terça-feira, 13 de janeiro de 2026

TTRA: 1x10 - The Traitors Realidade Alternativa - Ritmo Controlado


A luz das velas tremula nas paredes de pedra. O clima é de tensão contida. Após a eliminação de Estela na mesa redonda, os três traidores voltam a se reunir no conclave dos Traidores. Bianca fecha a porta. Matheus ainda está com um leve sorriso no rosto. Dora observa os dois antes de falar. "Eu preciso admitir... Foi genial." diz Dora, olhando diretamente para Matheus. "Apontar que aquela discussão entre Estela e Caio parecia dois traidores se atacando... Você virou o jogo." Matheus cruza os braços, satisfeito. "Eles já estavam desconfiando dos dois. Eu só dei um empurrão." Dora continua, quase admirada: "Quando você falou que parecia "estratégia de traição dupla", todo mundo começou a olhar diferente. Você plantou a narrativa perfeita." Bianca, no entanto, não está tão relaxada. "Sim... Mas a Estela era fiel." O silêncio pesa por um instante. Ela caminha lentamente pela sala. "Agora que ela foi revelada fiel, o Caio automaticamente parece menos suspeito. A teoria de dois traidores caiu por terra." Matheus franze a testa. "Nem tanto. Ainda posso sustentar que ele forçou demais aquela discussão." Bianca balança a cabeça. "Talvez. Mas precisamos tomar cuidado. Se o Caio sobreviver mais uma mesa redonda, ele pode ganhar força. E se ele perceber que você construiu aquela narrativa..." Dora intervém, fria: "Então a gente não deixa ele ganhar força." Os três trocam olhares. O jogo ficou mais delicado. Dora se aproxima da mesa. "A eliminação da Estela foi importante. Mas agora começa a fase em que qualquer erro nosso vira munição." Bianca encara Matheus: "Brilhante hoje. Invisível amanhã. É assim que você precisa ficar." Matheus respira fundo. "Então amanhã a gente muda o alvo." A câmera se afasta lentamente enquanto as velas continuam queimando. O conclave termina com uma certeza: A vitória da noite pode ser o problema do dia seguinte.

Na manhã seguinte, o clima no castelo estava mais pesado do que nunca. Os participantes foram entrando aos poucos na sala do café da manhã, mas, diferente de outros dias, quase ninguém se serviu imediatamente. A cadeira vazia de Estela parecia ocupar mais espaço do que todas as outras juntas. Caio foi um dos primeiros a falar. Ainda visivelmente abalado, ele comentou que a discussão entre ele e Estela na mesa redonda tinha sido interpretada da pior forma possível. Disse que jamais imaginou que aquilo pudesse ser usado como argumento para pintá-los como dois traidores se atacando estrategicamente. Helena concordou, afirmando que, olhando agora, parecia claro que a tensão entre os dois era genuína demais para ser encenação. Maurício ponderou que, no calor do momento, a teoria fazia sentido. A ideia de dois traidores simulando conflito mexeu com a cabeça de todo mundo. Núbia completou dizendo que o problema do jogo é justamente esse: Qualquer comportamento pode ser encaixado em uma narrativa convincente. Penélope comentou que o discurso que consolidou essa visão foi muito seguro, quase calculado, o que a fez questionar se alguém ali estava conduzindo os votos com mais intenção do que aparentava. Bianca ouviu atentamente, mantendo a expressão controlada e disse que o grupo precisava tomar cuidado para não transformar qualquer discussão em prova de traição. Segundo ela, a eliminação de uma fiel mostra como todos estão vulneráveis a interpretações precipitadas. Dora reforçou que o erro maior seria insistir na mesma linha de raciocínio sem reavaliar os fatos, destacando que agora, com Estela revelada fiel, algumas suspeitas naturalmente perdem força. Matheus, mais contido, comentou que o jogo está entrando numa fase em que ninguém pode ter certeza de nada e que talvez o verdadeiro traidor esteja confortável justamente por conseguir influenciar percepções sem levantar suspeitas. O silêncio voltou a dominar a mesa por alguns segundos. A eliminação de Estela não apenas tirou uma fiel do jogo, ela embaralhou as certezas que restavam. E, pela primeira vez, alguns começaram a perceber que talvez estivessem sendo conduzidos por narrativas cuidadosamente construídas.

