Assim que as portas do Quarto Roxo se fecham, Tamara desaba e começa a surtar pelo quarto, andando de um lado para o outro enquanto joga os adereços de sua roupa na cama. Com a voz embargada de raiva, ela grita que o resultado não foi justo de jeito nenhum, esbravejando que ela foi de longe a melhor participante da passarela e que dominava aquele tema muito mais do que qualquer um ali dentro. Barbie, que estava no canto retocando a maquiagem e celebrando o colar de Líder, ouve o desabafo e não consegue ficar calçada. Ela confronta Tamara na hora, apontando que a colega está sendo soberba e desmerecendo a sua vitória, já que o júri foi unânime ao avaliar o acabamento da cauda de sereia. Tamara rebate dizendo que Barbie só venceu por causa do "estatuto de coitadinha" e do apelo performático, o que faz a briga escalar imediatamente. Juliana entra no meio para defender Barbie, acusando Tamara de ser uma péssima perdedora que não aceita o brilho alheio, enquanto Mayara toma as dores de Tamara, gritando que o critério dos jurados foi puramente visual e ignorou o conceito profundo da internet. Em poucos minutos, o quarto se transforma em um verdadeiro galinheiro de gritaria, com Silvana e Beatriz também batendo boca ao fundo sobre quem teve o pior acabamento. O som dos gritos e das palmas irônicas atravessa as paredes finas do corredor e chega nítido até a cozinha principal, onde o Quarto Azul está reunido. Ouvindo toda aquela confusão de longe, Sindel mexe em suas coisas, solta uma risada de canto e comenta em voz alta que fica imensamente feliz em não dividir mais o quarto com aquelas mulheres, pois já estava com a cabeça cheia e cansada de tanta briga fútil e ego inflado por causa de pano e cola quente. Zelda, que estava perto da pia, pega um copo de água, olha para a moça com cumplicidade e levanta o copo, fazendo um brinde com Sindel para celebrar a paz e o sossego da nova ala deles, longe do hospício. Mas a calmaria da cozinha passa longe do epicentro do caos. De volta ao Quarto Roxo, o clima atinge o ponto de ebulição. Tamara aponta o dedo na cara de Barbie, dizendo que ela não vai durar uma semana com esse colar, enquanto Barbie dá risada na cara da rival, ironizando que, enquanto Tamara chora e surta no chão do quarto, quem vai mandar na divisão do próximo desafio e desempatar o jogo com a coroa na cabeça é ela.
No dia seguinte, logo cedo, a atmosfera de ressaca da briga da noite anterior ainda paira no ar, mas os participantes são imediatamente reunidos na sala principal por Murilo Rosa. Sem rodeios, o apresentador chama a Líder Barbie para cumprir sua primeira grande tarefa estratégica da semana: Fazer a separação dos grupos para o próximo desafio do ciclo. Pensando em suas alianças e, claro, em afastar os focos de incêndio, Barbie dita as divisões. No Grupo 1, ela escala Juliana, Zelda, Silvana, Tamara, Giuliano e Matheus. Já o Grupo 2 fica composto por Conrado, Jonatas, Marcos, Mayara, Beatriz e Sindel. Com as duas equipes formadas e posicionadas em lados opostos, Murilo toma a palavra para explicar as regras da prova em grupo deste ciclo, anunciando que os participantes vão deixar o mundo da moda de lado para encarar um dos maiores pesadelos de qualquer criador de conteúdo: produzir uma campanha publicitária enquanto tudo parece dar errado. O apresentador detalha que, divididos nessas equipes, os jogadores receberão um briefing inicial contendo um produto fictício, um público-alvo específico e algumas diretrizes básicas para a campanha. Com essas informações em mãos, cada grupo terá o dever de criar uma publicidade completa, desenvolvendo desde o conceito, slogan e roteiro, até a identidade visual, atuação e gravação final. Murilo explica que o trabalho começará normalmente, com as equipes discutindo ideias, distribuindo funções e escolhendo quem irá atuar, dirigir, filmar ou