Olá, olá... Tudo bem, queridos leitores? Então que hoje é dia de conferir mais uma entrevista inédita aqui no blog, olha que bacana? E o nosso convidado é internacional, o que deixa tudo ainda mais divertido! Trouxemos hoje o querido ator e modelo, James Hyde. Conversamos um pouco sobre como foi o inicio da sua carreira, alguns de seus projetos mais famosos e muito mais! Vem conferir toda a nossa conversa agora mesmo.
Bruna Jones: Você tem uma carreira sólida e bem-sucedida como artista, tendo realizado vários projetos incríveis para televisão e cinema, além de visitar lugares incríveis enquanto trabalhava como modelo e também como dançarino da banda "Dead or Alive". Então, vamos voltar ao começo para contar essa história? Você saiu do exército e, de repente, estava no palco em turnê com a banda. Como foi essa transição de carreira para você?
James Hyde: Então vamos começar do início. Eu nasci e cresci em Ohio. Meu pai trabalhava em uma fábrica de vidro e minha mãe era uma artista de música country. Eu sou um de cinco filhos, o penúltimo mais novo. Depois de me formar no ensino médio aos 17 anos, eu sabia que queria sair da minha pequena cidade e queria me jogar no desconhecido, então me alistei no Exército e fui destacado para o Havaí no "Tripler Army Medical Center". Fiquei lá por 3 anos, depois saí do Exército e continuei no Havaí trabalhando como bartender. Foi quando fui descoberto por um fotógrafo e comecei a fazer trabalhos locais de fotografia. Então literalmente esbarrei em Peter Chadwick, que era o dono da agência de modelos Chadwicks. Passei um ano na Austrália, metade em Sydney e metade em Melbourne. Foi uma experiência incrível. Depois fui para Londres e me estabeleci lá de 1985 a 1989, trabalhando como modelo por toda a Europa e tendo a oportunidade de trabalhar com a Versace por 3 anos, fazendo campanhas e todos os desfiles da marca. Naquela época eu queria fazer música e fui convidado para ir a um estúdio em Londres para uma audição. Chegamos lá e havia dançarinos profissionais muito bem treinados, então pedimos ao Bruno Tonioli, que era um grande coreógrafo, para nos deixar ir por último. Fizemos isso, tocaram uma música e subimos no palco dançando freestyle e conseguimos o trabalho. Foi uma experiência incrível. Fizemos duas turnês: A primeira em 1987 no Japão e a segunda em 1989 na América; em 1989 também tocamos no Japão, no Tokyo Dome, para cerca de 60 mil pessoas, nunca vou esquecer isso. Depois gravei uma faixa com o "Dead or Alive" enquanto tentava escrever minhas próprias músicas. Então conheci meu amigo Dennis White, que estava em turnê no Japão com uma banda chamada "Inner City". Nos demos muito bem e voltamos para Ohio para gravar algumas demos. Conseguimos um contrato de demonstração com a Electra Records e gravamos 8 músicas de hip hop com uma vibe de rock’n’roll. Então foi modelagem e música, essa foi minha vida por cerca de 7 anos, equilibrando as duas coisas.
Bruna Jones: Sabemos que construir uma carreira artística costuma ser mais complicado do que em outras áreas profissionais, especialmente no começo, quando é preciso passar por muitos testes e criar conexões. Como foi o início da sua jornada? Quais foram as principais dificuldades que você encontrou pelo caminho e o que te motivou a continuar?
James Hyde: Acho que sair do militar para o mundo da moda foi uma questão de sorte, de encontrar a pessoa certa no momento certo. Também acredito muito em timing, eu estava pronto para conquistar o mundo. A sorte teve um papel muito grande na minha vida. A transição da moda para a música acabou me ajudando a entrar na atuação. Eu tinha 26 anos quando comecei em Miami, fazendo uma aula que mudou minha vida. Era uma aula do Michael Shurtleff. Fiz a aula dele em Miami no final da carreira dele e sou muito grato por isso. Mas cada transição teve suas próprias dificuldades. No fim, tudo é baseado em performance, e eu amo isso! A motivação vem de dentro de mim, eu vejo o copo meio cheio, não meio vazio. Me dê um desafio.
Bruna Jones: Você rapidamente alcançou sucesso como artista, fazendo ensaios fotográficos e trabalhos como modelo para várias grandes marcas, aparecendo em capas de revistas e comerciais de televisão. Como foi essa mudança de realidade para você, onde o sucesso profissional também trouxe a necessidade de se tornar uma figura pública, lidar com entrevistas, conversar com fãs e coisas do tipo? Isso acabou influenciando sua vida pessoal de alguma forma?
James Hyde: Acho que o maior ajuste foi quando entrei para o "Dead or Alive" para aquelas duas turnês. Eles eram enormes no Japão, lotando o Budokan. Foi uma loucura. Lembro de subir ao palco para o primeiro show e Pete Burns sussurrar no meu ouvido: "Sua vida nunca mais será a mesma". Eu sempre mantive essa humildade do meio-oeste americano comigo, nunca deixei a fama subir à cabeça. Permaneci com os pés no chão e fico feliz por isso.
Bruna Jones: Ainda falando sobre capas de revista, você se tornou um símbolo sexual na televisão americana (e mundial) quando entrou para o elenco da série "Passions", o que inclusive levou a um convite para estampar a capa da revista "Playgirl" para promover a série. Como foi para você se tornar um sex symbol e fazer parte da história de uma das revistas mais famosas do mundo?
