Ao cruzarem as portas da mansão, o silêncio pesado do estúdio se transforma em uma atmosfera de guerra fria. Conrado e Marcos entram pisando firme, sem olhar para os lados, e marcham direto para a cozinha com os maxilares travados. O clima de velório do lado dos homens contrasta drasticamente com o alívio disfarçado das mulheres, que entram em fila indiana, trocando olhares rápidos. Tamara, ainda mantendo a postura de ombros caídos e expressão de coitada, se joga no sofá da sala, sendo imediatamente cercada por Barbie e Juliana, que fazem questão de demonstrar apoio físico para consolidar a narrativa de proteção. Marcos não se aguenta e, enquanto enche um copo de água com violência, solta uma risada irônica que ecoa por todo o andar de baixo, comentando em voz alta que a hipocrisia na casa atingiu um nível profissional. Conrado encosta no balcão, cruza os braços e rebate, olhando na direção da sala, afirmando que o público de casa viu muito bem quem passou o ciclo inteiro sabotando o grupo para agora ser blindada por conveniência, completando que tirar o Jonatas, que era um dos caras que mais se dedicava à técnica das apresentações, para deixar quem só sabe fazer cena é uma piada de mau gosto. Do sofá, Barbie toma as dores e responde à altura, levantando-se e dizendo que eles precisam aprender a perder e a aceitar que o jogo é feito de votos, e não de choro. Ela dispara que se Jonatas foi eliminado, foi porque a casa entendeu que o tempo dele ali já tinha dado, e que ficar jogando a culpa em Tamara não vai trazer o amigo deles de volta. Sindel, observando a cena de canto com um sorriso enigmático, apenas pontua que em um jogo de eliminação, inteligência emocional e alianças sólidas valem muito mais do que pose de bom moço, deixando os rapazes ainda mais enfurecidos. Matheus e Zelda entram por último, mantendo a postura de neutralidade que os trouxe intactos até a metade do programa. Matheus apenas balança a cabeça, cochichando com Zelda que a casa agora virou um campo minado e que qualquer passo em falso de um dos lados vai gerar uma explosão, enquanto a divisão entre os quartos roxo e azul se torna, em definitivo, uma linha que ninguém mais está disposto a cruzar.
Antes que os participantes pudessem sequer tirar os figurinos da votação ou digerir a saída chocante de Jonatas, as luzes da mansão piscaram agressivamente e o telão da sala foi acionado com um efeito sonoro ensurdecedor, trazendo Murilo Rosa de volta com uma postura imponente e um olhar vibrante para cortar qualquer tentativa de discussão ao anunciar que o confinamento não parava e que o próximo ciclo começava imediatamente, sem direito a descanso. O apresentador respirou fundo e iniciou o seu discurso oficial para introduzir o tom do novo desafio, afirmando que o "Beast Games" representa o ápice da evolução dos realities de competição, elevando o gênero a um patamar de escala e grandiosidade inéditos. Do ponto de vista do entretenimento, ele explicou que o programa transcende a lógica televisiva tradicional ao incorporar a estética e a magnitude das produções de internet de alto orçamento, oferecendo um espetáculo visceral onde a escala física dos desafios e a premiação astronômica criam uma atmosfera de urgência e espetáculo que mantém o público em constante tensão. Murilo continuou destacando o impacto cultural do formato, pontuando que ele marca a transição definitiva da televisão linear para a era dos megashows globais de plataformas digitais. Ao colocar centenas de competidores em circuitos de resistência extrema, o "Beast Games" redefine o que o público espera de uma competição, tornando-se o "próximo nível" ao transformar o esforço humano em uma experiência cinematográfica de sobrevivência que não apenas desafia os limites físicos dos participantes, mas também dita um novo ritmo para o entretenimento moderno, onde a audácia e o espetáculo visual são as novas métricas de sucesso. Assim que as palavras do apresentador ecoaram pelo cômodo, os rostos dos sobreviventes na mansão mudaram instantaneamente, fazendo com que o clima de picuinha e lavagem de roupa suja desse lugar a uma expressão de puro choque e antecipação ao perceberem que o jogo havia subido de nível.
