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sábado, 29 de junho de 2024

Power Couple Realidade Alternativa 10: Aldo Corner


"Meu nome é Aldo Corner, sou de Brasília, Distrito Federal, sou casado e trabalho em um banco bem popular que é conhecido nacionalmente. Nunca imaginei que acabaria me colocando nessa situação de expor a minha vida pessoal em rede nacional, mas estou fazendo isso por causa da minha esposa, Isadora, que quer muito alavancar um pouco as suas redes sociais. Sou um cara bem comum, gosto de coisas mais tranquilas, o máximo que faço que envolve multidão é assistir um jogo de futebol ou outro no estádio. 

Meu trabalho pode ser um pouco estressante, acabo tendo que lidar com pessoas de todos os tipos, principalmente barraqueiras que não sabem expressar o que precisam sem gritar e causar no banco, então acho que isso é um ponto em meu favor no programa, pois vai ser difícil me tirar do sério, agora a Isadora vai ser mais complicada, ela não tem muita paciência não e gosta muito de ter o controle das coisas, nosso maior desafio vai ser equilibrar as coisas entre nós dois para acabar não nos prejudicando publicamente, eu me preocupo bastante em como isso tudo pode acabar afetando a minha vida pessoal, mas agora não tem como voltar atrás, vou apenas fazer o meu melhor e torcer para ser o bastante para passar por essa experiência."

LEMBRANDO QUE: Esta coluna é uma obra de ficção, qualquer semelhança com nomes, pessoas, factos ou situações da vida real terá sido mera coincidência. Todos os direitos de criação das personagens e suas histórias são reservados. Este material não pode ser publicado, reescrito ou redistribuído sem autorização. © 2015 - 2024

Qualquer novidade eu volto, lembrando que quem quiser entrar em contato comigo, pode add no facebook, procurando por "Bruna Jones" e que agora na página oficial do blog, vocês encontram conteúdo exclusivo: clique aqui! Podem também procurar e seguir no twitter e instagram no @odiariodebrunaj certo?

Power Couple Realidade Alternativa 10: Agatha Olivieri


"Meu nome é Agatha Olivieri, tenho 35 anos e nasci em Icó, Ceará, mas já viajei pelo Brasil inteiro por causa da minha carreira, sou artista plástica e gosto principalmente de estar em contato com a natureza, é a minha maior fonte de inspiração. Acredito que nem todo mundo entende direito o meu estilo de vida, mas sou bem minimalista, possuo somente o necessário para sobreviver e por conta disso, não tenho disposição para ficar lambendo as pessoas por interesse, já tenho tudo o que preciso e pode ter certeza que o que eu preciso não vem de outras pessoas. 

Estou noiva do Glauber, a gente se conheceu em um evento ambiental e desde então nunca mais nos separamos, ainda não conseguimos nos casar por causa da nossa vida e também pelo fato da gente querer fazer ao ar livre, então várias coisas são levadas em consideração para que isso aconteça. Acho que ficar confinada nesse programa vai ser o maior desafio da minha vida, principalmente por perder a minha liberdade e por estar confinada com outras pessoas que provavelmente vão ser bem diferentes de mim e da minha comunidade, mas tudo bem... Entrei nessa para me desafiar, não foi? Então que venham os desafios."

LEMBRANDO QUE: Esta coluna é uma obra de ficção, qualquer semelhança com nomes, pessoas, factos ou situações da vida real terá sido mera coincidência. Todos os direitos de criação das personagens e suas histórias são reservados. Este material não pode ser publicado, reescrito ou redistribuído sem autorização. © 2015 - 2024

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quinta-feira, 27 de junho de 2024

Bruna Entrevista: 13x32 - Diva More


Olá, olá... Tudo bem, queridos leitores? Então que hoje é dia de conferir mais uma entrevista inédita aqui no blog, olha que bacana? E a nossa convidada de hoje, esteve na primeira temporada da versão brasileira do "RuPaul's Drag Race", estou falando da querida Diva More, que aceitou vir compartilhar um pouco da sua trajetória artística e também dessa experiência no reality show, vem conferir!

Bruna Jones: Você é uma drag queen bastante conhecida pela participação na primeira e icônica temporada de "Drag Race Brasil". No entanto, sua carreira artística já conta com uma longa caminhada. Como e quando surgiu esse interesse pelo universo drag? Qual foi sua maior motivação para expressar sua arte dessa maneira?
Diva More: Meu interesse pela arte drag veio quando descobri o "RuPaul's Drag Race" em sua sexta temporada, como trabalho com maquiagem social há 18 anos, mas já era formado em artes cênicas e moda, minha drag surgiu mais como uma válvula de escape, pois na maquiagem social é tudo sempre muito sóbrio, e eu sentia muita vontade de fazer umas maquiagens mais artísticas, coisas mais fora da caixinha. 

Bruna Jones: Início de carreira artística costuma ser acompanhado de algumas complicações. Nosso país não costuma dar muito valor à arte nacional como um todo, o que gera falta de oportunidades e, consequentemente, uma instabilidade financeira. Como foi o início da sua trajetória artística?
Diva More: Na verdade eu ainda não saí da instabilidade financeira, mesmo tendo participado do "Drag Race Brasil". Fazer drag no Brasil é investir tudo e receber nada, infelizmente existe um grupo de drags e produtores que fazem uma panela onde só algumas trabalham. E quando tem trabalho muitas vezes o cachê é muito baixo, não cobre nem os gastos de deslocamento e da montação. 

Bruna Jones: Artistas como um todo costumam olhar pro seu trabalho com bastante rigidez. Existe essa auto cobrança com relação ao seu trabalho ou você consegue encarar de forma mais leve?
Diva More: Já fui mais exigente comigo, mas como de fato eu não vivo da minha drag, se alguém achar ruim que faça melhor e seja feliz. 😅✌🏻 

Bruna Jones: No passado, o Brasil pôde conhecer melhor o seu trabalho por conta da sua participação na primeira temporada da versão brasileira de "RuPaul's Drag Race", que é um fenômeno mundial. O que lhe motivou a participar do programa?
Diva More: Como eu já era fã do programa e era um sonho participar, minha motivação era ter reconhecimento e viver da arte drag, mas não aconteceu e tenho certeza que boa parte dessa falta de reconhecimento foi dada a fake news que drags cariocas inventaram ao meu respeito. 

Bruna Jones: Para participar de um reality show, o participante precisa abrir mão de algumas coisas para estar à disposição da produção durante o período de gravação durante o tempo necessário. Você teve que mudar alguma coisa em sua vida para participar do "Drag Race Brasil"?
Diva More: Não, no momento que eu passei pela seleção eu já enfrentava dificuldades de trabalho, e a minha drag estava meio parada e sem previsão de voltar, justamente por ser muito trabalho e investimento para zero retorno. Voltei com a minha drag para o "Drag Race Brasil". 

Bruna Jones: Você foi eliminada precocemente da competição, o que significa que ainda havia muito talento para ser explorado nos próximos desafios. Olhando para sua trajetória, você teria feito algo diferente para tentar alcançar uma posição melhor?
Diva More: Foi muito frustrante, e sim eu tinha muito a oferecer, de fato não sou um drag bailarina ou cantora e o primeiro desafio que normalmente é uma foto, pulou para desafio de dança e canto, meu forte é fazer interpretações, humor e costura, pois faço todos os meus looks, perucas, acessórios até sapatos... De diferente eu teria feito todos os looks de passarela com algum tipo de revelação, pois você nunca sabe o que vai acontecer. 

Bruna Jones: Aliás, dentre todos os desafios da temporada, qual você pode apostar que teria sido seu melhor desempenho?
Diva More: Com certeza interpretação, snatch game e provas de construção de looks, o segundo episódio por exemplo eu seria super forte. 

Bruna Jones: A comunidade de telespectadores da franquia é enorme em todo mundo. Como você lida com esse público que lhe conheceu por conta da participação no reality? Como é a sua relação com essas pessoas? Houve alguma dificuldade em assimilar toda a repercussão?
Diva More: Na verdade pra mim o "Drag Race Brasil" não aconteceu, eu fui a que menos ganhou seguidores, foi cerca de 14k, e teve o lance da fake news que muita gente não está nem aí para verdade, então isso me prejudicou muito. Mas os poucos seguidores que ganhei são muito carinhosos e gentis, eu respondo todos com muito carinho.

