Na academia, o clima era de pura euforia entre os homens, que aproveitavam o gás da vitória para treinar enquanto debatiam o jogo. Matheus, ainda com a adrenalina correndo nas veias, falava alto entre uma série e outra na musculação, gesticulando ao relembrar o momento exato do desempate e comentando que, no segundo em que viu as palavras "bebendo" e "sofrimento", o coração disparou porque sabia que era a sua chance de ouro. Conrado, rindo da empolgação do amigo enquanto descansava perto dos halteres, elogiou a precisão do palpite, enquanto Jonatas e Giuliano, encostados nas esteiras, começaram a puxar o foco para a estratégia prática do novo ciclo. Os quatro passaram a dar ideias sobre como fazer a divisão dos grupos da casa, pesando quem deveriam trazer para o lado deles na divisão da cozinha e das tarefas para desestabilizar as meninas sem comprar brigas desnecessárias, mapeando quem eram as peças mais neutras que poderiam ceder à influência deles agora que estavam com o poder da liderança. Enquanto isso, a atmosfera no Quarto Roxo era densa e carregada de preocupação. Sindel entrou no quarto com passos firmes, fechou a porta e chamou Beatriz, Tamara e Barbie para uma conversa franca e urgente. Sem rodeios, ela disparou que todas ali precisavam engolir o orgulho e deixar as diferenças pessoais de lado imediatamente se quisessem sobreviver no jogo, pontuando com firmeza que os homens estavam dominando as narrativas e as provas, e questionou de forma incisiva se elas realmente queriam assistir de braços cruzados a um deles vencer o programa. As palavras de Sindel ecoaram pelo quarto, fazendo as participantes ponderarem os argumentos em um momento de silêncio reflexivo. Beatriz, que costumava ser a mais irredutível, semicerrou os olhos e começou a dar o braço a torcer, reconhecendo que, por mais que detestasse a ideia de se aliar por conveniência, a matemática do jogo não mentia e o avanço dos rapazes era uma ameaça real à sua própria permanência. Tamara mudou de postura na cama, pensativa, e admitiu que a rivalidade interna entre elas só estava servindo de escudo para eles passarem ilesos pelas votações semana após semana. Até mesmo Barbie, que costumava manter uma postura mais diplomática com todos na mansão, olhou para as outras e concordou que o perigo era iminente, concluindo que uma trégua estratégica e um pacto de proteção mútua entre as mulheres seria a única jogada inteligente para equilibrar as forças antes que fosse tarde demais.
Na manhã seguinte, os participantes são reunidos na sala por Murilo Rosa, que quebra o clima de expectativa convocando o Líder Matheus para realizar a divisão oficial dos grupos deste ciclo. Com o foco voltado para a estratégia desenhada na academia, Matheus toma a frente e anuncia suas escolhas, definindo que o Grupo 1 será composto por Giuliano, Juliana, Beatriz, Sindel e Barbie, enquanto o Grupo 2 contará com Conrado, Marcos, Jonatas, Zelda e Tamara. Assim que a divisão é consolidada, o apresentador assume a palavra para explicar como funcionará a dinâmica do dia, destacando que, na prova em grupo, os participantes assumem o papel de verdadeiras equipes criativas da indústria musical. Divididos nesses dois times, eles recebem uma música previamente selecionada pela produção e têm a complexa missão de desenvolver um videoclipe completo para ela. Murilo detalha que cada equipe terá acesso a figurinos, acessórios, objetos cênicos e diferentes espaços de gravação, sendo que, a partir daí, os participantes precisam criar um conceito visual que traduza a mensagem, a atmosfera e a identidade da canção. Ele alerta que, antes de iniciar qualquer gravação, o grupo deve discutir ideias, definir uma narrativa ou proposta estética e distribuir funções específicas entre os integrantes. O apresentador reforça que, durante a produção, cada participante deve contribuir de alguma forma para o resultado final; alguns podem atuar diante das câmeras, enquanto outros assumem responsabilidades ligadas à direção, coreografia, cenografia, figurino ou organização das gravações, exigindo que todos trabalhem juntos para construir uma identidade visual consistente. Murilo faz questão de pontuar que o tempo disponível é estritamente limitado, obrigando os grupos a tomar decisões rápidas e encontrar soluções criativas para eventuais problemas que surjam durante o processo, o que torna a administração do tempo um fator de sobrevivência essencial para planejar, gravar e concluir todas as cenas dentro do prazo estipulado. Ele conclui explicando que, ao final da atividade, a produção realizará a edição básica do material gravado por cada grupo, respeitando rigidamente o roteiro e as escolhas criativas apresentadas pelos participantes, para que os videoclipes sejam exibidos na tela para avaliação. Os critérios analisados pelos avaliadores incluirão criatividade, coerência visual, originalidade, aproveitamento dos cenários e figurinos, qualidade da narrativa proposta, trabalho em equipe e a capacidade de transmitir a essência da música através das imagens, decretando que a equipe que apresentar o videoclipe mais criativo, bem executado e alinhado à proposta da canção conquista a vitória na prova.
