quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

TTRA: 1x04 - The Traitors Realidade Alternativa - Entre Cofres e Mentiras


A madrugada ainda estava úmida e silenciosa quando Bianca, Dora e Rafael atravessaram o jardim em direção ao Conclave, tentando conter o riso para não chamar atenção dos outros participantes que já recolhiam seus sentimentos após a primeira eliminação. As luzes baixas do salão davam ao momento um ar conspiratório perfeito, e os três trocavam olhares cúmplices como quem revive uma vitória secreta. A mesa redonda tinha sido tensa, perguntas afiadas, acusações cruzadas, silêncios estratégicos, mas o plano deles tinha funcionado exatamente como haviam ensaiado nos sussurros da noite anterior. Bianca ainda comentava, animada, sobre como Matheus conseguiu plantar a dúvida no momento certo, citando pequenas contradições de Sharon que talvez nem fossem tão relevantes assim, mas que, ditas com convicção, ganharam peso. Dora, orgulhosa, lembrava da própria atuação, mantendo a postura serena enquanto reforçava a narrativa construída pelo trio, como se estivesse apenas "ligando os pontos". Já Rafael ria ao recordar a expressão de surpresa de Sharon quando os votos começaram a se acumular contra ele, a cada revelação, o semblante dele mudava, os ombros enrijeciam, e a confiança inicial se dissolvia diante da suspeita coletiva. O mais eletrizante tinha sido o instante final, quando a decisão foi confirmada e Sharon foi eliminado do programa. O silêncio que precedeu o anúncio pareceu durar uma eternidade, mas para os três foi como assistir a uma peça cujo desfecho já conheciam. Agora, caminhando de volta ao Conclave, sentiam a adrenalina baixar aos poucos, dando lugar a uma euforia difícil de disfarçar. Tinham executado o plano com precisão, sustentado a narrativa até o fim e acima de tudo, conseguido direcionar o jogo logo na primeira rodada. Dentro do Conclave, estavam próximos, ainda trocando comentários em voz baixa, analisando cada detalhe da mesa redonda, quem hesitou, quem pareceu desconfiar, quem poderá ser o próximo obstáculo. Apesar da animação, sabiam que o jogo estava apenas começando. A eliminação de Sharon era uma vitória importante, mas também acendia um alerta: Agora precisariam redobrar o cuidado. Mesmo assim, naquela madrugada, permitiram-se saborear o sucesso. Entre sorrisos contidos e olhares brilhando à meia-luz, Bianca, Dora e Rafael celebravam não apenas a eliminação, mas a certeza de que, pelo menos por enquanto, estavam um passo à frente de todos os outros.

Na manhã seguinte, o clima no café da manhã era completamente diferente da euforia contida da noite anterior. A mesa estava posta como sempre, frutas cortadas, pães ainda quentes, café passando devagar, mas ninguém parecia realmente interessado na comida. Os olhares se cruzavam com mais cautela e o silêncio pesava mais do que qualquer acusação dita na noite anterior. A eliminação ainda ecoava na cabeça de todos. Aos poucos, as conversas começaram em pequenos pares, sussurradas, como se qualquer palavra em tom mais alto pudesse revelar novas intenções. Alguns participantes balançavam a cabeça em frustração, repetindo que algo não tinha fechado, que a decisão parecia precipitada. Outros tentavam reconstruir mentalmente cada fala da mesa redonda, buscando o momento exato em que o rumo da votação saiu do controle. Quando Núbia decidiu falar em voz alta o que vinha insinuando desde cedo que a tensão realmente explodiu. Sentada à mesa, com os braços cruzados e o olhar firme, ela afirmou que o fracasso da votação tinha nome e sobrenome. Para ela, a condução de Matheus na mesa redonda tinha sido determinante para que o grupo cometesse o erro de eliminar um fiel. Segundo Núbia, Matheus foi quem mais insistiu nas contradições de Sharon, reforçando cada detalhe e praticamente guiando a narrativa que culminou nos votos decisivos. Ela argumentou que, se ele tivesse sido mais cauteloso, talvez o grupo tivesse desacelerado e reconsiderado antes de bater o martelo. Sua fala não era apenas uma crítica, era uma acusação direta de irresponsabilidade estratégica. Matheus, visivelmente incomodado, não deixou passar. Endireitou a postura e respondeu que Sharon não foi atacado sem motivo. Disse que ele apresentou comportamentos suspeitos, respostas evasivas e mudanças de versão ao longo da discussão. Para Matheus, ignorar esses sinais teria sido negligência. Ele reforçou que não manipulou ninguém, apenas verbalizou dúvidas que muitos ali também compartilhavam, mas talvez não tiveram coragem de expor. 