Bruna Jones: Diversos participantes acabam pegando gosto por programas de televisão e acabam aceitando convites para participar de outros formatos de competição. Você aceitaria voltar ao "Drag Race Brasil" ou participar de algum outro programa, como "A Fazenda", por exemplo?
Diva More: Com certeza voltaria em uma outra temporada de "Drag Race Brasil", mas outros realties não, o formato de "A Fazenda" e "BBB" meio que são sadomasoquistas, criar treta como entretenimento acho muito raso. 

Bruna Jones: Chegamos à segunda metade do ano. Quais são as novidades para esse novo semestre? Há algo que você possa compartilhar com a gente?
Diva More: Gostaria de ter uma agenda cheia, assim como projetos incríveis, mas como já falei a fake news que foi plantada na minha drag, plus minha eliminação cedo meio que me apagou da cena. O mal venceu. ✌🏻 

Bacana a nossa conversa, não é mesmo? E ela ainda deixou um recadinho antes de ir, olha só: "Sejam gentis e amáveis uns com os outros, de pessoas maldosas o mundo já está cheio. Tem bolo para todos. ✌🏻" e se vocês quiserem continuar acompanhando ela nas redes sociais, basta procurar no Instagram por @diva.more e no YouTube por "Diva More". Para contatos profissionais, é só enviar um e-mail para contatodivamore@gmail.com e ela finaliza dizendo: "Mandem jobs. ✌🏻💋" bora lá começando seguindo pelo Instagram? Lembrando que a primeira foto da matéria foi feita pelo Victor Piroli.

Espero que vocês tenham gostado da entrevista de hoje, em breve retornarei com novidades. Continuem acompanhando o blog para não perder nenhuma entrevista nova e nem os nossos projetos com o "BBRAU". Lembrando que quem quiser continuar acompanhando mais nas redes sociais, basta procurar no Facebook, Instagram e no Twitter por @odiariodebrunaj, combinado?

terça-feira, 25 de junho de 2024

Bruna Entrevista: 13x31 - Ratinho Borges


Olá, olá... Tudo bem, queridos leitores? Então que hoje é dia de conferir mais uma entrevista inédita aqui no blog, olha que bacana? E o nosso convidado de hoje é ator e recentemente esteve entre os 100 confinados da segunda temporada do "A Grande Conquista" da Record. Bora conferir um pouco mais sobre como foi essa experiência e a carreira do querido Ratinho Borges? Vem comigo!

Bruna Jones: Esse ano você ganhou fama nacional após participar da segunda temporada do "A Grande Conquista" da Record, mas antes da gente falar mais sobre isso, vamos voltar um pouco... Qual foi o seu primeiro contato com as artes cênicas e o que te motivou a buscar uma carreira nela? Quais foram as principais dificuldades que você encontrou no inicio dessa jornada?
Ratinho Borges: Olá, primeiramente quero agradecer o convite, eu faço figuração e elenco a mais de 12 anos, um primo fazia teatro e sempre fui apaixonado. Pra falar a verdade, nesses 12 anos que já trabalho ainda são apenas o começo pra mim, tenho que me aperfeiçoar muito, estudar e me entregar mais a arte, mas as portas começaram a se abrir de uns dois anos para cá, espero que continue assim 🙏🏻. 

Bruna Jones: Você acabou participando do "A Grande Conquista" da Record. O que te motivou a fazer parte do elenco do reality show? Você chegou a assistir a temporada passada para se informar e se preparar para a sua? Não achou que essa experiência poderia te prejudicar de alguma forma?
Ratinho Borges: Foi fantástico e muito desafiador, assisti muito pouco da outra temporada, mas essa vai ficar pra história, kkkk... Não, não achei que me prejudicaria, pelo contrário, tenho certeza que se eu tivesse ficado mais tempo no reality eu teria feito um diferencial na atração, nessas horas minha carreira já estaria firmada, mas não foi dessa vez. 

Bruna Jones: Aliás... Para participar do reality show, você precisou pausar um certo tempo da sua vida aqui fora. Olhando agora, você acha que essa sua participação, valeu a pena em termos pessoais ou profissionais?
Ratinho Borges: Sim, pausei e acabei encerrando alguns projetos, mas sim, valeu muito a pena, como disse, foi uma experiência surreal que me fez pensar melhor sobre várias áreas da minha vida. 

Bruna Jones: Um reality show comum com 20 pessoas, já costuma ser bastante difícil e estressante entre os concorrentes, então, imagino que ficar confinado com outras 99 deve ser ainda mais complicado, certo? O que foi mais difícil?
Ratinho Borges: Sim, é bem difícil, pois tem pessoas querendo se sobressair a todos momentos em cima dos outros, é o maior teste de psicologia possível, kkk... Mais difícil era dormir no chão frio e passar fome, perdi alguns quilos e fiquei bem fraco mesmo. 

Bruna Jones: Ali na vila você estava concorrendo contra outros anônimos e algumas pessoas que já eram conhecidas da mídia, seja pela internet ou realities passados... Você acredita que por se tratar de pessoas previamente conhecidas, foi uma disputa injusta contra você naquele momento da sua eliminação?
Ratinho Borges: Sim, tinha bastante famosos ali, não vou dizer que foi injusta, pois eu era o dono do meu jogo, infelizmente eu não consegui me desligar do mundo aqui fora, acabei movimentando errado o jogo com a Cacau e deu no que deu. 

Bruna Jones: Infelizmente você acabou ficando pouco tempo no programa e por causa do formato ter confinado 100 pessoas de uma vez, os participantes tiveram pouco tempo de tela para se mostrarem ao público, o que você acha que ficou faltando o público saber sobre o Ratinho Borges?
Ratinho Borges: Sim, é muito difícil se destacar "dignamente" entre 100 participantes. Tem muita coisa boa que o público não conhece do Ratinho 🐁, um pai guerreiro que foi em busca da casa própria dos seus filhos, mas infelizmente não foi dessa vez, um Rato que não tem tempo ruim, que ama atuar e almeja oportunidades no meio artístico, chance é o que eu preciso. 

Bruna Jones: Nos últimos anos, a reciclagem de participantes de realities virou algo comum na televisão. Você aceitaria um convite para participar de outro confinamento como "A Fazenda" ou "BBB", por exemplo?
Ratinho Borges: Simmmmm, claro, lógico 😁, pelo meu sentimento pelos animais e manejo, sonho em ir para "A Fazenda", sei que é um sonho bem distante, mas fui escolhido em meio a 77 milhões, então não duvido de mais nada. 

Bruna Jones: Já estamos no segundo semestre do ano, mas ainda assim, tem novidades vindo por aí? Algo que possa compartilhar com a gente?
Ratinho Borges: Tem, tem sim... Tem um longa metragem e uma série que está no forno, não posso falar nada por causa de questões contratuais, mas logo estará nos cinemas, faço apenas figuração em ambas, porém uma delas é o personagem da minha vida, tentem descobrir... 

Bacana a nossa conversa, não é mesmo? E ele ainda deixou um recadinho antes de ir, olha só: "Que vocês nunca desistam de sonhar, ao longo do tempo pessoas e momentos diziam que eu não era capaz, mas quando parei de ouvir essas vozes eu subi... Força, forço e fé... Muita fé." e se vocês quiserem continuar acompanhando ele nas redes sociais, basta procurar no Instagram por @_ratinho_casting_figuracao_ além do Instagram da loja de produtos marinhos que ele possui, que se chama "New ART Reef" e para contatos profissionais para trabalhos e parcerias, é só conversar através do número (11) 95609-0384, beleza?