Assim que o sinal da produção ecoa pela mansão, o Grupo 1 se isola no lounge criativo para descobrir qual faixa guiará o projeto deles. Ao abrirem o envelope, dão de cara com um clássico do pop contemporâneo nacional focado em empoderamento, superação e a volta por cima após o fim de um relacionamento tóxico. No mesmo instante, Sindel assume uma postura de liderança técnica; ela espalha os papéis de roteiro pela mesa de centro, puxa uma caneta e chama a atenção de todos para a necessidade de um conceito visual forte que fuja do óbvio. Beatriz e Barbie, deixando de lado o histórico de faíscas e engolindo os atritos recentes em nome do pacto de sobrevivência que firmaram no quarto, sentam-se lado a lado no sofá. As duas começam a sugerir uma estética urbana marcante, propondo uma narrativa que misture elementos de streetwear pesado com um visual corporativo elegante e opressor, ideal para traduzir a transição dramática da personagem principal, que começa o clipe silenciada e termina no topo do mundo. Enquanto as três alinham a espinha dorsal da história e discutem as paletas de cores, Juliana assume o papel prático de produtora e figurinista; ela abre o catálogo do acervo e começa a listar freneticamente os ternos bem cortados, os óculos escuros e as jaquetas de couro que precisarão resgatar, organizando os primeiros croquis em um bloco de notas. Giuliano, sendo o único homem da equipe, foca na parte operacional e na decupagem de câmera, ele usa as mãos para simular os ângulos e sugere movimentos de cena dinâmicos, planos-sequência curtos e cortes rápidos na batida da música para garantir que o roteiro não perca o ritmo pop, fazendo com que o esqueleto do clipe nasça de forma surpreendentemente harmoniosa e integrada.
O Grupo 2 se reúne no workshop de cenografia logo após o sinal, descobrindo no envelope que a sua música é um sertanejo universitário animado, focado em curtição, desapego e superação na balada. Conrado toma a iniciativa e sugere um conceito clássico e seguro: Uma narrativa que começa com um término de namoro em um cenário mais intimista e migra para uma grande festa cheia de luzes e cores no segundo ambiente. Marcos e Jonatas compram a ideia imediatamente e começam a desenhar o roteiro, sugerindo que Conrado seja o protagonista e Zelda assuma o papel da ex-namorada na encenação. Zelda concorda com entusiasmo e começa a sugerir coreografias para o momento da balada, mas é aí que as coisas começam a truncar por conta de Tamara. Alinhada secretamente com o plano de sobrevivência das mulheres do Quarto Roxo e decidida a minar o rendimento dos rapazes, ela começa a plantar pequenas sementes de discórdia na discussão. fingindo preocupação com o tempo, Tamara questiona o conceito de Conrado, dizendo que uma transição de cenário vai demorar horas para ser montada e que o clipe vai parecer cafona se eles usarem a ideia da balada. Ela insiste, com um tom muito doce, que eles deveriam mudar o foco para algo "conceitual e abstrato", focando apenas em closes dramáticos de todos sofrendo em um fundo preto. A sugestão confunde Marcos, que começa a hesitar sobre o roteiro, e cria um debate desnecessário que consome minutos preciosos do grupo logo no início do planejamento, fazendo com que Jonatas precise intervir para trazer o time de volta ao foco enquanto o cronômetro já está rodando.
