quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

TTRA: 1x05 - The Traitors Realidade Alternativa - O Peso das Acusações


Uma nova manhã nasce no castelo, envolta por um silêncio denso que parece ecoar pelos corredores de pedra. A luz atravessa as janelas altas e frias, iluminando as tapeçarias e revelando um cenário tão imponente quanto implacável. Depois de uma noite marcada por decisões secretas e conspirações silenciosas, chega o momento mais temido pelos participantes: A caminhada até o salão do café da manhã. Ninguém desperta tranquilo. Cada um deixa seu quarto carregando a mesma dúvida angustiante, quem sobreviveu ao corte dos traidores? Os passos são cautelosos, quase hesitantes, como se o próprio chão pudesse revelar respostas antes da hora. O castelo, grandioso e silencioso, parece observar tudo. A porta do salão se abre. A mesa está posta, impecável, mas o clima está longe de ser sereno. O silêncio pesa nos corredores de pedra quando a porta do salão do café da manhã se abre pela primeira vez. Bernardo entra. Ele mantém o queixo erguido, postura firme demais para alguém que acabou de sobreviver a uma noite de conspirações. Seus olhos percorrem a mesa com rapidez contida, contando cadeiras, antecipando ausências. Logo atrás, Helena cruza o salão com passos calculados. O olhar atento, quase clínico, observa cada detalhe, a disposição das xícaras, o eco dos passos, a respiração dos que já chegaram. Ela não diz nada, mas pensa em tudo. Matheus surge em seguida, visivelmente tenso. Ele engole em seco antes de se aproximar da mesa, como se cada passo fosse uma confirmação de que, pelo menos por enquanto, ele ainda está no jogo. Penélope é a última do grupo a entrar. Silenciosa. Impecável. O tipo de silêncio que não conforta, inquieta. Seus olhos passam por cada um deles, demorando um segundo a mais do que o necessário. Eles se sentam. Ninguém toca na comida. O cheiro de café fresco contrasta cruelmente com o gosto amargo da dúvida. As cadeiras vazias parecem maiores naquela manhã, como se anunciassem uma ausência antes mesmo que ela se confirme. "Foi uma noite longa" Matheus quebra o silêncio, a voz baixa demais. Helena apenas o encara.

Os passos voltam a ecoar pelo corredor de pedra. Os quatro que já estão sentados erguem o olhar ao mesmo tempo quando a porta do salão se abre mais uma vez. O som parece mais alto do que deveria. Mais definitivo. Amélie é a primeira a surgir. Ela entra devagar, os olhos atentos percorrendo o ambiente antes mesmo de cruzar totalmente o portal. Quando percebe quem já está à mesa, seu semblante suaviza por um segundo, alívio. Mas é rápido. Controlado. Logo atrás vem Marcela, postura firme, expressão difícil de decifrar. Ela não sorri. Não demonstra surpresa. Apenas observa. Analisa as reações. Quem parece nervoso demais? Quem parece tranquilo demais? Nathaniel entra em seguida, respirando fundo como se tivesse se preparado para aquele momento durante toda a madrugada. Seus ombros relaxam ao notar que ainda há muitas cadeiras vazias, o jogo continua aberto. Mas seu olhar denuncia: Ele já está fazendo contas. Rafael fecha o grupo. Diferente dos outros, ele hesita um segundo na porta antes de atravessar. Um segundo mínimo, mas perceptível. Seus olhos encontram os de Bernardo. Depois os de Helena. Há perguntas ali. E desconfiança. O ambiente muda imediatamente. Agora são oito. O ar parece mais rarefeito, carregado pelas presenças e pelas interpretações silenciosas. Amélie se aproxima da mesa, trocando um olhar rápido com Penélope. Marcela escolhe sua cadeira sem pressa. Nathaniel apoia as mãos no encosto antes de se sentar, como se precisasse se firmar na realidade. Rafael permanece em pé por um instante a mais, observando quem evita contato visual. "Então... Até agora, todo mundo aqui sobreviveu." Marcela quebra o silêncio, a voz controlada. 

