Na madrugada silenciosa que tomou conta da casa após a tensão da noite, Bianca, Dora e Rafael se reuniram no Conclave para repercutir a eliminação de Nathaniel. Ainda com os olhos atentos e a adrenalina pulsando, eles tentavam organizar os pensamentos depois de um paredão que mexeu com todos. Bianca foi a primeira a quebrar o silêncio, dizendo que "foi por pouco", ressaltando como a votação parecia apertada e como qualquer detalhe poderia ter mudado o rumo do jogo. Ela comentou que dava para sentir o clima dividido na casa e que isso deixava claro que ninguém estava totalmente seguro. Dora, por sua vez, demonstrava preocupação. Sentada com as mãos entrelaçadas, confessou estar incomodada com o fato de seu nome ter sido citado na mesa redonda. Disse que não esperava entrar na mira naquele momento e que isso poderia colocá-la em uma posição delicada nas próximas estratégias. Rafael tentou ponderar, afirmando que o jogo estava afunilando e que era natural que os nomes começassem a circular com mais frequência, mas reconheceu que a exposição poderia influenciar a percepção dos outros participantes. Entre análises e especulações, o trio refletiu sobre alianças, votos e possíveis movimentações futuras. A eliminação de Nathaniel serviu como alerta: qualquer passo em falso poderia custar caro. Naquela madrugada, o Conclave virou palco não apenas de repercussões, mas também de recalculadas estratégias, enquanto os três buscavam entender como seguir firmes em meio às incertezas do jogo. No Conclave, Dora falou com mais firmeza do que nas outras noites. Disse que vinha observando atentamente os últimos movimentos da casa e que, para ela, estava claro que precisavam colocar as atenções em cima de Estela. Segundo Dora, Estela estava fazendo barulho demais, se posicionando em todas as discussões e tentando direcionar a atenção dos demais para outros alvos, como se quisesse conduzir a narrativa do jogo. Para Dora, isso não era coincidência, mas estratégia e uma estratégia perigosa para a própria Estela. Bianca ouviu com atenção e, em seguida, fez uma sugestão estratégica: aconselhou Dora a não participar ativamente da próxima mesa redonda. Segundo ela, como o nome de Dora já havia sido citado anteriormente, qualquer fala mais incisiva poderia reforçar uma narrativa contra ela. "Talvez seja melhor observar mais e falar menos dessa vez", ponderou Bianca, defendendo que o silêncio estratégico poderia desarmar possíveis ataques e tirar Dora do centro das discussões.
Na manhã seguinte, o salão principal do castelo amanheceu tomado por um clima denso. À mesa do café da manhã, entre pães, frutas e cálices ainda intocados, os participantes se acomodavam tentando aparentar normalidade, mas a tensão pairava no ar como névoa. Os cochichos cessaram quando Helena decidiu falar. Sem rodeios, ela se virou para Núbia e perguntou diante de todos, por qual motivo vinha sido apontada de traidora na votação da noite passada. Disse que queria entender de onde surgia aquela acusação e que não aceitava ser rotulada sem fundamento. Seu tom era firme, mas carregava uma ponta de indignação. Núbia apoiou os cotovelos na mesa e soltou um leve riso pelo nariz antes de responder. Com um sorriso enviesado e olhar provocador, adotou um tom claramente debochado. Disse que Helena tinha "um ar de superioridade curioso", como se estivesse sempre acima dos demais, observando tudo de um pedestal invisível. "Você anda pelo castelo como se já soubesse o final da história", comentou, girando a taça entre os dedos. "E, na minha experiência, quem carrega esse tipo de postura costuma ter cartas escondidas na manga." Alguns participantes trocaram olhares desconfortáveis. Helena rebateu, afirmando que confiança não era sinônimo de traição e que não iria diminuir sua postura para parecer mais "palatável". Núbia deu de ombros, ainda com o sorriso irônico, e concluiu que era apenas a sua leitura do jogo e que, até prova em contrário, continuaria confiando na própria intuição. "E você, Matheus?", disparou Estela, inclinando levemente a cabeça. "Deve estar feliz, né? Com todo mundo desviando a atenção de você. Imagino que seja confortável assistir às suspeitas passeando pela mesa enquanto seu nome quase não é mencionado." A provocação caiu como uma pedra no centro da mesa. Alguns participantes prenderam a respiração, atentos à reação dele. Matheus, porém, não perdeu o compasso. Deu uma risada curta, apoiou os braços na mesa e respondeu em tom leve, quase divertido. "Estela, me diz uma coisa... Isso é uma paixão não resolvida?", retrucou, arqueando a sobrancelha. "Porque, sinceramente, só isso explicaria essa obsessão toda comigo. Você fala meu nome mais do que eu mesmo." Alguns risos nervosos ecoaram pelo salão, quebrando parcialmente a tensão. Estela manteve o sorriso, mas o olhar ficou mais afiado. Matheus continuou, ainda brincando: "Se eu estou tranquilo é porque não tenho motivo pra me desesperar. Agora, se eu estou ocupando tanto espaço assim nos seus pensamentos, talvez o problema não seja meu."