apresentar para iniciar a produção da campanha. Porém, ele faz um alerta importante: conforme o cronômetro avançar, a produção passará a interferir diretamente no processo de criação. Em intervalos regulares, cartas de crise serão reveladas para todos os grupos ao mesmo tempo, e cada crise representará uma mudança obrigatória que deve ser incorporada imediatamente ao projeto. O apresentador exemplifica que entre as possíveis reviravoltas estão a troca repentina do público-alvo, a mudança do tom da publicidade, a inclusão obrigatória de slogans ou frases específicas, a substituição do apresentador principal do comercial ou a necessidade de destacar características completamente absurdas do produto. As equipes não poderão, sob hipótese alguma, ignorar nenhuma das exigências das cartas de crise. Pelo contrário, precisarão adaptar seus projetos rapidamente na base do improviso, reorganizando estratégias e encontrando formas criativas de manter a coerência da campanha mesmo após sucessivas e drásticas mudanças. Murilo ainda avisa que, em alguns casos, uma nova crise pode até contradizer diretamente uma exigência anterior, forçando os participantes a reformular completamente o que já haviam planejado e gravado. O apresentador encerra as instruções explicando que, ao término do período de produção, todas as campanhas serão exibidas para avaliação. Ele deixa claro que, além da qualidade final e estética da publicidade, os grupos serão julgados principalmente pela capacidade de improvisar, pela integração orgânica das crises ao produto final, pela criatividade das soluções encontradas e pela eficiência do trabalho em equipe sob extrema pressão. A equipe vencedora, segundo Murilo, será aquela que conseguir transformar o verdadeiro caos em entretenimento de internet, entregando uma campanha que pareça profissional, criativa e divertida mesmo depois de enfrentar uma tempestade de imprevistos e reviravoltas.
O Grupo 1 se amontoa ao redor de sua bancada de trabalho, onde um clima de nítido desconforto impera. Tamara e Juliana evitam se olhar diretamente após o quebra-pau no quarto, mas a contagem regressiva no telão força uma trégua armada. Giuliano toma a iniciativa e puxa o briefing do envelope da produção, lendo em voz alta o desafio da equipe: eles precisam lançar o "CleanO2", um purificador de ar portátil e tecnológico, cujo público-alvo inicial são jovens profissionais urbanos que sofrem com a poluição e o estresse das grandes metrópoles. A diretriz principal exige uma abordagem moderna, focada em bem-estar e alta tecnologia. Aos poucos, a engrenagem do grupo começa a girar. Giuliano assume o papel de coordenador de produção e organiza a divisão de tarefas para otimizar o tempo. Tamara, tentando deixar o rancor de lado em prol do jogo, usa sua experiência em criação de conteúdo para sugerir a estética visual: um estilo "vlog de rotina" bem dinâmico, focado no cotidiano acelerado. Ela propõe o slogan: "CleanO2: Seu respiro de paz na selva de pedra". Na elaboração do roteiro, Matheus e Zelda unem forças. Eles desenham uma narrativa simples e direta, onde um personagem (interpretado pelo próprio Matheus) aparece sufocado pelo trânsito e pelo caos da cidade, encontrando o alívio imediato ao ligar o aparelho portátil. Silvana assume o comando da câmera, ajustando o enquadramento no tripé e testando a iluminação, enquanto Juliana, esbanjando a postura polida de seu reality de origem, se posiciona em frente às lentes como a porta-voz e apresentadora principal do comercial. O grupo monta o cenário de fundo usando luzes LED em tons de azul e branco para dar o aspecto tecnológico exigido. Os primeiros takes de Juliana demonstrando os botões do purificador fictício e de Matheus simulando o alívio ao respirar o ar puro são gravados com sucesso, dando à equipe uma sensação inicial de controle e harmonia técnica.