O silêncio volta a dominar o salão por alguns segundos que parecem longos demais. Oito pessoas. Oito respirações contidas. O som distante de passos no corredor faz todos se entreolharem novamente. A porta se abre. Bianca surge primeiro. O olhar dela varre a mesa com rapidez, mas seu rosto sustenta uma expressão perfeitamente calculada de tensão. Ela leva a mão ao peito, como se estivesse aliviada por ainda estar ali. Por dentro, porém, a sensação é outra: Controle. A noite foi delas. Dora entra logo atrás. Diferente de Bianca, ela não finge surpresa. Seu semblante é sereno demais para aquela manhã. Um detalhe quase imperceptível, mas Helena nota. Dora caminha com segurança contida, como alguém que já sabe uma informação que os outros ainda temem descobrir. Fabrício aparece em seguida, claramente abalado. Seus olhos percorrem os rostos já sentados com ansiedade aberta, quase crua. Ele conta em voz baixa, mexendo os lábios sem perceber. "Um, dois, três..." Rosiane fecha o grupo. Assim que cruza a porta, seus ombros relaxam ao reconhecer Bianca e Dora. Um sorriso discreto ameaça surgir, mas ela o engole antes que alguém perceba. Agora são doze. O salão parece menor. O ar, mais pesado. Bianca se aproxima da mesa e toca levemente no braço de Marcela ao passar, um gesto de cumplicidade ou apenas nervosismo? Dora escolhe seu lugar com calma estratégica, posicionando-se de onde pode observar todos. "Está todo mundo muito quieto" Bianca comenta, num tom que mistura fragilidade e alerta. Nathaniel a encara por um segundo a mais do que o confortável. Fabrício se senta quase abruptamente, como se temesse desaparecer caso ficasse em pé por muito tempo. Rosiane evita cruzar olhares demorados, mas percebe algo diferente: ainda há cadeiras vazias demais. Bianca e Dora trocam um olhar rápido. Quase invisível. A maçaneta gira. Dimas entra primeiro, com a postura rígida de quem decidiu não demonstrar nada. Seu rosto é uma máscara difícil de ler, mas o maxilar travado denuncia que ele também fez contas durante a madrugada. Seus olhos percorrem a mesa rapidamente contando. Confirmando. Mauricio vem logo atrás, mais expressivo. Assim que cruza o portal, solta o ar que parecia prender desde o corredor. O alívio é visível. Ele está ali. Ainda está no jogo. Agora são quatorze.

A presença da dupla altera a dinâmica imediatamente. Dimas não sorri, não comenta, não provoca. Apenas escolhe uma cadeira estratégica, de onde pode observar a maior parte da mesa. Mauricio, ao contrário, busca contato visual, talvez procurando validação, talvez testando reações. "Já estamos quase todos" ele arrisca dizer, tentando soar casual. E então, novamente, passos ressoam pelo corredor de pedra. Caio surge primeiro, andando com cautela, os olhos varrendo cada rosto à mesa antes de se acomodar. Estela entra logo atrás, mantendo um semblante sereno, mas há um brilho nos olhos que não engana: A preocupação está lá, escondida sob a calma aparente. Lorena segue em seguida, com passos firmes, tentando demonstrar segurança, enquanto Núbia fecha o grupo, silenciosa, mas atenta a cada detalhe do salão e das expressões ao redor. Agora são dezoito. A mesa parece quase completa, mas ainda há uma cadeira vazia que se destaca. Os sussurros e olhares começam a surgir imediatamente. "Então... só faltam dois de nós" murmura Lorena, baixinho, olhando para a cadeira vazia. Caio franze o cenho, tentando controlar a ansiedade. "Icaro ou Leandro... Qual dos dois será?" pergunta Estela, jogando a pergunta no ar, mas mantendo a voz baixa o suficiente para que só o grupo próximo escute. Penélope cruza os braços. "Aposto em Icaro" diz, sem olhar para ninguém. "Ele sempre se coloca na linha de frente. Traidores podem ter visto isso como ameaça." Matheus, observando de canto, balança a cabeça: "Não sei... Leandro também tem sido esperto demais. Pode ter pago o preço de ser estratégico demais." Dimas intervém, voz firme: "Estratégia ou imprudência... No fim, tanto faz para quem decidiu cortar." Mas uma coisa é certa: A ausência vai marcar a mesa. Todos trocam olhares, tentando imaginar quem ficou de fora. Cada cadeira vazia parece gritar o nome da vítima, mas a verdade ainda não se revelou. O suspense, agora, está no ar com mais força do que qualquer café ou conversa. "Aposto que Icaro não vai aparecer" murmura Caio, quase para si mesmo, olhando fixamente para uma das cadeiras vazias. "E eu acho que é Leandro" rebate Lorena, cruzando os braços e mantendo o olhar fixo na outra cadeira. A discussão cresce silenciosa, carregada de tensão. Ninguém se move. Ninguém respira fundo. Porque ali, no salão do castelo, cada segundo sem resposta é uma lembrança de que a noite foi mais cruel do que qualquer um poderia imaginar. A porta se abre pela última vez e Icaro entra no ambiente, revelando que o fim da linha chegou para Leandro ao cruzar o caminho dos Traidores na noite passada. 