O burburinho no salão é interrompido pelo som firme de passos ecoando pelo piso de pedra. As portas se abrem lentamente e Selton Mello surge, sério, com o olhar atravessando cada participante. O silêncio se instala imediatamente. Sem dizer nada a princípio, ele caminha até a parede onde estão os quadros dos eliminados. Seus dedos passam brevemente pelas molduras até pararem diante do retrato de Estela. Ele encara a imagem por alguns segundos. Então, com frieza calculada, retira o quadro da parede. Os participantes observam, tensos. "Ontem à noite," começa ele, com voz grave "vocês tomaram uma decisão. Baniram uma das suas." Alguns abaixam o olhar. "Os fiéis cometeram um erro. E em um jogo como este..." ele segura o quadro com firmeza "erros custam caro." Caio engole seco. Helena cruza os braços. O clima pesa. Selton continua: "Mas o luto... deve esperar." Ele olha diretamente para o grupo. "Porque enquanto vocês lamentam, os traidores agem. E hoje... vocês terão mais uma missão." Sem mudar a expressão, ele solta o quadro. A moldura cai no chão com um estrondo seco, espalhando os cacos de vidro pelo salão. O som ecoa como um aviso. "Recolham-se. Preparem-se. A próxima prova começa agora." Ele se vira e sai sem olhar para trás, deixando os participantes imóveis, encarando os restos do retrato de Estela no chão. O jogo não permite pausas. E muito menos arrependimentos.

Missão #05: Após o café da manhã, os participantes se reúnem no grande salão do castelo, ainda com os aromas de pão fresco e café no ar. Selton Mello surge com passos calmos, segurando um envelope e com aquele sorriso enigmático que sempre anuncia surpresas. Ele deseja bom dia e explica a prova: Todos terão uma saída especial para passar a manhã em uma cidade histórica próxima, mas há uma condição rigorosa, todo o grupo deve retornar ao castelo antes do horário do almoço, em até duas horas e meia. Caso algum participante falhe em voltar a tempo, uma penalidade automática será aplicada ao prêmio coletivo, descontando um valor fixo do montante acumulado. O cronômetro começará a contar assim que saírem, sem qualquer aviso intermediário, exceto um alerta sonoro nos últimos quinze minutos. Durante o passeio, eles poderão explorar pontos autorizados, tirar fotos e aproveitar o tempo livre, mas deverão gerenciar o relógio com responsabilidade coletiva. Selton enfatiza, com olhar sério: Se todos retornarem dentro do prazo, nada será descontado, caso contrário, a penalidade é integral. Alguns participantes trocam olhares curiosos, outros franzem a testa, imaginando as estratégias e consequências que surgirão. Os traidores sorriem discretamente, já arquitetando pequenos atrasos que poderiam testar a paciência e o controle dos fiéis.

Ao sair do castelo, o grupo se espalha pela cidade histórica, absorvendo a beleza das ruas de pedra e das fachadas antigas. Dora sugere com cuidado que todos mantenham proximidade para evitar confusões e atrasos, mas Bianca dá de ombros, afirmando com leveza que o tempo é mais que suficiente. Matheus complementa, encorajando a todos a aproveitar o passeio sem preocupação, enquanto observa discretamente quem caminha mais devagar ou se distrai com detalhes da cidade. Os fiéis se dividem em pequenos grupos estratégicos: Helena, Lorena e Penélope se dirigem a uma antiga igreja, tirando fotos da arquitetura, Fabrício e Dimas entram em um museu, analisando peças históricas, Caio, Maurício e Icaro percorrem a praça central, admirando a movimentação local e conversando sobre estratégias de volta. Marcela, Núbia e Amélie se dedicam a fotos e vídeos para registrar o passeio, demorando-se em cada esquina charmosa. Enquanto isso, os traidores circulam com sutileza entre os grupos, incentivando pausas prolongadas e pequenas distrações, sempre com gestos e palavras que passam despercebidos pelos fiéis. Com cerca de uma hora de passeio, Maurício começa a demonstrar preocupação e comenta que talvez seja hora de retornar, sugerindo cautela. Caio concorda imediatamente, analisando mentalmente o caminho mais curto de volta. Porém, Matheus ignora os alertas, insistindo que ainda há tempo para explorar, enquanto Bianca propõe uma última parada em uma cafeteria charmosa, que alguns aceitam com entusiasmo, alheios à iminência do alerta. Dora observa atentamente, mantendo a calma e controlando discretamente o ritmo ao lado de Amélie, que já demonstra sinais de cansaço. 

