A madrugada toma conta do castelo. O silêncio dos corredores contrasta com a tensão que ainda pulsa nas paredes. No Conclave, as tochas tremulam. O ambiente é fechado, solene, quase ritualístico. Dora entra primeiro. Matheus já está lá, observando o tabuleiro com as molduras dos participantes. Eles trocam um olhar. Um entendimento silencioso. Dora é a primeira a falar: "Foi mais fácil do que eu esperava." Matheus apoia as mãos na mesa. "Quando a maioria começa a duvidar de quem pensa demais... O resto só acompanha. Ela estava começando a abrir linhas perigosas." Dora concorda. "E o melhor foi que não precisamos empurrar tanto. A tensão entre ela e o Dimas fez o trabalho." Matheus deixa escapar um leve sorriso. "A Núbia nos ajudou sem perceber. Ao atacar, criou caos. E no caos... A maioria escolhe o nome mais articulado." Dora caminha lentamente pelo espaço. "Amélie quase mudou o rumo. Aquela defesa da Núbia poderia ter embaralhado tudo." "Mas não foi suficiente", Matheus responde. "A dúvida já estava plantada." Um breve silêncio. Dora então fica mais séria. "Só que agora o jogo muda." Matheus ergue o olhar. "Como assim?" "Marcela era estratégica. Com ela fora, o grupo vai ficar mais emocional. E emoção gera imprevisibilidade." Ele concorda com um leve aceno. "Precisamos decidir o próximo movimento com cuidado. Se atacarmos alguém muito óbvio, pode virar contra nós." Dora encara o quadro restante dos participantes. "E também precisamos observar o Dimas. Ele recebeu votos. Pode virar alvo natural." Matheus cruza os braços. "Ou pode ser o próximo escudo." As chamas tremulam mais forte, como se reagissem à palavra. Dora respira fundo. "Hoje eles eliminaram uma fiel forte. Mas não podem errar de novo. Se começarem a desconfiar do padrão..." Matheus conclui a frase: "...O conforto acaba." Os dois permanecem em silêncio por alguns segundos, absorvendo a vantagem conquistada. Mais uma fiel caiu. E eles seguem invisíveis. A madrugada avança.
A manhã nasce pesada no castelo. Os participantes entram aos poucos na sala do café da manhã. Diferente de outros dias, hoje não há expectativa sobre uma ausência, há o peso de um erro coletivo. A cadeira de Marcela está vazia. E dessa vez, o vazio não é mistério. É culpa. Icaro é o primeiro a falar, quase num sussurro: "A gente tinha certeza demais." Penélope encara a xícara à sua frente. "Certeza baseada em lógica... Mas lógica pode ser manipulada." Dimas mantém a postura rígida. Ele recebeu dois votos na noite anterior e sabe que o nome dele também esteve na mesa. "Ela argumentava bem. Talvez isso tenha assustado a gente." Núbia respira fundo. "Ou talvez a gente tenha confundido estratégia com traição." Há um silêncio incômodo. Amélie quebra a pausa: "Quando ela falou no Círculo... Eu senti." Ninguém responde, mas todos sabem do que ela está falando. A segurança na voz de Marcela. A indignação contida. A revelação de que era fiel. Caio passa a mão pelo rosto. "Os traidores estão assistindo isso agora e comemorando." A frase paira no ar. Matheus apoia os cotovelos na mesa. "O pior é que agora qualquer pessoa que argumentar demais pode virar alvo automático." Penélope levanta o olhar. "Então a gente precisa mudar o critério. Se continuar punindo quem pensa, os traidores vão só assistir." Dora observa em silêncio, analisando cada reação. Icaro volta a falar: "Quem mais se beneficiou da saída dela?" A pergunta muda o clima. A culpa começa a se transformar novamente em suspeita. Núbia ergue o olhar. "Ontem o foco virou rápido demais." Dimas responde: "Porque o jogo muda rápido." "Ou porque alguém fez mudar", Icaro retruca. O café permanece quase intocado. A eliminação de Marcela não encerrou dúvidas, multiplicou. Agora o grupo não está apenas tentando encontrar traidores. Está tentando entender como caiu em mais um erro. E isso torna o próximo movimento ainda mais perigoso.
