A madrugada cai silenciosa sobre o castelo, mas no interior da sala iluminada apenas por velas altas e sombras projetadas nas paredes de pedra, Dora e Matheus ocupam seus lugares no Conclave. O clima é menos tenso do que em outras noites, há um certo ar de missão cumprida. Dora gira lentamente a taça entre os dedos, pensativa. Ela comenta que a eliminação de Helena foi mais estratégica do que parecia. Diz que Helena tinha uma personalidade muito forte, falava com convicção, confrontava sem medo e isso começava a incomodar. "Ela podia virar um farol apontando na direção errada... Ou na direção certa demais", completa, com um meio sorriso. Matheus concorda. Ele relembra como, na mesa redonda, Helena sustentou suas opiniões até o último segundo. Para ele, alguém com aquele perfil poderia tanto liderar um movimento contra eles quanto virar o centro das atenções. "Agora, o jogo fica mais difuso", ele observa. "Sem ela ocupando tanto espaço, outras personalidades vão aparecer." Dora então faz a leitura que mais a anima: Com Helena fora do jogo, as tensões que ela tinha com Núbia podem ganhar outra interpretação. "Elas já estavam se estranhando há dias. Sem a Helena aqui pra se defender ou explicar as próprias atitudes, pode parecer que a Núbia saiu fortalecida demais dessa história." Matheus inclina o corpo para frente, interessado. Ele concorda que, se conduzirem bem as conversas, podem deixar no ar a ideia de que Núbia tinha mais a ganhar com aquela eliminação do que qualquer outra pessoa. "É o tipo de narrativa que cresce sozinha", ele diz. "A gente só precisa regar." Dora finaliza dizendo que foi um movimento necessário. Eliminar alguém com presença dominante abre espaço para que o caos se espalhe e caos, no jogo deles, é sempre bem-vindo. A chama das velas tremula enquanto os dois trocam um olhar cúmplice.
A manhã amanhece mais silenciosa do que o habitual no castelo. Um a um, os participantes entram no salão do café da manhã, tentando decifrar as expressões uns dos outros antes mesmo de se sentarem à mesa. Penélope chega primeiro, seguida por Marcela e Dimas. Logo depois vêm Núbia e Amélie, conversando baixo. Caio entra sozinho. Maurício e Icaro surgem quase ao mesmo tempo. Matheus aparece com semblante sereno. Dora é a última a cruzar a porta. O alívio é coletivo, mas dura pouco. Penélope quebra o silêncio lembrando que isso significa uma coisa ainda mais tensa, o jogo está chegando ao fim. "Agora faltam poucas eliminações pra acabar tudo", ela diz, olhando ao redor. "E a gente ainda tem traidores aqui." A palavra ecoa na mesa. Marcela comenta que, quanto mais perto do final, mais difícil fica confiar em qualquer pessoa. Dimas concorda e acrescenta que, estatisticamente, seria impossível já terem eliminado todos os traidores. "Se a gente errar agora, pode entregar o prêmio de bandeja." Núbia, ainda sentindo os olhares mais atentos desde a saída de Helena, diz que o grupo precisa parar de agir por impulso e começar a observar padrões. Amélie reforça que as votações recentes não trouxeram certezas, só aumentaram as dúvidas. Caio observa que o fato de ninguém ter sido morto naquela noite pode ser uma estratégia para gerar paranoia. Maurício questiona se isso não é justamente o que os traidores querem: Deixar todo mundo confortável por algumas horas antes de causar uma ruptura maior. Icaro comenta que, a essa altura, qualquer silêncio, qualquer voto mal explicado ou qualquer mudança de postura pesa o dobro. Ele olha discretamente para Matheus, que mantém a expressão controlada e diz apenas que o foco precisa ser racional. "Não dá pra transformar toda eliminação em teoria da conspiração." Dora completa dizendo que agora o jogo não é mais sobre sobrevivência individual é sobre leitura fina. "Quem estiver errado hoje pode decidir o vencedor sem perceber." O clima na mesa deixa de ser alívio e vira tensão pura. Eles sabem que estão perto do fim. E sabem, principalmente, que ainda há traidores entre eles.
