando os nós da lona protetora, concorda plenamente com o ponto de vista dela, acrescentando que esse comportamento de corpo mole também o incomoda e revela que andou conversando com Renato sobre essa mesma falta de comprometimento de alguns participantes. Não muito longe dali, a estratégia assume contornos mais sutis. Lidia se aproxima de Andrei com um sorriso descontraído, jogando um charme discreto e puxando uma conversa leve para quebrar o gelo com o professor introspectivo. Em seu depoimento confessional logo em seguida, a modelo não faz rodeios sobre suas armas de sobrevivência e afirma para as câmeras, com total frieza, que não vê problema nenhum em flertar ou usar o jogo de sedução com os colegas de tribo se isso for necessário para colher informações, garantir aliados e se salvar das eliminações em Alcatraz.

Quando a noite finalmente cai sobre Alcatraz, um vento ainda mais gélido e cortante sopra da baía, e os participantes são conduzidos por uma trilha sinuosa e escura até o local do conselho tribal. Afastado do acampamento, o cenário do julgamento foi montado nas ruínas da antiga lavanderia da prisão, um espaço amplo de teto desabado, onde as paredes de concreto descascado e as vigas de ferro retorcidas ganham contornos fantasmagóricos sob a luz de grandes fogueiras e holofotes industriais posicionados estrategicamente. Os assentos dos competidores são feitos de blocos de pedra e chapas de metal rústicas, dispostos em semicírculo diante de uma bancada pesada de madeira e ferro onde Glenda Kozlowski os aguarda, cercada por uma iluminação âmbar que acentua a atmosfera opressiva e histórica do confinamento. Com os vinte participantes devidamente posicionados em pé atrás de seus assentos, Glenda toma a palavra e pede para que, um a um, todos eles aproximem suas tochas do braseiro central e coloquem fogo nelas. Enquanto as chamas começam a subir, iluminando os rostos tensos e cansados do grupo, a apresentadora faz o alerta tradicional, relembrando com firmeza que o fogo nas tochas representa a vida de cada um deles dentro do jogo e que no momento em que aquela chama for apagada por ela, a jornada na ilha estará definitivamente encerrada. Após o ritual, Glenda faz um gesto solene, pedindo para que eles sentem e se acomodem nos blocos de pedra, anunciando em seguida que o primeiro conselho tribal da temporada está oficialmente aberto.

Glenda começa a conversa olhando para o semicírculo de rostos tensos e pontua que aquele é o primeiro conselho tribal da temporada. Ela destaca que são os momentos iniciais do programa e faz questão de relembrar que essa dinâmica onde todos os vinte participantes já começam convivendo em uma única tribo e com apenas uma pessoa protegida é completamente diferente das temporadas anteriores. A apresentadora enfatiza que esse cenário inédito traz uma urgência brutal para as estratégias de cada um ali, afinal, dezenove deles estão correndo risco real de serem eliminados hoje. Com o vento ecoando pelas ruínas, ela questiona o grupo sobre como é lidar com esse ritmo acelerado e com a incerteza constante de sobrevivência logo nos primeiros dias. Os participantes se entreolham em um silêncio carregado de dúvida, até que Renato toma a iniciativa e começa dizendo que essa é uma dinâmica para a qual ele acredita que nenhum deles estava preparado. Ao fundo, vários competidores concordam prontamente, balançando a cabeça de forma afirmativa ou soltando breves sussurros de assentimento. O roteirista completa seu raciocínio explicando que, por conta desse susto inicial, todo mundo no acampamento está agindo de forma extremamente defensiva. Aproveitando o gancho, Glenda questiona se eles estão encontrando dificuldades para estabelecer ligações pessoais genuínas neste momento, justamente por causa da pressão de já precisarem eliminar alguém tão cedo. Oscar pede a palavra e diz achar que fala por todo mundo quando afirma que já dá para perceber nitidamente pequenas alianças se formando pelos cantos. No entanto, ele pondera que, pelo fato de o jogo ainda estar em seu estágio inicial, fica muito difícil saber se essas ligações são fortes o bastante para sobreviver a essa noite ou se, na verdade, todo mundo está apenas blefando uns com os outros na pura intenção de garantir mais alguns dias na ilha.

