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segunda-feira, 18 de julho de 2022

Bruna Entrevista: 11x56 - Everton Gaeta


Olá, olá... Tudo bem, queridos leitores? Então que hoje é dia de conferir mais uma entrevista inédita aqui no blog, olha que bacana? E o nosso convidado de hoje é o Everton Gaeta, ele fez bastante sucesso na década passada quando começou a trabalhar como modelo e andou realizando diversos ensaios fotográficos e hoje ele está atuando em um cenário um pouco diferente, mas revela se ainda aceitaria participar de um reality show, vem conferir tudo isso e mais um pouco, agora! 

Bruna Jones: Você é formado em educação e atua como personal e coach, além de ter tido uma carreira como atleta e modelo fitness, certo? Mas antes da gente falar mais sobre isso, vamos voltar ao inicio. Qual foi o seu primeiro contato com o mundo fitness? Como foi que você acabou pegando gosto pelo cuidado físico através de treinos e cuidados alimentares?
Everton Gaeta: Vou te falar uma coisa que me aconteceu no passado, eu sofria bullying na escola por ser gordinho e usar óculos, então eu sofria muito com isso... Preconceito, autoestima baixa, não me sentia bem, era esnobado pelas garotas e tal... Ai o meu ponto de partida foi conhecer uma academia, onde acabei sendo abraçado pela professora e acabei me apaixonando pelo ambiente logo de cara, eu falei para ela sobre meus problemas, da minha situação, que estava com a autoestima baixa e um pouco de depressão, e foi ai que comecei a treinar e pegar gosto, eu ia duas vezes pra academia, comecei a aprender sobre alimentação e a intensificar os treinos, e tudo foi mudando, né? Com o tempo foi transformando o meu corpo, tanto de maneira indireta quanto diretamente, tanto na autoestima quanto na parte da saúde, vigor físico e estético. Depois disso fui go go boy, stripper, modelo fitness, competidor e continuei os estudos, pois tentei seguir e dar o exemplo para as pessoas com esse propósito e mudar vidas, pois se eu mudei, também poderia ajudar outras pessoas com isso.              

Bruna Jones: Quando foi que você percebeu que essa área não era apenas um gosto pessoal e um hobby, que você poderia e queria se profissionalizar e ajudar outras pessoas que também buscam uma vida mais saudável?
Everton Gaeta: Logo de cara o meu pai queria que eu fizesse técnico em informática para ganhar dinheiro, ele falava que era uma carreira promissora. Quando eu falei que não, que eu queria fazer educação física, pois estava adorando, gostando e sentindo paixão por isso, que eu queria mudar a vida das pessoas, acabei escolhendo educação física mesmo. Tive um pré-conceito no começo em questão financeira por achar que seria frustrado e não teria condições, mas com o tempo foi provando que era totalmente diferente, é uma área muito promissora, que se realmente você tiver engajamento, propósito e trabalhar bastante, você consegue ganhar uma boa grana. Ai eu fui estudando e aperfeiçoando pela FMU, já peguei gosto de cara logo no primeiro dia, cheguei até a trabalhar em escola, mas o meu gosto mesmo era trabalhar em academia e performance.


Bruna Jones: A gente vive hoje uma era um pouco complicada com as redes sociais, na qual pessoas completamente despreparadas, mesmo não tendo formação acadêmica para isso, ficam dando "ensinamentos" sobre treinamentos e alimentações. Você poderia explicar aos leitores os riscos de seguir orientações sem saber se a fonte é apta para isso?
Everton Gaeta: Essa coisa de buscar informações de maneira errada faz com que a gente se frustre e desiste, ou até mesmo pode ocorrer casos de malefícios da saúde, então ter um bom profissional e um bom acompanhamento e saber como está as suas questões de saúde, morfológicas e fisiológicas, é super importante para você ter um engajamento e um norte, uma direção para você seguir e mudar seus hábitos. Hoje em dia as coisas erradas estão ai, tem muitas coisas erradas como drogas, sedentarismo, má alimentação, depressão, etc... Fatores que interferem na vida saudável e fitness. Só que depende de escolhas e prioridades, depende da pessoa e o que ela quer, se correr atrás de conhecimento, sendo um conhecimento bom, de forma correta e sensata, a maneira correta de se seguir, pois hoje todo mundo gosta de dar sua opinião, né?             

Bruna Jones: Por conta da pandemia que estamos vivendo desde março de 2020, muita gente passou a maior parte do tempo de modo sedentário e, conforme as coisas estão melhorando, estão buscando mudar os hábitos para um estilo de vida saudável. Quais são os cuidados a serem tomados e por onde devem começar ou retomar essa jornada? 
Everton Gaeta: Foi provado que a Irisina que é um hormônio anabólico liberado com a atividade física, ela aumenta e potencializa a imunidade. Então as pessoas tomaram mais ciência disso, que métodos preventivos com atividade física e alimentação, ela aumenta a imunidade e saúde, consequentemente não só a covid quanto outros malefícios de saúde. Então é importante a gente saber e se orientar que a maioria das mortes de covid foram causadas por pessoas com diabetes, sedentárias, com comorbidades... Se tivessem feito atividades físicas sempre, talvez amenizaria e consequentemente teríamos menos mortes. Então assim, pra começar é sempre ideal ir ao médico e fazer exames de checkup, exames de sangue e exames gerais, saber as condições da pessoa, a disponibilidade, o objetivo corporal, se está muito acima do peso para fazer uma reeducação alimentar e atividades físicas, se estiver muito magra um acompanhamento para comer mais com nutricionista e fazer treinos específicos. Então para começar o ideal é sempre fazer um acompanhamento médico.               

Bruna Jones: Aliás, como foi para você esse período inicial da pandemia, onde academias tiveram que ficar fechadas por tempo indeterminado? Você precisou modificar sua rotina pessoal e profissional?
Everton Gaeta: Vou te falar a real, pra mim foi um baque. Eu estava faturando cerca de 30, 40 mil reais por mês e quando veio a pandemia, além de passar por alguns problemas pessoais, com a minha filha e ter tido uma infecção, tive que morar algum tempo com os meus pais para apaziguar a cabeça, eu estava tendo muita oscilação de humor, pois eu gosto muito de viver essa vida intensa de academia, e quando fechou eu comecei a perder renda, perdi quase 80% da minha renda, tendo que me reinventar. Comecei a dar aula online, fazer parceria com a Gympass, dar consultoria e estudar sobre investimentos, comecei a engajar e estudar mais sobre isso, sobre investimentos e ações, e foi bom... Comecei a empreender. Os fatores ruins foi que eu tive que morar com meus pais, pois eu sou uma pessoa bem independente, a gente tinha algumas brigas, coisas de família... E por me sentir meio ócio demais, as noticias ruins sobre morte todo dia, isso afeta um pouco a nossa saúde mental, mas graças a Deus nós voltamos.


Bruna Jones: Quem te acompanha nas redes sociais sabe que você leva uma vida cheia de saúde e diversão. O que te inspira no seu dia-a-dia, seja como profissional educador ou simplesmente como ser humano? 
Everton Gaeta: O que me inspira é saber que o aluno tem resultado comigo, é eu amar o que eu faço, me dedicar todos os dias, pois não é fácil, eu me cobro muito fisicamente, sabe? E o que me inspira é seguir o meu propósito, sou muito devoto a Deus, eu acredito muito na lei da atração do livro "O Segredo", se eu perco um aluno hoje, sei que ganho dois ou três depois, se eu faço um aluno emagrecer, sei que ele me indicará para outras pessoas depois, e é isso... Fazer o que ama e o dinheiro e o resto vem como consequência.         

Bruna Jones: Como eu disse no começo, você também teve uma carreira como modelo. Cerca de treze anos atrás você estava despontando e conquistando um espaço cada vez maior tanto no ramo fotográfico quanto na televisão, como foi que você acabou se interessando por essa área? 
Everton Gaeta: Eu já conciliava, eu era modelo, gogo boy, stripper e professor de ginástica também, sempre gostei de ginástica, eu só não danço, mas tanto step, jumpin, spinning, eu gostava de dar aula. Não era tão valorizado, ganhava pouco na real, era explorado por essas academia de bairro, mas de qualquer forma foi me dando engajamento e conhecimento, eu fui fazendo curso e me aperfeiçoando, hoje eu me considero um professor completo, tanto na parte de coaching de saúde e emagrecimento, quanto de estudos e ginástica. E eu sou um professor de atitude, acho que quando você tem propósito, determinação no que faz e atitude, tudo muda, basta você ter ação e atitude pra tudo na vida. Sobre a minha vida de modelo, eu parei por causa de um relacionamento mesmo, isso fez com que eu parasse de ser modelo fitness, ser dançarino... Mas tudo é fase na vida, né? A gente vai envelhecendo e vai criando outros meios e vontades, hoje não consigo conciliar mais por causa do tempo, mas se aparecer alguma proposta para modelo, fazer fotos, coisas assim, eu volto... Não tem problema nenhum.              

Bruna Jones: Com essa carreira, você acabou tendo a oportunidade de fazer bastante coisa interessante, seja idas em programas televisivos, capas de revistas ou até mesmo viagens... Foi uma boa experiência na sua vida? 
Everton Gaeta: Tudo na vida é conhecimento e engajamento, foi bom, foi ótimo, viajei bastante. Apareci no "TV Fama", apareci em alguns blogs, tive uma enquete no UOL da qual fui vencedor com mais de 33 ou 38 mil votos, fui capa da "G Magazine"... São momentos, histórias para contar, foi bom o tempo que passou, hoje eu não viveria mais disso, mas é isso... A vida é mudanças, cada ano a gente tem pensamentos e conceitos diferentes, tudo muda... 