Helena começa a se inquietar, conferindo mentalmente o tempo restante, enquanto os traidores aproveitam cada momento para prolongar a visita: Uma loja de artesanato aqui, mais fotos ali, conversas rápidas que parecem inofensivas, mas que somam minutos preciosos perdidos. Quando o alerta sonoro toca, indicando quinze minutos restantes, o grupo é tomado pelo pânico. Caio assume a liderança e grita para todos se moverem juntos, acelerando o passo. Penélope quase tropeça ao correr pelas ruas de pedra, Marcela tenta confirmar mentalmente o caminho mais curto dentro do percurso autorizado. Dora e Amélie lutam para acompanhar o ritmo, ofegantes, enquanto Bianca finge preocupação, sugerindo cautela para não se machucar e Matheus mantém a expressão calma, mas na realidade monitora os atrasos de cada pequeno grupo. Os fiéis percebem que a gestão de tempo foi comprometida e começam a suspeitar que houve interferência de alguém. Nos últimos metros, o portão do castelo finalmente aparece. Caio, Dimas e Maurício chegam primeiro, seguidos de Helena, Lorena e Icaro, atravessando o portão quase juntos. Marcela e Núbia chegam segundos depois, quase sem fôlego, enquanto Matheus entra com expressão tranquila, acompanhado por Bianca. Dora e Amélie aparecem por último, correndo com esforço para completar o grupo no limite exato do tempo. Selton Mello observa silenciosamente, aumentando a tensão e finalmente anuncia: "Vocês retornaram... Dentro do prazo." O alívio é imediato, com abraços, risadas nervosas e respirações pesadas, mas os olhares começam a se cruzar de maneira diferente. Helena encara Bianca com desconfiança, Caio observa Matheus atentamente, Maurício cochicha com Dimas, insinuando que houve manipulação do ritmo da prova. O prêmio permanece intacto, mas a tensão e a suspeita agora pairam no ar, criando uma atmosfera carregada de alerta para a mesa redonda que virá mais tarde. Todos estão exaustos, aliviados, mas inquietos, conscientes de que cada minuto naquele jogo é crucial e de que ninguém está completamente seguro.

De volta ao castelo, o clima é uma mistura de alívio e tensão. Alguns participantes sentam nos sofás do salão principal, ofegantes, enquanto outros caminham de um lado para o outro, ainda absorvendo a adrenalina da prova. Caio, Maurício e Dimas se reúnem em um canto, discutindo o que poderia ter dado errado. "Sério... Chegamos por muito pouco," comenta Caio, franzindo a testa. "Alguém claramente segurou o ritmo em algumas paradas." Maurício concorda, balançando a cabeça. "Eu percebi que eles demoraram mais nas fotos e nas lojinhas. Foi proposital, tenho certeza." Enquanto isso, Helena, Lorena e Penélope conversam baixo, ainda tentando recuperar o fôlego. Helena olha para Bianca e Matheus, que caminham tranquilamente pelo salão, como se nada tivesse acontecido. "Não foi coincidência... Eles sempre estavam por perto quando o grupo atrasava." Lorena faz um gesto discreto, concordando silenciosamente. Marcela e Núbia comentam sobre a correria final, rindo nervosamente do desespero coletivo, mas ao mesmo tempo lançando olhares cuidadosos para Dora, que mantém expressão serena, observando cada reação. Amélie se aproxima de Dora, ofegante: "Foi por pouco... Se não tivéssemos acelerado nos últimos metros, teríamos perdido parte do prêmio." No outro lado do salão, Bianca e Matheus trocam um sorriso discreto, claramente satisfeitos com o efeito de suas pequenas manipulações. Matheus comenta baixo: "Funcionou exatamente como planejamos. Todo mundo correu no final e ninguém percebeu que fomos nós que controlamos o ritmo." Bianca concorda, mantendo o tom leve: "Parece que eles nem sabem que quase perderam parte do dinheiro por causa das nossas pequenas distrações." Dora, mais estratégica, se aproxima de Amélie e comenta com naturalidade: "Foi um bom teste de controle do grupo. Mas agora cada um vai começar a observar mais de perto os outros." Caio levanta, olhando para todos, tentando passar confiança, mas a tensão é palpável: "Temos que ficar atentos. Não podemos deixar que essas distrações se repitam. Cada passo daqui pra frente vai contar." O ambiente no castelo mistura alívio pelo prêmio intacto e desconfiança crescente. Sussurros se espalham, olhares se cruzam com cuidado, e a sensação de que nem todos são confiáveis se intensifica. Cada participante sabe que a prova não terminou na cidade histórica, ela continua silenciosamente ali, nos gestos, nas conversas e na percepção de quem realmente movimenta os cordéis do jogo.