Espero que vocês tenham gostado da entrevista de hoje, em breve retornarei com novidades. Continuem acompanhando o blog para não perder nenhuma entrevista nova e nem os nossos projetos com o "BBRAU". Lembrando que quem quiser continuar acompanhando mais nas redes sociais, basta procurar no Facebook, Instagram e no Twitter por @odiariodebrunaj, combinado?

terça-feira, 18 de junho de 2024

Bruna Entrevista: 13x30 - Billy Santana


Olá, olá... Tudo bem, queridos leitores? Então que hoje é dia de conferir mais uma entrevista inédita aqui no blog, olha que bacana? E o nosso convidado de hoje é músico, baterista e recentemente esteve entre os 100 confinados da segunda temporada do "A Grande Conquista" da Record. Bora conferir um pouco mais sobre como foi essa experiência e a carreira do querido Billy Santana? Vem comigo!

Bruna Jones: Você é músico e baterista, mas antes da gente falar melhor sobre isso, vamos voltar um pouco na sua história... Qual foi o seu primeiro contato com a música e o que te fez perceber que isso poderia ser uma carreira? 
Billy Santana: O meu contato com a música começou bem cedo, tão cedo que eu nem consigo lembrar direito... Lembro que eu sempre acabei gostando do rock, que foi o que sempre me ganhou, mas gostava de muita coisa. Mas exercendo mesmo com um instrumento musical foi em 2015, quando aprendi a tocar bateria. Muitos amigos meus já tocavam violão, teclado, etc.. E eu fui no que eu achava mais diferente ali. Desde então fui só aprendendo e evoluindo. 

Bruna Jones: No universo da música existem diversos ritmos, gêneros e subgêneros. Você atualmente tem o seu trabalho mais voltado ao Punk/Rock, certo? Como foi que você acabou escolhendo centralizar a sua carreira mais para esse lado musical? Você chegou a se aventurar em outros ritmos?
Billy Santana: O principal gênero que estou exercendo neste momento é de punk e rock, isso mesmo. Simplesmente por ser o projeto que mais vingou, já tive uma banda indie muito parecida com Los Hermanos, chamada "Duplo Cego" e inclusive tem até música no Spotify lançada... Já toquei grunge também e assim, pelas pessoas com as quais trabalhei e ideias, desenvolvimento de músicas, o que fluiu mais foi o punk/rock, onde a gente está até hoje numa carreira bem ascendente buscando oportunidades e toda essa correria que os músicos passam quando querem tocar em uma banda. 

Bruna Jones:  O início de carreira costuma ser um pouco mais complicado, principalmente para quem busca uma carreira artística, seja por falta de oportunidades ou até por instabilidade financeira... Como foi o início da sua jornada até agora? 
Billy Santana: Até agora eu acredito que não tenha sido diferente de outros artistas que acabam sofrendo para realizar o seu trabalho. É muito mais gasto do que lucro, principalmente nas fases iniciais, neste projeto atual não tenho nem cinco anos de atividade, então estamos investindo bem para melhorar e fica aquela fé de colher frutos no futuro, de atingir um público melhor e as pessoas gostarem do nosso trabalho. É sempre um desafio, arte é algo que você precisa gostar mesmo e o pessoal nem sempre tem cabeça.

Bruna Jones: Artistas costumam ser bem perfeccionistas com seus próprios trabalhos e isso muitas vezes acaba atrapalhando um pouco o desenrolar de alguns projetos. Você costuma ser mais autocrítico? Se sim, como lida com isso?
Billy Santana: Eu sou bem autocritico, acho que talvez seja um dos meus maiores defeitos. Muitas vezes eu já me segurei em fazer algum projeto, seja na música ou em algum outro meio de interesse, por achar que não está bom ou do jeito que eu queria e as vezes eu posso ter descartado uma ideia muito boa, sabe? As vezes tenho essa impressão. Sempre analiso muito bem, cobro muito de mim mesmo e se eu errar então... Eu acabo sentindo muito, justamente pelo senso de autocritica muito forte. É complicado. Precisa ter uma maturidade muito forte e frear se for necessário, caso contrário a gente acaba não fazendo nada. 

Bruna Jones: Hoje nós vivemos um momento em que números de seguidores estão falando mais alto do que ter talento e compreensão do trabalho que está sendo realizado. Você acredita que as redes vem prejudicando o mercado musical ou elas acabam sendo apenas um complemento daquilo que você já produz? 
Billy Santana: Acho que as redes sociais proporcionam um meio muito pratico de você conseguir mostrar o seu trabalho. O único problema é que essa praticidade acaba vindo muita coisa de todo lugar e muitos acabam ficando esquecidos, você vê um monte de banda com trabalhos artísticos que ficam apagados na rede social pelo fato de que alguma outra coisa está em alta, ninguém viu ou o algoritmo não entregou... Então, eu acho que é muito bom pela praticidade, mas você precisa saber trabalhar nisso para não cair no limbo e simplesmente não aparecer.

Bruna Jones: Esse ano você acabou aceitando o convite para participar do "A Grande Conquista 2" ao lado de outros 99 competidores. O que te motivou a participar deste desafio? 
Billy Santana: O principal motivo de entrar nesse reality show foi a visibilidade, mostrar o meu trabalho mais ativo, que é banda atualmente e também mostrar quem eu sou. Até pelo fato de que me encontro aberto para outros trabalhos artísticos e tenho interesse em narração ou atuação, embora não tenha feito curso de artes cênicas, mas acho muito interessante e acho que conseguiria fazer um bom trabalho. E assim, colocar em uso os talentos que eu tenho e características únicas, que é a minha voz, o meu jeito, que foi algo muito percebido lá dentro pelos participantes, as pessoas que falaram comigo... Foi isso, dar a cara a tapa, mostrar quem eu sou e aproveitar a visibilidade para oportunidades futuras.

Bruna Jones: Um reality show comum com 20 pessoas, já costuma ser bastante difícil e estressante entre os concorrentes, então, imagino que ficar confinada com outras 99 deve ser ainda mais complicado, certo? Olhando agora, foi uma boa experiência para você? O que foi mais difícil? 
Billy Santana: Realmente é bem difícil, acredito que esses realities de confinamento em uma casa talvez sejam os mais pesados, até pelo fato de que era difícil se concentrar em algo que não fosse a sobrevivência naquele momento da vila. Faltava comida, a gente comia muito abaixo do necessário do ponto de vista metabólico e aquilo gradativamente iria gerando um mal estar maior, as pessoas brigavam por bobeiras, muitas coisas que eu vi que não precisava acontecer, mas acontecia em decorrência ao estresse que a gente era imposto. A parte mais difícil foi essa de manter o controle, a cabeça fria, numa situação de incomodo constante.

Bruna Jones: Infelizmente você acabou ficando pouco tempo no programa e por causa do formato ter confinado 100 pessoas de uma vez, os participantes tiveram pouco tempo de tela para se mostrarem ao público, o que você acha que ficou faltando o público saber sobre o Billy? 
Billy Santana: Muito difícil estar em um reality show que tinha muitas pessoas, realmente... Acho que no meu caso as pessoas iriam me conhecer pela forma que eu iria me posicionar durante o jogo, nos conflitos, com os aliados e a forma como fosse levando o jogo contra os meus adversários, acho que isso iria dizer muito sobre mim. Também pelos papos que gosto de levar com as pessoas, o pouco tempo que fiquei conversei com as pessoas sobre coisas que acho da vida, experiências, acho que isso conta muito no caráter de uma pessoas, enfim... A melhor maneira de conhecer uma pessoa é sabendo como ela enxerga a vida. Acho que essa é a forma como as pessoas iriam me conhecer lá dentro.

Bruna Jones: Nos últimos anos, a reciclagem de participantes de realities virou algo comum na televisão. Você aceitaria um convite para participar de outro confinamento como "A Fazenda" ou "BBB", por exemplo? 
Billy Santana: Hoje em dia, reality show não é mais uma prioridade no meio artístico pra mim, mas sendo um reality de grande relevância como "A Fazenda" ou o "BBB" eu provavelmente aceitaria sim.