O clima já estava delicado, mas é Penélope quem decide atravessar a linha tênue entre comentário e acusação. Ela apoia os cotovelos na mesa e olhando diretamente para Núbia, diz em tom aparentemente calmo: "Imagino que você deva estar se sentindo mais tranquila agora, né? Você e a Helena estavam constantemente trocando farpas. A eliminação dela muda bastante o cenário pra você." O silêncio que se instala é imediato. Alguns desviam o olhar, outros encaram Núbia esperando a reação. Núbia respira fundo antes de responder. A postura dela muda, mais firme, mais direta. "Se estão insinuando que eu tenho alguma culpa na eliminação dela, é bom lembrar que foi voto coletivo", ela diz, olhando de Penélope para os demais. "Eu não eliminei ninguém sozinha. Eu apresentei argumentos, como todo mundo fez." Marcela observa atentamente, enquanto Dimas cruza os braços. Amélie parece desconfortável com o rumo da conversa. Núbia continua: "Helena também apontava, também argumentava. O jogo é isso. Agora, transformar isso em "vantagem" ou insinuar que eu me beneficiei... É uma narrativa perigosa." Caio intervém, dizendo que a questão não é culpa direta, mas contexto. "Às vezes, quem sai muda o equilíbrio das suspeitas." Matheus observa em silêncio, apenas acompanhando as reações. Dora mantém uma expressão analítica, percebendo como a tensão está se redistribuindo pela mesa. Penélope, sem recuar totalmente, conclui: "Eu só acho que a gente precisa analisar quem ganha e quem perde a cada eliminação. Porque alguém sempre ganha." O ar fica pesado outra vez. Não é mais apenas sobre Helena. É sobre quem pode estar usando as eliminações a próprio favor.
O clima ainda está pesado quando as portas do salão se abrem lentamente. O som dos passos ecoa pelo piso de pedra antes mesmo que ele apareça. Então, com postura solene e olhar firme, entra Selton Mello. A conversa na mesa cessa imediatamente. Sem dizer nada a princípio, ele caminha até a parede onde estão os retratos dos participantes. Seus dedos passam pela moldura de Helena por alguns segundos, quase como se avaliasse o peso simbólico daquele momento. Ele se vira para o grupo. "Helena saiu pela porta da desconfiança... Julgada pelas palavras que disse e pelas certezas que sustentou." A voz dele é calma, mas carregada de significado. "Personalidades fortes iluminam caminhos... Mas também projetam sombras." Os participantes escutam em silêncio absoluto. "Cada eliminação é um espelho quebrado. Vocês olham para os estilhaços tentando entender o que refletia verdade... E o que refletia traição." Ele pausa. "Mas quanto mais perto do fim, mais perigoso fica confundir brilho com honestidade." Ele então retira o quadro da parede. "O jogo está se aproximando do seu desfecho. E quando o fim se aproxima... Os traidores não ficam mais ousados." Seu olhar percorre a mesa lentamente. "Eles ficam mais cuidadosos." Em um movimento seco, Selton deixa o retrato de Helena cair no chão. A moldura bate contra a pedra com um estalo que ecoa pelo salão. "Cuidado com as certezas tardias. Às vezes, elas chegam quando já é tarde demais." Ele dá um último olhar para o grupo. "Mas hoje... Não é dia de julgamento." Uma breve pausa. "Hoje é dia de missão." O silêncio é quebrado apenas pelo som distante de um sino tocando do lado de fora do castelo.