Na cozinha do castelo, o cheiro de café e pão ainda pairava no ar, mas a tensão entre os participantes era quase palpável. Núbia estava encostada no balcão, mexendo distraidamente em uma xícara de café, enquanto observava Dimas e Maurício conversando baixinho perto da mesa. Ela franziu a testa, percebendo a proximidade entre os dois nos últimos dias. "Não sei... Tem alguma coisa estranha entre eles," — disse Núbia em voz baixa, mais para si mesma do que para alguém em particular. "Ficam juntos o tempo todo, sempre cochichando. Não gosto disso." Fabricio, que estava organizando alguns pratos próximos, ouviu e se aproximou, apoiando os cotovelos no balcão. Ele balançou a cabeça de maneira calma, tentando tranquilizá-la. "Eu entendo o que você quer dizer, Núbia, mas não acho que Dimas e Maurício sejam traidores. Eles parecem fiéis de verdade, sempre atentos às provas, preocupados com o prêmio coletivo." Núbia cruzou os braços, ainda desconfiada. "Pode ser... Mas e se eles estiverem escondendo algo? A forma como se aproximam, como conversam..." Fabricio sorriu levemente, com ar de experiência. "Olha, eu estou observando mais a Bianca e a Marcela. Elas têm aquele jeito tranquilo demais, sabem se misturar, sempre aparecem nos lugares certos na hora certa. Para mim, são elas que merecem atenção." Núbia franziu o cenho, absorvendo o comentário de Fabricio, mas sem deixar de lançar olhares rápidos para Dimas e Maurício, que continuavam conversando com naturalidade. Havia algo naquele jogo que ninguém dizia em voz alta: A confiança era relativa, e cada detalhe podia mudar tudo. Enquanto Fabricio retomava seu trabalho na cozinha, Núbia ficou ali, refletindo sobre quem realmente poderia estar manipulando os acontecimentos dentro do castelo. O silêncio da cozinha era interrompido apenas pelo tilintar de utensílios e pelo murmúrio distante dos outros participantes nos corredores. Mas para Núbia, cada gesto, cada aproximação e cada olhar começava a ganhar um peso diferente, deixando claro que o jogo estava longe de ser apenas o que acontecia nas provas, ele se desenrolava também nas entrelinhas, na desconfiança silenciosa e na observação constante.

Em um dos corredores mais silenciosos do castelo, Amélie se aproxima de Dora com um sorriso discreto, mas sincero, tentando estabelecer uma aliança que pudesse garantir segurança nas próximas provas. "Dora, só queria que você soubesse... Eu confio em você," diz Amélie, olhando nos olhos da amiga. "Sinto que, se ficarmos juntas, podemos nos proteger melhor no jogo. Ninguém vai perceber tão facilmente e a gente consegue se apoiar." Dora sorri, percebendo o peso da confiança depositada nela, e encosta levemente a mão no ombro de Amélie. "Eu também confio em você, Amélie. Vamos nos manter próximas, observar tudo e agir juntas. Se um passo errado puder custar o prêmio ou nos colocar em risco, melhor que a gente esteja sempre lado a lado." As duas trocam um olhar cúmplice, como quem sela silenciosamente uma aliança, e começam a traçar mentalmente estratégias de como circular juntas durante o dia, observando o comportamento dos outros sem chamar atenção. Cada gesto, cada passo do castelo passa a ter uma intenção calculada, mas tudo camuflado pela naturalidade de quem apenas passeia pelos corredores. Enquanto isso, em outro canto do castelo, mais próximo da biblioteca, Penélope se aproxima de Helena, mantendo a voz baixa para que ninguém escute. "Ainda não consigo confiar completamente no Caio," murmura Penélope, olhando por cima do ombro para se certificar de que estão sozinhas. "Ele parecia tão focado na prova, mas teve momentos que me pareceram estranhos... Como se ele tivesse agido por interesse próprio em vez de coletivo." Helena franze a testa, ponderando, e responde com cautela: "Entendo o que você quer dizer. Ele sempre tenta liderar e isso pode parecer útil, mas também pode esconder algo. A gente precisa continuar observando, ver como ele se comporta nas próximas provas e nos corredores." Penélope assente, ainda desconfiada, mas sentindo um alívio por compartilhar suas suspeitas com Helena. As duas se afastam discretamente, mantendo um olhar atento para cada movimento do castelo, cientes de que, naquele jogo, a percepção e a leitura de cada gesto poderiam significar muito mais do que simples amizades ou alianças aparentes.