Bruna Jones: Já estamos no segundo semestre do ano, mas ainda assim, tem novidades vindo por aí? Algo que possa compartilhar com a gente? 
Billy Santana: Eu tenho muita coisa em mente, além de música que é uma grande paixão minha, eu gosto muito de games, filmes, esse universo mais geek que eu cresci com isso e gosto demais. Gosto muito do meio de musculação, da nutrição também e das atividades físicas... Acredito que se eu conseguir inspirar pessoas em qualquer uma dessas áreas, acho que vou estar fazendo um bom trabalho. Penso em atuar de alguma forma na internet em algum desses meios, mas de concreto mesmo, posso falar da minha banda, onde estamos preparando mais música para o Spotify e as principais plataformas musicais.

Bacana a nossa conversa, não é mesmo? E ele ainda deixou um recadinho antes de ir, olha só: "Busquem viver uma boa vida para inspirar outras pessoas. Eu acredito muito no poder das pessoas em influenciarem umas as outras, você não precisa ser influencer ou famoso, basta ter um estilo de vida legal, fazer coisas bacanas, que estará inspirando seu filho, um amigo, as pessoas em volta de você... Esse poder do ser humano de inspirar o outro gera união e nos torna mais fortes. Essa é a mensagem que eu quero passar para quem me segue e claro, muita gratidão por quem torceu por mim no programa, por quem acompanha o meu trabalho até hoje e estão ai por mim. Gratidão mesmo, já que eu quase fiquei no programa pelo tanto de gente que votou em mim!" e se vocês quiserem continuar acompanhando ele nas redes sociais, basta procurar por @billyburzichelli no Instagram e para contatos profissionais, enviar um e-mail para billy-burzichelli@hotmail.com, beleza?

Espero que vocês tenham gostado da entrevista de hoje, em breve retornarei com novidades. Continuem acompanhando o blog para não perder nenhuma entrevista nova e nem os nossos projetos com o "BBRAU". Lembrando que quem quiser continuar acompanhando mais nas redes sociais, basta procurar no Facebook, Instagram e no Twitter por @odiariodebrunaj, combinado?

quinta-feira, 13 de junho de 2024

In Memoriam: Nahim morre aos 71 anos, cantor esteve na nossa 10ª temporada de entrevistas


O cantor Nahim nasceu no interior de SP nos anos 50 e acabou se interessando por música ainda aos dez anos de idade, de lá pra cá ele nunca mais parou. Na década de 80 acabou sendo descoberto pelo produtor Mister Sam e pelo codinome de "Baby Face" lançou diversos hits musicais nos anos seguintes. Também acabou se tornando apadrinhado pelo Silvio Santos após ser o vencedor do programa "Qual É a Música?" e anos depois, acabou entrando para o universo dos realities, participando de "O Aprendiz: Celebridades", "A Fazenda 9", "Power Couple Brasil" e "Troca de Esposas", todos na Record.

Infelizmente, Nahim faleceu hoje, no dia 13 de junho de 2024 em sua residência em Taboão da Serra, São Paulo. O caso foi registrado preliminarmente como morte suspeita pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo. Segundo o G1, a suspeita é de que o cantor tenha falecido após a queda de uma escada. Deixamos aqui a nossa pequena homenagem ao cantor, que em 2021 aceitou fazer uma entrevista bem bacana com a gente aqui no blog. Caso alguém queira relembrar, é só clicar AQUI. Nossas mais sinceras condolências aos amigos e á família neste momento difícil.

Qualquer novidade eu volto. Continuem acompanhando o blog para não perder nenhuma entrevista nova e nem os nossos projetos com o "BBRAU". Lembrando que quem quiser continuar acompanhando mais nas redes sociais, basta procurar no Facebook, Instagram e no Twitter por @odiariodebrunaj, combinado?

terça-feira, 11 de junho de 2024

Bruna Entrevista: 13x29 - Jo Werner


Olá, olá... Tudo bem, queridos leitores? Então que hoje é dia de conferir mais uma entrevista inédita aqui no blog, olha que bacana? E o nosso convidado de hoje é alguém que trabalha na área da saúde, mas que recentemente esteve entre os 100 confinados da segunda temporada de "A Grande Conquista" da Record, estou falando do querido Jo Werner, que aceitou vir compartilhar um pouco de suas experiências com a gente. Vem conferir!

Bruna Jones: Esse ano você ganhou fama nacional após participar da segunda temporada do "A Grande Conquista" da Record, mas antes da gente falar mais sobre isso, vamos voltar um pouco... Você é estudante de medicina, certo? O que te chamou atenção nesta profissão e lhe fez decidir que buscaria uma carreira nessa área?
Jo Werner: Busquei a medicina porque sempre me interessei pela área da cardiologia no começo do curso e depois acabou virando uma homenagem para a minha avó que acabou falecendo por erro médico, prometi a ela dar o meu melhor para os meus pacientes não passarem por isso. 

Bruna Jones: Sabemos que uma carreira na medicina não é para qualquer um, pois depende de muitos fatores, principalmente investimento nos estudos. O que você diria para alguém que está pensando em prestar vestibular na área?
Jo Werner: Se é o teu sonho, se joga, foca que o resultado vem, mas caso a aprovação não venha, levante a cabeça e veja as outras oportunidades da vida, como por exemplo estudar fora do Brasil. 

Bruna Jones: Como eu disse anteriormente, você acabou participando do "A Grande Conquista" da Record. O que te motivou a fazer parte do elenco do reality show e ficar confinado ao lado de outras 99 pessoas? Você chegou a assistir a temporada passada para se informar e se preparar para a sua?
Jo Werner: Eu sempre quis participar de um reality show, ter a experiência de ficar confinado e gravado 24 horas por dia e principalmente ser o primeiro participante da minha cidade a ir em um programa como o que eu participei e sim, assisti muito "A Grande Conquista" do ano passado, foi onde me deu mais vontade de participar, porque na primeira temporada quando fui me inscrever já tinha encerrado o período de inscrições. 

Bruna Jones: Em algum momento você acreditou que essa exposição poderia acabar prejudicando de alguma forma a sua carreira na medicina ou você estava preparado para quaisquer que fossem as consequências dessa experiência?
Jo Werner: Pelo contrario, a exposição me fez fazer amizades incríveis e na área da medicina, e eu fui ciente que poderia sair amado como odiado. 

Bruna Jones: Aliás, falando sobre consequências... Para participar do reality show, você precisou pausar um certo tempo da sua vida aqui fora, como por exemplo, os estudos. Olhando agora, você acha que essa sua participação, valeu a pena em termos pessoais ou profissionais?
Jo Werner: Acredito que eu precisava desse tempo, não estava me sentindo muito bem em relação a faculdade, minha cabeça estava cheia, então não me atrapalhou em nada, essa experiência só me fez crescer como pessoa e amadurecer. Sim valeu para a vida pessoal (realização de um sonho) e profissional pelas amizades que eu fiz como o doutor Fábio. 

Bruna Jones: Um reality show comum com 20 pessoas, já costuma ser bastante difícil e estressante entre os concorrentes, então, imagino que ficar confinada com outras 99 deve ser ainda mais complicado, certo? O que foi mais difícil?
Jo Werner: Além de ter pessoas insuportáveis como o Hadad, acredito que a pior coisa era a divisão na hora de dormir, já que era muito frio por causa do ar e não tinha cama, edredom e travesseiro para todos. 

Bruna Jones: Ali na vila você estava concorrendo contra outros anônimos e algumas pessoas que já eram conhecidas da mídia, seja pela internet ou realities passados... Você acredita que por se tratar de pessoas previamente conhecidas, foi uma disputa injusta contra você naquele momento da sua eliminação?
Jo Werner: Não diria injusta, mas acredito que já tinha sim os preferidos, visto que as câmeras focavam somente em algumas pessoas em específico e não tinha microfone para todos, eu mesmo dei um depoimento e nem ao ar foi. 

Bruna Jones: Infelizmente você acabou ficando pouco tempo no programa e por causa do formato ter confinado 100 pessoas de uma vez, os participantes tiveram pouco tempo de tela para se mostrarem ao público, o que você acha que ficou faltando o público saber sobre o Jo Werner?
Jo Werner: Acredito que ficou faltando meu lado vida louca e briguento mesmo, entrei no programa já meio doente porque estava com muita tosse desde que cheguei em São Paulo, quando comecei a me soltar já era tarde, porém o povo pôde ver meu lado carinhoso, amigo, e brincalhão. 