Com o conceito finalmente fechado a duras penas, o Grupo 2 corre contra o tempo para invadir o pavilhão de figurinos e cenografia para a separação dos materiais. Conrado lidera a busca por camisas country modernas e jaquetas para compor o visual da balada sertaneja, enquanto Jonatas e Marcos começam a carregar caixas de som cenográficas e luzes de LED para montar o palco do "interior da boate". É nesse corre-corre que Tamara ativa discretamente sua estratégia de contenção, agindo nos bastidores para desorganizar o fluxo dos rapazes. Enquanto todos vasculham as araras de roupas, Tamara se oferece para separar as peças de Conrado e Marcos. Fingindo pressa e distração com o tempo, ela de propósito esconde as camisas que melhor se encaixavam na paleta de cores vibrantes no fundo de uma arara de vestidos, entregando aos meninos peças de tamanhos errados e tons sóbrios que quebram totalmente a estética de festa. Quando Marcos reclama que as roupas parecem apagadas, Tamara dá de ombros com um falso ar de desespero, dizendo que o acervo está desfalcado e que eles vão ter que se virar com aquilo mesmo para não estourarem o cronômetro. Não satisfeita, ao ver Jonatas e Zelda concentrados testando os refletores de LED coloridos, Tamara passa por trás da mesa de controle e esbarra "sem querer" nos cabos de alimentação de energia, desconectando a fiação principal e apagando as luzes. Ela solta um pedido de desculpas dramático, alegando tropeço, mas o estrago está feito: o grupo perde mais dez minutos preciosos no escuro, batendo cabeça para reconectar o sistema e reconfigurar as cores dos refletores, deixando Conrado visivelmente estressado com o atraso enquanto o prazo de pré-produção se esgota.
Enquanto o caos se instala discretamente no outro time, o Grupo 1 demonstra uma sinergia impressionante ao entrar no pavilhão de figurinos e cenografia. Focadas no pacto de sobrevivência e na liderança técnica de Sindel, as mulheres mostram que deixaram as picuinhas no quarto e trabalham como uma máquina engrenada. Juliana assume as rédeas da organização física, usando seus croquis para selecionar ternos de alfaiataria impecáveis e jaquetas de couro estruturadas no acervo, garantindo que a transição visual das personagens seja nítida e impactante. Beatriz e Barbie dividem as tarefas com precisão cirúrgica: enquanto Beatriz carrega os elementos cenográficos mais pesados para o set, como uma mesa de escritório escura e cadeiras minimalistas que representarão o ambiente opressor do início do clipe, Barbie foca nos detalhes, separando acessórios marcantes como correntes douradas, óculos escuros e batons vermelhos fortes para o momento da virada triunfal da narrativa. Giuliano atua em total sintonia com o quarteto, carregando os tripés e posicionando os refletores de luz fria nas posições estratégicas que combinou com Sindel. Ele testa os ângulos de câmera nas superfícies reflexivas do cenário corporativo, garantindo que o plano de iluminação valorize cada transição de cena. Sem qualquer sinal de vaidade ou disputa por espaço, o grupo conclui a separação de materiais e a montagem do primeiro set com folga no cronômetro, trocando sorrisos de cumplicidade que mostram o quanto a aliança feminina está fortalecida para este desafio.
Com o cenário montado e os figurinos ajustados, o Grupo 1 dá início às primeiras claquetes de gravação, mergulhando de cabeça na execução do roteiro. Sob o olhar atento e a direção firme de Sindel, o grupo começa filmando as cenas de introdução na atmosfera opressora do ambiente corporativo. Beatriz assume o centro das câmeras no papel da protagonista silenciada, ela entrega uma atuação visceral, usando expressões faciais fechadas e olhares densos que traduzem perfeitamente a angústia da letra da música. Giuliano opera a câmera principal com maestria, fazendo movimentos lentos e closes dramáticos que destacam a paleta de cores frias configurada nos refletores. Nos bastidores imediatos, Barbie atua como uma assistente de direção impecável, controlando o tempo de cada take e garantindo que o cronômetro não jogue contra elas, enquanto Juliana monitora o monitor de vídeo, cuidando para que nenhum detalhe do figurino saia do lugar entre as repetições. Na metade do tempo estipulado para o bloco, Sindel grita "Corta!" e comanda a transição para a segunda parte do clipe: a virada pop. É nesse momento que a sinergia do grupo brilha. Em uma sincronia perfeita, as meninas ajudam Beatriz em uma troca rápida de roupa no próprio set, substituindo o terno sóbrio por uma jaqueta de couro estilizada cheia de correntes. Giuliano muda o esquema de iluminação para tons quentes e vibrantes de neon com apenas alguns cliques, e a gravação é retomada com Barbie e Juliana entrando em cena como dançarinas de apoio em uma coreografia de braços simples, mas visualmente impactante, que as três ensaiaram em minutos, deixando o set vibrando com uma energia de pura confiança.
