Assim que os participantes colocam os pés de volta no acampamento e deixam suas tochas de lado, a calmaria forçada da trilha desaparece instantaneamente. O silêncio é quebrado pelo barulho das mochilas sendo jogadas no chão com força. Hugo, incapaz de segurar a frustração que estava engasgada desde a contagem dos votos, perde completamente a paciência. Ele esfrega as mãos no rosto, gesticula indignado e esbraveja para quem quiser ouvir: "Cara, nós fomos completamente tapeados nessa votação de hoje! Que palhaçada foi essa? Ficou claro que nunca, em momento nenhum, houve a real intenção desse povo aí eliminar o Oscar. Armaram uma palhaçada bem ensaiada para cima da gente!" Renato, que estava ajeitando suas coisas perto da cabana, não se intimida com o tom de voz do colega. Ele se vira de frente para Hugo e responde com uma calma cirúrgica, mantendo a postura firme: "Olha, Hugo, vocês estavam agindo de um jeito extremamente suspeito nas últimas horas. Eu sinto muito de verdade se vocês estão falando a verdade agora e se o plano não era esse, mas a gente foi alertado. No ponto em que o jogo está, não dava simplesmente para ficar sentado assistindo ao nosso grupo ser alvo sem fazer nada para se defender. Nós nos protegemos." Yago, que até então estava em silêncio cruzando os braços perto da fogueira apagada, solta um suspiro pesado, balança a cabeça e entra na discussão com amargura: "É... Antes a gente tivesse se juntado de verdade e votado em massa também, em vez de ficarmos divididos. Mas quer saber a real? Isso tudo não passa de culpa da Daphne! Foi ela que começou a plantar fofoca para colocar os nossos grupos um contra o outro no acampamento e gerar esse inferno todo."
A manhã seguinte começa com os primeiros raios de sol cortando as frestas das cabanas, mas o clima de ressaca moral do Conselho Tribal ainda paira sobre o acampamento. Longe dos demais participantes, uma reunião estratégica acontece sob a sombra de algumas árvores entre Andrei, Benedito, Flora, Lidia, Renato e Oscar. O assunto principal não poderia ser outro, a bomba jogada por Daphne na noite anterior. Oscar quebra o silêncio, cruzando os braços e expondo sua dúvida sobre a lealdade da moça: "Gente, a gente precisa alinhar isso. Vocês acham que é verdade ou mentira que a Daphne inventou todos aqueles rumores da noite passada só para inflamar a nossa paranoia e colocar a gente contra o grupo do Hugo? Ela pode ter jogado verde para colher maduro." Renato balança a cabeça negativamente, defendendo uma leitura mais analítica do cenário e demonstrando que ainda confia na palavra da aliada: "Sendo bem sincero, Oscar, eu não acredito que a Daphne tenha inventado isso do nada só para causar intriga. Para mim, a história dela faz sentido. E outra, manter os outros homens do grupo do Hugo no jogo neste momento pode se tornar um risco gigantesco para nós lá na frente se dermos espaço para eles se reorganizarem." Benedito, ajeitando sua mochila no chão, intervém para trazer uma preocupação matemática para a mesa: "Eu entendo perfeitamente o seu ponto, Renato, e concordo que o grupo do Hugo é perigoso. Mas a gente também não pode perder de vista o outro lado da praia. Nós não podemos deixar o grupo da Clarisse e da Sônia conseguir os números e o controle do jogo. Para mim, no próximo Conselho Tribal, o caminho mais certo e inteligente seria eliminar uma delas para quebrar essa força." Lidia, que assistia à discussão com um olhar atento e calculista, resolve intervir para sutilmente desviar o foco e manter a rivalidade entre os dois grandes blocos masculinos acesa: "Olha, Benedito, eu acho muito mais arriscado a gente mirar em uma das mulheres agora. Se a gente for para cima delas, a Clarisse e as outras podem muito bem se sentir encurraladas e acabar se juntando com o resto do grupo do Hugo para mirar na gente em um contra-ataque. Talvez o caminho mais seguro e inteligente para todos nós aqui seja continuar focando na eliminação dos membros homens do grupo do Hugo, deixando as meninas para depois." Flora, que até então apenas escutava os desabafos e as teorias dos aliados, decide cortar a onda de especulações e trazer o grupo de volta para a realidade prática do dia: "Gente, de verdade, não adianta nada a gente ficar aqui especulando e desenhando cenários para o próximo Conselho Tribal neste exato momento. A gente nem sabe o que vai acontecer hoje. Primeiro, nós precisamos ir lá, encarar a Prova de Imunidade, ver quem vai vencer e, principalmente, descobrir se alguém vai conquistar alguma nova vantagem ou poder na plataforma. Depois que o ídolo tiver dono, a gente senta e calcula o resto." O grupo concorda com um aceno silencioso, sabendo que cada passo na ilha pode mudar completamente o destino do jogo em questão de horas.