A tensão ainda domina a sala quando as portas se abrem lentamente. O som ecoa pelo ambiente. Selton Mello entra com passos calmos, expressão séria, quase contemplativa. Ele observa a mesa, os rostos abatidos, o café intocado. "Curioso..." ele começa, com voz baixa e firme. "Vocês dizem querer a verdade. Mas quando ela fala alto demais... Vocês a silenciam." Ninguém ousa responder. Selton caminha até a parede onde está o quadro de Marcela. "Marcela não caiu por falta de argumentos. Caiu por excesso deles." Ele retira a moldura da parede com cuidado. "Às vezes, o medo de estar sendo conduzido faz vocês rejeitarem quem tenta conduzir para fora do erro." Ele segura o quadro por um instante, encara o retrato. "E enquanto vocês duelam entre lógica e paranoia... Os traidores agradecem." Sem aviso, ele solta o quadro. A moldura cai no chão com um estrondo seco. O vidro se estilhaça. Alguns participantes se sobressaltam. O som ecoa pela sala como um lembrete brutal. "Mais uma fiel foi sacrificada." Ele volta o olhar para o grupo. "E cada erro de vocês fortalece quem está escondido à mesa." Silêncio absoluto. Então, o tom muda. "Mas hoje... Vocês terão a chance de recuperar parte do que estão perdendo." Ele caminha de volta ao centro da sala. "Uma nova missão os espera." Os olhares se erguem. "Porque, se não conseguem encontrar os traidores... Talvez precisem provar que ainda sabem agir como um time." Ele faz uma pausa. "Preparem-se." O clima de culpa começa a se misturar com expectativa. A próxima etapa do jogo está prestes a começar.
Missão #08: O grupo acompanha em silêncio quando Selton Mello caminha até o centro do salão principal. No meio do espaço, um grande dado cenográfico repousa sob a luz dos vitrais. Selton abre os braços levemente. "Hoje, não é sobre acusar. Não é sobre suspeitar." Ele olha para o dado. "É sobre comprometimento." Os participantes se entreolham. "Cinco de vocês serão escolhidos para participar desta missão. Um teste individual... Em benefício coletivo." Ele se aproxima do dado e apoia a mão sobre ele. "Cada jogador lançará o dado uma única vez. O número sorteado determinará a tarefa que deverá ser cumprida imediatamente." Ele caminha devagar enquanto explica: "As tarefas são públicas. Todos verão. Algumas exigem coragem artística, como produzir um retrato artístico com um modelo voluntário em pose clássica explícita... Ou ser o próprio modelo." Alguns risos nervosos surgem. "Outras envolvem mudanças visuais temporárias. Pintar o cabelo com tinta lavável... Ou até raspar completamente a cabeça." O clima muda levemente. "Há também desafios físicos. Utilizar uma perna imobilizada com uma tala cenográfica, ou ambas, limitando sua locomoção pelo restante do dia." Ele faz uma pausa estratégica. "Carregar adereços de "prisão medieval", como bola e corrente leve... Ou permanecer dentro de uma pequena paliçada decorativa por um período determinado." Os olhares agora misturam humor e apreensão. Selton então retoma o tom mais sério: "Se pelo menos três dos cinco jogadores completarem integralmente suas tarefas, um valor significativo será adicionado ao prêmio coletivo." Ele encara o grupo. "Caso menos de três aceitem ou consigam cumprir... Nenhum valor será acrescentado." Um murmúrio baixo percorre a sala. Então ele revela a parte final: "O quinto jogador terá um papel especial." Silêncio. "Ele deverá lançar o dado quatro vezes consecutivas. E cumprir as quatro tarefas sorteadas." Alguns arregalam os olhos. "Se completar todas sem desistir, além de acrescentar um valor adicional ao prêmio coletivo... Conquistará imunidade na próxima rodada de votação." A palavra imunidade ecoa mais alto que o restante. "Mas se recusar ou falhar em qualquer etapa... Nenhum valor extra será adicionado. E ele permanecerá vulnerável no jogo." Selton se afasta do dado. "Hoje vocês provarão até onde estão dispostos a ir pelo grupo." Ele observa cada rosto. "Porque confiança... Também se constrói no desconforto." O salão fica em silêncio. Cinco jogadores. Um dado. Constrangimento, sacrifício... E imunidade em jogo. "Quem se voluntaria?"