Bruna Jones:
 Nos últimos anos, os programas de confinamento vem fazendo o maior sucesso na televisão. Apesar de você estar longe da mídia a algum tempo, você aceitaria participar de algo como o "BBB" ou "A Fazenda"? 
Everton Gaeta: Hahaha... Com certeza. Se me chamarem para participar eu iria, só não sei se eu ganharia, pois eu sou um pouco explosivo, sou muito autentico e verdadeiro, né? Se eu não gosto de uma pessoa eu já falo na cara. Mas acho que seria top, seria bacana. Só que esses programas são mais elitizados, tem que estar no meio artístico para entrar. Mas é isso, se aparecer uma proposta... Eu não sou de me inscrever, mas se por ventura acontecer, com certeza seria uma boa.     

Bruna Jones: Felizmente estamos vivendo um período melhor em relação a covid e com isso, novos projetos podem ser executados. Dito isso, tem novidades suas vindo por ai? Algo que possa compartilhar com a gente? 
Everton Gaeta: Eu agora vou começar uma parceria com a Velocity onde vou dar aulas de spinning em estúdio, e também estou engajando para ser personal em Moema, que é um lugar que agrega valor. Uma coisa que aprendi com a vida é que se você se dá o valor, você precisa estar no lugar que vão te dar o valor. Se você quer se valorizar como profissional, você precisa estar no lugar certo, na hora certa, no momento certo e com as pessoas certas. 

Bacana a nossa conversa, não é mesmo? E ele ainda deixou um recadinho antes de ir, olha só: "Busquem sempre cuidar da saúde de vocês, pois a saúde não tem preço. A prioridade da sua vida é a sua saúde. Cuide da sua saúde física e mental, as pessoas ao redor, evitem as pessoas tóxicas e acreditem no seu potencial, mesmo se as pessoas falarem que não e você acreditar que sim, uma hora acontece. E o principal, independente de tudo, o que você é, o que você deixou de ser, não importa... O que importa é ser feliz, a gente só é passageiro aqui." e se vocês quiserem continuar acompanhando ele nas redes sociais, basta procurar no Instagram por @personalewertongaeta, beleza?

Espero que vocês tenham gostado da entrevista de hoje, em breve retornarei com novidades. Continuem acompanhando o blog para não perder nenhuma entrevista nova e nem os nossos projetos com o "BBRAU". Lembrando que quem quiser continuar acompanhando mais nas redes sociais, basta procurar no Facebook, Instagram e no Twitter por @odiariodebrunaj, combinado?

sexta-feira, 15 de julho de 2022

Bruna Entrevista: 11x55 - Lívia Itaborahy


Olá, olá... Tudo bem, queridos leitores? Então que hoje é dia de conferir mais uma entrevista inédita aqui no blog, olha que bacana? E a nossa convidada de hoje é cantora, compositora e já teve uma experiência em reality show ao participar de uma temporada do "The Voice", estou falando da querida Lívia Itaborahy, que aceitou vir aqui conversar um pouco sobre suas experiências profissionais, vem conferir o nosso papo!

Bruna Jones: Você é cantora e compositora, mas antes da gente falar mais sobre isso, vamos voltar um pouco... Como foi que você acabou se interessando pela música e percebeu que gostaria de fazer uma carreira na área? 
Lívia Itaborahy: Minha mãe tocava violão e ela já tinha cantado em alguns bares, mas nunca foi a profissão dela, mas sempre nos encontros de família eu gostava muito de cantar e tocar, inclusive no meio religioso, eu sou espirita e tocava violão antes das preces, etc... Então a ideia da música sempre foi muito favorável. Eu fazia curso de inglês e uma vez colocaram um karaokê e eu tive uma pontuação alta, acredito que isso acabou me instigando a querer cantar mais ao ponto de começar a fazer aula de canto, mas como era uma cidade de interior, a professora vinha de Belo Horizonte poucas vezes e por isso não tive como dar continuidade nas aulas. Mas a música entrou na minha vida através da minha mãe e dos meus estudos com o violão. 

Bruna Jones:
 Início de carreira costuma ser um pouco mais complicado, principalmente para quem busca uma carreira artística, seja por faltas de oportunidades ou até mesmo por instabilidade financeira... Como foi o início da sua jornada até aqui? 
Lívia Itaborahy: Quando eu tinha quinze anos eu ganhei uma aparelhagem para fazer voz e violão, então eu comecei tocando em barzinhos com um professor de inglês que tocava e tinha tudo, então eu fazia a segunda voz para ele, isso com meus quatorze anos, depois com o meu equipamento, comecei a tocar em bares fazendo MPB. De lá pra cá, eu acho que as coisas foram entrando nos eixos, com estudo da música, a apreensão de novos repertórios, viagens, a faculdade também, convites... Eu gosto bastante de participar de festivais da canção e isso me motivou a seguir. Essa foi a minha caminhada, mas já fiz muito barzinho e estudar e participar de festivais, até chegar no "The Voice" que me abriu novos horizontes. E hoje em dia me apresento em bares e restaurantes, com estilos mais sofisticados de quando comecei e com cachês melhores também, rs... E casamentos principalmente. 


Bruna Jones: Todo artista costuma ser um pouco rigoroso e perfeccionista em relação ao seu trabalho, você costuma cobrar mais de si mesma quando está compondo ou organizando algum projeto artístico? Se sim, como lida com isso? 
Lívia Itaborahy: Eu atualmente estou bem tranquila, em outras vezes já fiquei bastante nessa questão de organizar tudo, mas ai você perde um pouco o artístico, né? Você organiza tanta coisa que acaba não ficando presente naquele espetáculo, no show ou naquela entrega. Eu costumo ouvir o repertorio durante a semana antes do show e criar vínculos afetivos com ele para na hora do show estar ligada artisticamente. Pensando um pouco nisso. Gosto também de quando tem produção nos shows conversar um pouco sobre o que é, mas eu sou bem tranquila em relação a isso agora.        

Bruna Jones: A vida de um músico e compositor é feita tanto de talento quanto de criatividade e inspiração, o que costuma te inspirar na hora de compor? 
Lívia Itaborahy: As coisas simples me inspiram muito, sabe? A natureza... Eu fiz muitas músicas para festivais falando sobre a cidade, a paisagem, o cotidiano, etc... E também relações afetivas, toda vez que eu terminava ou por algum motivo, eu compunha. Isso foi uma grande fonte de inspiração, rs...  

Bruna Jones: Você chegou a participar da terceira temporada do "The Voice" aqui do Brasil. O que te motivou a se inscrever e concorrer no reality show? 
Lívia Itaborahy: Eu já assistia o programa desde a primeira temporada, aliás, eu já assistia o "Fama". E aquilo ficou no meu imaginário, participar de um programa de talento... Acho que todo mundo que canta sonha em algum momento participar de algo assim. Eu tinha tentado alguns outros e não tive sucesso, mas na primeira temporada do "The Voice" eu fui pré-selecionada para o programa, mas não fui para a seleção final e isso me chateou demais. Ai na terceira temporada a minha mãe inscreveu um vídeo meu, rs... E eu fui chamada, mas fui sem expectativas até ser selecionada para o programa. O que me motivou foi mesmo esse imaginário coletivo, né? De televisão... A gente que cresceu principalmente na década de 80 tendo a televisão como esse lugar, talvez os jovens de 2010 pra frente nem tanto, mas esse era o lugar que a gente sonhava em ter sucesso. Hoje tenho uma visão diferente, mas o que me motivou foi cantar para mais pessoas, viajar com a música, viver dela, que era o que se prometia, gravar discos e coisas assim.


Bruna Jones: Você competiu no programa pela equipe Daniel. O que você aprendeu com ele nesse período em que esteve no programa? 
Lívia Itaborahy: O programa tem seus técnicos, os reais técnicos que ficam montando os arranjos e coisas assim, então com o Daniel mesmo, ele não dava muita dica não, era mais uma coisa teatral, pois quem organizava tudo era a produção, inclusive o que ele deveria fazer. Infelizmente o contato com esses artistas é muito pouco, não dá para se ter noção dessa ideia de aprendizagem. Talvez eu tenha aprendido mais ouvindo os discos dele com o João Paulo, do que com ele no programa, rs... Mas com os outros técnicos eu aprendi muito, sobre organizar música, cortar, dar ênfases nos fraseados, respiração, enfim... Eles sempre dão dicas valiosas lá.        