Algumas xícaras permaneciam intocadas, o café já frio, enquanto olhares evitavam se cruzar. Foi nesse clima que Maurício, visivelmente incomodado, soltou um suspiro mais alto e decidiu falar. Ele disse que, além de estarem procurando um culpado individual pelo erro da eliminação, agora estavam criando uma narrativa ainda mais perigosa: A de que os veteranos teriam uma aliança automática. Segundo Maurício, aquilo era injusto e conveniente demais. "Parece que, quando não sabem para onde apontar, apontam para quem já tem experiência", comentou, com um tom que misturava frustração e indignação. Para ele, transformar o fato de alguns já terem participado antes em prova de conspiração era uma forma fácil de desviar a responsabilidade coletiva pelo voto errado. Estela, sentada ao lado, assentiu e entrou na conversa com calma, mas firmeza. Ela reforçou que nem todos os veteranos se conheciam fora dali. Alguns trocaram poucas palavras antes do confinamento, outros nunca tinham sequer se encontrado pessoalmente. "Experiência não é sinônimo de aliança", disse, olhando ao redor da mesa. Ela destacou que cada um ali estava jogando por si e que insinuar um pacto prévio era reduzir o jogo a uma teoria confortável para quem precisava de um novo alvo. A mesa voltou a ficar inquieta. Alguns participantes mexiam nervosamente nos talheres, outros encaravam Maurício e Estela tentando medir a sinceridade das palavras. A discussão já não era apenas sobre a eliminação de um fiel, era sobre confiança, sobre rótulos e sobre como as narrativas estavam sendo construídas ali, em tempo real. A tensão ainda dominava a mesa de café quando o som firme de passos ecoou pelo salão. As conversas cessaram quase imediatamente. A porta se abriu com imponência e Selton Mello surgiu no ambiente, atravessando o espaço com aquela calma calculada que parecia sempre anteceder más notícias. O olhar dele percorreu cada rosto, absorvendo o peso das últimas horas, antes de começar a falar. Ele disse que era hora de mais uma fábula.

Com a voz serena, porém carregada de significado, começou a narrar a história de um vilarejo que, tomado pelo medo, decidiu agir rápido demais. Os moradores, inseguros e desconfiados, apontaram para um dos seus, alguém que falava demais, que gesticulava demais, que parecia nervoso demais. Convencidos de que estavam protegendo a própria sobrevivência, condenaram o homem antes de ouvir todas as versões. E ao amanhecer, perceberam que haviam eliminado justamente aquele que mais lutava pela paz do vilarejo. Enquanto contava a história, Selton caminhava lentamente pela sala, os olhos atentos às reações. Alguns participantes baixaram a cabeça. Outros engoliram em seco. A metáfora era clara demais para ser ignorada. No meio do conto, ele se aproximou da parede onde estavam os retratos dos participantes. Fez uma pausa dramática. O silêncio era absoluto. Então, sem desviar o olhar do grupo, retirou o retrato de Sharon do suporte. "E quando o erro é cometido", continuou ele, ainda na narrativa, "Não há como desfazê-lo. O nome já foi riscado da história." Num gesto firme e inesperado, deixou o retrato cair no chão. O som seco do impacto ecoou pelo ambiente como uma sentença definitiva. Alguns participantes se sobressaltaram, outros ficaram imóveis, encarando a moldura caída como se ela simbolizasse o peso coletivo da decisão tomada. Selton finalizou dizendo que, a partir daquele momento, o vilarejo estava mais vulnerável do que imaginava. Porque, ao eliminar um fiel, não apenas perdiam um aliado, fortaleciam aqueles que realmente agiam nas sombras. Com isso, lançou um último olhar penetrante ao grupo e se retirou, deixando para trás o retrato no chão e uma tensão ainda maior do que a que encontrou ao entrar. O café da manhã estava oficialmente encerrado. O jogo, porém, acabara de se tornar muito mais perigoso.