No salão principal, enquanto alguns participantes conversam distraidamente e outros organizam suas coisas, Matheus se aproxima de Icaro e Dimas, com um sorriso leve e postura tranquila, tentando parecer apenas interessado em conversar sobre a prova, mas na verdade testando os limites da desconfiança. "Ei, pessoal... Fiquei pensando na prova de hoje," começa Matheus, casualmente. "Vocês já têm alguma ideia de quem pode ser traidor aqui? Estou curioso pra saber a leitura de vocês." Icaro franze a testa, surpreso com a pergunta direta, mas mantém a compostura. "Olha... Eu ainda tô observando todo mundo. Mas, sinceramente, não tenho certeza. Cada movimento conta, mas é difícil apontar alguém sem ter prova concreta." Dimas cruza os braços, pensativo, olhando para Matheus como se tentasse ler a intenção por trás da pergunta. "Concordo com o Icaro. A gente vê algumas atitudes, alguns comportamentos estranhos, mas não dá pra afirmar nada. Tem gente que parece confiável até demais e às vezes os mais quietos que acabam escondendo alguma coisa." Matheus sorri internamente, satisfeito com a resposta. Mantendo o tom leve, ele continua: "Interessante... Então, por enquanto, ninguém entrou na lista de suspeitos? Vocês estão focando mais nas atitudes de cada um do que em nomes específicos?" Icaro balança a cabeça, desconfiado, mas tentando não demonstrar nervosismo. "Exatamente. A gente vai anotando mentalmente, observando detalhes, mas nada definitivo." Dimas acrescenta, ainda avaliando Matheus com cuidado: "Por enquanto, mais na expectativa do que nos fatos. A gente vai observando, como você mesmo disse." Matheus agradece com um sorriso amigável, sem revelar nada, mas internamente calcula: Ele já sabe que Icaro e Dimas ainda não têm suspeitas firmes sobre ele ou seus aliados traidores, o que significa que o jogo está seguindo conforme o planejado. Ele se afasta discretamente, mantendo a expressão casual, pronto para observar e manipular a percepção dos fiéis em silêncio.

No silêncio absoluto do castelo, enquanto a maioria dos participantes já dormia, Matheus, Bianca e Dora deslizam pelos corredores com passos cuidadosos, evitando rangidos no piso de madeira e portas que poderiam denunciar sua presença. A lua lançava uma luz pálida pelas janelas, iluminando sutilmente os corredores e cada sombra parecia amplificar a sensação de sigilo. Eles trocam olhares rápidos, confirmando que estavam sozinhos e que ninguém os tinha visto sair de suas camas. "Ainda bem que a maioria está dormindo" sussurra Matheus, quebrando o silêncio apenas o suficiente para ser ouvido pelos dois. "Se alguém percebesse, teríamos problemas antes mesmo do conclave." Dora acena, mantendo a expressão serena, mas seus olhos calculam cada canto do castelo enquanto avançam. Bianca, por sua vez, mantém o sorriso discreto que sempre a ajuda a passar despercebida, mas seu olhar revela a satisfação pelo sucesso da prova. Chegando à sala do Conclave, fecham a porta com cuidado e se acomodam em torno da mesa, já habituados à rotina secreta que só os traidores conhecem. A penumbra cria um clima de conspiração e o silêncio é quebrado apenas por respirações contidas. "Hoje funcionou perfeitamente," comenta Bianca, apoiando os cotovelos na mesa. "Controlamos o ritmo do grupo sem que ninguém percebesse. Foi ótimo ver a tensão nos últimos quinze minutos. Todo mundo correndo e sem perceber que fomos nós que esticamos o tempo." Matheus sorri, cruzando os braços sobre a mesa. "Exato. Icaro e Dimas ainda estão tentando entender quem pode ser traidor, mas por enquanto nem suspeitam da gente. Isso nos dá liberdade para planejar o próximo movimento sem pressa." Dora, com voz baixa e calculista, complementa: "E Amélie e eu conseguimos nos manter discretas na observação do grupo. Elas ainda confiam em nós, mas se continuarmos dividindo atenção entre distrações e informações, podemos controlar a narrativa. A prova mostrou que o grupo inteiro ainda depende do nosso ritmo." Bianca inclina-se levemente, olhando para ambos. "O importante é manter essa sensação de normalidade. Nenhum dos fiéis deve perceber que estamos manipulando. Cada passo, cada parada estratégica, tem que parecer natural. Se eles desconfiar, qualquer movimento errado e podemos perder vantagem." Matheus respira fundo, olhando para a mesa e depois para as paredes do conclave. "Hoje foi só um teste, mas mostrou o quanto podemos influenciar o grupo sem sermos detectados. Amanhã, se continuarmos atentos e coordenados, conseguimos controlar a percepção de todos e manter o prêmio seguro para nós." O clima na sala é carregado, silencioso, mas cheio de tensão e planejamento. As sombras projetadas pelas velas dançam nas paredes, refletindo o cuidado e a cautela dos traidores. Cada um deles sabia que, na madrugada silenciosa, decisões estratégicas como essas poderiam definir o rumo do jogo e consolidar o poder de quem consegue manipular sem ser visto.

