Assim que a porta se fechou e os gritos de Sabrina começaram a ecoar apenas do lado de fora, a sala da mansão mergulhou em uma mistura de alívio e choque. Vanderlane foi a primeira a quebrar o silêncio, sentando-se com um suspiro pesado e limpando o suor da testa. "Gente, eu estou tremendo. Ela me olhou como se quisesse me avançar!", desabafou para Andrew, que apenas balançava a cabeça negativamente. "Era o esperado, Van. Quem não tem argumento, grita. Fizemos o que precisava ser feito para o nosso lado", respondeu ele, tentando manter a voz firme apesar do clima pesado. No canto oposto, o Grupão já começava a se fechar em um círculo de proteção. Almir mantinha a expressão impassível, mas seus olhos acompanhavam cada movimento da sala. "O amadorismo dela só provou que a decisão da casa foi correta", comentou friamente com Rafael. "O descontrole emocional é o caminho mais rápido para a porta de saída, e ela cavou o próprio buraco ao transformar a eliminação em um espetáculo de ofensas". Fábio e Fellipe, sentindo o peso do saldo extra de 60 mil, apenas trocaram sorrisos discretos. "Deixa gritar. Enquanto ela grita lá fora, a gente planeja como gastar esse bônus aqui dentro", sussurrou Fellipe, recebendo um aceno cúmplice de Fábio. Enquanto isso, Darcy e Tammy, que acabavam de escapar de uma eliminação certa pela votação da casa, permaneciam estáticas no sofá. O susto do barraco pareceu silenciar a briga que tiveram mais cedo. Darcy olhava para o lugar onde Sabrina estava sentada, visivelmente abalada. "Poderia ter sido a gente, Tammy. Se esse grupo vira contra nós desse jeito, não sobra pedra sobre pedra", murmurou, recebendo um aperto de mão silencioso da esposa, selando uma trégua temporária diante do massacre estratégico que acabaram de testemunhar. Edilson e Sara se aproximaram de Eduardo e Jéssica perto da mesa de jantar, já repercutindo os próximos passos. "Vocês viram a cara da Cláudia? Ela sabe que o Wesley é o próximo alvo", comentou Jéssica em tom baixo. O clima na mansão não era de luto pela saída de Renan e Sabrina, mas de uma análise fria sobre quem seria a próxima peça a cair no tabuleiro, enquanto o eco das ofensas de Sabrina ainda parecia vibrar nas paredes de neon da sala.
Ana Clara retornou ao telão com um sorriso de quem adora agitar o formigueiro, avisando que, com a despedida de Renan e Sabrina, o mapa da mansão seria totalmente redesenhado para o início do sétimo ciclo. Como os grandes vitoriosos da prova e agora detentores de um saldo privilegiado, Fábio e Fellipe garantiram o conforto e o prestígio do Quarto Galáctica, consolidando sua posição de liderança. Em seguida, a apresentadora anunciou que a sofisticação do Quarto Realeza ficaria sob o comando de Almir e Rafael, enquanto Edilson e Sara ocupariam o Quarto Industrial, mantendo o núcleo duro do Grupão em aposentos estratégicos. A distribuição continuou com Bruno e Natalie sendo enviados para o Quarto Descobertas, enquanto o Quarto Gelo, conhecido por sua temperatura baixa e pouco conforto, teria uma ocupação dupla e tensa com Eduardo, Jéssica, Wesley e Cláudia dividindo o mesmo espaço, o que gerou olhares imediatos de desconforto. Para fechar a nova configuração, Ana Clara destinou o Quarto Nômade para Andrew e Vanderlane, deixando o rústico e apertado Quarto Caverna para Darcy e Tammy, que receberam a notícia com resignação após o desgaste da DR. Com o novo mapa definido, a apresentadora desejou boa sorte na convivência e encerrou o contato, deixando os casais livres para a correria da mudança de malas e para o início das novas conspirações de corredor.
