quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

TTRA: 1x18 - The Traitors Realidade Alternativa - Entre o Alinhamento e a Desconfiança


A manhã começou pesada no castelo. Os seis participantes entraram na sala do café da manhã com o silêncio pairando no ar, interrompido apenas pelo tilintar de talheres. A eliminação de Icaro ainda parecia recente e o clima estava carregado de tensão. Dimas, sempre cauteloso, quebrou o silêncio com um suspiro: "Não dá pra acreditar que perdemos o Icaro... Ele era fiel, tinha que ter alguma estratégia por trás disso." Penélope, mexendo distraidamente na xícara de chá, respondeu em tom contido: "Acho que cada um seguiu seu instinto... Não tem como prever tudo, mas sei que alguém influenciou demais a votação." Núbia assentiu, franzindo a testa: "Sim... E eu sinto que essa pessoa está se sentindo muito confortável agora, vendo o caos que causou." Amélie olhou de um para o outro, tentando conectar mentalmente os acontecimentos das últimas rodadas. "Algumas falas de ontem... Algumas atitudes... Não sei se foi coincidência ou se alguém está manipulando tudo com cuidado demais." Dora se manteve calma, com um sorriso discreto, observando as reações de cada fiel, enquanto Matheus tentava parecer neutro, mas cada gesto dele parecia carregar mais tensão do que ele imaginava. "Se o Icaro era fiel, então um traidor deve estar respirando aliviado agora," disse Dimas, e todos se entreolharam, a atmosfera ficando ainda mais carregada. Penélope baixou o olhar, sentindo-se isolada, enquanto Núbia e Amélie trocavam pequenos olhares de desconfiança. A manhã avançava lenta, com cada um processando a perda e ponderando seus próximos passos. Entre silêncios, risadas nervosas e comentários contidos, ficava claro: A guerra social estava apenas começando, e qualquer movimento errado podia custar caro.

Selton Mello entrou na sala devagar, os olhos fixos nos seis participantes. Cada passo parecia ecoar pelo castelo, aumentando a tensão que já pairava no ar após a eliminação de Icaro. Ele caminhou até o retrato do eliminado na parede, passando a mão sobre a moldura como se ponderasse sobre o destino do rapaz. "Icaro partiu, mas suas escolhas ainda ecoam entre vocês... Cada ação aqui tem consequências," disse ele, a voz carregada de intensidade, fazendo todos prenderem a respiração. Num gesto abrupto, soltou o retrato, que caiu no chão com um estrondo ensurdecedor, quebrando o silêncio que dominava a sala. Todos se entreolharam, assustados, sentindo o peso daquele símbolo de que ninguém estava seguro. Selton se afastou alguns passos, o olhar varrendo cada participante. Com uma calma ameaçadora, concluiu: "Uma nova missão se aproxima... E vocês precisarão acertar de todo jeito. Nada será como antes." O ambiente ficou pesado, cada gesto e expressão dos seis participantes denunciando tensão, medo e ansiedade. O jogo mudava de patamar ali mesmo, e cada um já começava a imaginar como sobreviver à próxima provação.