Enquanto o grupo maior tentava se reorganizar após a tempestade, o desespero batia diretamente na porta dos antigos articuladores da noite anterior. Xavier e Hugo andavam a passos rápidos e discretos pela vegetação mais densa, vasculhando minuciosamente as frestas de árvores caídas, a base dos tótens e os arbustos ao redor do perímetro em busca de um ídolo de imunidade escondido. A paranoia e o senso de urgência ditavam o ritmo dos movimentos. Xavier afastou algumas folhas grandes com um pedaço de pau e desabafou em tom baixo, sem disfarçar a gravidade da situação: "Hugo, sendo bem realista... Se a gente não conseguir encontrar um ídolo ou ganhar essa imunidade hoje, é muito capaz de nós dois nos tornarmos os próximos eliminados do programa de forma consecutiva. O alvo ficou gigantesco nas nossas costas." Hugo parou por um instante, olhou ao redor para garantir que ninguém os espionava e concordou com um aceno tenso, chutando o chão com frustração: "Eu concordo totalmente, cara. O que eu ainda não consigo engolir é como que as coisas escalaram tão rápido daquele jeito igual ontem à noite no Conselho. Tudo desmoronou em minutos." Xavier bufou, limpando o suor da testa antes de continuar a busca: "Nós caímos direitinho na conversa fiada e nas meias verdades da Daphne, esse foi o nosso erro. Mas agora o estrago está feito. O que a gente precisa desesperadamente é encontrar um jeito de reverter a situação no acampamento, fazendo com que todo mundo saiba e entenda de uma vez por todas que tudo aquilo foi uma armação dela para jogar a culpa nas nossas costas." Enquanto a dupla de estrategistas corria contra o tempo na floresta, o clima no canto oposto do acampamento era de pura celebração e deboche. Sentada confortavelmente perto do rio, Clarisse ajeitava suas coisas com um sorriso vitorioso estampado no rosto. Sem esconder a satisfação de ter escapado ilesa do último Conselho, ela comentou com as aliadas: "Olha, eu vou falar para vocês... Eu simplesmente adoro esses momentos de caos generalizado nos Conselhos Tribais. É a minha engrenagem favorita. E quer saber? Eu acho que nós estamos extremamente seguras agora, já que o outro grupo comprou a briga e quer arrancar a cabeça do Gregório, do Hugo, do Xavier e do Yago. Eles vão se canibalizar." Sônia, que estava ao lado lavando o rosto, respirou fundo e olhou para Clarisse com uma expressão bem mais cautelosa e desconfiada: "Eu espero de verdade que a gente esteja segura mesmo, Clarisse, porque o tombo aqui é grande. Mas quer saber a real? Toda essa história de ontem me deixou com uma pulga atrás da orelha. Eu estou começando a ficar bem desconfiada do perigo real que é ter a Daphne por perto. Alguém que consegue virar o jogo daquele jeito e manipular a narrativa no meio do fogo... É uma faca de dois gumes para qualquer aliança."