Após o discurso de introdução, Murilo Rosa retoma a palavra para explicar detalhadamente a dinâmica que dará início ao ciclo do "Beast Games". Ele explica que a prova começará naquele exato momento e que cada participante deverá entrar em sua própria cabine gigante montada nos estúdios, onde vão encontrar uma cama confortável na qual vão poder descansar e passar a noite isolados, além de receberem uma prancheta com um papel e uma caneta. Nessa prancheta, cada um deve listar obrigatoriamente, de 1 até 9, os seus adversários, classificando-os de acordo com a própria percepção: Do número 1, correspondente ao que acham o mais honesto do programa, até o número 9, o mais desonesto, lembrando a todos que ninguém pode votar em si mesmo e que o participante que terminar a média geral da casa como o mais honesto se tornará o novo líder do ciclo. Assim que a explicação termina, as portas da mansão se abrem e os dez competidores remanescentes caminham em silêncio em direção ao complexo de cabines industriais, cada uma identificada com o nome de um participante em luzes de LED vibrantes, isolando-os completamente do mundo exterior. Conrado entra em sua cabine pisando firme e bate a porta pesada de metal, olhando para a cama de solteiro e para a prancheta sobre o colchão com um sorriso amargo, pensando que o jogo de honestidade veio no momento mais irônico possível após a eliminação de seu aliado. Marcos entra logo em seguida, solta um suspiro cansado e joga os braços para cima ao encarar o teto alto da estrutura, sentando-se na beira da cama e encarando a prancheta com o cenho franzido, já arquitetando como usará a lista para expor o bloco rival. Tamara entra timidamente, olhando ao redor com desconfiança como se as paredes estivessem vigiando seus passos, e abraça os próprios braços antes de se sentar na cama, encarando o papel com uma expressão de pura preocupação sobre como a casa a julgará.
Ao lado, Barbie entra com passos decididos e uma postura confiante, joga-se de costas no colchão macio e dá uma risada contida ao pegar a prancheta, achando o conceito psicológico da prova absolutamente brilhante para o momento atual do confinamento. Sindel cruza o batente de sua cabine com a elegância de sempre, analisa o espaço minimalista e a cama com um olhar puramente clínico e estratégico, pegando a prancheta imediatamente para analisar o peso de cada nome sem demonstrar qualquer tipo de hesitação ou abalo emocional. Juliana entra logo depois soltando o ar e desamarrando o cabelo, sentindo o alívio do isolamento após o dia tenso, e senta-se de pernas cruzadas na cama para observar o papel, achando graça da enrascada que o apresentador armou para eles. Beatriz caminha até o centro de seu espaço com uma expressão pensativa, morde o lábio inferior ao olhar para a lista de nove espaços vazios e deita-se de lado, encarando a caneta enquanto tenta calcular como votar sem se expor ou prejudicar o grupo das mulheres. No bloco dos neutros, Matheus entra com total tranquilidade, deita-se confortavelmente na cama com os braços atrás da cabeça e encara o teto por alguns instantes antes de pegar a prancheta, sabendo que sua posição no jogo o deixa em uma situação privilegiada para fazer uma análise fria e matemática dos adversários. Zelda entra em sua cabine com um sorriso enigmático, ajeita o travesseiro e senta-se calmamente com a prancheta no colo, encarando o papel como uma oportunidade perfeita de movimentar as peças do tabuleiro sem precisar levantar a voz no jardim. Por fim, Giuliano entra em seu cubículo gigante com os ombros caídos e visivelmente desgastado pelos últimos acontecimentos, senta-se na cama e apoia os cotovelos nos joelhos enquanto encara a prancheta no chão, sabendo que sua indecisão na votação passada tornará o preenchimento daquela lista de honestidade um verdadeiro teste para a sua própria mente.