Missão #09: O grupo foi conduzido ao pátio do castelo, onde o sol iluminava o terreno atrás da propriedade. Selton Mello os aguardava, a expressão séria, com os braços cruzados, enquanto o grupo se aproximava, tentando adivinhar o que os esperava. À medida que ele caminhava até uma antiga estufa de vidro, todos puderam ver o motivo do suspense: Diante dela estava estacionado um carro clássico dos anos 50, restaurado com perfeição, cada detalhe brilhando sob a luz. "Este é o meu carro pessoal", anunciou Selton, a voz ecoando pelo pátio. "Ele precisa estar dentro da estufa até o final de duas horas e meia. Intacto. Capaz de ligar normalmente. Essa é a missão." Os participantes se entreolharam, tentando absorver a magnitude do desafio. Selton continuou: "Mas não será simples. A porta principal da estufa está apenas parcialmente aberta e bloqueada por um cadeado de combinação. Na posição atual, o carro não passa. Vocês têm duas opções: Descobrir a combinação correta para abrir totalmente a porta, ou usar as ferramentas disponibilizadas, macacos hidráulicos, chaves, carrinhos de transporte e equipamentos básicos, para desmontar o veículo o suficiente para atravessar a abertura e remontá-lo no interior da estufa." Ele fez uma pausa, deixando a informação se instalar, antes de acrescentar: "O carro deve permanecer estruturalmente íntegro. Se qualquer peça essencial estiver ausente ou mal instalada, a missão será considerada falha. Para validar o sucesso, o veículo precisa ser ligado e funcionar por alguns segundos dentro da estufa." Selton olhou cada participante nos olhos, aumentando a tensão. "Sem que saibam de início, duas pistas para a combinação do cadeado já foram apresentadas. Uma foi mencionada discretamente durante o café da manhã, em um comentário aparentemente casual. A outra está escondida no próprio carro, integrada a um detalhe do painel, relacionado ao odômetro." Ele se afastou alguns passos, dando ao grupo a dimensão do desafio. "Vocês têm duas horas e meia. Se conseguirem colocar o carro dentro da estufa e fazê-lo funcionar, o valor estipulado será adicionado ao prêmio coletivo. Caso contrário, não receberão nada, independentemente de quão próximos cheguem. Boa sorte." O silêncio tomou o pátio por alguns segundos. Cada participante absorvia mentalmente a tarefa monumental, imaginando estratégias, calculando riscos e analisando suas chances de sucesso. A missão estava lançada, e o relógio começava a correr.

Assim que Selton terminou de explicar a missão, Matheus tomou a palavra com um sorriso estratégico. "Acho que podemos ganhar tempo se dividirmos as tarefas: Metade tenta descobrir a combinação do cadeado, enquanto a outra metade começa a desmontar o carro, caso seja necessário." Dimas franziu a testa, desconfiado da rapidez do plano. "Não sei se essa é a melhor abordagem... Se focarmos primeiro na combinação, podemos evitar riscos desnecessários com o carro." Núbia concordou com ele, caminhando até a porta da estufa e analisando o cadeado com cuidado. "Ele deve ter alguma lógica... Se prestarmos atenção às pistas que já recebemos, podemos abrir a porta sem mexer no veículo." Enquanto isso, Dora sorriu discretamente para Matheus e se dirigiu ao carro, puxando ferramentas e carrinhos de transporte. "Então vamos precisar colocar a mão na massa. Eu começo desmontando algumas partes mais simples, só para testar," disse ela, com um tom leve que escondia a intenção de criar pressão sobre os fiéis. Amélie se posicionou entre os dois grupos, tentando organizar o pensamento dos fiéis e entender como poderiam validar cada passo. Penélope se manteve indecisa por alguns segundos, olhando ora para a porta, ora para o carro, até finalmente decidir acompanhar Dimas e Núbia na tentativa de abrir o cadeado. O grupo ficou dividido, cada lado atento aos movimentos do outro. A tensão era palpável: Os fiéis calculando cada passo para não errar e os traidores aproveitando cada oportunidade para testar a paciência do grupo e acelerar a confusão. Cada minuto perdido poderia ser decisivo, e o relógio da missão começava a correr, impondo uma pressão silenciosa e constante sobre todos.

O silêncio do pátio foi quebrado apenas pelo som de ferramentas e murmúrios de cálculo. Dimas e Núbia se ajoelharam diante do cadeado, examinando cada detalhe com cuidado, tentando lembrar as pistas sutis que Selton havia mencionado. "Ele falou algo sobre o número 7 no café da manhã... Será que tem relação com isso?" murmurou Dimas, olhando para Núbia. Ela assentiu, estudando mentalmente o odômetro do carro, tentando correlacionar qualquer detalhe com a sequência da combinação. Cada tentativa de girar os números era acompanhada de respirações contidas e olhares ansiosos. Enquanto isso, Dora e Matheus avançavam no carro. Macacos hidráulicos levantavam o veículo, chaves se moviam em um ritmo preciso e pequenas partes eram removidas cuidadosamente. Matheus ria baixinho, como se fosse apenas um teste, observando a reação dos fiéis ao ver o carro sendo desmontado. "Vamos ver se eles ficam nervosos com isso," comentou, e Dora sorriu, sabendo exatamente o efeito que a pressa deles provocaria. Amélie tentava mediar, passando entre os dois grupos, explicando possibilidades e lembrando detalhes importantes, mas a tensão crescia a cada minuto. Penélope, dividida entre acompanhar Dimas e Núbia ou se aproximar dos traidores, sentia o coração disparar. Cada clique do cadeado e cada peça removida do carro pareciam acelerar o tempo e o relógio invisível da missão lembrava a todos que qualquer erro poderia custar caro. O pátio se transformava em um campo de estratégia, nervosismo e manipulação. Os fiéis tentavam permanecer racionais, confiando na lógica das pistas, enquanto os traidores testavam limites, brincando com a pressa e a insegurança do grupo. O desafio estava apenas começando e já era claro que cada movimento teria peso decisivo para o sucesso ou fracasso da missão.