Bruna Jones: Mesmo o foco do "The Voice" não ser explorar o seu lado mais pessoal e privado, estar em rede nacional em um programa de audiência da maior emissora brasileira, é algo que te faz perder um pouco da privacidade, certo? E você tendo a sua carreira como professora, em algum momento você não achou que estar em exposição, poderia acabar influenciando direta ou indiretamente na sua vida profissional? 
Lívia Itaborahy: Eu fiquei em algum momento pensando que a minha vida iria mudar, pois eu não tinha conhecido ninguém que já tinha participado do programa antes, mas muda muito pouco, depois que a gente está lá dentro, a gente entende um pouco a dinâmica. Claro, a menos que você seja abordado por alguma gravadora ou um foco de interesse maior, sua vida não muda tanto. E esse vislumbre ele é até um pouco errado, pois a própria emissora consegue te garantir algumas coisas e outras não... Não sei, acho que por mais que eu achasse que iria mudar, não mudou tanto... Talvez o que mudou foi que meus amigos, todos, desde a terceira série e pessoas que me conheciam e eu não via mais, pois eu já vivi em muitas cidades, se reconectaram comigo, buscaram contato e foi legal, como somos poucos por edição, as pessoas acabam torcendo e vibrando... Mas a minha vida profissional não mudou muito, inclusive eu já fazia parte de um circulo intelectual que meio que abominava esse tipo de programa de entretenimento, então eu fiquei com medo deles me acharem muito pop e terem essa falta de interesse em continuar comigo, mas nada mudou não, rs...

Bruna Jones:
 Falando sobre realities ainda, cada ano que passa são novos formatos que aparecem e a tendência é que continue crescendo. Se você fosse convidada para participar de um reality de confinamento, por exemplo, você aceitaria? Ou acredita que o "The Voice" já foi uma experiência suficiente?
Lívia Itaborahy: Acho que eu não aceitaria não, acho interessante, mas a ideia do programa tem somado pouco para o que eu sinta na vida. Talvez seria bom para viver experiências, mas quando entra o jogo da televisão assim, isso não mexe mais comigo não. 


Bruna Jones:
 Falando em plataforma... Para divulgação de trabalhos, cantores dependem dos veículos de comunicação (televisão, rádio, jornais, internet...). Até que ponto você acredita que esses veículos influenciam no trabalho do cantor? 
Lívia Itaborahy: Olha, depende do cantor e do trabalho. Eu acredito que é uma ferramenta poderosíssima e que quanto mais você consiga explorar dela a favor do conteúdo, é melhor. Eu utilizo algumas plataformas e acho ainda que dentro da cultura, da arte, da música, do teatro, da dança... A gente ainda não tem essas plataformas organizadas de uma maneira eficaz. Se você chega em uma cidade nova e digita na internet, no Instagram, você não sabe muito bem o que está rolando naquela cidade ou local, então poderia ser mais eficaz. Mas para trabalhos, gravar e divulgar, são boas as plataformas, as pessoas conseguem ter contato, gravar a sua música e formar pequenos públicos, gerando um mercado mais artesanal que ao mesmo tempo é na base do interesse e não estar em um monopólio de uma gravadora por exemplo, enfim... Por ai... Mas acho que o cantor não tem que se moldar na venda para fazer a arte, ele precisa ser artista e depois escoar esse trabalho, eu vejo que o contrário tem acontecido e pessoas que compunha coisas belíssimas, hoje estão fazendo músicas plásticas e pensando pouco sobre sua arte, pois estão mais preocupados na divulgação, na plataforma, no retorno e pouco nos encontros, eu acho...              

Bruna Jones: Felizmente a gente já está conseguindo se estabilizar um pouco em relação ao tempo que precisamos ficar em isolamento social, dito isso, tem novidades vindo por ai? Algo que possa compartilhar com os seus fãs?
Lívia Itaborahy: Eu estou com um trabalho de Mercedes Sosa que eu queria muito rodar o Brasil com ele, é uma homenagem, pois Mercedes Sosa é meu objeto de estudo no mestrado, então é um trabalho que gosto mundo e gostaria de compartilhar. Quero gravar um disco com canções de alguns compositores que venho fazendo curadoria já fazem cinco anos, mas é um processo lento no qual estou tranquila nele, ainda para entender esses rumos, não os das músicas, os meus próprios, se isso vai caber em questões de lançamentos e coisas do tipo. 

Bacana a nossa conversa não é mesmo? E ela ainda deixou um recadinho antes de ir, olha só: "A música e o estudo liberta. È um contato muito precioso com lugares muito preciosos também, aquela música que te toca... Então quanto mais sensíveis a gente for, mais abertos a gente for para escutar músicas diferentes, de outros tempos, de outras sociedades, países... Quanto mais a gente abrir esse repertorio de escuta, maior vai ser a nossa organização interior, para se conectar com cada coisa no seu tempo. Acho que essa seria a ideia que está me pegando no momento, onde o todo importa mais que o um, ou o somente um estilo. Esse agronegócio da música, cultivando apenas uma coisa não traz riqueza ou amplia nossos horizontes. Então a gente precisa diversificar o plantio e a colheita também." e se vocês quiserem continuar acompanhando ela nas redes, basta procurar no Spotify por Lívia Itaborahy ou no Instagram @liviaitaborahy_oficial e para contatos profissionais, é só enviar um e-mail para liviaitaborahy@gmail.com, beleza???


Espero que vocês tenham gostado da entrevista de hoje, em breve retornarei com novidades. Continuem acompanhando o blog para não perder nenhuma entrevista nova e nem os nossos projetos com o "BBRAU". Lembrando que quem quiser continuar acompanhando mais nas redes sociais, basta procurar no Facebook, Instagram e no Twitter por @odiariodebrunaj, combinado?

segunda-feira, 11 de julho de 2022

Bruna Entrevista: 11x54 - Lee Dahlberg


Olá, olá... Tudo bem, queridos leitores? Então que hoje é dia de conferir mais uma entrevista inédita aqui no blog, olha que bacana? E o nosso convidado é internacional, o que deixa as coisas um pouco mais divertidas, não é mesmo? Convidamos o super modelo Lee Dahlberg, para conversar um pouco sobre a sua carreira como modelo, designer e também de uma participação bacana que ele teve em um programa líder de audiência, vem conferir!

Bruna Jones: Você tem uma carreira artística bem diversificada, sendo ator, modelo e até designer, mas antes de falarmos mais sobre isso, vamos voltar... Como você acabou se interessando por uma carreira artística?
Lee Dahlbert: Eu cresci em uma pequena ilha no norte da Flórida chamada Amelia Island. Fui criado por minha mãe e minha avó em seu estúdio de dança. Lá eu aprendi a cantar, dançar e desenhar cenários. Minha mãe e minha avó se chamavam Julanne e a escola se chamava Escola de Dança de Julanne. É esse playground incrível em que cresci que me inspirou a seguir nas artes mais tarde na vida. Na escola quando eu era um acadêmico, eu estava destinado a ir para a faculdade de direito. Percebi então que meu coração não estava nesse campo e então escolhi um caminho diferente. Tive a sorte de ter a oportunidade de modelar em todo o mundo nas últimas 3 décadas. Trabalhei com algumas das maiores marcas de moda e artigos de luxo em todo o mundo. Já viajei para dezenas de países e conheci pessoas incríveis ao longo do caminho. Durante o qual pude iniciar algumas pequenas empresas. Comecei uma agência de publicidade com dois dos meus melhores amigos. Lá eu fui capaz de criar conceitos e vê-los se concretizarem. Mais tarde desenhei uma linha de joias baseada em “uma banda de rock faz uma banda de rock”. Essa empresa deu a volta ao mundo e acabei fazendo um acordo com Mark Cuban no "Shark Tank" da ABC. Também comecei um negócio de móveis e arte personalizados em um estúdio chamado YouSonofaBench. Aqui faço móveis e arte com itens recuperados que são frequentemente encontrados no lixo. 

Bruna Jones: O início de carreira costuma ser difícil, principalmente para quem busca uma carreira artística, seja por questões financeiras ou mesmo por falta de oportunidades. Como foi o início de sua jornada para poder firmar seu nome com as grandes marcas que representou?
Lee Dahlbert: Comecei minha agência de publicidade com meus dois melhores amigos por acidente. Conheci um cliente que tinha um projeto enorme e eles gostaram das minhas ideias durante uma reunião de almoço numa segunda-feira. O cliente presumiu que eu tinha uma grande empresa, mas na verdade eu estava trabalhando em casa sozinho do meu sofá. Então procurei meus dois melhores amigos e em quatro dias, na sexta-feira, criamos uma empresa chamada ROCK GROUP. Meu sócio se chamava Roch Nakajima e ninguém conseguia pronunciar o nome dele, então o apelido dele era "Rock". Eu disse aos meus amigos que ROCK GROUP soava melhor que Lee Group ou Doug Group e então foi decidido o nome. Enquanto estava na minha agência de publicidade, também criei minha empresa de joias por acidente. Eu estava ajudando um cliente com seus projetos e desenhei um esboço de algo que eu queria criar para mim. Eles perguntaram se era um relógio e eu disse: "não, é apenas uma pedra em uma pulseira e eu vou chamá-los de Rock Bands". Simples assim, a empresa começou. 

Para poder ir atrás deste sonho vendi a casa que tinha acabado de construir para conseguir os fundos de produção. ROCK BANDS de Lee Dahlberg mais tarde seriam vendidas em NEIMANS, Saks, Macy's e Bloomingdale's em toda a América. Eles também seriam apresentados na televisão, filmes e nos pulsos de centenas de celebridades ao redor do mundo. Meu workshop YouSonofaBench também começou por necessidade e sorte. Eu morava em um bairro muito influente e meus vizinhos jogavam coisas muito inusitadas no beco do lixo. Eu passava de bicicleta e pegava materiais interessantes e tentava transformá-los em algo único. Eu daria a eles uma segunda vida e depois encontraria um novo lar para eles vendendo meu novo design. Comecei a colocar meu trabalho em galerias de arte em todo o sul da Flórida e criei um nome para mim que mais tarde se tornou a oficina YouSonofaBench. Tive muita sorte que meus sonhos se transformaram em pequenos negócios. Minha vida é muito pouco convencional e, portanto, meus pequenos negócios também. Ainda hoje, enquanto construo minha casa que também é um estúdio fotográfico chamado Dahl•House Studio, toda inspiração vem primeiro em um sonho. E assim como minhas empresas, acredito que esse é o melhor lugar para começar.