O salão ainda vibra com a explicação da missão. O dado cenográfico parece maior agora. Mais ameaçador. Selton Mello observa o grupo. "Quem se voluntaria?" O silêncio dura poucos segundos, mas são segundos estratégicos. Icaro levanta a mão primeiro. "Eu vou." Alguns olhares se cruzam. Ele recebeu votos na última mesa. A decisão parece calculada. Dimas ergue a sobrancelha. "Quer imunidade?" Icaro responde direto: "Quero ajudar o grupo." A frase é correta demais. Logo depois, Núbia levanta a mão. "Eu também." Penélope observa com atenção. Núbia foi alvo constante. Participar agora pode ser tentativa de reconstrução de imagem. Amélie fala em seguida: "Eu topo." O clima começa a mudar. A missão deixa de ser só constrangimento, vira vitrine pública de caráter. Caio suspira. "Tá. Eu vou também." Quatro nomes definidos. Resta o quinto. E o quinto terá que lançar o dado quatro vezes. Penélope e Icaro, em voz baixa: "Se o Dimas pegar imunidade agora, ele pode escapar de novo", Penélope analisa. "Ou pode se expor demais", Icaro rebate. "Quatro tarefas podem desgastar qualquer um." "E se um traidor quiser essa imunidade?" A hipótese paira no ar. Dora e Matheus, discretos num canto: "Se um de nós for o quinto, é arriscado demais", Dora murmura. Matheus concorda. "Imunidade agora pode parecer óbvia demais." "Então deixa alguém com votos assumir o risco", Dora conclui. Eles retornam para perto do grupo como se nada tivesse sido dito. No centro da sala Selton observa. "Falta um." O clima pesa. Dimas percebe os olhares sobre ele. "Eu posso ser o quinto." Silêncio imediato. Essa decisão pode ser lida como coragem. Ou como desespero. Núbia cruza os braços. "Ou alguém quer escolher quem vai?" O dado está ali. A imunidade está em jogo. E, mais uma vez, cada movimento tem duas interpretações. Selton pergunta: "Quem assumirá o risco máximo?"
O silêncio pesa por mais alguns segundos. Todos aguardam. Dimas respira fundo. "Eu vou ser o quinto." A frase sai firme. Sem hesitação visível. Alguns participantes se mexem nas cadeiras. A decisão muda completamente a leitura da missão. Selton Mello inclina levemente a cabeça. "Você compreende o que isso significa?" "Quatro lançamentos. Quatro tarefas. Sem recuar." Dimas sustenta o olhar. "Compreendo." Penélope observa atentamente, tentando identificar se há cálculo ou impulso. Núbia comenta, quase provocando: "Corajoso... Ou estratégico demais." Dimas responde sem olhar para ela: "Se eu estivesse me escondendo, não faria isso." A frase ecoa. Icaro cruza os braços. "Ou faria exatamente isso." O clima volta a ficar denso. Selton ergue a mão, encerrando o debate. "Então está decidido." Ele aponta para os cinco participantes: Icaro. Núbia. Amélie. Caio. E o próprio Dimas como o jogador das quatro provas. "O comprometimento começa agora." As portas do salão principal se abrem totalmente, revelando o grande dado no centro. Selton conclui: "Lembrem-se: Pelo menos três precisam cumprir suas tarefas. E Dimas... Seu limite será testado quatro vezes." Ele faz um gesto em direção ao dado. "Comecem." O som do primeiro passo ecoa pelo salão. Todos querem ver coragem. Mas alguns querem ver falha.
O grande dado repousa no centro do salão principal. As tochas nas paredes deixam o ambiente ainda mais teatral. Selton Mello faz um gesto para o primeiro participante. "Começaremos pelos quatro jogadores comuns. Um lançamento. Uma tarefa. Sem recuar." O grupo observa em silêncio. Núbia respira fundo e empurra o dado com força. Ele rola lentamente... Quica... Para. Selton lê a placa correspondente. "Posar como modelo para o retrato artístico em pose clássica." Um burburinho percorre a sala. Núbia fecha os olhos por um segundo, processando. "É isso?", pergunta, tentando manter firmeza. Um artista cenográfico já se posiciona com cavalete. A pose é clássica, inspirada em esculturas antigas, dramática, expressiva, mas respeitosa. Ela assume a posição sob os olhares atentos dos colegas. Icaro comenta baixo: "Ela não hesitou." Penélope observa: "Isso conta." Núbia sustenta a pose até o tempo determinado. Primeira tarefa cumprida. Amélie se aproxima do dado com um sorriso nervoso. Ela lança. Selton anuncia: "Utilizar uma perna imobilizada com tala cenográfica pelo restante do dia." Amélie solta um "ok" quase automático, mas o desafio é real. A tala é colocada. A locomoção fica visivelmente limitada. Ela dá os primeiros passos com dificuldade. "Vai ser um dia longo", Caio comenta. Amélie responde: "Mas o prêmio é coletivo." Segunda tarefa aceita.
