Selton Mello caminhava lentamente pelos corredores silenciosos do castelo, os passos ecoando nas paredes antigas, enquanto falava diretamente ao público. "O castelo parece mais silencioso do que nunca," disse ele, com a voz grave, quase sussurrando. "Cada corredor, cada sala, carrega uma tensão que dá para sentir no ar, como se as próprias paredes guardassem segredos." Ele parou por um instante diante de uma porta antiga, olhando para a lente com intensidade. "Chegamos ao último episódio de "The Traitors Realidade Alternativa" e apenas cinco participantes permaneceram: Amélie, Dora, Dimas, Matheus e Penélope. Cada um deles carrega seus próprios segredos... E nem todos foram revelados." Selton continuou andando, passando por corredores estreitos e escadarias, deixando o público sentir a imponência do lugar. "O ar está pesado, cheio de expectativa. Cada gesto deles agora parece ter mais significado do que jamais teve. O momento decisivo se aproxima. Serão os fieis capazes de vencer e proteger o castelo? Ou os traidores, com sua astúcia silenciosa, vão levar a melhor?" Ele fez uma pausa em frente a uma janela, olhando para o castelo envolto em sombras. "Nesta noite, cada olhar, cada palavra, cada decisão pode mudar o destino de todos. O jogo está prestes a se encerrar... E ninguém sabe exatamente o que esperar." Amélie, Dora, Dimas, Matheus e Penélope chegaram até aqui depois de semanas de provas, alianças e desconfianças. Amélie se destacou por sua astúcia e habilidade em ler os outros, sempre equilibrando estratégia e cautela. Dora sobreviveu às suspeitas e aos conflitos, mostrando frieza nos momentos certos e inteligência para manter sua posição. Dimas enfrentou desafios físicos e psicológicos, conquistando respeito e desarmando inimigos com seu jeito calculista. Matheus passou por intrigas e reviravoltas, sempre tentando antecipar os passos dos traidores, e Penélope soube navegar entre aliados e rivais, protegendo-se sem perder o foco no prêmio. Cada um deles trouxe consigo coragem, medo e segredos que agora, no último episódio, podem definir quem será fiel... E quem será traidor.
Amélie caminhava pelo salão, os olhos atentos a cada detalhe do castelo. Em sua mente, refletia sobre a final que se aproximava. Sentia medo, claro, mas também determinação. Cada escolha até aqui fora calculada e agora ela esperava que sua lealdade e astúcia fossem suficientes para conquistar a vitória. Dora observava os outros com um sorriso discreto. Por fora, parecia tensa como todos, mas por dentro, calculava cada passo, cada reação. Sabia que o momento da verdade estava chegando e sua maior expectativa era manter sua identidade escondida até o último instante. O jogo ainda podia ser vencido e ela pretendia fazer isso do seu jeito. Dimas sentia o peso da final como nunca antes. Confiava em sua percepção e no que aprendera sobre os outros, mas sabia que qualquer deslize poderia custar caro. Ele esperava que sua capacidade de manter a calma e decifrar intenções fosse o que definiria seu destino naquela noite. Matheus caminhava pelo corredor com olhar atento, aparentando nervosismo, mas cada pensamento girava em torno do controle do jogo. Como traidor, sua expectativa era simples: Manipular, enganar e garantir que a vitória fosse do lado certo, o seu lado. Cada decisão precisava ser perfeita e ele sabia que agora não havia espaço para erros. Penélope sentia o coração acelerar ao pensar na final. Tudo que ela construiu, cada aliança e cada suspeita enfrentada, culminava naquele momento. Sua expectativa era sobreviver às armadilhas finais, mostrar que sua lealdade era verdadeira e acima de tudo, confiar em sua intuição para não ser vítima das jogadas dos traidores que a rodeavam. O castelo respirava tensão. Cinco caminhos, cinco estratégias, cinco destinos prestes a se cruzar e a última decisão estava chegando.