Leandro atravessa os corredores frios do castelo com passos hesitantes. O eco de seus próprios passos parece reagir à sua ansiedade, como se cada pedra de pedra tivesse ouvido o que aconteceu na noite anterior. O confessionário espera silencioso no final do corredor, a porta de madeira antiga cerrando-se atrás dele com um estalo seco que faz seu coração disparar. Ele respira fundo antes de se sentar, tentando afastar a tensão que parece prender seus ombros. Sobre a mesa à sua frente, repousa o pergaminho. Envelhecido, com bordas amareladas e inscrições feitas à tinta escura, ele parece mais uma relíquia de outro tempo do que um aviso cruel. Com dedos trêmulos, Leandro desenrola o pergaminho. A caligrafia é elegante, quase poética, mas o conteúdo é mortal: "Caro Leandro, a noite te escolheu como alvo, e os traidores decidiram que teu caminho termina aqui. Os ecos de tua coragem agora se perderão nos corredores do castelo, e as sombras sussurram teu nome. Não há refúgio, não há segredo. Somente a verdade: Tua hora acabou, e a mesa será menos ruidosa sem ti. O jogo continua, mas tua história encontra seu silêncio." Leandro lê a mensagem em voz baixa, quase murmurando cada palavra como se pudesse retirá-las do papel apenas com a atenção. Seus olhos se arregalam em choque, o corpo inteiro ficando rígido. O pergaminho parece arder em suas mãos. "Isso... Não... Pode ser real." sussurra, engolindo em seco. Ele recua um pouco, como se pudesse se afastar das palavras. Mas não há escapatória. Cada linha do pergaminho é uma sentença, cada frase é uma lembrança do risco que sempre esteve presente, mas que ninguém queria admitir. A mente de Leandro corre. Ele repassa a noite anterior: Olhares, conversas, pequenos gestos. Tenta encontrar pistas, uma falha, qualquer razão para ter sido escolhido. Mas nada acalma o frio que se instala por dentro. Seus dedos apertam o pergaminho, amassando as bordas. O silêncio do confessionário é absoluto, mas ele quase consegue ouvir os sussurros das palavras se insinuando pelo ar, repetindo o veredicto dos traidores. Leandro respira fundo e fecha os olhos, sentindo o peso da realidade: O jogo não é mais apenas uma competição. É uma questão de sobrevivência. E, por agora, a verdade está escrita diante dele, cruel, implacável, irrevogável.

Voltando ao Conclave da madrugada. "Precisamos decidir agora" murmurou Bianca, inclinando-se sobre a mesa improvisada. "Leandro não tem alianças fortes. Ele não protege ninguém, nem é protegido. Se ele continuar, é só questão de tempo até complicar as coisas para nós." Dora encostou-se na parede, braços cruzados, a expressão fria e calculista: "Ele não vai despertar suspeitas se sumir. Ninguém vai encontrar motivo plausível para a sua eliminação. Isso vai confundir os fieis. Eles vão gastar tempo tentando entender, enquanto a gente avança." Rafael respirou fundo, apoiando-se na pedra da parede: "Além disso, ele é observador demais. Anota demais. Conecta demais. Se ele continuar, pode começar a perceber demais sobre nossas movimentações. Se o eliminarmos agora, ninguém suspeita de nós." Bianca levantou a vela, deixando a luz tremeluzente iluminar seus olhos: "Ele é um risco. Mas ao mesmo tempo... A ausência dele vai parecer natural. Um jogador solitário eliminado. Ninguém vai imaginar conspiração." Dora sorriu levemente, cruel e serena: "O plano precisa ser frio. Leandro será nosso alvo. Sem drama, sem explicações. O silêncio fará todo o trabalho para nós." Rafael assentiu, firme: "Então está decidido." Os três trocaram olhares cúmplices, sombras dançando nas paredes ao redor. De volta a mesa do café da manhã, Icaro respirou fundo antes de atravessar o salão, sentindo cada olhar fixo em seu rosto. Alguns participantes sorriram levemente, outros apenas desviaram o olhar, mas ninguém estava indiferente. Icaro percebeu o peso do momento. Cada passo parecia carregado de expectativa e de julgamento silencioso. Icaro trocou olhares rápidos com Matheus e Bernardo, buscando algum tipo de confirmação, mas encontrou apenas cautela. Ele sabia que cada presença naquela mesa tinha significados ocultos, alianças invisíveis e suspeitas não ditas.