Enquanto a provocação entre Estela e Matheus ainda reverberava na mesa, Dimas aproveitou o silêncio que se formou para virar seu olhar para Rafael, que permanecia calado desde o início do café. Encostado na cadeira com as mãos entrelaçadas, Rafael acompanhava tudo sem se manifestar, mas Dimas não deixou passar. "Rafael, você está quieto desde o começo enquanto todo mundo debate, comenta e até provoca," disse ele, inclinando-se um pouco à frente. "Quero saber o que você está pensando sobre tudo isso. Sobre as eliminações que já aconteceram, sobre quem anda se movendo... Como você está vendo o jogo até agora?" O tom de Dimas tinha curiosidade, mas também um toque de provocação, como se quisesse tirar Rafael da sua postura neutra. Alguns participantes voltaram os olhares para ele, ansiosos pela resposta, enquanto outros apenas esperavam a reação do rapaz, que até então se mantinha contido. Rafael respirou fundo, mantendo a calma, e respondeu com tranquilidade, escolhendo as palavras com cuidado: "Estou observando mais do que falando, mas não é por falta de opinião. Cada eliminação mostra algo diferente sobre como cada um joga, e eu tenho minhas próprias conclusões... Mas acho que ainda é cedo pra sair atirando nomes. Prefiro ver os movimentos antes de reagir." Dimas assentiu lentamente, mas não deixou a oportunidade passar. Com um tom mais sério, acrescentou: "É, mas fica o alerta, porque, do jeito que algumas pessoas me passaram, a sua neutralidade também preocupa. Tem gente achando que você está se mantendo quieto justamente pra analisar e atacar no momento certo." O comentário lançou uma sombra sobre Rafael, mesmo sem ele alterar sua postura. O clima tenso da manhã no castelo foi interrompido por um ranger de portas quando Selton Mello entrou no salão do café da manhã com passos firmes. Todos os olhares se voltaram para ele, e o silêncio se intensificou. Sem se deter, ele se dirigiu diretamente ao quadro de Nathaniel que estava apoiado contra a parede, como se carregasse consigo o peso das últimas eliminações. "Ah, Nathaniel... Você pode não ter sido exatamente fiel no Power Couple", começou, com uma pontada de ironia na voz, "Mas aqui... Aqui você foi morto injustamente enquanto tentava proteger os fiéis." O apresentador ergueu o quadro com cuidado, como se a memória do rapaz merecesse um gesto dramático e então, em um movimento teatral, jogou-o no chão. O quadro caiu com um estrondo que ecoou pelo salão, os estilhaços do vidro e o leve balanço da moldura reforçando cada palavra de Selton. "Não é só um jogo, não!", completou, olhando ao redor, enquanto alguns participantes recuavam instintivamente. "Aqui, cada movimento carrega vida, lealdade e traição... E Nathaniel pagou o preço sem merecer."