O Grupo 2 se organiza ao redor de sua bancada com uma energia caótica e barulhenta, liderada pelo entusiasmo de Mayara e pela postura pragmática de Marcos. Ao abrirem o briefing, eles descobrem que o produto da equipe é o "GigaEnergy", um chiclete energético ultra-concentrado voltado para atletas de alta performance e maratonistas. A diretriz inicial exige uma publicidade com tom motivacional, épico e focado em superação física extrema. Jonatas e Marcos rapidamente começam a traçar a estratégia de marketing; Marcos foca na estrutura do roteiro comercial, enquanto Jonatas, aproveitando sua bagagem de corrida, sugere uma cena de ação com Mayara correndo e Sindel fazendo a narração motivacional de fundo. Conrado assume a direção de arte, preparando o cenário com luzes vermelhas vibrantes e fumaça para dar o clima de suor e dinamismo. No entanto, o processo de criação é interrompido antes mesmo da câmera começar a rodar por causa de Beatriz. Vinda de um reality de conflito familiar e sem nenhuma experiência com produção de vídeo digital, Beatriz se recusa a aceitar as decisões do grupo. Ela começa a bater boca com Marcos, batendo o pé e insistindo que a campanha deveria focar no drama de uma mãe cansada que precisa do chiclete para cuidar dos filhos, desrespeitando completamente o público-alvo de atletas exigido pelo briefing. Enquanto Mayara tenta acalmar os ânimos para não perderem tempo, Beatriz cruza os braços e começa a sabotar a distribuição de funções, recusando-se a operar a claquete ou a segurar o rebatedor de luz, alegando que está sendo excluída e boicotada pela equipe. Sindel tenta intervir com firmeza, apontando que o tempo está correndo e que o foco precisa ser o atleta, mas Beatriz continua resmungando alto e interrompendo os ensaios de Jonatas. O clima no Grupo 2 azeda rapidamente, com Marcos visivelmente sem paciência com a teimosia de Beatriz, que se torna o primeiro grande obstáculo da equipe antes mesmo da chegada das crises da produção.
Com o clima já tenso no Grupo 2 devido às reclamações de Beatriz, um sinal sonoro estridente ecoa pelo estúdio. A tela principal se acende e revela a primeira Carta de Crise da produção para a equipe. O público-alvo de atletas e maratonistas do "GigaEnergy" acaba de ser cancelado. A nova ordem da produção exige que a campanha seja readequada imediatamente para idosos e aposentados, mantendo o produto como um chiclete energético, mas agora focando na terceira idade. O impacto da crise gera um silêncio momentâneo, que logo é quebrado por um sorriso de vitória de Beatriz. Ela começa a gritar que estava certa desde o início sobre focar na família, exigindo assumir o controle criativo. Marcos, no entanto, respira fundo para não perder o controle e assume a liderança técnica da virada de estratégia. Ele corta os gritos de Beatriz e argumenta com o grupo que, para o comercial fazer sentido e não parecer uma piada de mau gosto, eles precisam transformar o tom "épico e suado" em algo divertido, porém respeitoso: a energia para brincar com os netos ou para aguentar o dia a dia. Jonatas e Mayara agem rápido para reescrever o roteiro enquanto o cronômetro corre. Jonatas muda sua cena de corrida extrema para uma esquete cômica onde ele interpreta um avô de bengala que, após mascar o "GigaEnergy", ganha a vitalidade de um jovem. Conrado corre contra o tempo na direção de arte para mudar a iluminação vermelha e agressiva do cenário para tons amarelos e aconchegantes, espalhando elementos que remetem a uma sala de estar. Beatriz, insatisfeita por não ter suas ideias dramáticas totalmente acatadas, continua a gerar atrito. Quando Marcos pede para ela atuar como a avó da cena ao lado de Jonatas, ela se recusa veementemente, alegando que o papel é uma ofensa e que ela não vai se vestir de velha na TV. Sem tempo para discussões, Sindel assume o papel da idosa com bom humor, improvisando um lenço na cabeça, enquanto Mayara segura a câmera com as mãos trêmulas pela pressão do tempo. Eles conseguem rodar as primeiras cenas da nova versão do comercial sob os resmungos contínuos de Beatriz no fundo do cenário, salvando o projeto do desastre total na base do puro improviso.