"Mas... Por que Leandro?" murmurou Penélope, franzindo a testa. "Ele não tinha conflito com ninguém... Não era alvo de ninguém..." "É isso que me deixa intrigada" disse Helena, apoiando o queixo nas mãos. "Não faz sentido, ninguém ia simplesmente escolhê-lo sem motivo." Matheus, sentado próximo a Bernardo, desviou o olhar por um instante, um leve desconforto passando pelo rosto. Os outros ainda não pareciam notar, mas Estela observava cada movimento, cada hesitação. Ela franziu o cenho, lembrando-se da noite anterior. "Espera..." Estela interrompeu, a voz baixa, mas firme. "Matheus... Você mencionou o nome do Leandro mais cedo..." Matheus engoliu em seco, tentando manter a calma. "Eu... Apenas falei especulando quem voltaria, nada demais." "Nada demais?" rebateu Estela, os olhos estreitando. Bianca e Dora, sentadas discretamente próximas, trocaram olhares rápidos, satisfeitas com a lógica. A teoria de Estela só reforçava a eficácia da jogada delas: Leandro não era apenas vulnerável, mas também confuso para os fieis, um "mistério sem motivo" que desviaria suspeitas de quem realmente planejou sua eliminação. "Então..." murmurou Caio, baixinho "Ele pagou por estar sozinho. E por alguém ter falado dele antes." O grupo permaneceu em silêncio por alguns segundos, absorvendo a constatação, enquanto Estela continuava observando Matheus, conectando mentalmente o fio da noite anterior. A ausência de Leandro não era apenas uma cadeira vazia, era um lembrete cruel de que, naquele jogo, tudo podia ser calculado, até a percepção dos outros. Selton Mello atravessa a porta com expressão séria, quase solene, carregando consigo uma energia que faz o ar parecer mais pesado. Seus olhos varrem a sala rapidamente, parando por um instante na cadeira vazia de Leandro. Um leve arqueamento de sobrancelha, um gesto mínimo, já é suficiente para que todos sintam a alusão à ausência do colega eliminado. Ele se dirige à parede do salão, onde fotos dos participantes estão alinhadas como recordações de todos que ainda fazem parte do jogo. Suas mãos alcançam a fotografia de Leandro. Por um instante, o tempo parece parar. Então, com um movimento firme, ele joga a foto no chão. O estalo do retrato contra a pedra reverbera pela sala como um aviso silencioso: O jogo não é apenas uma competição, é mortal. "Leandro não está mais entre vocês" diz Selton, a voz grave e carregada de autoridade. "E isso é só o começo." Ele faz uma pausa, percorrendo a sala com o olhar, certificando-se de que cada participante entendeu a mensagem implícita. "Mais tarde..." continua, o tom ficando ainda mais sério "Vocês terão que se enfrentar novamente. Outra eliminação está chegando. Preparem-se." O silêncio retorna, agora ainda mais denso do que antes. Os olhares se cruzam, carregados de tensão, suspeita e ansiedade. A fotografia de Leandro permanece no chão, lembrando a todos que ninguém está seguro, e que cada decisão, cada movimento, pode ser fatal.