O clima de gravação no Grupo 2 é de pura fricção quando as câmeras finalmente começam a rodar no cenário da "boate". Conrado assume o papel de protagonista e tenta entregar a energia para cima que o sertanejo universitário pede, mas o ambiente nos bastidores está minado. Jonatas assume a câmera principal e Marcos fica responsável pela iluminação, tentando compensar o atraso anterior, mas Tamara entra em ação com mais uma rasteira silenciosa na produção. Escalada para fazer a figuração de fundo da balada junto com Zelda, Tamara decide "errar" o tempo da coreografia e dos movimentos de cena de propósito. Toda vez que Jonatas consegue um bom ângulo de Conrado cantando o refrão, Tamara cruza a imagem de forma desajeitada, olha diretamente para a lente ou esbarra em Zelda, forçando a interrupção do take. Ela se desculpa imediatamente com um sorriso amarelo, culpando o salto alto ou dizendo que se confundiu com a batida da música, mas obriga o grupo a repetir a mesma cena quatro vezes. O cansaço e a irritação começam a cobrar o preço. Marcos, estressado com o controle dos refletores que continuam desconfigurados, perde a paciência com os erros constantes na figuração e bate boca com Tamara, acusando-a de falta de atenção. Conrado tenta intervir para acalmar os ânimos e manter o profissionalismo, mas a discussão consome mais minutos valiosos. Quando eles finalmente conseguem fechar o primeiro bloco de imagens, o cronômetro da produção acende a luz amarela de alerta, deixando o Grupo 2 com o tempo severamente esganado para rodar o desfecho do videoclipe.
Com o cronômetro na zona de perigo, o Grupo 2 entra em um ritmo frenético e caótico para rodar as cenas finais do clipe, que envolvem o clímax da superação na balada sertaneja com todos celebrando juntos no centro do cenário. Jonatas tenta agilizar os enquadramentos, gritando as coordenadas para Marcos, que se desdobra para operar a mesa de luz com uma mão e segurar o rebatedor com a outra. Conrado e Zelda dão o máximo de si diante das câmeras, tentando entregar sorrisos e brindes cenográficos para salvar o produto final, mas Tamara joga sua última carta de sabotagem psicológica. Aproveitando-se do desespero geral com o prazo, Tamara começa a verbalizar uma contagem regressiva em voz alta nos bastidores, fingindo estar em pânico pelo grupo. Ela repete frases como "Gente, faltam menos de cinco minutos!", "Não vai dar tempo de rodar o final!" e "Meu Deus, a gente vai ser desclassificado!". O tom alarmista dela entra na mente de Marcos, que se afoba e erra a sequência dos refletores de LED, deixando o set momentaneamente às escuras no meio do take principal de Conrado. A fofoca visual e a desconcentração gerada pelo falatório de Tamara quebram o ritmo dos meninos. Jonatas, com a câmera no ombro, tenta ignorar a pressão e grita para que todos continuem dançando mesmo com a falha na luz, mas o clima de desespero é nítido nas expressões do elenco. Eles conseguem encerrar a gravação no exato segundo em que o alarme da produção toca avisando o fim do tempo, mas o sentimento geral é de pura frustração, com Conrado e Marcos limpando o suor da testa e trocando olhares de desconfiança profunda em relação à postura de Tamara ao longo de todo o processo.