Missão #07: Os participantes se levantam da mesa e seguem Selton Mello até a galeria principal do castelo. O ambiente é amplo, com quadros antigos alinhados nas paredes de pedra e iluminação cuidadosamente direcionada para duas telas posicionadas lado a lado no centro da sala. Selton para diante das obras e começa: "Hoje, vocês enfrentarão um teste que vai muito além da intuição. Esta é uma missão de percepção visual... E julgamento crítico." Ele caminha lentamente entre as duas pinturas. "O grupo deverá escolher três jogadores que consideram ter bons olhos. Pessoas atentas a detalhes, proporções, textura... Autenticidade. Esses três serão responsáveis por tomar uma decisão que pode aumentar ou reduzir o prêmio final." Alguns já trocam olhares estratégicos. "Os escolhidos serão conduzidos a uma sala reservada, onde encontrarão duas obras aparentemente idênticas. Ambas são apresentadas como pinturas irlandesas centenárias, atribuídas ao mesmo artista histórico." Ele aponta para as telas. "Uma delas é autêntica. Uma obra com mais de cem anos, emprestada sob rigorosas condições de preservação. A outra... É uma réplica extremamente sofisticada. Criada para enganar até observadores experientes." O silêncio na galeria é absoluto. "Vocês poderão analisar pinceladas, craquelados na tinta, assinatura, moldura, textura da tela e marcas do tempo. Não poderão tocar diretamente nas pinturas. Apenas observá-las com o auxílio de lupas fornecidas pela produção." Ele faz uma pausa dramática. "Após o período de observação, os três escolhidos deverão chegar a um consenso. A decisão precisa ser unânime." Os olhares agora são de tensão pura. "Quando anunciarem qual obra acreditam ser a falsificação, ela será imediatamente retirada e simbolicamente destruída diante de vocês." Ele encara o grupo. "Se identificarem corretamente a réplica, o valor estipulado será adicionado ao prêmio coletivo. Mas... Se estiverem errados... E condenarem a peça autêntica... O mesmo valor será automaticamente deduzido." Selton dá um pequeno sorriso contido. "Hoje, mais do que nunca, confiar na percepção certa pode fazer toda a diferença." Ele se afasta um passo. "Então me digam... Quem aqui tem bons olhos?"
O silêncio dura poucos segundos, mas é o suficiente para que a tensão se instale. Penélope é a primeira a falar. Ela diz que a escolha precisa ser técnica, não estratégica. "Se a gente começar a pensar em quem é mais confiável ou mais suspeito, já começa errado." Dimas concorda e sugere que pensem em quem costuma observar detalhes nas dinâmicas. "Essa prova não é sobre carisma. É sobre atenção." O grupo começa a discutir quem deve ir. Marcela menciona Amélie, dizendo que ela sempre presta atenção em pequenas incoerências nas falas dos outros. Núbia sugere Icaro, afirmando que ele tem perfil analítico. Caio comenta que Maurício pode ser uma boa escolha por ser metódico. Mas rapidamente a conversa deixa de ser puramente técnica. Matheus observa que talvez seja interessante não colocar alguém que esteja muito no centro das suspeitas recentes. Dora concorda com um leve aceno, dizendo que "às vezes a pessoa mais pressionada não consegue se concentrar." O comentário paira no ar e alguns percebem a indireta. De repente, Núbia ergue a mão com firmeza. "Eu quero ir." A declaração é direta. Ela explica que, justamente por estar sendo questionada, quer mostrar que pode contribuir para o grupo. "Se eu errar, vocês terão mais um motivo pra desconfiar. Se eu acertar, talvez parem de criar narrativa." Penélope arqueia levemente a sobrancelha. "Você quer provar algo... Ou quer controlar a decisão?" O clima esquenta de novo. Núbia responde que não precisa controlar nada, só quer participar ativamente. Amélie tenta amenizar dizendo que voluntariar-se não deveria ser visto automaticamente como estratégia. Mas o estrago já está feito: a simples iniciativa acende novas leituras. Enquanto o debate continua, Matheus comenta casualmente que talvez seja melhor escolher pessoas que não costumam liderar decisões, para evitar influência excessiva. O tom é neutro, quase despretensioso. Dora complementa que o ideal seria um trio equilibrado: Alguém mais racional, alguém mais intuitivo e alguém mais cauteloso. A sugestão parece sensata e exatamente por isso começa a direcionar o grupo sem que percebam. Icaro começa a listar nomes que se encaixariam nesse "perfil equilibrado". Penélope observa tudo com atenção redobrada. O que deveria ser apenas uma escolha técnica começa a se transformar em mais uma camada estratégica do jogo. Selton observa em silêncio, aguardando a decisão final.