O jardim do castelo estava silencioso, com o farfalhar das árvores acompanhando os passos de Matheus. Ele parou, respirou fundo e confessou: "Acho que estou me expondo demais. Cada opinião que dou me faz parecer uma ameaça." Mauricio assentiu: "É isso mesmo. Se você continuar se destacando, todos vão notar, traidores ou fieis." Fabricio se aproximou, calmo e firme: "Equilíbrio, Matheus. Não desapareça, mas não seja o centro das atenções. Escolha bem o que falar e use o silêncio a seu favor." Matheus assentiu, consciente: "Preciso observar mais e falar menos... Me proteger sem parecer fraco." Mauricio sorriu levemente: "Exatamente. O jogo é sobre saber quando aparecer." Fabricio cruzou os braços, olhando o jardim: "Cada palavra, cada ação, agora conta." O vento balançou as folhas, reforçando a lição. Matheus respirou fundo, decidido a jogar com mais cautela, sabendo que qualquer excesso podia custar caro naquele castelo. Em outra ala silenciosa do castelo, Penélope se afastou da mesa principal e começou a falar com firmeza, quase em defesa de Matheus. Estela havia levantado suspeitas sobre ele e a tensão no ar era quase tangível. "Não podemos simplesmente repetir a mesma fórmula que causou a eliminação de Sharon" disse Penélope, voz firme. "Apontar para o nome mais óbvio, seguir o rastro que parece mais "perigoso"... Isso não leva a lugar nenhum. Precisamos olhar quem realmente está agindo de forma suspeita." Amélie, ao lado dela, assentiu rapidamente, concordando. "Exatamente. Matheus é impulsivo, sim. Ele fala o que pensa e reage rápido, mas isso não é comportamento de traidor. Ele não tem intenção de manipular ninguém. Quem age como traidor age com cuidado, estratégia... Ele não." Penélope cruzou os braços, firme. "Então vamos parar de gastar energia tentando encontrar traidor onde não há. Precisamos prestar atenção em quem observa demais, em quem tenta controlar a situação sem se expor. Esse é o rastro real." Amélie sorriu levemente, aliviada por não estar sozinha na análise. 

O castelo estava mergulhado em trevas, iluminado apenas pelas tochas que tremeluziam nas paredes de pedra. O silêncio da noite parecia carregar o peso de cada passo que ecoava pelos corredores, enquanto os participantes se dirigiam à grande mesa redonda. Um a um, entravam, trocando olhares nervosos e sussurros contidos, conscientes de que aquela rodada poderia mudar tudo. Quando todos finalmente se acomodaram, Selton Mello entrou pelo salão. A presença dele parecia fazer o ar ficar mais denso, quase sufocante. Caminhou lentamente até o centro da mesa, observando cada participante com atenção, impondo a seriedade do momento. "Boa noite a todos" começou, a voz firme e grave, reverberando pelo salão silencioso. "Hoje vocês enfrentarão mais uma rodada de eliminação." Ele fez uma pausa, deixando que o silêncio aumentasse a tensão antes de continuar: "Lembrem-se da última vez. Um erro custou caro. Não repitam os mesmos enganos. Observem, pensem e analisem. Cada escolha, cada voto, pode determinar quem permanece... E quem não volta mais à mesa." Os participantes se entreolharam, absorvendo cada palavra. Alguns respiravam fundo, tentando controlar a ansiedade, outros apertavam discretamente as mãos sobre o colo, o nervosismo visível em cada gesto. "O jogo exige atenção redobrada" concluiu Selton, olhando diretamente para todos. "Não subestimem ninguém. Hoje, cada ação conta." A tensão cresceu ainda mais. Estela foi a primeira a quebrar o silêncio. A voz dela era firme, quase cortante: "Matheus!" disse, apontando discretamente, mas com convicção. "Você está sempre se expondo demais, dando opiniões sobre tudo. Não acha que isso já está chamando atenção demais? Pode muito bem ser uma jogada de traidor, e todos nós estamos caindo nesse truque." Penélope franziu a testa e se inclinou para frente, respondendo com firmeza: "Estela, não podemos simplesmente acusar alguém só porque é vocal. Seguir o caminho mais óbvio foi o que nos custou Sharon. Precisamos observar quem realmente age de forma suspeita, e Matheus não se encaixa nesse padrão." Matheus respirou fundo, sentindo o peso da acusação, mas levantou a cabeça com determinação: "Eu sei que posso ser impulsivo e que falo demais" admitiu, olhando diretamente para Estela. "Mas ser opinativo não faz de mim um traidor. Se querem encontrar alguém suspeito, olhem para quem manipula, observa demais e tenta controlar a situação sem se expor. Eu não faço isso." Amélie, sentada ao lado, assentiu discretamente: "Ele tem razão. Matheus é direto, sim, mas não é estratégico como um traidor seria. Não podemos confundir impulsividade com culpa." Mauricio cruzou os braços, observando o grupo: "Cada palavra e cada gesto agora contam. Precisamos pensar antes de apontar dedos. Um erro aqui pode custar caro." O silêncio caiu novamente sobre a mesa.