Caio gira os ombros antes de lançar o dado. Ele empurra com menos força. O dado para. Selton lê: "Carregar adereço de prisão medieval: Bola e corrente cenográfica pelo período determinado." Um assistente traz a bola leve com corrente decorativa presa ao tornozelo. Caio testa o peso. "Poderia ser pior." Ele começa a caminhar pelo salão com dificuldade moderada. Dimas observa atentamente. Cada um está cumprindo. O último jogador comum Selton chama o quarto participante comum. O dado rola. "Pintar o cabelo com tinta lavável." Há risos nervosos. A tinta vibrante é aplicada ali mesmo. O visual de Icaro muda instantaneamente. O grupo reage com surpresa e gargalhadas contidas. Quatro lançamentos. Quatro tarefas aceitas. Selton ergue a voz: "Até agora... O grupo demonstra comprometimento." Ele então vira-se lentamente para Dimas. "Mas agora... Começa o verdadeiro teste." O salão silencia novamente. Dimas terá que lançar o dado quatro vezes. E cumprir tudo.
O salão silencia completamente. O grande dado parece ainda maior agora. Selton Mello fixa o olhar em Dimas. "Quatro lançamentos. Quatro tarefas. Sem pausa estratégica. Sem substituição." Dimas se posiciona diante do dado. Ele respira fundo. Os outros observam, alguns torcendo, outros analisando. 1º Lançamento de Dimas. Ele empurra o dado com força. Rola... Quica... Para. Resultado: 6. Selton lê: "Raspar completamente a cabeça." Um murmúrio atravessa o salão. Núbia leva a mão à boca. Penélope arregala os olhos. Dimas passa a mão pelo próprio cabelo. Silêncio. "Confirmo", ele diz. Uma cadeira é posicionada no centro. A máquina começa a funcionar. O som do corte ecoa pelo salão. Fios caem no chão. Ele mantém a postura firme. Primeira tarefa: Cumprida. 2º Lançamento. Ainda sentado, Dimas pede o dado. Ele lança novamente. Resultado: 4. Selton anuncia: "Utilizar ambas as pernas imobilizadas com talas cenográficas pelo restante do dia." Agora o desafio físico aumenta. As talas são colocadas. A movimentação se torna extremamente limitada. Ele precisa de apoio para se levantar. Icaro comenta baixo: "Isso vai pesar." Dimas testa os passos curtos, rígidos. Segunda tarefa: Aceita. 3º Lançamento: Com dificuldade de locomoção, ele se aproxima novamente do dado. Rola. Resultado: 3. "Carregar bola e corrente cenográfica." Alguns riem nervosamente. Agora, além das duas talas, ele terá a bola leve presa. A combinação torna cada passo ainda mais difícil. Dimas respira fundo. "Tudo bem." Terceira tarefa: Cumprida.
O clima já mistura admiração e incredulidade. Falta apenas uma. Selton ergue a voz: "Último lançamento. Se completar... Imunidade." O salão prende a respiração. Dimas posiciona o dado uma última vez. Ele empurra. O dado gira lentamente. E para. Resultado: 2. Selton lê: "Posar como modelo para o retrato artístico em pose clássica." Um riso coletivo explode de tensão. Careca. Duas talas. Bola e corrente. E agora, modelo artístico. Dimas fecha os olhos por um segundo... E sorri. "Vamos terminar isso." Ele assume a pose, com dificuldade física evidente, mas sustentando a expressão com firmeza. O tempo passa. Ninguém fala. Quando Selton sinaliza o fim, o salão explode em aplausos espontâneos. Selton caminha até o centro. "Dimas cumpriu as quatro tarefas." Ele olha para o grupo. "O valor adicional será acrescentado ao prêmio coletivo." Uma pausa. "E Dimas... Está imune na próxima mesa redonda." O impacto é imediato. Agora não é só coragem. É poder estratégico. Alguns aplaudem. Outros recalculam. A missão terminou. Mas as consequências... Começaram.