O carro cortava a estrada rumo à próxima missão, com o som do motor preenchendo os pequenos intervalos de silêncio. No banco da frente, Dora olhou para Amélie com um olhar afiado e, sem rodeios, quebrou o clima contido. "Amélie, preciso entender uma coisa... Por qual motivo você estava me mirando na mesa redonda? Por que me colocou na mira daquele jeito?" Amélie respirou fundo, inclinando-se levemente para frente, com um sorriso calculado. "Olha, Dora... Não é pessoal com você", começou, em tom sereno, "Mas toda a discussão que você teve com Nathaniel acabou chamando atenção demais. Parecia uma briga de traidores se expondo, e isso acendeu um alerta na mesa. Não foi você que colocou isso em jogo, mas... Você acabou aparecendo no radar, entende?" Dimas, sentado ao lado, não deixou passar. Cruzando os braços, olhou para Amélie com firmeza. "Não confunda as coisas. Dora não está sendo traidora, nem tentando se expor. Ela apenas estava no meio de um momento que ninguém podia controlar. Então, Amélie, acho que não vale a pena transformar isso em alvo." Amélie inclinou a cabeça, um sorriso pequeno nos lábios, e respondeu de forma suave, mas convincente: "Obrigada, Dimas. É bom ouvir isso... Só pra deixar claro, eu não sou traidora. Só estava tentando entender o jogo, como todos aqui. Então..." "Dora, relaxa, você não é minha inimiga." disse Amélie. Dora soltou um suspiro leve, ainda desconfiada, mas agradecida pela intervenção de Dimas. No banco de trás, Fabricio observava em silêncio, tentando absorver cada nuance da conversa, sem saber que, por trás do sorriso calmo de Dora, havia mais estratégia do que revelação. O carro seguia, e a tensão entre eles se misturava com o ar frio da estrada, cada um calculando movimentos futuros para a missão que se aproximava. O outro carro avançava pela estrada em direção à missão, com Rafael no banco de trás observando os colegas à sua frente, Mauricio e Icaro, conversando de forma descontraída. Mas Rafael não parecia tão à vontade, seu olhar sério denunciava que estava processando cada detalhe do jogo. "Me digam uma coisa... Vocês me veem como um possível alvo de eliminação?" perguntou Rafael, direto, quebrando o silêncio que reinava no veículo. Mauricio trocou um olhar rápido com Icaro antes de responder, tentando equilibrar a sinceridade com a cautela. "Olha, Rafael... Não dá pra negar que existe uma chance do seu nome aparecer em breve", disse Mauricio, escolhendo as palavras com cuidado. Icaro completou, com um tom mais neutro, quase medindo cada sílaba: "Exato. Não é nada certo, mas o jogo está chegando numa fase em que qualquer um pode ser citado. Então, sim, não podemos descartar que você seja lembrado em alguma votação." Rafael assentiu lentamente, processando a resposta. Não era um ataque direto, mas também não era tranquilizador. O silêncio voltou a tomar conta do carro, enquanto o som do motor preenchia o espaço, cada um perdido em seus próprios cálculos sobre próximos movimentos e possíveis alianças.
Missão #03: O céu estava tingido de laranja e rosa enquanto os 18 participantes chegavam ao terreno externo do castelo, o vento balançando levemente as capas e cabelos. Todos caminhavam pelo gramado, observando a estrutura imponente que se erguia ao centro: Uma torre alta, ereta e desafiadora, rodeada por obstáculos que já faziam alguns tremerem de ansiedade. No ponto de largada, cinco enormes vigas de madeira estavam alinhadas, pesadas e prontas para serem transportadas. A tensão era palpável: Cada participante sabia que aquela missão exigiria força, estratégia e trabalho em equipe. De repente, a voz calma e firme de Selton Mello ecoou pelo campo, fazendo todos se virarem. Ele caminhou até o centro, segurando uma prancheta, e começou a explicar: "Boa tarde a todos. Hoje, a missão será realizada na área externa do castelo e seu desafio principal é esta torre que vocês veem à frente. O objetivo é coletivo: Vocês terão que transportar estas cinco vigas de madeira por um percurso cheio de obstáculos físicos e estratégicos até a base da torre. No final, essas vigas servirão para montar uma escada capaz de levar um de vocês ao topo, onde há um sino que deve ser tocado para validar a missão. O tempo é limitado e o prêmio integral só será conquistado se a escada estiver correta e segura. Durante o trajeto, vocês enfrentarão passagens estreitas, rampas inclinadas e pontos que exigem reorganização constante da equipe. Lembrem-se: Cada viga só pode ser movida com o número mínimo de pessoas sustentando-a, e se cair fora da área demarcada, deve voltar ao último ponto de controle, gerando perda de tempo. Para complicar ainda mais, a montagem da escada depende de uma sequência específica. Cada viga possui marcações e entalhes que precisam ser posicionados na ordem correta, e parte dessa sequência está registrada em placas espalhadas ao longo do percurso. Atenção desde o início será crucial. E fiquem atentos: Alguns de vocês já têm informações privilegiadas sobre a sequência correta... Usem isso com cuidado. Ao final, só um participante subirá para tocar o sino. Se a estrutura ceder ou a subida falhar, será necessário ajustar a escada antes de tentar novamente. Vamos ver como vocês trabalham juntos sob pressão. Boa sorte." O silêncio pairou por alguns segundos enquanto todos assimilavam a explicação. As vigas pareciam ainda mais pesadas agora, e a torre, ainda mais alta. Cada olhar buscava aliados, mas também suspeitos. A missão estava prestes a começar.