Após a acusação de Estela contra Matheus e a defesa de Penélope, o ar ficou pesado com olhares atentos e respirando contida expectativa. "Então me digam... Quem vocês acham mais suspeito que Matheus?" Estela questionou, cruzando os braços, a voz carregada de desafio. Lorena inclinou-se levemente para frente, franzindo a testa: "Eu ainda acho que os veteranos estão agindo de forma mais suspeita. Eles têm experiência demais nesse tipo de jogo, sabem como manipular e passar despercebidos." Núbia soltou uma risada curta, quase debochada, girando a cadeira levemente: "E eu não tenho culpa de ser veterana, né?" disse, com um sorriso que misturava provocação e ironia, provocando alguns olhares desconfiados ao redor. Rosiane ergueu uma sobrancelha, intrigada: "Mas qual veterano, exatamente?" questionou, firme. "Não podem simplesmente dizer que todos nós somos traidores. Lembram? Só existem três traidores no programa." O grupo ficou em silêncio por alguns segundos, processando a lógica de Rosiane. Nathaniel rompeu o silêncio, a voz firme, mas com um tom de reflexão: "Olhem, se for alguém agindo de forma suspeita, provavelmente é alguém que já foi considerado vilão na sua temporada original" disse ele, cruzando os braços. "Faz parte do histórico dessa pessoa, não é à toa que se destaca agora." Dora arqueou a sobrancelha e rebateu, a voz carregada de ironia: "Ah, por favor..." disse, inclinando-se levemente para frente. "Não é como se ter terminado um casamento conturbado e voltado em outra temporada com o amante automaticamente transformasse alguém em herói. Históricos não determinam caráter, Nathaniel. Cada temporada, cada jogo, é diferente." Nathaniel respirou fundo, mantendo o olhar firme em Dora, mas a tensão no ar só aumentou. Outros participantes trocaram olhares desconfiados, percebendo que a conversa já começava a provocar pequenas fissuras nas alianças e estratégias do grupo. "Mas não podemos ignorar padrões" retrucou Nathaniel, ainda firme. "Certos comportamentos se repetem, e isso pode nos dar pistas." "Comportamentos, sim" rebateu Dora, em tom sério, "mas não histórias antigas. Aqui, só o que vale é o que cada um faz agora." Helena quebrou o silêncio, o olhar fixo em Dora: "Espera... Por que você pareceu mais tensa agora, Dora?" perguntou, inclinando-se ligeiramente, curiosa. Dora respirou fundo, mantendo a postura, mas a tensão nos ombros era perceptível. "É por causa do argumento de Nathaniel" respondeu, firme, porém com um leve resmungo de frustração. "Ele coloca como alvo pessoas como eu, Fabricio e Dimas, além dele próprio, sem motivo algum. Só porque, na visão dele, alguém "com histórico suspeito" poderia ser culpado." Fabricio franziu o cenho, cruzando os braços, enquanto Dimas inclinava levemente a cabeça, percebendo que o comentário dela tocava diretamente nas inseguranças deles também. "Então, ele está basicamente jogando suspeita em todo mundo que tem potencial de se destacar" murmurou Penélope, observando a tensão crescente na mesa.