Dimas respirou fundo e girou cuidadosamente a última sequência do cadeado. Um clique seco ecoou pelo pátio e a porta da estufa se abriu parcialmente. Núbia soltou um suspiro de alívio, um sorriso rápido surgindo em seu rosto. Penélope também se animou, sentindo que o grupo finalmente tinha avançado. Mas a sensação de vitória durou apenas alguns segundos. Matheus observava cada gesto, cada sorriso, cada pequena demonstração de confiança, e seu sorriso discreto sugeria que nada ali era totalmente seguro. Dora aproximou-se do carro, fingindo preocupação e oferecendo "ajuda" com uma das peças, mas o fez com uma lentidão calculada, aumentando a ansiedade dos fiéis sem que eles percebessem. Amélie passou rapidamente entre os dois grupos, tentando organizar o pensamento dos fiéis e manter a concentração na combinação do cadeado, mas a pressão era palpável. Cada clique, cada movimento, cada toque no carro parecia acelerar o tempo e amplificar a responsabilidade que caía sobre eles. O pátio, que até então estava silencioso exceto pelo som das ferramentas, agora vibrava com tensão, expectativa e uma pitada de medo. Os fiéis sabiam que estavam avançando, mas qualquer distração poderia custar caro. E, silenciosamente, os traidores continuavam a brincar com essa ansiedade, aproveitando cada oportunidade para aumentar a pressão e testar a paciência do grupo.

Com o cadeado parcialmente aberto, Dimas e Núbia se posicionaram para empurrar o carro em direção à estufa, medindo cada movimento com cuidado. O veículo avançou alguns centímetros, mas logo encontrou resistência na porta estreita. Penélope tentou empurrar junto, mas escorregou levemente, quase perdendo o controle. Matheus se aproximou sorrateiro, oferecendo conselhos: "Talvez seja melhor ajustar algumas peças antes de tentar passar... Não queremos arranhar o carro, né?" Dora se juntou, fingindo preocupação, mas em vez de ajudar de fato, segurava uma das ferramentas que poderia facilitar o movimento, atrasando propositalmente o grupo. Cada gesto era calculado para aumentar a pressão sobre os fiéis, que já sentiam o tempo se esgotando. Amélie analisava a situação, tentando coordenar os esforços de empurrar e ajustar, mas os traidores tinham conseguido criar uma tensão quase insuportável. Pequenos erros, como uma roda que encostava na moldura da estufa ou uma porta que não fechava direito, faziam o coração dos fiéis disparar. Cada segundo perdido parecia multiplicar o peso da missão. O carro se movia lentamente, cada avanço acompanhado de suspiros de alívio, mas também de olhares desconfiados entre os participantes. O clima do pátio estava carregado: A mistura de esforço físico, pressão do tempo e manipulação psicológica criava um ambiente quase insuportável, deixando claro que a missão estava longe de ser fácil e que qualquer decisão errada poderia custar caro ao prêmio coletivo.

O carro começou a se mover pela porta estreita da estufa, avançando centímetro a centímetro. Dimas guiava com cuidado, calculando cada ângulo, enquanto Núbia e Penélope empurravam com força controlada. Tudo parecia caminhar bem, até que Dora se aproximou com um sorriso discreto. "Talvez seja melhor ajustar esta peça antes de continuar," sugeriu ela, tocando suavemente uma das partes do carro. Mas o ajuste era sutilmente errado, o alinhamento ficou levemente comprometido. Os fiéis perceberam que o carro estava travando, mas não conseguiam determinar se o problema era fruto de um erro próprio ou de uma interferência externa. Matheus entrou na situação com uma expressão preocupada, oferecendo ajuda: "Calma, podemos tentar assim... Assim deve passar melhor." Mas a solução que ele indicava atrasava ainda mais o avanço, fazendo cada centímetro parecer um desafio monumental. O pátio estava carregado de tensão. Cada suspiro dos fiéis denunciava ansiedade, cada movimento parecia decisivo. O tempo corria implacável e os traidores observavam em silêncio, satisfeitos por ter conseguido aumentar a pressão sobre o grupo sem levantar suspeitas óbvias. A missão, que já era difícil, agora se tornava quase uma prova de nervos, e cada segundo perdido podia ser o suficiente para transformar progresso em desastre.