Bruna Jones: Nos últimos anos, a reciclagem de participantes de realities virou algo comum na televisão. Você aceitaria um convite para participar de outro confinamento como "A Fazenda" ou "BBB", por exemplo?
Jo Werner: Com toda a certeza, estou aberto a convites para outros realities principalmente de "A Fazenda" que tem animais que eu tanto amo. Podem me chamar que eu vou, haha... 

Bruna Jones: Já estamos no segundo semestre do ano, mas ainda assim, tem novidades vindo por aí? Algo que possa compartilhar com a gente?
Jo Werner: Tenho alguns projetos em vista que quero por em prática no Paraguay que é o país que vivo hoje, principalmente de abrir minha rede de panquecaria. 

Bacana a nossa conversa, não é mesmo? E ele ainda deixou um recadinho antes de ir, olha só: "Muito obrigado pelo carinho, por me acompanharem nas redes sociais, obrigado a todos que mandaram energia positivas e forças agora no falecimento da minha mãe e JAMAIS PAREM DE LER O BLOG, um beijo enorme para cada um de vocês." e para quem quiser continuar acompanhando ele nas redes sociais, basta procurar no Instagram por @jptalamini, no TikTok é @joaotalamini e no YouTube é Joao Talamini, beleza?

Espero que vocês tenham gostado da entrevista de hoje, em breve retornarei com novidades. Continuem acompanhando o blog para não perder nenhuma entrevista nova e nem os nossos projetos com o "BBRAU". Lembrando que quem quiser continuar acompanhando mais nas redes sociais, basta procurar no Facebook, Instagram e no Twitter por @odiariodebrunaj, combinado?

quinta-feira, 6 de junho de 2024

Grey's Anatomy: 20x10 - Burn It Down


Incêndios florestais ameaçam a região de Seattle, causando uma enxurrada de pacientes e procedimentos de emergência; os médicos fazem malabarismos com o excesso de capacidade no pronto-socorro, cirurgias complexas e estresse pessoal; Meredith toma uma decisão precipitada que não pode ser desfeita.

Nome do Episódio: Faz referência a música da banda Linkin Park. 

Frase do Episódio: "Um professor da faculdade uma vez me disse: "A decisão mais difícil em cirurgia é saber quando abandonar um reparo, e retirar o órgão todo." Se um baço está destruído, o retiramos para proteger o resto do corpo. O mesmo com parte do cólon ou intestino. O corpo humano sobrevive a perdas significativas. As pessoas vivem sem o apêndice, um rim, amígdalas e outros. O corpo acha formas de compensar o que falta. Mas acaba chegando a um ponto critico. Há um limite pro que o corpo pode desistir antes de parar de funcionar." ... "Como na cirurgia, a vida é cheia de riscos calculados. Fazemos sacrifícios esperando resultados melhores. Nem toda jogada sai como queríamos. Então nos perguntamos, estamos dispostos a abrir mão de quê? O que podemos deixar para trás? Do que precisamos para viver? O que faz a vida valer a pena? O que estamos dispostos a arriscar quando uma vida está em risco? Quanto podemos perder... Se nada sair como planejamos?"

Qualquer novidade eu volto, lembrando que quem quiser entrar em contato comigo, pode add no facebook, procurando por "Bruna Jones" e que agora na página oficial do blog, vocês encontram conteúdo exclusivo: clique aqui! Podem também procurar e seguir no twitter e instagram no @odiariodebrunaj certo?

quarta-feira, 5 de junho de 2024

Station 19: 7x10 - One Last Time


Enquanto a Estação 19 continua a combater um incêndio florestal, a equipe enfrenta a possibilidade de um futuro que mudará para sempre.

Nome do Episódio: Faz referência a música da cantora Ariana Grande. 

Frase do Episódio: "Bombeiros enfrentam a morte o tempo todo. Quando literalmente enfrenta incêndios como profissão, não pode ter certeza do que seu futuro reservará. Nosso futuro é o que fazemos dele. As possibilidades são infinitas." ... "Seu futuro é o que você faz dele. Seu legado transcenderá seus atos diários de coragem. Seu legado não é algo no futuro. Está sendo moldado agora com cada escolha que faz e cada pessoa que encontra."

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terça-feira, 4 de junho de 2024

Bruna Entrevista: 13x28 - José Trassi


Olá, olá... Tudo bem, queridos leitores? Então que hoje é dia de conferir mais uma entrevista inédita aqui no blog, olha que bacana? E o nosso convidado de hoje é bem conhecido da galera que acompanha cinema, teatro, novelas, etc... Convidamos o querido ator José Trassi, para conhecer um pouco mais da sua trajetória artística e algumas de suas experiências. Vem conferir comigo como foi esse papo!

Bruna Jones: Você possui uma vasta experiência como ator, trabalhando na televisão, teatro e cinema por tantos anos, mas antes da gente falar mais sobre isso, vamos voltar um pouco no passado? Como foi que você acabou descobrindo as artes cênicas e decidiu que iria buscar uma carreira nela?
José Trassi: Eu na verdade não busquei as artes cênicas, foi ela quem me encontrou, rs... Ela passou por cima de mim mudando toda a minha vida quando eu tinha uns 13 anos. Foi uma daquelas situações em que são divisores de água na vida... Eu estudava em um colégio em São Paulo, "Colégio Equipe", e decidi naquele dia cabular aula pela primeira vez na vida, naquela sexta-feira, era aula de artes, eu saí pra cabular aula, pulei o muro do colégio com os amigos, cheguei no bar, que estava com aquele cheiro amanhecido de bar, falei: "Nossa, é aqui que o pessoal gosta de ficar? Que lugar estranho, eu vou pra casa", fui pra casa mais cedo e descobri que minha família tinha ligado na escola pra me buscar, mas eu não estava lá, então quase que eu não vou no teste, era justamente pra um teste, pro programa "Sandy & Junior", a produtora de elenco era amiga do meu irmão, e ele era coreógrafo de comerciais e ator, então essa minha amiga chamou o meu irmão pra fazer o teste, meu irmão declinou e me indicou, e ela mandou me levar, só que aí eu estava cabulando aula, ninguém me achava, cheguei em casa, fomos até o hotel do teste, onde tinha muitas pessoas, acho que mais de 500 pessoas e meu irmão foi me dirigindo, eu nunca tinha atuado, mas antes, como meu irmão era dançarino, eu tinha feito aula de street dance e já tinha me apresentado como dançarino, no Teatro Itália, numa apresentação, então meu irmão me dirigiu falando: "Ó, você vai falar o texto que eles pediram pra você falar, vai dar uma giradinha, vai abrir um espacate, vai dar aquela dançada que você sabe..." falei: "Beleza", aí veio o texto, "Oi, meu nome é Dodô, eu sou amigo do Júnior, tô na rádio, não sei o que", dei a giradinha, voltei pra câmera, fiz aquela gracinha, e passei, e assim começou minha carreira, sem eu nem saber o que era minha profissão, e fiquei no "Sandy & Júnior" por 3 anos, no final do terceiro ano a gente montou uma peça de teatro, um musical, e aí eu comecei a entender que aquela iria ser minha profissão, mas até então sem muita consciência, né?  

Bruna Jones: Já aos 15 anos de idade, você estreou em um dos grandes projetos daquela época, o seriado "Sandy & Junior", como foi para você já chegar em um programa que possuía uma grande audiência e que tem fãs até hoje? 
José Trassi: Pra mim foi uma sorte, porque é uma espécie de selo de qualidade, né? Quando você está numa emissora grande, num programa de sucesso... Eu já comecei minha carreira com esse selo de qualidade de bom ator, afinal de contas eu estava na Globo e tal, pra mim chegar em um programa assim, não teve tanto impacto, porque eu não sabia o valor disso, eu não sabia o que era, o tamanho disso, não tinha nem rede social na época, então a gente também não tinha ideia de como o programa iria repercutir no Brasil, só quando a gente andava na rua, só quando a gente saía que tinha esse retorno, então, pra mim, eu agradeço de não ter tido essa consciência do que era, porque poderia travar de alguma forma e tal, e no decorrer eu fui vendo o tamanho de onde eu estava e o valor que aquilo tinha, porque todos os atores em volta de mim, eles davam muito valor, muito, muito, muito valor, era o papel da vida deles, então era o papel da minha vida também, foi muito, muito interessante. Foi muito interessante mesmo e eu sou muito agradecido.