A mudança de malas para o novo ciclo trouxe consigo o gosto amargo da ironia pelos corredores da mansão. Enquanto carregava sua bolsa em direção ao Quarto Descobertas, Natalie cruzou com Darcy no corredor principal. Com um sorriso de canto e um olhar que percorreu Darcy de cima a baixo, Natalie não perdeu a oportunidade de dar o troco. "Engraçado como o mundo dá voltas, né? Dias atrás você estava lá no topo, toda cheia de si, me lembrando de como era o clima no Cavernas... E agora olha só, você descendo o elevador direto para lá. Cuidado com a umidade, dizem que as paredes lá são bem frias", disparou Natalie em um tom de voz perfeitamente audível. Darcy, no entanto, manteve o olhar fixo no horizonte e continuou caminhando com sua mala, mantendo uma expressão de mármore e fingindo que Natalie era apenas parte da decoração, recusando-se a dar o palco que a rival buscava. Enquanto a tensão fervia nos corredores, o clima no Quarto Galáctica era de absoluto triunfo. Fábio e Fellipe fecharam a porta e se jogaram na cama espaçosa, rindo da sequência de vitórias. "Sessenta mil na conta, Fellipe! A gente não só sobreviveu, a gente agora é quem dita o ritmo desse sétimo ciclo", comemorou Fábio, olhando para o teto tecnológico do quarto. Fellipe, já com o pensamento lá na frente, começou a traçar a estratégia: "Com esse saldo, a gente pode arriscar tudo na Prova dos Homens. Se a gente ganhar mais uma, a gente quebra o Grupão por dentro ou termina de varrer quem sobrou lá fora. O foco agora é não errar a mão na aposta, porque com esse bônus, a gente tem a faca e o queijo na mão para escolher quem a gente quiser para a próxima DR". Os dois selaram o pacto com um brinde simbólico, cientes de que, no momento, eram os donos da mansão.
No jardim, sob a luz suave dos refletores da área externa, Vanderlane se aproximou de Cláudia para tentar acalmar os ânimos após o caos da eliminação. Com uma postura confiante, ela comentou que Cláudia havia ficado tensa à toa durante a votação, já que ela tinha certeza de que não havia chances reais de sua aliada ser eliminada naquela noite. Cláudia, no entanto, rebateu o comentário com uma expressão de cansaço, pontuando que, estando sentada no banco da DR, a insegurança é inevitável, especialmente com a casa votando em bloco. Vanderlane logo retomou a palavra, mudando o tom para algo mais estratégico: "Nós precisamos encontrar um jeito de reverter isso agora. Precisamos fazer com que alguém do Grupão seja o próximo eliminado, Cláudia. Esse novo ciclo é perigoso, e se a gente não conseguir quebrar essa corrente deles agora, vamos ser caçadas uma por uma." Enquanto isso, o clima na academia era de foco total na sobrevivência física e tática. Edilson, Bruno e Eduardo aproveitavam o treino noturno para analisar o tabuleiro de forma mais fria. Enquanto revezavam os aparelhos, Edilson comentou sobre como o jogo estava afunilando e como as margens de erro estavam ficando cada vez menores. Bruno concordou, observando que a saída de casais fortes como Renan e Sabrina mostrava que ninguém estava seguro apenas pelo desempenho em provas. Eduardo completou o raciocínio, afirmando que o sétimo ciclo exigiria uma precisão cirúrgica nas apostas, pois qualquer deslize financeiro agora poderia significar o fim da linha para quem não estivesse devidamente protegido pelas alianças que eles construíram.