Pouco depois, o som do sinal ecoa pelo acampamento, e os participantes recebem o aviso para seguirem imediatamente ao campo de provas. Eles caminham pela trilha até chegarem a uma clareira à beira-mar, onde encontram Glenda Kozlowski posicionada diante de uma imensa estrutura de ferro e tanques de água. A apresentadora olha para o grupo, percebendo as feições cansadas e a tensão remanescente da noite anterior: "Bem-vindos a mais uma Prova de Imunidade. Quinze sobreviventes restam no jogo. Vocês estão preparados para competir hoje?" "Sim, Glenda!" respondem os competidores em uníssono, tentando focar toda a energia no desafio que se inicia. "Antes de explicar como a dinâmica de hoje vai funcionar" diz a apresentadora, voltando-se para o banco dos participantes, "Benedito, por favor, traga o ídolo de imunidade." Benedito se levanta e o entrega nas mãos de Glenda. Ela ergue o objeto para que todos vejam: "A sua imunidade individual está oficialmente de volta ao jogo. Hoje, um de vocês vai garantir a segurança e se salvar do próximo Conselho Tribal." Glenda se vira para a estrutura atrás de si e começa a detalhar as regras do desafio: "A prova de hoje é de pura resistência, fôlego e controle mental. Sob a sombra das muralhas de Alcatraz, vocês vão enfrentar um desafio inspirado nas lendárias tentativas de fuga da prisão mais famosa do mundo. Na primeira etapa, cada um de vocês entrará em uma cela individual submersa. Vocês deverão permanecer debaixo d'água pelo maior tempo possível, simulando a resistência necessária para escapar das águas geladas que cercavam a ilha. Conforme vocês forem emergindo um a um, serão eliminados. Apenas os três últimos sobreviventes que resistirem mais tempo avançam para a fase final." A apresentadora faz uma pausa, apontando para a segunda parte da estrutura metálica montada no mar: "Na etapa decisiva, os três finalistas mergulharão em uma estrutura metálica submersa que representa os túneis de fuga da prisão. Presos aos degraus dessa estrutura estão dez boias, que simbolizam os obstáculos deixados para trás durante a escapada. Vocês deverão nadar debaixo d'água repetidamente, soltando apenas uma boia por vez até libertarem todas elas. O primeiro competidor que conseguir remover suas dez boias e emergir para completar a fuga conquista a imunidade, garantindo o colar e a segurança total. Os demais continuam à mercê do Conselho Tribal." Glenda olha para o cronômetro em sua mão e finaliza: "Vou dar um minuto para vocês se organizarem, beberem uma água e escolherem suas celas. Em seguida, começaremos a prova!"
Os quinze participantes caminham pelas passarelas de madeira flutuantes e entram, um a um, em suas respectivas celas de ferro espalhadas pela estrutura. A água bate na altura do peito. O nervosismo é visível no rosto de Xavier e Hugo, que sabem que a permanência deles no jogo depende diretamente daquele colar. Do outro lado, Clarisse troca um olhar irônico com Gregório antes de segurar nas grades superiores. Glenda Kozlowski assume o comando no posto de observação elevado: "Sobreviventes, posicionem-se abaixo das grades de segurança. A contagem regressiva vai começar. Três... Dois... Um... Submergir!" Os quinze competidores afundam a cabeça de uma só vez. O silêncio toma conta da superfície, quebrado apenas pelas pequenas bolhas de ar que sobem até o topo das celas de ferro. Nos primeiros trinta segundos, todos conseguem manter o controle mental, controlando os batimentos cardíacos para economizar o oxigênio nos pulmões. Porém, a resistência física nas águas geladas logo começa a cobrar o seu preço. Com pouco mais de quarenta e cinco segundos de prova, a primeira cabeça emerge da água, tossindo e puxando o ar com força. É Sônia, que bate a mão na grade pedindo para sair da cela, completamente sem fôlego. "Sônia é a primeira eliminada da prova!" anuncia Glenda. Logo em seguida, a barra de ferro de outra cela balança. Clarisse emerge rindo, jogando o cabelo para trás e demonstrando que não pretendia se desgastar tanto naquela primeira fase. Menos de dez segundos depois, Gregório e Yago também não aguentam a pressão hidrostática e sobem para respirar quase juntos, frustrados com o desempenho inicial. Na marca de um minuto e meio, o desgaste se intensifica. Flora e Rayane começam a se debater levemente debaixo d'água e emergem na sequência, pegando o ar desesperadamente. O grupo de resistentes vai se afunilando, e a disputa para saber quem serão os três finalistas começa a ficar cada vez mais acirrada entre os que permanecem imóveis sob a água.
O relógio já ultrapassa a marca dos dois minutos e meio de prova. Debaixo d'água, os nove sobreviventes restantes travam uma batalha silenciosa contra o próprio corpo. A água gelada aumenta a sensação de claustrofobia dentro das celas de ferro, e as bolhas de ar sobem de forma cada vez mais frequente na superfície. "Nove competidores continuam na disputa pelas três vagas da final!" narra Glenda Kozlowski, observando os tanques. De repente, a estrutura de uma das celas do canto balança. Carolina emerge de uma vez, puxando o ar com força e tossindo. Quase no mesmo segundo, Lidia perde o controle do fôlego e sobe para a superfície, com os rostos vermelhos pelo esforço. Restam seis na água: Andrei, Benedito, Daphne, Hugo, Oscar e Xavier. O foco de Hugo e Xavier é total, eles sabem que a sobrevivência de sua aliança depende desse colar. Na marca dos três minutos e quinze segundos, o limite biológico é atingido por mais três competidores. Oscar é o primeiro a ceder, emergindo com os olhos arregalados pela falta de oxigênio. Logo atrás dele, Andrei e Daphne sobem quase juntos, explodindo na superfície da água e buscando o ar desesperadamente. Glenda Kozlowski bate palmas e faz o anúncio oficial para todo o acampamento: "Fim da primeira fase! Temos os nossos três finalistas! Xavier, Hugo e Benedito resistiram ao limite dos seus pulmões e estão garantidos na grande final da Fuga de Alcatraz!" Os três sobreviventes emergem de suas celas exaustos, mas com a adrenalina a milhão. Hugo e Xavier trocam um olhar rápido de alívio por terem garantido a maioria na etapa decisiva, enquanto Benedito respira fundo, ciente de que terá que enfrentar a dupla sozinho para manter a imunidade em seu grupo. "Podem sair das celas e se aproximarem da estrutura dos túneis" orienta Glenda. "A liderança do jogo está nas mãos de vocês três."