Bruna Jones: Você é modelo há mais de 30 anos, certo? Como quase tudo no mundo, a carreira também evoluiu ao longo dos anos, hoje em dia muita coisa acaba virando pelas redes sociais da internet. Você acredita que as ferramentas atuais oferecem melhores oportunidades e uma maneira mais fácil de se tornar famoso no mercado publicitário?
Lee Dahlbert: Na verdade, eu tenho modelado por 33 anos este ano. Comecei aos 15 anos com uma empresa chamada Venus Swimwear onde eu era o background masculino. Eu geralmente era apresentado como salva-vidas ou banhista em todos os catálogos. Enquanto modelava durante minha adolescência e meus 20 anos, nunca imaginei que ainda estaria na indústria aos 40... Muito menos, mais ocupado do que nunca! Tenho a sorte de dizer que modelar ainda é meu trabalho em tempo integral. A indústria sempre passa por mudanças. O visual da temporada parece flutuar a cada novo ano. Morei em Londres no final dos anos 90, quando o visual era heroí chic. Eu era bronzeado e musculoso e eles me chamavam de "cowboy" porque não tinham ideia do que fazer comigo e eu não me encaixava nesse molde. Eu vi o visual ir do clássico bonito, ao editorial, ao andrógino, para as pessoas do dia a dia e vice-versa. Hoje é muito influenciado pelas redes sociais. Confio nas minhas mídias sociais para alcançar novos clientes e mostrar trabalhos anteriores. Gosto da nova tecnologia e estou aberto a ela. Alguns na indústria pensam que o mundo da moda foi diluído por esse novo influxo da mídia moderna. Eu escolho abraçar a mudança. 

Bruna Jones: Falando em redes sociais, você tem atualmente uma plataforma no Instagram com mais de 50 mil seguidores. O que lhe dá a oportunidade de alcançar pessoas de todo o mundo com seu conteúdo, tendo isso em mente, o que você quer compartilhar com todas essas pessoas que te admiram?
Lee Dahlbert: Entre todas as minhas plataformas, tenho mais de 250.000 seguidores para compartilhar minhas experiências de vida malucas. Cada um deles tem finalidades diferentes. Minhas empresas são apenas para divulgar minhas ideias e talvez inspirar algum DIY ou alguma criatividade. Espero que minhas joias e minha arte se conectem com as pessoas e elas queiram compartilhá-las com amigos e familiares como presente ou para si mesmas. Minha página pessoal é apenas um diário visual da minha vida. Eu nunca tento me levar muito a sério e sempre me lembro da sorte que tenho por estar aqui nesta indústria por tanto tempo. Eu tentei permanecer humilde enquanto cresci em minha pequena cidade sendo criado por duas mulheres incríveis que me ensinaram melhor do que me levar muito a sério. Sou inspirado diariamente por pessoas de todo o mundo nas mídias sociais e só posso esperar despertar a criatividade nos outros com minhas reflexões. Também espero espalhar uma mensagem saudável sobre alimentação saudável, exercícios e risadas a cada momento que puder. Acredito que esta seja a melhor fórmula para a vida. 

Bruna Jones: Imagino que ao longo de sua carreira você tenha várias histórias divertidas e curiosas de bastidores de ensaios fotográficos ou desfiles de moda, certo? Você poderia compartilhar algum que se destacou para você?
Lee Dahlbert: Tive muita sorte de viajar, conhecer pessoas interessantes e participar de eventos que sinceramente nunca deveria ter podido fazer de outra maneira. No início da minha carreira de joalheria eu ia a festas onde estavam celebridades mas não era convidado. Eu ia até a porta com confiança e explicava que eu era Lee Dahlberg do Rockgroup... Eles presumiriam que eu quis dizer que eu estava de fato em um grupo de rock e apenas não disse o nome da banda. A mistura de confiança e deixar meu cabelo crescer foi o suficiente para me colocar no Emmy, no Oscar, no Grammy, na mansão dos playboys e dezenas e dezenas de outros eventos formais que eu não tinha o direito de estar em primeiro lugar. Eu tenho centenas e centenas de fotos com celebridades onde eles estão usando minhas joias e dando o sinal de rock. Isso se tornou uma tradição quando eu colocava minhas joias em alguém e dizia: "agora que você está com minha rock band... Quero ver seu rockstar interior". Eles jogavam o sinal com a mão do rock-on e assim minhas jóias estariam presentes na foto e eu teria uma reação natural deles. Este é um truque que aprendi na ID Magazine, onde eles pegaram a simples e comum "piscadela" cotidiana da cultura. Todos na capa deveriam dar sua melhor piscadela. Essa simples ação pareceu deixar as celebridades à vontade. Assim como o simples sinal de mão de roqueiro quando se tratava de minhas fotos. 

Bruna Jones: Falando em publicidade, você esteve no "Shark Tank" em 2012. Como foi essa experiência para você?
Lee Dahlberg: O Shark Tank foi uma experiência interessante no mínimo. Indo para o show eu tinha um roteiro muito bem elaborado. Eu também tinha uma arma secreta. Apenas um produtor sabia que eu trouxe um convidado celebridade comigo. Assim que soube que eu estaria no programa, liguei para meu amigo Robin Leech de "Os Estilos de Vida dos Ricos e Famosos". Este foi um show nos anos 80 e 90 que esteve no horário nobre da televisão ABC por 17 anos. A geração de hoje pode conhecer os "Cribs" da MTV... Esse show foi uma espécie de remake de "Rich and Famous". Eu trouxe Robin comigo como uma brincadeira, onde ele poderia listar todas as celebridades que usam minhas jóias sem que elas pareçam cafonas. Foi muito eficaz. Eu fiz meu arremesso de quatro minutos e os tinha. Mas então me apoiei na porta que havia entrado momentos antes e disse: "Tubarões, minhas ROCK BANDS são muito populares no mundo das celebridades, mas você não precisa acreditar na minha palavra!" A porta se abriu e Robin com sua voz muito reconhecível soltou um discurso que eu havia escrito para ele. Foi mais ou menos assim, "isso mesmo tubarões, rock bands de Lee Dahlberg são a coisa mais quente a chegar a Hollywood desde Champagne. Eles estão nos pulsos de Bono, Johnny Depp, Jack Nicholson, Brad Pitt, Angelina, o presidente Bill Clinton e eu... Robin Leech" (enquanto ele levantou a manga para revelar que também está usando um)... Ele continuou, "se você quer desejos de champanhe e sonhos de caviar"... (seu slogan de assinatura)... "então sugiro que você faça negócios com o menino." Então deu meia-volta e saiu do palco por onde viera. 

Isso fechou o acordo para mim e eu negociei um grande acordo com Mark Cuban e Daymond John. O negócio era administrar minha joalheria e licenciar os nomes que eu possuía de ROCK BANDs, ROADIES e GROUPIES. Eles deveriam me dar $ 100.000 adiantados por 40% da minha empresa. Mal sabia eu na época que os Sharks e o show não cumpririam nenhuma de suas promessas. Dois meses depois, sem nenhum contato, seus advogados me ligaram para dizer que o acordo foi cancelado sem nenhuma razão. Eles me deram zero ajuda e zero dinheiro. Agora como história de fundo, desde o ano 2000 eu tinha mais um emprego. Trabalhei para uma família muito rica por 21 anos. Trabalhei para um benfeitor que herdou US$ 500 milhões. Seu nome era Gunther IV e ele era um pastor alemão. Eu tinha sido contratado para ser o porta-voz do cachorro mais rico do mundo e tinha feito isso nos últimos 21 anos. (O documentário desta história que protagonizo sai ano que vem em um serviço de streaming muito popular). Então, quando o "Shark Tank" e a rede tentaram desistir do meu acordo, tive que pensar fora da caixa para me defender. Entrei em contato com meu chefe, o cachorro mais rico do mundo e consegui uma ajudinha para poder criar a manchete: "Cão para processar tubarões". "O empresário Lee Dahlberg entra no "Shark Tank", onde eles mentem para ele e quebram o contrato imediatamente após a exibição do programa. Lee não podia se defender, então foi até seu chefe, o cachorro mais rico do mundo, e contratou um advogado para processar o "Shark Tank"." É claro que o show me esperou e causou tantos atrasos que acabei abandonando minha ação. Aprendi muito participando do programa e embora minha empresa tenha se beneficiado por um curto período de tempo apenas pela publicidade não durou muito. Recentemente, reformulei toda a minha empresa e o site AQUI. Hoje a empresa é apenas eu direto ao consumidor. Atualmente, estou procurando parceiros de negócios para avançar e relançar a empresa completamente. Estou trabalhando em um documentário sobre minha pequena empresa de joias dos sonhos, ROCK BANDs, de Lee Dahlberg. Confira AQUI o trailer. 