Na sala de estar, Natalie, Sara e Jéssica se acomodaram nos sofás, aproveitando a relativa calmaria após o turbilhão da eliminação. O assunto, inevitavelmente, era o espetáculo dado por Sabrina em seus últimos segundos na mansão. "Gente, eu ainda estou em choque com os gritos da Sabrina", começou Jéssica, ajeitando uma almofada. "Ela perdeu a razão totalmente. Sair atirando para todo lado só confirmou que o grupo fez o certo em votar nela. O clima aqui ia ficar insuportável se ela voltasse." Sara concordou prontamente, completando: "O que me assusta é como as pessoas se transformam. O Renan estava morrendo de vergonha, dava para ver na cara dele. Ela saiu chamando todo mundo de falso, mas esqueceu que isso aqui é um jogo de convivência, não um ringue de luta livre". A conversa mudou de tom quando Natalie trouxe à tona a nova vizinha de quarto: Darcy. "E a Darcy, vocês viram? Ficou muda enquanto eu falava com ela no corredor. A máscara de "dona da mansão" caiu junto com o saldo dela", debochou Natalie, soltando uma risadinha. "Eu quero só ver como vai ser a convivência agora que ela está lá no Cavernas. Ela sempre desdenhou de quem estava por baixo, e agora vai ter que encarar novamente a realidade de um quarto apertado e sem regalias." Jéssica ponderou, olhando em direção à cozinha para garantir que não estavam sendo ouvidas. "Eu acho que ela vai tentar se vitimizar. Agora que a aliada barulhenta saiu, a Darcy vai querer fazer o papel de perseguida para ver se o público compra a história dela. Precisamos tomar cuidado para não dar esse palco para ela." Sara finalizou com uma análise precisa: "A convivência com ela vai ser um exercício de paciência. Ela não vai esquecer os votos que recebeu, e como ela é rancorosa, o próximo ciclo vai ser puro gelo no corredor. É melhor a gente ficar de olho, porque cobra quando está acuada é que solta o bote". As três trocaram olhares cúmplices, cientes de que, embora uma rival tivesse saído, a guerra fria com o que restou da oposição estava longe de terminar.
O clima de celebração no Quarto Galáctica foi interrompido por batidas discretas na porta. Almir e Rafael entraram com expressões sérias, fechando a porta imediatamente para garantir a privacidade. Sem rodeios, Almir cruzou os braços e relatou o que tinha acabado de observar: "Vocês notaram a movimentação lá fora? O núcleo está se fechando. Edilson, Bruno e Eduardo estão trancados na academia em um "treino" que parece mais uma convenção, enquanto na sala, a Sara, a Natalie e a Jéssica estão em um papo de comadre que não para. O detalhe? Ninguém nos chamou para nada." Rafael encostou na parede, com um olhar analítico. "Pois é, o convite não chegou nem para o Casal Power, nem para os aliados de primeira hora. Eles estão criando um vácuo em volta da gente", pontuou ele. Fábio, que ouvia atentamente, não pareceu surpreso e logo conectou os pontos: "Isso já demonstra o óbvio, né? Eles criaram uma sub aliança dentro do nosso grupo. Os três casais estão fechados entre eles e, para eles, nós somos apenas o "braço de força" para as provas, mas não fazemos parte da tomada de decisão estratégica". Rafael concordou prontamente, enfatizando o perigo da situação: "Exatamente. Se a gente deixar essa trindade se consolidar, nós seremos os próximos alvos assim que os dissidentes saírem. Precisamos encontrar um jeito de quebrar essa união antes que eles tenham força suficiente para nos eliminar". Fellipe, que até então processava os números do seu novo saldo, olhou para o grupo e selou a estratégia: "Eu concordo plenamente. O jogo afunilou e agora a guerra é interna. Se eles acham que vão nos usar para chegar na final e depois nos descartar, estão muito enganados. Vamos ter que agir rápido nesse sétimo ciclo". O quarteto permaneceu no quarto, agora não mais para comemorar, mas para traçar o plano de desmonte da nova ameaça que surgia dentro da própria casa.
A manhã seguinte na mansão começou com um ar de desconfiança pairando sobre o café da manhã. Na cozinha, Edilson e Vanderlane aproveitavam a calmaria matinal para trocar impressões sobre o estado atual do jogo. Vanderlane, sempre atenta, falava em tom baixo sobre como as alianças estavam se tornando voláteis. "O jogo mudou depois de ontem, Edilson. Não dá mais para confiar no automático. A gente precisa observar quem realmente está jogando com a gente e quem está só esperando a hora de nos descartar", comentou ela, enquanto mexia em sua xícara. Edilson assentiu, prestes a responder algo sobre o afunilamento do programa, mas o som de passos no corredor interrompeu a confidência. Assim que Almir entrou no ambiente com seu habitual bom dia polido, Vanderlane mudou o tom instantaneamente, passando a falar sobre a qualidade das frutas da semana, enquanto Edilson apenas comentava sobre o clima, deixando o silêncio desconfortável da mudança de assunto evidente no ar. Longe da tensão da cozinha, o clima no Quarto Caverna era de melancolia. Darcy estava sentada na cama, com o olhar perdido, sentindo o peso das paredes apertadas e da derrota recente. "Eu estou desanimada, Tammy. De verdade. Parece que não importa o quanto eu me esforce nas provas ou tente articular, a gente sempre acaba levando a pior", desabafou ela, com a voz embargada. "Sinto que minhas forças para continuar lutando contra essa casa inteira estão acabando." Tammy, percebendo o estado de fragilidade da esposa, sentou-se ao seu lado e segurou suas mãos com firmeza. "Ei, olha para mim. A gente já passou por muita coisa para entregar os pontos agora", disse ela, tentando injetar um pouco de ânimo na parceira. "Vamos fazer o seguinte: Hoje a gente tira o dia de folga. Esquece estratégia, esquece o Grupão, esquece os quartos. Vamos focar só na gente, relaxar na piscina e recuperar as energias. Amanhã começa o novo ciclo e eu te garanto que vamos estar muito mais fortes para encarar o que vier pela frente. A gente não caiu ainda." O abraço que se seguiu selou a trégua temporária com o jogo, enquanto elas tentavam encontrar conforto uma na outra antes da tempestade que o sétimo ciclo certamente traria.
