O clima na sala atingiu o ponto de ebulição quando Beatriz, cansada de ouvir os gritos de Tamara, deu uma risada alta e debochada na cara dela, chamando-a de "coitada sem personalidade". Aquilo foi o estopim. Juliana, que já estava com os nervos à flor da pele, perdeu completamente o controle, quebrou a pouca distância que restava entre as duas e bateu o pé no chão, colando o peito no de Beatriz. A agressão verbal virou um confronto físico iminente, os dedos eram apontados a milímetros dos olhos, e os gritos ecoavam tão alto que as veias do pescoço de Juliana saltavam. Beatriz não recuou um milímetro. Em vez de se afastar, ela empinou o queixo e peitou Juliana de volta, desfiando xingamentos e provocando a rival a dar o primeiro passo. "Vai fazer o que, Juliana Patrícia? Vai me bater? Dá o show que você quer dar!", desafiou Beatriz, com os olhos fixos e o corpo totalmente rígido. Tamara, cega de raiva pela audácia, avançou por trás de Juliana e esticou o braço, gesticulando de forma agressiva bem perto do rosto de Beatriz, enquanto Zelda dava passos à frente, com o semblante fechado, pronta para entrar no bolo físico se alguém levantasse a mão. O espaço entre elas sumiu. Houve um empurrão de ombros de Beatriz para afastar Juliana, que respondeu avançando com as mãos abertas na direção do braço da rival. A atmosfera mudou de uma discussão de reality para a iminência de uma expulsão por agressão. Percebendo que a situação passaria do limite em questão de segundos, Marcos, Matheus e Conrado saltaram do sofá em um reflexo imediato. Marcos usou sua força para entrar no meio de Juliana e Beatriz, funcionando como um escudo humano e empurrando Juliana para trás com os braços abertos, enquanto gritava para ela se acalmar. Simultaneamente, Matheus segurou Beatriz pela cintura, puxando-a à força para longe do confronto enquanto ela ainda tentava se desvencilhar para ir para cima. Conrado, que recém entrava para pegar algumas coisas, ajudaram a cercar Tamara e Zelda, criando uma barreira física humana na sala. O ambiente continuou tomado por gritos e ameaças cruzadas, mas a intervenção rápida dos homens finalmente conseguiu impedir que o pior acontecesse ali dentro.
Com a barreira humana formada na sala, os ânimos aos poucos começaram a se dispersar fisicamente, embora a fúria continuasse intocada. Tamara, trêmula e com as lágrimas finalmente transbordando de raiva, foi amparada e levada para o jardim por Marcos e Sindel, que tentavam tirá-la daquela atmosfera sufocante. Assim que pisou na área externa, a pressão dela simplesmente desabou em forma de gritos de puro arrependimento. Olhando para o céu e andando de um lado para o outro, Tamara começou a detonar Beatriz por completo, sem poupar palavras. Ela gritava que era uma idiota por ter defendido e ficado ao lado de uma garota tão egoísta, mimada e desequilibrada durante todo esse tempo no confinamento. Marcos e Sindel apenas escutavam em silêncio, deixando a moça expurgar toda a frustração de ter jogado sua própria imunidade no lixo por causa de uma aliança que se provou totalmente tóxica. Enquanto isso, o cenário na cozinha era de pura contenção de danos. Barbie puxou Juliana para perto do balcão, servindo um copo de água e tentando desesperadamente acalmá-la. Barbie dizia com firmeza que Juliana não era daquela maneira, que ela tinha uma história linda e que era muito melhor do que se rebaixar àquele nível de baixaria e quase agressão por causa de provocação barata. Ainda arfando e com o copo tremendo na mão, Juliana tentava se justificar, explicando que perdeu totalmente a calma porque não suportava injustiça, ingratidão e gente lidando com o sonho dos outros como se fosse uma brincadeira de criança. Do outro lado da casa, o processo de isolamento de Beatriz estava em andamento. Matheus praticamente a escoltou à força até o quarto dela, fechando a porta para evitar que ela voltasse para a sala. O rapaz, visivelmente estressado com a postura da aliada, deu uma bronca direta, afirmando que ela estava agindo de forma completamente inconsequente e que, se continuasse peitando as pessoas daquele jeito, ia acabar causando a expulsão de alguém ou sendo expulsa ela mesma. Em vez de demonstrar medo ou arrependimento, Beatriz abriu um sorriso largo e os olhos brilharam de deboche. Ela se animou instantaneamente com o aviso e disparou para Matheus que era exatamente isso o que ela queria: ver o circo pegar fogo e ver as suas inimigas saindo da casa pelos fundos.