Bruna Jones: Você acabou ficando por três temporadas no seriado, mas quem acompanha as redes sociais sabe que o elenco possui uma boa relação até hoje, não é mesmo? O que esse programa significou para você tanto na sua vida profissional quanto na pessoal?
José Trassi: Sim, fiquei três temporadas, eu costumo falar que a temporada de Campinas é a verdadeira, rs... Depois o programa foi pro Rio de Janeiro e acabou perdendo força por mudar o formato, por sair daquela magia, aquela história contada do jeito que estava sendo contada, foi assim que eu entendo, até puxando um pouquinho de sardinha pro meu lado, aquela magia que tinha no colégio em Campinas, todo mundo, aquela galera, acabou quando o programa foi pro Rio de Janeiro, né? Esse programa significa pra mim o início da minha carreira, o encontro com os meus amigos de infância, que é como eu chamo meus amigos do elenco, como eu sinto eles. São os meus amigos que mais me conhecem, a gente sim tem uma boa relação até hoje, pessoalmente me deu muita segurança, né? Porque quer queira ou não, eu pertencia e pertenço a algo que foi muito especial e de conhecimento de todos, e no profissional foi muito bom, porque eu já comecei na Rede Globo, né? Então só alegria, só... São coisas boas agregadas, né?

Bruna Jones: Saindo do seriado, você começou a ter experiências em outros formatos das artes, como o teatro, que é um ambiente completamente diferente de uma série/novela na qual você pode se permitir errar algumas vezes e refazer uma cena. Além disso, muita gente considera o teatro como a principal plataforma que vai mostrar se você leva jeito na atuação pelo fato do "ao vivo" com o público. Você concorda que todo ator precisa passar por essa experiência? 
José Trassi: Sim. Sim. Um ator que não faz teatro, dificilmente... É um ator. Pode ser um intérprete. Pode ser... Alguém que está atuando. Mas um ator realmente precisa passar pela plataforma do teatro. Eu saí do "Sandy & Junior" e lembro... Engraçado que eu estou até no lugar em que eu fiquei... Que eu estou na casa da minha mãe, aqui no lugar que era meu quarto, e eu fiquei um ano assim, olhando pra cima, me questionando o que iria fazer, quem eu era, qual era a minha profissão, até eu ter o clique que eu já tinha uma profissão, que aquela era a minha vocação, que eu devia seguir em frente. Só que tem aquela coisa de onde está o mercado, quem é o mercado, onde está o mercado... E aí eu lembro que eu comecei a procurar o teatro para poder exercer meu ofício de ator. A primeira peça realmente que eu fiz foi "Tutti Frutti", o musical com parte do elenco. E ali eu descobri que eu tinha jeito para o teatro. Que eu conseguia comunicar ao vivo com o público e trocar com eles, e não amarelar, e lembrar o texto, e dançar, e cantar, e tudo. Então eu segui em frente nisso. Eu segui em frente e fiz muito teatro, muito teatro. Principalmente teatro alternativo, teatro escola, teatro institucional. Então, tem uma questão assim que eu... Eu não tinha noção daquela estrutura que a gente tem, né? Que é empresário, assessoria de imprensa, stylist, hoje, assim, toda aquela equipe em volta. Eu não tinha. Então eu ia eu mesmo abrindo minhas frentes, procurando minhas peças, estando nos lugares. E foi assim que eu construí minha carreira. Depois da televisão eu fui para o teatro. Teatro e cinema.

Bruna Jones: Ainda sobre o teatro, como dito anteriormente, não é possível refazer cenas e a peça precisa seguir independente do que aconteça. Tendo isso em mente, já aconteceu alguma coisa inusitada ou fora de script com você no palco? Poderia compartilhar uma história? 
José Trassi: Sim. O próprio "Tutti Frutti", o musical que a gente fez com direção do Marcelo Caridade, que tinha todos no elenco, menos a Sandy e o Júnior. A gente foi apresentar para 1.200 pessoas no Teatro Vivo, no Rio de Janeiro. E eram 10 no elenco, 12 no elenco, e microfones. lapela, aquele microfone sem fio. Até que começou a peça e o microfone falhou. Todos os microfones de lapela falharam. Você imagina que era a apresentação da nossa vida, porque tinham todos os diretores da Globo, todo mundo da Globo estava lá e a gente ia mostrar nosso trabalho pra poder trabalhar mais e tudo falhou, e tudo deu errado, e aí entrou todo mundo pros camarins, a gente parou o espetáculo, gente chorando, gente desesperada, e aí entrou um dos diretores do seriado e falou: "Espera, calma, o que que, vamos fazer? Tem microfone de bastão, quantos tem, oito?" E a gente fez a peça, com os microfones de bastão. Eu sei que era um tal de joga pra lá o microfone, boia o microfone dentro da calça, coça a cabeça com o microfone, tudo pra peça acontecer. E a peça aconteceu, maravilhosamente. E isso é uma das situações mais mágicas que aconteceu no teatro. Tiveram outras. Inusitado, assim, eu não diria, mas eu fiz parte de um grupo de teatro chamado "Atores de Francisco Carlos", que era uma amazonense surrealista, que fez uma tetralogia tupinambá, algo bem específico. E a minha mãe escreveu parte do texto do meu personagem, porque minha mãe, ela trabalhava com menores e adolescentes, ela ajudou a escrever o Estatuto da Criança e do Adolescente, e o personagem que eu fazia era um adolescente, menino de rua, nessa história surrealista, que chamava "Namorados da Catedral Bêbada". Então ela contribuiu com esse texto, eu falei o texto escrito pela minha mãe no teatro, isso foi muito especial. Ela tinha escrito um monólogo com 18 anos, foi atriz, então daí eu descobri que eu herdei essa parte dela, foi muito bonito. Tem essa história inusitada no microfone, tem essa história bonita do texto que minha mãe escreveu, tem... Nossa, e tem mais uma história que é assim, o Sérgio Guizé me apresentou o Francisco Carlos, dessa trupe de atores, a gente fez primeiro uma trilogia, "Namorados da Catedral Bêbada", "Românticos da Idade Mídia" e "Banana Mecânica". E eu fiz duas dessas peças, a "Namorados" e a "Banana Mecânica" na Praça Roosevelt, e a gente foi pro Festival de Curitiba, 2010, acho. E aí eu queria muito estar em cartaz e fazer três apresentações no mesmo dia. Estar em cartaz com três peças ao mesmo tempo. E eu estava com essas duas, então eu comecei a ensaiar uma outra que chamava "Imprestáveis", e aí teve um dia na minha vida em que eu fiz três apresentações ao mesmo tempo. Apresentei "Imprestáveis" às seis, apresentei "Namorados da Catedral Bêbada" às nove e apresentei "Banana Mecânica" à meia-noite. Esse dia foi o dia que eu me realizei no teatro. Esse dia foi um dia, assim, sensacional na minha vida.