O sol da manhã batia na área externa enquanto Jéssica, Sara, Natalie e Fábio relaxavam nas espreguiçadeiras à beira da piscina. O assunto não poderia ser outro: a intensidade das últimas provas. "Gente, esse último ciclo foi um teste de sobrevivência real", comentou Sara, ajeitando os óculos de sol. "Teve de tudo: Aquela tensão psicológica de "The Traitors", as nojeiras de "Fear Factor" e aquele esforço físico que parecia saído direto do "Survivor"." Natalie deu uma risada, lembrando-se dos desafios. "Eu quase morri na parte do "gross-out". Aquilo era muito "Fear Factor"! Eu assistia a versão americana quando era pequena e pensava: "quem é o louco que faz isso?". Agora a louca sou eu", brincou ela. Jéssica concordou, completando que a parte da estratégia foi a pior: "A dinâmica de mentira e traição foi muito pesada. Eu prefiro mil vezes o esforço físico do que ficar caçando traidor pelos corredores." A conversa naturalmente migrou para o futuro e se eles teriam coragem de encarar outros formatos. "Eu acho que aqui já é meu limite de convivência", confessou Sara. Natalie, porém, admitiu que adoraria um reality de moda ou algo mais "glamouroso". Fábio, que ouvia tudo com atenção enquanto se refrescava na borda da piscina, revelou um lado mais competitivo. "Ah, eu não pararia por aqui não. Eu tenho muita vontade de testar meus limites reais no "Survivor"", afirmou ele, os olhos brilhando. "Aquela coisa de isolamento total, natureza, prova de resistência de verdade... Eu acho que eu me daria bem no perrengue bruto." Jéssica olhou para ele, surpresa. "Survivor, Fábio? Você é corajoso! Eu não aguentaria um dia sem protetor solar e comida." Fábio riu e acrescentou: "Ou então o "Big Brother". É um jogo de xadrez humano muito doido, né? A visibilidade é gigantesca e eu gosto dessa pressão de ser observado 24 horas. Acho que depois do "Power Couple", a gente sai diplomado em convivência forçada, então o "BBRA" seria o próximo passo lógico." "Você é o nosso estrategista, Fábio. No "Survivor" você seria o vilão que todo mundo ama ou o herói que ganha todas as imunidades", provocou Natalie, fazendo o grupo rir enquanto aproveitavam o último momento de paz antes das instruções do sétimo ciclo chegarem.