Missão #10: Selton Mello se posiciona diante dos participantes, o olhar sério, a voz carregada de suspense. "Chegamos à última missão desta temporada de The Traitors Realidade Alternativa," começa ele, pausando para que a tensão cresça. "E não será uma missão qualquer. Hoje, vocês enfrentarão um desafio que vai testar não apenas a coragem de cada um, mas a capacidade de confiar uns nos outros." Ele respira fundo e continua, gesticulando com leveza para enfatizar a seriedade do momento. "A missão final acontecerá fora do castelo, em um aeródromo reservado exclusivamente para a produção. Todos vocês participarão de um salto duplo de paraquedas, acompanhados por instrutores profissionais certificados. Antes do embarque, passarão por instruções de segurança obrigatórias, treinamento em solo e checagem individual dos equipamentos. Cada detalhe foi pensado para garantir a segurança... Mas também para desafiar limites." Selton dá um passo adiante, fixando o olhar em cada participante. "A regra é clara: A missão só será considerada concluída se todos vocês realizarem o salto. Não existe meta parcial, não existe pontuação proporcional. Cada um precisa embarcar na aeronave e saltar até o pouso seguro na área demarcada. Se qualquer um se recusar, toda a missão falha. Se todos saltarem e pousarem em segurança, o desafio estará cumprido e o prêmio coletivo será assegurado conforme o estipulado." Ele faz uma pausa, deixando a tensão aumentar e finaliza com firmeza. "O avião decola com todos a bordo, a ordem de salto foi definida previamente. Quando a porta se abrir, cada um terá que decidir: Atravessar aquele limite físico e psicológico ou recuar. Hoje, não há espaço para hesitação. Hoje, o jogo chega ao seu ponto máximo."
Os cinco se entreolharam, cada um absorvendo o peso da explicação. Amélie respirava fundo, tentando controlar o coração acelerado, enquanto seus olhos percorriam os equipamentos alinhados ao lado do grupo. Ela sabia que seria um teste de coragem, mas também de resistência mental. Dora esboçou um sorriso discreto, quase imperceptível. Por fora, parecia nervosa, mas por dentro cada pensamento já girava em torno de estratégia. Ela entendia que aquele momento poderia ser decisivo e precisava usar cada gesto dos outros a seu favor. Dimas apertava levemente as mãos, tentando manter a calma. Observava o chão, o céu acima, calculando cada detalhe. Para ele, o desafio era mais que físico: Era uma oportunidade de mostrar controle, de não deixar que o medo influenciasse suas decisões. Matheus parecia concentrado, mas seu olhar escapava em direção aos outros, avaliando, medindo, como se já soubesse onde poderia pressionar sem ser descoberto. Por dentro, a adrenalina corria, e ele lembrava a si mesmo que precisava manipular a situação com precisão, como um traidor que sabe que cada passo errado pode custar caro. Penélope fechou os olhos por um instante, tentando se conectar com a coragem que sentia crescer a cada segundo. Ela sabia que precisava confiar em si mesma e observar cada reação dos outros. O desafio era mais do que saltar, era sobreviver às próprias incertezas e às jogadas silenciosas dos demais. O silêncio pairava entre eles, pesado, enquanto os instrutores faziam os últimos ajustes nos equipamentos. O som distante do avião quebrava a tensão, lembrando que o momento de decisão estava próximo. Cada um respirava fundo, consciente de que a porta se abriria em breve e que cada escolha naquele instante definiria não apenas o salto... Mas o destino da missão e possivelmente, de todos.
O avião rugiu ao taxiar pela pista e o barulho do motor parecia aumentar o coração de cada participante. Amélie segurava firme as alças do cinto, sentindo a adrenalina subir, mas mantendo o olhar fixo à frente. Cada respiração parecia ecoar dentro da cabine, carregada de tensão. Dora se sentou com calma calculada, os olhos percorrendo cada movimento dos outros, como se estivesse registrando cada reação para usar a seu favor. Matheus, ao seu lado, respirava fundo, o semblante sério, cada músculo atento, pronto para o momento exato. Dimas olhou pela janela, observando a altitude aumentando, o céu se abrindo em um azul profundo. Cada instante antes da abertura da porta era um teste interno, a mistura de medo e excitação queimando no peito. Penélope fechou os olhos por um segundo, tentando se concentrar na coragem. Sabia que não poderia hesitar, o salto era inevitável e decisivo. O instrutor se aproximou, confirmando os equipamentos, lembrando que tudo estava preparado, que a segurança era máxima... Mas a decisão final era deles. Então, com um clique metálico, a porta do avião se abriu. O vento invadiu a cabine, fazendo os cabelos e roupas voarem. O som ensurdecedor parecia misturar medo e desafio. Cada participante se inclinou, sentindo o limite físico e psicológico diante de si. Era o momento de atravessar a barreira de saltar para o desconhecido. Um por um, eles avançaram. Amélie respirou fundo e atravessou a porta, seguida por Dora, que manteve o sorriso discreto. Dimas se lançou com precisão, Matheus quase calculando cada movimento antes de sair e Penélope, sentindo o coração disparar, finalmente deu o salto. O grupo desapareceu no céu, cada corpo suspenso entre coragem e medo, enquanto o vento levava consigo as últimas incertezas. O castelo, lá embaixo, parecia tão distante quanto os segredos que ainda precisavam ser revelados. Agora, só restava esperar para ver se todos chegariam ao solo com segurança e se a missão final seria concluída.