Xavier, Hugo e Benedito se posicionam na plataforma de largada da segunda estrutura. À frente deles, submersas no mar aberto, estão três gaiolas metálicas paralelas que representam os estreitos túneis de fuga da prisão de Alcatraz. Presas aos degraus internos de cada túnel estão as dez boias pesadas, firmemente amarradas. Glenda Kozlowski se posiciona na linha de chegada com o colar de imunidade em mãos: "É isso, finalistas. Os braços e as pernas de vocês já estão pesados por causa do teste de resistência nas celas, mas agora é uma corrida contra o relógio e contra o esgotamento dos pulmões. Vocês devem mergulhar, soltar uma boia por vez, nadar de volta à superfície para liberá-la na raia e mergulhar novamente. O primeiro que conseguir remover as dez boias completa a fuga e vence a imunidade. Finalistas, em posição!" Os três competidores seguram nas barras superiores da plataforma, com os olhos fixos nos túneis submersos. "Três... Dois... Um... Valendo!" grita Glenda. Os três finalistas saltam na água ao mesmo tempo, provocando um grande estrondo na superfície, e deslizam para dentro de seus respectivos túneis de ferro. Hugo e Xavier, movidos pelo puro desespero de estarem na mira do acampamento, começam a prova com uma velocidade frenética. Eles alcançam a primeira boia e trabalham rápido nos mosquetões de fixação. Hugo é o primeiro a arrancar a sua primeira boia, batendo as pernas para trás para sair do túnel e emergindo para jogá-la em sua raia flutuante. Um segundo depois, Xavier quebra a superfície com a sua primeira boia, seguido bem de perto por Benedito. "Hugo garante a primeira! Xavier logo atrás, e Benedito também libera a dele!" narra Glenda em alto e bom som, enquanto os demais participantes aplaudem e gritam do banco dos eliminados. Sem tempo para recuperar o fôlego, os três mergulham de cabeça novamente. O desgaste físico da prova começa a cobrar o preço muito rápido. Movimentar-se dentro da estrutura de ferro exige precisão, qualquer movimento desalinhado significa raspar o corpo nas traves de metal. Na altura da quarta boia, o ritmo da disputa começa a mudar. Benedito, usando uma estratégia mais calma e calculista, consegue desfazer o nó de seu engate logo na primeira tentativa, enquanto Hugo se atrapalha um pouco com um clipe travado debaixo d'água. Xavier aproveita o deslize do parceiro e emerge com a sua quarta boia ligeiramente à frente dos outros dois. "Xavier assume uma liderança milimétrica com quatro boias liberadas! Hugo e Benedito estão colados logo atrás dele!" avisa Glenda. A água está completamente agitada, cheia de espuma e bolhas. Os pulmões dos finalistas ardem e os músculos clamam por oxigênio enquanto eles afundam mais uma vez em busca da quinta e da sexta boia, chegando à metade dessa fuga exaustiva.