Enquanto o Grupo 1 celebrava a fluidez de seus primeiros takes, o alarme de crise da produção cortou o estúdio com um som agudo. No telão, a primeira Carta de Crise foi revelada para a equipe do purificador "CleanO2": o tom moderno, tecnológico e focado em bem-estar urbano deveria ser completamente descartado. A nova ordem exigia que o comercial adotasse um tom de filme de terror clássico dos anos 80, mantendo o produto e o público-alvo de jovens profissionais. A mudança drástica causou um choque geral. Juliana parou no meio de sua fala comercial e olhou para a câmera sem saber o que fazer. Foi nesse momento que Matheus, aproveitando sua bagagem de um reality focado em traição e mistério, assumiu o comando criativo da virada. Ele argumentou que a poluição da cidade precisava deixar de ser um "incômodo diário" e passar a ser tratada como um "monstro invisível que persegue as pessoas". A ideia reacendeu o grupo e até Tamara, esquecendo a rivalidade, correu para ajudar na reestruturação. Ela sugeriu que eles usassem o plástico bolha que sobrou do desfile da noite anterior para criar um efeito de névoa ou fumaça tóxica fake em frente às lentes. Zelda e Giuliano reescreveram o roteiro em menos de três minutos: em vez de um vlog de rotina, o comercial agora seria um suspense onde Juliana interpretaria uma jovem sendo encurralada em seu apartamento por uma fumaça misteriosa, até que o "CleanO2" surge como a única arma de sobrevivência. Na parte técnica, Silvana agiu rápido e mudou drasticamente a iluminação do cenário. Ela desligou as luzes LED azuis e usou um rebatedor para criar sombras pesadas e angulares no rosto de Juliana, dando a estética dramática do cinema de horror. Durante a gravação do novo take, Juliana entregou uma atuação expressiva, respirando de forma ofegante e olhando apavorada para os lados. No clímax da cena, Matheus jogou o purificador nos braços dela enquanto Giuliano balançava o plástico na frente dos refletores para simular o monstro da poluição sendo dissipado. Apesar do susto inicial com a crise, o Grupo 1 conseguiu se reestruturar com rapidez, transformando a tensão em um conceito criativo e bem amarrado.
O Grupo 1 mal tinha terminado de comemorar a boa transição para o estilo de filme de terror quando o sinal sonoro de crise ecoou novamente, fazendo o coração de todos disparar. No telão, a segunda Carta de Crise trouxe uma reviravolta absurda: a produção determinou que a partir daquele momento a equipe estava proibida de usar diálogos falados e o comercial deveria se transformar em uma peça de publicidade musical. Para piorar, eles teriam que incluir obrigatoriamente a frase: "Com o CleanO2, até o fantasma respira fundo". A exigência de criar rimas e cantar deixou Juliana em pânico, já que sua praia era a postura polida de apresentação, e não a música. Tamara, no entanto, viu ali a sua chance de brilhar e assumiu o controle da situação. Demonstrando a agilidade de quem cria jingles e conteúdos rápidos para a internet, ela começou a batucar na bancada para ditar um ritmo de suspense pop, compondo uma letra cômica e rimada que costurava a estética de terror dos anos 80 com a nova obrigatoriedade lírica. Zelda e Giuliano ajudaram a organizar a coreografia de fundo para preencher o espaço cênico. No novo roteiro adaptado, Matheus continuaria interpretando a criatura de fumaça, mas agora ele faria movimentos sincronizados e robotizados como no videoclipe Thriller. Juliana, superando o nervosismo inicial, treinou a entonação musical com Tamara para conseguir cantar a sua parte olhando fixamente para a câmera enquanto segurava o purificador portátil. Silvana reprogramou a câmera para fazer movimentos de zoom rápidos e dramáticos que acompanhassem as batidas do jingle improvisado. Na hora do "gravando", o grupo entregou uma sincronia impressionante: Juliana cantou a letra com uma voz dramaticamente afinada, e no clímax da cena, quando Matheus apareceu atrás dela nas sombras, ela apontou o aparelho e soltou a frase obrigatória cantando em um tom operístico. Toda a equipe se desdobrou para coordenar o áudio e os movimentos ao mesmo tempo, provando que, apesar das crises, o Grupo 1 estava conseguindo transformar as rasteiras da produção em puro entretenimento.