Isolados em suas respectivas cabines gigantes, o silêncio do estúdio foi quebrado apenas pelo som nítido das canetas riscando o papel, com cada um dos dez participantes encarando a folha com uma postura completamente diferente. Nas cabines de Conrado e Marcos, as canetas se moviam com força, movidas pela indignação recente da última eliminação, enquanto, do outro lado, Barbie e Sindel preenchiam os nove nomes de forma fria e calculista, medindo o impacto estratégico de cada posição. Tamara hesitou longamente antes de rabiscar suas escolhas com visível nervosismo, ao mesmo tempo em que Matheus e Zelda faziam suas listas com a calmaria de quem observa o tabuleiro de fora, e Giuliano passava a mão pelo rosto várias vezes antes de fixar suas notas definitivas. Um a um, todos terminaram a tarefa, deixaram as pranchetas sobre as camas e se acomodaram para passar a noite no isolamento, completamente alheios ao veredito. No estúdio principal, as luzes se voltaram para Murilo Rosa, que segurava o envelope com o resultado da média geral computada pelo sistema e falava diretamente com o público de casa em tom confidencial, pontuando que os competidores não faziam a menor ideia do impacto que essa lista teria no jogo. O apresentador explicou que, através da média de todos os votos cruzados, a casa havia se autoavaliado, e passou a revelar o gráfico na tela exclusivamente para os telespectadores. A classificação oficial da casa, do participante considerado o mais honesto até o mais desonesto, consagrou Matheus em primeiro lugar como o grande campeão da honestidade e, consequentemente, o novo líder do ciclo. Ele foi seguido por Zelda na segunda posição, Giuliano em terceiro, Beatriz em quarto e Juliana ocupando o quinto lugar. Na metade inferior da tabela, Conrado ficou em sexto, Marcos em sétimo, Barbie em oitavo e Sindel na nona posição. O último lugar ficou com Tamara, que acabou amargando o décimo posto e o título de participante mais desonesta na visão dos próprios colegas. Murilo finalizou o programa da noite sorrindo para a câmera, avisando que todos passariam a madrugada confinados sem saber de nada, mas que, na manhã seguinte, o resultado dessa lista iria explodir diretamente na nova dinâmica do "Beast Games".
No decorrer da madrugada, enquanto os outros participantes ainda dormem profundamente, as portas começam a se mover e Matheus é o primeiro a ser liberado de sua cabine em total silêncio. Ele é conduzido pela produção pelos corredores escuros até o estúdio principal, onde encontra Murilo Rosa posicionado à frente de um cenário totalmente reformulado, com uma estética industrial imponente que remete diretamente à grandiosidade do "Beast Games". O apresentador recebe o rapaz com um aceno firme e anuncia que, pela média dos votos de toda a casa na noite anterior, ele foi eleito o participante mais confiável e honesto do programa, o que automaticamente o consagra novamente como o líder do ciclo, mas alerta que as vantagens e as responsabilidades começam naquele exato momento, revelando que ele é o primeiro a participar da dinâmica de agora. Com um gesto dramático, o apresentador aponta para o centro do cenário, onde uma enorme cabine de vidro transparente, fortemente iluminada, exibe pilhas impressionantes de notas de dinheiro vivo, totalizando a quantia exata de 1 milhão de reais. Murilo explica a mecânica da tentação mostrando que ali dentro está guardada uma fortuna e que agora Matheus tem o poder absoluto de escolher o quanto desse dinheiro ele quer pegar para si, pontuando que ele pode ser ambicioso e levar o 1 milhão inteiro, pode pegar a metade, ou pode estipular qualquer quantidade que desejar, como pegar apenas uma parte para tentar garantir que, idealmente, cada um dos dez sobreviventes termine o ciclo com uma cota justa de 100 mil reais. Matheus aproxima-se da estrutura de vidro e encara as montanhas de cédulas, entrando em um profundo momento de ponderação diante das câmeras ao analisar o peso de carregar o prêmio inteiro sozinho tão cedo no jogo e o impacto que uma atitude egoísta teria na sua recém-conquistada reputação de homem mais honesto da casa. O líder argumenta que entrou no programa para jogar com a verdade e que não conseguiria olhar nos olhos dos colegas se limpasse o cofre logo de cara, tomando sua decisão final com firmeza ao anunciar para Murilo que vai pegar exatamente 100 mil reais, justificando que o correto e o mais justo é que esse 1 milhão seja dividido igualmente em fatias de 100 mil para cada um dos 10 participantes da mansão. Murilo Rosa apenas sorri de canto sem revelar as consequências do ato e, sob o comando do apresentador, a produção entra em cena imediatamente para contabilizar as notas e acomodar os 100 mil reais escolhidos dentro de malas pretas reforçadas. Em seguida, os assistentes de palco carregam as malas diretamente para a cabine gigante do líder e Matheus é conduzido de volta para o seu cubículo de isolamento, onde retorna para passar o resto da noite trancado com o seu prêmio garantido, sem fazer a menor ideia de como os próximos nove participantes vão reagir quando ficarem de frente com o cofre.