Os 18 participantes se posicionaram diante das cinco vigas, sentindo imediatamente o peso e a responsabilidade da missão. Amélie e Caio se agacharam, ajustando a posição das mãos, enquanto Matheus e Lorena verificavam se todos os membros necessários estavam prontos para levantar a primeira viga. "Ok, vamos devagar e juntos", disse Estela, respirando fundo. A primeira viga foi erguida com esforço coletivo. Cada passo exigia coordenação: As rampas inclinadas trepidavam sob o peso e qualquer desequilíbrio ameaçava derrubar a madeira. Enquanto isso, os traidores Bianca, Dora e Rafael se entreolharam rapidamente. Sabiam exatamente qual ordem as vigas precisariam ter na escada no topo da torre. Um olhar, um pequeno gesto: Já planejavam como poderiam desviar ou confundir os fiéis sem chamar atenção. A primeira passagem estreita chegou rápido. Apenas três pessoas conseguiam atravessar lado a lado com a viga, obrigando o grupo a reorganizar-se. Bernardo, Fabricio e Helena ficaram responsáveis por guiar a viga, enquanto os outros se posicionaram para receber e continuar o transporte. Um passo em falso e a madeira cairia, fazendo o grupo perder preciosos minutos. "Cuidado! Mantenha-se firme!" gritou Marcela quando a viga começou a oscilar na rampa. Por um instante, parecia que iria cair... Mas todos se ajustaram rapidamente, conseguindo atravessar sem incidentes. Enquanto o grupo avançava, os traidores aproveitavam para sugerir mudanças estratégicas que atrasassem o progresso. Rafael, com um sorriso discreto, comentou: "Será melhor se levássemos esta viga por aqui, acho que é mais fácil..." Alguns fiéis concordaram, sem perceber que o caminho escolhido adicionaria mais esforço e tempo perdido. No horizonte, a torre já parecia menor, mas ainda imponente. As vigas ainda estavam no início do percurso, e a montagem da escada estava longe de ser feita. Cada decisão, cada reorganização, cada passo pesado aproximava o grupo do topo... Ou de um desastre se a cooperação falhasse.