Missão #02: Selton Mello surge no salão principal do castelo com aquele sorriso tranquilo que sempre mistura autoridade e proximidade. Os participantes se reúnem à sua frente, curiosos e apreensivos, enquanto ele os observa, cruzando os braços de forma quase paternal. "Hoje a prova vai exigir muito mais do que apenas sorte ou jogo psicológico", diz Selton, caminhando lentamente pelo grupo, fazendo com que cada um sinta o peso das palavras. Ele pausa por um instante, olhando diretamente para os olhos de cada participante, e continua: "Vocês serão desafiados a trabalhar juntos... Mas de uma maneira que testará não só a inteligência, mas a capacidade de confiar e se comunicar sob pressão." Selton os conduz por um corredor que leva a uma ala isolada do castelo, uma área que os participantes ainda não exploraram, estruturada como um grande escape room. Ele explica que a prova está dividida em cinco salas fechadas e interligadas apenas por portas trancadas eletronicamente, e que cada participante será distribuído entre essas salas no início da missão. "Não será possível circular livremente entre os ambientes", avisa, enquanto as portas brilham com o toque frio da tecnologia. Cada sala contém um cofre que guarda parte do valor do prêmio coletivo. O objetivo é abrir o maior número possível de cofres dentro do tempo limite de uma hora. "Cada cofre exige sequências específicas de códigos e mecanismos", continua Selton, seu tom sério, quase conspiratório, fazendo alguns participantes se inclinarem para frente, atentos. Ele detalha a complexidade da prova: As pistas estão fragmentadas e distribuídas de forma cruzada, informações necessárias para abrir o cofre da Sala A estão parcialmente na Sala C, enquanto um símbolo encontrado na Sala D é a chave para um enigma da Sala B. Há mapas incompletos, bilhetes cifrados, relógios manipulados, números escondidos em objetos cenográficos e mecanismos que exigem acionamento simultâneo em salas diferentes. Algumas etapas só podem ser concluídas quando dois ou três grupos realizam ações ao mesmo tempo, exigindo sincronização precisa. A comunicação não será livre. Cada sala possui um telefone fixo instalado na parede, mas cada ligação dura apenas trinta segundos, sendo automaticamente encerrada ao fim desse tempo, com um curto intervalo de bloqueio antes de poder usar novamente. "Não é permitido gritar entre portas ou tentar qualquer outro meio de contato", enfatiza, sua voz ecoando pelo corredor. Selton então se aproxima de cada cofre virtualmente, apontando os detalhes: Três tentativas incorretas consecutivas bloqueiam temporariamente o mecanismo e reduzem o valor do compartimento e certos dispositivos espalhados funcionam como armadilhas, que, se ativadas incorretamente, podem invalidar pistas ou diminuir silenciosamente o valor acumulado. Ele finaliza com um olhar penetrante para o grupo: "Os traidores já sabem quais pistas são armadilhas e quais cofres guardam os maiores valores. Cabe a vocês descobrir quem é confiável e sobretudo, como jogar estrategicamente." Selton dá um passo para trás, respira fundo e conclui: "Vocês têm uma hora. Cada segundo conta. Boa sorte." Um silêncio pesado se instala, misturando excitação, medo e desconfiança, enquanto os participantes são levados para suas salas, prontos para encarar o labirinto de enigmas e decisões que pode transformar o destino coletivo do prêmio.

As portas se fecham atrás de cada grupo com um clique eletrônico que ecoa pelo corredor silencioso. O tempo começa a correr: Uma hora marcada, uma pressão invisível que parece aumentar a cada segundo. Cada participante encara sua sala, ainda absorvendo a complexidade da missão. Sala 1: Amélie, Fabrício, Icaro e Rosiane. O grupo se posiciona diante de um cofre central, iluminado por uma luz fria que ressalta o metal brilhante. Amélie examina os símbolos gravados na porta, tentando relacioná-los com os bilhetes espalhados pelo chão. Fabrício lê um dos mapas incompletos e percebe que parte da sequência do cofre parece faltar. "Precisamos descobrir como essas pistas se conectam com as outras salas", diz Icaro, sua voz baixa, consciente de que qualquer erro pode custar caro. Rosiane toca em um dispositivo mecânico e o faz emitir um som metálico estranho. Todos recuam, lembrando-se das palavras de Selton: Armadilhas podem invalidar pistas. O grupo respira fundo e decide que a primeira ação será analisar calmamente cada elemento antes de tentar qualquer código. Sala 2: Bernardo, Dimas, Leandro e Núbia. A tensão aqui é imediata. Cada um percebe que os relógios nas paredes não batem exatamente com o horário real, uma manipulação proposital para confundir o timing das etapas simultâneas. Bernardo tenta chamar a Sala 3 pelo telefone, mas a ligação cai após trinta segundos, deixando Leandro frustrado. "Precisamos anotar tudo o que encontramos e esperar o próximo momento para sincronizar ações com outras salas", diz Núbia, enquanto Dimas segura um bilhete cifrado, intrigado com os símbolos que, ele suspeita, correspondem à Sala B. Sala 3: Bianca, Caio, Marcela e Nathaniel. Bianca examina o cofre, mas percebe rapidamente que parte das informações está em outra sala. Caio tenta decifrar um mapa incompleto, enquanto Nathaniel movimenta objetos cenográficos, descobrindo números escondidos. Marcela percebe uma sequência de símbolos que lembra algo que Bernardo ou Dimas poderiam ter na Sala 2 e rapidamente faz uma anotação: "Vamos precisar usar o telefone mais tarde para sincronizar". O grupo se olha, ciente de que o tempo vai passar rápido se não conseguirem comunicação precisa. Sala 4: Dora, Helena, Lorena e Matheus. Dora analisa um painel mecânico enquanto Helena observa símbolos nas paredes que parecem indicar a sequência correta do cofre. Lorena tenta manipular um dispositivo que exige ação simultânea em outra sala. Matheus segura o telefone, contando os segundos antes de fazer a primeira ligação para a Sala 5, tentando explicar os códigos sem perder tempo. Um nervosismo silencioso se espalha pelo grupo: Cada ação precisa ser coordenada, e a qualquer momento, um erro pode custar parte do prêmio. Sala 5: Estela, Maurício, Penélope e Rafael. O ambiente é escuro, exceto por luzes que indicam os pontos de interação nos cofres. Estela lê um bilhete que indica que um símbolo encontrado na Sala 4 é crucial para a abertura do cofre. Maurício começa a girar dispositivos, atento às penalidades por erros consecutivos. Penélope percebe padrões nos números espalhados, enquanto Rafael se prepara para fazer a primeira ligação para a Sala 4, ciente de que apenas trinta segundos não serão suficientes para explicar toda a sequência. Todos respiram fundo, entendendo que a comunicação precisa ser rápida, clara e estratégica. O relógio continua a correr. Nas cinco salas, os primeiros passos são de estudo e organização, com cada participante tentando equilibrar o instinto de agir com a necessidade de pensar. Telefones tocam, códigos são anotados, dispositivos mecânicos giram, e já fica claro que esta missão exigirá mais do que inteligência: Exigirá confiança, coordenação e sangue frio.