Glenda direciona o olhar para Christiane e a questiona diretamente sobre como ela acredita saber se as pessoas estão mentindo para ela ou não nesse jogo. Christiane responde de forma sincera, explicando que, neste momento inicial, tudo se resume muito mais à intuição e à sensação imediata que a pessoa lhe passa do que a qualquer outra coisa. Afinal, ela pondera que o tempo foi tão curto que não deu nem para conversar com todo mundo da tribo, muito menos para conseguir descobrir com certeza se alguém está mentindo ou sendo falso com ela. Em seguida, Glenda muda o foco e questiona se Flora iria se sentir traída caso fosse a eliminada da noite. Sem hesitar, Flora responde que com certeza sim, pois se considera uma das pessoas que mais está trabalhando ativamente pelo bem-estar coletivo de todos ali. Ela acrescenta, com firmeza, que se alguém lhe perguntasse pessoalmente sobre quem a tribo deveria eliminar agora, sua resposta seria clara: O voto deveria ir para os pesos mortos do acampamento. Para Flora, essa temporada não é muito sobre vencer provas em grupo, e sim sobre a capacidade de viver bem no coletivo. Aproveitando a declaração, Glenda questiona Benedito se ele concorda com essa visão e o que, na opinião dele, mediria quem realmente trabalha pelo coletivo e quem não trabalha. Ostentando o ídolo de imunidade, o rapaz responde que concorda sim com o ponto de vista de Flora. Ele pondera que não saberia medir milimetricamente o esforço de cada um dos competidores, até porque ainda não os conhece o bastante para fazer esse tipo de julgamento. No entanto, Benedito complementa, usando o próprio comportamento como base, que ele acredita que se alguém ali tem tempo de sobra para ficar parado apenas observando os outros trabalharem, essa mesma pessoa também teria tempo de sobra para dar uma força na hora de acender uma fogueira ou na busca por comida para o grupo.

Xavier pede a palavra e diz que acha meio injusto esse negócio de focar apenas em pessoas que supostamente não estão trabalhando, pois, segundo ele, ninguém ali dentro é capaz de julgar quem de fato está se esforçando e quem está fazendo corpo mole. Flora responde prontamente ao comentário, afirmando que ela sabe que ele é uma das pessoas que está ajudando bastante no acampamento e reforça que todo mundo ali percebe claramente quem não contribui. Diante da afirmação, Clarisse intervém e pede para a moça falar nomes então, mas Flora dá risada e diz que não precisa expor ninguém, pois todo mundo ali é adulto e observador o suficiente para saber quem ajuda e quem não ajuda. Em seguida, Yuki se manifesta e pondera que o ambiente da prisão é grande demais para todo mundo conseguir saber o que realmente acontece o tempo todo. Ela defende que nenhum participante é capaz de fiscalizar o que o outro está fazendo a cada minuto e afirma que concordava com Xavier quando ele diz que é injusto usar isso como desculpa para a eliminação. Félix, no entanto, discorda e comenta que, infelizmente, eles precisam encontrar um argumento em comum para conseguir realizar essa primeira eliminação. Ele assume que, no momento, está pendendo a ir mais para o lado dos argumentos trazidos por Flora e Benedito, já que também não achava justo alguns participantes trabalharem pesado pelo bem coletivo enquanto outros estão descansando possivelmente para guardar mais energia para as provas ou pelo simples descaso de não querer ajudar o grupo.

Carolina pede a palavra e diz que entende os argumentos sobre ajudar no acampamento, mas pontua que eles também não se inscreveram para um jogo de ver quem é o mais trabalhador, lembrando a todos que eles estão ali para competir nas provas e vencer no final do dia. Andrei intervém e diz que entende o pensamento dela, mas acredita que o convívio coletivo faz parte do caminho para essa vitória, ponderando que, sem um acampamento firme ou condições básicas de sobrevivência, eles podem acabar sendo evacuados do programa por questões médicas se não se cuidarem. Glenda interrompe o debate e questiona diretamente o semicírculo se essa noite, então, o voto é sobre quem ajuda mais no acampamento. Em coro, a divisão fica evidente: Alguns participantes respondem que sim de imediato, enquanto outros respondem que não. A apresentadora então questiona o que mais estaria em jogo além disso, e Sônia responde com firmeza que, no fim do dia, ela está concorrendo ao prêmio final contra outras dezenove pessoas e que, no ponto de vista dela, é preciso pensar estrategicamente em quem pode atrapalhar o caminho dela lá na frente, seja de forma tática ou de forma física. Hugo toma a frente e rebate, dizendo que acha uma das maiores besteiras esse argumento focado no físico dos participantes. Ele defende que, se a produção selecionou cada um deles, é pelo motivo de todos estarem igualmente aptos a fazerem as dinâmicas e vencer, ainda mais em uma temporada com uma pegada tão individual quanto essa desde o começo. Sônia dá risada do comentário de Hugo e dispara, sem rodeios, dizendo que obviamente ele não entende nada sobre o programa.