Ainda no decorrer da madrugada, a porta da segunda cabine se abre e Zelda é liberada para o estúdio. Murilo Rosa a recebe no cenário industrial e explica detalhadamente toda a dinâmica da cabine de vidro, apontando para o montante de dinheiro que restou. Olhando para o visor digital que atualiza o saldo em tempo real, a moça percebe que o primeiro participante, cuja identidade ela não sabe que é de Matheus, retirou exatamente 100 mil reais. Zelda aproxima-se do vidro com um sorriso analítico e começa a ponderar suas opções em voz alta para as câmeras, afirmando que, embora o primeiro jogador tenha tentado manter uma divisão politicamente correta, ela não veio ao programa para viver em uma utopia de contos de fadas. Sem hesitar, a participante decide fazer diferente e anuncia que vai levar exatamente 223 mil reais, justificando que conhece a mentalidade daquela casa e tem a plena certeza de que mais da metade dos participantes faria a mesma coisa ou algo muito pior se estivesse no lugar dela. Sob o olhar atento do apresentador, a produção recolhe as cédulas solicitadas, acomoda o valor em malas e conduz Zelda de volta para a sua cabine gigante, onde ela passa o resto da noite trancada com a sua nova fortuna. Pouco tempo depois, o cronômetro avança e o terceiro participante a ser liberado do isolamento é Giuliano. O rapaz caminha até o centro do cenário com uma expressão cansada e escuta atentamente enquanto Murilo repete as regras da tentação e mostra o saldo atualizado dentro da estrutura transparente. Ao fazer as contas de cabeça e olhar para o painel digital, Giuliano arregala os olhos ao perceber que o cofre sofreu um desfalque considerável; ele nota imediatamente que alguém que passou antes dele já quebrou o pacto implícito e pegou uma quantia muito além dos 100 mil reais que seriam considerados o valor "justo" e igualitário para cada participante se o prêmio fosse dividido entre os dez. A constatação atinge o cantor em cheio, engatilhando uma crise interna instantânea diante das câmeras. Giuliano começa a andar de um lado para o outro no estúdio, passa as mãos pelo cabelo de forma nervosa e começa a falar sozinho em um monólogo tenso, tentando desesperadamente se convencer sobre qual caminho deve seguir. Ele desabafa com a voz trêmula, olhando para as pilhas de notas, dizendo que sempre quis jogar de forma limpa e honesta na competição, mas que a realidade lá fora é esmagadora e que ele precisa urgentemente de uma parte significativa daquele dinheiro para quitar as dívidas pesadas que acumulou na vida antes de entrar no reality. Dividido entre o medo de ser julgado pela casa como um traidor desonesto e a necessidade urgente de resolver sua vida financeira com aquela oportunidade única, o rapaz se aproxima do vidro, apoia a testa na estrutura transparente e continua ponderando, completamente perdido em seus próprios pensamentos sem conseguir se decidir.
Giuliano enfim toma a decisão de pegar 650 mil reais, respirando fundo e justificando para a câmera que esse dinheiro fará uma enorme diferença em sua vida, sendo a quantia exata que ele precisa para pagar todas as suas dívidas estruturais, abrir seu próprio negócio de vez e melhorar radicalmente a qualidade de vida dos seus filhos. A produção contabiliza o valor astronômico e enche várias malas pretas, escoltando o rapaz de volta para o seu cubículo gigante. No entanto, assim que a porta pesada de metal se fecha e ele se vê sozinho no isolamento com aquela fortuna, Giuliano entra em uma profunda crise de consciência sobre a sua decisão, ele começa a andar de um lado para o outro na cabine, põe as mãos na cabeça e sente o peso do julgamento que virá no dia seguinte, percebendo que, ao pensar apenas em sua família, ele praticamente zerou as chances dos outros participantes de conseguirem uma quantia decente, o que o deixa sem conseguir dormir, encarando as malas com um misto de alívio e culpa esmagadora. Pouco depois, no silêncio da madrugada, Beatriz é a quarta participante liberada de sua cabine e caminha até o palco principal sem saber o que a espera. Após ouvir as regras minuciosas da boca de Murilo Rosa, ela olha para o painel digital e depois para o interior da cabine de vidro, ficando em absoluto estado de choque com o fato de ter tão pouco dinheiro disponível no cofre, restando apenas 27 mil reais do 1 milhão original, sabendo que ainda tem um monte de participante trancado sem ter pego absolutamente nada. A moça solta uma risada nervosa e dispara para o apresentador que pelo visto o top 3 da honestidade eleito pela casa não é tão confiável assim e que as máscaras caíram antes mesmo do sol nascer. Após ponderar por alguns instantes sobre o impacto de sua escolha, ela decide manter a postura e diz que pegará apenas 5 mil reais, uma quantia simbólica para não sair de mãos abanando e para deixar o resto para quem vem atrás, permitindo que a produção pegue o dinheiro, leve para a cabine dela e feche a moça lá novamente no isolamento.