Bruna Jones: Como ator você já teve a oportunidade de interpretar diversos tipos de papéis e acredito que para cada um você teve uma preparação diferente, não é mesmo? Como costuma ser o seu processo criativo quando recebe um personagem novo? 
José Trassi: Olha, de verdade... Quando recebo um personagem novo, eu leio e procuro entender o mundo que esse personagem vive. As três primeiras motivações, os três primeiros problemas. Eu gosto muito do número três pra essas coisas. E começo a fazer um gráfico da trajetória dele, né? Na história. Procuro coisas concretas, tipo se ele é... Se a voz é mais grossa, se a voz é mais fina, se ele tem alguma deficiência física, se não, se tem algum tique, não. E eu também... Trabalhei muito com preparadores de atores. No começo lá, com o método da Fátima Toledo, depois foi evoluindo pra outros métodos. Então, na hora de receber um personagem, eu procuro... Sair daquela questão antiga de que "vamos construir um personagem". Não. Eu sou o personagem. O personagem se usa de mim. Do meu repertório, do meu corpo, da minha temperatura, do meu humor. Só que, deslocando eu, tudo que é meu, no espaço e tempo, colocando dentro daquela história, eu começo a encontrar repertórios que não servem a mim, José. Que servem ao personagem. Então, sou eu em situação. Eu vou fazer um Shakespeare. Sou eu em situação. Naquela idade da história, naquele contexto, naquela situação. E esse conjunto de novas situações, reações... Intrincadas naquela história, dão o nome do meu personagem. Então, hoje, se você vê, é muito isso. É o ator em situação que, naquele conjunto, se chama aquele nome. Isso é o que eu vejo como personagem. Aquela construção... Distante, não... Nunca mais vi fazerem, sabe? É... Não uso. Fica muito longe. Eu até tenho uma má experiência com isso, que foi o primeiro curta-metragem que eu fiz, que foi com o Mário Bortolotto. Chama "Enjaulados", do diretor Luiz Montes. A produtora é... Especine em 2006. Teve uma preparadora que me deixou assim... Travado. Eu precisava estar num corpo que não era o que eu fazia. E aí o Mário olhou assim pro diretor e falou: "Deixa o Trassi ir trabalhar, pô. O menino tá todo torto aí." Eu olhei no espelho, eu tava realmente todo torto. Sem conseguir dar um texto, porque eu não era... Não... Tava errado, rs... Eu tava fora de mim. Fizeram um trabalho em que meu corpo e eu não estávamos desconectados um do outro. Não foi muito certo. E aí, quando ele falou isso, eu relaxei e pude ser eu. Em situação. E aquilo deu o nome do personagem, que era... Era Luiz, na época, acho. Era a história de um policial e um bandido que cai num buraco e um precisa ajudar o outro pra sair. E ali me deu um estalo. De que não adianta buscar fora. Não adianta você fazer um corpo que você vai precisar sustentar. Você tem que fazer de dentro pra fora. Se esse corpo diferente vai ser diferente é porque você sentiu a necessidade de fazer aquele corpo diferente. De fora pra dentro é muito, muito, muito, muito mais difícil de ficar bom. Porque tem que ter muito estudo. Né? É... Mas dá também. Mas é uma história inusitada. Meu processo criativo... Eu gosto muito de encontrar esses três, né? Encontrar três coisas que ele gosta, três coisas que ele não gosta. Três... Três... Cores, texturas, padrões favoritos. Três padrões que não são favoritos. É... Tudo isso, né? Em oposição, em contraste. Gênesis eu faço às vezes. Às vezes não. Eu gosto muito de estar no presente da situação. Então meu... Meu processo criativo envolve fazer um gráfico da cena, né? Ah... Com parâmetros mesmo. Mais nervoso, menos nervoso. Mais irônico, menos irônico. E aí vai criando um desenho. E eu aprendi também uma das peças é ensaiar sem usar o corpo. Que você... É um ensaio mental em que você bota uma caneta, um papel, desenha um palco e faz a sua trajetória com a caneta dando a fala. Então é um jeito de estudar marcação e texto sem levantar da mesa. E você pode fazer isso em qualquer lugar. É ótimo. É ÓTIMO. Posso te dizer. 

Bruna Jones: Falando sobre personagens, tem algum que tenha sido mais difícil de você se conectar ou simplesmente de interpretar por algum motivo? E poderia compartilhar com a gente, qual é o personagem que você possui mais carinho? 
José Trassi: Cara, o personagem mais difícil é sempre o que a gente está fazendo, né? Então agora eu estou fazendo um personagem que eu ainda desconheço ele. Eu ainda estou buscando em mim, assim, o repertório dele. Criando a Gênesis. É... Eu tenho dificuldade de conectar quando a motivação do personagem é mais emocional do que mental. Porque pra disparar um sentimento em mim eu preciso entender... Entender pra identificar o sentimento disparado. Então fazendo essa logística reversa... Pra eu ativar um sentimento, eu preciso passar pelo entendimento do que leva ele ao sentimento. E depois a ativação física ocorre naturalmente. Depois que eu entendo, né? Então eu preciso racionalizar. Coisa de virginiano. Mas... Eu passo por aí. Um personagem que foi muito difícil de conectar... Muito, que eu sofri um pouco pra fazer, assim... Porque até eu encontrar ele... Foi um marinheiro... Na peça "Honey: O Gosto do Mel". De Shelagh Delaney. Em que eu atuei junto com a Lavinia Panunzio. Fernanda Gama. João Fábio Cabral. Que a gente apresentou no Festival da Cultura Inglesa em 2010. Isso foi, acho que um personagem bem difícil. Assim, porque... Ele era meio frio, meio calculista. Ao mesmo tempo eu não queria fazer ele... Ele era meio flat, né? O que a gente chama quando a pessoa é fria e calculista. Ela fala sem emoção. Mas eu acho que depois eu me dei bem com ele. Com esse marinheiro. Um personagem que eu tenho carinho especial realmente é o Dodô. Realmente eu tenho um carinho muito especial pelo Preto, que é o personagem que eu faço em "Arigó". O Dr. Fritz. Um personagem que eu tenho muito carinho também é outro que chama Luiz. Que é o Luizinho do "Carandiru: Outras Histórias". Eu tenho muito carinho pelo personagem Tito que é o que participa do filme "My Friend Penguin". Que vai estrear agora do David Shurman. É... Cinema, né? Com Jean Reno. Esse é um filme muito especial. Esse Boy Marrom é um personagem que eu tenho muito carinho. Que foi esse moleque de rua que eu interpretei. Falando o texto que minha mãe escreveu pro autor. Esse personagem era muito bom. É... Não. Mas o que eu tenho mais carinho... Assim... Esse e o Dodô. É o Adonis, moleque indigesto da peça "Banana Mecânica". Ele é filho da Chiquita Bacana, da Martinique. que é um moleque de rua também e ele faz mil peripécias nessa peça surrealista, eu tenho um carinho muito especial, até hoje eu tenho saudade de fazer ele, é isso... É difícil porque todos são filhos meus, você gosta de um filho mais que outro? É difícil, tem filho que dá mais trabalho, tem filho que dá menos trabalho, tem filho que você ri mais, mas é difícil falar de qual gosta mais. Mas o Dodô sem dúvida, porque foi meu primeiro personagem.

Bruna Jones: Hoje em dia os realities de confinamento estão cada vez mais em alta, atores inclusive acabam aceitando a oportunidade de participar pra fazer conexões futuras... Pensando nisso, se você fosse convidado para participar de algum, você aceitaria? 
José Trassi: Antigamente eu falaria com muita força que não, até por preconceito, hoje eu acho que eu aceitaria dependendo da emissora, do reality, da proposta do reality, eu acho que eu aceitaria porque eu me conheço mais, conheço mais meus gatilhos, sei o que eu posso oferecer, sei as minhas limitações e acho que seria uma experiência interessante. Eu aceitaria mas com ressalvas porque acho que esse é um outro assunto, mas eu estudando minha arte, estudando a sociedade, a gente vê uma engenharia social em que a gente tem que ter uma sociedade social em que os programas de televisão eles realmente empurram uma agenda de comportamento de reações de repertório, criam um repertório para o público de coisas boas e não tão boas assim, a grande coisa de ser um ator, de ser um artista é: Estou a serviço do que? Minha mensagem está a serviço de que? Até por isso, durante muito tempo eu não fiz publicidade pela prepotência juvenil de falar: "Não vou me vender ao sistema, não vou vender minha arte", depois eu falei: "Imagina, eu sou ator, eu sou um ator que interpreta um vendedor, peraí, eu vendo o que você quiser" e hoje eu já passei de 30 comerciais, sei lá quantos eu fiz... Então eu aceitaria, por esse motivo eu aceitaria, hoje em dia eu consigo integrar o lugar da arte o lugar como artista comercial, hoje eu consigo, acho que vem mais da gente do que a nossa repulsa ou aceitação, vem mais dos nossos entendimentos de si próprio.