O cansaço físico é extremo. Xavier, Hugo e Benedito estão com os braços pesados e as pernas queimando devido ao esforço acumulado, mas nenhum deles ousa diminuir o ritmo. A torcida no banco dos eliminados está eufórica, gritando a cada vez que um deles emerge com uma boia na mão. "Xavier e Hugo entram na sétima boia! Benedito vem logo atrás!" grita Glenda Kozlowski, contagiada pela adrenalina da prova. Xavier mergulha focado, mas a falta de oxigênio começa a embaralhar seus movimentos. Ele perde preciosos segundos tentando soltar o engate da oitava boia debaixo d'água. Hugo percebe a brecha pelo canto do olho, força os pulmões ao limite e consegue soltar a sua oitava e a sua noroestina boia em dois mergulhos cirúrgicos e velozes, assumindo a liderança solitária da prova. "Hugo assume a ponta! Ele está na última boia! Só falta uma para o Hugo!" narra a apresentadora. Xavier e Benedito dão o último gás e empatam na nova boia, mergulhando desesperados logo atrás do líder. O acampamento inteiro se levanta dos bancos para assistir ao desfecho. Hugo afunda na água pela última vez. O coração batendo na garganta, as mãos trêmulas pelo esgotamento, ele puxa o pino da décima boia. O objeto se desprende da estrutura metálica. Ele chuta as grades para trás, emerge rasgando a superfície da água e arremessa a última boia em sua raia flutuante, soltando um grito de puro desabafo e alívio. Glenda Kozlowski bate palmas e decreta o fim do desafio: "Fim de prova! Hugo solta a décima boia e é o grande vencedor da Prova de Imunidade! Você está salvo do Conselho Tribal!" Hugo apoia os braços na plataforma, respirando de forma extremamente arquejada, enquanto Xavier bate na água com força, frustrado por ter batido na trave, mas aliviado pelo parceiro de aliança ter garantido a segurança. Benedito emerge logo em seguida, aceitando a derrota com um aceno de cabeça respeitoso. Os três retornam para a plataforma principal junto aos demais participantes. Glenda pega o ídolo de imunidade e entrega nas mãos de Hugo: "Hugo, parabéns. Em uma noite onde seu nome estava no centro de todas as conversas e o alvo era gigantesco, você conquistou a única coisa que importava, a segurança absoluta. Você não pode ser votado no próximo Conselho Tribal. Já para o resto da tribo... o jogo continua. Nos vemos à noite. Podem voltar para o acampamento."
Assim que os participantes pisam de volta no acampamento, o alívio de Hugo contrasta drasticamente com a tensão que volta a tomar conta das alianças. Com a imunidade definida, as especulações de voto começam a se espalhar pelos cantos. Daphne puxa Carolina e Rayane para perto da área das cabanas, falando em tom baixo, mas carregado de intenção estratégica: "Meninas, pensem comigo. O Hugo está imune, então o alvo principal deles caiu. Talvez este seja o momento exato para a gente fazer um grande movimento e eliminar o Benedito. Se a gente deixar ele passar de fininho agora, ele vai conseguir vencer várias provas físicas em sequência e vai chegar direto na final. A gente precisa cortar a cabeça do grupo deles enquanto dá tempo." Carolina e Rayane ouvem atentamente e concordam com a moça, balançando a cabeça de forma positiva. No entanto, Sônia, que estava por perto e acabou ouvindo os detalhes do plano, decide intervir imediatamente. Ela cruza os braços e bate de frente com a ideia: "Eu discordo totalmente, Daphne. Acho muito mais prudente e seguro para o nosso jogo continuarmos aliadas ao grupo do Benedito nesta rodada. O certo é manter o foco e eliminar o Yago ou o Xavier no próximo Conselho Tribal. Eles ainda são uma ameaça direta contra a gente." Daphne não desiste facilmente e tenta argumentar, justificando que o jogo exige riscos, mas Sônia se mantém irredutível e corta a conversa com firmeza: "Não adianta insistir, Daphne. Eu não vou mudar de ideia sobre isso esta noite." Clarisse, que estava um pouco mais afastada apenas observando a linguagem corporal de longe, percebe o clima estranho e a nítida faísca que se acendeu entre as duas. Pouco depois, assim que Daphne se afasta, Clarisse se aproxima de Sônia e a questiona sobre o motivo de ter ficado contra a proposta da aliada de forma tão categórica. Sônia respira fundo, olha ao redor e responde com seriedade: "A verdade, Clarisse, é que eu simplesmente estou achando muito estranho e perigoso o comportamento da Daphne nas últimas horas. Ela está querendo dar todas as cartadas do jogo sozinha, manipulando todo mundo e decidindo quem vai e quem fica. Alguém assim uma hora se vira contra nós." Enquanto as rachaduras no grande bloco feminino começavam a aparecer, a câmera corta para o depoimento confessional de Hugo. Mesmo ostentando o colar de imunidade no peito, o semblante do participante é de pura preocupação: "Vencer a prova hoje foi um alívio gigante para o meu pescoço, não vou mentir. Mas a verdade é que eu não consigo nem comemorar a minha vitória direito aqui dentro. O colar me protege, mas deixa os meus aliados completamente expostos. Eu preciso pensar muito rápido, junto com os meninos, em uma maneira eficiente de proteger o Gregório, o Yago e, principalmente, o Xavier no próximo Conselho Tribal. Se eu não conseguir articular uma contrataque ou encontrar uma brecha no grupo deles, eu vou ficar completamente sozinho e sem base nenhuma nas próximas semanas."
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