Na academia, o clima de pós-guerra continuava rendendo. Isolada com Conrado, Zelda desabafava enquanto caminhava na esteira, com o semblante tomado pelo ódio. Ela disparou que Beatriz era uma das pessoas mais nojentas com as quais já havia tido o profundo desprazer de conviver em toda a sua vida. Para dar a dimensão do seu asco, Zelda relembrou o passado, pontuando que já tinha sido obrigada a morar na mesma casa que uma fanática religiosa que a perseguiu intensamente por causa do seu namoro com Heloísa, mas que nem aquilo se comparava à baixeza de Beatriz. Conrado ouviu tudo com sua habitual frieza estratégica. Ele tentou trazer a aliada de volta para a razão do jogo e ponderou que, por mais que ela estivesse profundamente abalada com toda essa briga e com os ataques na sala, ela precisava ter sangue de barata nesse momento. O líder explicou que o foco principal não podia se perder e que ela precisava compreender que aquele era o momento ideal para eles se unirem e eliminarem outra pessoa do grupo adversário, aproveitando a rachadura delas. Zelda, no entanto, explodiu na mesma hora, recusando-se a seguir a cartilha do parceiro. Ela bateu a mão no painel da esteira e garantiu que jamais, sob hipótese alguma, votaria em qualquer outra pessoa naquela casa que não fosse Beatriz. No meio da discussão, a porta da academia se abriu e Tamara entrou, ainda com os olhos vermelhos, mas com uma postura completamente decidida. Sem rodeios, ela olhou para os dois e questionou direto se eles iam se unir para acabar com a vadia da Beatriz de uma vez por todas no próximo paredão. Zelda não perdeu a oportunidade de tripudiar e soltou uma risada debochada, ironizando o fato de Tamara ter sido passada para trás tão facilmente pela própria "amiga" em quem ela tanto confiava. Tamara engoliu seco o deboche, manteve a postura firme e respondeu de imediato que não estava ali para falar dos seus erros passados ou de quem a traiu, e sim para decidir o futuro do jogo dali para frente.
Na calada da madrugada, enquanto a casa finalmente silenciava, Marcos, Matheus e Conrado foram discretamente para a academia. Longe dos olhares e ouvidos das mulheres, os três se reuniram perto dos pesos para traçar a estratégia definitiva da semana, aproveitando os destroços do dia caótico. Sem qualquer cerimônia, o trio começou a rir alto e a debochar abertamente das brigas generalizadas que haviam tomado conta da mansão desde a manhã. Eles comentaram sobre os gritos, o quase confronto físico e o desespero de Tamara no jardim, tratando o espetáculo das rivais como o cenário perfeito para os planos deles. Passada a diversão, Conrado assumiu o tom analítico e puxou o foco para a votação. Com frieza, eles definiram que o próximo alvo de eliminação do grupo deles seria Tamara. O argumento era puramente matemático e estratégico, os rapazes concluíram que precisavam aproveitar o exato momento em que Tamara mudou de lado e está completamente cega de raiva contra Beatriz. A estratégia desenhada era usar essa sede de vingança a favor deles, garantindo que teriam votos o bastante, somando os deles com os das mulheres remanescentes que querem ver a destruição mútua, para colocar Tamara direto na berlinda e tirá-la do jogo de uma vez por todas, limpando o caminho sem que eles precisassem se queimar diretamente na linha de frente.