Dora assentiu, os olhos atentos em Nathaniel. "Exatamente. E isso nos coloca todos sob pressão desnecessária. Não é racional... Só espalha medo e confusão entre os fieis, o que, na prática, ajuda os traidores." Helena respirou fundo, assimilando a explicação, consciente de que aquela dinâmica já começava a moldar estratégias e desconfianças no grupo. A tensão na mesa cresceu, com cada participante agora mais atento a qualquer gesto, comentário ou olhar, sabendo que qualquer decisão poderia ser fatal. "Chega de discussões" disse Selton Mello, cada palavra ecoando pelas paredes de pedra do castelo. "O debate acabou." Ele caminhou lentamente pelo centro da mesa redonda, olhando cada participante, reforçando a seriedade do momento. "Agora é hora de agir. Vocês vão dar início à votação. Cada escolha é importante, cada decisão pode mudar o jogo. Lembrem-se: Pensem bem antes de apontar dedos, porque esta rodada pode ser tão decisiva quanto a última." Os participantes trocaram olhares rápidos, alguns engolindo em seco, outros apertando as mãos sobre o colo. O ar parecia mais denso do que nunca, a tensão era quase tangível e todos sabiam que o momento da verdade havia finalmente chegado. Selton fez uma pausa, deixando que o silêncio aumentasse a expectativa antes de dar o próximo comando: "Escolham com cuidado. É hora de votar." O silêncio tomou conta do salão. Cada participante segurava a placa com firmeza, os dedos levemente trêmulos, enquanto pensavam no que escrever. O crepitar das tochas parecia mais alto, ecoando pelos corredores de pedra, e cada olhar furtivo para o colega ao lado carregava suspeita. Alguns respiravam fundo, tentando controlar a ansiedade, outros mordiam o lábio, indecisos, ponderando cada possível consequência. A tensão era quase palpável, cada segundo parecia arrastado, como se o castelo inteiro estivesse prendendo a respiração junto com eles. Ninguém se movia, ninguém falava. Só o silêncio, os olhos atentos e o peso de cada escolha que seria gravada na placa, decidindo quem continuaria... E quem não voltaria mais à mesa. Depois de alguns instantes, Selton Mello caminhou até o centro da mesa, parando para olhar cada rosto atento, a expressão grave e implacável. "Chegou o momento que todos estavam esperando" disse ele, a voz firme ecoando pelo salão. "É hora de revelar os votos."

Dimas avisa que está votando em Nathaniel por ele ter se mostrado suspeito demais nessa última conversa, Matheus vota em Estela afirmando que ainda achava a moça a mais suspeita de todos. Penélope afirma que Nathaniel foi preocupante em seu discurso de hoje, Fabricio votou em Nathaniel por não poder deixar de lado que ele estava lhe apontando dedos, Mauricio completou que não poderia ignorar os sinais de Nathaniel agindo com suspeita. Bernardo murmurou o nome de Estela dizendo que ela estava tentando controlar as discussões. Rosiane disse que votava em Nathaniel por ele ter se destacado demais essa noite e ter chamado a atenção. Caio foi em Matheus dizendo que ele falava demais e poderia confundir os outros sobre suas intenções. Lorena votou em Estela, dizendo que entre todos os veteranos ela estava tentando guiar o grupo e isso lhe deixava alerta. Bianca séria disse que Nathaniel estava manipulando mais na votação de hoje. Núbia foi em Helena com tom debochado dizendo que parecia que ela estava tentando se esquivar e se mostrar inocente demais. Amélie votou em Dora dizendo que algumas atitudes dela pareciam estratégicas demais. Rafael afirmou que iria em Nathaniel por não poder ignorar a maneira como ele movimentava as discussões. Helena disse que iria em Dora por algumas ações dela parecerem suspeitas. Dora afirmou que iria em Nathaniel por causa do apontamento de hoje parecer mais suspeito que o de costume. Icaro foi em Estela dizendo que ela tem manipulado a percepção do grupo. Nathaniel foi em Matheus dizendo que ele se expõe demais e isso lhe colocava em risco e por fim, Estela finalizou votando em Matheus dizendo que ela ainda acha que ele é o mais suspeito do grupo pelas coisas que ele falou no decorrer do jogo. O ar ficou pesado. Cada voto lançado era mais que um nome em uma placa, era um destino traçado, uma tensão palpável que pairava sobre a mesa redonda enquanto todos esperavam pelo resultado final.