Glenda olha para o grupo e questiona se os participantes estão preparados para dar o primeiro voto da temporada. Em uníssono, a maioria responde que sim com cabeças erguidas e semblantes sérios. A apresentadora faz um gesto em direção à cabine de votação, localizada em uma das antigas salas de controle da lavanderia, e orienta que eles comecem a se dirigir até lá, um por um. O desfile em direção à cabine tem início. Flora é uma das primeiras a levantar. Ao entrar no espaço reservado, ela escreve o nome com firmeza, vira o papel e mostra para a câmera o seu voto em Yuki, disparando sem rodeios que não vê força de vontade na moça para enfrentar as dificuldades do acampamento. O fluxo de competidores continua de forma tensa. Sônia faz o seu trajeto com passos decididos e, diante da lente, mostra o seu voto para a câmera, justificando que seu voto é em Flora porque ela não foi para o programa para receber ordens de ninguém. Logo depois, Hugo caminha até a cabine com sua postura expressiva, ao registrar sua escolha, ele mostra o voto dele para a câmera e explica que sente que Clarisse será um atraso no jogo se continuar na tribo. Os demais participantes se revezam no confessionário improvisado: Ayla, Thales, Xavier, Yago, Carolina, Rayane, Daphne, Lidia, Clarisse, Andrei, Renato, Oscar, Yuki, Félix, Gregório, Christiane e, por fim, Benedito deposita seu voto sabendo que seu colar o mantém seguro. Após o último competidor retornar ao seu assento de pedra, Glenda se levanta e vai buscar a urna pesada de metal na cabine. Ao retornar ao seu local na bancada, ela posiciona a urna diante de si e olha para o semicírculo de sobreviventes. A apresentadora fixa o olhar no grupo e diz que esse é o momento exato se algum participante quiser usar algum ídolo de imunidade ou vantagem no jogo. Um silêncio pesado toma conta das ruínas de Alcatraz e, apesar de vários olhares entrelaçados e cheios de desconfiança cruzando o ambiente, nenhum participante se manifesta. Glenda acena positivamente, segura o primeiro papel e diz que vai dar início à leitura dos votos.

Glenda abre a urna, retira o primeiro papel e desdobra-o com calma, encarando o grupo antes de revelar o nome escrito. A leitura começa sob o silêncio tenso das ruínas: "Primeiro voto da noite, Yuki." Ela puxa o segundo voto, lê em voz alta e atualiza o placar inicial: "Um voto para Yuki e um voto para Clarisse." Com movimentos calculados, a apresentadora abre o terceiro papel: "Um voto para Yuki, um voto para Clarisse e um voto para Sônia." O quarto papel é retirado da urna de metal: "Dois votos para Yuki." "Dois votos para Yuki, um voto para Clarisse, um voto para Sônia e um voto para Renato." Os competidores se mexem discretamente nos assentos de pedra enquanto Glenda desdobra mais um manuscrito: "Flora também recebe seu primeiro voto." "Temos um empate com dois votos para Yuki e dois votos para Clarisse." A contagem começa a ganhar velocidade e a desenhar uma tendência no semicírculo: "Três votos para Yuki." "Quatro votos para Yuki." A expressão de Yuki permanece firme, enquanto os outros participantes trocam olhares rápidos de surpresa. Glenda continua: "Quatro votos para Yuki, dois votos para Clarisse e dois votos para Renato." "Três votos para Clarisse." "Dois votos para Flora." Glenda puxa mais um voto, aumentando o peso sobre a assistente social: "Cinco votos para Yuki." "Cinco votos para Yuki, três votos para Clarisse e três votos para Flora." A fumaça das fogueiras parece se misturar com a tensão do ambiente quando a apresentadora lê o próximo papel: "Seis votos para Yuki." "Seis votos para Yuki e quatro votos para Clarisse." "Seis votos para Yuki, quatro votos para Clarisse, quatro votos para Flora." Glenda retira mais um papel da urna, segura-o firmemente e olha direto para os participantes, fazendo uma pausa dramática: "Se o próximo voto for para Yuki a votação chega ao fim, pois sete votos é o necessário para a eliminação..." Ela desdobra o papel lentamente e dita a sentença final:  "... E com sete votos, quem deixa o programa no primeiro conselho tribal é você, Yuki... Me traga a sua tocha!"