O Grupo 2 tentava manter o foco na cena com os idosos quando o estúdio foi invadido pelo temido sinal sonoro de crise. No telão, a nova Carta de Crise mudou completamente o rumo do jogo: a produção determinou que a equipe deveria alterar imediatamente o tom do comercial para uma novela dramática mexicana dos anos 90, com direito a reações exageradas e choro. Além disso, foi imposta a inclusão obrigatória da frase de efeito: "O amor pode falhar, mas o GigaEnergy nunca falha!". A mudança drástica foi um golpe para o roteiro que Marcos e Jonatas vinham estruturando, mas abriu as portas para o drama que Beatriz tanto queria. Sentindo-se finalmente em seu elemento de conflito e novela, Beatriz interrompeu a discussão dos meninos, pegou o briefing da mão de Marcos e decretou que ela seria a protagonista absoluta da cena. Vendo que o tempo estava se esgotando e que bater de frente com ela arruinaria a prova, Marcos cedeu a liderança da cena para a colega, exigindo apenas que ela seguisse a frase obrigatória à risca. Mayara e Sindel correram para adaptar o cenário. Elas pegaram um lençol que estava nos bastidores para simular uma cortina de mansão luxuosa e jogaram luzes dramáticas focadas no rosto dos atores. No novo enredo improvisado por Beatriz, ela interpretaria uma rica matriarca traída que descobre a infidelidade do marido (vivido por Jonatas). Em vez de chorar pelos cantos, ela encontraria as forças para confrontá-lo após mascar o chiclete energético. Na hora de rodar, sob o comando de Conrado na câmera, Beatriz entregou tudo o que o briefing pedia: chorou lágrimas reais, gesticulou de forma teatral e deu um tapa cenográfico em Jonatas. No ápice do drama, ela puxou o "GigaEnergy" da bolsa, olhou diretamente para a lente com os olhos vermelhos de choro e disparou a frase obrigatória com um sotaque dramaticamente carregado: "O amor pode falhar, mas o GigaEnergy nunca falha!". Apesar do estresse nos bastidores e do ego de Beatriz, a equipe conseguiu amarrar a crise ao formato caricato que a produção exigia.
O Grupo 2 achava que tinha encontrado um ritmo com o dramalhão mexicano quando o alarme de crise soou novamente. No telão, a terceira Carta de Crise trouxe uma interferência direta na estrutura da equipe: a produção ordenou a substituição imediata do apresentador principal. Quem estivesse na frente das câmeras deveria ir para trás delas, e um novo protagonista deveria assumir a cena. Para completar o caos, o briefing exigiu que a campanha agora destacasse uma característica absurda e inédita do produto: o chiclete "GigaEnergy" agora também dava superpoderes de telepatia. A ordem caiu como uma bomba no Quarto Azul. Beatriz, que acabou de entregar o seu take dramático e estava se sentindo a estrela da publicidade, deu um verdadeiro show de estrelismo. Ela se recusou a sair do foco dos refletores, gritando que trocar a protagonista no meio do comercial estragaria a sua "obra-prima". Marcos, perdendo de vez a paciência com o cronômetro marcando menos de dez minutos, bateu na bancada e relembrou que regras eram regras. Ele arrancou o produto da mão de Beatriz e ordenou que Mayara assumisse o protagonismo da cena imediatamente. Com Beatriz bufando e de braços cruzados no canto do estúdio, Sindel e Jonatas correram para salvar o roteiro. Eles criaram uma solução rápida de edição: a personagem de Beatriz "desmaiava" de desgosto na novela após a traição, e Mayara entrava em cena como a enfermeira da terceira idade que vinha ao resgate. Conrado ajustou o foco da câmera enquanto Mayara se posicionava. No novo take gravado às pressas, Mayara masca o chiclete e, graças à nova regra absurda da produção, começa a "ouvir os pensamentos" de Jonatas através da parede. Para ilustrar o superpoder de telepatia na base do improviso, Sindel ficou agachada embaixo da linha da câmera, falando ao microfone com uma voz ecoada para simular os pensamentos do marido infiel, enquanto Mayara fazia caras e bocas de espanto apontando para a própria cabeça. A equipe conseguiu contornar o chilique de Beatriz e a bizarrice da carta, mantendo a gravação nos eixos sob pura pressão.