O carro avançava lentamente, inchando milímetro a milímetro pela estreita porta da estufa. Dimas se inclinava sobre o capô, controlando o ângulo com precisão, enquanto Núbia e Penélope empurravam com toda força, tentando compensar o leve desalinhamento causado pela "ajuda" de Dora. Cada centímetro conquistado fazia o coração de todos disparar; o tempo restante parecia encurtar a cada segundo. Dora e Matheus observavam de perto, mantendo expressões preocupadas e oferecendo conselhos calculadamente vagos. "Cuidado com a lateral, não arranquem nada," dizia Dora, enquanto ajustava levemente uma peça, mantendo o desalinhamento sutil que fazia os fiéis suarem frio. Matheus acrescentava: "Vai, vai... Quase lá, só mais um pouco," mas suas instruções mantinham o carro tremendo, fazendo os fiéis se questionarem se conseguiriam completar a missão. Amélie corria entre os lados, tentando organizar a movimentação do grupo, mas a pressão era insuportável. Cada erro pequeno parecia multiplicar-se: Um toque da roda na moldura da porta, uma peça que se movia de maneira inesperada, o peso do carro aumentando a ansiedade geral. Penélope, com as mãos suadas, murmurava: "Se errarmos agora, tudo pode estar perdido." Por fim, após segundos que pareceram horas, o carro deslizou completamente para dentro da estufa. Um suspiro coletivo de alívio percorreu o grupo. Dimas girou a chave do veículo e com um ronco firme e estável, o carro ligou sem problemas. Selton Mello, que observava em silêncio, aproximou-se com passos firmes. "Parabéns," disse ele, a voz firme e serena, mas carregada de intensidade. "Vocês conseguiram. O carro está dentro, intacto e funcionando perfeitamente. O valor estipulado será adicionado ao prêmio coletivo." Os fiéis trocaram olhares de alívio e incredulidade, abraçando-se discretamente. Ao mesmo tempo, Dora e Matheus sorriram entre si, satisfeitos com a tensão que conseguiram criar durante toda a missão, conscientes de que tinham manipulado os momentos críticos sem levantar suspeitas. A missão estava concluída, mas a guerra social e estratégica no castelo estava longe do fim e hoje ainda prometia segredos, desconfianças e decisões cruciais para a final.

Os seis participantes caminharam lentamente até a sala da mesa redonda, o clima pesado após a missão do carro ainda pairando sobre eles. Cada passo parecia mais lento, cada olhar carregado de tensão. Selton Mello os aguardava no centro, com a postura firme, os olhos varrendo cada participante. "Um dos seis aqui presentes não verá a luz do dia de amanhã," anunciou ele, a voz grave ecoando pelo salão. O silêncio caiu instantaneamente. Corações aceleraram, respirações se tornaram mais profundas e olhares nervosos começaram a se cruzar, medindo intenções e suspeitas. Dimas foi o primeiro a quebrar o silêncio, tentando articular seu pensamento com cautela: "Precisamos pensar racionalmente... Quem realmente representa ameaça ou quem pode estar manipulando os outros neste momento?" Núbia, com o cenho franzido, respondeu: "Não é só sobre ameaça... É sobre confiança. Quem aqui mostrou sinais de trapaça ou falta de alinhamento com o grupo nos últimos dias?" Amélie permaneceu em silêncio por alguns segundos, observando cada reação, antes de acrescentar: "Também precisamos considerar o que eles fizeram na missão do carro... Cada detalhe pode influenciar a percepção que todos têm uns dos outros." Penélope apertou os dedos contra a mesa, visivelmente tensa: "É impossível confiar completamente em alguém agora. Qualquer decisão errada e... Bem, não vamos nem pensar nisso." Do outro lado, Dora e Matheus trocavam olhares rápidos e calculados, sorrindo discretamente por dentro. Cada hesitação dos fiéis era uma oportunidade de plantar dúvidas. "Talvez seja hora de deixar as emoções de lado e pensar estrategicamente," disse Matheus, com um tom que parecia neutro, mas carregava sugestão sutil. O debate se intensificava, com acusações veladas e análises estratégicas. Cada participante tentava medir o outro, sondar intenções e prever movimentos antes da votação. A tensão estava no auge, e todos sabiam que aquela decisão poderia alterar completamente o rumo do jogo.