O relógio na parede continua a avançar, cada segundo ecoando como um lembrete do tempo que eles não podem desperdiçar. Nas cinco salas, os grupos começam a experimentar as primeiras combinações, cada tentativa carregada de cuidado  e de medo de errar. Sala 1: Amélie, Fabrício, Ícaro e Rosiane. O grupo finalmente decide tentar uma das sequências que parecia fazer sentido. Rosiane gira um dispositivo, e o cofre emite um clique que indica progresso. Mas quando tentam inserir o código final, o mecanismo trava parcialmente. Um silêncio tenso domina a sala. "Três tentativas erradas e perdemos parte do valor", lembra Amélie, enquanto Fabrício respira fundo. Eles olham para os bilhetes, tentando descobrir onde erraram, mas nada parece bater. A primeira penalidade é silenciosa, e todos percebem que precisam ser ainda mais precisos. Sala 2: Bernardo, Dimas, Leandro e Núbia. Após a primeira ligação rápida para a Sala 3, que mal dá tempo de passar uma pista, Leandro tenta decifrar um enigma que deveria exigir informações vindas da Sala 3. Eles acertam parcialmente, mas percebem que algo não está certo: O dispositivo emite um alerta silencioso, sinal de que algum valor foi reduzido. "Tem alguém que sabe mais do que a gente", sussurra Núbia, desconfiada. Bernardo assente, olhando para os números e símbolos com atenção redobrada, enquanto Dimas anota tudo meticulosamente para a próxima tentativa. Sala 3: Bianca, Caio, Marcela e Nathaniel. Bianca, já sabendo exatamente quais pistas são armadilhas, sorri discretamente. Enquanto Caio e Marcela tentam decifrar os códigos, ela manipula certos objetos para que pareçam úteis, mas na verdade atrasem o progresso do grupo. Nathaniel gira um dispositivo de forma errada, seguindo a sugestão de Bianca, e ouve o som metálico de uma penalidade silenciosa. "Devemos estar perto", diz Marcela, sem perceber que estão sendo guiados para desperdiçar tempo. Bianca observa, calculando a melhor forma de atrasar sem levantar suspeitas e se prepara para interferir na próxima ligação com outra sala. Sala 4: Dora, Helena, Lorena e Matheus. Dora finge se concentrar nos símbolos e nos mecanismos, mas, na verdade, já sabe que certos códigos estão armadilhas. Quando Matheus inicia a ligação para a Sala 5 para coordenar uma ação simultânea, ela sugere discretamente a sequência errada, fazendo com que Rafael tenha que corrigir e ao mesmo tempo, confundir os colegas de Estela. Helena percebe algo estranho, mas não consegue identificar exatamente o que. Lorena franze a testa, sentindo que o ritmo do grupo não está fluindo como deveria. Sala 5: Estela, Maurício, Penélope e Rafael. Rafael, ciente do que sabe sobre armadilhas e cofres de maior valor, guia suas ações com extrema cautela. Quando Estela e Penélope tentam girar os dispositivos baseando-se nos números espalhados, ele sugere ligeiras alterações, atrasando o grupo sem que percebam. Maurício hesita, confuso com o padrão que não se encaixa perfeitamente, enquanto Rafael sorri discretamente para si mesmo, controlando silenciosamente o ritmo da missão. A penalidade silenciosa que se ativa confirma que os Traidores estão conseguindo atrasar os fiéis sem levantar suspeitas. Em todas as salas, o tempo passa rápido. Os telefones tocam e desligam após trinta segundos, aumentando a frustração. Em algumas salas, os primeiros cofres começam a abrir, mas o valor recuperado é menor do que o esperado, consequência das penalidades silenciosas ou de pistas incorretas induzidas pelos Traidores. O clima se enche de tensão: Sussurros, olhares desconfiados e suspeitas começam a surgir. Cada grupo sente que o sucesso depende não apenas de inteligência, mas de conseguir ler os outros e ninguém ainda sabe em quem confiar. Enquanto isso, Bianca, Dora e Rafael trocam olhares discretos em suas próprias salas, cientes de que cada pequena ação que atrasa os fiéis aumenta suas chances de controlar o prêmio coletivo. O jogo de manipulação havia começado oficialmente, e cada minuto que passava era mais um passo em direção à vitória silenciosa dos Traidores.