Um a um, os cinco tocaram o solo. O impacto do pouso foi breve, mas suficiente para que cada um sentisse o alívio e a adrenalina correndo pelo corpo. Amélie respirou fundo, os joelhos ainda tremendo, e um sorriso de conquista surgiu em seu rosto, a missão estava completa para ela. Dora aterrissou logo em seguida, mantendo a postura controlada. Por fora, parecia tranquila, mas por dentro a tensão persistia: Cada segundo fora do avião era um lembrete de que a vitória podia ser manipulada e ela sabia exatamente como usar isso a seu favor. Dimas pousou com precisão, ajustando rapidamente o equipamento e exalou um suspiro profundo. Sentiu a força do desafio, mas também a satisfação de ter enfrentado o medo e superado a barreira mental que aquele salto representava. Matheus tocou o solo com um leve salto, encarando os outros com o semblante sério. Cada gesto, cada sorriso contido, fazia parte do jogo para ele, a missão não era apenas física, mas uma oportunidade de garantir que os traidores permanecessem no controle do final. Por último, Penélope aterrissou, os braços ainda trêmulos, o coração acelerado. Olhou ao redor, percebendo que todos estavam seguros. Um alívio silencioso passou por ela, mas a mente já corria: a missão estava concluída, mas a verdadeira prova ainda não havia terminado. O grupo se reuniu na área demarcada, o vento do salto ainda batendo em seus rostos. Todos haviam completado a missão. A missão final estava oficialmente concluída, o prêmio coletivo estava assegurado. Mas a tensão não diminuía. Cada participante sabia que, apesar do salto, o verdadeiro desafio ainda estava por vir: o momento em que fieis e traidores seriam finalmente confrontados com suas escolhas. O castelo, agora distante no horizonte, parecia observar, silencioso, como se aguardasse a última reviravolta.
De volta ao castelo, Selton Mello se posiciona no centro do salão, olhando para cada participante com intensidade. "Chegou o momento que todos esperavam... A última mesa redonda desta temporada" anuncia, a voz grave e carregada de suspense. "Hoje, vocês terão que votar mais uma vez, decidir quem será banido do jogo... Mas, desta vez, as regras mudam." Ele faz uma pausa, deixando a tensão se espalhar pelo salão. "A pessoa que for escolhida para sair não terá a chance de revelar, ao final da votação, se é fiel ou traidora. Não haverá respostas imediatas, não haverá confirmações... Apenas a decisão de vocês e as consequências que ela trará." Selton caminha lentamente pelo espaço, encarando cada participante. "Cada voto, cada escolha, terá peso máximo. Esta é a última oportunidade para definir destinos, para testar lealdades e estratégias. O que vocês decidirem agora pode mudar tudo... E ninguém terá garantias sobre a verdade." Ele para no centro, respirando fundo. "Preparem-se. A mesa redonda final começa agora." Amélie fixou os olhos em Dimas, a voz carregada de frustração e suspeita. "Dimas, não posso acreditar que você ainda consegue se manter tão calmo! Você está sempre calculando, manipulando cada movimento... E ainda finge inocência!" Dimas retrucou imediatamente, a voz firme e controlada. "E você, Amélie? Sempre se mostrando perfeita, fiel e confiável... Mas não percebe que cada gesto seu é uma tentativa de enganar os outros? Não seja hipócrita." A tensão entre os dois cresceu no ar, quase palpável. Cada palavra parecia um ataque silencioso, cada olhar, uma estratégia. Os outros participantes os observavam, cautelosos, enquanto o clima no salão se tornava quase sufocante. Penélope permaneceu em silêncio, sentindo o peso da indecisão crescer dentro dela. Ela conhecia bem os dois, sabia de suas habilidades, mas agora não conseguia decidir quem representava maior ameaça. Seu coração e sua mente giravam em dúvida: Votar em Amélie ou em Dimas? Cada escolha carregava risco e ela sabia que um erro poderia mudar tudo na reta final. Enquanto Amélie e Dimas continuavam se provocando, Penélope respirava fundo, tentando organizar seus pensamentos. A votação se aproximava, e a decisão que ela tomasse poderia ser decisiva para os fieis... Ou para os traidores.