Juliana é a quinta liberada pela produção no meio da madrugada e, ao chegar ao palco e dar de cara com a quantia de dinheiro que está sobrando no cofre, não esconde o desdém e debocha abertamente da situação. Com os braços cruzados, ela solta uma risada e diz para Murilo Rosa que aquilo ali é dinheiro de troco que ela dá aos seus funcionários durante a semana, disparando em seguida que quem passou antes e pegou mais de 100 mil reais com certeza é um morto de fome para passar esse tipo de vergonha em rede nacional. Ela olha bem para a câmera e avisa ao apresentador que não vai pegar absolutamente nada para si mesma, justificando que sabe que tem gente ali dentro daquela casa cuja vida realmente mudará com qualquer tostão, enquanto na dela essa quantia restante é muito pouca para fazer qualquer diferença, completando com desdém que já comprou bolsa de grife mais cara do que o saldo atual do cofre antes de retornar para o isolamento de mãos vazias. Logo na sequência, Conrado é o próximo a ser liberado de sua cabine e também fica completamente chocado ao ver o estrago feito no painel digital, percebendo que o prêmio milionário foi praticamente pulverizado pelos primeiros a votar. Após ponderar em silêncio por alguns instantes e repercutir o absurdo que é ver o egoísmo ter tomado conta da dinâmica tão rápido, ele decide que não vai sair dali de braços cruzados e anuncia que vai levar exatamente 7.272 reais para a sua conta. A produção se encarrega de separar a quantia exata em notas, acomoda o valor e leva o montante para a cabine gigante junto com o participante, trancando Conrado novamente no confinamento enquanto o saldo do "Beast Games" murcha ainda mais para os próximos da fila.
Marcos é o sétimo competidor a ser liberado no decorrer da madrugada e fica completamente chocado ao saber que havia 1 milhão de reais disponível originalmente no cofre e que agora sobrou somente uma quantia irrisória de 14.728 reais no painel digital. Inconformado com o egoísmo de quem passou antes, ele começa a fazer as contas e questiona abertamente quanto ficaria essa quantia restante se fosse dividida exatamente por quatro pessoas, que é o número de participantes que ainda faltam passar pela dinâmica. Murilo Rosa faz o cálculo e revela que a divisão exata daria 3.682 reais para cada um, fazendo com que Marcos balance a cabeça positivamente e declare com firmeza que é exatamente isso o que ele vai pegar, garantindo sua cota justa do que sobrou para não prejudicar quem vem atrás. A produção separa o dinheiro rapidamente e o leva de volta para a sua cabine gigante de isolamento. Logo depois é a vez de Barbie ser liberada pela produção, e a reação da moça ao dar de cara com o saldo remanescente é um verdadeiro escândalo imenso no estúdio. Assim que entende o desfalque no prêmio, ela começa a gritar de desespero, corre histérica pelo ambiente, chora alto e esperneia diante das câmeras, dizendo com as mãos na cabeça que não é possível e que ela simplesmente não aceita uma coisa dessas depois de tudo o que passou no confinamento. Após um tempo para respirar fundo e conseguir se acalmar do surto, ela percebe que não há outra saída e decide seguir a mesma lógica de divisão justa do resto, anunciando que também vai pegar a quantia de 3.682 reais antes de dar as costas ao cenário e retornar para a sua cabine, ainda bufando de indignação com as máscaras que caíram na madrugada.