O tempo na contagem regressiva começa a pesar. Nas cinco salas, o ambiente muda: Não é mais apenas sobre decifrar códigos, é sobre sincronizar ações e confiar nos colegas de outras salas, algo impossível de controlar totalmente. Cada telefone toca e desliga, cada clique de um dispositivo mecânico aumenta o suspense. Sala 1: Amélie, Fabrício, Icaro e Rosiane. Rosiane finalmente percebe que alguns símbolos que encontraram não fazem sentido sozinhos. "Isso deve estar ligado a outra sal", diz, apontando para um bilhete cifrado que parece incompleto. Icaro tenta ligar para a Sala 3, mas a ligação cai antes que consiga explicar totalmente. Amélie anota freneticamente o que vê e percebe que o relógio da sala não bate com o tempo real, dificultando a sincronização das ações que serão necessárias. Fabrício suspira: "Isso é muito mais complicado do que pensei... E alguém parece estar atrasando a gente." Sala 2: Bernardo, Dimas, Leandro e Núbia. A primeira tentativa de sincronização com a Sala 3 falha: Dimas gira o dispositivo, Leandro insere um código, mas nenhum efeito acontece. A penalidade silenciosa se ativa e parte do valor potencial do cofre desaparece. Núbia franze a testa: "Alguém está manipulando algo do outro lado... Não foi erro nosso." Bernardo começa a suspeitar, e anota mentalmente: "Precisamos ficar atentos a quem pode estar jogando contra nós." Sala 3: Bianca, Caio, Marcela e Nathaniel. Bianca observa tudo com um sorriso contido. Ela deixa que Caio e Marcela tentem interpretar os símbolos e girar dispositivos, enquanto ela instrui Nathaniel a usar os números escondidos de forma errada para gerar penalidades silenciosas. Quando uma ligação da Sala 1 chega, Bianca intercepta a interpretação, dando sugestões ligeiramente equivocadas que fazem com que o grupo de Amélie perca segundos preciosos. Cada pequeno atraso aumenta o valor que os Traidores podem controlar no final. Sala 4: Dora, Helena, Lorena e Matheus. Dora aproveita a primeira tentativa de sincronização com a Sala 5. Matheus inicia a ligação, tentando coordenar a ação conjunta, mas Dora, com sutileza, dá instruções que atrapalham a operação. Helena percebe a inconsistência: "Não era pra ser assim... Algo está errado", mas não consegue identificar exatamente o que. Lorena franze a testa, preocupada com o valor que pode estar sendo perdido. O grupo entra em tensão, pressionado pelo relógio e pelos sons mecânicos silenciosos de penalidades ativas. Sala 5: Estela, Maurício, Penélope e Rafael. Rafael, consciente de seu papel, manipula pequenos detalhes enquanto faz parecer que está ajudando. Quando Maurício e Estela giram um dispositivo que deveria ser sincronizado com a Sala 4, Rafael sugere ajustes que atrasam a ação em segundos cruciais, ativando uma penalidade silenciosa. Penélope observa, confusa: "Não entendi... Estava tudo certo, mas não funcionou." Rafael mantém a calma, sorrindo internamente, sabendo que cada segundo perdido fortalece o controle dos Traidores sobre o prêmio coletivo. O relógio passa da meia-hora, e o ambiente se torna um turbilhão de tensão e suspeita. Nas cinco salas, olhares se cruzam, mãos suam, e a consciência do tempo perdido pesa sobre todos. Os telefones tocam com mais frequência, mas cada ligação dura apenas trinta segundos, insuficientes para explicar todas as complexidades das pistas cruzadas. Os Traidores, Bianca, Dora e Rafael, respiram fundo, aproveitando cada momento de confusão. Eles sabem exatamente quando sugerir uma pista falsa, atrasar um código ou induzir um erro, sem levantar suspeitas diretas. A manipulação é silenciosa, estratégica, e aos poucos, os grupos fiéis começam a sentir que, por mais inteligentes que sejam, algo invisível está atrapalhando seu progresso. O relógio marca 45 minutos, e apenas dois cofres foram parcialmente abertos. O valor total recuperado começa a se distanciar do máximo possível. A tensão atinge o auge: O momento final se aproxima, e cada movimento, cada ligação, cada giro de dispositivo pode determinar quem sairá vitorioso e quem será enganado até o fim.