Na manhã seguinte, o clima de ressaca moral ainda pairava pela casa, mas a trégua durou pouco. Beatriz estava na frente do espelho do banheiro principal, penteando o cabelo com total tranquilidade, como se nada tivesse acontecido no dia anterior. Sindel também estava no ambiente, escovando os dentes, quando Juliana entrou decidida. Ignorando completamente a presença de Beatriz, Juliana olhou para Sindel e pediu licença com a voz firme, avisando diretamente que precisava falar com a "putinha da Beatriz". Sindel, percebendo o início de mais um incêndio, parou o que estava fazendo, tentou intervir e pediu para a moça se acalmar, lembrando que ainda era muito cedo na manhã para aquele nível de estresse. Beatriz, sem tirar os olhos do espelho, soltou um risinho e disse para Sindel deixar para lá, ironizando para que permitisse que Juliana fizesse o show dela. Juliana deu um passo à frente e rebateu de imediato, com o tom de voz carregado de desprezo, afirmando que não ia fazer show nenhum. Ela explicou que queria apenas deixar bem claro que, na próxima vez que Beatriz levantasse a voz para ela ou fizesse qualquer gracinha para prejudicá-la no programa, ela poderia ter certeza absoluta de que as consequências seriam pesadíssimas, pois ela não tinha medo de puta nenhuma ali dentro. Beatriz finalmente virou o rosto, deu uma gargalhada forçada e debochou abertamente, dizendo que não sabia que uma "mulher rica" e supostamente fina como Juliana poderia ser tão baixa assim no vocabulário. Juliana não se abalou com a provocação, olhou bem nos olhos dela e rebateu dizendo que ela não tinha visto nada ainda. Sem dar tempo para resposta, Juliana virou as costas e deixou o ambiente batendo o pé. Sozinha com a aliada, Beatriz olhou para Sindel com uma expressão de falsa inocência e questionou o que tinha acabado de acontecer ali. Sindel apenas deu risada da audácia das duas, balançou a cabeça e comentou que o nível de surto e loucura naquele confinamento estava ficando cada vez maior a cada dia que passava.
No jardim da mansão, Matheus aproveitou a calmaria da manhã para colocar em prática o plano estratégico traçado na madrugada. Ele se sentou ao lado de Barbie e começou a listar, de forma bastante articulada, todos os motivos pelos quais o grupo deveria votar em Tamara na próxima formação. Tentando convencer a moça a alinhar o seu voto com o dos homens, Matheus pontuou que Tamara estava completamente instável, cega pela raiva e que representava um perigo imprevisível para o jogo de todos dali para frente, sendo a peça perfeita para ser eliminada naquele momento de vulnerabilidade. Enquanto a articulação acontecia na área externa, o clima dentro da casa continuava pesado. Tamara se levantou da cama com o semblante fechado e, ao sair do quarto em direção à cozinha, cruzou diretamente com Beatriz no corredor estreito. Nenhuma das duas fez menção de desviar o caminho. Ao passarem uma pela outra, elas trocaram provocações ásperas em voz baixa, trocando farpas sobre traição, falsidade e quem seria a próxima a cruzar a porta de eliminação. Marcos, que estava encostado na parede da sala de estar e observou toda a cena acontecer de camarote, não aguentou e deu uma risada irônica. Olhando para as duas se estranhando no corredor, ele balançou a cabeça e comentou baixinho para si mesmo que a justiça tarda, mas não falha. Para o rapaz, tudo o que Beatriz e Tamara haviam feito os outros participantes sofrerem dentro daquele confinamento com suas armações e prepotência estava, finalmente, se voltando contra elas agora.
A atmosfera na mansão mudou drasticamente quando a voz da produção ecoou pelos alto-falantes da casa, quebrando o silêncio do fim de tarde com o aviso oficial de que todos deveriam se arrumar para mais uma noite de votação, trazendo de volta aquela tensão fria no estômago que só os dias de julgamento conseguem provocar. Nos quartos, o movimento de cabides, maquiagens e perfumes dividia espaço com os cochichos de última hora e a repercussão dos dias caóticos que haviam se passado. No quarto do Grupo 1, o clima era de total descontração e confiança enquanto Marcos passava perfume e Matheus ajeitava a camisa em frente ao espelho, trocando olhares cúmplices com Conrado sobre o plano estratégico contra Tamara, que já estava fechado e bem amarrado entre eles. Barbie, terminando de prender o cabelo, comentou em voz baixa com Sindel que esperava que a noite não terminasse em agressão física, dado o nível de loucura que a casa atingiu, recebendo como resposta apenas um sorriso de Sindel, que afirmou que o parquinho já estava queimado e que elas só precisavam assistir a tudo de camarote. Em contraste absoluto, o quarto oposto exalava um clima de funeral, onde Tamara se arrumava em completo silêncio, com o rosto fechado demonstrando que a mágoa com Beatriz já havia virado puro sangue nos olhos. Sabendo do risco que corria, a única obsessão de Tamara era garantir que a rival sentisse o peso de sua vingança no voto. No banheiro principal, Juliana passava um batom vermelho marcante com a postura rígida de quem estava pronta para a guerra, enquanto ao seu lado Zelda terminava de se arrumar de braços cruzados, soltando comentários ácidos de que não via a hora de ver a expressão de Beatriz quando os votos começassem a pipocar na tela. Alheia ao desprezo geral, Beatriz fazia questão de se arrumar de forma impecável e sem pressa nenhuma, cantarolando baixinho diante do espelho e retocando a maquiagem com um sorriso cínico, claramente alimentada pelo caos que causou e pronta para encarar o julgamento da casa sem derramar uma única lágrima.