O debate na mesa redonda começou a esquentar quando Núbia ergueu a voz, desviando o foco do grupo por um instante. "Eu ainda não consigo esquecer daquele bilhete que incriminou o Icaro," disse ela, olhando diretamente para Amélie. "Não quero acusar ninguém sem provas, mas... E se ele não veio de onde pensamos? E se... De alguma forma, foi plantado por você?" Um silêncio pesado tomou a sala. Os fiéis se entreolharam, surpresos com a acusação direta. Penélope apertou os dedos contra a mesa e Dimas franziu a testa, tentando processar a possibilidade. Amélie respirou fundo, mantendo a calma, mas com um brilho afiado nos olhos. "Sério, Núbia? Se você pensar bem, quem realmente estava chamando mais atenção nas últimas mesas redondas? Quem estava sempre no centro das conversas, das discussões, das suspeitas?" Ela se inclinou levemente para frente, a voz firme. "Pode muito bem ser você quem falsificou o bilhete para que todos o encontrassem. Mas não, eu não faria algo tão óbvio. Se alguém queria manipular, não seria eu quem se colocaria sob tanto risco?" Núbia apertou os lábios, sentindo a acusação de Amélie pesar sobre ela, mas não recuou. "Eu posso estar errada, mas preciso levantar isso. Se fomos enganados, não podemos simplesmente ignorar qualquer possibilidade. E você, Amélie... Você esteve envolvida demais nos últimos dias para que isso fosse coincidência." O clima ficou eletricamente carregado. Todos os olhares se fixaram nas duas e mesmo Dora e Matheus trocaram sorrisos discretos, observando como a tensão entre os fiéis crescia exatamente no momento que mais lhes convinha. Cada palavra, cada gesto, poderia agora influenciar os votos da mesa redonda, e todos sabiam que aquela acusação podia mudar o rumo da eliminação.

Antes que Núbia pudesse insistir, Dora se adiantou, a voz calma mas firme. "Núbia, precisamos ser estratégicos agora," disse ela, olhando ao redor da mesa. "Amélie não é culpada de plantar o bilhete. O que aconteceu com o Icaro já passou, e continuar apontando dedos sem certezas só atrasa a decisão de hoje. Precisamos focar na votação e pensar com clareza, não em teorias." Penélope concordou, respirando fundo e encarando todos na mesa. "Dora tem razão," disse ela, com um tom sério. "Não podemos mais errar. Cada movimento conta, cada escolha aqui pode decidir quem vai sair. Se continuarmos nos atacando entre nós, corremos o risco de cometer o mesmo erro que custou o Icaro. Precisamos ser precisos, pensar estrategicamente e não nos deixar levar pelo medo." O clima ainda estava tenso, mas a intervenção de Dora e a advertência de Penélope deram uma direção clara à mesa. Todos se ajustaram nas cadeiras, encarando uns aos outros, sentindo o peso da decisão que se aproximava. Selton Mello, que observava cada reação, respirou fundo e falou com a voz grave que cortava o silêncio: "Chegou o momento de votar. Cada um de vocês precisa escolher cuidadosamente. Lembrem-se: A decisão que tomarem agora pode mudar o destino de todos. Quem sairá hoje do jogo... Será decidido por vocês." O salão ficou em silêncio absoluto por alguns segundos, cada participante absorvendo a gravidade da frase. 