Dora deu um passo à frente, o olhar fixo em Amélie. "Calma, gente. Eu acho que estão exagerando com a Amélie. Ela sempre foi clara nas suas intenções, consistente nos seus votos e leal em cada decisão que tomou. Atacar ela agora, na última mesa redonda, seria um erro." Matheus, ao lado de Dimas, ergueu as mãos em gesto de contenção. "E eu preciso defender o Dimas. Ele é estratégico, sim, mas sempre agiu de forma justa dentro do jogo. Se estamos falando de risco real para a final, ele não é o problema. Precisamos focar naquilo que realmente importa agora." A tensão aumentou ainda mais no salão. Amélie e Dimas se entreolharam, percebendo que os traidores estavam sutilmente manipulando a discussão a seu favor. Penélope continuava dividida, sentindo o peso da decisão. Cada palavra de Dora e Matheus parecia inclinar a balança, mas ainda assim a dúvida permanecia. No ar, o silêncio se instalou por alguns segundos. Cada participante entendia que aquela era a reta final, que qualquer movimento poderia mudar o destino de todos. O momento da votação se aproximava, e com ele, a certeza de que nada seria simples. Selton Mello se posiciona no centro do salão, o olhar firme em cada participante. "Chegou o momento de colocar suas decisões em ação," anuncia, a voz grave e carregada de suspense. "É hora de votar. Cada um de vocês terá que escolher quem será banido nesta última mesa redonda. Lembrem-se: A pessoa que for escolhida não terá a chance de revelar se é fiel ou traidora. Não haverá confirmações, apenas as consequências do que vocês decidirem." Ele faz uma pausa, permitindo que o silêncio se instale e a tensão cresça. "Cada voto é definitivo. Cada escolha importa. O destino de vocês e a reta final do jogo depende do que acontecer agora. Então, respirem fundo... E votem."
Amélie segurou sua pequena lousa, a mão levemente trêmula e escreveu cuidadosamente o nome de Dimas. Olhou para os outros e disse, com firmeza: "Meu voto vai para o Dimas. Ele é estratégico demais... E não posso arriscar que ele controle o jogo na final." Dimas pegou sua própria lousa, respirou fundo e escreveu o nome de Amélie. "Meu voto vai para a Amélie. Ela sempre consegue manipular a percepção dos outros. Preciso proteger minha posição," afirmou, mantendo o olhar fixo nos colegas. Dora olhou para todos antes de escrever seu voto: Dimas. "Eu voto no Dimas. Ele representa um risco grande para os traidores e precisamos nos proteger," disse, mantendo a calma, mas com firmeza. Matheus escreveu na lousa: Amélie. "Meu voto vai para a Amélie. Ela é esperta e pode ditar o ritmo do jogo se continuarmos permitindo. É hora de neutralizar uma ameaça," explicou, concentrado. Penélope hesitou por alguns segundos, segurando a lousa como se o peso do mundo estivesse nas mãos dela. Finalmente, escreveu Dimas. "Eu voto no Dimas... Não sei exatamente por que, mas sinto que ele representa o maior risco para todos nós agora," disse, visivelmente indecisa. O silêncio tomou conta do salão. Todos sabiam que aquela escolha poderia mudar tudo, mas ninguém teria a confirmação de quem era fiel ou traidor naquele momento. Selton Mello respirou fundo, mantendo o olhar firme sobre os participantes. "Chegou o momento de revelar a decisão final da última mesa redonda," disse, a voz grave. Ele fez uma pausa, deixando a tensão crescer. "O participante que deixa o jogo nesta rodada... É o Dimas." O silêncio tomou conta do salão. Dimas ergueu a cabeça, tentando disfarçar o impacto da notícia, enquanto os outros o observavam, tensos. Selton se aproximou dele e continuou, com firmeza e clareza: "Dimas, pedimos que se retire do salão agora. Lembre-se: Desta vez, você não revelará se é fiel ou traidor. A decisão de vocês permanece um mistério e a consequência desta escolha será sentida até o final." Dimas assentiu, mantendo a compostura e caminhou em direção à saída, sentindo o peso do momento e o silêncio pesado dos colegas. Ao atravessar a porta, deixou para trás perguntas, suspeitas e a tensão que agora pairava ainda mais forte sobre os que permaneceram no jogo.