O grupo avançava com cuidado, mas o percurso se tornava cada vez mais desafiador. A segunda viga exigia mais força e o caminho incluía uma rampa inclinada seguida por uma passarela estreita, onde apenas duas pessoas podiam andar lado a lado. "Segurem firme! Se cair, teremos que voltar ao ponto de controle!", avisou Dimas, enquanto todos ajustavam os braços e ombros para manter a viga estável. Bianca, sorrindo discretamente, fez um comentário ao lado de Dora: "Talvez seja melhor se parássemos um pouco aqui, só para não cansar tanto o grupo..." Os fiéis, sem perceber a intenção, concordaram e fizeram uma breve pausa. O que parecia prudência, na verdade, já custava preciosos segundos no relógio da missão. Enquanto isso, Rafael sugeriu reorganizar a equipe para a terceira viga: "Vamos colocar quem está mais forte na frente, acho que assim vamos mais rápido." Amélie e Estela lideraram a movimentação, mas os traidores direcionavam sutilmente os fiéis a se posicionarem de maneira menos eficiente, forçando-os a se reorganizar várias vezes. Ao chegarem ao primeiro checkpoint, encontraram uma placa com parte da sequência correta das vigas para a escada. Helena apontou: "Olhem, tem uma instrução aqui! Precisamos memorizar a ordem para não errar lá em cima." Mas os traidores já sabiam exatamente como usar essa informação. Cada passo a partir dali era uma mistura de esforço físico e estratégia psicológica: Manter o ritmo, evitar quedas, e ao mesmo tempo desviar o grupo da sequência correta sem levantar suspeitas. Chegando à base da torre, as vigas estavam marcadas e alinhadas para a montagem. Todos suavam, ofegantes, e percebiam que o final estava próximo, mas o desafio final ainda era maior: Montar a escada corretamente e subir com segurança. A tensão aumentava a cada instante. Rafael murmurou para Bianca e Dora: "Agora vem a parte divertida... Vamos ver se eles percebem que estão montando na ordem errada." O relógio corria. Cada movimento errado ou viga caída significava perda de tempo crucial. Os fiéis precisavam decidir rapidamente quem subiria primeiro, mas ainda não sabiam se conseguiriam formar uma escada estável. O sino no topo da torre parecia mais distante do que nunca. A primeira parte da missão terminava em suspense, com a escada ainda incompleta, os músculos exaustos e o coração de todos batendo acelerado. Agora, cada decisão poderia custar o prêmio total ou salvá-lo.
O grupo finalmente alcançou a base da torre. As vigas estavam alinhadas, marcadas e prontas para serem encaixadas, mas a pressão aumentava: O tempo restante não era muito, e cada detalhe contava. "Lembrem-se das placas que vimos pelo caminho!", lembrou Marcela, tentando organizar os fiéis. Amélie, Matheus e Dimas começaram a posicionar a primeira viga, conferindo cuidadosamente os entalhes e marcações. Mas os traidores não estavam parados. Bianca sussurrou para Dora e Rafael: "Se colocarmos essa viga aqui, eles vão achar que está certo... Mas não vai suportar o peso lá em cima." Enquanto os fiéis encaixavam a segunda viga, pequenas falhas começaram a aparecer: A escada balançava levemente e algumas vigas não estavam perfeitamente alinhadas. Helena e Lorena tentavam corrigir, mas a tensão aumentava a cada segundo. O sino no topo parecia mais distante do que nunca. Finalmente, todas as vigas foram colocadas, e chegou o momento de decidir quem subiria. "Eu vou!", exclamou Icaro, confiante. "Não, melhor eu subir, estou mais leve!", rebateu Bernardo. A discussão fez o tempo passar, e os traidores aproveitaram para sugerir mudanças que atrasassem ainda mais a subida. Rafael, com um sorriso discreto, comentou: "Talvez seja mais seguro se Icaro subir primeiro, assim testamos a estrutura." Icaro respirou fundo e começou a subir. Cada degrau rangia sob seu peso, a escada oscilava levemente, e todos prendiam a respiração. Um passo em falso e a estrutura poderia ceder... Mas, surpreendentemente, ele chegou ao topo. Com o braço estendido, tocou o sino. O som ecoou pelos campos e um misto de alívio e incredulidade tomou o grupo. A missão estava concluída! Os traidores, apesar de todas as pequenas sabotagens, não conseguiram impedir o sucesso da equipe. Selton Mello caminhou até os participantes, sorrindo: "Parabéns a todos! Vocês mostraram força, coordenação e muita estratégia. O prêmio total foi conquistado porque, apesar das dificuldades e das tentativas de confusão, a equipe conseguiu montar a escada corretamente e alcançar o topo. Um excelente trabalho coletivo!" Os fiéis se abraçaram, exaustos e felizes, enquanto os traidores disfarçavam a frustração. Mesmo sabendo a ordem correta, o esforço coletivo superou as intenções deles. O sol começava a se pôr no horizonte, e a torre, agora conquistada, parecia menor diante da determinação de todos.