James Hyde: No começo a NBC disse que eu não poderia fazer isso, mas depois voltaram atrás e disseram que sim. Fiz o ensaio com um fotógrafo incrível chamado John Russo e o resultado ficou maravilhoso. Como eu interpretava o "galã" da série, nós sabíamos exatamente o que estávamos vendendo, então entendíamos bem esse papel.
Bruna Jones: Na verdade, você acabou permanecendo em "Passions" por mais de 250 episódios, durante quase 10 anos. Como foi trabalhar em um projeto tão grande? Você poderia compartilhar alguma lembrança de bastidores que goste?
James Hyde: Na verdade, o número de episódios que aparece no IMDB é bem menor do que o real, foram mais de 600 episódios. Algumas das minhas memórias favoritas são do processo de seleção. Originalmente eu fiz teste para o personagem Hank, que era irmão do Sam. Fiz o teste para "Passions" em Nova York, primeiro para Hank, depois me chamaram novamente em Los Angeles para ler o papel de Sam e fico feliz que fizeram isso. Trabalhar com Kin Ulrich, que interpretava Ivy, foi uma experiência incrível, e todo o elenco era maravilhoso. Interpretar o Sam mudou a minha vida. A NBC foi uma ótima emissora para trabalhar. Fiz duas séries lá: "Another World" e "Passions". Uma das minhas lembranças favoritas foi quando a casa da família Bennett foi sugada para as profundezas do inferno.
Bruna Jones: Como ator, você tem a chance de experimentar os mais diversos "tipos de vida" que seus personagens podem proporcionar, alguns mais próximos da sua própria personalidade e outros com realidades completamente diferentes. Pensando nisso, houve algum personagem com o qual foi mais difícil se conectar ou cuja experiência foi mais intensa do que você imaginava?
James Hyde: Eu sempre interpretei o "cara bonzinho", mas o papel de Martin Ross na série "Monarca" da Netflix me deu a chance de interpretar um homem bom que segue sua paixão, mas acaba destruindo sua família no processo. Interpretar vilões para mim é fácil, mas o Martin era diferente, porque ele precisava correr atrás de algo que tinha um custo muito alto. Também interpretar um inglês na série "La Reina Del Sur", da Netflix, foi um desafio, foi a primeira vez que atuei em um idioma que não era o meu nativo.
Bruna Jones: Artistas costumam ser muito perfeccionistas com seu trabalho, e isso muitas vezes acaba dificultando alguns projetos. Você costuma ser muito autocrítico? Se sim, como lida com isso?
James Hyde: Eu assisto ao meu trabalho e me critico, mas quando estou fazendo as coisas da maneira certa, sem ficar preso demais nos meus próprios pensamentos, eu sei que vai ficar bom. Normalmente eu nem assisto às minhas gravações de teste, se eu sinto que ficou bom, simplesmente envio.
Bruna Jones: Hoje vivemos em um mundo cheio de redes sociais e plataformas de streaming que permitem que o trabalho de um artista seja apreciado mundialmente com muito mais facilidade. Como é para você saber que pode influenciar positivamente fãs ao redor do mundo, seja impactando a vida de alguém ao despertar emoções através de um personagem ou história, ou até mesmo compartilhando um pouco da sua própria jornada nas redes sociais?
James Hyde: Alguns personagens que interpreto são pessoas bem ruins. Fiz um filme chamado "Trapped by My Sugerdaddy", em que interpreto um traficante de pessoas. Quando gravei, sabia que estávamos fazendo algo importante para mostrar como garotas e garotos podem acabar se envolvendo em manipulações desse tipo. Espero que as pessoas aprendam com isso e entendam o que não fazer.
Bruna Jones: 2026 está praticamente começando e sabemos que você já tem alguns projetos em andamento que estão em pós-produção. Você poderia compartilhar algumas novidades sobre o que podemos esperar do seu trabalho nos próximos meses?
James Hyde: Este ano tenho dois ou três projetos que serão lançados. "Aftershock" é baseado em uma história real, no qual interpreto um advogado. Também tem outro chamado "60 Dates in Six Months", que será lançado em streaming ainda este ano.
Bruna Jones: Não poderia encerrar esta conversa sem perguntar: Você já veio ao Brasil? Gostaria de nos visitar e compartilhar um pouco da sua música conosco?
James Hyde: Sim, em 1989 fui ao Rio de Janeiro para um ensaio fotográfico. Foi incrível! Fotografei por vários lugares do Rio e fui a uma boate famosa chamada HELP, bem na praia de Ipanema, não sei se ainda existe. Eu adoraria voltar e compartilhar minha música com vocês. EU AMO O BRASIL!!!!
Bacana a nossa conversa, não é mesmo? E ele ainda deixou um recadinho antes de ir, olha só: "Lembro que as pessoas do Brasil eram muito animadas, felizes e cheias de sensualidade! Eu adoraria ir para passar o Carnaval algum dia! Também sou casado há 34 anos com minha esposa Sueling Garcia, tenho um filho de 21 anos chamado Moses Hyde e meu cachorro se chama Evisu. Obrigado por entrar em contato comigo. Obrigado!" e se vocês quiserem continuar acompanhando ele nas redes sociais, basta procurar no Instagram por @Jameshydeofficial, combinado?
Espero que vocês tenham gostado da entrevista de hoje, em breve retornarei com novidades. Continuem acompanhando o blog para não perder nenhuma entrevista nova e nem os nossos projetos com o "BBRAU". Lembrando que quem quiser continuar acompanhando mais nas redes sociais, basta procurar no Facebook, Instagram e no Twitter por @odiariodebrunaj, combinado?

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