O clima de união do Grupo 1 foi colocado à prova quando o alarme de crise disparou pelo estúdio mais uma vez. O telão piscou e trouxe a terceira Carta de Crise: A produção ordenou a troca repentina e obrigatória do público-alvo da campanha. Os jovens profissionais urbanos foram deixados de lado, e o purificador "CleanO2" agora precisava ser vendido exclusivamente para fantasmas e assombrações de casas mal-assombradas. Como se não bastasse, a carta exigia que eles destacassem uma característica absurda do produto: o purificador agora vinha com uma fragrância de "cheiro de cemitério à meia-noite". A ironia da carta fez o grupo rir por um segundo, já que eles haviam criado um visual de terror na etapa anterior e inserido a palavra "fantasma" na música por pura coincidência. Mas o desafio técnico era imenso: como transformar a protagonista humana em um espectro e vender o produto para o próprio monstro da cena? Giuliano agiu rápido como estrategista e propôs uma inversão total de papéis na narrativa musical que Tamara tinha criado. Juliana, que vinha sendo a apresentadora principal, teve que sair de cena para cumprir a regra de foco no novo público. Zelda se voluntariou para assumir o protagonismo, usando o pó translúcido da maquiagem para ficar com o rosto completamente pálido e fantasmagórico. No novo roteiro costurado às pressas por Tamara e Matheus, Zelda interpretaria uma alma penada que sofria com a poeira e o mofo das mansões abandonadas, prejudicando o seu "trabalho" de assustar os humanos. Silvana mudou o ângulo da câmera para um plano contra-plongé, de baixo para cima, aumentando a sensação de bizarrice. No take gravado sob a pressão do cronômetro, Zelda flutuava dramaticamente em cena, tossindo por causa do mofo fake, até que Matheus, ainda na pele da fumaça, entregava o "CleanO2" para ela. Zelda cheirava o aparelho com entusiasmo, soltava um suspiro teatral e cantava no ritmo da música anterior, destacando a nova característica absurda: "Com o aroma de cemitério e o ar purificado, meu susto fica bem mais animado!". O grupo conseguiu amarrar as loucuras da produção com maestria, mantendo o nível técnico lá no alto.
O cronômetro na parede já piscava nos minutos finais quando o último e mais desesperador sinal de crise ecoou pelo estúdio do Corrida. O telão acendeu com a quarta e última Carta de Crise para o Grupo 1, trazendo o golpe final da produção: "Contradição Total – O público-alvo mudou novamente. Os fantasmas foram exorcizados e o produto agora deve ser anunciado para influenciadores de beleza e maquiadores profissionais." Além disso, o tom musical de terror precisava ganhar uma reviravolta de "comédia pastelão com efeitos sonoros exagerados". O caos se instalou na bancada. Juliana olhou para os lados de boca aberta, enquanto Silvana gritava avisando que restavam menos de três minutos de gravação. Com o roteiro de terror musical completamente destruído pela nova exigência, Giuliano e Tamara precisaram agir no mais puro instinto. Tamara deu a ordem para Zelda não limpar a maquiagem de fantasma, mas sim usá-la a favor da comédia: ela seria uma blogueira que errou feio no tom da base e acabou parecendo uma assombração. Matheus correu pelos bastidores e pegou um par de pincéis gigantes e um espelho de camarim, jogando-os na mesa cenográfica. Juliana assumiu o papel de diretora de cena, gritando as marcações de tempo para o grupo. No roteiro refeito no grito, Zelda começava o comercial chorando de forma caricata por ter estragado a maquiagem devido ao "ar abafado do estúdio", até que o purificador entrava em cena para salvar a pele dela. Na hora do "gravando" definitivo, sob a pressão ensurdecedora do relógio, o grupo entregou o improviso da vida. Silvana fez a câmera tremer de propósito para simular o estilo pastelão. Zelda, com a cara branca de pó, começou a passar base de forma atrapalhada, borrando o batom na bochecha e olhando para a lente com os olhos arregalados. No clímax, Giuliano invadiu o plano correndo, tropeçou de mentira em uma cadeira e estendeu o "CleanO2" como se fosse um spray fixador milagroso. Zelda usou o aparelho no rosto, deu uma piscada exagerada para a câmera e soltou o novo slogan improvisado: "CleanO2: A tecnologia que salva a sua pele e a sua maquiagem!". Quando o alarme de fim de prova tocou, os integrantes do Grupo 1 desabaram na bancada, exaustos, rindo do absurdo que tinham acabado de gravar, mas orgulhosos de terem entregado uma campanha completa e hilária dentro do prazo.