Após a missão, enquanto os participantes se espalhavam pelo salão do castelo, ainda recuperando o fôlego da missão, alguns começaram a sussurrar sobre a postura de Rafael. "Não sei vocês, mas achei estranho como ele sempre sugeria caminhos que dificultavam o transporte das vigas", comentou Amélie, olhando discretamente para ele enquanto bebia água. Estela assentiu, franzindo a testa. "É verdade... E sempre que algo começava a oscilar, ele se afastava. Parecia que não queria se envolver tanto quanto os outros." Marcela, observando Rafael de longe, murmurou para Bernardo: "Ele tem um jeito muito calculista... Não sei se é só estratégia ou se tem outra intenção. Fiquei desconfiada." Bernardo, ainda pensativo, respondeu: "Talvez ele só esteja cansado, mas algumas decisões dele claramente atrasaram o grupo. Dá pra desconfiar sim." Dimas, que carregou a terceira viga com Rafael, comentou baixinho com Matheus: "Reparei como ele sempre sugere reorganizar o grupo de forma que a gente perca tempo. Não é coincidência." Matheus concordou, lançando um olhar furtivo para Rafael: "E ele nunca se envolve na parte mais difícil... Estranho, né?" Enquanto alguns fiéis cochichavam e trocavam teorias, Rafael mantinha um sorriso discreto, atento, mas tranquilo. Ele sabia que algumas suspeitas haviam surgido, mas o sucesso da missão ainda ocultava sua verdadeira função como traidor. Selton Mello caminhava entre os participantes, parando para cumprimentar e dar feedback. "Excelente trabalho hoje, pessoal! Vocês conseguiram montar a escada e tocar o sino, mesmo enfrentando obstáculos e desafios de coordenação. Cada decisão, cada passo contou e vocês mostraram que podem trabalhar juntos sob pressão. Mas lembrem-se: Apesar do sucesso na prova, a noite ainda reserva perigos. Quando o castelo escurecer, os traidores terão a chance de eliminar mais um fiel. Então, cuidado com quem confiam e fiquem atentos aos movimentos ao seu redor. A tensão do jogo não acabou com a missão de hoje, ela só muda de forma."
Discretamente, Dora se aproximou de Bianca e com um gesto quase imperceptível, puxou-a para a biblioteca, onde as luzes eram mais baixas e os ecos da conversa do salão não chegavam. As portas se fecharam suavemente atrás delas, isolando as duas. "Você percebeu isso, né?" sussurrou Dora, mantendo os olhos atentos à porta. "Os outros estão realmente desconfiando do Rafael. Estão cochichando sobre cada movimento dele... E se começarem a ligar os pontos, isso pode ser um problema para nós." Bianca franziu o cenho, cruzando os braços. "Sim... Se eles começarem a suspeitar, toda a estratégia que planejamos para a escada e as provas futuras pode desmoronar. Precisamos agir com cuidado." Dora se aproximou de Bianca, inclinando-se para falar ainda mais baixo. "Olha... Talvez a gente tenha que se livrar do rapaz. Se a suspeita continuar crescendo, ele vai acabar comprometendo tudo para nós." Bianca ficou em silêncio por alguns segundos, absorvendo a gravidade da proposta. O castelo continuava com ruídos de passos e risadas ao fundo, mas naquele pequeno espaço isolado, as duas traidoras começavam a planejar o próximo movimento, conscientes de que a noite prometia ser decisiva. O castelo mergulhou em silêncio. Nos quartos, os fiéis se acomodavam nas camas, mas o sono demorava a chegar. Cada um sentia o peso da missão concluída e a ansiedade do que viria com a noite. No corredor escuro, passos leves ecoavam... Os traidores se reuniam novamente, preparando-se para mais um Conclave secreto. Mapas mentais, olhares calculistas e sussurros estratégicos tomavam conta do ambiente. Bianca, Dora e Rafael discutiam possibilidades, avaliando quem seria a próxima vítima sem levantar suspeitas, cada decisão podia mudar o rumo do jogo. O relógio avançava silencioso, enquanto o castelo dormia à espera do que a noite traria. O ar estava pesado, carregado de tensão, medo e planos secretos. Amanhã, tudo seria diferente.