Depois de alguns segundos de indecisão e troca de argumentos, o grupo reorganiza os nomes. Penélope reforça que o trio precisa ser o mais técnico possível. Dimas concorda e sugere que pensem friamente em quem demonstra atenção a detalhes no dia a dia. Os nomes começam a se repetir com mais clareza. Icaro surge como consenso quase imediato, visto como analítico e atento a padrões. Marcela passa a ser lembrada por sua capacidade de perceber incoerências e observar nuances nas discussões. O terceiro nome, após alguma hesitação, recai sobre Maurício, descrito como metódico e paciente. Selton aguarda até que a decisão seja confirmada em voz alta. Icaro. Marcela. Maurício. "Vocês três foram escolhidos pelos seus colegas como aqueles que têm bons olhos", anuncia Selton Mello, com solenidade. Ele se aproxima do trio. "A partir de agora, o peso desta missão está nas mãos de vocês. Observem como se o futuro dependesse disso... Porque depende." Os demais permanecem na galeria enquanto os três são conduzidos por uma porta lateral, rumo à sala reservada. Núbia observa a saída com expressão indecifrável. Matheus mantém o semblante neutro. Dora analisa cada reação ao redor. A porta se fecha atrás deles. O ambiente é menor, silencioso, iluminado por focos de luz direcionados exclusivamente às duas pinturas posicionadas lado a lado. Sobre uma mesa próxima, três lupas repousam como instrumentos cirúrgicos. Os três se aproximam devagar. Icaro é o primeiro a pegar uma lupa. Ele se inclina em direção à tela da esquerda, examinando os craquelados da tinta. "O padrão de envelhecimento não é uniforme", murmura.
"Isso pode ser natural... Ou simulado com muita técnica." Marcela observa a moldura. Ela aponta pequenas marcas de desgaste nas extremidades. "Aqui parece ter um tipo de oxidação mais orgânica... Mas é difícil saber se foi forçada." Maurício alterna entre as duas telas, comparando a assinatura do artista. Ele percebe que, na pintura da direita, a caligrafia parece levemente mais firme. "Se isso for realmente centenário, talvez a tinta tivesse mais absorção na tela", comenta. Eles passam a observar a textura da superfície sob diferentes ângulos de luz. Icaro percebe que, na obra da esquerda, os craquelados seguem uma lógica mais irregular, enquanto na da direita parecem ligeiramente mais padronizados. Marcela, no entanto, discorda. "Às vezes o que parece "natural demais" é justamente o que foi feito pra parecer natural." O tempo corre. Icaro se posiciona: "Pra mim, a da direita é a réplica. A textura do envelhecimento parece calculada." Marcela cruza os braços. "Eu acho o contrário. A da esquerda parece quase "caricata" de antiga. Como se alguém tivesse exagerado no efeito do tempo." Maurício tenta manter o equilíbrio. Ele revisita as assinaturas mais uma vez. "A da direita tem mais precisão no traço. Pode ser um artista jovem... Ou um falsificador meticuloso." Icaro insiste que a irregularidade da esquerda é mais convincente. Marcela rebate dizendo que falsificadores sabem justamente que o erro é vender algo perfeito demais. O clima, que começou técnico, agora ganha tensão emocional. "Não é sobre quem está certo, é sobre consenso", lembra Maurício, tentando acalmar os ânimos. "A decisão precisa ser unânime." O silêncio se instala enquanto os três encaram novamente as telas. Lá fora, na galeria, os outros aguardam sem saber que, dentro daquela sala, a missão já se transformou em um embate de convicções.