A sala da mansão estava mergulhada em um silêncio desconfortável, quebrado apenas pelo barulho do salto de Juliana batendo impacientemente no chão. Os participantes estavam todos acomodados nos sofás, com as posturas rígidas, aguardando o aviso final para deixarem a casa e caminharem até o campo de votação, onde encontrariam Murilo Rosa pessoalmente. Beatriz, sentada na ponta oposta, mantinha as pernas cruzadas e passava os olhos pelas unhas com um desdém milimetricamente calculado. O cinismo da garota foi o gatilho que faltava para Zelda, que estava sentada logo à frente e não conseguiu mais segurar o próprio veneno. Zelda fixou seus olhos gélidos em Beatriz e, sem se importar com a presença dos homens ou o confinamento, disparou em um tom de voz baixo, mas cortante, comentando que achava fascinante como algumas pessoas conseguiam vestir uma máscara de orgulho mesmo sabendo que são o ser humano mais desprezível daquela casa. Beatriz nem sequer levantou a cabeça de imediato, deu apenas uma risada anasalada, ajeitou uma mecha de cabelo e respondeu que, se Zelda estava falando dela, era melhor falar mais alto, porque o choro dos perdedores não costumava chegar aos seus ouvidos. Aquilo fez o sangue de Zelda subir. Ela se inclinou para a frente, apoiando os cotovelos nos joelhos, e rebateu dizendo que o que Beatriz chamava de jogo, na verdade, era apenas falta de caráter e uma carência patética de atenção, relembrando que ela preferiu estragar a prova de todo mundo e se colocar em risco só para tentar atingi-la. Com um sorriso irônico, Beatriz finalmente olhou nos olhos de Zelda e debochou, afirmando que a rival se achava inteligente demais, mas que a verdade é que o ego de Zelda estava ferido porque, pela primeira vez no programa, ela tinha encontrado alguém que não baixava a cabeça para a pose de intelectual dela. Zelda soltou um riso carregado de asco e respondeu que não precisava baixar a cabeça para quem não tinha o mínimo de decência, completando que Beatriz era tão podre por dentro que o cheiro da falsidade dela já estava incomodando a casa inteira. Beatriz mudou a postura no sofá, desfez o sorriso e peitou de volta, dizendo que se ela era tão podre, Zelda que se preparasse, porque se ela sobrevivesse àquela eliminação, faria da vida dela um inferno ainda maior. A discussão só não escalou para os gritos porque, no exato segundo em que Zelda ia rebater a ameaça, a porta principal da mansão destravou com um estalo alto e o sinal sonoro da produção convocou todos a saírem imediatamente em direção ao campo de votação, congelando o confronto e forçando os participantes a se levantarem em silêncio.
Os participantes deixaram a mansão em fila e caminharam sob o silêncio tenso da noite até o local onde a votação acontecia. Ao chegarem, encontraram Murilo Rosa posicionado no centro do cenário iluminado. Com sua postura firme e imponente, o apresentador deu as boas-vindas a todos e avisou, sem rodeios, que hoje mais um participante deixaria definitivamente o confinamento e voltaria para o mar. Ele pediu para que todo mundo se sentasse nos seus respectivos lugares e, olhando bem nos olhos do elenco, relembrou detalhadamente como funcionavam as regras daquela noite crucial. Murilo apontou para o quarteto vencedor e explicou que o grupo formado por Marcos, Matheus, Barbie e Sindel estava totalmente imune naquela votação devido ao desempenho impecável na prova. Em seguida, voltou seu olhar para as mulheres do grupo perdedor, reforçando que Juliana, Zelda, Beatriz e Tamara eram as únicas que estavam correndo o risco real de eliminação. O apresentador explicou que cada um dos participantes daria o seu voto secreto dentro da cabine e que, ao final, ele mesmo iria ler os papéis um por um para descobrir quem seria a mais votada da rodada. Ele fez questão de destacar que, em caso de empate na contagem, o líder Conrado seria a pessoa responsável por definir, no voto de minerva, quem seria eliminada neste ciclo. Ao terminar a explicação, Murilo questionou em alto e bom som se todo mundo estava ciente das regras da noite. Os participantes, com semblantes sérios e focados, responderam em coro que sim. Satisfeito com a resposta, o apresentador deu a ordem final, quebrando de vez a formalidade dos trajes de noite, e disse para eles pegarem suas roupas de praia e se prepararem para o veredito.