Enquanto o outro time encerrava os trabalhos no limite do desespero, o Grupo 1 entrava na reta final de gravações esbanjando controle, organização e foco. Sob o comando milimétrico de Sindel, as mulheres e Giuliano se posicionaram no último cenário: um espaço aberto com fundo infinito e iluminação estourada, simbolizando a libertação total da narrativa do clipe pop. Aproveitando os minutos de sobra que acumularam graças ao planejamento eficiente, o grupo pôde se dar ao luxo de refinar os detalhes visuais. Juliana e Barbie entraram em cena de forma definitiva ao lado de Beatriz, formando um trio de frente poderoso e perfeitamente sincronizado. Elas executaram a coreografia principal com uma postura impecável, entregando caras, bocas e jogadas de cabelo que conversavam perfeitamente com a câmera. No comando da lente, Giuliano fazia movimentos circulares fluidos, capturando a energia contagiante que emanava das quatro participantes. Nos bastidores da própria cena, Sindel monitorava o andamento com os braços cruzados, soltando elogios pontuais que elevavam ainda mais o moral do time. Quando o cronômetro da produção começou a se aproximar do fim, não havia gritaria ou correria; o grupo usou os instantes finais para rodar alguns takes de cobertura e detalhes de transição em slow motion. O alarme de encerramento tocou enquanto as meninas faziam a pose final, rindo e se abraçando em comemoração, conscientes de que haviam entregado um material limpo, esteticamente impecável e dentro de todas as metas estipuladas.
Com as gravações oficialmente encerradas, o Grupo 1 se reúne na cabine de pós-produção para acompanhar a edição básica do material ao lado do técnico da emissora. Mantendo a organização que definiu todo o percurso da equipe, Sindel dita as coordenadas do roteiro, indicando os segundos exatos em que os cortes de câmera de Giuliano devem entrar para acompanhar as batidas mais fortes da música. Enquanto o editor junta as peças, as meninas assistem à transição da narrativa na tela com os olhos brilhando. A mudança do terno sóbrio de Beatriz no cenário corporativo escuro para o visual urbano e vibrante ao lado de Barbie e Juliana funciona com uma fluidez impressionante. Cada take de cobertura em slow motion entra nos momentos de respiro da melodia, criando uma estética digna de um grande prêmio da indústria fonográfica. Ao verem o resultado final renderizado e concluído com folga antes do prazo estipulado por Murilo, o grupo não esconde a satisfação. Giuliano parabeniza a precisão das meninas na coreografia, enquanto Beatriz e Barbie trocam um abraço apertado e um olhar de cumplicidade, consolidando o sucesso da trégua que selaram no Quarto Roxo. Elas deixam a ilha de edição rindo e aplaudindo, com a certeza absoluta de que entregaram um videoclipe coeso, visualmente impactante e com uma força coletiva avassaladora para a avaliação dos jurados.
O Grupo 2 entra na cabine de pós-produção em um clima de visível tensão e cansaço para acompanhar a edição de seu material. Jonatas senta-se ao lado do editor da emissora e tenta salvar o projeto, ditando os cortes de forma acelerada na tentativa de mascarar os erros e buracos deixados pela iluminação desconfigurada por Marcos e pelas constantes interrupções no set. Quando o vídeo começa a rodar na tela, o resultado do plano de sabotagem de Tamara fica evidente. A transição para o cenário da boate sertaneja perde a fluidez e parece desconexa; os closes em Conrado e Zelda mostram expressões visivelmente frustradas devido às interrupções, e a iluminação instável em vários momentos deixa o fundo do cenário lavado e sem a energia vibrante que uma balada pedia. Para piorar, a figuração descompassada de Tamara, aparecendo de relance olhando para a câmera ou esbarrando nos outros, quebra a ilusão da narrativa, fazendo o videoclipe parecer amador e truncado. O clima na sala fica pesado. Marcos assiste ao resultado de braços cruzados, balançando a cabeça em sinal de desaprovação, enquanto Conrado mal consegue disfarçar o desapontamento com o produto final. Tamara mantém uma expressão falsamente chateada, soltando suspiros e lamentando o "azar" que o grupo teve com o tempo e os imprevistos técnicos. O editor conclui a colagem dos takes no último segundo do prazo e o grupo deixa a ilha de edição em silêncio, ciente de que a falta de coesão e os erros bizarros na tela os colocam em uma posição extremamente vulnerável para o julgamento de Murilo Rosa.