Bruna Jones: Como eu disse no início, você também tem uma carreira como designer, trabalhando tanto em design de móveis quanto de joias. Em ambos os tipos de projetos, é preciso talento e inspiração para ter sucesso, o que costuma inspirar você em sua vida e trabalho?
Lee Dahlberg: Quanto à minha empresa de joias, me inspirei no significado das próprias pedras. Não é apenas "um rock on a band" que faz uma ROCK BAND, é a história e a história das pedras que eu uso. Cada ROCK BAND de Lee Dahlberg vem com o significado da pedra em uma pequena bolsa individual. Esta carta de significado é um pouco de ciência, um pouco de folclore e um pouco de espiritualidade. Como designer de qualquer tipo, acredito que contar histórias é o objetivo final. E com cada peça de arte e mobiliário que produzo na oficina YouSonofaBench, concentro-me em trabalhar com materiais recuperados. Adoro a ideia de usar coisas que são descartadas e criar peças novas e únicas. A ideia de dar uma segunda chance na vida a algo destinado ao depósito de lixo é emocionante para mim. Minha arte sempre tem um significado mais profundo também. Eu tenho muitas séries no meu site. Eu mostrei em 16 Art Basels. Minha última série se chama Amer•Iconic. Mesclar duas fotografias que não pertencem uma à outra. O nome da série também é a fusão das palavras americana e icônica. Eu monto meus desenhos, não em telas, mas em pedaços de carros clássicos e sinais de trânsito caídos. Esta série é definitivamente a fusão entre minha arte e minha fabricação de móveis. Uma das minhas primeiras peças a vender da série está pendurada na Andy Warhall Gallery em Pittsburgh, Pensilvânia. Tenho dezenas de peças em todo o sul da Flórida em galerias. Também tenho duas galerias domésticas que convido os colecionadores a verem por si mesmos. Todas as minhas séries de arte podem ser vistas AQUI. 

Bruna Jones: Artistas tendem a ser muito perfeccionistas com seus próprios trabalhos e isso muitas vezes acaba atrapalhando alguns projetos. Você costuma ser mais autocrítico? Se sim, como você lida com isso?
Lee Dahlberg: A beleza do que faço é que sempre começa como materiais descartados. A pressão pelo perfeccionismo não existe. Quando você literalmente encontra alguma coisa no lixo, a pior coisa que pode acontecer é que ela acabe de volta ao lixo. Eu não acredito que eu já tenha ficado insatisfeito com uma peça que acabou na beira da estrada. Isso é incrivelmente libertador como artista e me dá muito poucas limitações no meu trabalho.

Bruna Jones: Felizmente, mesmo que aos poucos, estamos conseguindo retomar nossa vida social e profissional, certo? E com isso, projetos podem ser colocados em prática e coisas novas vão surgindo... Tem alguma novidade por vir? Algo que você pode compartilhar conosco?
Lee Dahlberg: Durante a pandemia aprendi a criar aventuras para manter minha paz de espírito. A indústria da moda havia parado, então me concentrei em arte, bricolage e design de móveis. Eu havia comprado minha casa em 2019, pouco antes de toda a loucura começar. Minha casa literalmente salvou minha vida durante a pandemia. Concentrei-me em construir qualquer coisa e tudo o que eu teria um sonho. Isso me ajuda a superar as provações e tribulações que ocorreram durante a quarentena. Meus projetos me mantiveram motivado, me manteve em movimento e manteve minha mente clara. Sem que eu soubesse, centenas e milhares de pessoas estavam me assistindo trabalhar nesses projetos de bricolage e empreendimentos criativos em minha casa. As redes sociais compartilharam minha história com um grande público. Este estagiário levou clientes de moda a me procurar para produzir sessões de fotos em minha casa recém-melhorada. Foi aqui que nasceu o Dahl•House Studio. Agora, a única coisa que me mantinha vivo era, na verdade, me pagar de volta. Minha casa tornou-se um local onde os clientes podiam enviar todos os seus produtos para mim e ter fé que eu poderia não apenas fotografar o catálogo inteiro, mas também modelar nele e criar cenários com minhas construções. Isso significava que eu poderia criar qualquer design exterior e interior que eu pudesse imaginar. E eu teria uma renda fazendo algo que amo. Muitas empresas fizeram exatamente isso. Eles me enviaram toda a linha e eu fotografava catálogos do espaço que criei na minha casa única. Você pode ver o Dahl•House Studio AQUI ou no Instagram: @Dahl_House_Photo_Studio 

Bruna Jones: Não poderia terminar esta entrevista sem perguntar: Você já esteve no Brasil? Gostaria de nos visitar quando possível?
Lee Dahlberg: Eu não estive no Brasil. Eu sempre quis. Tenho muitos amigos brasileiros que adoro. Todo brasileiro que já conheci tem uma energia maravilhosa e parece realmente curtir a vida. O Brasil produz algumas das mulheres mais bonitas do mundo e por isso serei eternamente grato :-) 

Bacana a nossa conversa, não é mesmo? E ele ainda deixou um recadinho antes de ir, olha só: "Crescendo no estúdio de dança da minha mãe e avó, aprendi que a imaginação é a ferramenta mais poderosa da vida. É impossível ficar triste quando você tem um reino que você criou ao seu redor. É impossível ficar sozinho quando você tem um elenco de personagens que apoia você e suas aventuras. É impossível ser pobre quando a imaginação enriquece cada pensamento seu. A imaginação é o amor colorido que você compartilha com os outros. Cada um de nós deve tirar o máximo proveito de nossa mente e criar nossa própria bela tela desta vida." e se vocês quiserem continuar acompanhando ele, basta clicar AQUI para conferir o seu site, no Instagram é nas seguintes contas: @LeeArthurDahlberg,  @RockBandJewelry, @YouSonofaBench e @Dahl_House_Photo_Studio. No TikTok é @LeeDahlberg, noTwitter é @LeeDahlberg e no Facebook é @LeeDahlberg. 

Espero que vocês tenham gostado da entrevista de hoje, em breve retornarei com novidades. Continuem acompanhando o blog para não perder nenhuma entrevista nova e nem os nossos projetos com o "BBRAU". Lembrando que quem quiser continuar acompanhando mais nas redes sociais, basta procurar no Facebook, Instagram e no Twitter por @odiariodebrunaj, combinado?

sexta-feira, 8 de julho de 2022

Bruna Entrevista: 11x53 - Ross Harris


Olá, olá... Tudo bem, queridos leitores? Então que hoje é dia de conferir mais uma entrevista inédita aqui no blog, olha que bacana? E o nosso convidado de hoje é internacional, o que deixa tudo mais divertido, não é mesmo? Quem acompanha o blog sabe que no final do ano passado a HBO lançou um novo reality show chamado "Finding Magic Mike" e hoje, vocês conferem a conversa que eu tive com o Ross Harris, que foi um dos concorrentes desse reality, vem comigo!

Bruna Jones: Em dezembro do ano passado você ganhou fama internacional quando os episódios de "Finding Magic Mike" foram exibidos na HBOMax, que para quem não sabe, é um reality show baseado nos filmes "Magic Mike". O que o motivou a se inscrever? 
Ross Harris: A maneira mais simples de explicar por que eu decidi ir ao reality show é exatamente porque eu não queria ir ao show. Eu tenho uma grande amiga minha que estava tentando me encorajar a compartilhar minhas mensagens de conscientização sobre saúde mental para veteranos e conscientização sobre suicídio e também sobre conteúdo fitness porque acho que essas são todas as coisas que posso fazer para retribuir depois do meu serviço militar. Eu estive no Exército por 10 anos e servi no regimento Ranger e fiz várias implantações no Afeganistão e vi como uma oportunidade de enviar mensagens a outros veteranos que sofrem de TEPT como eu e se você passou por eventos traumáticos precisa deixa-los saber que há esperança nessa cura se você for capaz de enfrentar esses demônios, então quando eu disse a ela que eu queria começar um podcast e também fazer eventos beneficentes e coisas deste tipo, ela me sugeriu que eu fizesse teste para o show para atrair o público, eu realmente gosto do universo fitness e gosto muito de dançar, embora eu não estivesse muito bem na época. Eu definitivamente não tenho medo do palco e sou muito confiante em mim mesmo quando escolho ser, então eu sabia que era algo em que eu poderia ter um bom desempenho e eu realmente queria que a emissora me retratasse de uma maneira maneira que me permitiu demonstrar o quanto me sinto livre depois de lidar com tantas lutas na minha vida. 


Bruna Jones: Antes de tudo isso, você tem uma carreira militar nas forças armadas dos Estados Unidos, certo? Você já pensou que essa exposição na televisão poderia prejudicá-lo de alguma forma, profissionalmente falando? 
Ross Harris: Eu realmente não acho que a exposição vai me prejudicar de alguma forma, eu sei de fato que vai trazer muito ódio, muita energia negativa, muito menos do que um feedback encorajador porque a emissora decidiu usar meus clipes e cortes de uma certa maneira que faz parecer que eu disse coisas que eu não disse, que eu fiz coisas que eu não fiz... E eu estou ciente do fato de que o contrato que eu assinei permite que eles me retratem da maneira que quiserem, eles podem usar qualquer filmagem e áudio que obtiverem e podem colocá-lo em qualquer contexto. E eu estou bem com isso, na verdade eu acredito que isso é uma benção disfarçada.