Selton Mello observou os quatro participantes restantes, Amélie, Dora, Matheus e Penélope, antes de falar com firmeza: "Agora que Dimas deixou o jogo, vocês quatro seguem para a etapa final. Peço que se dirijam ao jardim externo do castelo. É lá que acontecerá a cerimônia mais decisiva desta temporada... A Cerimônia do Fogo da Verdade." Sem dizer mais nada, ele os conduziu até o jardim. A fogueira já estava acesa, as chamas altas iluminando a noite e projetando sombras inquietas nos rostos tensos dos finalistas. O ar parecia mais frio ali fora, mas a tensão era ainda maior. Quando todos se posicionaram ao redor do fogo, Selton explicou as regras com calma e clareza: "Vocês agora participarão da última dinâmica do jogo. Aqui, cada um deverá votar entre duas opções: "Encerrar o Jogo" ou "Banir Novamente". Se escolherem banir novamente, mais uma pessoa deixará o jogo. Se escolherem encerrar, estarão declarando que acreditam que não há mais traidores entre vocês." Ele fez uma pausa, deixando o crepitar da fogueira preencher o silêncio. "O jogo só termina quando a decisão de encerrar for unânime. Apenas quando todos votarem para encerrar é que esta jornada chegará ao fim." Selton então concluiu, olhando um por um: "E aqui está o desfecho definitivo: Se todos vocês forem fiéis, o prêmio acumulado será dividido igualmente. Mas... Se ainda houver ao menos um traidor entre vocês, esse traidor levará todo o dinheiro para casa, sozinho." As chamas dançavam diante deles. O momento da verdade havia chegado.
Selton Mello se aproximou da fogueira segurando uma pequena caixa de madeira. Abriu lentamente e retirou duas esferas para cada participante. "Diante de vocês estão as duas escolhas possíveis", explicou, entregando uma esfera verde e uma vermelha para Amélie, Dora, Matheus e Penélope. "A esfera verde, ao ser lançada ao fogo, indica que você quer banir novamente. A esfera vermelha indica que você quer encerrar o jogo." Ele olhou ao redor, certificando-se de que todos compreendiam o peso daquele gesto simples. "Vocês farão isso um por um. A decisão de cada um será pública. Lembrem-se: O jogo só termina quando a decisão de encerrar for unânime." O silêncio tomou conta do jardim, interrompido apenas pelo crepitar das chamas. Dora foi a primeira. Caminhou até a fogueira com passos firmes, segurando as duas esferas por alguns segundos. Sem hesitar, lançou a esfera verde ao fogo. A chama brilhou mais forte por um instante. Penélope respirou fundo antes de se aproximar. O olhar carregado de dúvida, mas determinado. Ela também escolheu a esfera verde. Ao cair nas chamas, o reflexo iluminou seu rosto tenso. Matheus foi em seguida. Observou os outros rapidamente, como se confirmasse algo dentro de si. Então, soltou a esfera verde na fogueira, mantendo a expressão controlada. Por fim, Amélie caminhou até o fogo. Segurou as duas esferas por um instante mais longo que os demais. O silêncio parecia eterno. Então, com decisão, lançou também a esfera verde. Quatro esferas verdes queimavam entre as chamas. Selton observou o resultado e anunciou, com voz grave: "A decisão foi unânime. Vocês escolheram banir novamente. Isso significa que o jogo continua... E que mais um de vocês deixará o castelo antes da decisão final." O fogo crepitava mais alto. A tensão estava longe de acabar.