Quando a noite chega, a atmosfera de expectativa toma conta do estúdio principal da mansão e Murilo Rosa, com seu carisma habitual, reúne todos os participantes no sofá para a exibição oficial dos videoclipes na tela grande. O silêncio é absoluto enquanto as luzes se apagam e as produções começam a rodar, abrindo a sessão com o clipe do Grupo 1, que arranca expressões de surpresa e aplausos espontâneos pela estética impecável, transição de cores e a coreografia perfeitamente sincronizada das mulheres. Em seguida, é exibido o clipe do Grupo 2 e, apesar do esforço evidente de Conrado e Jonatas na tela, as falhas de iluminação e as desconexões na figuração de Tamara ficam nítidas para todos na sala, gerando olhares desconfortáveis entre os rapazes. Com o fim das exibições, Murilo chama ao palco o corpo de jurados convidados da noite, formado por Supla, Marjorie Estiano e Lulu Santos, que assumem os microfones para trazer as considerações técnicas. Supla toma a palavra primeiro com seu estilo enérgico e sem papas na língua, destacando que o Grupo 1 foi puro rock 'n' roll na atitude com uma pegada pop urbana moderna, visualmente limpo e com punch, enquanto o Grupo 2 faltou brilho na noite, apontando que a iluminação parecia um curto-circuito e a figuração estava totalmente fora do ritmo, quebrando a vibe da balada. Marjorie Estiano assume em seguida, trazendo uma análise mais refinada e focada na narrativa, elogiando o trabalho do Grupo 1 por uma sensibilidade e inteligência cênica impressionantes, além de pontuar que a atuação de Beatriz foi visceral e a transição do ambiente corporativo opressor para a libertação colorida teve uma coesão visual linda, enquanto no Grupo 2 a narrativa se perdeu, apontando que dava para ver o cansaço nos olhos dos protagonistas e que os erros de continuidade comprometeram o resultado. Lulu Santos finaliza as avaliações com sua habitual precisão poética, explicando que fazer videoclipe é traduzir som em imagem e que o Grupo 2 tinha uma música quente, mas entregou um resultado morno e truncado por ruídos visuais, ao passo que o Grupo 1 deu um espetáculo de sincronia, com uma condução de câmera fluida de Giuliano e uma entrega coletiva monumental das meninas que esbanjou leitura, ritmo e química. Após as considerações, Murilo Rosa retoma o comando do programa, olha para os participantes e dá o veredito final dos especialistas, declarando que, por decisão unânime dos jurados, o Grupo 1 é o grande vencedor da prova, fazendo o lounge explodir em comemoração entre as mulheres e Giuliano, enquanto o Grupo 2 amarga a derrota com Conrado, Marcos e Jonatas trocando olhares tensos sobre o peso que a interferência de Tamara teve nesse resultado.
Murilo Rosa assume uma postura mais séria, olha diretamente para o time derrotado e anuncia que o resultado negativo traz consequências pesadas, deixando claro que Conrado, Marcos, Jonatas, Zelda e Tamara agora estão oficialmente correndo o risco de serem eliminados neste ciclo do jogo. O apresentador então dispensa os participantes para que retornem imediatamente ao confinamento da mansão para digerirem o resultado, enquanto as câmeras focam nas expressões tensas do grupo derrotado deixando o estúdio em silêncio. Sozinho no palco, Murilo se vira para a câmera principal com um sorriso enigmático, quebra a quarta parede e finaliza o programa agradecendo calorosamente todo o público de casa pela excelente audiência da noite. Ele se despede mandando todos continuarem assistindo e acompanhando cada detalhe pelas plataformas oficiais, deixando um forte mistério no ar ao alertar que, agora que a competição chegou exatamente na sua metade, surpresas avassaladoras e reviravoltas vão acontecer nos próximos episódios, mudando completamente o rumo do jogo antes dos créditos subirem.
Conheça os Participantes: Barbie Terremoto, Beatriz Schulteize, Conrado da Silva, Enzo Tralli, Giuliano Francisco, Hugo Aguiar, Jonatas Ponte, Juliana Patricia, Manoela Mendes, Marcos Beltrão, Matheus Lacerda, Mayara Palhares, Silvana Cruz, Sindel Takawire, Tamara Gimenez, Tárcio Mendes e Zelda Montgomery.
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