Edilson, que vinha caminhando com uma toalha no ombro, ouviu o final da conversa sobre os outros formatos e se aproximou com um sorriso experiente, puxando uma cadeira para se juntar ao grupo à beira da piscina. "Ouvi vocês falando de limites e de outros programas, e vou dizer: a vida de "ex-reality" é um aprendizado constante sobre si mesmo", começou ele, chamando a atenção de todos. "Cada formato te molda de um jeito. No "Survivor", por exemplo, o desafio é puramente instintivo. Você esquece a estratégia de convivência por alguns momentos porque o seu corpo está gritando por comida e descanso. É a experiência mais crua que existe, você descobre quem você é quando não tem nada além da própria força de vontade." Fábio ouvia com atenção, e Edilson continuou, comparando com o formato de confinamento tradicional. "Já o "Big Brother" é o oposto. É o jogo da mente. No Survivor você luta contra a natureza, no "BBRA" você luta contra os seus próprios fantasmas e a percepção do público. Você sai de lá com uma sensibilidade absurda para ler as pessoas, porque qualquer sussurro ou olhar de canto de olho vira um tópico de votação. É exaustivo emocionalmente." Natalie perguntou sobre o início de tudo, e Edilson relembrou sua passagem pelo "Casa dos Talentos". "Ali foi onde tudo começou para mim. Era uma pressão diferente, era sobre mostrar habilidade, sobre o "fazer". Mas o que todos eles têm em comum, e que a gente sente aqui no "Power", é que o pós-reality te deixa uma marca. Você vira uma figura pública que as pessoas sentem que conhecem intimamente. A gente aprende a filtrar muito o que é crítica construtiva e o que é só barulho da internet." Ele olhou para Fábio e deu um tapinha no ombro do colega. "Se você quer ir para o "Survivor" ou para o "Big Brother", Fábio, prepare o espírito. Você entra uma pessoa e sai outra. Mas, no fim das contas, a adrenalina de estar em um tabuleiro vivo é algo que vicia, e a gente sempre acaba querendo mais um desafio."
O sol já começava a se pôr, tingindo o céu da mansão com tons de laranja e roxo, quando Vanderlane e Cláudia se encontraram em um canto mais reservado do jardim. O clima de fim de tarde trazia uma calmaria aparente, mas a conversa entre as duas era puramente estratégica. Vanderlane, observando o movimento da casa de longe, falou em tom baixo e pausado: "Cláudia, eu estive pensando muito... Se a gente continuar apenas reagindo ao que o Grupão decide, vamos ser eliminadas uma por uma. Eu realmente acho que existe uma possibilidade de a gente se unir com outros casais que estão se sentindo escanteados para eliminar alguém do núcleo deles. O problema é que qualquer movimento agora precisa ser feito com cautela extrema. Se eles sentirem o cheiro de uma revolta, eles nos trucidam na próxima votação." Cláudia ouviu atentamente, ajustando o casaco para se proteger da brisa que esfriava. "Eu concordo plenamente, Van. E sabe de uma coisa? Talvez o destino tenha me dado uma oportunidade com essa nova divisão de quartos", comentou ela, com um olhar pensativo. "Estou dividindo o Quarto Gelo com o Eduardo e a Jéssica. O espaço é pequeno, a convivência é forçada e a gente acaba conversando sobre coisas que não falaria na sala. Eu vou tentar aproveitar essa proximidade para "plantar uma sementinha". Se eu sentir que eles têm alguma insatisfação com os líderes do grupo, como o Almir ou o Fábio, vou tentar puxá-los para o nosso lado. Uma aliança com eles seria o golpe de mestre para quebrar essa trindade por dentro." Vanderlane assentiu, aprovando a ideia. "É o caminho. Seja sutil, Cláudia. Escute mais do que fale. Se a gente conseguir uma peça que seja do lado de lá, o jogo vira no próximo ciclo." As duas selaram o pacto com um olhar de cumplicidade enquanto as luzes da mansão se acendiam, sinalizando que a noite e as novas conspirações estavam apenas começando.