"Precisamos decidir quem vai ser o nosso próximo alvo" começou Matheus, olhando para ambos com ar sério. "Tem que ser alguém que cause impacto, que mexa com a dinâmica do grupo e que ao mesmo tempo não coloque a gente em risco imediato." Dora franziu levemente a testa, ponderando. "Eu acho que Fabricio seria a escolha certa. Ele é observador demais. Tirando ele, a confiança entre os fiéis fica um pouco mais frágil, e ninguém vai suspeitar diretamente da gente." Bianca balança a cabeça, discordando silenciosamente e apoiando o que tinha pensado. "Não sei se Fabricio é o melhor. Ele é cauteloso, mas previsível. Eu sugiro Amélie. Ela está cada vez mais próxima de Dora, confiando demais. Tirando ela, quebramos uma aliança importante e ainda criamos tensão entre as fiéis." Matheus intervém, com a voz firme e o olhar penetrante. "E eu continuo achando que Penélope seria a opção mais estratégica. Ela se aproxima da Helena, mas ainda há desconfiança dela em relação ao Caio. Se ela sair, os fiéis vão se dividir na próxima mesa redonda e nós poderemos manipular a narrativa mais facilmente." Dora cruzou os braços, refletindo. "Cada um tem um ponto válido. Fabricio é direto, Amélie é emocional, Penélope é uma peça que pode gerar conflito... Mas temos que pensar também em quem podemos controlar depois da votação. Quem vai reagir de forma previsível." Bianca sorriu discretamente. "Exatamente. Amélie ainda é muito influenciável. Tirando ela, criamos caos sem perder o controle. Além disso, Dora, você sabe que ela confia completamente em você, então isso nos dá vantagem psicológica." Matheus inclinou-se para frente, tocando a mesa com os dedos. "Penélope pode criar mais barulho, mas a atenção vai se dividir entre Helena e os outros fiéis. Pode ser arriscado, mas também estratégico. Fabricio é seguro, mas talvez não cause o impacto que precisamos para controlar a percepção do grupo." O silêncio caiu por alguns segundos, enquanto os três observavam a mesa, ponderando cada opção. Cada nome representava riscos e oportunidades diferentes, e a decisão exigia não apenas racionalidade, mas também previsão do comportamento dos fiéis nas próximas rodadas. O conclave era o espaço onde estratégias silenciosas se transformavam em movimentos concretos e cada palavra dita ali podia mudar o rumo do jogo. Dora, Bianca e Matheus trocaram olhares longos, cada um ciente de que a escolha final exigiria cautela e sutileza, porque o poder do traidor só se mantém invisível quando ninguém suspeita da sua mão guiando os acontecimentos.

Conheça os personagens: Amélie ClaveauxBernardo AzevedoBianca NogueiraCaio MontenegroDimas HadlichDora MachadoEstela MartinsFabricio MolinaroHelena BrandãoIcaro FigueiredoLeandro VasconcelosLorena BastosMarcela CoutinhoMatheus LacerdaMauricio CamposNathaniel PuigNúbia BianchiPenélope FalcãoRafael PachecoRosiane SetaSharon Sheetarah e Verônica Lux.

LEMBRANDO QUE: Esta coluna é uma obra de ficção, qualquer semelhança com nomes, pessoas, factos ou situações da vida real terá sido mera coincidência. Todos os direitos de criação das personagens e suas histórias são reservados. Este material não pode ser publicado, reescrito ou redistribuído sem autorização. © 2015 - 2026

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