Selton Mello se aproximou novamente do grupo, agora com quatro pequenas lousas nas mãos. O fogo continuava crepitando atrás deles, iluminando a tensão estampada em cada rosto. "Vocês decidiram banir novamente. Então vamos a mais uma votação. Escrevam, na lousa, o nome de quem vocês querem eliminar do jogo. Mais uma vez, essa decisão pode mudar tudo." Ele entregou uma lousa e um giz para cada participante. O silêncio voltou a dominar o jardim. O único som era o do giz riscando a superfície escura. Dora foi a primeira a levantar sua lousa. O nome escrito era: Penélope. "Eu voto na Penélope porque ela foi uma jogadora implacável em "Survivor". Ela sabe se esconder, sabe manipular sem aparecer. Pode muito bem ser uma traidora que ficou fora do radar até agora." Penélope engoliu seco antes de erguer sua lousa. Nela, estava escrito: Amélie. "Meu voto vai para a Amélie. Os últimos acontecimentos foram muito suspeitos. As movimentações, as falas... Tudo pareceu estratégico demais. Eu preciso confiar na minha intuição." Matheus levantou a sua em seguida. O nome revelado também era: Penélope. "Eu voto na Penélope porque ela sempre esteve em posições confortáveis demais. Quase nunca foi o foco principal, e isso me faz questionar se ela não está conduzindo o jogo em silêncio." Por fim, Amélie mostrou sua lousa. Mais um voto em: Penélope. "Meu voto é na Penélope. Ela tem experiência, sabe exatamente como chegar ao final sem levantar suspeitas. Neste momento, para mim, ela é o maior risco." Selton Mello respirou fundo antes de anunciar, com a voz firme e solene: "Penélope, com três votos, você foi a escolhida para deixar o jogo nesta noite." Ele manteve o olhar fixo nela por alguns segundos. "Peço que se retire do castelo agora. Sua jornada em The Traitors termina aqui." Penélope assentiu lentamente. O impacto era visível, mas ela manteve a postura. Olhou rapidamente para Amélie, Dora e Matheus, uma mistura de decepção, dúvida e resignação atravessando seu semblante. Sem dizer nada aos colegas, virou-se e caminhou em direção à saída, deixando para trás o jardim iluminado pelo fogo da verdade. No confessionário, já longe dos outros, Penélope finalmente deixou as emoções aparecerem. "É estranho sair agora, tão perto do fim," começou, com a voz embargada, mas controlada. "Eu realmente acreditei que estava tomando as decisões certas. Tentei confiar na minha intuição até o último momento." Ela respirou fundo e completou: "Se eu errei, foi tentando proteger o que eu achava que era justo. E, independentemente do resultado, eu sei que joguei com coragem. Chegar até aqui não foi sorte... Foi luta." Penélope deu um pequeno sorriso, ainda emocionada. "Agora é com eles. E a verdade... Vai aparecer."
De volta ao jardim, o clima estava ainda mais denso. Restavam apenas três participantes diante da fogueira: Amélie, Dora e Matheus. As chamas iluminavam os rostos tensos enquanto Selton Mello se aproximava mais uma vez com as esferas nas mãos. "Penélope deixou o jogo. Agora, vocês três precisam decidir novamente," disse ele, com voz grave. "Aqui estão mais uma vez as duas escolhas: A esfera verde significa banir novamente. A vermelha significa encerrar o jogo. Lembrem-se: O jogo só termina se a decisão for unânime." Ele entregou uma esfera verde e uma vermelha para cada um. O silêncio se impôs. Dora foi a primeira a se aproximar da fogueira. Sem hesitar, lançou a esfera verde nas chamas. O fogo reagiu com um estalo seco. Matheus observou o gesto e visivelmente confiante, caminhou logo depois. Em um movimento decidido, jogou a esfera vermelha no fogo. Ele acreditava que aquele era o momento de encerrar. Por fim, Amélie respirou fundo e lançou também a esfera verde na fogueira. Duas verdes. Uma vermelha. Matheus imediatamente virou o olhar para Dora, surpreso, quase incrédulo. Ele esperava unanimidade para encerrar e claramente contava com o voto dela. Seu semblante mudou por um instante, uma mistura de tensão e desconfiança. O fogo continuava crepitando, refletindo no olhar atento de Selton. "O jogo não termina aqui," declarou ele. "Vocês decidiram, mais uma vez, banir." Agora, restava apenas um novo confronto. E cada segundo deixava claro que a confiança entre eles estava por um fio. O silêncio após as esferas ainda pairava pesado quando Selton Mello quebrou a tensão. "Vocês não chegaram a uma decisão unânime para encerrar o jogo. Isso significa que precisarão votar mais uma vez," anunciou, com firmeza. "Esta será a última votação antes do desfecho. Escrevam o nome de quem vocês acreditam que deve ser banido agora." Ele entregou as lousas. O som do giz riscando ecoou no jardim iluminado pela fogueira.