O relógio no estúdio já estava na contagem regressiva dos últimos três minutos quando o alarme final de crise disparou, fazendo o Grupo 2 entrar em colapso nervoso. No telão, a última Carta de Crise trouxe a cartada mais imprevisível da produção: "Contradição Absoluta – O tom dramático de novela mexicana foi cancelado. O comercial agora deve ser finalizado no estilo de um programa de televendas ao vivo dos anos 2000, com direito a cronômetro falso na tela e apelo popular." Para completar, eles precisavam incluir uma última característica absurda: o chiclete "GigaEnergy", além de energia e telepatia, agora vinha com a função de "clareamento dental instantâneo com sabor de feijoada". A gritaria foi geral na bancada. Com Beatriz ainda de braços cruzados no canto resmungando que seu talento dramático fora desperdiçado, Marcos ignorou o ego da colega e assumiu o microfone de direção no grito. Ele chamou Jonatas e Mayara para a frente da câmera e ordenou que eles adotassem a postura de vendedores hiperativos de canal de compras. Sindel correu para a mesa de adereços e pegou dois telefones cenográficos antigos, enquanto Conrado ajustava o zoom da câmera para fechar bem no rosto dos apresentadores, imitando a estética crua do varejo televisivo. Sem tempo para escrever, o roteiro foi estruturado no puro gogó. Jonatas e Mayara começaram a gesticular de forma frenética, batendo na bancada e apontando para o produto. No improviso do "gravando" sob extrema pressão, Mayara fingia atender uma ligação fictícia no telefone, gritando: "Atenção, dona de casa! O estoque está acabando!", enquanto Jonatas assumia o papel do garoto-propaganda doidinho. Ele colocou o chiclete na boca, mastigou com entusiasmo e fez uma careta bizarra ao sentir o gosto de feijoada exigido pela produção. No clímax do comercial, Jonatas abriu um sorriso gigantesco para a lente da câmera. Para simular o "clareamento dental instantâneo" sem nenhum efeito visual de pós-produção, Sindel, que estava agachada embaixo da bancada, acendeu a lanterna de um celular bem na direção da boca de Jonatas no momento exato em que ele sorria, criando um reflexo estourado e cômico nos dentes dele. Mayara finalizou olhando para a câmera com os olhos arregalados, disparando o novo jingle improvisado: "Ligue já e leve o GigaEnergy! O único que te dá energia, lê mentes, clareia os dentes e tem aquele gostinho de feijoada de domingo!". O alarme final de encerramento da prova ecoou pelo estúdio bem no segundo em que eles terminaram a frase. O Grupo 2 desabou no chão do cenário, ensopado de suor, entre risadas histéricas de nervoso e o alívio de terem sobrevivido ao verdadeiro caos da publicidade sob pressão.