O tempo restante é anunciado por um sinal discreto vindo do lado de fora. Restam poucos minutos. Icaro continua convicto de que a obra da direita é a réplica. Marcela mantém sua posição firme de que a falsificação está à esquerda. O impasse começa a pesar não apenas tecnicamente, mas emocionalmente. Maurício fecha os olhos por um segundo, respirando fundo. Ele volta às telas pela última vez, alternando o olhar entre assinatura, craquelado e moldura. Aproxima a lupa da parte inferior da pintura da direita e observa algo quase imperceptível: O craquelado não atravessa a camada de tinta da mesma forma que na outra. Parece superficial demais. Ele se afasta lentamente. "Eu estava inclinado a concordar com a Marcela no início", diz com calma. "Mas esse padrão aqui..." aponta para a obra da direita, "...parece aplicado depois da secagem completa. O envelhecimento real acontece de dentro pra fora. Aqui parece de fora pra dentro." Marcela encara o detalhe. Icaro observa em silêncio, esperando. Maurício então assume a responsabilidade: "Eu voto que a da direita é a falsificação." O peso da decisão muda o ar da sala. Icaro confirma imediatamente: "Eu também." Agora todos olham para Marcela. Ela caminha até as duas telas mais uma vez. Analisa. Hesita. O tempo está praticamente esgotado. Por fim, ela suspira. "Eu ainda tenho dúvidas... Mas confio na leitura técnica." Ela olha para os dois. "Direita." Unanimidade. A porta se abre e Selton Mello entra com expressão indecifrável. "Vocês chegaram a um consenso?" Maurício responde: "A obra da direita é a réplica." Sem revelar nada, Selton faz um gesto para que a pintura escolhida seja retirada. Diante dos três, a tela é levada ao centro da sala e, simbolicamente, a moldura é quebrada. O som da madeira partindo ecoa. Os três observam, tensos. Selton se aproxima, encara o trio... E prepara-se para revelar o resultado.
A moldura já está no chão. A tela rasgada ao meio revela sua estrutura interna, camadas modernas, tecido recente, ausência de qualquer sinal real de envelhecimento profundo. O silêncio na sala é absoluto. Então, Selton Mello quebra a tensão: "Vocês identificaram corretamente... A réplica." Icaro solta o ar que estava prendendo sem perceber. Marcela fecha os olhos por um segundo, aliviada. Maurício apenas assente com a cabeça, mantendo a postura, mas visivelmente satisfeito. Selton continua: "A obra autêntica permanece preservada. E, por isso, o valor estipulado será integralmente adicionado ao prêmio coletivo." Um sinal sonoro ecoa pela sala, confirmando o acréscimo ao montante acumulado. "Hoje, vocês provaram que a atenção aos detalhes pode proteger o que é verdadeiro... E destruir o que é falso." Ele olha diretamente para o trio. "No entanto... Nem sempre será tão simples distinguir uma coisa da outra." A frase paira no ar como um aviso. Corte para a galeria principal. Quando os três retornam, o restante do grupo tenta ler seus rostos antes mesmo que falem. Maurício troca um olhar rápido com Penélope. Icaro não consegue conter um pequeno sorriso. Marcela anuncia: "Acertamos." Um misto de alívio e comemoração contida toma conta do ambiente. Núbia bate palmas discretamente. Caio comenta que, pelo menos na missão, o grupo mostrou união. Dora observa atentamente as reações, especialmente quem pareceu aliviado demais. Matheus mantém a serenidade, mas acompanha cada expressão como se estivesse catalogando emoções. O prêmio aumentou. Mas a desconfiança continua intacta. Selton se posiciona novamente diante deles. "Vocês protegeram a verdade hoje. Mas lembrem-se... Aqui dentro, a maior falsificação pode estar sentada ao lado de vocês." O clima volta a ficar tenso.