Dora foi a primeira a levantar sua lousa. O nome escrito era: Matheus. "Meu voto vai no Matheus. A mudança de postura dele agora, querendo encerrar o jogo, me pareceu estratégica demais. Para mim, isso é sinal de que ainda há algo escondido." Matheus respirou fundo antes de mostrar sua lousa. Nela estava escrito: Amélie. "Eu voto na Amélie. Desde as últimas rodadas, ela tem conduzido as decisões com muita influência. Se ainda houver um traidor aqui, pode ser alguém que sempre esteve no centro das suspeitas... Mas nunca caiu." Por fim, Amélie ergueu sua lousa. O nome revelado era: Matheus. "Meu voto é no Matheus. Ele quis encerrar o jogo quando ainda havia dúvida. Para mim, isso só faz sentido se ele estiver tentando proteger algo... Ou alguém." Dois votos em Matheus. Um voto em Amélie. A decisão estava tomada. O fogo da verdade iluminava os três rostos, mas agora só dois deles continuaria a caminhada rumo ao desfecho final. Selton Mello manteve o olhar fixo nos dois votos que decidiram o rumo daquela noite. "Matheus... Com dois votos, você foi o escolhido para deixar o jogo." O silêncio se espalhou pelo jardim. O fogo continuava crepitando, indiferente ao impacto da decisão. Selton respirou fundo antes de completar: "Peço que você se retire do castelo agora. Sua jornada termina aqui." Matheus ficou alguns segundos parado, assimilando o resultado. Seus olhos rapidamente buscaram os de Dora. Havia ali uma mistura de surpresa e decepção, ele claramente não esperava aquele desfecho vindo dela. Sem dizer nada aos demais, apenas assentiu com a cabeça e caminhou em direção à saída, o semblante agora sério e fechado. No confessionário, longe do olhar dos outros, ele finalmente deixou a frustração transparecer. "Eu não esperava isso da Dora," disse, balançando levemente a cabeça. "A gente construiu esse jogo juntos. Cada passo foi pensado. E, no final, eu fui traído por quem estava do meu lado." Ele respirou fundo, tentando reorganizar os pensamentos. "Faz parte do jogo, eu sei. Traidores traem. Mas sair assim, tão perto do fim... Dói. Eu confiei até o último momento." Matheus soltou um sorriso breve, quase irônico. "Se tem uma coisa que esse jogo ensina é que, no final, só existe um vencedor. E às vezes, para ganhar, alguém precisa ser deixado para trás."
O jardim agora estava em absoluto silêncio. Restavam apenas duas competidoras diante do fogo: Amélie e Dora. Selton Mello se posicionou entre elas, o olhar sério, a voz firme. "Vocês chegaram até aqui. Depois de todas as votações, todas as desconfianças e todos os riscos... Restam apenas duas." Ele fez uma pausa, deixando o peso daquele momento se instalar. "Agora chegou a hora de descobrir se ainda existe um traidor entre vocês... Ou se as duas são fiéis." O fogo crepitava alto, iluminando os rostos tensos. "Se as duas forem fiéis, vocês dividem o prêmio acumulado. Se as duas forem traidoras, também dividem o prêmio entre vocês." Ele respirou fundo antes de concluir: "Mas... Se uma for traidora e a outra fiel, apenas a traidora leva todo o dinheiro para casa. Sozinha." O silêncio parecia interminável. Selton então se voltou para Amélie. "Amélie, é hora de revelar sua verdadeira identidade." Amélie respirou fundo, os olhos marejados pela tensão da jornada. Com a voz firme, mas emocionada, declarou: "Eu sou fiel." Ela sustentou o olhar, confiante de que havia feito o suficiente para chegar até ali com lealdade. Selton então virou-se para Dora. "Dora... Chegou o seu momento." Dora manteve o semblante sereno por alguns segundos. Então, lentamente, um sorriso surgiu em seu rosto. Um sorriso diferente, seguro, quase inevitável. "Durante todo esse tempo..." começou ela, com calma calculada, "eu joguei nas sombras." Ela deu um pequeno passo à frente, os olhos fixos em Amélie. "Eu sou traidora." A revelação caiu como um choque. Amélie arregalou os olhos, completamente surpresa. A ficha parecia demorar a cair. Ela balançou levemente a cabeça, incrédula. O fogo refletia no sorriso contido de Dora. O jogo estava decidido.