Bruna Jones: "Finding Magic Mike" acabou sendo mais do que apenas um show onde homens bonitos dançam e tiram a roupa, muita conversa emocional e aprendizado pessoal foram envolvidos ao longo dos episódios, o que foi algo completamente inesperado para o público. Como foi essa jornada de crescimento durante sua participação no programa? 
Ross Harris: Eu não poderia enumerar as maneiras pelas quais esse show me elevou a uma compreensão muito melhor de quem eu sou como pessoa e do que sou capaz. Foi mostrado que sou capaz de suportar muitas críticas e quero dizer, fui traído, não há melhor maneira de dizer isso, fui traído pelas pessoas que me disseram que essas filmagens não seriam usadas de certa maneira, ou ei, vamos retratar você dessa maneira... Acreditei neles e então eles se viraram contra mim e precisava de mim em uma vida que é completamente falsa e isso é algo que eu estou muito orgulhoso de mim mesmo por ser capaz de resistir a eles, eu hoje sou uma versão melhor de mim do que eu era ontem. Outra parte da jornada que eu realmente acho que é um belo aspecto dela e que não foi destacado no show na medida em que acredito que deveria ter sido, são os laços de amizade que desenvolvemos ao longo das filmagens de cada um dos caras com quem eu estava no programa trouxeram algo lindo e incrível e honestamente alucinante para a mesa, eles são todos homens tão completos de muitas maneiras e todos nós tivemos nossas razões para ir ao show e eu acho que é uma daquelas coisas em que se cada um de nós encontrar aquela peça que faltava, acho que não há nada que alguém nesse programa não pudesse alcançar, cada um desses caras tem meu maior respeito e minha lealdade com certeza.


Bruna Jones: Logo no primeiro episódio você já se torna um dos participantes mais carismáticos e engraçados da temporada com a história de não estar acostumado a usar cueca. Depois de ter passado por algumas situações dentro do programa por causa disso, qual sua opinião sobre o uso dessa peça intimista? 
Ross Harris: Eu pensei na época que era ridículo que eles estivessem fazendo um negócio tão grande por eu não usar cuecas e, com o tempo passou, essa sensação de confusão aumentou, eu realmente não tenho ideia de por que foi uma surpresa. Eu não estava de cuecas, pois eles não nos disseram para usar cuecas e eu nunca uso e nós estávamos dançando por horas e suando, é assim o que eu faço, há outros aspectos do show onde a entrevista de Whitney Cummings se concentrou minha masculinidade acabei recebendo algumas bebidas depois disso para dar a minha entrevista e pensei em algumas coisas, mas definitivamente destaquei o fato de que não estava feliz por esse ser o tópico principal que foi discutir minha entrevista, eventualmente eu consegui falar as razões pelas quais eu escolhia a roupa e coisas assim. Mas havia tantas falas que recebi na entrevista que acho que teriam sido tão benéficas para as pessoas ouvirem, mas preciso aceitar o fato de que todos nós temos uma história para contar, todos temos mensagens para dar às pessoas e essa história e essa mensagem foram feitas para as pessoas que estavam na sala na época, ninguém mais obviamente sabia que estaria no programa e eu adoraria ter uma oportunidade de me expressar de maneiras que sejam edificantes e encorajadoras para as pessoas, eu só preciso reconhecer que não vai ser neste show, exceto talvez em alguns casos e eu estou bem com isso.

Bruna Jones: A competição foi muito desafiadora, havia inúmeras provas que você tinha que participar, coreografias para aprender e, ainda por cima, ter que deixar a inibição de lado para obter o melhor resultado na sensualidade necessária para se tornar um "Magic Mike". Como foi para você ter que se despir emocionalmente, para ter uma conexão melhor ao se despir fisicamente? 
Ross Harris: Uma coisa que eu acho que a maioria das pessoas acharia surpreendente é que eu chorei muito naquele programa, eu estava falando sobre as coisas com as quais eu realmente lutei no meu passado, como o suicídio de amigos, a perda de um filho e um aborto espontâneo. Trauma de minhas implantações e todos os tipos de coisas, quero dizer, quase morri mais de uma ocasião e é uma pena que esse lado meu não tenha sido mostrado, mas estou tão confortável com esse tipo de transparência porque a única coisa que você está fazendo quando você não está disposto a suportar seu verdadeiro eu dessa maneira é que você está se escondendo da verdade e não está aceitando e eu aceito quem eu sou.


Espero que vocês tenham gostado da entrevista de hoje, em breve retornarei com novidades. Continuem acompanhando o blog para não perder nenhuma entrevista nova e nem os nossos projetos com o "BBRAU". Lembrando que quem quiser continuar acompanhando mais nas redes sociais, basta procurar no Facebook, Instagram e no Twitter por @odiariodebrunaj, combinado?

segunda-feira, 4 de julho de 2022

Bruna Entrevista: 11x52 - Maysa Ohashi


Olá, olá... Tudo bem, queridos leitores? Então que hoje é dia de conferir mais uma entrevista inédita aqui no blog, olha que bacana? E a nossa convidada de hoje é cantora, compositora e já teve uma experiência em reality show ao participar de uma temporada do "The Voice", estou falando da querida Maysa Ohashi, que aceitou vir aqui conversar um pouco sobre suas experiências profissionais, vem conferir o nosso papo!

Bruna Jones: Você é cantora e compositora, mas antes da gente falar melhor sobre isso, vamos voltar... Qual foi o seu primeiro contato com a música e o que te fez perceber que isso seria mais do que um hobby? 
Maysa Ohashi: Meus pais são músicos e tinham grandes expectativas quanto a isso pra mim, até o meu nome tem a referência da cantora Maysa Matarazzo. Minha mãe, Marli Keiko dava aula de órgão em casa e eu ficava observando as aulas, sempre fui muito observadora de acordo com eles. Ela ficou surpresa quando certa vez um aluno foi embora e eu executei o exercício que era proposto pra ele, sendo assim ela iniciou meus estudos com desenhos pois eu não era alfabetizada, desenho de dodói para a nota dó, relógio para a nota ré, miau para a nota mi, faca para a nota fá e sol para a nota sol, tinha 6 anos e logo após ingressei na “Fêgo Camargo” (escola de artes) em Taubaté. Fui uma das primeiras alunas não alfabetizadas na época a iniciar as aulas de piano. Estudei musicalização infantil, teoria musical e piano erudito por 4 anos daí veio o despertar pro canto. Meu pai, Ricardo Ferreira sempre foi entusiasta a cantor e também tocava em casamentos, na época fazia gravações de hinos da igreja em casa com um “home estúdio” com os cantores próximos, eu também observava muito as gravações e comecei a cantar sozinha no meu quarto. Meu pai uma vez ouviu e começamos a cantar juntos, gravar juntos e fazer casamentos juntos. Com 11 anos eu já trabalhava com ele fazendo casamentos e comecei a ganhar o meu próprio dinheiro. Eu acho que a música se tornou uma profissão quando vi a possibilidade de ganhar dinheiro com ela, mesmo não sendo uma profissional pois tinha pouca experiência, mas as noivas já gostavam muito do meu timbre de voz. Sendo assim vamos considerar uma carreira de cantora de casamentos que perdura até hoje, 20 anos depois. 

Bruna Jones: No universo da música existem diversos ritmos, gêneros e subgêneros. Você atualmente tem o seu trabalho mais voltado ao MPB, certo? Como foi que você acabou escolhendo centralizar a sua carreira mais para esse lado musical? Você chegou a se aventurar em outros ritmos?
Maysa Ohashi: Eu estudei a linguagem de vários ritmos quando eu cantei na noite, aos 18 anos eu ingressei em uma banda local chamada “Banda Palace”, lá a gente tocava de tudo um pouco pra animar as festas de casamento, de formatura, festas de aniversário de cidades. Essa etapa foi importante para eu desenvolver outra linguagem musical, afinal meu primeiro contato com a música vem da música erudita e a música cristã, que tem muita influência na música americana “Gospel”. Essa banda tinha e tem até hoje a cantora Cecília Militão como uma das vocalistas, que além de grande amiga foi e continua sendo uma inspiração pros grandes palcos. Foi com ela que me senti segura em me aventurar cantando axé, forró, samba, bossa nova, música brasileira de verdade. Eu costumo me auto denominar “Operária da Música”, até então eu reproduzia e interpretava canções que já existiam para enaltecer o trabalho dos grandes compositores, faço isso até hoje com muito orgulho, mas hoje no meu trabalho autoral eu não sei como denominar um gênero. Meu sonho é conseguir lançar, finalmente, um álbum que tenha todas as influências musicais que eu amo. E são inúmeras. Eu tento fazer esse lançamento há 8 anos. 


Bruna Jones: Artistas costumam ser bem perfeccionistas com seus próprios trabalhos e isso muitas vezes acaba atrapalhando um pouco o desenrolar de alguns projetos. Você costuma ser mais autocrítica? Se sim, como lida com isso?
Maysa Ohashi: Infelizmente somos, eu sou da época que a internet começou, assistia vídeos no YouTube e queria muito ter tido coragem de expor meu trabalho naquela época, mas nunca estava bom. Eu tinha vergonha até de dizer que tocava piano na escola pra não ser a esquisita. Acho que virei a chave quando eu percebi que os olhos e ouvidos das pessoas que consomem música são diferentes dos nossos, que produzimos. Antigamente não gostava de me ouvir, de me ver, ainda não gosto de me ver as vezes, mas passei a me tratar com carinho e tentar perceber essa beleza que as pessoas tanto diziam escutar na forma que eu apresento a música pra elas. É um processo difícil, no meu caso mexe com situações enraizadas desde a infância, meus pais sempre foram muito exigentes comigo em vários aspectos e na música não foi diferente, eu não era elogiada de forma banal, era sempre um elogio seguido de uma crítica construtiva. É bom pra ter os pés no chão mas eu não soube tomar coragem tão cedo pra me desprender da “auto sabotagem”. 