Assim que Selton se afasta e a tensão formal da missão se dissolve, o grupo naturalmente se divide pela galeria e pelos corredores do castelo. O acerto na prova trouxe dinheiro, mas não trouxe paz. No jardim lateral, Penélope chama Marcela para conversar. Diz que a postura dela na sala foi firme e que confiar na decisão técnica mostrou maturidade. Mas, em seguida, lança uma observação sutil: "Só fico pensando... Se a gente confia tanto assim em você numa missão, talvez esteja confiando pouco demais nas leituras que você faz sobre as pessoas." Marcela percebe o subtexto. Penélope quer saber para onde as suspeitas dela estão apontando agora. Marcela responde com cautela: "Quem foi muito estratégico na escolha do trio... merece atenção." Na biblioteca, Dora se aproxima de Maurício. Ela elogia o detalhe técnico que ele encontrou e pergunta se ele teve certeza absoluta ou se foi um risco calculado. Maurício admite que foi leitura fria, mas não deixa de comentar que, às vezes, quem observa demais pode estar tentando controlar a narrativa. Dora registra mentalmente. No corredor próximo à escadaria, Icaro encontra Caio e comenta que a unanimidade só aconteceu porque alguém cedeu no final. "Isso diz muito sobre dinâmica de poder", ele afirma. Caio pergunta diretamente: "Você está falando da prova... Ou do jogo?" Icaro apenas sorri. Em um canto mais isolado Matheus se aproxima de Núbia. Ele comenta que a missão trouxe um pouco de coesão ao grupo e que talvez seja o momento ideal para observar quem está confortável demais após o acerto. Núbia responde que depois da provocação de mais cedo, ela sabe que qualquer respiração dela será analisada. Mas também diz algo interessante: "Quem se sente seguro demais perto do fim... Ou é muito fiel... Ou muito protegido." Matheus concorda com um olhar enigmático. A missão terminou, mas a redistribuição de confiança começou. Agora o jogo entra numa fase mais silenciosa, onde alianças podem se consolidar... Ou ruir discretamente.
A tensão da missão ainda está fresca quando os participantes começam, discretamente, a se reorganizar. O prêmio aumentou, mas o jogo afunilou. E agora cada voto pode ser definitivo. Na biblioteca, Penélope chama Dimas e Caio para uma conversa reservada. Ela diz que não adianta mais votar por "sensação". "A gente precisa olhar quem está se beneficiando das eliminações... E quem sempre consegue se posicionar bem depois delas." Dimas comenta que Núbia continua sendo um nome inevitável, principalmente pelo histórico recente de conflitos. Caio pondera que isso pode ser exatamente o que os traidores querem: manter o foco sempre no mesmo lugar. Penélope então levanta outro ponto: "E a Marcela? Ela observa muito, fala no momento certo... Mas quase nunca entra na linha de fogo." O nome de Marcela começa a ser discutido com mais cuidado. No jardim interno, Icaro conversa com Amélie e Maurício. Ele menciona que a postura de Núbia na mesa do café foi defensiva demais, quase como se estivesse antecipando acusações. Amélie diz que entende o lado dela, mas admite que o clima ao redor dela nunca realmente se dissipou. Maurício traz outra leitura: "Às vezes quem está sempre no radar é fiel... E quem está confortável demais é que precisa ser observado." O nome de Maurício surge brevemente, mas ele mesmo conduz a conversa para outro foco, sugerindo que talvez alguém esteja articulando votos nos bastidores. No corredor próximo aos quartos, Marcela conversa com Núbia. Ela diz que sente que há uma movimentação para criar um novo alvo e que isso geralmente acontece quando o grupo está prestes a cometer um erro coletivo. Núbia responde que está preparada para se defender, mas deixa claro que não vai aceitar virar voto automático só por narrativa antiga. As duas percebem que podem estar no centro da próxima tempestade. Ao anoitecer, três nomes começam a circular com mais força: Núbia, pela tensão acumulada. Marcela, por sua postura estratégica e discreta. E até Maurício, mencionado como alguém que navega com cautela demais. O jogo está longe de uma unanimidade. E a divisão pode ser exatamente o que alguém quer.