Sindel é a penúltima participante a ser liberada de sua cabine no meio da madrugada e, fiel ao seu estilo, não se deixa abalar pelo choque térmico da realidade do jogo. Ao se deparar com o painel digital exibindo o saldo minguado de apenas 7.364 reais, ela solta uma risada curta, nasal e carregada de desdém, cruzando os braços enquanto analisa o estrago. Em vez de fazer um escândalo, ela comenta friamente com Murilo Rosa que a tão aclamada "honestidade" daquela casa custou muito barato e que o topo da lista se vendeu na primeira oportunidade de cometer um crime perfeito no escuro. Sem demonstrar qualquer sinal de desespero, ela mantém a postura analítica, calcula o valor exato que deixará a conta zerada para quem vem atrás e anuncia que vai escolher os mesmos 3.682 reais que seus antecessores deixaram estipulados como cota. A produção recolhe a quantia exata, e Sindel retorna para a sua cabine gigante com passos calmos e elegantes, achando toda a situação um experimento psicológico fascinante. Por fim, Tamara é a última competidor a cruzar as portas do isolamento e sua recepção no palco principal é um verdadeiro soco no estômago em duas etapas. Primeiro, ela desaba emocionalmente ao ouvir de Murilo Rosa o resultado da votação secreta da noite anterior, ficando em absoluto estado de choque ao descobrir que foi oficialmente considerada pelos próprios colegas como a participante menos confiável e mais desonesta de toda a mansão. O segundo baque vem logo em sequência, quando ela olha para a imensa cabine de vidro do "Beast Games" e vê apenas um maço magro de notas isolado no centro do espaço, totalizando exatamente 3.682 reais disponíveis para ela. Tamara começa a chorar, passa as mãos pelo rosto e repercute toda essa situação com a voz embargada, apontando para o painel digital e desabafando para as câmeras que é uma hipocrisia sem tamanho as pessoas a julgarem daquele jeito enquanto os "santos" do programa passaram a madrugada saqueando um cofre de 1 milhão de reais pelas costas uns dos outros. Ela questiona o caráter de quem a colocou no topo da desonestidade, afirmando que ela pode ter seus defeitos, mas nunca teve a audácia de tirar o pão da boca dos outros competidores daquela forma. Sem mais nada para fazer ou escolher, já que o cofre foi completamente esvaziado pelo egoísmo da casa, ela aceita o valor restante que sobrou no painel e retorna para a sua cabine, trancando-se no escuro para passar o resto da noite remoendo a humilhação do rótulo e a ironia daquela madrugada.
Isolados em suas cabines gigantes enquanto o dia começava a clarear, os participantes não conseguiam pregar o olho, cada um submerso em suas próprias teorias sobre o rastro de destruição deixado no cofre milionário do "Beast Games". No bloco dos que optaram pelo equilíbrio, a tensão era palpável. Marcos andava de um lado para o outro no cubículo, bufando de raiva ao olhar para as poucas notas que conseguiu resgatar; ele tinha certeza absoluta de que o grupo das mulheres havia arquitetado um plano para esvaziar o cofre logo nas primeiras posições, e sua única expectativa era ver as portas se abrirem para poder confrontar cada uma delas no jardim. Barbie, ainda com os olhos vermelhos de tanto chorar, encarava o teto com os punhos cerrados, montando em sua cabeça o discurso de acusação perfeito para desmascarar quem ela chamava de "monstros egoístas", jurando que a convivência na mansão se tornaria insuportável a partir daquele minuto. Do outro lado, o peso da culpa e do segredo ditava um ritmo muito mais silencioso. Em sua cabine, Giuliano permanecia sentado na beira da cama com a cabeça baixa, encarando as volumosas malas de 650 mil reais com um misto de pavor e ansiedade extrema, o chef de cozinha sabia que o valor que pegou seria o estopim de uma terceira guerra mundial no confinamento e temia o momento exato em que Murilo Rosa revelaria os números para toda a casa. Enquanto isso, Zelda exibia um sorriso gélido e enigmático deitada em seu colchão, completamente indiferente ao caos que se instalaria na mansão. Para ela, a expectativa de sair dali não era de medo, mas sim de pura diversão cênica para assistir de camarote o parquinho pegar fogo quando todos descobrissem que a tão jurada honestidade do elenco não passava de uma grande ilusão de ótica.
Conheça os Participantes: Barbie Terremoto, Beatriz Schulteize, Conrado da Silva, Enzo Tralli, Giuliano Francisco, Hugo Aguiar, Jonatas Ponte, Juliana Patricia, Manoela Mendes, Marcos Beltrão, Matheus Lacerda, Mayara Palhares, Silvana Cruz, Sindel Takawire, Tamara Gimenez, Tárcio Mendes e Zelda Montgomery.
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