O silêncio na mesa redonda era pesado enquanto Selton Mello entregava as cédulas de votação a cada participante. Um a um, os seis se prepararam para revelar seus votos, sabendo que cada escolha poderia ser decisiva. Dimas foi o primeiro. Olhou ao redor e disse com cautela: "Meu voto vai para Núbia. Sinto que nas últimas rodadas ela se colocou muito no centro das atenções e precisamos considerar a segurança do grupo." Em seguida, Dora fez seu voto com um sorriso discreto. "Também voto em Núbia. Não é pessoal, mas ela tem sido influente demais e estrategicamente, é a escolha mais segura para hoje." Matheus completou a sequência dos traidores. "Meu voto é em Núbia também. Considerando tudo que aconteceu, preciso ser consistente com minha estratégia e garantir que o risco seja minimizado." Penélope respirou fundo antes de falar. "O meu voto vai para Amélie. Apesar de toda a tensão, sinto que ela foi muito direta e talvez, tenha feito jogadas que impactaram a dinâmica do grupo." Núbia, encarando Amélie, disse firme: "Meu voto é em Amélie. Ela esteve envolvida demais na última situação com o bilhete e não posso ignorar a influência que teve sobre o rumo da votação." Por fim, Amélie se inclinou lentamente, encarando Núbia. "Meu voto vai para Núbia. A atenção que ela tem recebido nas últimas mesas redondas a coloca em posição de risco e hoje não posso me permitir ignorar isso." Selton Mello fez uma pausa, olhando para todos. O silêncio preenchia o salão, cada participante apreensivo com o que viria a seguir.

Selton Mello respirou fundo, olhando cada participante com intensidade. "Núbia, por favor, vá até o círculo da verdade e revele a sua identidade," disse ele, a voz firme, carregada de peso. Núbia se levantou, o coração acelerado, passos firmes, mas o olhar denunciando tensão e medo. Caminhou lentamente até o círculo central, sentindo o peso de todos os olhares sobre ela. O silêncio do salão parecia amplificar cada batida de seu coração. Quando se posicionou no centro, respirou fundo e disse, com a voz tremendo de emoção: "Eu... Eu sou uma fiel." A frase soou como um grito contido, carregado de drama e alívio, enquanto os fiéis e traidores permaneciam imóveis, absorvendo o peso da revelação. Ao sair do círculo, os olhos de Núbia estavam marejados, mas a expressão firme demonstrava determinação. Selton Mello permaneceu em silêncio por alguns segundos, deixando que todos processassem o momento, antes de se voltar para o grupo com uma expressão grave. "Mais uma vez... Vocês falharam," disse ele, a voz cortando o ar pesado. "Com cada decisão errada, com cada dúvida mal colocada, estão deixando os traidores cada vez mais felizes com seus erros. Cada oportunidade que vocês dão a eles fortalece o jogo deles, enquanto a tensão e a desconfiança corroem os fiéis. Este é o peso do jogo... E ainda não acabou." O grupo se encolheu levemente nas cadeiras, o impacto da fala de Selton ecoando na mente de todos. A derrota estratégica pesava tanto quanto a eliminação iminente, e todos sabiam que cada escolha daqui para frente poderia ser a última chance de reverter o rumo do jogo.

Conheça os personagens: Amélie ClaveauxBernardo AzevedoBianca NogueiraCaio MontenegroDimas HadlichDora MachadoEstela MartinsFabricio MolinaroHelena BrandãoIcaro FigueiredoLeandro VasconcelosLorena BastosMarcela CoutinhoMatheus LacerdaMauricio CamposNathaniel PuigNúbia BianchiPenélope FalcãoRafael PachecoRosiane SetaSharon Sheetarah e Verônica Lux.

LEMBRANDO QUE: Esta coluna é uma obra de ficção, qualquer semelhança com nomes, pessoas, factos ou situações da vida real terá sido mera coincidência. Todos os direitos de criação das personagens e suas histórias são reservados. Este material não pode ser publicado, reescrito ou redistribuído sem autorização. © 2015 - 2026

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3 comentários:

  1. Olha foi bom enquanto durou, Núbia fez por merecer o Top6, mas que lástima essa perda
    Minha diva merecia mais
    Dimas, Penélope e Amélie são espertos mas tão cegos pela Dora
    Matheus deve rodar logo

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    Respostas
    1. Acho que a Dora ganha. Ela comeu a Bianca com farofa sendo a mesma sua aliada.
      E depois teve o bilhete que jogou o Ícaro na fornalha.

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  2. Amelie, Dimas, Penélope versus os Traidores Dora e Matheus.

    Dora e Matheus sem limites... Achei perigoso demais eles brincarem na prova.

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