O relógio marca os últimos quinze minutos. O silêncio nas salas é pesado, interrompido apenas pelo clique mecânico dos dispositivos, o som distante das ligações e os sussurros nervosos dos participantes. Cada segundo perdido parece aumentar a distância entre o que eles poderiam conquistar e a realidade que se desenrola. Sala 1: Amélie, Fabrício, Icaro e Rosiane. O grupo finalmente percebe que algumas pistas que tinham anotado não fazem sentido isoladamente. Tentam uma última combinação desesperada, mas o cofre trava novamente, acionando a penalidade máxima. Amélie solta um suspiro frustrado: "Perdemos muito valor por segundos... E eu sinto que alguém está manipulando do outro lado." Fabrício olha para os bilhetes, tentando entender, mas sabe que o tempo não permite mais desvendar tudo. Rosiane apenas balança a cabeça, desanimada. Sala 2: Bernardo, Dimas, Leandro e Núbia. Tentam sincronizar com a Sala 3, mas a combinação é novamente sabotada. A penalidade silenciosa ativa novamente reduz o valor do cofre, e Dimas aperta os punhos de frustração. Núbia percebe que algo não bate: "Alguém está jogando contra a gente!" Bernardo olha para os colegas, confuso e desconfiado, mas não consegue identificar quem. O grupo se vê impotente diante do labirinto de pistas cruzadas e armadilhas invisíveis. Sala 3: Bianca, Caio, Marcela e Nathaniel. Bianca mantém a calma. Ela orienta sutilmente Marcela e Caio a seguir pistas que parecem corretas, mas que na verdade desperdiçam tempo. Nathaniel, seguindo instruções de Bianca, ativa uma sequência que bloqueia parcialmente um cofre, mas o maior valor está garantido para os Traidores. Bianca sorri discretamente para si mesma: O plano está funcionando perfeitamente. Sala 4: Dora, Helena, Lorena e Matheus. Dora aproveita os últimos minutos para dar instruções ligeiramente erradas durante a sincronização com a Sala 5. Matheus gira um dispositivo no tempo errado, Helena insere códigos parcialmente corretos e Lorena percebe tarde demais que o valor do cofre começa a diminuir silenciosamente. Dora mantém uma expressão neutra, como se estivesse apenas ajudando, enquanto o grupo se vê impotente diante da complexidade e da pressão do tempo. Sala 5: Estela, Maurício, Penélope e Rafael. Rafael assume o controle com precisão cirúrgica. Enquanto Estela e Maurício tentam acertar a sequência, ele corrige e atrasa discretamente os movimentos, garantindo que o cofre de maior valor fique seguro para os Traidores. Penélope percebe inconsistências, mas é tarde demais: O tempo está acabando. Rafael respira fundo, satisfeito, sabendo que sua manipulação silenciosa definiu o resultado da missão. O relógio chega a zero. Um alerta sonoro ecoa em todas as salas. As portas se abrem, e os grupos se reúnem no salão principal, exaustos e tensos. Selton Mello os espera com seu olhar penetrante e sereno, cruzando os braços. "Hora de conferir o resultado", diz Selton, com a calma que só aumenta a ansiedade do grupo. 