Bruna Jones: Em 2013 você acabou participando do "The Voice" na Globo. O que te motivou a se inscrever e se aventurar em um reality show musical? 
Maysa Ohashi: A motivação veio através de um amigo, Júnior Sores. Aliais, não só motivação, ele me inscreveu e gravou meu vídeo de apresentação. Ele sempre foi um entusiasta na música e era também cinegrafista e fotógrafo nos casamentos, foi assim que nos conhecemos. Eu não tinha nem ideia da onde eu estava me metendo, a realidade foi que eu fiz o vídeo de inscrição pra não desaponta-lo, afinal ele estava muito empolgado e sempre viu uma artista em mim, ele é um grande amigo até hoje. 

Bruna Jones: Apesar de que na época as redes sociais não fossem tão ativas quanto é hoje, de certo modo, você acabou se tornando uma pessoa pública ao fazer parte do reality. Em algum momento você se preocupou em como a sua imagem iria ser transmitida publicamente e em como poderia afetar a sua vida? 
Maysa Ohashi: Nos somos alertados pelos produtores do programa: “vocês estarão no horário nobre, talvez a vida de vocês mudem.” E mudou. Não tinha preocupação com a minha imagem porque como havia dito eu nunca me considerei uma artista, eu era só uma operária da música. Então levei a situação toda como um experimento: “Vamos ver o que vai ser, não crie expectativas.” Mas quando o episódio que eu gravei passou, minha conta do Facebook na época travou de tantas mensagens que recebi na foto que postei. Isso me trouxe benefícios, trabalhei bastante e até hoje as pessoas têm boas “recomendações” do meu trabalho apenas por eu ter participado de um reality. 


Bruna Jones: No programa você acabou participando pelo time da cantora Cláudia Leitte. O que você aprendeu com ela ao longo do tempo em que esteve lá? 
Maysa Ohashi: Com ela infelizmente nada, embora pareça e o programa induza a essa ideia, ela e os outros artistas não estão lá pra nos ensinar nada. Pelo menos foi a minha experiência, não tivemos contato além das gravações, até porque eu gravei apenas dois programas. Mas ela se dispôs a ajudar vários artistas do programa, na época teve cantor que subiu no trio elétrico pra cantar com ela. Eu lembro que eu queria que o Daniel me “notasse” porque minha mãe sempre gostou muito dele, mas foi o Carlinhos Brown e a Claudia Leitte que viraram a cadeira, eu como fã da Maria Gadu tinha ouvido falar que ela seria a “assistente” da Cláudia naquela temporada, então minha motivação pra escolha foi essa. Mas falando no âmbito geral a experiência de estar lá foi muito bacana, conheci artistas incríveis que também estavam lá na mesma posição que eu, de “calouro”. Que tenho contato e acompanho o trabalho até hoje: Aila Menezes, Simona Talma, Bruna Goes, Débora Sidrak, Dom Paulinho, Alessandra Crispim, Amanda Amado, Nando Motta, Lucy Alves, Carina Menitto. A produção do programa é incrível, eu tive contato com dois produtores musicais incríveis: Vinicius Rosa e Torquatto Mariano, que são nossos produtores musicais durante o programa. E eu aprendi a me ver como uma artista, que a minha imagem felizmente ou infelizmente faz parte do combo, aprendi que deveria ter gravado meu trabalho autoral e me dedicar mais a ele, desde então tenho lutado por isso. 

Bruna Jones: Aliás, falando em redes sociais ainda, hoje nós vivemos um momento em que números de seguidores estão falando mais alto do que ter talento e compreensão do trabalho que está sendo realizado. Você acredita que as redes sociais vem prejudicando o mercado musical ou elas acabam sendo apenas um complemento daquilo que você já produz?
Maysa Ohashi: As redes sociais democratizaram o acesso dos fãs ao artista, principalmente aos novos artistas, isso é fato! O que me entristece é a alienação de muitos pra alcançar grandes números. Perde-se a autenticidade muitas das vezes pra fazer algo que dá mais “engajamento”, pra plataforma te divulgar. As plataformas dificultam o alcance orgânico de um conteúdo de pessoas que tem poucos fãs porque um artista tal alcança 1 milhão de views em 24h e isso se torna a média para um conteúdo ser relevante ou não, pra você conseguir viver e pagar suas contas com sua música ou não. E tem gente adoecendo por causa desses números, adoecendo pra alcançá-los e adoecendo pra mantê-los e esquecem de fazer MÚSICA. Eu sei que o “mercado musical” sempre foi restrito, antigamente eram as gravadoras que ditavam as regras, dirigiam carreiras e ditavam as tendências musicais e creio que isso não mudou. Os grandes empresários ainda determinam as regras, porque pra popularizar algo custa muito caro. As redes sociais só facilitaram o processo de distribuição. Ninguém diz o que é arte ou não, a arte tá na manifestação da realidade daquela pessoa ou daquele grupo, me preocupa apenas que a realidade de TANTOS artistas sejam apenas sexo e auto afirmação, que isso seja um algoritmo de popularidade. Ou seja, as redes sociais só mostram que há uma crise e é social. Acho que somos a geração que mais tem acesso a informações, dados e não sabemos o que fazer com isso além de repetir padrões. O artista (músico) precisa de público pra comprar sua música, ir no seu show. Se as redes sociais facilitam o acesso a esse conteúdo que ótimo, só não podemos produzir, compor, fazer show só em função de popularidade. 

Bruna Jones: Hoje você possui uma carreira sólida na música e provavelmente não precisaria expor sua vida para conquistar fãs, mas, se fosse convidada para um novo reality, um de confinamento, por exemplo, você aceitaria participar? 
Maysa Ohashi: Eu agradeço pela carreira sólida, mas eu ainda sou um bebê artista. Talvez eu tenha mais experiência em ser “Operária da música”, mas é a única coisa que eu sei fazer também (hahaha), pudera. Hoje eu sou mãe do Benjamin, mãe solo, meu Bem tem quase 5 anos e eu me pergunto o tempo todo se eu vou ter condições de dar uma vida de estímulos pra ele: Conhecer novos lugares, novas pessoas, experimentar a vida. Ser operária da música é você abrir mão de feriados, festa com os amigos no final de semana. É você não conseguir fazer um passeio matinal com a família porque trabalhou a madrugada toda fazendo a festa e a alegria de outras pessoas, que as vezes se tornam admiradores do trabalho, as vezes nem fizeram tanta questão de ter você ali com eles, as vezes mal respeitaram sua presença. E isso cansa, é dolorido pois o tempo passa muito rápido. Depois de 20 anos cantando e vivendo apenas da música não posso romantizar minha profissão que é marginalizada o tempo todo, então se participar de um reality me desse a oportunidade de escolher mais os trabalhos, de ter condições financeiras de investir em mim como artista com certeza eu tentaria. 


Bruna Jones: No último mês você lançou em seu canal no YouTube o seu novo projeto "Show Tupiniquim". Você pode comentar um pouco sobre como surgiu essa ideia e o que podemos esperar deste novo trabalho? 
Maysa Ohashi: Claro!! Na pandemia eu me apaixonei novamente por um grande guitarrista aqui da região, Lucas Andrade. Ele é incrível e tem me influenciado positivamente a estudar mais a música brasileira. Gravamos algumas “collabs” intituladas: Q.sessions, procurem no YouTube. Gravamos Tom Jobim, Chico Buarque, Pixinguinha e a grande pérola quando fui gravar a melodia de “Carinhoso” foi: “eu sei que você canta muito, você sabe que canta, mas ficou parecendo a Mariah Carey cantando”. Era pra ser um elogio Lucas? Haha O que ele quis dizer: falta linguagem e referência pra cantar música brasileira. Desde então ele tem sido meu parceiro nos estudos já que ele tem muito conhecimento e referência de música brasileira e decidimos estudar um repertório inteiro. Chamamos dois amigos dispostos a estudar também, Marcos Melo (baterista) e Aleks França (baixista) e nasceu o Show Tupiniquim. Me apaixonei ainda mais pela música brasileira, nós temos músicas mundialmente conhecidas desde Tom Jobim a Jorge Ben Jor e eu tenho muito orgulho de ser brasileira. Acho que as cores da nossa bandeira foram deturpadas, a origem do nosso povo banalizada e a arte/cultura marginalizada. Esse show é pra gente lembrar que ser brasileiro também é sinônimo de música boa. Sei que minha contribuição pra isso é pequena, mas eu sou muito sonhadora. Então esperem um show com muito balanço, muita poesia, solos de guitarra, fusões de ritmos e grandes nomes como: Novos Baianos, Marisa Monte, Elza Soares, Elis Regina, Belchior, Gilberto Gil, Djavan e muitos outros. 