No início da noite, Almir e Rafael se isolaram em um canto estratégico do Quarto Realeza para discutir o movimento mais ousado da temporada até agora. A conversa, sussurrada mas carregada de intenção, revelava uma rachadura definitiva no que antes era um bloco impenetrável. Almir cruzou os braços, olhando fixamente para a porta enquanto analisava o cenário. "Rafael, o jogo mudou. Se a gente quer chegar na final, não podemos carregar o Eduardo, o Bruno e o Edilson nas costas. Minha ideia é radical: E se a gente se unisse ao Fábio e ao Fellipe, mas trouxesse para o nosso lado os "excluídos"? Cláudia e Wesley, Andrew e Vanderlane, e até a Darcy e a Tammy. Se fizermos esse bloco, temos votos suficientes para eliminar o Edilson e a Sara de uma vez." Rafael franziu a testa, visivelmente preocupado com a repercussão externa. "Almir, isso é extremamente arriscado perante o público. O Edilson e a Sara são vistos como peças centrais do grupo. Virar as costas para aliados de tanto tempo pode soar como traição barata lá fora. O público do "Power Couple" costuma punir quem joga sujo com os próprios parceiros." Almir, no entanto, não recuou e defendeu a estratégia com frieza. "Risco faz parte de quem quer o prêmio, Rafael. Precisamos nos arriscar agora ou seremos engolidos por essa "trindade" que eles formaram na academia. Pensa bem: se a gente arrastar esses três casais, a Cláudia, a Vanderlane e a Darcy, para o nosso lado, nós limpamos o caminho. Eles são oponentes que a gente vence nas provas facilmente. É muito melhor chegar em uma final contra a Darcy ou o Wesley do que contra o Edilson, que é uma máquina de competição." Rafael ponderou por alguns segundos, olhando para o teto do quarto. A lógica matemática de Almir era impecável, mesmo que moralmente perigosa no tribunal da internet. "Você tem razão no ponto estratégico. Ganhar deles no campo de provas é muito mais garantido. Se conseguirmos convencer o Fábio e o Fellipe a morderem essa isca, a gente quebra o Grupão por dentro e monta um novo exército que nos serve de escudo." "Exatamente," concluiu Almir com um sorriso contido. "Vamos ser os arquitetos da nossa própria final. O próximo ciclo vai ser o palco desse xeque-mate."
A cozinha da mansão se transformou no centro de inteligência da casa conforme o dia chegava ao fim. Enquanto alguns preparavam o jantar e outros apenas beliscavam o que estava sobre a bancada, o assunto inevitável era o "sumiço" de Darcy e Tammy, que não haviam sido vistas desde as primeiras horas da manhã. Jéssica foi a primeira a verbalizar o que todos estavam notando. "Gente, alguém viu a Darcy ou a Tammy hoje? Eu passei pelo corredor do Cavernas e a porta está trancada. Elas não saíram nem para o café, nem para o almoço", comentou ela, enquanto cortava alguns legumes. Edilson, que estava encostado no balcão, deu um sorriso de lado. "É o luto de quem perdeu a coroa. Sair do Quarto Galáctica e cair no Caverna, perdendo os aliados de uma vez só, é um baque. Devem estar lá traçando um plano de vingança ou simplesmente entregando os pontos." Natalie, sempre pronta para um comentário ácido, não perdeu a oportunidade: "Ou estão fingindo que o mundo lá fora não existe para não terem que encarar a gente. A Darcy adora um drama, né? Deve estar lá fazendo a linha "perseguida pela casa" para ver se alguém bate na porta e vai lá consolar. Mas se depender de mim, o silêncio é uma bênção". Bruno ponderou de forma mais estratégica, olhando para os demais. "Eu acho perigoso. Quando o jogo afunila assim e um casal se isola, ou eles estão psicologicamente destruídos ou estão fritando o cérebro planejando o próximo bote. Se elas voltarem amanhã com sangue nos olhos, o próximo ciclo vai ser complicado." "Eu sinto que é cansaço", interveio Sara. "O barraco da Sabrina ontem drenou a energia de todo mundo, e a Darcy era a mais próxima dela. Elas devem estar se preservando." Almir, que observava a conversa de longe enquanto pegava um copo de água, apenas comentou secamente: "Independente do que seja, o isolamento delas é uma mensagem. Elas já não se sentem mais parte desse grupo. Só resta saber se esse silêncio é um adeus ou o preparo para um ataque." O clima na cozinha esfriou por um instante, com todos processando que, no "Power Couple", o silêncio costuma ser tão barulhento quanto um barraco ao vivo.
Conheça os Participantes: Alessandra Carvalho, Almir Leite, Andrew Young-Lae, Bruno Xio, Cilene Sulzbach, Cláudia Santos, Danielle Magalhães, Darcy Rodrigues, Déborah Carvalho, Edilson Joanes, Eduardo Alves, Fábio Furlan, Fellipe Furlan, Iraí Sulzbach, Jéssica da Silva, Kaio Miussi, Luciana Hurtado, Mauricio Lucena, Natalie Moraes, Rafael Marques, Regiane Oliveira, Renan Popper, Sabrina Zuoyi, Sara Rodriguez, Tammy Romano, Valter Oliveira, Vanderlane Lae e Wesley Santos.
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