No Conclave secreto, as luzes eram baixas, e o clima carregava uma tensão quase palpável. Bianca, Dora e Rafael se reuniam em torno da mesa, cada um ponderando cuidadosamente suas opções. Ali dentro, longe dos olhares dos fiéis, o poder estava em suas mãos e a escolha da vítima podia mudar o rumo do jogo. "Temos que pensar com cuidado", começou Bianca, a voz firme, mas baixa. "Se escolhermos alguém muito óbvio, podemos levantar suspeitas sobre nós. Mas se deixarmos passar, perdemos o controle da noite." Dora inclinou-se para frente, os dedos entrelaçados. "Além disso, os fiéis estão desconfiando de Rafael. Qualquer coisa que ele faça agora pode levantar suspeitas demais sobre ele... E indiretamente sobre nós. Isso pode ser um problema se não lidarmos bem." Rafael manteve seu ar tranquilo, analisando a situação. "Precisamos decidir quem é mais vulnerável esta noite. Alguém que não gere resistência e cuja eliminação não comprometa nosso controle sobre o grupo. Mas também precisamos pensar na reação dos outros: Se acertarmos mal, eles podem se unir e nos ameaçar mais cedo do que o esperado." O debate continuou, ponderando fatores como força física, liderança percebida e atenção dos fiéis. Cada decisão era um jogo de riscos: Atacar alguém muito próximo de outros poderia levantar suspeitas, mas escolher alguém isolado também podia gerar consequências inesperadas. Dora, com um sorriso frio e calculista, olhou para Bianca. "Talvez seja hora de considerar opções mais drásticas... Inclusive se livrar de alguém que está começando a se destacar demais. Precisamos garantir que o jogo continue a nosso favor." O silêncio tomou conta do Conclave por alguns segundos, enquanto cada traidor ponderava a decisão final. Quando a escolha fosse feita, apenas um fiel não acordaria na manhã seguinte e o castelo despertaria com mais uma sombra de traição pairando sobre ele.
O ar estava pesado, carregado de tensão e silêncio. Rafael não conseguia disfarçar sua impaciência, seus olhos percorriam a mesa enquanto sussurrava que Estela deveria ser eliminada. A moça vinha observando cada passo seu, analisando cada decisão e ele sentia que logo poderia levantar suspeitas perigosas. Dora franziu a testa, cruzando os braços, lembrando que Estela ainda poderia ser útil. "Não agora", disse, a voz baixa. "Ela pode nos servir como escudo, e se a matarmos, chamaremos atenção desnecessária." Bianca assentiu, ponderando que qualquer ação precipitada poderia comprometer a estratégia delas. Rafael bufou, frustrado, mas teve que ceder: Estela ficaria viva por enquanto. Com Estela fora de questão por enquanto, os três começaram a avaliar outros possíveis alvos. Amélie observava demais, registrava mentalmente cada movimento do grupo, Helena se envolvida demais, poderia gerar pressão sobre outros fiéis como Núbia com quem teve uma pequena rusga. Caio passava despercebido, quase neutro no jogo e Bernardo era discreto e silencioso, parecia o tipo de participante que ninguém sentiria falta imediatamente. Cada um deles ponderava os riscos e benefícios de cada escolha, discutindo estratégias e consequências em sussurros, medindo o impacto de cada decisão sem se expor demais. O debate continuou, cheio de olhares calculistas, pausas e gestos sutis, como se o silêncio próprio falasse mais do que as palavras. Entre o cansaço e a tensão, ficou claro que, quando a noite caísse sobre o castelo, alguma decisão seria colocada em prática, mas qual delas ninguém poderia afirmar com certeza.
Conheça os personagens: Amélie Claveaux, Bernardo Azevedo, Bianca Nogueira, Caio Montenegro, Dimas Hadlich, Dora Machado, Estela Martins, Fabricio Molinaro, Helena Brandão, Icaro Figueiredo, Leandro Vasconcelos, Lorena Bastos, Marcela Coutinho, Matheus Lacerda, Mauricio Campos, Nathaniel Puig, Núbia Bianchi, Penélope Falcão, Rafael Pacheco, Rosiane Seta, Sharon Sheetarah e Verônica Lux.
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