Os cofres abertos são contabilizados. Parte do prêmio coletivo foi recuperado, mas não o máximo possível e a diferença é clara para quem sabe observar: Os cofres de maior valor foram abertos precisamente nas salas onde os Traidores estavam, garantindo que Bianca, Dora e Rafael controlassem a maior parte do prêmio. Os fiéis olham uns para os outros, frustrados e confusos, tentando entender onde erraram, enquanto os Traidores trocam olhares discretos, satisfeitos. A tensão do jogo agora não é apenas sobre abrir cofres: é sobre confiança quebrada, alianças testadas e a certeza de que o próximo movimento pode ser ainda mais decisivo. Selton respira fundo e conclui: "A missão terminou. O que vocês viram hoje não foi apenas sobre inteligência ou habilidade... Foi sobre estratégia, confiança e... Traição." Um silêncio se instala. Cada participante sabe que, a partir deste momento, ninguém será visto da mesma forma. Os Traidores sorrirem levemente, cientes de que deram mais um passo decisivo em direção ao controle do prêmio coletivo, enquanto os fiéis começam a suspeitar uns dos outros, preparando terreno para o próximo embate psicológico. Selton Mello se posiciona no centro do salão, as mãos cruzadas à frente, o olhar sério que mistura autoridade e mistério. Os participantes estão cansados, alguns apoiados nas paredes, outros sentados, respirando fundo após a intensa missão. O silêncio é pesado, cada um tentando absorver a sensação de frustração, tensão e pequenas vitórias. "Muito bem", começa Selton, sua voz baixa, firme, mas carregada de intensidade. "A prova terminou. Alguns conseguiram avançar mais do que outros, alguns se saíram melhor, outros perderam oportunidades preciosas... Mas isso não é o fim do jogo." Os olhos dos participantes se arregalam, e ele faz uma pausa deliberada, deixando a ansiedade se espalhar pelo grupo. "Vocês podem voltar à convivência do castelo agora. Mas não relaxem. Fiquem com os olhos abertos, porque nem tudo aqui é o que parece. E nem todos que estão ao seu lado são de confiança." Selton caminha lentamente pelo salão, olhando cada rosto, cada reação. "Mais uma morte está por vir. E quando ela acontecer, será um teste, não só de quem sobrevive, mas de quem consegue perceber a verdade escondida sob mentiras e sussurros." Um arrepio percorre o grupo. Alguns olham para os colegas com desconfiança, outros apenas respiram fundo, sentindo a tensão crescer. Selton para no centro novamente, abre levemente os braços e conclui: "Cuidado. Observem. Analise cada gesto, cada palavra... Porque, neste castelo, nada é inocente, e ninguém está completamente seguro." Com isso, os participantes se dispersam lentamente pelos corredores e quartos do castelo, cada um imerso em seus pensamentos, sentindo a sombra de medo e suspeita pairando sobre cada passo. O silêncio do castelo parece mais pesado, como se o próprio ambiente antecipasse o próximo desastre. E, no fundo, todos sabem que o relógio da morte começou a correr novamente, silencioso, inexorável, e pronto para marcar a próxima vítima.

A madrugada cobria o castelo com uma escuridão quase absoluta, quebrada apenas por algumas lâmpadas mortiças que iluminavam parcialmente os corredores de pedra. Bianca, Dora e Rafael avançavam com passos silenciosos, quase deslizando pelo chão frio, atentos a cada ranger, a cada sombra que se movia. Cada respiração era medida, cada olhar calculado; o risco de serem vistos pelos Fiéis aumentava a cada curva do corredor. Eles se esgueiravam pelas passagens menos percorridas, desviando de portas que poderiam ranger e de corredores onde qualquer movimento mais brusco denunciaria sua presença. O coração de cada um batia mais rápido, mas eles mantinham a calma, aquele era o terreno deles, o momento em que poderiam planejar sem interferências. Rafael conduzia o grupo com segurança, guiando pelas sombras e usando a luz fraca das tochas para marcar o caminho, enquanto Bianca e Dora cobriam a retaguarda, os olhos atentos a qualquer movimento suspeito. Cada vez que passavam por um corredor vazio, trocavam olhares rápidos e discretos, confirmando silenciosamente que ninguém os seguia. O castelo parecia adormecido, mas cada ruído mínimo, o estalo de uma porta, o eco de passos distantes, os fazia congelar por instantes, lembrando que o perigo podia estar em qualquer lugar. Mesmo assim, o objetivo era claro: Chegar ao Conclave, o local onde poderiam discutir estratégias e controlar o jogo sem que os Fiéis soubessem. Após longos minutos de movimentação cuidadosa, contornando escadas rangentes e corredores labirínticos, eles finalmente chegaram a uma porta reforçada e pouco visível, escondida em um recanto do castelo. Rafael tocou a maçaneta levemente, confirmando que estava destrancada, e eles entraram, fechando a porta atrás de si com um clique quase inaudível. Dentro do conclave, o ar parecia diferente, mais pesado, mais estratégico. Lá, longe dos olhos dos Fiéis, Bianca, Dora e Rafael finalmente puderam relaxar por um instante, mas sem baixar a guarda. O silêncio era absoluto, mas cada um sabia que o jogo ainda estava longe de terminar. Cada decisão tomada ali poderia determinar quem controlaria o próximo passo, quem garantiria o maior prêmio e quem continuaria manipulando os outros sem ser percebido. A noite os envolvia, mas dentro daquele pequeno espaço seguro, os Traidores sentiam o poder de quem conhece os segredos que os outros ainda ignoram. Eles se olharam, em um pacto silencioso, sabendo que a madrugada tinha sido apenas o primeiro passo de muitas manobras que ainda estavam por vir.