Com as gravações oficialmente encerradas, o clima de adrenalina pura deu lugar à expectativa no estúdio do reality. Murilo Rosa caminhou até o centro do palco e convocou todos os participantes a se posicionarem em suas respectivas bancadas, deixando o Grupo 1 tentando recuperar o fôlego após a virada pastelão enquanto o Grupo 2 limpava o suor do sufoco das televendas. O apresentador parabenizou a todos em um tom bem-humorado, destacando que eles haviam enfrentado uma verdadeira tempestade de imprevistos e provado que a vida de um criador de conteúdo é puro improviso, mas logo anunciou que havia chegado a hora da verdade, convocando os jurados especialistas que avaliaram cada segundo das campanhas sob a lente da criatividade, da superação de crises e do trabalho em equipe. Beth Bafafá, Beto Botox e Tati Trends entraram no estúdio, assumiram suas cadeiras e o telão se acendeu para exibir consecutivamente as duas campanhas finalizadas, mantendo o estúdio em um silêncio absoluto que era quebrado apenas pelas risadas dos próprios participantes ao reverem os absurdos que foram obrigados a encenar. Assim que as luzes se acenderam, Murilo passou a palavra para a banca começar as avaliações pelo Grupo 1, responsável pelo purificador CleanO2. Tati Trends tomou a palavra primeiro e elogiou a capacidade de adaptação da equipe, afirmando que eles entregaram uma joia de entretenimento moderno e que a transição de um vlog para o terror dos anos 80 soube surfar muito bem na estética nostálgica, assim como a mudança orgânica para o formato musical. Logo em seguida, Beto Botox assumiu o microfone e ressaltou que o ponto alto foi como usaram a última crise dos influenciadores de beleza a favor da narrativa, transformando o rosto pálido de Zelda em um erro de maquiagem para o estilo pastelão, o que considerou uma jogada de mestre que suavizou as linhas de expressão de qualquer crítico, além de elogiar Juliana pela direção das marcações de tempo e Tamara pela agilidade impecável para criar rimas sob pressão, resultando em um comercial coeso, fluido e muito divertido.
Em seguida, a temida Beth Bafafá puxou o microfone para analisar a campanha do chiclete GigaEnergy, produzida pelo Grupo 2, trazendo um tom bem mais crítico e apontando que a equipe viveu duas realidades distintas que geraram um verdadeiro bafafá nos bastidores. Ela pontuou que, tecnicamente, a solução para as crises foi brilhante, destacando a esquete do idoso, a força do drama mexicano e a sacada genial de Sindel ao usar a lanterna do celular para simular o clareamento dental ao vivo, além do carisma absurdo de Mayara e Jonatas na reta final, porém ressaltou que o trabalho em equipe quase afundou o projeto, pois ficou evidente na tela o momento de ruptura e o estrelismo. Beth foi categórica ao afirmar que num desafio de publicidade sob pressão o ego precisa ficar fora do estúdio e que ignorar as regras e reclamar enquanto o cronômetro corria quase custou a entrega deles, fazendo com que as câmeras focassem imediatamente em Beatriz, que fechou a cara e cruzou os braços em claro sinal de incômodo. Murilo Rosa reassumiu o comando do palco segurando o envelope dourado com o resultado final e quebrou o suspense que tomava conta do estúdio, onde os participantes já se davam as mãos. O apresentador discursou dizendo que os dois grupos conseguiram o mais difícil, que era transformar o caos completo em entretenimento de altíssimo nível, mas frisou que Beth Bafafá, Beto Botox e Tati Trends foram unânimes ao pontuar que apenas uma equipe conseguiu fazer isso mantendo a harmonia, a estrutura técnica e a paz nos bastidores do início ao fim. Ele então revelou que o grupo vencedor da prova daquele ciclo era o Grupo 1, fazendo com que a equipe explodisse em comemoração com Tamara, Juliana, Giuliano, Matheus, Zelda e Silvana se abraçando em um misto de alívio e euforia, enquanto no lado do Grupo 2 o clima azedava de vez, com Marcos e Jonatas trocando olhares de profunda frustração por saberem que a desarmonia e os chiliques de Beatriz pavimentaram o caminho deles direto para a eliminação.
Conheça os Participantes: Barbie Terremoto, Beatriz Schulteize, Conrado da Silva, Enzo Tralli, Giuliano Francisco, Hugo Aguiar, Jonatas Ponte, Juliana Patricia, Manoela Mendes, Marcos Beltrão, Matheus Lacerda, Mayara Palhares, Silvana Cruz, Sindel Takawire, Tamara Gimenez, Tárcio Mendes e Zelda Montgomery.
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