O salão começa a esvaziar, mas o clima está longe de leve. Dimas permanece no centro por alguns segundos, ainda com as talas e a bola cenográfica presas. Careca. Visivelmente exausto. Mas imune. Selton Mello já deixou o ambiente. Agora é jogo puro. Icaro se aproxima primeiro. "Eu critiquei você ontem. Mas isso... Foi entrega." Dimas apenas acena com a cabeça. Ele sabe que a imunidade muda tudo. Penélope observa à distância. "Coragem gera narrativa forte", ela comenta com Amélie. "E narrativa forte protege." Amélie concorda: "Agora votar nele seria impossível. Mesmo que alguém quisesse." Núbia e Caio, em voz baixa "Ele precisava disso", Núbia analisa. "Estava no radar." Caio responde: "Ou ele sabia que estava no radar." "Você acha que foi cálculo?" Caio dá de ombros. "Num jogo como esse? Sempre é." Dora e Icaro, discretos Dora mantém a expressão neutra. "Isso complica." Icaro concorda. "Ele estava começando a ser mencionado. Agora ganhou capital social e imunidade." "E se ele for fiel, vira líder natural." "E se não for...", Matheus completa, "acabou de blindar a própria posição." Eles trocam um olhar rápido. O jogo mudou de eixo. Dimas agora circula pelo salão recebendo comentários positivos. A coragem foi pública. A entrega foi visível. O sacrifício foi inegável. E isso constrói algo poderoso: Legitimidade. Penélope resume, em tom baixo: "Hoje ele não é só imune. Ele é influência." O prêmio aumentou. O grupo cumpriu. Mas a consequência estratégica é ainda maior. A próxima mesa redonda já não terá o mesmo desenho. E, na madrugada... Os traidores precisarão recalcular tudo.
A noite cai silenciosa sobre o castelo. As tochas do Conclave já estão acesas quando Dora entra. Matheus chega logo depois. O ambiente é fechado, íntimo e estratégico. Agora, um novo elemento paira sobre o tabuleiro: Dimas imune. Dora é a primeira a falar. "Ele virou o jogo." Matheus concorda. "Ontem estava no radar. Hoje virou símbolo de comprometimento." Ela caminha devagar pelo espaço. "E isso é perigoso." "Principalmente se for fiel", Matheus completa. "Ele pode começar a liderar." Dora para. "Ou pode estar jogando muito bem." Matheus ergue o olhar. "Você acha que foi cálculo?" Ela pensa por um segundo. "Num jogo como esse, ninguém aceita raspar a cabeça e se imobilizar sem entender o impacto." Matheus cruza os braços. "Agora ele tem imunidade e capital social. Não podemos tocá-lo." Dora assente. "E qualquer tentativa de questionar vai soar como inveja ou perseguição." Silêncio breve. O jogo precisa de um novo alvo. Matheus se aproxima do tabuleiro. "Com Dimas fora da votação, quem fica mais exposto?" Dora analisa: "Núbia ainda divide opiniões. Icaro fala muito. Penélope observa demais." "E Caio flutua", Matheus acrescenta. Dora conclui: "Precisamos eliminar alguém que mantenha o grupo confuso. Não alguém que una." Ela vira-se para ele. "E agora, qualquer movimento nosso precisa parecer consequência natural da paranoia deles." Matheus respira fundo. "Então nada óbvio." "E nada emocional." As chamas tremulam. A vantagem deles ainda existe. Mas Dimas alterou o ritmo do jogo. E quando o ritmo muda... Quem não se adapta cai. Dora encara Matheus. "Quem morre hoje?"
Conheça os personagens: Amélie Claveaux, Bernardo Azevedo, Bianca Nogueira, Caio Montenegro, Dimas Hadlich, Dora Machado, Estela Martins, Fabricio Molinaro, Helena Brandão, Icaro Figueiredo, Leandro Vasconcelos, Lorena Bastos, Marcela Coutinho, Matheus Lacerda, Mauricio Campos, Nathaniel Puig, Núbia Bianchi, Penélope Falcão, Rafael Pacheco, Rosiane Seta, Sharon Sheetarah e Verônica Lux.
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