Bruna Jones: Sabemos que atualmente você está gravando o filme de terror/policial "Caipora: O Filme", não é mesmo? Inclusive atuando ao lado do nosso querido Pedro Pauley. Você poderia adiantar um pouco sobre a história e o personagem que você vai dar vida neste projeto? 
José Trassi: A gente terminou a filmagem do "Caipora" e eu comecei a filmagem do "Por um Fio" que é um filme do David Sherman, agora há pouco eu fiz uma cena para o David Aquática para esse filme, não como meu personagem, mas como dublê, então aí está outra coisa do ator, né? "Ai, eu só faço o meu personagem" Não, eu faço cena. Ele precisava fazer e por essa parceria que existe no teatro eu consigo transbordar a parceria para o cinema, a parceria para a televisão, às vezes se a cena for muito boa eu faço sem cachê, sabe? Se a cena for muito, muito, muito boa eu abro uma exceção porque eu creio, eu estava falando isso ontem no novo projeto que eu estou, que é uma peça, eu creio que a base do nosso trabalho é espiritual, é mais que social e política é algo de propósito de vida, é algo que é comunicar uma imagem que vai ser utilizada como repertório para as pessoas reproduzirem nas vidas delas, está provado por cientistas que o que você pensa e o que você vive para o cérebro e para o corpo é a mesma coisa. As descargas hormonais são as mesmas, então através de uma tela você consegue ter alterações no seu pH do corpo, eu acho que é muito importante esse trabalho nesse sentido, por isso que quando eu falei do reality de que eu tenho minhas ressalvas, porque eu sempre fui e sou filho de intelectual de psicóloga, de jornalista, de professor de yoga ,eu sei que meu ofício ele está para além do comercial está para além da sociedade ele serve para conectar a gente a algo mais complexo, mais tácito, mais sagrado e o sagrado está no cotidiano e nas ações, nas intenções as pessoas vão evoluindo em suas consciências, então esse é o grande propósito da minha arte e eu sou muito agradecido por trabalhar com o meu propósito, mas às vezes a gente vende leite condensado, cotonete e nesse caso eu descobri que eu consigo integrar essas duas partes, então eu estava falando justamente isso com o pessoal, que eu acho que o nosso trabalho ele tem um lugar do sagrado... Mas voltando a pergunta, nesse filme "Caipora" eu faço o personagem Kuarai que é um indígena que se relaciona com uma não indígena, que é a personagem da Renata Brás, a Bárbara, e tem essa peripécia, isso que acontece, que são os jovens que vão para um ritual numa aldeia e acabam mexendo onde não deve e libertam coisas que não deveriam ser libertadas e coisas horríveis acontecem que não deveriam estar acontecendo. Então, eu faço nessa história de terror baseada numa mitologia indígena, um indígena que mora na cidade também, que me interessou muito porque é esse indígena que não é nem da tribo e nem o indígena, não existe indígena da cidade, porque os indígenas não são absorvidos pela sociedade, então fica nesse não lugar e sofrem até preconceito na própria aldeia. Então, é esse indígena, nesse não lugar de pertencimento, que vê a sua enteada ser violentada, que busca vingança, que ao mesmo tempo busca ter uma vida melhor, que ao mesmo tempo está entregue aos vícios da civilização, celular, bebida, videogame... Essa história é muito boa, eu amei fazer a "Caipora", porque precisamos falar sobre a mitologia indígena, precisamos falar e incluir os indígenas no nosso cinema brasileiro, a gente precisa dar voz a eles, a gente precisa dessa interação, não por eles, pela gente. Então, é um projeto que eu achei muito lindo, a gente foi com os índios de Guarulhos, deu muito certo, assim, os índios de Guarulhos, os índios da reserva, o Açú, experiências maravilhosas, de roda, de troca, até hoje eu converso com eles, dou força para alguns, boto uma pilha para que eles se movimentem no sentido do audiovisual, foi maravilhoso, maravilhoso mesmo. 

Bruna Jones: Além do "Caipora: O Filme", tem mais novidades vindo por aí? Algo que possa compartilhar com a gente?
José Trassi: Esse filme, "Por um Fio", do David Sherman, que eu faço, que eu filmei depois do "Caipora", tem agora essa peça de teatro que eu não posso falar o que é, nem como é, nem com quem é, nem quando é, mas assim que eu puder, vocês vão saber, estreia em 1º de agosto, no rooftop do Santander. A gente vai fazendo testes, né? E vai tendo oportunidades. Tem oportunidades que às vezes se concretizam, às vezes não, então agora, nesse momento, eu aguardo o lançamento do filme do Silvio Santos, em que eu faço um franco atirador, o longa se chama "Silvio, o Filme", eu estou aguardando a estreia do "Por um Fio", a estreia do "My Friend Penguin", estou aguardando a estreia de uma série que chama "Sutura", que é uma série do Amazon Prime, onde eu faço o irmão do protagonista, a primeira série com a Cláudia Abreu, fora da Globo, uma série médica sensacional. E por enquanto é isso, logo mais virá mais coisas. Eu faço muita locução, dublagem, comecei a fazer voz original pra game, então a coisa está se abrindo de um jeito maravilhoso. 

Bacana a nossa conversa, não é mesmo? E ele ainda deixou um recadinho antes de ir, olha só: "Gente, primeiro eu quero agradecer quem acompanha o meu trabalho, quem é entusiasta da arte, as pessoas que admiram e acompanham o meu trabalho, o fã é uma parte essencial porque é o nosso termômetro, nosso feedback, é a nossa conexão real com outro ser humano, através da arte. Eu tive questões antes com os fãs, assim, na minha cabeça, lógico, sempre tudo certo, mas na minha cabeça assim eu ficava pensando, meu, porque eu não sou fã de ninguém, assim, nesse sentido de pedir autógrafo, de ficar suando de ninguém mesmo, assim, coisa da idolatria, eu não tenho, acho que por ter crescido nesse meio, né? Tanto que na época do "Sandy & Junior" eu não era fã deles, eu andava de skate, gostava de hip hop, não era meu estilo de música. Mas depois eu comecei a ver que eram famosos e aí hoje, posso falar disso, hoje eu sou fã deles por admirar o propósito e a forma como fazem e aí eu entendi o que é um fã. Então eu sou fã agora de muita gente, sou até fã dos meus fãs, de verdade, porque é preciso sensibilidade pra você parar nesse mar de informação e olhar alguém e se identificar e querer se conectar com aquela pessoa. Então, meu recado pros meus fãs, é: Faça o que faz vocês felizes, o que faz você sentir que você tá alinhado com o seu propósito, que pode ser seu talento, ou pode ser sua vontade, ou pode ser as suas vivências que você não planejou, aceita você e o seu momento e a sua vida, o outro está pra ser um exemplo, mas a maior força criativa tá dentro de cada um. Então, eu acho que é muito importante que a gente tenha essa sensibilidade, que a gente tenha essa oportunidade de ser fã. Eu converso muito com fãs assim, de verdade, de igual pra igual, porque é de igual pra igual, é horizontal, ninguém é mais que ninguém, apenas são ofícios diferentes. Então eu sempre falo assim, cara, eu sou um farol aqui, mas você também é um farol aí, vamos junto. E eu acho que é por aí." e se vocês quiserem continuar acompanhando ele nas redes sociais, também tem um recadinho: "Meu contato profissional é através da Oyá Odé. Minha empresária é a Monique Samartini. Minhas redes todas são @jtrassi, tanto no Facebook como no Instagram. No TikTok eu não uso, no Twitter também saí de lá, mas é isso." bora seguir ele?

Espero que vocês tenham gostado da entrevista de hoje, em breve retornarei com novidades. Continuem acompanhando o blog para não perder nenhuma entrevista nova e nem os nossos projetos com o "BBRAU". Lembrando que quem quiser continuar acompanhando mais nas redes sociais, basta procurar no Facebook, Instagram e no Twitter por @odiariodebrunaj, combinado?