A madrugada volta a envolver o castelo. As tochas tremulam nas paredes de pedra enquanto Dora e Matheus tomam seus lugares no Conclave. O clima agora é de análise fria. Dora começa: "Os nomes estão se organizando sozinhos." Matheus apoia os cotovelos na mesa. "Núbia, Marcela e Maurício." Dora concorda com um leve sorriso. "Três perfis completamente diferentes. E isso é ótimo pra gente." Ela analisa primeiro Núbia. Diz que o nome dela nunca sai totalmente do radar. "Ela sempre está a um argumento de virar maioria. O histórico pesa." Matheus observa que o problema é justamente esse: Insistir demais nela pode parecer conveniente. "Se for óbvio demais, pode levantar leitura de manipulação." Eles então falam sobre Marcela. Dora reconhece que ela ganhou força após a missão. "Acertar a prova deu credibilidade. Mas credibilidade demais perto do fim pode assustar os outros." Matheus concorda. "E ela já está sendo mencionada como estratégica. Isso cresce rápido." Por fim, discutem Maurício. Matheus comenta que ele é o mais silencioso dos três. "Ele não é alvo natural. Se o nome dele crescer, vai ser porque alguém articulou." Dora inclina a cabeça, pensativa. "Ou porque alguém deixou crescer." Eles percebem que, pela primeira vez, o jogo está verdadeiramente fragmentado. Não há maioria clara. Não há consenso. "Se a gente conduzir com cuidado," Matheus diz em tom baixo, "qualquer um dos três pode sair amanhã. E nenhum dos três nos expõe diretamente." Dora completa: "O segredo agora não é criar o alvo. É fortalecer o que já está circulando." As velas tremulam enquanto eles trocam um olhar cúmplice. A reta final se aproxima. E a margem de erro diminui.
A sala do Conclave permanece mergulhada em sombras. Dora e Matheus já passaram pela fase de análise. Agora é momento de afunilar. Dora quebra o silêncio: "Se a gente elimina Núbia, o grupo pode achar que resolveu um problema antigo. Isso gera sensação de progresso." Matheus pondera. "Mas também pode parecer conveniente demais. Ela já estava sendo citada. Não cria ruptura." Eles passam para o segundo nome. "Marcela sair agora", diz Dora, "desestabiliza. Ela ganhou crédito com a missão. A ausência dela cria dúvida sobre quem estava alinhado com ela." Matheus concorda que seria uma jogada mais ousada. "E pode gerar conflito entre quem defendia e quem suspeitava." Por fim, analisam Maurício. "Ele é o menos barulhento dos três", Matheus observa. "Eliminar alguém assim cria paranoia. Porque ninguém espera." Dora completa: "E quando ninguém espera... Todo mundo começa a desconfiar do próprio julgamento." O silêncio volta a dominar a mesa. Eles entendem que não precisam escolher o alvo mais óbvio, precisam escolher o que provoca maior efeito dominó. Matheus inclina o corpo para frente. "A pergunta não é quem merece sair." Dora termina a frase: "É quem deixa o jogo mais instável quando sair." Os dois trocam um olhar firme. A decisão é tomada ali, silenciosamente, sem ser dita em voz alta. Dora pega o envelope preto sobre a mesa. Matheus apaga uma das velas. A identidade da próxima vítima permanece um segredo entre eles... Por enquanto.
Conheça os personagens: Amélie Claveaux, Bernardo Azevedo, Bianca Nogueira, Caio Montenegro, Dimas Hadlich, Dora Machado, Estela Martins, Fabricio Molinaro, Helena Brandão, Icaro Figueiredo, Leandro Vasconcelos, Lorena Bastos, Marcela Coutinho, Matheus Lacerda, Mauricio Campos, Nathaniel Puig, Núbia Bianchi, Penélope Falcão, Rafael Pacheco, Rosiane Seta, Sharon Sheetarah e Verônica Lux.
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