Bruna Jones: Felizmente a gente está conseguindo colocar nossos projetos em andamento novamente, após vários meses de incertezas por causa da covid, dito isso... Tem novidades suas vindo por aí? Algo que possa compartilhar? 
Maysa Ohashi: O que mais tenho são projetos! Se não é impossível sobreviver na música. Antes da pandemia eu vendi meu carro pra investir nas minhas músicas autorais e infelizmente mais uma vez eu tive que mudar os planos. O carro virou arroz e feijão. Neste mês de Agosto sai o resultado de um edital de incentivo à cultura do estado de São Paulo: PRoAC e eu me inscrevi para a gravação de Álbum. Torçam por mim, se eu for escolhida vou conseguir finalmente gravar 12 faixas de músicas minhas, algumas inéditas algumas já estão no YouTube intituladas: Partes de Mim. Vai ser meu primeiro trabalho autoral. O Segundo projeto já está ativo, é o DUO Maysa Ohashi & Lucas Andrade. Tem a sonoridade de violão e voz e se eu estudar mais pode se transformar em um “Power Duo” comigo no piano e cantando. Neste projeto a gente toca bossa nova, jazz, MPB e Pop. O terceiro projeto é o “Show: Rock n’ Jazz”, que é um show com releituras de clássicos do rock desde Nirvana, Pink Floyd, Sound Garden e alguns pops também para uma sonoridade jazzística e arranjos autorais do Lucas Andrade e do grupo: Bruno Pineli (Baixo acústico e elétrico) e Marcos Melo (Bateria). Em breve tem lançamento do material no meu canal. E meu eterno projeto: Cantora de Casamentos continua vivíssimo, tenho muito amor e respeito por esse posto que me permite fazer parte da vida de tantos casais de uma forma única. 

Bacana a nossa conversa, não é mesmo? E ela ainda deixou um recadinho antes de ir, olha só: "Obrigada todas as pessoas que de alguma forma apoiam meu trabalho, hoje em dia seja curtindo e compartilhando algum vídeo, dizendo meu nome em uma sala cheia de oportunidades, obrigada minha mãe que é minha maior rede de apoio, sem essa rede seria impossível fazer o mínimo que faço hoje pra continuar cantando. Obrigada aos amigos que ensaiam, produzem e investem tempo nas minhas ideias apenas pela boa vontade de fazer um som junto comigo. Obrigada amigos virtuais que me conhecem apenas pelos vídeos cantando, obrigada as pessoas que vão prestigiar meu trabalho pessoalmente independente do lugar. Vocês fazem muita diferença na minha vida. Sou grata a você Bruna por poder contar a minha história mais uma vez, feliz com essa iniciativa, adorei relembrar tudo isso pra te contar. Conte comigo!" e se vocês quiserem continuar acompanhando ela nas redes sociais, ela também avisa: "Minhas redes estão todas como Maysa Ohashi: @maysaohashi (YouTube, Instagram e Facebook) se tenho mais alguma não lembro. Para contato direto tem o e-mail: assessoriamaysaohashi@gmail.com e WhatsApp: (12) 98813-4167.  Sou eu mesma que respondo, inclusive se algum entusiasta gostar de trabalhar com eventos e venda de show, me chamem, eu nunca dou conta de tudo!"


Espero que vocês tenham gostado da entrevista de hoje, em breve retornarei com novidades. Continuem acompanhando o blog para não perder nenhuma entrevista nova e nem os nossos projetos com o "BBRAU". Lembrando que quem quiser continuar acompanhando mais nas redes sociais, basta procurar no Facebook, Instagram e no Twitter por @odiariodebrunaj, combinado?

sexta-feira, 1 de julho de 2022

Bruna Entrevista: 11x51 - Daniel Cusimano


Olá, olá... Tudo bem, queridos leitores? Então que hoje é dia de conferir mais uma entrevista inédita aqui no blog, olha que bacana? E o nosso convidado de hoje é internacional, o que deixa tudo mais divertido... Convidamos o ator Daniel Cusimano, que participou da terceira temporada do "The Circle" para vir compartilhar um pouco de suas experiências com a gente, vem conferir o nosso papo!

Bruna Jones: Você foi um dos concorrentes da terceira temporada do "The Circle". O que o motivou a aceitar o convite da Netflix?
Daniel Cusimano: Eu sempre amei reality shows, então quando meus irmãos, suas esposas e amigos me disseram para me candidatar, eu disse "por que não!" Eu amo competição, então foi um sim tão fácil! Além disso, é a Netflix, quem poderia dizer não a eles?! 

Bruna Jones: Participar de um reality show costuma afetar a rotina e a vida dos participantes antes mesmo do programa ir ao ar, como foi o seu caso. Você mesmo teve que ser confinado longe de sua vida normal. Como foi para você pausar sua vida por um tempo e viver essa experiência?
Daniel Cusimano: Na verdade foi muito legal! Estive em Manchester UK por 2 meses e foi como umas mini férias. Isso tudo foi durante o covid, então não pudemos fazer muito além de ficar em nosso apartamento e dar um passeio antes de começarmos a filmar. Eu gostei do meu tempo relaxante antes de começarmos a filmar! 


Bruna Jones: "The Circle" é um confinamento diferente, no qual você fica praticamente isolado e se comunicando apenas por meio de mensagens. Foi difícil para você não ter contato físico com os outros participantes?
Daniel Cusimano: De jeito nenhum! Acho que a quarentena devido ao covid me preparou tão bem para isso, então não tive nenhum problema. Eu amo passar algum tempo sozinho para mim mesmo, então, de certa forma, estar sozinho durante o jogo foi muito terapêutico. 

Bruna Jones: Outra coisa que é diferente em "The Circle", é que não é um confinamento de 24 horas, então o público não pode saber muito sobre os participantes além do que nos é mostrado. Você acredita que conseguiu se sair bem na atração?
Daniel Cusimano: 1000% Os espectadores não conseguem ver tudo o que acontece, mas os produtores e editores fazem um trabalho incrível ao mostrar todas as coisas interessantes e o drama. Eles me retrataram exatamente como eu estava lá e eu não teria mudado nada! 

Bruna Jones: Você assistiu ao programa depois que foi lançado? Se sim, você ficou surpreso com alguma coisa que assistiu?
Daniel Cusimano: É claro! Fiquei acordado até as 3 da manhã com Matt (que interpretou Ashley) e assisti! Não me surpreendi com nada porque todo o elenco teve 10 meses para falar sobre tudo que rolou na série! Fiquei chocado que finalmente saiu depois de esperar tanto tempo! 


Bruna Jones: Vários participantes de reality shows nos Estados Unidos e no mundo acabam migrando do programa. Se você fosse convidado a participar de algo como "Survivor" ou "Big Brother", você aceitaria?
Daniel Cusimano: SIM SIM SIM SIM SIM! "Big Brother" é meu programa de televisão favorito de todos os tempos! Eu vi todas as temporadas, incluindo a versão do Canadá, é o meu sonho de todos os tempos continuar fazendo esses programas! Eu também vi todas as temporadas de "Survivor", então adoraria ir também!! 

Bruna Jones: Atualmente você tem uma plataforma Instagram com quase 76 mil pessoas te seguindo. Sabendo do poder de influência que você tem, qual é a sua maior preocupação na hora de compartilhar conteúdo com seu público?
Daniel Cusimano: Eu realmente não tenho uma preocupação com o compartilhamento de conteúdo no Instagram. Eu sempre disse que se eu fosse fiel a mim mesmo e a quem eu sou, ficaria feliz com isso. No Instagram precisamos começar a ser mais autênticos e menos falsos! 

Bruna Jones: Você tem uma carreira como ator musical e ainda teve a oportunidade de trabalhar no "Walt Disney World". Como foi essa experiência?
Daniel Cusimano: Trabalhar para o Walt Disney World foi definitivamente uma experiência. Eu fiz isso duas vezes, ambas antes do show sair e eu não mudaria por nada por causa das pessoas que conheci! Eu trabalharia para a Disney novamente embora... Absolutamente não, hahaha. Mas espero que vocês me vejam fazendo mais teatro musical mais cedo ou mais tarde! 


Bruna Jones: Felizmente, mesmo que aos poucos, estamos conseguindo retomar nossa vida social e profissional, certo? E com isso, projetos podem ser colocados em prática e coisas novas vão surgindo... Tem alguma novidade por vir? Algo que você pode compartilhar conosco?
Daniel Cusimano: Ainda não posso divulgar nenhuma informação, mas espero que todos me vejam em suas telas de televisão mais cedo ou mais tarde (; 

Bruna Jones: Não poderia terminar esta entrevista sem perguntar: Você já esteve no Brasil? Gostaria de nos visitar quando tudo voltar ao normal?
Daniel Cusimano: Eu ainda não estive no Brasil, mas CLARO que eu gostaria de ir! Em breve vou descer até ai, pois só tenho ouvido maravilhas a respeito!!! 

Bacana a nossa conversa, não é mesmo? E ele ainda deixou um recadinho antes de ir, olha só: "Para todos os meus "fãs" que estão lendo isso, eu só quero agradecer! Todos vocês continuam a mudar minha vida e apoiam todas as minhas aventuras malucas e tudo o que posso dizer é OBRIGADO! Eu amo todos vocês mais do que vocês jamais saberão!" e se vocês quiserem continuar acompanhando ele nas redes sociais, basta procurar no Instagram por @daniel_cusimano, Tik Tok é @daniel_cusimano, Snapchat é @Daniel-Cusimano e Twitter no @DanielCusimano5, beleza???  


Espero que vocês tenham gostado da entrevista de hoje, em breve retornarei com novidades. Continuem acompanhando o blog para não perder nenhuma entrevista nova e nem os nossos projetos com o "BBRAU". Lembrando que quem quiser continuar acompanhando mais nas redes sociais, basta procurar no Facebook, Instagram e no Twitter por @odiariodebrunaj, combinado?