Com os nervos à flor da pele, os participantes começaram o revezamento em direção à cabine de votação. Um a um, eles se isolaram diante da câmera para registrar seus votos secretos, justificando suas escolhas com depoimentos focados puramente em sobrevivência e leitura de jogo. Os homens e Barbie seguiram uma linha de raciocínio muito parecida e pragmática em seus discursos. Marcos entrou na cabine focado, afirmando que seu voto era puramente estratégico para aproveitar uma rachadura óbvia que havia se formado na casa. Matheus foi na mesma onda, justificando que precisava votar em alguém que estava completamente instável e cujas reações haviam se tornado uma ameaça imprevisível para a convivência de todos. Conrado, com sua frieza habitual de líder, ponderou que o jogo exigia inteligência e que aquele era o momento exato de mirar em uma peça que ficou vulnerável após comprar brigas desnecessárias. Barbie, por sua vez, explicou que, embora ficasse triste com a situação, precisava pensar no seu próprio grupo e votar em alguém que se perdeu nas próprias alianças e acabou se isolando. A dinâmica mudou completamente quando Sindel e Beatriz entraram na cabine. Sindel justificou seu voto dizendo que preferia mirar em quem se achava a mente brilhante da casa, alguém que tentava ditar as regras dos bastidores, mas que precisava sentir o peso do perigo. Beatriz, mantendo seu sorriso irônico diante da câmera, destilou seu deboche ao explicar que seu voto ia direto para a pessoa mais arrogante do confinamento, alguém que se considerava superior a todos, mas que ela fazia questão de ver sentada no banco dos réus. Por fim, as outras mulheres do grupo perdedor também deixaram seus depoimentos na cabine, movidas por um sentimento claro de revolta e autopreservação. Juliana entrou de cabeça erguida e justificou que seu voto era uma resposta direta à ingratidão e à falta de companheismo de alguém que jogou o sonho do grupo no lixo por puro egoísmo. Tamara, visivelmente abalada mas com o olhar firme, finalizou o ciclo de depoimentos dizendo que não dava mais para conviver com a falsidade e que seu voto era um acerto de contas contra a pessoa que a traiu da forma mais baixa possível dentro daquele programa. Terminado o processo, todos retornaram aos seus lugares no campo de votação, encarando Murilo Rosa em silêncio enquanto o apresentador segurava a urna com os papéis que definiriam o destino da noite.