Ao ouvir seu nome pela sétima vez, Yuki respira fundo e exibe um sorriso sereno, mantendo a calma que a acompanhou durante os dias na ilha. Ela se levanta devagar do bloco de pedra, ajeitando sua roupa. Alguns participantes manifestam breves reações, Félix murmura um pedido de desculpas baixo pelo voto e Xavier balança a cabeça em sinal de respeito. Yuki reage com um aceno sutil para eles, demonstrando que entende que tudo faz parte da engrenagem do jogo, mas evita prolongar os olhares com o grupo que articulou sua saída. Ela caminha com passos firmes até a bancada principal, aproximando-se de Glenda e encaixa sua tocha no suporte de madeira indicado. Assim que o objeto é fixado, Glenda a encara com um semblante sério e profere a frase decisiva: "Yuki, a tribo decidiu." Antes que a apresentadora apague a chama, Yuki olha para ela e comenta em tom de desabafo: "O confinamento aqui é real, Glenda, mas a minha paz de espírito ninguém tira. Foi uma experiência curta e intensa." Em seguida, ela se vira de frente para o semicírculo de sobreviventes, olha bem nos olhos de cada um e dispara suas palavras finais para o grupo: "Boa sorte para quem fica. Continuem cuidando uns dos outros e joguem com o coração, porque as paredes dessa prisão cobram caro de quem joga sujo." Sem olhar para trás, ela pega sua mochila e segue pela trilha escura dos eliminados, sumindo em meio às ruínas da antiga lavanderia. Glenda observa a partida da participante e, voltando sua atenção para os dezenove competidores restantes, dá a instrução final da noite: "Tribo Anglin, o primeiro recado foi dado. Vocês estão liberados para retornarem ao acampamento. Tenham todos uma boa noite."

Enquanto os dezenove participantes restantes deixam o conselho tribal em silêncio, formando uma longa fila única que serpenteia pela trilha escura e gélida de volta ao acampamento, a tela corta para o depoimento final de Yuki. Gravado logo após sua eliminação, o cenário traz o fundo sombrio de Alcatraz enquanto ela compartilha suas últimas impressões. "Participar do programa foi um turbilhão de emoções que eu nunca imaginei viver. Mesmo sabendo que o jogo seria difícil, o impacto de entrar nessa prisão e encarar a escassez logo de cara foi um choque. Passei por dificuldades físicas com o frio e o cansaço, mas o mais difícil foi lidar com a velocidade das articulações. Saio de cabeça erguida porque fui verdadeira com o que acredito, mesmo que o coletivo tenha optado por me tirar tão cedo." Enquanto a voz de Yuki ecoa, as imagens de cada participante revelando seus votos na cabine de votação surgem na tela, desfazendo o mistério sobre como votou a tribo Anglin: O bloco que selou o destino de Yuki foi composto por Andrei, Ayla, Benedito, Félix, Flora, Gregório, Oscar e Renato, que somaram os oito votos necessários para tirá-la da competição. Por outro lado, o grupo focado em alvejar as lideranças e outras ameaças se dividiu: Clarisse recebeu os votos de Hugo, Thales, Xavier e Yago, enquanto Flora virou o alvo de Carolina, Clarisse, Lidia, Sônia e da própria Yuki. Fechando a contagem da noite, Daphne e Rayane decidiram anular suas forças votando em Renato, enquanto Christiane deixou o único voto direcionado a Sônia. A música de encerramento sobe enquanto a imagem de Yuki caminhando com sua mochila em direção ao barco da produção encerra a primeira eliminação da temporada.


LEMBRANDO QUE: Esta coluna é uma obra de ficção, qualquer semelhança com nomes, pessoas, factos ou situações da vida real terá sido mera coincidência. Todos os direitos de criação das personagens e suas histórias são reservados. Este material não pode ser publicado, reescrito ou redistribuído sem autorização. © 2015 - 2026

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