Dora ainda mantinha o olhar firme em Amélie. O silêncio entre as duas era carregado de emoção e incredulidade. "Amélie... Não foi pessoal," começou Dora, a voz mais suave, mas ainda segura. "Desde o primeiro dia, eu sabia que, se quisesse chegar até o fim, teria que jogar com a cabeça e não com o coração. Você foi forte, foi inteligente... Mas eu precisava ir até o limite. Cada voto, cada palavra, cada defesa... Tudo fazia parte da estratégia." Ela respirou fundo antes de completar: "Eu te respeitei o jogo inteiro. Justamente por isso eu sabia que, se você chegasse comigo na final, seria a adversária mais difícil. E eu não podia correr esse risco." Amélie ainda estava visivelmente abalada, tentando processar a revelação. Havia decepção, mas também a compreensão de que aquele era o jogo. Selton Mello então interveio com voz firme: "Amélie... Como fiel, você foi até onde pôde. Mas, diante da revelação, sua jornada termina aqui. Peço que deixe o castelo." Amélie assentiu lentamente. Antes de sair, lançou um último olhar para Dora, uma mistura de frustração e respeito e caminhou em direção à saída definitiva. No confessionário, já longe do jardim e das chamas, Amélie finalmente deixou as emoções transparecerem. "Eu realmente acreditei que tinha eliminado todos os traidores," disse, com os olhos marejados. "Confiar nela foi o meu erro... Mas eu joguei com verdade. E sair como fiel, mesmo perdendo, me dá orgulho." Ela respirou fundo, ainda assimilando o impacto. "Dora jogou muito. Eu não vi. E talvez esse tenha sido o maior mérito dela." De volta ao jardim, Selton se posicionou ao lado de Dora, que agora permanecia sozinha diante do fogo. "Dora," anunciou ele, com um leve sorriso, "você conseguiu. Manipulou, resistiu, estrategicamente eliminou seus adversários e chegou até o fim sem ser desmascarada. Você é a grande vencedora de The Traitors." Ele fez uma pausa dramática antes de concluir: "E leva para casa o prêmio de um quarto de milhão de dólares." No mesmo instante, uma explosão de fogos de artifício iluminou o céu atrás deles, cores vibrantes cortando a noite enquanto a trilha sonora crescia. Dora levou as mãos ao rosto, emocionada, rindo entre lágrimas. "Eu não consigo acreditar," disse, olhando para o céu iluminado. "Foram semanas vivendo nas sombras, segurando cada expressão, cada reação... E valeu a pena. Eu arrisquei tudo. Traí, menti, joguei... E venci." Ela respirou fundo, ainda sorrindo. "Essa vitória é a prova de que estratégia e coragem podem levar até o fim. E hoje... Eu saio daqui realizada." Os fogos continuavam a iluminar o céu enquanto Dora celebrava. O jogo finalmente chegava ao fim e a traidora havia levado tudo.
Conheça os personagens: Amélie Claveaux, Bernardo Azevedo, Bianca Nogueira, Caio Montenegro, Dimas Hadlich, Dora Machado, Estela Martins, Fabricio Molinaro, Helena Brandão, Icaro Figueiredo, Leandro Vasconcelos, Lorena Bastos, Marcela Coutinho, Matheus Lacerda, Mauricio Campos, Nathaniel Puig, Núbia Bianchi, Penélope Falcão, Rafael Pacheco, Rosiane Seta, Sharon Sheetarah e Verônica Lux.
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TraiDORA no topo!!!
ResponderExcluirDora engoliu todos! Dora!!
ResponderExcluirAmei o programa. É muito detalhado, mas gostei de acompanhar! Parabéns, Bruna! Que venha mais!
Foi muito rápido, e uma delicia de acompanhar
ResponderExcluirE essa dupla Amélie e Dora foram tudo q aliados precisavam ser e se proteger nos momentos certos. Mas só uma era fiel, oq fez a traidora vencer