"Nathaniel, por favor, levante-se e venha para cá revelar se você era traidor ou fiel." disse Selton Mello. Nathaniel respirou fundo, o corpo tenso enquanto se levantava. Cada passo até o ponto marcado parecia arrastado, ecoando pelo salão e carregando o peso do destino. Os olhares de todos os participantes estavam presos nele, uma mistura de curiosidade, alívio e suspeita pairando no ar. Selton se afastou um pouco, deixando espaço para que o momento tivesse todo o drama necessário. Nathaniel parou diante do local indicado, encarando os presentes. Um silêncio pesado dominava a sala, amplificando cada respiração. "Eu..." começou, a voz firme, mas carregada de emoção "Não sou traidor. Sou fiel." A declaração reverberou pelo salão, e por um instante pareceu que o tempo parou. Alguns participantes soltaram pequenos suspiros de surpresa, outros apenas mantiveram os olhos fixos, absorvendo a informação. Nathaniel então se virou lentamente, caminhando de volta para a saída, cada passo marcado pelo peso do que havia acabado de revelar. Selton Mello permaneceu no centro da mesa, os olhos percorrendo cada rosto, a expressão grave. A voz dele, carregada de autoridade e reprovação, cortou o ar: "Mais um erro fatal foi cometido" disse, pausando para que a frase tivesse peso. "Vocês eliminaram outro fiel." Alguns participantes baixaram os olhos, engolindo em seco, enquanto outros tentavam disfarçar a frustração ou a tensão. Selton continuou, a voz firme, quase fria: "Enquanto vocês discutiam, especulavam e tentavam descobrir quem eram os traidores, eles, os traidores, certamente estão se deliciando com esse momento. Observando cada passo, cada voto, cada hesitação. E agora, a vantagem deles só aumenta." Ele fez uma pausa, deixando que o peso das palavras caísse sobre a mesa. "Esse jogo exige atenção, percepção e estratégia. Não é suficiente seguir suspeitas óbvias ou agir por impulso. Cada erro de vocês é uma oportunidade para quem está escondido manipular, enganar e avançar." O crepitar das tochas parecia amplificar o silêncio que se seguiu. Os participantes trocaram olhares nervosos, conscientes de que, mais uma vez, haviam sido superados pela sutileza dos traidores. 

Estela se inclinou levemente sobre a mesa, cruzando os braços, o semblante sério e firme. "Vocês vão se arrepender" disse, a voz firme, quase desafiadora. "Apontaram para mim em vez de focar em Matheus. Eu estava certa nesta votação, e vocês ignoraram isso." Ela fez uma pausa, deixando que as palavras penetrassem na sala, cada sílaba carregada de reprovação. "Continuarem seguindo o caminho mais óbvio, acusando sem razão, vai custar caro. Outro erro como esse e mais um fiel será eliminado. É isso que acontece quando vocês não prestam atenção no que realmente importa." Alguns participantes desviaram o olhar, desconfortáveis, enquanto outros se entreolharam, absorvendo o aviso. A tensão na mesa aumentou. Matheus respirou fundo, sentindo o peso do olhar de Estela sobre ele. Então, resolveu quebrar o silêncio, a voz firme, quase desafiadora: "Estela, esquece de mim" disse, encarando-a diretamente. "Eu não sou o problema aqui. Se você quer que o grupo acerte na próxima votação, foque em quem realmente merece suspeita, não em mim." Estela ergueu a sobrancelha, surpresa com a assertividade dele, mas não respondeu de imediato. "Já deixei claro que não estou tentando manipular ninguém" continuou Matheus, gesticulando levemente. "Se vocês ficarem presos em teorias sobre mim, vão cometer outro erro. Eu já provei que sou fiel. Então parem de me colocar no centro dessa discussão e procurem sinais reais de quem está escondendo algo." A frustração pairava no ar. Cada participante sabia que havia cometido erros, que julgamentos precipitados poderiam ter custado a eliminação de um fiel, e que o jogo se tornava cada vez mais implacável. O clima era de desconfiança silenciosa: Ninguém queria se expor demais, mas também ninguém queria parecer apático. Estela, Matheus, Penélope e os demais permaneciam tensos, cada um processando os últimos acontecimentos e recalibrando mentalmente suas estratégias. Pequenos suspiros, olhares para o chão e gestos contidos mostravam que o peso daquela noite não seria esquecido tão cedo.

Conheça os personagens: Amélie ClaveauxBernardo AzevedoBianca NogueiraCaio MontenegroDimas HadlichDora MachadoEstela MartinsFabricio MolinaroHelena BrandãoIcaro FigueiredoLeandro VasconcelosLorena BastosMarcela CoutinhoMatheus LacerdaMauricio CamposNathaniel PuigNúbia BianchiPenélope FalcãoRafael PachecoRosiane SetaSharon Sheetarah e Verônica Lux.

LEMBRANDO QUE: Esta coluna é uma obra de ficção, qualquer semelhança com nomes, pessoas, factos ou situações da vida real terá sido mera coincidência. Todos os direitos de criação das personagens e suas histórias são reservados. Este material não pode ser publicado, reescrito ou redistribuído sem autorização. © 2015 - 2026

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