Murilo Rosa segurou a urna de madeira entre as mãos e olhou fixamente para o painel de participantes, enquanto o silêncio no campo de votação se tornava tão denso que o som das ondas do mar ao fundo parecia amplificado. Com um semblante sério, ele abriu a urna, retirou o primeiro papel e anunciou o voto inicial para Beatriz, que nem sequer piscou, mantendo o queixo erguido e um sorriso sarcástico no canto dos lábios. O apresentador buscou o segundo papel, revelando um voto para Tamara, que respirou fundo e fechou os olhos por um segundo para tentar controlar a ansiedade, seguido pelo terceiro voto, direcionado a Zelda, que permaneceu imóvel e de braços cruzados, deixando a contagem oficialmente aberta e equilibrada. Murilo continuou o processo ritmado e leu o quarto voto para Beatriz e o quinto para Tamara, apontando o empate temporário entre as duas com dois votos cada. Logo em seguida, o sexto papel trouxe mais uma indicação para Zelda, deixando tudo igual com dois votos para cada uma das três competidoras, até que o sétimo voto computou a terceira indicação para Beatriz, fazendo com que Juliana e Tamara trocassem um rápido olhar de expectativa, acreditando que a rival estava prestes a cair. No entanto, a estratégia desenhada na madrugada começou a se consolidar quando Murilo retirou o oitavo papel e leu o terceiro voto para Tamara, deixando o destino da noite totalmente concentrado no último e definitivo pedaço de papel dentro da urna. O apresentador enfiou a mão, retirou a última cédula, desdobrou-a lentamente e anunciou o nono voto para Tamara, selando a contagem final com duas indicações para Zelda, três para Beatriz e quatro para Tamara, provando que o plano dos homens havia funcionado com precisão matemática. Enquanto a eliminada engolia em seco, sentindo o impacto do resultado, Murilo Rosa guardou os papéis, deu um passo à frente e discursou que o jogo de convivência era uma máquina de triturar certezas, onde em um dia se tem uma aliança inquebrável e, no outro, os destroços dela se voltam contra si. Ele finalizou destacando que a mágoa e a sede de vingança às vezes cegam a estratégia, e quem se isola na própria raiva acaba virando o alvo mais óbvio para quem joga com o sangue frio, sentenciando que Tamara havia colhido os frutos de uma guerra que não era sua desde o início e que, com quatro votos, ela estava eliminada e deveria pegar as suas coisas para voltar para o mar.
No mesmo segundo em que Murilo Rosa decretou o resultado, Beatriz não se conteve e começou a rir alto, uma gargalhada provocativa que ecoou por todo o campo de votação. Tamara, com o sangue fervendo e tomada pela indignação de ter sido eliminada enquanto sua rival saía ilesa, não engoliu a audácia e começou a discutir com a moça ali mesmo, gritando que ela era uma cobra e que a máscara dela ainda ia cair da pior forma possível. Beatriz apenas continuou debochando, mandando beijos de despedida. Cansada da humilhação e sem forças para continuar aquele embate, Tamara virou as costas, deixou o local de votação e seguiu em direção à saída, cruzando o temido corredor da humilhação. Assim que pisou no corredor, o cenário se transformou em um verdadeiro pesadelo para a eliminada. Tamara se deparou com uma plateia virtual que a vaiava intensamente, enquanto telas gigantes nas laterais exibiam, em looping, imagens de seus maiores fracassos na competição, seus erros estratégicos e os momentos em que foi manipulada. Para piorar, uma chuva de tomates cenográficos e reais começou a cair sobre ela, sujando sua roupa de praia e deixando a caminhada ainda mais penosa. Depois de conseguir atravessar o corredor, com o visual completamente bagunçado e o orgulho ferido, ela se posicionou diante da câmera para dar o seu último depoimento antes de deixar o programa de vez. Com a voz embargada e os olhos marejados, Tamara desabafou, dizendo que torcia muito, de todo o seu coração, pelo fracasso retumbante de Beatriz e que se arrependia amargamente de tudo o que fez naquele confinamento. Ela finalizou dizendo que, se pudesse, gostaria muito de recomeçar a sua participação do zero para fazer tudo diferente. Enquanto isso, o restante dos participantes se levantava em silêncio e retornava para a mansão sob o impacto da noite. É hora de ver quem votou em quem: Barbie votou em Tamara, Beatriz votou em Zelda, Conrado votou em Tamara, Juliana votou em Beatriz, Marcos votou em Tamara, Matheus votou em Tamara, Sindel votou em Zelda, Tamara votou em Beatriz e Zelda votou em Beatriz.
Conheça os Participantes: Barbie Terremoto, Beatriz Schulteize, Conrado da Silva, Enzo Tralli, Giuliano Francisco, Hugo Aguiar, Jonatas Ponte, Juliana Patricia, Manoela Mendes, Marcos Beltrão, Matheus Lacerda, Mayara Palhares, Silvana Cruz, Sindel Takawire, Tamara Gimenez, Tárcio Mendes e Zelda Montgomery.
Continuem acompanhando o blog para não perder nenhuma entrevista nova e nem os nossos projetos com o "BBRAU". Lembrando que quem quiser continuar acompanhando mais nas redes sociais ou entrar em contato, basta procurar no Facebook, Instagram e no Twitter por @odiariodebrunaj, combinado?
.jpg)
%20(2).gif)
%20(3).gif)
%20(2).gif)
%20(1).gif)
.gif)
%20(1).gif)
Nenhum comentário:
Postar um comentário