No conclave, a escuridão parecia envolver Bianca, Dora e Rafael como um manto de conspiração. O silêncio do castelo lá fora contrastava com a tensão concentrada no pequeno cômodo, onde cada sombra parecia amplificar o peso de suas decisões. Eles se sentaram próximos, ainda respirando o ritmo acelerado da missão que haviam manipulado com precisão durante a tarde, e começaram a repercutir o que havia acontecido. Bianca abriu, com a voz baixa, quase um sussurro: "Conseguimos desacelerar todos os Fiéis, e os cofres mais valiosos estão praticamente sob nosso controle. Cada penalidade silenciosa que ativamos fez diferença. Foi perfeito." Dora acenou, a expressão rígida, analisando mentalmente cada detalhe da missão. "Sim, mas precisamos manter a vantagem. Se vamos agir nesta madrugada, precisamos escolher a vítima com estratégia. Não pode ser alguém que desconfie demais ou que tenha aliados fortes." Rafael inclinou-se sobre a mesa, traçando com o dedo imaginário linhas invisíveis no ar, como se os participantes fossem peças de um tabuleiro. "Temos que pensar em quem impactará o equilíbrio do jogo mais do que em quem nos ameaça diretamente. Se eliminarmos alguém que controla muitas informações ou que está começando a suspeitar, enfraquecemos os Fiéis e garantimos o controle do próximo desafio." Bianca cruzou os braços, ponderando. "Amélie e Fabrício estão muito ligados, sempre trabalhando juntos. Se eliminarmos um deles, o outro vai ficar desorientado. Mas Bernardo é observador demais, matá-lo pode levantar suspeitas demais. Precisamos de alguém que cause caos sem expor a gente imediatamente." Dora fez um gesto mínimo com a mão, como se cortasse mentalmente alternativas. "Eu pensei em Leandro ou Icaro. Eles são participativos, confiáveis para os Fiéis, mas se sumirem, os grupos vão se perder tentando coordenar ações. Isso nos dá mais tempo para manipular o próximo desafio." Rafael assentiu, calculando os riscos. Bianca sorriu levemente, com um ar de satisfação fria. "Então, a escolha não é apenas sobre força ou habilidade. É sobre efeito estratégico. Quem causa mais impacto na dinâmica do castelo e abre espaço para nós controlar o jogo." O silêncio voltou a dominar o Conclave, pesado e carregado de tensão. Cada um dos Traidores mergulhou nos próprios pensamentos, analisando os riscos, calculando rotas e possíveis obstáculos. A madrugada ainda estava começando, mas no pequeno espaço seguro do conclave, os Traidores já desenhavam mentalmente o próximo passo, antecipando o medo e a desorientação que a sua decisão poderia espalhar pelo castelo. O ar parecia mais denso, como se até o tempo tivesse se rendido à expectativa do que estava prestes a acontecer. A morte não era apenas uma consequência, era uma ferramenta, um movimento calculado em um jogo de estratégia e manipulação que apenas eles compreendiam completamente. E, no silêncio do Conclave, a tensão do que viria à noite crescia como uma sombra, prestes a se estender pelo castelo inteiro.

Conheça os personagens: Amélie ClaveauxBernardo AzevedoBianca NogueiraCaio MontenegroDimas HadlichDora MachadoEstela MartinsFabricio MolinaroHelena BrandãoIcaro FigueiredoLeandro VasconcelosLorena BastosMarcela CoutinhoMatheus LacerdaMauricio CamposNathaniel PuigNúbia BianchiPenélope FalcãoRafael PachecoRosiane SetaSharon Sheetarah e Verônica Lux.

LEMBRANDO QUE: Esta coluna é uma obra de ficção, qualquer semelhança com nomes, pessoas, factos ou situações da vida real terá sido mera coincidência. Todos os direitos de criação das personagens e suas histórias são reservados. Este material não pode ser publicado, reescrito ou redistribuído sem autorização. © 2015 - 2026

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